segunda-feira, 18 de maio de 2026

Fotos da Missa do Papa em Pompeia

Na manhã da sexta-feira, 08 de maio de 2026, dando início às suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa diante do Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário de Pompeia.

Primeiramente o Papa visitou o Santuário e rezou diante das relíquias do seu fundador, São Bartolo Longo (†1926), canonizado no dia 19 de outubro de 2025.

Seguiu-se a Missa de Nossa Senhora do Rosário (com suas orações e leituras) na Praça diante do Santuário, durante a qual Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

No final da Missa o Papa recitou a tradicional Súplica a Nossa Senhora de Pompeia (Supplica alla Madonna di Pompei), oração proposta por São Bartolo Longo e rezada no dia 08 de maio e no primeiro domingo de outubro.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Oração diante das relíquias de São Bartolo Longo
Missa: Procissão de entrada
Incensação do altar e da cruz

Homilia do Papa: Missa em Pompeia

Visita Pastoral a Pompeia e Nápoles (Itália)
Santa Missa e Súplica a Nossa Senhora de Pompeia
Homilia do Papa Leão XIV
Praça Bartolo Longo, Santuário de Pompeia
Sexta-feira, 08 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa de Nossa Senhora do Rosário [1].

Queridos irmãos e irmãs,
«A minha alma engrandece ao Senhor» (Lc 1,46). Estas palavras, com as quais respondemos à 1ª Leitura, brotam do coração da Virgem Maria quando apresenta a Isabel o fruto do seu ventre, Jesus, o Salvador. Depois dela, cantarão a Cristo Zacarias, pai de João Batista, e o idoso Simeão. Esses três cânticos marcam todos os dias o louvor da Igreja na Liturgia das Horas. São o olhar do antigo Israel, que vê cumpridas as suas promessas; são o olhar da Igreja Esposa, voltada para o seu Esposo divino; são implicitamente o olhar de toda a humanidade, que encontra resposta ao seu anseio de salvação.


Há cento e cinquenta anos, colocando a primeira pedra deste Santuário, no lugar onde a erupção do Vesúvio do ano 79 depois de Cristo tinha sepultado sob as cinzas os vestígios de uma grande civilização, protegendo-os durante séculos, São Bartolo Longo com a sua esposa, a condessa Marianna Farnararo De Fusco, lançaram as bases não só de um templo, mas de toda uma cidade mariana. Assim ele expressava a consciência de um desígnio de Deus, que São João Paulo II, falando neste lugar de graça no dia 07 de outubro de 2003, na conclusão do Ano do Rosário, relançou para o Terceiro Milênio, na perspectiva da nova evangelização: «Hoje, como nos tempos da antiga Pompeia, é necessário anunciar Cristo a uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e perde até mesmo a sua memória».

sábado, 16 de maio de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Ascensão do Senhor (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 24 de maio de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Ascensão do Senhor (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do encerramento do Consistório Extraordinário, isto é, a reunião com os Cardeais para refletir sobre a missão da Igreja no terceiro milênio.

Confira a seguir a homilia do Papa durante a celebração:

Solenidade da Ascensão do Senhor
Concelebração Eucarística no Encerramento do Consistório Extraordinário
Homilia do Papa João Paulo II
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 24 de maio de 2001

Senhores Cardeais,
Venerados irmãos no Episcopado,
Caríssimos irmãos e irmãs,
1. Estamos reunidos em torno do altar do Senhor para celebrar a sua Ascensão ao Céu. Escutamos as suas palavras: «Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas... até os confins da terra» (At 1,8). Há dois mil anos estas palavras do Senhor Ressuscitado impelem a Igreja a “fazer-se ao largo” na história, tornando-a contemporânea de todas as gerações, transformando-a no fermento de todas as culturas do mundo.


Voltamos a ouvi-las hoje para acolher com renovado fervor o mandato «Duc in altum!» - «Faz-te ao largo!», «Avança para águas mais profundas» - que um dia Jesus dirigiu a Pedro (cf. Lc 5,4): um mandato que desejei fazer ressoar em toda a Igreja na Carta Apostólica Novo millennio ineunte e que, à luz desta Solenidade litúrgica, adquire um significado ainda mais profundo. O “altum rumo ao qual a Igreja deve caminhar não é apenas um compromisso missionário mais vigoroso, mas antes ainda um empenho contemplativo mais intenso. Também nós somos convidados, como os Apóstolos, testemunhas da Ascensão, a fixar o olhar no rosto de Cristo, elevado no esplendor da glória divina.

Certamente contemplar o céu não significa esquecer a terra. Caso se apresentasse esta tentação, bastaria escutar novamente os «dois homens vestidos de branco» da passagem do Evangelho de hoje: «Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?» (At 1,11). A contemplação cristã não nos subtrai ao compromisso histórico. O “céu” da Ascensão de Jesus não é distância, mas ocultamento e custódia de uma presença que nunca nos abandona, até que Ele venha na glória. Entretanto, é a hora exigente do testemunho, para que em nome de Cristo «sejam anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações» (Lc 24,47).

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Festa da Invenção da Santa Cruz em Jerusalém (2026)

Nos dias 06 e 07 de maio de 2026 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu as celebrações da Festa da Invenção da Santa Cruz na Gruta de Santa Helena sob a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém: as I Vésperas na tarde do dia 06 e a Missa na manhã do dia 07.

A Festa da Invenção da Santa Cruz (Inventio Sanctae Crucis), com efeito, recorda a descoberta (em latim, inventio) das supostas relíquias da Cruz por Santa Helena. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história da Festa da Exaltação da Santa Cruz.

06 de maio: I Vésperas

Procissão até a Gruta de Santa Helena

Oração das Vésperas

07 de maio: Missa

Procissão de entrada

Regina Coeli: V Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 03 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Tempo Pascal, assim como a Igreja nascente, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua Paixão, Morte e Ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.

O Evangelho proclamado neste domingo (Jo 14,1-12) nos introduz no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já ao mistério da sua Ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde Eu estiver estejais também vós» (v. 3). Os Apóstolos descobrem assim que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa (cf. Jo 1,39). Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho se descreve como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.

Caríssimos, no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade. Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente si mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida, por vezes dispostos a tudo para ter um pouco de atenção e reconhecimento.

«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tendes fé em Deus, tende fé em mim também» (Jo 14,1). É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um já tem um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único.

Peçamos, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.

Cristo em majestade com os Doze Apóstolos:
“Vou preparar um lugar para vós” (Jo 14,2)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 2

Prosseguindo com as reflexões do Papa Leão XIV sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”, trazemos nesta postagem a terceira e a quarta meditações dessa que é a última seção do ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.3. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
A Páscoa dá esperança à vida quotidiana

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E bem-vindos todos!
A Páscoa de Jesus é um acontecimento que não pertence a um passado distante, agora sedimentado na tradição como tantos outros episódios da história humana. A Igreja nos ensina a fazer memória atualizadora da Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na Celebração Eucarística, durante a qual se realiza de forma mais plena a promessa do Senhor Ressuscitado: «Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20).

Por isso o Mistério Pascal constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer irenismo ou sentimentalismo, que todo dia é Páscoa. De que maneira?

«Ele não está aqui. Ressuscitou» (Mc 16,6) 
(Johann Georg Trautmann)

Vivemos a cada hora tantas experiências diferentes: dor, sofrimento, tristeza, entrelaçadas com alegria, admiração, serenidade. Mas em todas as situações o coração humano anseia pela plenitude, por uma felicidade profunda. Uma grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, cujo nome era Edith Stein, que tanto aprofundou o mistério da pessoa humana, nos recorda esse dinamismo de constante busca da realização: «O ser humano anseia sempre por receber novamente o dom do ser, para poder aproveitar aquilo que o momento lhe dá e, ao mesmo tempo, lhe tira» (Essere finito ed Essere eterno: Per una elevazione al senso dell’essere, Roma, 1998, 387). Estamos imersos no limite, mas também nos esforçamos por superá-lo.

Posse do Arcebispo de Aparecida (2026)

Na tarde do sábado, 02 de maio de 2026, Dom Mário Antônio da Silva tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) durante a Missa do V Domingo da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que também é a Catedral da Arquidiocese de Aparecida:

Dom Mário Antônio da Silva
Acolhida do Arcebispo: Veneração da cruz
Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida
O Arcebispo toma posse da sua cátedra
Liturgia da Palavra