Nesta primeira sexta-feira da Quaresma, como é tradição neste blog, publicamos um modelo de meditações para a Via Sacra. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a Via Sacra.
Nesta ocasião recordamos a Via Sacra presidida pelo Papa Bento XVI (†2022) junto ao Coliseu na noite da Sexta-feira Santa de 2011. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a Via Sacra presidida pelo Papa no Coliseu.
As meditações foram escritas pela Irmã Maria Rita Piccione, O.S.A., Presidente da Federação dos Mosteiros Agostinianos da Itália. Com essa postagem, portanto, honramos o Papa Leão XIV, que também pertence à Ordem de Santo Agostinho (O.S.A.).
Como ilustrações, por sua vez, propomos as esculturas realizadas pelo artista Mickey Wells para o Santuário da Paixão de Cristo (Shrine of Christ’s Passion) na cidade de St. John (Indiana, EUA), próximo de Chicago (Illinois), cidade natal do primeiro Papa norte-americano [1].
Ofício das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice
Via Sacra no Coliseu presidida pelo Papa Bento XVI
Sexta-feira Santa, 22 de abril de 2011
Meditações da Irmã Maria Rita Piccione, O.S.A.
Presidente da Federação dos Mosteiros Agostinianos da Itália
Apresentação
«Se alguém contemplasse de longe a sua pátria, mas no meio
estivesse o mar, veria aonde chegar, mas não disporia dos meios para chegar. O
mesmo se passa conosco... Vislumbramos a meta a alcançar, mas no meio está o
mar deste século... Ora, para que pudéssemos dispor também dos meios para
chegar, veio de lá Aquele para quem nós queríamos ir... e forneceu-nos o
madeiro com o qual atravessar o mar. De fato, ninguém pode atravessar o mar deste
século se não é levado pela cruz de Cristo... Não abandones [pois] a cruz, e a
cruz te levará».
Estas palavras de Santo Agostinho, tomadas do seu Comentário
ao Evangelho de João (2, 2), nos introduzem na oração da Via Sacra (Via
Crucis).
A Via Sacra, com efeito, quer estimular em nós este
gesto de nos agarrarmos ao madeiro da Cruz de Cristo ao longo do mar da
vida. A Via Sacra, portanto, não é uma simples prática de devoção
popular com caráter sentimental, mas exprime a essência da experiência cristã:
«Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga» (Mc
8,34).
(...) No início de cada estação, depois da clássica enunciação,
aparece uma brevíssima frase que pretende oferecer a chave de leitura da
respectiva estação. Podemos recebê-la idealmente como pronunciada por uma
criança, quase como um apelo à simplicidade dos pequeninos, que sabem captar o
coração da realidade, e em um espaço simbólico de acolhida, na oração de
Igreja, da voz da infância por vezes ofendida e explorada.
A Palavra de Deus proclamada é tomada do Evangelho de
João, exceto nas estações sem texto evangélico de referência ou que o têm
em outros Evangelhos. Com esta escolha se pretende evidenciar a mensagem de
glória da Cruz de Jesus.
Em seguida o texto bíblico é ilustrado por uma breve reflexão,
clara e original.










