Há 25 anos, no dia 15 de agosto de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo (Itália).
Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião e sua meditação durante a oração do Ângelus:
Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria
Homilia do Papa João Paulo II
Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Quarta-feira, 15 de agosto de 2001
1. «O último inimigo a ser destruído é a morte» (1Cor 15,26).
As palavras de
Paulo, que acabam de ressoar na 2ª Leitura, nos ajudam a compreender o
significado da Solenidade que hoje celebramos. Em Maria, assunta ao Céu no final
da sua vida terrena, resplandece a vitória definitiva de Cristo sobre a morte, a
qual entrou no mundo por causa do pecado de Adão. Foi Cristo, o “novo” Adão,
que venceu a morte, oferecendo-se em sacrifício no Calvário, em atitude de amor
obediente ao Pai. Assim, Ele nos resgatou da escravidão do pecado e do mal. No
triunfo da Virgem, a Igreja contempla aquela que o Pai escolheu como verdadeira
Mãe do seu Filho Unigênito, associando-a intimamente ao desígnio salvífico da
Redenção.
É por isso que
Maria, como bem evidencia a Liturgia, é sinal consolador da nossa esperança.
Olhando para ela, arrebatada na exultação dos coros dos anjos, toda a
existência humana, mesclada de luzes e sombras, se abre à perspectiva da eterna
bem-aventurança. Se a experiência quotidiana nos faz experimentar como a
peregrinação terrena está marcada pela incerteza e pela luta, a Virgem elevada
à glória do Paraíso nos assegura que jamais nos faltará a proteção divina.
2. «Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol» (Ap 12,1).
Olhemos para
Maria, caríssimos irmãos e irmãs, reunidos aqui em um dia tão querido à devoção
do povo cristão. Saúdo-vos com grande afeto. Saúdo de modo particular o Cardeal
Angelo Sodano, meu primeiro colaborador, e o Bispo de Albano, com o seu
Auxiliar, agradecendo-lhes pela sua presença [1]. Saúdo também o pároco com os
sacerdotes que o ajudam, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis aqui
presentes, de maneira especial os consagrados salesianos, a comunidade de
Castel Gandolfo e a das Vilas Pontifícias. Estendo o meu pensamento aos
peregrinos de diversas línguas que quiseram unir-se à nossa celebração. Desejo a
cada um que viva com alegria a Solenidade deste dia, rica de motivos de
meditação.
Um grande sinal apareceu
para nós no céu hoje: a Virgem Mãe! É dela que o autor sagrado do Livro do
Apocalipse nos fala com linguagem profética na 1ª Leitura. Que
extraordinário prodígio se apresenta diante dos nossos olhos espantados!
Acostumados a olhar para as realidades da terra, somos convidados a elevar o
olhar para o Alto: para o Céu, que é a nossa Pátria definitiva, onde a
Santíssima Virgem nos espera.





















