sexta-feira, 15 de maio de 2026

Festa da Invenção da Santa Cruz em Jerusalém (2026)

Nos dias 06 e 07 de maio de 2026 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu as celebrações da Festa da Invenção da Santa Cruz na Gruta de Santa Helena sob a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém: as I Vésperas na tarde do dia 06 e a Missa na manhã do dia 07.

A Festa da Invenção da Santa Cruz (Inventio Sanctae Crucis), com efeito, recorda a descoberta (em latim, inventio) das supostas relíquias da Cruz por Santa Helena. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história da Festa da Exaltação da Santa Cruz.

06 de maio: I Vésperas

Procissão até a Gruta de Santa Helena

Oração das Vésperas

07 de maio: Missa

Procissão de entrada

Regina Coeli: V Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 03 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Tempo Pascal, assim como a Igreja nascente, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua Paixão, Morte e Ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.

O Evangelho proclamado neste domingo (Jo 14,1-12) nos introduz no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já ao mistério da sua Ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde Eu estiver estejais também vós» (v. 3). Os Apóstolos descobrem assim que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa (cf. Jo 1,39). Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho se descreve como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.

Caríssimos, no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade. Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente si mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida, por vezes dispostos a tudo para ter um pouco de atenção e reconhecimento.

«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tendes fé em Deus, tende fé em mim também» (Jo 14,1). É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um já tem um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único.

Peçamos, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.

Cristo em majestade com os Doze Apóstolos:
“Vou preparar um lugar para vós” (Jo 14,2)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 2

Prosseguindo com as reflexões do Papa Leão XIV sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”, trazemos nesta postagem a terceira e a quarta meditações dessa que é a última seção do ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.3. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
A Páscoa dá esperança à vida quotidiana

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E bem-vindos todos!
A Páscoa de Jesus é um acontecimento que não pertence a um passado distante, agora sedimentado na tradição como tantos outros episódios da história humana. A Igreja nos ensina a fazer memória atualizadora da Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na Celebração Eucarística, durante a qual se realiza de forma mais plena a promessa do Senhor Ressuscitado: «Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20).

Por isso o Mistério Pascal constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer irenismo ou sentimentalismo, que todo dia é Páscoa. De que maneira?

«Ele não está aqui. Ressuscitou» (Mc 16,6) 
(Johann Georg Trautmann)

Vivemos a cada hora tantas experiências diferentes: dor, sofrimento, tristeza, entrelaçadas com alegria, admiração, serenidade. Mas em todas as situações o coração humano anseia pela plenitude, por uma felicidade profunda. Uma grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, cujo nome era Edith Stein, que tanto aprofundou o mistério da pessoa humana, nos recorda esse dinamismo de constante busca da realização: «O ser humano anseia sempre por receber novamente o dom do ser, para poder aproveitar aquilo que o momento lhe dá e, ao mesmo tempo, lhe tira» (Essere finito ed Essere eterno: Per una elevazione al senso dell’essere, Roma, 1998, 387). Estamos imersos no limite, mas também nos esforçamos por superá-lo.

Posse do Arcebispo de Aparecida (2026)

Na tarde do sábado, 02 de maio de 2026, Dom Mário Antônio da Silva tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) durante a Missa do V Domingo da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que também é a Catedral da Arquidiocese de Aparecida:

Dom Mário Antônio da Silva
Acolhida do Arcebispo: Veneração da cruz
Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida
O Arcebispo toma posse da sua cátedra
Liturgia da Palavra

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ordenações Episcopais em Roma (2026)

Na tarde do dia 02 de maio de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A) na Basílica do Latrão, durante a qual conferiu a Ordenação Episcopal a quatro novos Bispo Auxiliares da Diocese de Roma: Stefano Sparapani, Alessandro Zenobbi, Andrea Carlevale e Marco Valenti, nomeados no dia 25 de fevereiro [1].

Os co-ordenantes foram os Cardeais Baldassare Reina, Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, e Angelo De Donatis, Penitenciário-Mor (Vigário Geral de Roma de 2017 a 2024).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
(Note-se em primeiro plano a Cruz Lateranense)
Ritos iniciais

Homilia
Propósitos dos eleitos

Homilia do Papa: Ordenações Episcopais (2026)

Santa Missa com Ordenações Episcopais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica do Latrão
Sábado, 02 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A).

Amados irmãos e irmãs,
Unindo-nos a Cristo, nos tornamos uma casa sólida e hospitaleira: esta é a alegria que experimentamos sobretudo no Tempo Pascal e, de modo especial, hoje, celebrando a Ordenação de quatro novos Bispos Auxiliares da Diocese de Roma.

Esta Igreja tem uma vocação singular para a universalidade e a caridade, graças ao seu vínculo peculiar com Cristo, ressuscitado e vivo, fundamento do edifício espiritual de pedras vivas que é o povo santo de Deus. Assim, aproximar-se de Cristo significa aproximar-nos uns dos outros e crescermos juntos na unidade: eis o Mistério que nos envolve e, a partir de dentro, transforma também a cidade. A serviço do seu dinamismo, trazido a Roma pelos Apóstolos Pedro e Paulo, os nossos irmãos Andrea, Stefano, Marco e Alessandro são ordenados Bispos. É uma festa de povo, pois eles provêm deste povo e do presbitério que, com amor, cuida dele.


A nossa Comunidade diocesana reúne-se hoje na invocação do Espírito Santo, que ungirá os novos Bispos, para que sejam plenamente consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo. Ele é a pedra rejeitada que, escolhida por Deus, «tornou-se a pedra angular» (1Pd 2,4.7; cf. Sl 117,22).

Aos primeiros cristãos essa metáfora, tão familiar porque está presente em um salmo, devia parecer particularmente reveladora. O Messias Jesus foi rejeitado não só porque não era reconhecido como Filho de Deus, mas antes ainda porque tinha assumido a condição de criatura, considerada indigna de Deus. Fiel a esta senda de amor misericordioso, Ele ia à procura das ovelhas perdidas, sentava-se à mesa com elas, desarmava as mãos e os corações que queriam apedrejá-las. Desse modo, como diz o Evangelho proclamado nesta Liturgia, o Filho mostrou o rosto do Pai: é n’Ele que se cumprem as suas obras. « Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: “Mostra-nos o Pai”? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?» (Jo 14,9-10).

terça-feira, 12 de maio de 2026

Eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia

No dia 11 de maio de 2026 o Metropolita Shio Mujiri (შიო მუჯირი), Bispo de Senaki e Chkhorotsku, foi eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia, sucedendo o Patriarca Ilia II, falecido no dia 17 de março.


Elizbar Mujiri (ელიზბარ მუჯირი) nasceu em 01 de fevereiro de 1969 em Tiblisi (Geórgia). Após formar-se em Música no Conservatório de Tbilisi em 1991, iniciou os estudos teológicos no Seminário de Batumi (Geórgia). Posteriormente prosseguiria os estudos na Academia Teológica de Moscou e na Universidade Teológica de São Tikhon em Moscou (Rússia), onde obteve o Doutorado em Teologia.

Professou os votos monásticos em 1993, assumindo o nome religioso de Shio (შიო). Recebeu a Ordenação Diaconal em 1995 e a Ordenação Presbiteral em 1996. Nos anos seguintes exerceu seu sacerdócio em algumas igrejas monásticas de Tiblisi. De 2001 a 2003, por sua vez, enquanto realizava os estudos em Moscou, atendeu a comunidade georgiana na Rússia.

No dia 18 de agosto de 2003 foi eleito primeiro Bispo da nova Eparquia de Senaki e Chkhorotsku (Geórgia), no oeste do país. Recebeu a Ordenação Episcopal no dia 07 de setembro do mesmo ano.


Em 30 de abril de 2009 também foi nomeado responsável pelos fiéis georgianos na Austrália e Nova Zelândia. No dia 02 de agosto de 2010, por sua vez, recebeu o título de Metropolita.

No dia 23 de novembro de 2017 o Patriarca Ilia II nomeou o Metropolita Shio como locum tenens, isto é, responsável pela administração interina da Igreja Ortodoxa da Geórgia após a sua morte. O Metropolita Shio assumiu esse ofício no dia 17 de março de 2026, com a morte do Patriarca Ilia II.

No dia 11 de maio de 2026, aos 57 anos, o Metropolita Shio foi eleito pelo Sínodo da Igreja Ortodoxa Georgiana como o novo Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia e Arcebispo de Mtskheta e Tbilisi, assumindo o nome de Shio III (შიო III). Sua entronização na Catedral de Svetitskhoveli em Mtskheta terá lugar neste dia 12 de maio.


A Igreja Ortodoxa Georgiana, umas das Igrejas Ortodoxas Bizantinas, possui cerca de 3,5 milhões de fiéis. Sua origem remonta ao início do século IV, quando o Cristianismo foi acolhido na região através da pregação de Santa Nino. O primeiro Bispo de Mtskheta, João I, teria sido eleito em 326 ou 337.

A partir do século V a Igreja da Geórgia foi ganhando progressivamente mais autonomia. No ano de 1010 seu hierarca passa a receber o título de Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia.

Entre 1811 e 1917, com a anexação da Geórgia pelo Império Russo, a Igreja do país foi subordinada ao Patriarcado de Moscou. Em 1917, por sua vez, a Igreja da Geórgia iniciou um processo para o reconhecimento da sua autocefalia.