Mostrando postagens com marcador Fiéis Defuntos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fiéis Defuntos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Fotos das Exéquias do Cardeal Ruini

Na tarde da quinta-feira, 18 de junho de 2026, o Papa Leão XIV presidiu no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa para as Exéquias do Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral Emérito da Diocese de Roma, falecido no dia 16 de junho aos 95 anos.

Para ler uma breve biografia do Cardeal, clique aqui.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi.

Incensação do altar
Sinal da cruz

Homilia

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Nota de falecimento: Cardeal Camillo Ruini

Faleceu na terça-feira, 16 de junho de 2026, aos 95 anos, o Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral Emérito da Diocese de Roma e Arcipreste Emérito da Basílica do Latrão.


Camillo Ruini nasceu no dia 19 de fevereiro de 1931 em Sassuolo (Itália). Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 08 de dezembro de 1954, incardinado na Diocese de Reggio Emilia, onde exerceu seu ministério sobretudo no campo da educação.

No dia 16 de maio de 1983 foi nomeado pelo Papa João Paulo II (†2005) como Bispo Titular de Nepte e Auxiliar da Diocese de Reggio Emilia, recebendo a Ordenação Episcopal no dia 29 de junho do mesmo ano. Três anos depois, no dia 28 de junho de 1986, foi nomeado também Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

No dia 17 de janeiro de 1991, por sua vez, o Papa nomeou Dom Camillo Ruini como Pró-Vigário Geral da Diocese de Roma e Pró-Arcipreste da Basílica do Latrão. No dia 07 de março também foi nomeado Presidente da Conferência Episcopal Italiana.


Foi criado Cardeal Presbítero do Título de Santa Inês fora dos muros no Consistório de 28 de junho de 1991 e, no dia 01 de julho, confirmado como Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, sucedendo o Cardeal Ugo Poletti (†1997), que havia renunciado por limite de idade.

Como Arcipreste da Basílica do Latrão coube ao Cardeal Ruini fechar a Porta Santa da Catedral de Roma no encerramento do Grande Jubileu do Ano 2000.

Na Missa Exequial do Papa João Paulo II em 08 de abril de 2005 coube a ele recitar a súplica da Igreja de Roma pelo seu Bispo. Também presidiu a Missa do terceiro dia dos “novendiales” pelo Papa falecido e participou como Cardeal eleitor do Conclave para a eleição do Bispo de Roma.

O Cardeal Ruini com o Papa Leão XIV
(Junho de 2025)

No dia 07 de março de 2007 o Papa Bento XVI (†2022) aceitou a renúncia do Cardeal Ruini ao ofício de Presidente da Conferência Episcopal Italiana, tendo superado o limite de idade de 75 anos. No dia 27 de junho de 2008, por sua vez, renunciou aos ofícios de Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, sendo sucedido pelo Cardeal Agostino Vallini.

Foi o responsável por escrever as meditações para a Via Sacra presidida pelo Papa junto ao Coliseu na Sexta-feira Santa de 2010. No ano seguinte, ao completar 80 anos, perdeu o direito de ingressar em um eventual Conclave.

Com sua morte o Colégio Cardinalício passa a contar com 241 membros, sendo 117 Cardeais eleitores.


terça-feira, 26 de maio de 2026

Fotos das Exéquias do Cardeal Tscherrig

Na sexta-feira, 15 de maio de 2026, o Papa Leão XIV presidiu no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa para as Exéquias do Cardeal Paul Emil Tscherrig, Núncio Apostólico Emérito, falecido no dia 12 de maio aos 79 anos.

O Papa foi assistido pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi, Cerimoniário Pontifício [1].

Procissão de entrada


Ósculo do altar
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Exéquias do Cardeal Tscherrig

Santa Missa para as Exéquias do Cardeal Paul Emil Tscherrig
Homilia do Papa Leão XIV
Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 15 de maio de 2026

Leituras: Ap 21,1-5a.6b-7; Sl 121; Jo 11,17-27.

Queridos irmãos e irmãs,
Reunidos em torno do Altar, acompanhamos o nosso irmão Paul Emil Tscherrig, Cardeal, no momento em que ele se apresenta ao Senhor para receber a recompensa pelo bem realizado nesta vida e o perdão pelas falhas que a fragilidade humana possa ter causado.

É o momento grande e solene do encontro com o Senhor a quem ele serviu generosamente, com o Amigo ao lado do qual ele caminhou fielmente por toda a sua vida, mais da metade da qual dedicada ao serviço da Sé Apostólica em várias Representações Pontifícias e na Secretaria de Estado.

Ele contribuiu, com o trabalho muitas vezes discreto, mas não por isso menos diligente e árduo, típico do ministério que exerceu, ao crescimento daquele Reino de cujo pleno cumprimento nos falou a 1ª Leitura: Reino no qual o mar do caos já não existe e, ao contrário, resplandece a nova Jerusalém, edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, iluminada pela luz do Cordeiro e enriquecida pelos méritos dos Santos.


O compromisso como Diplomata, e antes ainda como Pastor da Igreja, levou este nosso irmão a trabalhar por tantos anos, com paciência e abnegação, para levar à concórdia os povos que lhe foram confiados pela obediência (cf. Sl 121), enfrentando também os obstáculos e desafios que um Representante Pontifício é chamado a abraçar para o bem de todos. Ele cumpriu a sua missão primeiramente como colaborador em diversas Nunciaturas, até a sua nomeação, em 1996, como Nuncio Apostólico no Burundi; depois em Trinidad e Tobago e em diversos países do Caribe; na Coreia do Sul e Mongólia; posteriormente na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega; depois na Argentina; chegando, em 2017, à Itália e San Marino. Uma vasta experiência eclesial e internacional, que testemunha a sua disponibilidade e a sua capacidade de adaptação, na sua caridade de Pastor, a ambientes muito diferentes entre si: lugares e povos aos quais foi enviado, em nome do Santo Padre, para tecer relações de comunhão entre as Igrejas locais e a Sé Apostólica, bem como para reforçar vínculos de amizade.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Nota de falecimento: Patriarca Ilia II da Geórgia

Faleceu na terça-feira, 17 de março de 2026, aos 93 anos, o Patriarca Ilia II (Elias II) da Igreja Ortodoxa da Geórgia.


Irakli Ghudushauri-Shiolashvili (ირაკლი ღუდუშაური-შიოლაშვილი) nasceu no dia 04 de janeiro de 1933 em Vladikavkaz, (Rússia). Após concluir seus estudos na Academia Teológica de Moscou, professou os votos monásticos em 16 de abril de 1957, assumindo o nome religioso de Ilia (Elias).

Recebeu a Ordenação Diaconal no dia 18 de abril de 1957 e a Ordenação Presbiteral no dia 10 de maio de 1959. Após a Ordenação foi para a Geórgia, sendo designado para a Catedral de São Nicolau em Batumi.

No dia 25 de agosto de 1963 recebeu a Ordenação Episcopal, sendo nomeado Vigário Patriarcal e Bispo de Shemokmedi. No ano seguinte foi nomeado também como reitor do Seminário Teológico de Mtskheta, ofício que exerceu até 1972.

De 1964 a 1977, ademais, o Bispo Ilia coordenou o Departamento de Relações Exteriores da Igreja Ortodoxa Georgiana, responsável por garantir que as demais Igrejas Ortodoxas reconhecessem sua autocefalia, concedida pela Igreja Ortodoxa Russa em 1917 e confirmada em 1943 (objetivo que só seria alcançado plenamente em 1990).


No dia 01 de setembro de 1967 foi transferido como Bispo da Eparquia de Sukhum-Abkhazia, sendo “promovido” a Metropolita no dia 17 de maio de 1969.

Após a morte do Patriarca David V, no dia 23 de dezembro de 1977 o Metropolita Ilia foi eleito como novo hierarca da Igreja Ortodoxa Georgiana, como o título de Ilia II (ილია II), Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia e Arcebispo de Mtskheta e Tbilisi. Sua entronização na Catedral de Svetitskhoveli em Mtskheta teve lugar no dia 25 de dezembro.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Três anos de falecimento do Papa Bento XVI

No dia 31 de dezembro de 2025 completaram-se três anos do falecimento do Papa Bento XVI.

Na véspera, dia 30, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, presidiu a Missa do 6º dia da Oitava do Natal no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro:

Túmulo do Papa Bento XVI ornado com flores
Procissão de entrada
Homilia

Oração Eucarística

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Nota de falecimento: Monsenhor Pier Enrico Stefanetti

O Ofício das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice comunicou no sábado, 29 de novembro de 2025, o falecimento do Monsenhor Pier Enrico Stefanetti, Cerimoniário Pontifício.

Monsenhor Stefanetti com o Papa Francisco
(Domingo de Páscoa  2016)

Pier Enrico Stefanetti nasceu em Legnano, na província de Milão (Itália), no dia 28 de abril de 1952. Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 14 de junho de 1981, incardinado na Diocese de Velletri-Segni, uma das Dioceses Suburbicárias (sufragâneas de Roma).

Foi nomeado Cerimoniário Pontifício pelo Papa Bento XVI (†2022) no dia 25 de fevereiro de 2006, tornando-se um dos colaboradores do Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias: Dom Piero Marini (até 2007), Monsenhor Guido Marini (2007-2021) e Dom Diego Giovanni Ravelli (a partir de 2021).

Ao mesmo tempo, trabalhava na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Mais recentemente havia sido nomeado Cônego da Basílica de São Pedro no Vaticano.

Desde 2022 não atuava nas celebrações do Papa devido a problemas de saúde, embora continuasse sendo contado entre os Cerimoniários Pontifícios, dos quais desde 2013 era o “Decano”, isto é, o mais velho por tempo de nomeação.

A Missa Exequial será celebrada na quarta-feira, 03 de dezembro, no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Celebrações do início de novembro em Milão (2025)

O inicio de novembro é marcado por três importantes celebrações na Arquidiocese de Milão (Itália): a Solenidade de Todos os Santos (dia 01), a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos (dia 02) e, no dia 04, a Solenidade de São Carlos Borromeu, Bispo, co-padroeiro da Arquidiocese (junto com Santo Ambrósio, celebrado por sua vez no dia 07 de dezembro).

Publicamos algumas imagens das três celebrações neste ano de 2025, presididas pelo Arcebispo, Dom Mario Enrico Delpini, na Catedral Metropolitana da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, o Duomo de Milão, segundo o Rito Ambrosiano, próprio da Arquidiocese:


Procissão de entrada


Liturgia da Palavra
Apresentação das oferendas

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Todos os Santos e Fiéis Defuntos em Budapeste (2025)

Nos dias 01 e 02 de novembro de 2025 o Cardeal Péter Erdő, Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria), presidiu  as celebrações da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos na Basílica Co-Catedral de Santo Estêvão em Budapeste:


Procissão de entrada
Evangelho
Homilia

Oração Eucarística

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Missa pelos Bispos falecidos no Vaticano (2025)

Na segunda-feira, 03 de novembro de 2025, após a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, o Papa Leão XIV presidiu a tradicional Missa em sufrágio pelos Bispos falecidos ao longo do ano no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro.

Confira a lista dos 150 Bispos falecidos entre novembro de 2024 e outubro de 2025, incluindo o Papa Francisco e sete Cardeais.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui [1].

O uso de paramentos vermelhos aqui (substituindo o preto ou roxo próprios das Missas dos Defuntos) é um costume das Exéquias dos Cardeais presididas pelo Papa.

Procissão de entrada

Ósculo do altar
Incensação
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa pelos Bispos falecidos (2025)

Missa em sufrágio do Papa Francisco e dos Cardeais e Bispos falecidos durante o ano
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 03 de novembro de 2025

Leituras: Dn 12,1-3; Sl 41-42; 1Ts 4,13-18; Lc 24,13-35.

Caríssimos irmãos Cardeais e Bispos,
Queridos irmãos e irmãs!
Hoje renovamos a bela tradição, por ocasião da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, de celebrar a Eucaristia em sufrágio dos Cardeais e Bispos que nos deixaram durante o ano que passou, e com grande afeto a oferecemos pela alma eleita do Papa Francisco, que faleceu depois de ter aberto a Porta Santa e concedido a Roma e ao mundo a Bênção pascal. Graças ao Jubileu, esta celebração - para mim a primeira - adquire um sabor característico: o sabor da esperança cristã.


A Palavra de Deus que ouvimos ilumina-nos. Em primeiro lugar, o faz com uma grande imagem bíblica que, poderíamos dizer, resume o sentido de todo este Ano Santo: a narração lucana dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). Nela está representada de forma plástica a peregrinação da esperança, que passa pelo encontro com Cristo Ressuscitado. O ponto de partida é a experiência da morte, e na sua forma pior: a morte violenta que mata o inocente e deixa assim desanimados, desencorajados, desesperados. Quantas pessoas - quantos “pequeninos”! - também nos nossos dias sofrem o trauma dessa morte assustadora porque desfigurada pelo pecado. Por essa morte não podemos e não devemos dizer “louvado sejas”, porque Deus Pai não a quer e enviou o seu Filho ao mundo para nos libertar dela. Está escrito: Cristo tinha de sofrer estas dores para entrar na sua glória (cf. Lc 24,26) e dar-nos a vida eterna. Só Ele pode levar sobre si e dentro de si esta morte corrupta sem ser corrompido por ela. Só Ele tem palavras de vida eterna (cf. Jo 6,68) - confessamo-lo com trepidação aqui, ao lado do túmulo de São Pedro - e estas palavras têm o poder de reacender a fé e a esperança nos nossos corações (cf. Lc 24,32).

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos em Roma (2025)

Na tarde do dia 02 de novembro de 2025 o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos no Cemitério de Verano (Cimitero del Verano) em Roma, sendo assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli:

O Papa deposita flores em um dos túmulos

Procissão de entrada
Incensação

Homilia do Papa: Comemoração dos Fiéis Defuntos (2025)

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Homilia do Papa Leão XIV
Cemitério de Verano, Roma
Domingo, 02 de novembro de 2025

Leituras: Is 25,6a.7-9; Sl 24(25); Rm 8,14-23; Mt 25,31-46.

Queridos irmãos e irmãs,
Reunimo-nos neste lugar para celebrar a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, em particular aqueles que estão aqui sepultados e, com carinho especial, os nossos entes queridos. Eles nos deixaram no dia da sua morte, mas os trazemos sempre conosco na memória do coração. E esta memória permanece viva, todos os dias, em tudo o que vivemos. Frequentemente encontramos algo que nos faz lembrar deles, imagens que nos remetem para o que vivemos com eles. Tantos lugares, e até mesmo os aromas das nossas casas, nos falam daqueles que amamos e que nos deixaram, mantendo viva em nós a sua memória.


Porém, hoje não estamos aqui simplesmente para lembrar aqueles que já partiram deste mundo. A fé cristã, fundada na Páscoa de Cristo, ajuda-nos a viver a memória não apenas como uma lembrança do passado, mas sobretudo como uma esperança futura. Não se trata tanto de olhar para trás; trata-se antes de olhar para a frente, para a meta do nosso caminho, para o porto seguro que Deus nos prometeu, para a festa sem fim que nos espera. Lá, em torno do Senhor Ressuscitado e dos nossos, saborearemos a alegria do banquete eterno. Naquele dia - ouvimos na leitura do profeta Isaías - «o Senhor dos exércitos dará́ neste monte [o monte Sião], para todos os povos, um banquete de ricas iguarias... Eliminará para sempre a morte» (Is 25,6.8).

Esta “esperança futura” anima a nossa memória e a nossa oração no dia de hoje. Não se trata de uma ilusão que serve para aplacar a dor da separação das pessoas amadas, nem de um simples otimismo humano. É a esperança fundada na Ressurreição de Jesus, que venceu a morte e abriu, também a nós, a passagem para a plenitude da vida. Ele - como recordei em uma Catequese recente - é «o ponto de chegada do nosso caminho. Sem o seu amor, a viagem da vida se tornaria um perambular sem meta, um erro trágico com um destino fracassado... O Ressuscitado garante a meta, conduz-nos para casa, onde somos esperados, amados, salvos» (Audiência Geral, 15 de outubro de 2025).

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Ângelus: Comemoração dos Fiéis Defuntos (2025)

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 02 de novembro de 2025

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Nestes primeiros dias de novembro a Ressurreição de Jesus, o Crucificado, ilumina o destino de cada um de nós. Ele mesmo nos disse: «Esta é a vontade d’Aquele que me enviou: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas os ressuscite no último dia» (Jo 6,39). Por conseguinte, o centro das preocupações de Deus torna-se claro: que ninguém se perca para sempre e que cada um tenha o seu lugar, brilhando em toda a sua unicidade.

É o mistério que celebramos ontem, na Solenidade de Todos os Santos: uma comunhão de diferenças que, por assim dizer, alarga a vida de Deus a todos os filhos e filhas que desejaram fazer parte dela. É o desejo inscrito no coração de cada ser humano, que pede reconhecimento, atenção e alegria. Como escreveu o Papa Bento XVI, a expressão “vida eterna” pretende dar um nome a esta espera irreprimível: não uma sucessão de tempo sem fim, mas o mergulhar no oceano do amor infinito, no qual o tempo, o antes e o depois já não existem. Uma plenitude de vida e de alegria: é isto que esperamos e aguardamos do nosso estar com Cristo (cf. Encíclica Spe salvi, n. 12).

Assim, a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos aproxima-nos ainda mais do mistério. Com efeito, conhecemos interiormente a preocupação de Deus em não perder ninguém cada vez que a morte parece fazer-nos perder para sempre uma voz, um rosto, um mundo inteiro. Na verdade, cada pessoa é um mundo inteiro. O dia de hoje, portanto, é um dia que desafia a memória humana, tão preciosa e tão frágil. Sem a memória de Jesus - da sua vida, Morte e Ressurreição - o imenso tesouro de cada vida fica sujeito ao esquecimento. Na memória viva de Jesus, porém, mesmo aqueles de quem ninguém se lembra, mesmo aqueles que a história parece ter apagado, emergem na sua dignidade infinita. Jesus, a pedra que os construtores desprezaram, é agora a pedra angular (cf. At 4,11). Eis o anúncio pascal. Por isso, os cristãos recordam desde sempre os defuntos em cada Eucaristia e, até o dia de hoje, pedem que os seus entes queridos sejam mencionados na Oração Eucarística. Desse anúncio nasce a esperança de que ninguém se perderá.

A visita ao cemitério, onde o silêncio interrompe a agitação dos nossos tantos afazeres, seja para todos um convite à memória e à esperança. Professamos no Credo: «Espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir». Comemoremos, pois, o futuro. Não fiquemos presos ao passado, às lágrimas da nostalgia, nem tampouco encerrados no presente, como em um túmulo. Que a voz familiar de Jesus nos alcance, e alcance a todos, porque é a única que vem do futuro. Ele chama-nos pelo nome, prepara-nos um lugar, liberta-nos do sentido da impotência com o qual corremos o risco de renunciar à vida.
Maria, mulher do Sábado Santo, nos ensine de novo a ter esperança.

Cristo Ressuscitado resgata Adão da “mansão dos mortos”
(Nikolay Koshelev)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Bispos falecidos 2024-2025

No dia 02 de novembro a Igreja de Rito Romano celebra a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Nos dias seguintes o Papa costuma celebrar uma Missa pelos Cardeais e Bispos falecidos durante o último ano.


Nesta postagem elencamos os 150 Bispos falecidos durante o último ano, de novembro de 2024 a outubro de 2025:

1. Papa Francisco [Jorge Mario Bergoglio, S.J.]
Bispo de Roma
Falecimento: 21 de abril de 2025 (88 anos)


2. Cardeal Miguel Ángel Ayuso Guixot, M.C.C.J.
Diaconia de São Jerônimo da Caridade
Prefeito do Dicastério para o Diálogo Interreligioso
Falecimento: 25 de novembro de 2024 (72 anos)


3. Cardeal Angelo Amato, S.D.B.
Título de Santa Maria in Aquiro “pro hac vice”
Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos
Falecimento: 31 de dezembro de 2024 (86 anos)


4. Cardeal Luis Pascual Dri, O.F.M. Cap.
Diaconia do Santo Anjo in Pescheria
Falecimento: 30 de junho de 2025 (98 anos)