quinta-feira, 14 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 2

Prosseguindo com as reflexões do Papa Leão XIV sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”, trazemos nesta postagem a terceira e a quarta meditações dessa que é a última seção do ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.3. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
A Páscoa dá esperança à vida quotidiana

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E bem-vindos todos!
A Páscoa de Jesus é um acontecimento que não pertence a um passado distante, agora sedimentado na tradição como tantos outros episódios da história humana. A Igreja nos ensina a fazer memória atualizadora da Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na Celebração Eucarística, durante a qual se realiza de forma mais plena a promessa do Senhor Ressuscitado: «Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20).

Por isso o Mistério Pascal constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer irenismo ou sentimentalismo, que todo dia é Páscoa. De que maneira?

«Ele não está aqui. Ressuscitou» (Mc 16,6) 
(Johann Georg Trautmann)

Vivemos a cada hora tantas experiências diferentes: dor, sofrimento, tristeza, entrelaçadas com alegria, admiração, serenidade. Mas em todas as situações o coração humano anseia pela plenitude, por uma felicidade profunda. Uma grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, cujo nome era Edith Stein, que tanto aprofundou o mistério da pessoa humana, nos recorda esse dinamismo de constante busca da realização: «O ser humano anseia sempre por receber novamente o dom do ser, para poder aproveitar aquilo que o momento lhe dá e, ao mesmo tempo, lhe tira» (Essere finito ed Essere eterno: Per una elevazione al senso dell’essere, Roma, 1998, 387). Estamos imersos no limite, mas também nos esforçamos por superá-lo.

Posse do Arcebispo de Aparecida (2026)

Na tarde do sábado, 02 de maio de 2026, Dom Mário Antônio da Silva tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) durante a Missa do V Domingo da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que também é a Catedral da Arquidiocese de Aparecida:

Dom Mário Antônio da Silva
Acolhida do Arcebispo: Veneração da cruz
Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida
O Arcebispo toma posse da sua cátedra
Liturgia da Palavra

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Ordenações Episcopais em Roma (2026)

Na tarde do dia 02 de maio de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A) na Basílica do Latrão, durante a qual conferiu a Ordenação Episcopal a quatro novos Bispo Auxiliares da Diocese de Roma: Stefano Sparapani, Alessandro Zenobbi, Andrea Carlevale e Marco Valenti, nomeados no dia 25 de fevereiro [1].

Os co-ordenantes foram os Cardeais Baldassare Reina, Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, e Angelo De Donatis, Penitenciário-Mor (Vigário Geral de Roma de 2017 a 2024).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
(Note-se em primeiro plano a Cruz Lateranense)
Ritos iniciais

Homilia
Propósitos dos eleitos

Homilia do Papa: Ordenações Episcopais (2026)

Santa Missa com Ordenações Episcopais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica do Latrão
Sábado, 02 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa do V Domingo da Páscoa (Ano A).

Amados irmãos e irmãs,
Unindo-nos a Cristo, nos tornamos uma casa sólida e hospitaleira: esta é a alegria que experimentamos sobretudo no Tempo Pascal e, de modo especial, hoje, celebrando a Ordenação de quatro novos Bispos Auxiliares da Diocese de Roma.

Esta Igreja tem uma vocação singular para a universalidade e a caridade, graças ao seu vínculo peculiar com Cristo, ressuscitado e vivo, fundamento do edifício espiritual de pedras vivas que é o povo santo de Deus. Assim, aproximar-se de Cristo significa aproximar-nos uns dos outros e crescermos juntos na unidade: eis o Mistério que nos envolve e, a partir de dentro, transforma também a cidade. A serviço do seu dinamismo, trazido a Roma pelos Apóstolos Pedro e Paulo, os nossos irmãos Andrea, Stefano, Marco e Alessandro são ordenados Bispos. É uma festa de povo, pois eles provêm deste povo e do presbitério que, com amor, cuida dele.


A nossa Comunidade diocesana reúne-se hoje na invocação do Espírito Santo, que ungirá os novos Bispos, para que sejam plenamente consagrados ao serviço do Evangelho de Cristo. Ele é a pedra rejeitada que, escolhida por Deus, «tornou-se a pedra angular» (1Pd 2,4.7; cf. Sl 117,22).

Aos primeiros cristãos essa metáfora, tão familiar porque está presente em um salmo, devia parecer particularmente reveladora. O Messias Jesus foi rejeitado não só porque não era reconhecido como Filho de Deus, mas antes ainda porque tinha assumido a condição de criatura, considerada indigna de Deus. Fiel a esta senda de amor misericordioso, Ele ia à procura das ovelhas perdidas, sentava-se à mesa com elas, desarmava as mãos e os corações que queriam apedrejá-las. Desse modo, como diz o Evangelho proclamado nesta Liturgia, o Filho mostrou o rosto do Pai: é n’Ele que se cumprem as suas obras. « Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: “Mostra-nos o Pai”? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?» (Jo 14,9-10).

terça-feira, 12 de maio de 2026

Eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia

No dia 11 de maio de 2026 o Metropolita Shio Mujiri (შიო მუჯირი), Bispo de Senaki e Chkhorotsku, foi eleito novo Patriarca da Igreja Ortodoxa da Geórgia, sucedendo o Patriarca Ilia II, falecido no dia 17 de março.


Elizbar Mujiri (ელიზბარ მუჯირი) nasceu em 01 de fevereiro de 1969 em Tiblisi (Geórgia). Após formar-se em Música no Conservatório de Tbilisi em 1991, iniciou os estudos teológicos no Seminário de Batumi (Geórgia). Posteriormente prosseguiria os estudos na Academia Teológica de Moscou e na Universidade Teológica de São Tikhon em Moscou (Rússia), onde obteve o Doutorado em Teologia.

Professou os votos monásticos em 1993, assumindo o nome religioso de Shio (შიო). Recebeu a Ordenação Diaconal em 1995 e a Ordenação Presbiteral em 1996. Nos anos seguintes exerceu seu sacerdócio em algumas igrejas monásticas de Tiblisi. De 2001 a 2003, por sua vez, enquanto realizava os estudos em Moscou, atendeu a comunidade georgiana na Rússia.

No dia 18 de agosto de 2003 foi eleito primeiro Bispo da nova Eparquia de Senaki e Chkhorotsku (Geórgia), no oeste do país. Recebeu a Ordenação Episcopal no dia 07 de setembro do mesmo ano.


Em 30 de abril de 2009 também foi nomeado responsável pelos fiéis georgianos na Austrália e Nova Zelândia. No dia 02 de agosto de 2010, por sua vez, recebeu o título de Metropolita.

No dia 23 de novembro de 2017 o Patriarca Ilia II nomeou o Metropolita Shio como locum tenens, isto é, responsável pela administração interina da Igreja Ortodoxa da Geórgia após a sua morte. O Metropolita Shio assumiu esse ofício no dia 17 de março de 2026, com a morte do Patriarca Ilia II.

No dia 11 de maio de 2026, aos 57 anos, o Metropolita Shio foi eleito pelo Sínodo da Igreja Ortodoxa Georgiana como o novo Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia e Arcebispo de Mtskheta e Tbilisi, assumindo o nome de Shio III (შიო III). Sua entronização na Catedral de Svetitskhoveli em Mtskheta terá lugar neste dia 12 de maio.


A Igreja Ortodoxa Georgiana, umas das Igrejas Ortodoxas Bizantinas, possui cerca de 3,5 milhões de fiéis. Sua origem remonta ao início do século IV, quando o Cristianismo foi acolhido na região através da pregação de Santa Nino. O primeiro Bispo de Mtskheta, João I, teria sido eleito em 326 ou 337.

A partir do século V a Igreja da Geórgia foi ganhando progressivamente mais autonomia. No ano de 1010 seu hierarca passa a receber o título de Catholicos-Patriarca de toda a Geórgia.

Entre 1811 e 1917, com a anexação da Geórgia pelo Império Russo, a Igreja do país foi subordinada ao Patriarcado de Moscou. Em 1917, por sua vez, a Igreja da Geórgia iniciou um processo para o reconhecimento da sua autocefalia.

Regina Coeli: IV Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 26 de abril de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Enquanto continuamos o nosso caminho no Tempo Pascal, o Evangelho nos apresenta hoje as palavras de Jesus, que se compara a um pastor e, depois, à porta do redil (cf. Jo 10,1-10).

Jesus contrapõe o pastor ao mercenário. Na verdade, afirma: «Quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante» (v. 1). Mais adiante, diz de forma ainda mais clara: «O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância» (v. 10). A diferença é evidente: o pastor tem uma ligação especial com as suas ovelhas e, por isso, pode entrar pela porta do redil; se, pelo contrário, alguém precisa transpor a cerca, então é certamente um ladrão que quer roubar as ovelhas.

Jesus nos diz que está ligado a nós por uma relação de amizade: Ele nos conhece, nos chama pelo nome, nos guia e, como o pastor faz com as suas ovelhas, vem à nossa procura quando nos perdemos e trata das nossas feridas quando estamos doentes (cf. Ez 34,16). Jesus não vem, como um ladrão, roubar a nossa vida e a nossa liberdade, mas conduzir-nos pelos caminhos direitos. Não vem sequestrar ou enganar a nossa consciência, mas iluminá-la com a luz da sua sabedoria. Não vem corromper as nossas alegrias terrenas, mas abri-las a uma felicidade mais plena e duradoura. Quem confia n’Ele não tem nada a temer: Ele não vem atormentar a nossa vida, mas vem dá-la em abundância (v. 10).

Irmãos e irmãs, somos convidados a refletir e, sobretudo, a vigiar o redil do nosso coração e da nossa vida, porque quem entrar nele pode multiplicar a alegria ou, como um ladrão, pode roubá-la. Os “ladrões” podem ter muitos rostos: são aqueles que, apesar das aparências, sufocam a liberdade ou não respeitam a nossa dignidade; são convicções e preconceitos que nos impedem de ter um olhar sereno sobre os outros e sobre a vida; são ideias erradas que podem nos levar a escolhas negativas; são estilos de vida superficiais ou marcados pelo consumismo, que nos esvaziam interiormente e nos levam a viver sempre à margem de nós mesmos. E não esqueçamos também aqueles “ladrões” que, saqueando os recursos da terra, combatendo guerras sangrentas ou alimentando o mal nas suas diversas formas, não fazem mais do que roubar a todos a possibilidade de um futuro de paz e tranquilidade.

Podemos nos perguntar: Quem queremos que guie a nossa vida? Quais são os “ladrões” que tentaram entrar no nosso redil? Conseguiram ou fomos capazes de afastá-los?

Hoje, o Evangelho nos convida a confiar no Senhor: Ele não vem para nos roubar nada; pelo contrário, é o Bom Pastor, que multiplica a vida e a oferece em abundância. Que a Virgem Maria nos acompanhe sempre ao longo do caminho e interceda por nós e pelo mundo inteiro.

Bom Pastor (Grigory Gagarin)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Ordenações Presbiterais no Vaticano (2026)

Na manhã do dia 26 de abril de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do IV Domingo da Páscoa (Ano A) na Basílica de São Pedro, durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a 10 novos sacerdotes, sendo oito da Diocese de Roma.

Na mesma ocasião, com efeito, se celebrou o 63º Dia Mundial de Oração pelas Vocações.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Ritos iniciais