quarta-feira, 29 de abril de 2026

Semana Santa em Kiev (2026) Parte 2

Como vimos em nossa postagem anterior, neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas) celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

O Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu as principais celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Após destacarmos na primeira parte as celebrações do Domingo de Ramos e da Quinta-feira Santa, nesta segunda postagem trazemos algumas imagens da Sexta-feira Santa e do Domingo de Páscoa:

10 de abril: Vésperas da Exposição do Santo Sudário

O “Santo Sudário” ou epitaphion é uma imagem da deposição de Cristo no sepulcro venerada na Sexta-feira Santa:


O Arcebispo proclama o Evangelho
Procissão com o “Santo Sudário”


Semana Santa em Kiev (2026) Parte 1

Neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), devido ao uso de distintos calendários, celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

O Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu as principais celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Nesta primeira parte destacamos as celebrações do Domingo de Ramos e da Quinta-feira Santa:

05 de abril: Divina Liturgia do Domingo de Ramos

Com a bênção dos ramos no final da celebração:

O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Evangelho
Homilia
Hino dos Querubins
Grande Entrada

terça-feira, 28 de abril de 2026

Regina Coeli: II Domingo da Páscoa - Ano A

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 12 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo e, mais uma vez, feliz Páscoa!
Hoje, II Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia por São João Paulo II, lemos no Evangelho a aparição de Jesus Ressuscitado ao Apóstolo Tomé (Jo 20,19-31). Tal acontecimento ocorre oito dias após a Páscoa, enquanto a comunidade está reunida: é aí que Tomé encontra o Mestre, que o convida a olhar para os sinais dos pregos, a colocar a mão na ferida do seu lado e a acreditar (v. 27). É uma cena que nos faz refletir sobre o nosso encontro com Jesus Ressuscitado. Onde encontrá-lo? Como reconhecê-lo? Como acreditar? São João, que narra o evento, nos dá indicações precisas: Tomé encontra Jesus no oitavo dia, com a comunidade reunida, e o reconhece pelos sinais do seu sacrifício. Desta experiência brota a sua profissão de fé, a mais elevada de todo o Quarto Evangelho: «Meu Senhor e meu Deus!» (v. 28).

É claro que nem sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa ser alimentada e sustentada. Por isso, no “oitavo dia”, isto é, todos os domingos, a Igreja nos convida a fazer como os primeiros discípulos: a nos reunirmos e a celebrarmos juntos a Eucaristia. Nela ouvimos as palavras de Jesus, rezamos, professamos a nossa fé, partilhamos os dons de Deus na caridade, oferecemos a nossa vida em união com o Sacrifício de Cristo, nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue, para depois sermos, por nossa vez, testemunhas da sua Ressurreição, como indica o termo “Missa”, isto é, “envio”, “missão” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1332).

A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã. Amanhã partirei para a Viagem Apostólica à África, e foram precisamente alguns mártires da Igreja africana dos primeiros séculos, os Mártires de Abitene, que nos deixaram um belíssimo testemunho a este respeito. Diante da oferta de terem a vida poupada, desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o dia do Senhor. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo - o Corpo de Cristo - na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade. É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam “mãos do Ressuscitado” - testemunhas da sua presença, da sua misericórdia, da sua paz - nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente ficam gravados nelas, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade.

Queridos irmãos e irmãs, em um mundo que tanto necessita de paz, isto nos compromete, mais do que nunca, a ser assíduos e fiéis ao nosso encontro eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirmos como testemunhas da caridade e portadores da reconciliação. Que a Virgem Maria, bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver (cf. Jo 20,29), nos ajude a fazê-lo.

Aparição do Ressuscitado aos Apóstolos
(Mosteiro de Decani, Sérvia)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Vigília pela paz no Vaticano (2026)

Na tarde do dia 11 de abril de 2026, Sábado da Oitava Pascal, o Papa Leão XIV presidiu uma Vigília de oração pela paz na Basílica de São Pedro, como anunciado durante a Bênção Urbi et Orbi no Domingo de Páscoa.

Como é possível ver no livreto da celebração, foram rezados os mistérios gloriosos do rosário, acompanhados de leituras da Sagrada Escritura e dos escritos dos Santos Padres

Antes de cada mistério fiéis dos cinco continentes acenderam lâmpadas diante da imagem da Virgem Maria Regina Pacis (Rainha da Paz) venerada na Paróquia Santa Maria Regina Pacis a Monteverde em Roma.

Após a oração do terço do rosário a Vigília concluiu com a Ladainha da Virgem Maria, o discurso e a bênção do Papa, que foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

O Papa saúda os fiéis na Praça de São Pedro
Entrada do Papa
Canto inicial
1º mistério: Fiéis da África acendem uma lâmpada

Regina Coeli: Segunda-feira da Oitava Pascal (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Segunda-feira do Anjo, 06 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa!
Esta saudação, repleta de maravilha e alegria, irá nos acompanhar durante toda a semana. Ao festejar o dia novo que o Senhor fez para nós, a Liturgia celebra a entrada da criação inteira no tempo da salvação: em nome de Jesus, o desespero da morte é eliminado para sempre.

O Evangelho de hoje (Mt 28,8-15) nos convida a escolher entre dois relatos: o das mulheres, que encontraram o Ressuscitado (vv. 9-11), ou o dos guardas, que foram subornados pelos chefes do Sinédrio (vv. 11-14). As primeiras anunciam a vitória de Cristo sobre a morte; os segundos anunciam que a morte vence sempre e em qualquer caso. Na versão destes, Jesus não ressuscitou, mas o seu cadáver foi roubado. A partir de um único dado, o túmulo vazio, surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva.

Este contraste nos leva a refletir sobre o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana. Com efeito, muitas vezes, a narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news, como se diz hoje, ou seja, por mentiras, insinuações e acusações infundadas. Perante tais obstáculos, porém, a verdade não permanece escondida, pelo contrário: vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas. Tal como disse às mulheres que chegaram ao sepulcro, Jesus também diz a nós hoje: «Não tenhais medo! Ide anunciar...» (v. 10). Ele mesmo se torna, assim, a boa-nova a testemunhar no mundo: a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós. Assim como o Ressuscitado, sempre vivo e presente, liberta o passado de um fim destrutivo, também o anúncio pascal salva do sepulcro o nosso futuro.

Caríssimos, como é importante que este Evangelho chegue sobretudo a quantos são oprimidos pela maldade que corrompe a história e confunde as consciências! Penso nos povos atormentados pela guerra, nos cristãos perseguidos por causa da sua fé, nas crianças privadas de instrução. Anunciar, em palavras e obras, a Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança, caso contrário esta fica asfixiada nas mãos dos violentos. Na verdade, ao ser proclamada no mundo, a Boa-Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos.

À luz do Ressuscitado, recordemos hoje com especial carinho o Papa Francisco, que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor. Ao fazermos memória do seu testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos nos tornar cada vez mais anunciadores luminosos da verdade.

Encontro do Ressuscitado com Maria Madalena
(Pieter van Lint)

Fonte: Santa Sé.

domingo, 26 de abril de 2026

Semana Santa 2026: Índice das postagens

Publicamos a seguir os links para as postagens com o registro das celebrações da Semana Santa deste ano de 2026, incluindo a primeira Semana Santa presidida pelo Papa Leão XIV como Bispo de Roma e as celebrações em outras sete Dioceses ao redor do mundo:

ROMA

Domingo de Ramos: Homilia do Papa / Fotos

Missa Crismal: Homilia do Papa / Fotos

Missa da Ceia do Senhor: Homilia do Papa / Fotos

Celebração da Paixão do Senhor: Fotos


Vigília Pascal: Homilia do Papa / Fotos

Domingo de Páscoa: Homilia do Papa / Fotos

Bênção Urbi et Orbi: Mensagem do Papa / Fotos

Cruz venerada na Catedral de Manila (Filipinas)

JERUSALÉM

Parte 1 (Domingo de Ramos, Missa da Ceia do Senhor e Celebração da Paixão)

Parte 2 (Vigília Pascal e Domingo de Páscoa)

MANILA (FILIPINAS)

Parte 1 (Domingo de Ramos, Missa Crismal e Missa da Ceia do Senhor)

Parte 2 (Celebração da Paixão e Vigília Pascal)

CRACÓVIA (POLÔNIA)

Parte 1 (Domingo de Ramos, Missa Crismal e Missa da Ceia do Senhor)

Parte 2 (Celebração da Paixão, Vigília Pascal e Domingo de Páscoa)

BUDAPESTE (HUNGRIA)


MILÃO (ITÁLIA)


LISBOA (PORTUGAL)

Parte 1 (Domingo de Ramos, Missa Crismal e Missa da Ceia do Senhor)

Parte 2 (Celebração da Paixão, Vigília Pascal e Domingo de Páscoa)

LONDRES (INGLATERRA)

Parte 1 (Domingo de Ramos, Missa Crismal e Missa da Ceia do Senhor)

Parte 2 (Celebração da Paixão e Vigília Pascal)

Círio pascal da Catedral de Manila (Filipinas)

A maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), por sua vez, que utilizam outro cálculo para a data da Páscoa, baseado no calendário juliano, celebraram a festa no dia 12 de abril de 2026.

Homilia do Papa Bento XVI: IV Domingo da Páscoa (2006)

Há cerca de 20 anos, no dia 07 de maio de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa do IV Domingo da Páscoa (Ano B), o “Domingo do Bom Pastor”, na Basílica de São Pedro, durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a quinze novos sacerdotes [1].

Na mesma ocasião, com efeito, se celebrou o 43º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

Reproduzimos aqui sua homilia durante a celebração:

43º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Santa Missa com Ordenações Presbiterais
Homilia do Papa Bento XVI
Basílica de São Pedro
Domingo, 07 de maio de 2006

Queridos irmãos e irmãs,
Caros ordenandos,
1. Nesta hora na qual vós, caros amigos, mediante o Sacramento da Ordenação sacerdotal, sois introduzidos como pastores a serviço do Pastor supremo, Jesus Cristo, é o próprio Senhor que nos fala no Evangelho do serviço em favor do rebanho de Deus.

A imagem do pastor vem de longe. No Antigo Oriente os reis costumavam designar a si mesmos como pastores dos seus povos. No Antigo Testamento, Moisés e Davi, antes de serem chamados a se tornar chefes e pastores do Povo de Deus, foram efetivamente pastores de rebanhos. Nas dificuldades do período do exílio, diante do fracasso dos pastores de Israel, isto é, dos chefes políticos e religiosos, Ezequiel traçou a imagem do próprio Deus como Pastor do seu povo. Através do profeta, Deus disse: «Como o pastor toma conta do rebanho... assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas em um dia de nuvens e escuridão» (Ez 34,12).

Note-se a imagem do Bom Pastor na mitra

Agora Jesus anuncia que esta hora chegou: Ele mesmo é o Bom Pastor no qual o próprio Deus cuida da sua criatura, o homem, reunindo os seres humanos e conduzindo-os à verdadeira pastagem. São Pedro, a quem o Senhor Ressuscitado tinha dado a missão de apascentar as suas ovelhas, de se tornar pastor com Ele e por Ele, qualifica Jesus como o «archipoimen», o Pastor Supremo (1Pd 5,4), e assim pretende dizer que só é possível ser pastor do rebanho de Jesus Cristo por meio d’Ele e na mais íntima comunhão com Ele. É precisamente isto que se exprime no Sacramento da Ordenação: mediante o Sacramento, o sacerdote é totalmente inserido em Cristo para que, partindo d’Ele e agindo em vista d’Ele, realize em comunhão com Cristo o serviço do único Pastor, Jesus, em quem Deus, como homem, quer ser o nosso Pastor.