quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Visitas Pastorais do Papa na Itália: 2026 (Parte 2)

No dia 08 de maio de 2026, um ano após sua eleição como Bispo de Roma, o Papa Leão XIV deu início às Visitas Pastorais dentro da Itália.

Na primeira parte destacamos as primeiras quatro Visitas: Pompeia e Nápoles, Acerra, Pavia e Sant’Angelo Lodigiano e Lampedusa. Nesta segunda parte, por sua vez, apresentaremos brevemente as próximas três Visitas Pastorais deste ano de 2026:

Leão XIV reza diante do túmulo de São Francisco de Assis
(20 de novembro de 2025)

5. ASSIS (06 de agosto)

Na quinta-feira, 06 de agosto de 2026, o Papa visita a cidade de Assis (Diocese de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino), na região da Úmbria, no centro da Itália.

O primeiro Papa da Era Moderna a visitar a cidade foi São João XXIII no dia 04 de outubro de 1962, às vésperas da abertura do Concílio Vaticano II.

São João Paulo II visitou Assis em seis ocasiões, entre Visitas Pastorais e visitas privadas (05 de novembro de 1978, 12 de março de 1982, 27 de outubro de 1986, 09-10 de janeiro de 1993, 03 de janeiro de 1998 e 24 de janeiro de 2002), destacando-se o encontro ecumênico e interreligioso de oração pela paz de 1986.

Bento XVI, por sua vez, visitou a cidade duas vezes (17 de junho de 2007 e 27 de outubro de 2011), enquanto Francisco a visitou em seis ocasiões (04 de outubro de 2013, 04 de agosto de 2016, 20 de setembro de 2016, 03 de outubro de 2020, 12 de novembro de 2021 e 24 de setembro de 2022).

Leão XIV na Basílica de Santa Maria dos Anjos
(20 de novembro de 2025)

O próprio Leão XIV já visitou Assis no dia 20 de novembro de 2025, quando rezou diante do túmulo do Poverello na Basílica de São Francisco e participou de um encontro com os Bispos italianos na Basílica de Santa Maria dos Anjos na Porciúncula.

Neste dia 06 de agosto o Papa participa de um encontro com os jovens peregrinos a Assis no contexto dos 800 anos da morte de São Francisco e celebra a Missa da Festa da Transfiguração do Senhor na Basílica de Santa Maria dos Anjos.

6. SAN MARINO (22 de agosto)

Embora seja um país independente, o território da República de San Marino integra a Diocese de San Marino-Montefeltro, na região da Emília-Romanha (Emilia-Romagna), no norte da Itália.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ângelus: XVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 02 de agosto de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Quando ouvimos o Evangelho, frequentemente escutamos falar dos sinais realizados por Jesus: são gestos que manifestam a sua dedicação especial por nós, ou seja, a salvação que Ele traz ao mundo. O Senhor é recordado como Aquele que dá sentido à vida, libertando-a do mal e do pecado.

Ao dar a visão aos cegos e a audição aos surdos, Cristo não se limita a realizar milagres, mas anuncia a todos que o Reino de Deus está próximo. Por isso, o Evangelho de hoje (Mt 14,13-21) testemunha que Jesus não se limita a restaurar os sentidos a quem deles carece, mas também dá sabor aos nossos sentidos. A quem era surdo e passa a ouvir, o Senhor dirige a Boa Nova para ser ouvida; a quem era cego e passa a ver, mostra a esplêndida obra da redenção que é realizada por Ele. Da mesma forma, Jesus dá aos que têm fome o alimento para comer: o episódio da multiplicação dos pães significa que o encontro com o Senhor é uma experiência nutritiva. No deserto, ou seja, no lugar da nossa necessidade, Cristo é o pão da vida. Com Ele, o essencial é abundante: «Todos comeram e ficaram satisfeitos» e, com o que sobrou, «recolheram ainda doze cestos cheios» (v. 20). Este número realça que a dádiva do Senhor é universal e que a sua providência para conosco nunca falha.

Caríssimos, Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida. Ao mesmo tempo, o seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. A acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância. Esta doença da alma faz perder o juízo, porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz.

No deserto da guerra e da arrogância, observemos com que benevolência o Senhor «ergueu os olhos para o céu», «pronunciou a bênção», «partiu os pães e os deu» aos seus discípulos, para que os distribuíssem à multidão (v. 19). Neste milagre da caridade reconhecemos os gestos característicos de Jesus, que encontram na Última Ceia o seu ápice. Com efeito, nessa ocasião o Filho de Deus nos entrega a sua própria vida, como nosso irmão na humanidade. Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar a sua beleza nos nossos gestos quotidianos, a começar pela bênção da mesa, quando partilhamos o pão em família e entre amigos. Na companhia de Jesus, também as férias podem se tornar um tempo de serenidade fraterna, envolvendo aqueles que, ao nosso lado, se encontram em necessidade.

Peçamos, portanto, à Virgem Maria, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Multiplicação dos pães
(Vasily Nesterenko)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica: Índice

Com a publicação dos conteúdos do 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (ENPL) aproveitamos a ocasião para elencar nesta postagem todos os conteúdos sobre os Encontros publicados aqui em nosso blog.

Os Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, com efeito, são promovidos anualmente pelo Secretariado Nacional de Liturgia (Portugal) desde 1975 [1]. Geralmente são celebrados no final do mês de julho no Santuário de Fátima.

Basílica da Santíssima Trindade em Fátima (Portugal)

Confira a seguir os links para nossas postagens sobre os Encontros de 1997 a 2026, incluindo sobretudo os áudios das conferências, conforme divulgados pelo Secretariado Nacional de Liturgia:

50º ENPL (2026): A Liturgia, vida da Igreja





45º ENPL (2019): Liturgia e missão

44º ENPL (2018): Liturgia e espiritualidade

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Liturgia, vida da Igreja: 50º ENPL (2026)

De 27 a 30 de julho de 2026 teve lugar junto ao Santuário de Fátima (Portugal) o 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (ENPL), promovido pelo Secretariado Nacional de Liturgia.

O tema do encontro foi “A Liturgia, vida da Igreja”, expressão que remete à Nota Pastoral “Liturgia viva da Igreja”, promulgada pela Conferência Episcopal Portuguesa em maio de 2025:

A Liturgia é vida e para a vida de todo o Povo de Deus. (...) A Igreja vive da Liturgia... Nela deixamos de falar sobre Deus para falar com Deus e agir em Deus” (nn. 1.23).

50º ENPL (2026): Sessão de abertura

Sendo o 50º Encontro, este ano foi dedicado a recordar a sua história, além de celebrar o centenário do Congresso Litúrgico de Vila Real (1926), primeiro Congresso Litúrgico realizado em Portugal e que marcou os inícios do Movimento Litúrgico nesse país.

Confira os áudios das cinco conferências, divulgados no site do Secretariado Nacional, clicando nos títulos a seguir:

Padre Renato Filipe Oliveira (Diocese de Viana do Castelo)

Cônego João da Silva Peixoto (Diocese do Porto)

Doutora Isabel Maria Alçada Cardoso (Patriarcado de Lisboa)

Cônego Mário José Rodrigues de Sousa (Diocese do Algarve)

Padre Sérgio Filipe Pinho Leal (Diocese do Porto)

Além das cinco conferências também ocorreram formações por grupos, celebrações e outros momentos de oração no Santuário de Fátima.


Para acessar os conteúdos dos encontros anteriores publicados em nosso blog (1997-2025) basta clicar no marcador “Secretariado de Liturgia”.


sábado, 1 de agosto de 2026

Homilia: XVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

São João Crisóstomo
Sermão 49 sobre o Evangelho de São Mateus
Mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres

Para os enfermos Ele fazia milagres sempre, agora faz uma dádiva universal, a fim de que muitos não só fossem espectadores do que a outros acontecia, mas que também desfrutassem do dom por si mesmos. Aquilo que aos judeus antigos lhes parecia admirável no deserto e diziam: Poderá também dar-nos pão e preparar-nos a mesa no deserto?, isso Cristo realiza agora. E os levou ao deserto para que não recaísse suspeita alguma sobre o milagre, e ninguém pensasse que algum povo próximo tenha provido as mesas de pão. Por isso o evangelista recorda não somente o lugar, mas também a hora. Também aprendemos aqui a prudência que os discípulos demonstravam nas coisas necessárias e em que alto grau desprezavam os prazeres. Pois sendo eles doze, não tinham senão cinco pães e dois peixes. Até tal ponto desprezavam as coisas materiais e somente cuidavam das espirituais. Ainda mais: nem mesmo este pouco que tinham guardaram, mas, assim que lhes foi solicitado, o entregaram.

Aprendemos disso que, mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres. Pois os Apóstolos, mandados apresentar os cinco pães, não exclamaram: “Mas de onde nos alimentaremos depois? Como poderemos amenizar a fome?”, mas prontamente obedecem. A parte da razão do que já aduzimos, parece que Cristo fez o milagre com estes pães para levar os discípulos à fé, pois eles ainda eram fracos nela. Por isso olha ao céu. Já possuíam muitos exemplos de outros tipos de milagres, mas nenhum deste.

Portanto, tendo tomado os pães, os partiu e, através dos discípulos, os repartiu, conferindo-lhes este cargo de honra. Não o fez somente para honrá-los, mas para que, apalpando a realidade do milagre, não lhe negassem a fé nem se esquecessem do acontecido, do qual suas próprias mãos davam testemunho. E permitiu que primeiro a multidão sofresse a fome e esperou que os discípulos se aproximassem e lhe perguntassem. Também por meio deles fez que a multidão se recostasse na relva, e por eles distribuiu os pães, querendo assim antecipar-se e comprometer cada um por sua própria confissão e por suas obras. Por esta causa, recebeu os pães deles, a fim de que se multiplicassem os testemunhos do milagre e tivessem esses registros e recordações do prodígio. Pois se depois de tantos preparativos ainda se esqueceram, o que teriam feito se Jesus não os houvesse preparado de tantas maneiras? E ordenou que se recostassem na relva, ensinando-os desta forma a viver austeramente. Porque não desejava unicamente que os corpos se alimentassem, mas que as almas assimilassem os ensinamentos.

De maneira que, pelo lugar, por não lhes ministrar senão pães e peixes, por ter ordenado que a todos fosse dado o mesmo e em comunidade o tomassem, de forma que nenhum recebesse mais do que o outro, ensinou a humildade, a temperança e a caridade; e quis que todos amassem a todos com igual afeto e tivessem todas as coisas em comum. E tendo partido os pães, os deu aos discípulos, e os discípulos os deram ao povo. Deu-lhes os cinco pães já partidos; e estes cinco pães, como se fossem uma fonte, multiplicavam-se e brotavam as mãos dos discípulos.

Ele não terminou com este milagre; mas Jesus fez que não somente os pães superabundassem, mas também os pedaços, para perceber que estes pedaços eram daqueles pães, e os ausentes também pudessem saber o que havia acontecido. Para isso permitiu que a multidão sofresse a fome, a fim de que ninguém pensasse que tudo se reduzia a meras aparências. Permitiu que sobrassem doze cestos, para que até mesmo Judas levasse o seu. Podia simplesmente ter apagado a fome da multidão, mas os discípulos não teriam experimentado o seu poder, pois assim aconteceu no tempo de Elias. Nesta ocasião os judeus ficaram de tal forma pasmos que quiseram constitui-lo rei, coisa que em outros milagres não tinha tentado.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 188-189. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, clique aqui.

Confira também uma homilia de São Jerônimo para este domingo clicando aqui.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ângelus: XVII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 26 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No centro do ensinamento de Jesus está o mistério do Reino de Deus, que o Evangelho de hoje compara a uma pérola e a um tesouro (cf. Mt 13,44-52). As parábolas dão a entender a surpresa de quem encontra algo que nem sequer podia esperar, a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho. Na verdade, os evangelistas, desde as primeiras páginas, descrevem o chamado de Jesus a segui-lo como irresistível: livre, certamente, mas urgente e capaz de suscitar uma resposta imediata e movida pelo desejo. Este é um primeiro e importante aspecto do modo como Deus está próximo e se deixa encontrar: o encontro com o seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo agora precisa mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos.

Há um segundo aspecto ao qual Jesus parece dar muita importância: quem encontra o tesouro escondido no campo é provavelmente um agricultor; a pérola, por sua vez, é reconhecida como sendo de grande valor por um negociante, talvez um viajante. Seguem-se outras duas parábolas, nas quais os protagonistas são pescadores e um escriba entendido em coisas velhas e novas. Existem outras, ainda, nas quais o Reino se deixa vislumbrar em uma mulher que amassa a farinha, em outra que arruma a casa, em um rei que prepara a guerra, em um homem que projeta construir uma torre, em administradores que gerem pagamentos ou investimentos, em pastores e agricultores. O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos - homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos - a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele.

Também hoje a Igreja é uma comunhão de pessoas diferentes quanto à sua origem, à cultura, às competências e ao nível de responsabilidade, mas todas chamadas a se reconhecerem como “um” em Jesus Cristo: é Ele o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos. Com efeito, desde o princípio, Jesus chamou e reuniu em torno de si pessoas que, de outro modo, nunca se teriam relacionado. Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado.

Irmãos e irmãs, só nos resta pedir um dom, o mesmo que o jovem rei Salomão invocou (cf. 1Rs 3,5.7-12). É o dom de distinguir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo. Enquanto a indústria do consumo nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração, temos que aprender a perceber o que realmente importa, o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós.

Que a intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, oriente para Jesus o nosso desejo de vida, para que se realize em plenitude.


Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Festa de Santa Maria Madalena em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 22 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa da Solenidade de Santa Maria Madalena na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém [1].

A celebração teve lugar no altar de Santa Maria Madalena, próximo à Edícula do Santo Sepulcro, no local do seu encontro com o Ressuscitado:

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais

Evangelho