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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Índice

“A esperança nasce do amor e se fundamenta no amor que brota do Coração de Jesus” (Bula Spes non confundit, n. 3).

De dezembro de 2025 a maio de 2026 publicamos aqui em nosso blog as Catequeses proferidas pelos Papas Francisco (†2025) e Leão XIV ao longo do Jubileu Ordinário de 2025.

Para saber mais, confira nossa postagem com o Calendário do Jubileu 2025.

Com o título de “Jesus Cristo, nossa esperança” (cf. 1Tm 1,1), o ciclo de Catequeses foi iniciado pelo Papa Francisco no dia 18 de dezembro de 2024. Após a sua morte o Papa Leão XIV deu continuidade às reflexões, concluídas no dia 17 de dezembro de 2025.

Confira a seguir os links para as 38 Catequeses, divididas em quatro seções: a infância de Jesus, a vida de Jesus, a Páscoa de Jesus, a Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo atual.


I. A INFÂNCIA DE JESUS

1. Genealogia de Jesus (Mt 1,1-17)
2. O anúncio a Maria (Lc 1,26-38)

3. O anúncio a José (Mt 1,18-24)

6. A visita dos Magos (Mt 2,1-12)


II. A VIDA DE JESUS

a) Os encontros

1. Nicodemos (Jo 3)
2. A samaritana (Jo 4)

3. Zaqueu (Lc 19,1-10)
4. O homem rico (Mc 10,17-22)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 3

Dando início às reflexões sobre as “parábolas”, segunda parte da seção sobre a vida pública de Jesus dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, trazemos nesta postagem a última Catequese preparada pelo Papa Francisco antes da sua morte, sobre a parábola do pai misericordioso (Lc 15,11-32), e a primeira Catequese proferida pelo Papa Leão XIV após sua eleição, sobre a parábola do semeador (Mt 13,1-23).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 16 de abril de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.5. A vida de Jesus - As parábolas: O pai misericordioso (Lc 15,11-32)

Queridos irmãos e irmãs,
Depois de ter meditado sobre os encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho, a partir desta Catequese gostaria de refletir sobre algumas parábolas. Como sabemos, são relatos que retomam imagens e situações da realidade diária. Por isso tocam também a nossa vida. Provocam-nos. E pedem-nos que tomemos uma posição: onde eu estou nesse relato?

Comecemos com a parábola mais famosa, que todos nós conhecemos, talvez desde a infância: a parábola do pai e dos dois filhos (cf. Lc 15,11-32). Nela encontramos o coração do Evangelho de Jesus, isto é, a misericórdia de Deus.

O evangelista Lucas diz que Jesus conta essa parábola aos fariseus e escribas, que murmuravam porque Ele comia com os pecadores (vv. 1-3). Por isso, poderíamos dizer que se trata de uma parábola dirigida àqueles que se perderam, mas não o sabem e julgam os outros.

O retorno do filho pródigo (Rembrandt)
(Obra mencionada pelo Papa na Catequese)

O Evangelho quer nos confiar uma mensagem de esperança, porque nos diz que onde quer que tenhamos nos perdido, seja como for que tenhamos nos perdido, Deus vem sempre à nossa procura! Talvez tenhamos nos perdido como uma ovelha que se desviou do caminho para pastar ou que ficou para trás devido ao cansaço (cf. vv. 4-7). Ou talvez tenhamos nos perdido como uma moeda, que porventura caiu no chão e já não pode ser encontrada, ou que alguém colocou em algum lugar e já não se lembra onde (vv. 8-10). Ou talvez tenhamos nos perdido como os dois filhos desse pai: o mais novo, porque se cansou de estar em uma relação que lhe parecia demasiado exigente; mas o mais velho também se perdeu, pois não basta permanecer em casa se no coração houver orgulho e rancor.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 2

Confira nesta postagem as últimas duas meditações sobre os encontros”, primeira parte da seção sobre a vida pública de Jesus dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”: Zaqueu (Lc 19,1-10) e o homem rico (Mc 10,17-22).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 02 de abril de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.3. A vida de Jesus - Os encontros: Zaqueu (Lc 19,1-10)

Amados irmãos e irmãs,
Continuemos a contemplar os encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho. Desta vez gostaria de meditar sobre a figura de Zaqueu: um episódio que me é particularmente caro, porque ocupa um lugar especial no meu caminho espiritual.

O Evangelho de Lucas nos apresenta Zaqueu como alguém que parece irremediavelmente perdido. Talvez também nós nos sintamos assim às vezes: sem esperança. Zaqueu, pelo contrário, descobrirá que o Senhor já estava à sua procura.

Com efeito, Jesus desceu a Jericó, cidade situada abaixo do nível do mar, considerada uma imagem do submundo, onde Jesus quer ir procurar aqueles que se sentem perdidos. E, na realidade, o Senhor Ressuscitado continua a descer aos submundos de hoje, aos lugares de guerra, à dor dos inocentes, ao coração das mães que veem morrer os seus filhos, à fome dos pobres.

Jesus e Zaqueu

Em certo sentido Zaqueu se perdeu, talvez tenha feito escolhas equivocadas ou a vida o tenha colocado em situações das quais tem dificuldade de sair. Com efeito, Lucas insiste em descrever as características deste homem: não só é um publicano, isto é, alguém que cobra os impostos dos seus concidadãos para os invasores romanos, mas é inclusive o chefe dos publicanos, como se dissesse que o seu pecado é multiplicado.

Além disso, Lucas acrescenta que Zaqueu é rico, dando a entender que enriqueceu às custas dos outros, abusando da sua posição. Mas tudo isso tem consequências: Zaqueu provavelmente se sente excluído, desprezado por todos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 1

Dando continuidade às Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, após a seção sobre a infância de Jesus, publicaremos as reflexões sobre a vida pública de Jesus, subdivididas em três partes (os encontros, as parábolas e as curas).

Confira nesta postagem, portanto, as primeiras duas meditações sobre os “encontros” de Jesus: com Nicodemos (Jo 3) e com a samaritana (Jo 4).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 19 de março de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.1. A vida de Jesus - Os encontros: Nicodemos (Jo 3)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Com esta Catequese começamos a contemplar alguns encontros narrados nos Evangelhos, para compreender o modo como Jesus dá esperança. Com efeito, há encontros que iluminam a vida e dão esperança. Pode acontecer, por exemplo, que alguém nos ajude a ver uma dificuldade ou um problema que estamos vivendo de uma perspectiva diferente; ou pode acontecer que alguém simplesmente nos dê uma palavra que não nos faça sentir sozinhos na dor que estamos atravessando. Podem ocorrer às vezes também encontros silenciosos, nos quais nada é dito, mas esses momentos nos ajudam a retomar o caminho.

O primeiro encontro sobre o qual gostaria de me deter é o de Jesus com Nicodemos, narrado no capítulo 3 do Evangelho de João. Começo por este episódio porque Nicodemos é um homem cuja história mostra que é possível sair das trevas e encontrar a coragem de seguir Cristo.

Jesus e Nicodemos (Henry Ossawa Tanner)

Nicodemos vai ter com Jesus à noite: uma hora incomum para um encontro. Na linguagem de João, as referências temporais têm muitas vezes um valor simbólico: aqui a noite é provavelmente o que está no coração de Nicodemos. É um homem que se encontra na escuridão da dúvida, naquela escuridão que experimentamos quando já não compreendemos o que está acontecendo na nossa vida e não vemos claramente o caminho a seguir.

Se estamos nas trevas, certamente buscamos a luz. E João, no início do seu Evangelho, escreve assim: «A luz verdadeira, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano» (Jo 1,9). Nicodemos, portanto, busca Jesus porque pressente que Ele pode iluminar as trevas do seu coração.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Infância de Jesus 4

Concluídas as celebrações do Tempo do Natal, retomamos a publicação das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, com as últimas duas meditações sobre a infância de Jesus: a Apresentação no Templo (Lc 2,22-40) e do encontro de Jesus no Templo (Lc 2,41-52).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
1.7. A infância de Jesus: A Apresentação no Templo (Lc 2,22-40)

Caros irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje contemplamos a beleza de «Jesus Cristo, nossa esperança» (1Tm 1,1) no mistério da sua Apresentação no Templo.

Nos relatos da infância de Jesus o evangelista Lucas nos mostra a obediência de Maria e José à Lei do Senhor e a todas as suas prescrições. Na realidade, em Israel não havia a obrigação de apresentar o menino no Templo, mas quem vivia à escuta da Palavra do Senhor e desejava conformar-se a ela, considerava-a um costume precioso. Assim fez Ana, mãe do profeta Samuel, que era estéril; Deus ouviu a sua prece e ela, uma vez nascido o filho, o levou ao Templo e o ofereceu para sempre ao Senhor (cf. 1Sm 1,24-28).

Apresentação de Jesus no Templo
(Aert de Gelder)

Lucas, portanto, narra o primeiro ato de culto de Jesus, celebrado na cidade santa, Jerusalém, que será a meta de todo o seu ministério itinerante a partir do momento em que tomará a firme decisão de se dirigir a ela (cf. Lc 9,51), indo ao encontro do cumprimento da sua missão.

Maria e José não se limitam a enxertar Jesus em uma história de família, de povo, de aliança com o Senhor Deus. Eles se ocupam do seu cuidado e do seu crescimento, introduzindo-o no ambiente da fé e do culto. E eles mesmos crescem gradualmente na compreensão de uma vocação que os supera em grande medida.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Catequeses do Jubileu 2025: Infância de Jesus 3

Prosseguindo com as reflexões do Papa Francisco sobre a infância de Jesus dentro do ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, confira nesta postagem a quinta e a sexta meditações: o nascimento de Jesus e a visita dos pastores (Lc 2,1-20) e a visita dos Magos (Mt 2,1-12).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
1.5. A infância de Jesus: O Nascimento e a visita dos pastores (Lc 2,1-20)

Caríssimos irmãos e irmãs, bom dia!
No nosso percurso jubilar de Catequeses sobre Jesus, nossa esperança, meditemos hoje sobre o acontecimento do seu nascimento em Belém.

O Filho de Deus entra na história fazendo-se nosso companheiro de caminho, e começa a viajar quando ainda está no seio materno. O evangelista Lucas narra-nos que, assim que foi concebido, partiu de Nazaré para a casa de Zacarias e Isabel; e depois, no final da gravidez, de Nazaré a Belém, para o recenseamento. Maria e José são obrigados a ir para a cidade do rei Davi, onde também José tinha nascido. O Messias tão esperado, o Filho do Deus Altíssimo, deixa-se contabilizar, isto é, ser contado e registrado, como qualquer cidadão. Submete-se ao decreto de um imperador, César Augusto, que se julga senhor de toda a terra.

Adoração dos pastores (Murillo)

Lucas insere o nascimento de Jesus em um «tempo que se pode datar com precisão» e em um «ambiente geográfico exatamente definido», de modo que «o universal e o concreto tocam-se mutuamente» (Bento XVI, A infância de Jesus, 2012, 57). Deus que entra na história não desarticula as estruturas do mundo, mas quer iluminá-las e recriá-las desde dentro.

Belém significa «casa do pão». Foi ali que se cumpriram os dias do parto para Maria e foi ali que nasceu Jesus, pão descido do céu para saciar a fome do mundo (cf. Jo 6,51). O anjo Gabriel tinha anunciado o nascimento do Rei messiânico no sinal da grandeza: «Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim» (Lc 1,31-33).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Catequeses do Jubileu 2025: Infância de Jesus 2

Dando continuidade ao ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, confira nesta postagem a terceira e a quarta meditações do Papa Francisco sobre a infância de Jesus: o anúncio a José (Mt 1,18-24) e a Visitação e o Magnificat (Lc 1,39-56).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 29 de janeiro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
1.3. A infância de Jesus: O anúncio a José (Mt 1,18-24)

Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje continuamos a contemplar Jesus no mistério das suas origens, narrado pelos Evangelhos da infância.
Enquanto Lucas nos permite fazê-lo na perspectiva da Mãe, a Virgem Maria, Mateus, pelo contrário, coloca-se na perspectiva de José, o homem que assume a paternidade legal de Jesus, enxertando-o no tronco de Jessé e ligando-o à promessa feita a Davi.

Com efeito, Jesus é a esperança de Israel que se cumpre: é o descendente prometido a Davi (cf. 2Sm 7,12; 1Cr 17,11), que torna a sua casa «abençoada para sempre» (2Sm 7,29); é o rebento que brota do tronco de Jessé (cf. Is 11,1), o «rebento justo», destinado a reinar como verdadeiro rei, que sabe exercer o direito e a justiça (cf. Jr 23,5; 33,15).

Sonho de José
(Philippe de Champaigne)

José entra em cena no Evangelho de Mateus como noivo de Maria. Para os judeus o noivado era um verdadeiro vínculo jurídico, que preparava para o que aconteceria cerca de um ano depois, ou seja, a celebração do casamento. Era então que a mulher passava da guarda do pai para a do marido, transferindo-se para a sua casa e tornando-se disponível para o dom da maternidade.

É precisamente neste intervalo de tempo que José descobre a gravidez de Maria, e o seu amor é duramente posto à prova. Perante uma situação semelhante, que comportaria a interrupção do noivado, a Lei sugeria duas possíveis soluções: ou um ato jurídico de caráter público, como a convocação da mulher ao tribunal, ou uma ação particular, como a entrega à mulher de uma carta de repúdio.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Catequeses do Jubileu 2025: Infância de Jesus 1

Ao longo do Jubileu Ordinário de 2025 os Papas Francisco (até sua morte em abril) e Leão XIV (a partir da sua eleição em maio) proferiram uma série de Catequeses inspiradas no “tema” do Ano Santo, intituladas “Jesus Cristo, nossa esperança”.

A partir desta postagem gostaríamos de repropor essas reflexões, começando com a seção dedicada à infância de Jesus. Confira nessa primeira parte, portanto, as meditações sobre a genealogia de Jesus (Mt 1,1-17) e sobre a Anunciação a Maria (Lc 1,26-28).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 18 de dezembro de 2024
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
1.1. A infância de Jesus: Genealogia de Jesus (Mt 1,1-17)

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje começamos o ciclo de Catequeses que decorrerá durante todo o Ano Jubilar. O tema é “Jesus Cristo, nossa esperança”: com efeito, Ele é a meta da nossa peregrinação e Ele mesmo é o caminho, a estrada a percorrer.

A primeira parte tratará da infância de Jesus, que nos é narrada pelos Evangelistas Mateus e Lucas (cf. Mt 1–2; Lc 1–2). Os Evangelhos da infância narram a concepção virginal de Jesus e o seu nascimento do seio de Maria; evocam as profecias messiânicas que n’Ele se cumprem e falam da paternidade legal de José, que enxerta o Filho de Deus no “tronco” da dinastia davídica. Jesus nos é apresentado recém-nascido, menino e adolescente, submisso aos seus pais e, ao mesmo tempo, consciente de ser totalmente dedicado ao Pai e ao seu Reino. A diferença entre os dois Evangelistas é que, enquanto Lucas narra os acontecimentos com os olhos de Maria, Mateus o faz com os olhos de José, insistindo sobre uma paternidade realmente inédita.

Antepassados de Jesus (Michael Willmann)

Mateus começa o seu Evangelho e todo o cânon do Novo Testamento com a «origem de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão» (Mt 1,1). Trata-se de uma lista de nomes já presente nas Escrituras hebraicas, para mostrar a verdade da história e a verdade da vida humana. Com efeito, «a genealogia do Senhor é constituída a partir da história verdadeira, onde se encontram nomes no mínimo problemáticos e se sublinha o pecado do rei Davi (cf. Mt 1,6). Tudo, porém, se conclui e floresce em Maria e em Cristo (v. 16)» (Carta sobre a renovação do estudo da História da Igreja, 21 de novembro de 2024). Depois manifesta-se a verdade da vida humana que passa de geração em geração, confiando três elementos: um nome que encerra uma identidade e uma missão únicas; a pertença a uma família e a um povo; e, por último, a adesão de fé ao Deus de Israel.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Memória dos Santos nas Igrejas particulares

Há cerca de um ano o Papa Francisco (†2025) publicou uma Carta exortando as Igrejas particulares (Dioceses, Prelazias...) a recordar os próprios Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus no dia 09 de novembro.

Não se trata de uma nova celebração litúrgica: nesse dia, com efeito, celebramos a Festa da Dedicação da Basílica do Latrão, a Catedral de Roma [1]. A proposta é de caráter pastoral: após a celebração da Solenidade de Todos os Santos no dia 01 de novembro (em alguns lugares transferida para o domingo seguinte), as Igrejas particulares são convidadas a dar a conhecer os próprios filhos que se destacaram por sua fidelidade a Cristo.

Cristo e Santas Mulheres
(Santuário Nacional de Aparecida)

Confira a Carta do falecido Pontífice na íntegra:

Papa Francisco
Carta sobre a memória nas Igrejas particulares dos próprios Santos, Beatos, Veneráveis e Servos de Deus

Com a Exortação Apostólica Gaudete et exsultate (2018) eu quis voltar a propor aos fiéis discípulos de Cristo no mundo contemporâneo a vocação universal à santidade. Ela está no centro do ensinamento do Concílio Vaticano II, recordando que «todos os que creem em Cristo, seja qual for o seu estado ou condição, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade» (Lumen gentium, n. 40). Portanto, todos são chamados a acolher o amor de Deus, que «foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo» (Rm 5,5). Com efeito, a santidade, mais do que ser fruto do esforço humano, consiste em dar espaço à ação de Deus.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Novendiales em sufrágio pelo Papa Francisco (2)

Em nossa postagem anterior destacamos as primeiras celebrações dos Novendiales, os nove dias de Missas em sufrágio pelo Papa Francisco, falecido no dia 21 de abril, celebrados de 26 de abril a 04 de maio de 2025.

Conforme indicado no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, as Missas do 1º, do 5º e do 9º dias são confiadas ao Colégio Cardinalício, sendo organizadas pelo Ofício das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Nos outros dias as celebrações são confiadas a alguns grupos, sendo organizadas pelos Cerimoniários da Basílica de São Pedro.

Após destacar os primeiros seis dias na postagem anterior, destacamos aqui os últimos três dias de celebrações.

Na sexta-feira foi celebrada a Missa pelo Papa falecido, com orações e leituras próprias e com paramentos vermelhos (cor do luto papal). Na tarde do sábado e no domingo, por sua vez, foi celebrada a Missa do dia com suas orações e leituras e com paramentos brancos.

Como afirmamos na postagem anterior, nos dias de semana nota-se a ausência do frontal do altar e o uso de cruz e candelabros prateados, simbolizando o caráter “penitencial” das Missas pelos defuntos. No domingo, por sua vez, foi usado o frontal do altar e cruz e candelabros dourados, evidenciando o caráter festivo desse dia.

02 de maio (sexta-feira): 7º dia
Missa presidida pelo Cardeal Claudio Gugerotti, até então Prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais, com a presença das Igrejas Católicas Orientais, incluindo alguns Patriarcas, Arcebispos-Maiores e Metropolitas

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Hierarcas católicos orientais presentes
Liturgia da Palavra

Novendiales em sufrágio pelo Papa Francisco (1)

De 26 de abril a 04 de maio de 2025, conforme indicado no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, foram celebrados em Roma os Novendiales, isto é, os nove dias de Missas em sufrágio pelo Papa Francisco, falecido no dia 21 de abril.

As Missas do 1º, do 5º e do 9º dias são confiadas ao Colégio Cardinalício, sendo organizadas pelo Ofício das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. Nos outros dias as celebrações são confiadas a alguns grupos, como veremos a seguir, sendo organizadas pelos Cerimoniários da Basílica de São Pedro.

Nos dias de semana foi celebrada a Missa pelo Papa falecido, com orações e leituras próprias e com paramentos vermelhos (cor do luto papal). Nos domingos, por sua vez, foi celebrada a Missa do dia com suas orações e leituras e com paramentos brancos.

Destacamos nos dias de semana a ausência do frontal do altar e o uso de cruz e candelabros prateados, simbolizando o caráter “penitencial” das Missas pelos defuntos. Nos domingos, por sua vez, foi usado o frontal do altar e cruz e candelabros dourados, evidenciando o caráter festivo desse dia.

26 de abril (sábado): 1º dia
Missa Exequial presidida pelo Decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Giovanni Battista Re

27 de abril (domingo): 2º dia
Missa do II Domingo da Páscoa presidida pelo Cardeal Pietro Parolin, até então Secretário de Estado da Santa Sé, com a presença dos peregrinos vindos para o Jubileu dos Adolescentes

28 de abril (segunda-feira): 3º dia
Missa presidida pelo Cardeal Baldassare Reina, Arcipreste da Basílica do Latrão e Vigário Geral da Diocese de Roma, com os fiéis da Diocese de Roma

Incensação do altar
Liturgia da Palavra
Homilia
Apresentação das oferendas
Consagração

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Vésperas do II Domingo da Páscoa na Basílica de Santa Maria Maior

Na tarde do dia 27 de abril de 2025 os Cardeais presentes em Roma para os funerais do Papa Francisco, falecido no dia 21 de abril, participaram das II Vésperas (oração da tarde da Liturgia das Horas) do II Domingo da Páscoa na Basílica de Santa Maria Maior, onde o Romano Pontífice foi sepultado na manhã do sábado, dia 26.

Ao chegar à Basílica, com efeito, os Cardeais visitaram o túmulo do Papa e rezaram por alguns instantes diante do ícone da Virgem Maria Salus populi romani (Proteção do povo romano) na Capela Paulina. 

Seguiram-se as Vésperas presididas pelo Cardeal Rolandas Makrickas, Arcipreste Coadjutor da Basílica.

Túmulo do Papa Francisco

Cardeais rezam na Capela Paulina

Procissão de entrada

quinta-feira, 1 de maio de 2025

Fotos do II Domingo da Páscoa no Vaticano (2025)

Na manhã do dia 27 de abril de 2025 o Cardeal Pietro Parolin, que havia sido o Secretário de Estado da Santa Sé durante o pontificado do Papa Francisco, celebrou a Missa do II Domingo da Páscoa na Praça de São Pedro.

A celebração marcou o 2º dia dos Novendiales, nove dias em sufrágio pela alma do Papa Francisco, falecido no dia 21 de abril, que tiveram início com a Missa Exequial na manhã do sábado, dia 26.

A Missa também contou com a presença de milhares de peregrinos vindos para o Jubileu dos Adolescentes. Nesse domingo, com efeito, estava previsto que o Papa celebrasse a Canonização do Beato Carlo Acutis (que será realizada pelo próximo Papa).

O Cardeal Parolin foi assistido pelo Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

Incensação do ícone da Salus populi romani

Ritos iniciais

Homilia do Cardeal Parolin: II Domingo da Páscoa

Celebração Eucarística no 2º dia dos Novendiales
Homilia do Cardeal Pietro Parolin
Praça de São Pedro
II Domingo da Páscoa, 27 de abril de 2025

Queridos irmãos e irmãs,
Jesus Ressuscitado aparece aos seus discípulos enquanto estavam encerrados com medo no Cenáculo, com as portas fechadas (Jo 20,19). O estado de espírito dos discípulos está perturbado e o seu coração triste, porque o Mestre e Pastor, que tinham seguido deixando tudo, foi pregado na cruz. Viveram coisas terríveis e sentem-se órfãos, sozinhos, perdidos, ameaçados e indefesos.

A imagem inicial que o Evangelho nos oferece neste Domingo pode representar bem o estado de espírito de todos nós, da Igreja e do mundo inteiro. O Pastor que o Senhor deu ao seu povo, o Papa Francisco, terminou a sua vida terrena e nos deixou. A dor pela sua partida, o sentimento de tristeza que nos assalta, a perturbação que sentimos no coração, a sensação de desorientação: estamos vivendo tudo isto, como os Apóstolos entristecidos pela morte do Senhor.


No entanto, o Evangelho nos diz que é precisamente nestes momentos de escuridão que o Senhor vem até nós com a luz da Ressurreição, para iluminar os nossos corações. O Papa Francisco lembrou-nos disso desde a sua eleição e repetiu-o a nós muitas vezes, colocando no centro do seu pontificado a alegria do Evangelho que - como escreveu na Evangelii gaudium - «enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (n. 1).

A alegria pascal, que nos sustenta na hora da provação e da tristeza, hoje é algo que quase se pode tocar nesta Praça; é visível sobretudo nos vossos rostos, queridos adolescentes que viestes de todo o mundo para celebrar o Jubileu. Vós vindes de muitos lugares: das Dioceses da Itália e da Europa, dos Estados Unidos à América Latina, da África à Ásia... convosco está aqui realmente presente o mundo inteiro!

quarta-feira, 30 de abril de 2025

Fotos do Sepultamento do Papa Francisco

Após a Missa Exequial celebrada na Praça de São Pedro na manhã do sábado, 26 de abril de 2025, o corpo do Papa Francisco, falecido no dia 21 de abril, foi conduzido à Basílica de Santa Maria Maior para o sepultamento.

Na noite da véspera, dia 25 de abril, por sua vez, teve lugar o rito do fechamento do féretro na Basílica de São Pedro, onde o corpo esteve exposto desde a manhã da quarta-feira, dia 23.

O rito, seguindo o Ordo Exsequiarum Romani Pontificis, como é possível ver no livreto da celebração, foi presidido pelo Cardeal Kevin Joseph Farrell, Camerlengo da Santa Igreja Romana, assistido pelo Monsenhor Marco Agostini. Presentes também alguns Cardeais, cônegos da Basílica Vaticana e colaboradores do Pontífice falecido.

Após uma monição introdutória, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, Dom Diego Giovanni Ravelli, leu o rogito (rogitus), breve resumo da vida e do ministério do Papa, que foi então assinado pelos presentes enquanto se entoava o cântico de Zacarias, o Benedictus (Lc 1,68-79).

Em seguida Dom Diego Ravelli cobriu o rosto do Papa com um véu, gesto precedido de uma oração do Camerlengo aprofundando o seu simbolismo.

Após o Camerlengo aspergir o corpo com água benta, foram depositados no féretro o texto do rogito em um tubo de metal e moedas cunhadas durante o pontificado, elementos que facilitam a identificação do corpo em uma eventual exumação.

Em seguida o caixão interno, de metal, foi lacrado (sobretudo por questões higiênicas) e foram impressos na tampa alguns selos que garantem sua autenticidade. Por fim, foi fechada a tampa do caixão externo, de madeira. Ambos os gestos foram acompanhados pelo canto de salmos. 

Dom Ravelli cobre o rosto do Papa com um véu

Aspersão do corpo

O caixão de metal é lacrado e recebe o selo do Camerlengo

Fotos da Missa Exequial do Papa Francisco

Na manhã do dia 26 de abril de 2025, Sábado da Oitava Pascal, a Praça de São Pedro no Vaticano acolheu a Missa Exequial do Papa Francisco, falecido na segunda-feira, 21 de abril.

A Missa foi presidida pelo Cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício, assistido pelo Monsenhor Ján Dubina, endossando uma casula vermelha (cor do luto papal) que pertencia a São João Paulo II, a mesma usada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger nas Exéquias do Papa polonês em 2005.

Presentes delegações oficiais de vários países e das Igrejas Ortodoxas e Ortodoxas Orientais [1].

Junto ao altar foi colocada uma réplica do ícone da Virgem Maria Salus populi romani (Proteção do povo romano). Na fachada da Basílica, por sua vez, presente uma tapeçaria (arazzo) da Ressurreição do Senhor, já usada em funerais anteriores.

Ao longo desta postagem destacaremos algumas particularidades da Missa, conforme indicado no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis e no livreto da celebração.

No início da celebração o féretro com o corpo do Papa foi depositado diante do altar, no chão, junto ao círio pascal. Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, depositou o Evangeliário sobre o féretro.

Procissão de entrada

O Evangeliário é depositado sobre o féretro

Ritos iniciais

Homilia: Missa Exequial do Papa Francisco

Missa das Exéquias do Papa Francisco
Homilia do Cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício
Praça de São Pedro
Sábado, 26 de abril de 2025

Nesta majestosa Praça de São Pedro, onde o Papa Francisco celebrou tantas vezes a Eucaristia e presidiu grandes encontros ao longo destes 12 anos, encontramo-nos reunidos em oração à volta dos seus restos mortais com o coração triste, mas sustentados pela certeza da fé, que nos garante que a existência humana não termina no túmulo, mas na casa do Pai, em uma vida de felicidade que não terá ocaso.

Em nome do Colégio Cardinalício, agradeço de coração a presença de todos vós. Com grande emoção, dirijo uma deferente saudação e um vivo agradecimento aos Chefes de Estado, aos Chefes de Governo e às Delegações oficiais que vieram de muitos países para manifestar afeto, veneração e estima pelo Papa que nos deixou.


A manifestação popular de afeto e adesão, a que assistimos nos últimos dias, após a sua passagem desta terra para a eternidade, mostram-nos quanto o intenso pontificado do Papa Francisco tocou mentes e corações.

Com a nossa oração, queremos agora entregar a alma do nosso amado Pontífice a Deus, para que Ele lhe conceda a felicidade eterna no horizonte luminoso e glorioso do seu imenso amor.

Somos iluminados e guiados pela passagem do Evangelho (Jo 21,15-19), na qual ressoou a voz do próprio Cristo quando interpelou o primeiro dos Apóstolos: «Simão, tu me amas mais do que estes?» (v. 15). E a resposta de Pedro foi pronta e sincera: «Senhor, Tu sabes tudo, Tu sabes que eu te amo!». E Jesus confiou-lhe a grande missão: «Apascenta as minhas ovelhas» (v. 17). Esta será constantemente a tarefa de Pedro e dos seus Sucessores, um serviço de amor na senda do Mestre e Senhor Jesus Cristo que «não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate por muitos» (Mc 10,45).

terça-feira, 29 de abril de 2025

Transladação do corpo do Papa Francisco

Na noite da segunda-feira, 21 de abril de 2025, após a morte do Papa Francisco, teve lugar o primeiro rito das Exéquias, conforme indicado no Ordo Exsequiarum Romani Pontificis (cuja segunda edição foi aprovada em 2024): a constatação da morte e a deposição do corpo no féretro.

O rito foi realizado na Capela da Casa Santa Marta (Domus Sanctae Marthae), presidido pelo Cardeal Kevin Joseph Farrell, Camerlengo da Santa Igreja Romana, assistido pelo Monsenhor L'ubomir Welnitz.

O corpo, depositado no caixão de madeira com revestimento interno de metal, foi revestido com os paramentos litúrgicos como para a Missa, incluindo a mitra simples , a casula vermelha (cor do luto papal) e o pálio de Bispo de Roma.


O Camerlengo recita uma oração
Aspersão do corpo

Na manhã da quarta-feira, 23 de abril, por sua vez, teve lugar a transladação do corpo da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro.

O rito novamente foi presidido pelo Camerlengo, Cardeal Kevin Joseph Farrell, assistido pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz, endossando uma capa pluvial vermelha que havia sido usada pelo Papa Bento XVI em 2010. Os diáconos assistentes endossaram as dalmáticas do mesmo conjunto.

Como é possível ver no livreto da celebração, após a aspersão do corpo e uma monição teve início a procissão, da qual tomaram parte os Cardeais e outros membros da Cúria Romana. O féretro foi ladeado pela Guarda Suíça e por sacerdotes com estola vermelha e velas acesas nas mãos.

Durante a procissão foram entoados alguns salmos e a Ladainha de Todos os Santos.

Cardeais aguardam o início da celebração

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Fotos do Domingo de Páscoa no Vaticano (2025)

Na manhã do dia 20 de abril de 2025 o Cardeal Angelo Comastri, Arcipreste Emérito da Basílica de São Pedro, celebrou a Missa do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor na Praça de São Pedro.

A Missa teve início com o tradicional rito do Ressurrexit. Após o Evangelho, proclamado em latim e em grego, por sua vez, foram entoados os stichi e sticihirà pascais da Liturgia Bizantina, cantados em Roma quando católicos e ortodoxos celebram a Páscoa na mesma data.

O Cardeal foi assistido pelo Monsenhor Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Após a Missa o Papa Francisco apareceu no balcão central da Basílica de São Pedro para a tradicional Bênção Urbi et Orbi (À cidade e ao mundo). Esta foi sua última aparição antes da sua morte na manhã da segunda-feira, 21 de abril.

A mensagem de Páscoa foi lida por Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, que assistiu o Papa junto com o Monsenhor Ján Dubina e com os Cardeais Diáconos Dominique Mamberti (Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e Protodiácono) e Fernando Vérgez Alzaga (Presidente Emérito do Governatorato do Vaticano).

Missa do Domingo de Páscoa

Praça de São Pedro ornada com flores
Procissão de entrada
Incensação

Rito do Ressurrexit