quinta-feira, 5 de março de 2026

Missa do II Domingo da Quaresma em Roma (2026)

Na tarde do dia 01 de março de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do II Domingo da Quaresma (Ano A) durante a Visita Pastoral à Paróquia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo no bairro do  Quarticciolo (Ascensione di Nostro Signore Gesù Cristo al Quarticciolo).

Essa foi a terceira de cinco Visitas Pastorais realizadas pelo Papa a Paróquias da Diocese de Roma, uma de cada Setor Pastoral. A Paróquia do Quarticciolo, assistida pela Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), corresponde ao Setor Leste.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Procissão de entrada
Incensação

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: II Domingo da Quaresma - Ano A (2026)

Visita Pastoral
Homilia do Papa Leão XIV
Paróquia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (Roma)
Domingo, 01 de março de 2026

Foi celebrada a Missa do II Domingo da Quaresma (Ano A).

Caríssimos irmãos e irmãs,
Estou feliz por me encontrar entre vós e poder ouvir convosco a Palavra de Deus, com toda a vossa comunidade paroquial. Este domingo coloca-nos diante da viagem de Abraão (Gn 12,1-4) e do acontecimento da Transfiguração de Jesus (Mt 17,1-9).

Com Abraão, cada um de nós pode reconhecer-se a caminho. A vida é uma viagem que exige confiança, exige fidelidade à Palavra de Deus que nos chama e que, às vezes, nos pede para deixar tudo. Podemos então ser tentados a evitar a precariedade como vertigem que perturba, enquanto é precisamente a partir do seu interior que podemos apreciar uma promessa de grandeza inesperada. Acontece todos os dias - porque o mundo raciocina assim - que medimos tudo, que nos esforçamos por controlar tudo. Mas, desta forma, perdemos a oportunidade de descobrir o verdadeiro tesouro, a pérola preciosa que Deus, surpreendentemente, escondeu no nosso campo, como nos ensina o Evangelho (cf. Mt 13, 44).


A viagem de Abraão começa com uma perda: a terra e a casa que conservam as memórias do seu passado. Mas ela se realizará em uma nova terra, em uma imensa descendência, onde tudo se transforma em bênção. Também nós, se nos deixarmos chamar pela fé ao caminho, a arriscar novas decisões de vida e de amor, deixaremos de ter medo de perder algo, pois sentiremos que crescemos em uma riqueza que ninguém pode roubar.

Também os discípulos de Jesus tiveram que enfrentar uma viagem, que os levaria a Jerusalém (cf. Lc 9,51). Lá, na Cidade santa, o Mestre cumpriria a sua missão, oferecendo a vida na cruz e tornando-se bênção para todos e para sempre. Sabemos com quanta resistência Pedro e todos os outros o seguiram! Mas deviam compreender que só podemos ser bênção superando o instinto de nos defendermos e acolhendo o que Jesus confia ao gesto eucarístico: a vontade de oferecer o próprio corpo como pão para comer, de viver e morrer para dar vida. Amados irmãos e irmãs, eis o domingo: é a pausa ao longo do caminho que nos reúne em volta de Jesus. Jesus encoraja-nos a não parar e a não mudar de rumo. Não há promessa maior, não há tesouro mais precioso do que viver para dar a vida!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 6

Concluindo as meditações sobre as “curas” e com elas a seção sobre a vida pública de Jesus dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, o Papa refletiu sobre a hemorroíssa e a filha de Jairo (Mc 5,21-43) e sobre o homem surdo (Mc 7,31-37):

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 25 de junho de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.11. A vida de Jesus - As curas: A hemorroíssa e a filha de Jairo (Mc 5,21-43)

Queridos irmãos e irmãs,
Também hoje meditamos sobre as curas de Jesus como sinal de esperança. N’Ele há uma força que também nós podemos experimentar quando entramos em relação com a sua Pessoa.

Uma doença muito difundida no nosso tempo é o cansaço de viver: a realidade nos parece demasiado complexa, pesada, difícil de enfrentar. Então nos sentimos abatidos, adormecemos na ilusão de que quando acordarmos as coisas serão diferentes. Mas a realidade deve ser enfrentada e, com Jesus, podemos fazê-lo bem. Às vezes nos sentimos bloqueados pelo julgamento de quem pretende colocar rótulos nos outros.

Parece-me que estas situações podem encontrar correspondência em uma passagem do Evangelho de Marcos onde se entrelaçam duas histórias: a de uma menina de doze anos, que está doente na cama e prestes a morrer, e a de uma mulher que tem hemorragias há precisamente doze anos e procura Jesus para poder ser curada (cf. Mc 5,21-43).

Jesus e a mulher com hemorragia
(Catacumbas de Marcelino e Pedro, Roma)

Entre estas duas figuras femininas o evangelista coloca a figura do pai da menina: ele não permanece em casa lamentando-se pela doença da filha, mas sai e pede ajuda. Embora seja o chefe da sinagoga, não faz reivindicações em virtude da sua posição social. Quando é preciso esperar, não perde a paciência e aguarda. E quando vêm lhe dizer que a filha está morta e é inútil incomodar o Mestre, ele continua a ter fé e a esperar.

A conversa desse pai com Jesus é interrompida pela mulher hemorroíssa, que consegue aproximar-se de Jesus e tocar o seu manto (v. 27). Com grande coragem, esta mulher tomou a decisão que muda a sua vida: todos continuavam dizendo-lhe que se mantivesse à distância, que não se mostrasse. Tinham-na condenado a permanecer escondida e isolada. Às vezes também nós podemos ser vítimas do julgamento dos outros, que pretendem vestir-nos com uma roupa que não é nossa. E então nos sentimos mal e não conseguimos superar essa situação.

terça-feira, 3 de março de 2026

Ângelus: II Domingo da Quaresma - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 01 de março de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Mt 17,1-9) compõe para todos nós uma imagem cheia de luz, narrando a Transfiguração do Senhor. Para representá-la, o evangelista mergulha o seu pincel na memória dos Apóstolos, pintando Cristo entre Moisés e Elias. O Verbo feito homem está entre a Lei e a Profecia: ele é a Sabedoria viva, que leva a cumprimento toda a Palavra divina. Tudo o que Deus ordenou e inspirou aos homens encontra em Jesus a sua manifestação plena e definitiva.

Como no dia do Batismo no Jordão, também hoje ouvimos a voz do Pai, que proclama no monte: «Este é o meu Filho amado», enquanto o Espírito Santo envolve Jesus em uma «nuvem luminosa» (v. 5). Com esta expressão, verdadeiramente singular, o Evangelho descreve o estilo da revelação de Deus. Quando se manifesta, o Senhor revela a sua excelência aos nossos olhos: diante de Jesus, cujo rosto resplandece «como o sol» e cujas vestes se tornam «brancas como a luz» (v. 2), os discípulos admiram o esplendor humano de Deus. Pedro, Tiago e João contemplam uma glória humilde, que não se exibe como um espetáculo para as multidões, mas como uma solene confidência.

A Transfiguração antecipa a luz da Páscoa, evento de morte e de ressurreição, de trevas e de nova luz que Cristo irradia sobre todos os corpos flagelados pela violência, sobre os corpos crucificados pela dor, sobre os corpos abandonados na miséria. Com efeito, enquanto o mal reduz a nossa carne a uma mercadoria de troca ou a uma massa anônima, precisamente esta mesma carne resplandece da glória de Deus. O Redentor transfigura assim as chagas da história, iluminando a nossa mente e o nosso coração: a sua revelação é uma surpresa de salvação! Deixamo-nos fascinar por ela? O verdadeiro rosto de Deus encontra em nós um olhar de admiração e amor?

Ao desespero do ateísmo, o Pai responde com o dom do Filho Salvador; o Espírito Santo resgata-nos da solidão agnóstica, oferecendo uma comunhão eterna de vida e graça; diante da nossa fé fraca, está o anúncio da ressurreição futura: eis o que os discípulos viram no esplendor de Cristo, mas para compreendê-lo é preciso tempo (cf. v. 9). Tempo de silêncio para ouvir a Palavra, tempo de conversão para apreciar a companhia do Senhor.

Enquanto experimentamos tudo isto durante a Quaresma, peçamos a Maria, Mestra de oração e Estrela da manhã, que guarde os nossos passos na fé.

Transfiguração do Senhor (Andrei Mironov)

Fonte: Santa Sé.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

I Domingo da Quaresma em Milão (2026)

No Rito Ambrosiano, próprio da Arquidiocese de Milão (Itália), a Quaresma não tem início na Quarta-feira de Cinzas, como no Rito Romano, mas sim no I Domingo da Quaresma, o sexto antes da Páscoa. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história do Tempo da Quaresma.

No dia 22 de fevereiro de 2026, portanto, o Arcebispo de Milão, Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Missa do I Domingo da Quaresma na Catedral Metropolitana da Natividade da Virgem Maria, o Duomo de Milão.

Após a Missa teve lugar a bênção e a imposição das cinzas. No Rito Ambrosiano, com efeito, o rito das cinzas tem lugar no primeiro dia penitencial da Quaresma, isto é, na segunda-feira da I semana. Não obstante, por razões pastorais esse pode ser antecipado para o domingo, após a Missa. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história da Quarta-feira de Cinzas.

Procissão de entrada
Genuflexão
Incensação da cruz e do altar
Liturgia da Palavra
Homilia

Ângelus: I Domingo da Quaresma - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, I Domingo da Quaresma, o Evangelho nos fala de Jesus que, conduzido pelo Espírito, vai para o deserto e é tentado pelo diabo (Mt 4,1-11). Depois de jejuar durante quarenta dias, sente o peso da sua humanidade: a fome, no plano físico, e as tentações do diabo, no plano espiritual. Ele experimenta o mesmo cansaço que todos nós vivenciamos no nosso caminho e, resistindo ao demônio, mostra-nos como vencer os seus enganos e insídias.

Com esta Palavra de vida, a Liturgia nos convida a olhar para a Quaresma como um itinerário luminoso no qual, com a oração, o jejum e a esmola, podemos renovar a nossa cooperação com o Senhor ao realizar a obra-prima única da nossa vida. Trata-se de permitir que Ele remova as manchas e cure as feridas que o pecado pode ter causado nela e de nos comprometermos em fazê-la florescer em toda a sua beleza até a plenitude do amor, fonte exclusiva da verdadeira felicidade.

Trata-se, sem dúvida, de um percurso exigente, e o risco é desanimarmos ou nos deixarmos seduzir por formas de gratificação menos árduas, como a riqueza, a fama e o poder (cf. Mt 4,3-8). Estas, que também foram as tentações que Jesus enfrentou, são, no entanto, apenas míseros substitutos da alegria para a qual fomos criados e, no final, deixam-nos inevitável e eternamente insatisfeitos, inquietos e vazios.

Por isso, São Paulo VI ensinava que a penitência, longe de empobrecer, enriquece a nossa humanidade, purificando-a e fortalecendo-a no seu movimento em direção a um horizonte que tem «como finalidade o amor e o abandono no Senhor» (Constituição Apostólica Paenitemini, 17 de fevereiro de 1966, I). Assim, ao mesmo tempo que nos torna conscientes das nossas limitações, a penitência nos dá a força para superá-las e, com a ajuda de Deus, viver uma comunhão cada vez mais intensa com Ele e entre nós.

Neste tempo de graça, pratiquemo-la generosamente, junto com a oração e as obras de misericórdia. Dêmos espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones. Meditemos a Palavra de Deus, aproximemo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração, e escutemo-nos uns aos outros, nas famílias, nos locais de trabalho, nas comunidades. Dediquemos tempo a quem vive sozinho, especialmente aos idosos, aos pobres e aos doentes. Renunciemos ao supérfluo e partilhemos o que pouparmos com quem carece do necessário. Então, como diz Santo Agostinho, «a nossa oração, feita com humildade e caridade, com jejum e esmola, com temperança e perdão, distribuindo coisas boas e não retribuindo na mesma moeda as más, afastando-nos do mal e fazendo o bem» (Sermão 206, 3), alcançará o Céu e nos dará paz.

Confiemos o nosso caminho quaresmal à Virgem Maria, Mãe que sempre assiste os seus filhos nas provações.

Jesus em oração no deserto
(Briton Rivière)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Missa do I Domingo da Quaresma em Roma (2026)

Na manhã do dia 22 de fevereiro de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do I Domingo da Quaresma (Ano A) durante a Visita Pastoral à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus a Castro Pretorio (Sacro Cuore di Gesù a Castro Pretorio).

Essa foi a segunda de cinco Visitas Pastorais realizadas pelo Papa a Paróquias da Diocese de Roma, uma de cada Setor Pastoral. A Basílica do Sagrado Coração de Jesus, assistida pelos Salesianos de Dom Bosco, corresponde ao Setor Centro [1].

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Procissão de entrada


Ósculo do altar
Sinal da cruz