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sábado, 26 de setembro de 2026

Festa das Chagas de São Francisco em Cracóvia (2026)

Na tarde da quinta-feira, 17 de setembro de 2026, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Cracóvia (Polônia), Dom Damian Muskus, OFM, presidiu a Missa da Festa da Impressão das Chagas de São Francisco de Assis na igreja dos Estigmas de São Francisco de Assis em Alwernia (Kościół Stygmatów św. Franciszka z Asyżu w Alwerni).

O próprio nome da cidade de Alwernia, na Região Metropolitana de Cracóvia, faz referência ao Monte Alverne (Itália), local onde ocorreu o fenômeno da “impressão das chagas” de São Francisco, experiência mística de profunda sintonia com a Paixão do Senhor, em setembro de 1224.

A Família Franciscana celebra esse acontecimento com o grau de Festa no dia 17 de setembro.

Procissão de entrada
Incensação

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Visita do Papa à Basílica de São Marino (2026)

Na manhã do sábado, 22 de agosto de 2026, o Papa Leão XIV realizou uma Visita à República de San Marino no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália [1].

Destacamos nesta postagem seu encontro com a comunidade eclesial na Basílica de São Marino, Co-Catedral da Diocese de San Marino-Montefeltro, durante o qual o Papa venerou as relíquias de São Marino (ou Marinho), Diácono, patrono do pequeno país.

Em seu discurso, ao refletir sobre os percursos de formação, Leão XIV destacou a importância da Liturgia:

“Quanto aos conteúdos, os percursos de crescimento, especialmente na Iniciação Cristã, devem comunicar em primeiro lugar a beleza e o gosto da vida batismal e sacramental, para que nas comunidades nasçam e se fortaleçam caminhos de santidade, e amadureça em todos a consciência da própria dignidade profética, sacerdotal e real. Seguindo os ensinamentos do Concílio Vaticano II, que se preste especial atenção à Liturgia e que os fiéis sejam formados para vivê-la de modo comunitário, como ação comum de um único corpo vivo (cf. Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 26), no qual cada membro haure força da Mesa do Senhor, para levar a sua luz aos caminhos do mundo”.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Incensação
Veneração das relíquias de São Marino

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Festa de Santo Estêvão da Hungria em Budapeste (2026)

Na tarde da quinta-feira, 20 de agosto de 2026, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Esztergom-Budapeste, Dom Gábor Mohos, presidiu a Missa da Solenidade de Santo Estêvão, Rei da Hungria (Szent István), padroeiro do país, diante da Basílica Co-Catedral de Santo Estêvão em Budapeste [1].

O Arcebispo, Cardeal Péter Erdő, que está se recuperando de uma cirurgia, concelebrou a Missa.

No início da celebração, como de costume, teve lugar a bênção do “pão novo” (új kenyér), feito com os primeiros grãos de trigo da colheita.

No final da Missa, por sua vez, teve lugar a tradicional procissão com a “Santa Destra” (Szent Jobb), isto é, a relíquia da mão direita de Santo Estêvão, grande promotor da evangelização dos húngaros em torno ao ano 1000.

Relíquia da “Santa Destra” diante do altar da Basílica
Incensação da relíquia
Incensação do altar
Ritos iniciais
Bênção do “pão novo”

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Festa de Santa Maria Madalena em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 22 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa da Solenidade de Santa Maria Madalena na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém [1].

A celebração teve lugar no altar de Santa Maria Madalena, próximo à Edícula do Santo Sepulcro, no local do seu encontro com o Ressuscitado:

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais

Evangelho

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Ângelus: Solenidade de São Pedro e São Paulo (2026)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia!
Celebramos hoje a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros de Roma. Esta festa recorda o vínculo originário que une, em uma comunhão de fé e caridade, a Igreja que está em Roma a todas as outras Igrejas do mundo.

O testemunho destes dois Apóstolos é quase um selo do Novo Testamento. O sangue derramado por eles nesta cidade revela até onde chega o amor de Deus que o Senhor Jesus nos concedeu. Sim, foi graças à sua palavra e ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do Império, a sua capacidade de renovação: um novo conhecimento de Deus e da infinita dignidade de cada ser humano, uma nova experiência da força, não como domínio, mas como serviço à vida.

O Senhor, que morreu e ressuscitou por amor, ainda hoje se torna presente nas suas testemunhas, chega aos centros e às periferias, às capitais e às regiões mais remotas, através das vozes, dos rostos e das escolhas corajosas daqueles que responderam ao seu convite: “Segue-me!”. Assim, este dia de festa nos envolve na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do próprio Jesus. Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e se revele a sua força, que muda o mal em bem.

Caríssimos, talvez Pedro e Paulo não pudessem ter sido mais diversos um do outro. Diversos na origem, na formação e no caráter; não só antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os uniformizou. O Evangelho é compreendido e anunciado com um sotaque específico por cada um deles; e o Espírito Santo, ao inspirar os autores bíblicos, não quis que ficassem escondidas as suas divergências, as quais na verdade nos são narradas como uma boa nova. Todavia, no colégio dos Apóstolos, Pedro e Paulo não foram adversários. Pelo contrário, tornaram-se quase o símbolo de muitas outras diversidades que o único Espírito compõe em unidade. Assim, os Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão, conhecendo-a, servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O seu testemunho contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação.

Por intercessão de São Pedro e São Paulo o Senhor nos conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor a serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos.

Que Maria, Rainha dos Apóstolos, proteja sempre o Povo de Deus, em Roma e no mundo inteiro.

São Pedro e São Paulo (José de Ribera)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano (2026)

Na manhã da segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na Basílica Vaticana, durante a qual abençoou e impôs os pálios aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano.

Confira nossa postagem com a lista dos 35 Arcebispos que receberam o pálio clicando aqui.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Leão XIV endossou a casula vermelha que o Papa São João Paulo II recebeu como presente por ocasião dos 50 anos da sua Ordenação Presbiteral (novembro de 1996).

Como de costume, a celebração contou com a presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presidida pelo Metropolita de Calcedônia, Emmanuel Adamakis.

Imagem da entrega das chaves a Pedro
Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: São Pedro e São Paulo (2026)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santa Missa e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, em uma única Solenidade, recordamos São Pedro e São Paulo, padroeiros da cidade e da Diocese de Roma: um deles escolhido por Jesus como pastor do seu rebanho e o outro eleito como Apóstolo dos gentios. Neles veneramos duas colunas da Igreja.

Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. É ele quem, no lago da Galileia, depois de uma noite de trabalho aparentemente inútil, diz ao Mestre: «Nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes» (Lc 5,5), e volta a fazer-se ao largo, levando os outros consigo. É também ele que, quando muitos se afastam de Jesus, após o duro discurso sobre o Pão da Vida, diz ao Messias: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6,68), e permanece, com os outros Onze. É ainda ele que, em Cesareia, reconhece em Jesus o Filho de Deus e se faz voz de todos na profissão da única fé, como ouvimos no Evangelho (cf. Mt 16,13-19). Após a Ressurreição, lançando-se à água e precedendo, a nado, os outros nas margens do lago, é ele o primeiro a chegar até Cristo, para renovar humildemente o seu amor e receber a confirmação da sua missão (cf. Jo 21,1-17).


E a esta missão, Pedro mantém-se fiel, mesmo quando, por exemplo, em Jerusalém, a questão da admissão ao Batismo dos pagãos não circuncisos corre o risco de dividir a comunidade. Ele reúne os irmãos, os escuta e, por fim, guiado pelo Espírito Santo, toma a decisão, preservando a comunhão e inaugurando uma nova era para todo o Povo de Deus. Afirma ele: «É pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles» (At 15,11).

Esta grandeza de espírito não significa que Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento (cf. Lc 22,54-62); e o próprio Paulo, em diversas circunstâncias, repreende-o pela incoerência de alguns dos seus comportamentos (cf. Gl 2,11-14). Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se, sem desanimar nem desistir da missão de anunciar o Evangelho e reunir o rebanho de Cristo, chegando ao martírio, que recebe precisamente aqui, em Roma, perto de onde nos encontramos.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Natividade de São João Batista na Terra Santa (2026)

Nos dias 23 e 24 de junho de 2026 a localidade de Ain Karem, na Terra Santa, acolheu as celebrações da Solenidade da Natividade de São João Batista.

Na tarde da terça-feira, dia 23, o Vigário da Custódia Franciscana da Terra Santa, Padre Ulise Zarza, presidiu as I Vésperas da Solenidade no Santuário de São João Batista no Deserto.

Na quarta-feira, dia 24, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa no Santuário de São João Batista na Montanha, que nos últimos anos passou por uma série de reformas.

23 de junho: I Vésperas

Oração das I Vésperas
Procissão até a Gruta de São João Batista
Incensação
Evangelho

24 de junho: Missa

Procissão de entrada

terça-feira, 14 de julho de 2026

Fotos da Celebração do Papa em Pavia

Na tarde do sábado, 20 de junho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV presidiu uma Celebração da Palavra e venerou as relíquias de Santo Agostinho na Basílica de São Pedro “in Ciel d’Oro” em Pavia (Itália).

O primeiro Papa a visitar a Basílica foi Bento XVI no dia 22 de abril de 2007, acolhido na ocasião pelo Padre Robert Francis Prevost, então Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, que agora retornou como Leão XIV.

A Celebração da Palavra centrou-se na leitura de 1Pd 2,4-10. Após a homilia do Papa foi entoado um hino em honra de Santo Agostinho, durante o qual Leão XIV venerou as relíquias do Doutor de Hipona e acendeu uma lâmpada comemorativa.

Entrada do Papa
Veneração da cruz

Oração diante do altar e das relíquias de Santo Agostinho

Homilia do Papa: Celebração da Palavra em Pavia

Visita Pastoral a Pavia (Itália)
Liturgia da Palavra e Veneração das Relíquias de Santo Agostinho
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro “in Ciel d’Oro” (Pavia)
Sábado, 20 de junho de 2026

Excelências, amados irmãos no Episcopado,
Prezados presbíteros e diáconos,
Caros religiosos, religiosas e seminaristas,
Meus confrades agostinianos,
Irmãos e irmãs,
Estou feliz por me encontrar aqui no meio de vós e agradeço ao Bispo, Dom Corrado Sanguineti, e ao Padre Joseph Farrell, Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, pelas palavras de boas-vindas que me dirigiram. Estou contente com o que ouvi sobre esta Igreja que está em Pavia: uma Comunidade de antiga tradição que permanece viva e presente na cidade e no território, atenta aos sinais deste tempo e aos seus desafios, sem se deixar desencorajar pelas dificuldades, pelo contexto secularizado e pelos desafios na transmissão da fé.


Para não se deixar desencorajar é necessário um olhar animado pelo espírito da fé, que ajude a ler a realidade de modo mais profundo em relação ao que parece à primeira vista, e a não cair em uma atitude negativa, pessimista, incapaz de gerar vida nova. Pelo contrário, o olhar que nos é pedido - e que o Espírito Santo nos concede - é o de Jesus. No meio das dificuldades e das incompreensões, Ele vê a mão providencial do Pai nos lírios do campo, nas aves do céu (cf. Mt 6,28-29), alimenta a esperança na pequena semente que cresce (cf. Mc 4,30-33) e nos convida a elevar o nosso olhar e contemplar os campos que já estão dourados para a colheita (cf. Jo 4,35). Na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o Papa Francisco nos exortou a esta leitura espiritual da realidade, dizendo: «O olhar da fé é capaz de reconhecer a luz que o Espírito Santo sempre irradia no meio da escuridão (...). A nossa fé é desafiada a entrever o vinho no qual a água pode ser transformada e a descobrir o trigo que cresce no meio do joio» (n. 84).

Iluminados pela esperança do Evangelho e inspirando-nos no que o Apóstolo Pedro nos disse na Leitura (1Pd 2,4-10), que chama “pedras vivas” aos discípulos do Senhor, perguntemo-nos: como podemos hoje, aqui em Pavia, ser uma Igreja viva?

terça-feira, 7 de julho de 2026

Solenidade de Santo Antônio em Jerusalém (2026)

Nos dias 12 e 13 de junho de 2026 a igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém acolheu as celebrações da Solenidade de Santo Antônio de Pádua, Presbítero e Doutor da Igreja, Patrono da Custódia Franciscana da Terra Santa (portanto, celebrado aqui com o grau de Solenidade). 

Na tarde da sexta-feira, dia 12, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a oração das I Vésperas [1] com a tradicional bênção dos pães de Santo Antônio e na manhã do sábado, dia 13, a Missa da Solenidade.

12 de junho: I Vésperas

Altar com a imagem de Santo Antônio
Salmodia
Leitura breve
Homilia
Monição antes da bênção dos pães

domingo, 28 de junho de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: São Pedro e São Paulo (2006)

Há 20 anos, no dia 29 de junho de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, na Basílica Vaticana.

Recordamos aqui sua homilia (centrada na missão de Pedro) e sua meditação durante a oração do Ângelus na ocasião:

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Concelebração Eucarística e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Bento XVI
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 29 de junho de 2006

1. «Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja» (Mt 16,18). O que o Senhor diz exatamente a Pedro com estas palavras? Que promessa lhe faz com elas e que tarefa lhe confia? E o que diz a nós - ao Bispo de Roma, que está na Cátedra de Pedro, e à Igreja de hoje?

Se quisermos compreender o significado das palavras de Jesus, é útil recordar que os Evangelhos nos narram três situações diversas nas quais o Senhor, cada vez de um modo particular, transmite a Pedro a tarefa que deverá realizar. Trata-se sempre da mesma tarefa, mas, pela diversidade das situações e das imagens usadas, torna-se mais claro para nós o que queria e o que quer dele o Senhor.


2. No Evangelho de Mateus que ouvimos há pouco, Pedro faz sua profissão de fé a Jesus, reconhecendo-o como Messias e Filho de Deus. Com base nisso lhe é conferida sua tarefa particular mediante três imagens: a da rocha que se torna pedra fundamental ou pedra angular, a das chaves e a de ligar e desligar. Neste momento não pretendo interpretar mais uma vez estas três imagens que a Igreja, ao longo dos séculos, explicou sempre de novo; desejaria antes chamar a atenção para o lugar geográfico e o contexto cronológico destas palavras.

A promessa é feita junto às fontes do rio Jordão, na fronteira da terra judaica, nos confins com o mundo pagão. O momento da promessa marca uma virada decisiva no caminho de Jesus: agora o Senhor se encaminha para Jerusalém e, pela primeira vez, diz aos discípulos que este caminho rumo à Cidade Santa é o caminho rumo à Cruz: «Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia» (Mt 16,21).

Homilia do Papa João Paulo II: São Pedro e São Paulo (2001)

Há 25 anos, no dia 29 de junho de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) presidiu a Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, na Praça de São Pedro. Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião:

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Concelebração Eucarística e Imposição do Pálio aos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa João Paulo II
Praça de São Pedro
Sexta-feira, 29 de junho de 2001

1. «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo» (Mt 16,16).
Quantas vezes repetimos esta profissão de fé, outrora pronunciada por Simão, filho de Jonas, na região de Cesareia de Filipe! Quantas vezes eu mesmo encontrei nestas palavras um sustento interior para prosseguir a missão que a Providência me confiou!

Tu és o Cristo! Todo o Ano Santo nos levou a fixar o olhar em “Jesus Cristo, único Salvador, ontem, hoje e sempre”. Cada celebração jubilar foi uma incessante profissão de fé em Cristo, renovada de modo coral dois mil anos depois da Encarnação. À pergunta, sempre atual, feita por Jesus aos seus discípulos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mt 16,15), os cristãos do ano 2000 responderam mais uma vez unindo as suas vozes à de Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo».


2. «Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu» (Mt 16,17).
Depois de dois milênios, a “rocha” sobre a qual foi fundada a Igreja é sempre a mesma: é a fé de Pedro. «Sobre esta pedra» (v. 18) Cristo construiu a sua Igreja, edifício espiritual que resistiu ao desgaste dos séculos. Sobre uma base simplesmente humana e histórica certamente não teria podido resistir ao ataque de tantos inimigos!

Ao longo dos séculos, o Espírito Santo iluminou homens e mulheres, de todas as idades, vocações e condições sociais, para fazer deles «pedras vivas» (1Pd 2,5) dessa construção. São os santos, que Deus suscita com inesgotável criatividade, muito mais numerosos do que aqueles que a Igreja indica solenemente como exemplo para todos. Uma só fé; uma só “rocha”; uma só pedra angular: Cristo, Redentor do homem.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Natividade de São João Batista (2001)

Há 25 anos, no dia 24 de junho de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Natividade de São João Batista no Aeroporto de Chayka em Kiev (Ucrânia), durante sua Viagem Apostólica ao país. Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião:

Viagem Apostólica à Ucrânia
Missa na Solenidade da Natividade de São João Batista
Homilia do Papa João Paulo II
Aeroporto de Chayka, Kiev (Ucrânia)
Domingo, 24 de junho de 2001

1. «O Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe Ele tinha na mente o meu nome» (Is 49,1).
Celebramos hoje o nascimento de São João Batista. As palavras do profeta Isaías aplicam-se bem a esta grande figura bíblica que se situa entre o Antigo e o Novo Testamento. Na longa esteira dos profetas e dos justos de Israel, João o “Batizador” foi posto pela Providência imediatamente antes do Messias, para preparar o caminho diante d’Ele com a pregação e o testemunho da vida.

Entre todos os Santos e Santas, João é o único do qual a Liturgia celebra o nascimento. Ouvimos na 1ª Leitura que o Senhor chamou o seu Servo “desde o ventre materno”. Esta afirmação se refere na sua plenitude a Cristo, mas, quase por reflexo, pode ser aplicada também ao seu Precursor. Ambos vêm à luz graças a uma intervenção especial de Deus: o primeiro nasce da Virgem, o segundo de uma mulher idosa e estéril. Desde o ventre materno João anuncia Aquele que revelará ao mundo a iniciativa de amor de Deus.

São João Paulo II durante a Missa em Kiev (2001)

2. «No seio de minha mãe vós me tecestes» (Sl 138,13).
Hoje podemos fazer nossa esta exclamação do Salmista. Deus nos conheceu e nos amou antes ainda que os nossos olhos pudessem contemplar as maravilhas da criação. Todo homem, ao nascer, recebe um nome humano. Mas, antes ainda, ele possui um nome divino: o nome com que Deus Pai o conhece e o ama desde sempre e para sempre. É assim para todos, sem excluir ninguém. Nenhum homem é anônimo para Deus! Todos têm o mesmo valor aos seus olhos: todos diferentes, mas todos iguais, todos chamados a ser filhos no Filho.

«João é o seu nome» (Lc 1,63). Zacarias confirma aos parentes admirados o nome do filho, escrevendo-o em uma tabuinha. O próprio Deus, através do seu anjo, indicou esse nome, que em hebraico significa “Deus é favorável”. Deus é favorável ao homem: quer a sua vida, a sua salvação. Deus é favorável ao seu povo: quer fazer dele uma bênção para todas as nações da terra. Deus é favorável à humanidade: guia o seu caminho rumo à terra onde reinam paz e justiça. Tudo isso está inscrito naquele nome: João!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Beatificação de nove Mártires em Cracóvia

No sábado, 06 de junho de 2026, o Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, celebrou a Missa para a Beatificação de Jan Świerc e oito Companheiros, Presbíteros e Mártires, no Santuário de São João Paulo II em Cracóvia (Polônia).

Os nove presbíteros (Jan Świerc, Ignacy Antonowicz, Ignacy Dobiasz, Karol Golda, Franciszek Harazim, Ludwik Mroczek, Włodzmierz Szembek, Kazimierz Wojciechowski e Franciszek Miśka), membros da Congregação dos Salesianos de Dom Bosco (S.D.B.), foram martirizados entre 1941 e 1942 durante a ocupação nazista da Polônia:.

Como seus corpos foram incinerados nos campos de concentração de Auschwitz e Dachau, foram apresentadas como relíquias alguns objetos dos novos Beatos (como documentos e cartas escritas por eles), além de um pouco de terra de Auschwitz, local do martírio.

Imagem dos novos Beatos
Procissão de entrada
Incensação do altar e da cruz

Ritos iniciais