O Arcebispo de Westminster, Dom Charles Phillip Richard Moth, presidiu a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria na Catedral do Preciosíssimo Sangue de Jesus em Londres (Inglaterra) na manhã do sábado, 15 de agosto de 2026:
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Solenidade da Assunção de Maria em Jerusalém (2026)
Nos dias 14 e 15 de agosto de 2026 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu as celebrações da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria no Monte das Oliveiras em Jerusalém:
Na noite da sexta-feira, dia 14, teve lugar a Vigília da Assunção no Horto das Oliveiras seguida da procissão com a imagem da Dormição de Maria até a Basílica da Agonia do Senhor no Getsêmani.
Na manhã do sábado, dia 15, por sua vez, o Custódio presidiu a Missa da Solenidade na Basílica do Getsêmani, seguida de uma procissão com a imagem de Maria assunta ao redor da igreja .
Na tarde do mesmo dia, por fim, teve lugar a oração das II Vésperas da Solenidade na Gruta dos Apóstolos, próxima à Basílica, seguida da visita à igreja da Tumba de Maria, sob responsabilidade dos cristãos ortodoxos.
14 de agosto: Vigília
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| Imagem da Dormição de Maria |
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| Incensação |
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| Procissão até a Basílica do Getsêmani |
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Ângelus: Solenidade da Assunção de Maria (2026)
Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Sábado, 15 de agosto de 2026
Queridos irmãos e irmãs,
Celebramos hoje a Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria. Uma festa de grande importância, tanto para a teologia católica
como para a devoção popular; com efeito, é uma data comemorada intensamente em
várias comunidades, especialmente onde a Catedral ou a igreja paroquial é
dedicada à Virgem Assunta.
Para contemplar este mistério da fé, podemos recorrer aos
dois modelos iconográficos com que, ao longo dos séculos, os artistas o
representaram.
O primeiro, o mais antigo, que foi o único durante quase um
milênio, é o da “dormição” da Mãe de Deus: ela aparece deitada em um catafalco,
adormecida na morte; à sua volta estão os Apóstolos, que a veneram comovidos em
oração; no centro, de pé, está Jesus Ressuscitado, que segura nos braços a alma
de Maria, como uma criança recém-nascida. Ele veio buscá-la para levá-la consigo
para a glória de Deus, “no céu”, como dizemos simbolicamente. Com efeito, o
Senhor cumpriu para a sua Mãe o que prometeu a todos os seus amigos: «Quando Eu
tiver ido [para junto do Pai] preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei
comigo» (Jo 14,3).
Este primeiro modelo realça a verdade central: é Cristo, Morto
e Ressuscitado, que nos conduz à meta para a qual estamos desde sempre
destinados, a vida eterna. É isto que gerações e gerações de fiéis contemplaram
ao rezarem perante os ícones da Dormição, e que se pode admirar em Roma, no
grande mosaico da abside da Basílica de Santa Maria Maior.
A iconografia mais recente, que se desenvolveu
posteriormente no Ocidente, mostra-nos, por sua vez, a Virgem Maria de corpo
inteiro, no céu, envolta de luz, frequentemente rodeada por anjos e santos.
Aqui, no centro, encontra-se o corpo glorificado da Virgem, em consonância com
o que se lê no Livro do Apocalipse: «Apareceu no céu um grande sinal:
uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma
coroa de doze estrelas» (Ap 12,1).
Alguns artistas combinaram os dois esquemas, representando,
na parte superior, a Virgem gloriosa e, na parte inferior, o seu túmulo vazio,
frequentemente repleto de flores multicoloridas, e os Apóstolos com o olhar
voltado para ela, no céu.
Este segundo modelo realça a verdade de que Maria foi
elevada em corpo e alma, ou seja, na integridade da sua pessoa. Aquela mulher
que, na terra, deu corpo e sangue ao Verbo encarnado e o seguiu até a união
perfeita no sacrifício de amor, foi atraída por Ele para sempre à glória.
Assim, esta iconografia nos permite contemplar o nosso
destino último. A plenitude de vida, que hoje admiramos com alegria em Maria,
espera também a nós, no fim dos tempos, quando, como diz São Paulo, Cristo
Ressuscitado «transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante a seu
corpo glorioso» (Fl 3,21), revestindo o que é corruptível de
incorruptibilidade e o que é mortal de imortalidade (cf. 1Cor 15,54).
Então, com a nossa carne transformada pelo amor do Redentor, viveremos
eternamente, na festa sem fim.
Louvemos o Senhor, que fez grandes coisas na sua e nossa
Santíssima Mãe!
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| Assunção de Maria (Peter Paul Rubens) |
Fonte: Santa Sé.
Para saber mais, confira nossa postagem sobre o ícone da Dormição da Mãe de Deus.
terça-feira, 18 de agosto de 2026
Solenidade da Assunção de Maria em Castel Gandolfo (2026)
Na manhã do sábado, 15 de agosto de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria na Paróquia Santo Tomás de Villanova, junto ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo (Itália), assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.
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| Procissão de entrada |
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| Incensação da imagem da Virgem Maria |
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| Ritos iniciais |
Homilia do Papa: Assunção de Maria (2026)
Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria
Homilia do Papa Leão XIV
Paróquia Santo Tomás de Villanova, Castel Gandolfo
Sábado, 15 de agosto de 2026
Queridos irmãos e irmãs,
Também este
ano, com grande alegria, celebro convosco a Solenidade da Assunção.
O Magistério
da Igreja nos ensina que «Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi
assunta em corpo e alma à glória celestial» (Pio XII, Constituição Apostólica Munificentissimus
Deus, 1º de novembro de 1950) e nos indica, neste Mistério, o cumprimento
da plenitude da graça que Deus lhe concedeu na sua Imaculada Conceição (cf. ibid.).
Por isso,
muitas obras de arte a retratam, no fim da sua vida terrena, como uma jovem
belíssima que se eleva fisicamente da terra em direção à abóbada celeste.
Inspiram-se na cena descrita no trecho do Apocalipse que ouvimos na 1ª Leitura:
«Uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés» (Ap 12,1),
para significar que no coração de Maria se encontram o céu e a terra, o tempo e
a eternidade.
Esta imagem
contrasta, à primeira vista, com a experiência que provoca em nós o passar dos
anos. Com o avançar a idade, o nosso corpo não se torna mais ágil, mas mais
lento; a pele não fica mais fresca, mas mostra os sinais da velhice; os cabelos
não ganham cor nem brilho, mas tornam-se grisalhos e depois brancos. Então, o
que temos em comum com a jovem maravilhosa que vemos retratada nas telas dos
nossos altares?
Para
compreender isto, devemos manter unidos os dois sinais a que nos referimos: o
corpo incorruptível da Mãe de Deus e o seu Coração Imaculado. Com efeito, é a
pureza da alma que, em Maria - tal como em nós -, pela graça de Deus, ilumina e
transfigura a pessoa inteira, conduzindo-a à glória do Céu.
A
glorificação de Maria em corpo e alma nos ensina que a nossa verdadeira beleza
não consiste em esconder os sinais do tempo que passa, mas em mostrar,
impressos também na nossa carne, os sinais do amor que não tem fim (cf. 1Cor 13,8).
sábado, 15 de agosto de 2026
Homilia do Papa Bento XVI: Assunção de Maria (2006)
Há 20 anos, no dia 15 de agosto de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria na Paróquia Santo Tomás de Villanova, junto ao Palácio Apostólico de Castel Gandolfo (Itália).
Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião e sua meditação durante a oração do Ângelus:
Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria
Homilia do Papa Bento XVI
Paróquia Santo Tomás de Villanova, Castel Gandolfo
Terça-feira, 15 de agosto de 2006
Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs,
No Magnificat, o grande cântico da Virgem que acabamos de ouvir no Evangelho (cf. Lc 1,46-55), encontramos uma palavra surpreendente. Maria diz: «Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada» (v. 48). A Mãe do Senhor profetiza os louvores marianos da Igreja por todo o futuro, a devoção mariana do Povo de Deus até o fim dos tempos. Louvando Maria, a Igreja não inventou algo “ao lado” da Escritura: respondeu a essa profecia feita por Maria naquela hora de graça.
E essas palavras de Maria não eram só palavras pessoais, talvez arbitrárias. Como diz São Lucas, Isabel havia exclamado, cheia do Espírito Santo: «Bem-aventurada aquela que acreditou» (v. 45). E Maria, também cheia do Espírito Santo, continua e completa o que disse Isabel, afirmando: «Todas as gerações me chamarão bem-aventurada». É uma verdadeira profecia, inspirada pelo Espírito Santo, e a Igreja, venerando Maria, responde a uma ordem do Espírito Santo, faz o que deve fazer.
Nós não louvamos a Deus suficientemente nos calando sobre os seus santos, sobretudo sobre “a Santa”, que se tornou a sua morada na terra, Maria. A luz simples e multiforme de Deus só se manifesta a nós na sua variedade e riqueza no rosto dos santos, que são o verdadeiro espelho da sua luz. E precisamente contemplando o rosto de Maria podemos ver melhor do que de outros modos a beleza de Deus, a sua bondade, a sua misericórdia. Podemos realmente perceber a luz divina neste rosto.
«Todas as gerações me chamarão bem-aventurada». Nós podemos louvar Maria, venerar Maria, porque é «bem-aventurada», bem-aventurada para sempre. Este é o conteúdo da Solenidade de hoje. É bem-aventurada porque está unida a Deus, vive com Deus e em Deus. O Senhor, na véspera da sua Paixão, despedindo-se dos seus, disse: «Na casa de meu Pai há muitas moradas. (...) Vou preparar um lugar para vós» (Jo 14,2). Maria, ao dizer: «Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38), preparava aqui na terra a morada para Deus; ela se tornou essa morada de corpo e alma, e assim abriu a terra ao céu.
Homilia do Papa João Paulo II: Assunção de Maria (2001)
Há 25 anos, no dia 15 de agosto de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo (Itália).
Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião e sua meditação durante a oração do Ângelus:
Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria
Homilia do Papa João Paulo II
Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Quarta-feira, 15 de agosto de 2001
1. «O último inimigo a ser destruído é a morte» (1Cor 15,26).
As palavras de
Paulo, que acabam de ressoar na 2ª Leitura, nos ajudam a compreender o
significado da Solenidade que hoje celebramos. Em Maria, assunta ao Céu no final
da sua vida terrena, resplandece a vitória definitiva de Cristo sobre a morte, a
qual entrou no mundo por causa do pecado de Adão. Foi Cristo, o “novo” Adão,
que venceu a morte, oferecendo-se em sacrifício no Calvário, em atitude de amor
obediente ao Pai. Assim, Ele nos resgatou da escravidão do pecado e do mal. No
triunfo da Virgem, a Igreja contempla aquela que o Pai escolheu como verdadeira
Mãe do seu Filho Unigênito, associando-a intimamente ao desígnio salvífico da
Redenção.
É por isso que
Maria, como bem evidencia a Liturgia, é sinal consolador da nossa esperança.
Olhando para ela, arrebatada na exultação dos coros dos anjos, toda a
existência humana, mesclada de luzes e sombras, se abre à perspectiva da eterna
bem-aventurança. Se a experiência quotidiana nos faz experimentar como a
peregrinação terrena está marcada pela incerteza e pela luta, a Virgem elevada
à glória do Paraíso nos assegura que jamais nos faltará a proteção divina.
2. «Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol» (Ap 12,1).
Olhemos para
Maria, caríssimos irmãos e irmãs, reunidos aqui em um dia tão querido à devoção
do povo cristão. Saúdo-vos com grande afeto. Saúdo de modo particular o Cardeal
Angelo Sodano, meu primeiro colaborador, e o Bispo de Albano, com o seu
Auxiliar, agradecendo-lhes pela sua presença [1]. Saúdo também o pároco com os
sacerdotes que o ajudam, os religiosos, as religiosas e todos os fiéis aqui
presentes, de maneira especial os consagrados salesianos, a comunidade de
Castel Gandolfo e a das Vilas Pontifícias. Estendo o meu pensamento aos
peregrinos de diversas línguas que quiseram unir-se à nossa celebração. Desejo a
cada um que viva com alegria a Solenidade deste dia, rica de motivos de
meditação.
Um grande sinal apareceu
para nós no céu hoje: a Virgem Mãe! É dela que o autor sagrado do Livro do
Apocalipse nos fala com linguagem profética na 1ª Leitura. Que
extraordinário prodígio se apresenta diante dos nossos olhos espantados!
Acostumados a olhar para as realidades da terra, somos convidados a elevar o
olhar para o Alto: para o Céu, que é a nossa Pátria definitiva, onde a
Santíssima Virgem nos espera.
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