terça-feira, 9 de junho de 2026

Domingo de Pentecostes em Istambul (2026)

No Patriarcado Ecumênico de Constantinopla a Divina Liturgia da Festa de Pentecostes foi presidida pelo Patriarca Bartolomeu no domingo, dia 31 de maio de 2026, na Catedral de São Jorge em Istambul (Turquia).

Neste ano de 2026, com efeito, a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), devido ao uso de distintos calendários, celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

Durante a celebração o Patriarca conferiu a Ordenação Episcopal ao novo Bispo de Tamissos e Exarca Patriarcal na Lituânia, Panaretos Psaravtis.

Profissão de fé do Bispo eleito

Litania da Paz
Pequena Entrada
O Patriarca abençoa com o dikirion e o trikirion

Domingo de Pentecostes em Kiev (2026)

No domingo, dia 31 de maio de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu a Divina Liturgia da Festa de Pentecostes na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Vale lembrar que neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), devido ao uso de distintos calendários, celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

Destaque para o uso dos paramentos verdes, que recordam o Espírito Santo como fonte de vida, e as orações recitadas de joelhos (algo raro no Rito Bizantino):

O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Invocação do Espírito Santo:
"Rei celestial, Consolador..."
Incensação

Evangelho

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Ângelus: Santíssima Trindade - Ano A (2026)

Solenidade da Santíssima Trinidade
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 31 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Há uma semana, com a Solenidade de Pentecostes, se concluiu o Tempo Pascal. Celebrando hoje o Mistério do Deus Trindade, nos é oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável, fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho, com efeito, foi derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida no qual o céu e a terra já se tocam.

O Evangelho da Liturgia de hoje (Jo 3,16-18) nos apresenta Nicodemos, uma importante personalidade de Israel que se sentiu profundamente atraído por Jesus. Com efeito, foi encontrá-lo - à noite, para não ser visto -, ansioso por conhecer melhor este misterioso Mestre e de fazer-lhe algumas perguntas. Recebendo-o, o Senhor deu importância à sua busca. Surpreendeu-o, indicando-lhe que também um adulto pode renascer; deixou-o intuir que a vida de Deus poderia transformar a sua vida. Jesus falou a Nicodemos sobre o Espírito Santo, iluminou a sua noite com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas: «Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho Unigênito, para que não morra todo o que n’Ele crer, mas tenha a vida eterna» (v. 16). E ainda: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (v. 17).

Caríssimos, no Mistério de Deus, Pai e Filho e Espírito Santo, estamos em casa, assim como Nicodemos se sentiu em casa junto a Jesus. A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e nos faz encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade nos leva a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos porque as divisões, as polarizações, o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.

Nicodemos fazia parte do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. Quando ouviu ali palavras de desprezo contra Jesus, convidou todos a ouvi-lo antes de condená-lo. Tinha recebido de Deus, através do próprio Cristo, o Espírito de comunhão, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade. Quem não acolhe este Espírito envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa. Por isso São Paulo escreve aos coríntios: «Alegrai-vos, trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco» (2Cor 13,11).

E agora, com a oração do Ângelus, dirigimo-nos à Virgem Maria: no seu “sim” à Vontade divina floresça também o nosso “sim” ao amor da Santíssima Trindade.

“Trindade misericordiosa”:
O Pai, o Filho e o Espírito Santo de debruçam sobre o ser humano

Fonte: Santa Sé.

sábado, 6 de junho de 2026

Homilia: X Domingo do Tempo Comum - Ano A

São Pedro Crisólogo
Sermão 30
Deus tem fome e sede da conversão do pecador

Acusa-se Deus de inclinar-se para o homem, de colocar-se junto ao pecador, de ter fome da sua conversão e sede do seu retorno, de tomar o alimento da misericórdia e o cálice da benevolência. Porém, irmãos, Cristo veio a essa ceia: a Vida veio ao seio desses convidados para que, condenados à morte, vivam com a Vida; a Ressurreição inclinou-se para que aqueles que jaziam se levantassem dos seus túmulos; a Bondade abaixou-se para elevar os pecadores até o perdão; Deus veio ao homem para que o homem chegue a Deus; o Juiz veio para a refeição dos culpáveis para subtrair a humanidade da sentença de condenação; o Médio veio à casa dos enfermos para restabelecê-los comendo com eles; o Bom Pastor curvou-se para carregar a ovelha perdida até o redil da salvação.

Por que o vosso mestre come com os publicanos e pecadores? Mas quem é o pecador, a não ser aquele que recusa considerar-se como tal? Não é isso afundar em seu pecado, e verdadeiramente identificar-se com ele, ao deixar de se reconhecer pecador? E quem é injusto, senão o que se considera justo?

Enquanto vivemos neste corpo mortal, a fragilidade domina; mesmo que triunfemos sobre os pecados de obra, não podemos vencer os de pensamento nem evitar toda injustiça; e se temos a força de escapar materialmente, e se somos capazes de vencer toda falta inconsciente, como poderemos suprimir as faltas de negligência e os pecados de ignorância?

Confessa teu pecado e poderás vir à mesa de Cristo: Ele se fará por ti Pão, Pão que se partirá para o perdão de teus pecados; Ele se fará por ti Cálice, esse Cálice que se derramará para a remissão de tuas culpas. Vamos, participa na refeição dos pecadores e Cristo participará na tua; reconhece-te pecador, e Cristo comerá contigo; entra com os pecadores no festim do teu Senhor e poderás não voltar a ser pecador; entra com o perdão de Cristo na casa da Misericórdia, não seja que com tua própria justiça sejas excluído dessa morada.

Vamos, reconhece Cristo, escuta Cristo. Sim, escuta o teu Senhor, escuta o Médico do alto, Aquele que refuta sem apelação tuas acusações falsas. Os que têm boa saúde não necessitam de médico, mas sim os que estão enfermos. Se queres ser curado, reconhece tua enfermidade...

Não veio chamar os justos, mas os pecadores. Sim, irmãos, sejamos pecadores em nossa confissão para não sermos pecadores graças ao perdão de Cristo.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 152-153. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, clique aqui.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Viagem do Papa Leão XIV: Espanha (2026)

De 06 a 12 de junho de 2026 o Papa Leão XIV realiza a 4ª Viagem Apostólica do seu pontificado e a 2ª dentro da Europa, com destino à Espanha [1].

Leão XIV será o terceiro Papa a visitar o Reino da Espanha após São João Paulo II (†2005), que visitou o país em cinco ocasiões (1982, 1984, 1989, 1993, 2003), e Bento XVI (†2022), que realizou outras três visitas (2006, 2010, 2011) [2].


Programa da Viagem

Sábado, 06 de junho de 2026
Após sua chegada à capital, Madrid, na manhã do sábado o Papa se encontra com o Rei da Espanha, Felipe VI, e as demais autoridades civis no Palácio Real de Madrid.
À tarde o Papa visita a sede de projeto social da Cáritas e à noite preside uma Vigília de oração com os jovens na Praça de Lima.

Domingo, 07 de junho de 2026
Pela manhã o Papa preside a Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Praça de Cibeles em Madrid seguida da tradicional procissão eucarística.
À tarde estão previstos um encontro privado com os membros da Ordem de Santo Agostinho (agostinianos) na sede da Nunciatura Apostólica e um encontro com o mundo da cultura, da arte, da economia e do esporte na “Movistar Arena”.

Interior da Catedral da Almudena (Madrid)

Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Na manhã desse dia Leão XIV se encontra com os membros do Parlamento Espanhol no Congresso dos Deputados e com os Bispos na sede da Conferência Episcopal Espanhola.
No fim da tarde, por sua vez, o Papa visita a Catedral de Santa Maria da Almudena para um momento de oração e encontra com os fiéis da Arquidiocese de Madrid no Estádio “Santiago Bernabéu”.

Terça-feira, 09 de junho de 2026
Após encontrar os voluntários que trabalharam nesta primeira etapa da Viagem pela manhã, o Papa parte para Barcelona, presidindo a oração da Hora Média na Catedral da Santa Cruz e de Santa Eulália.
À noite, por sua vez, o Bispo de Roma preside uma Vigília de oração no Estádio Olímpico “Lluís Companys”.

Interior da Abadia de Montserrat

Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Pela manhã, após visitar uma penitenciária, o Papa se dirige à Abadia beneditina de Nossa Senhora de Montserrat, onde preside a oração do rosário.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: Corpus Christi (2006)

Por ocasião da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) recordamos a homilia proferida pelo Papa Bento XVI (†2022) há 20 anos, no dia 15 de junho de 2006, durante a Missa da Solenidade (Ano B) diante da Basílica do Latrão seguida da procissão eucarística até a Basílica de Santa Maria Maior.

Recordamos também sua meditação durante a oração do Ângelus do domingo seguinte, 18 de junho.

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Santa Missa e Procissão Eucarística
Homilia do Papa Bento XVI
Adro da Basílica de São João do Latrão
Quinta-feira, 15 de junho de 2006

Queridos irmãos e irmãs,
Na véspera da sua Paixão, durante a Ceia pascal, como ouvimos há pouco no Evangelho, o Senhor «tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, o partiu e o entregou aos discípulos, dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos”» (Mc 14,22-24). Toda a história de Deus com os homens está resumida nessas palavras. Não só é recolhido e interpretado o passado, mas também é antecipado o futuro - a vinda do Reino de Deus ao mundo. O que Jesus diz não são simplesmente palavras. O que Jesus diz é acontecimento, o acontecimento central da história do mundo e da nossa vida pessoal.


Essas palavras são inesgotáveis. Porém, neste momento gostaria de meditar convosco apenas um aspecto: Jesus, como sinal da sua presença, escolheu pão e vinho. Com cada um dos dois sinais Ele se doa inteiramente, não só uma parte de si. O Ressuscitado não está dividido. Ele é uma pessoa que, através dos sinais, se aproxima de nós e se une a nós.

Mas cada um dos sinais representa, a seu modo, um aspecto particular do seu mistério e, com a sua manifestação típica, querem falar a nós, para que aprendamos a compreender um pouco mais do mistério de Jesus Cristo. Durante a procissão e na adoração nós contemplamos a Hóstia consagrada - a forma mais simples de pão e de alimento, feito apenas com um pouco de farinha e água. Assim ele se apresenta como o alimento dos pobres, aos quais o Senhor destinou em primeiro lugar a sua proximidade.

Homilia do Papa João Paulo II: Corpus Christi (2001)

Nesta Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) recordamos a homilia proferida pelo Papa São João Paulo II (†2005) há 25 anos, no dia 14 de junho de 2001, na Missa da Solenidade (Ano C) diante da Basílica do Latrão seguida da procissão eucarística até a Basílica de Santa Maria Maior.

Recordamos também sua meditação durante a oração do Ângelus do domingo seguinte, 17 de junho.

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Santa Missa e Procissão Eucarística
Homilia do Papa João Paulo II
Adro da Basílica de São João do Latrão
Quinta-feira, 14 de junho de 2001

1. «Ecce panis Angelorum, factus cibus viatorum: vere panis filiorum» - «Eis o pão dos Anjos, feito alimento dos peregrinos: verdadeiro pão dos filhos» (Sequência).
Hoje a Igreja mostra ao mundo o Corpus Christi, o Corpo de Cristo, e nos convida a adorá-lo: Venite adoremus! Vinde, adoremos!

O olhar dos fiéis se concentra no Sacramento, no qual Cristo deixou todo o seu ser: Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Por isso foi sempre considerado o mais Santo: o “Santíssimo Sacramento”, memorial vivo do Sacrifício redentor.


Na Solenidade do Corpus Christi voltamos àquela “Quinta-feira” que todos chamamos “Santa”, na qual o Redentor celebrou a sua última Páscoa com os discípulos: foi a Última Ceia, cumprimento da ceia pascal hebraica e inauguração do rito eucarístico.

Por isso a Igreja, há séculos, escolheu uma quinta-feira para a Solenidade do Corpus Christi, festa de adoração, de contemplação e de exaltação. Festa na qual o Povo de Deus se reúne em torno do tesouro mais precioso herdado de Cristo, o Sacramento da sua própria Presença, e o louva, o canta e o leva em procissão pelas ruas da cidade.

2. «Lauda, Sion, Salvatorem!» - «Louva Sião, o Salvador!» (Sequência).
A nova Sião, a Jerusalém espiritual, na qual se reúnem os filhos de Deus de todos os povos, línguas e culturas, louva o Salvador com hinos e cânticos. Com efeito, a admiração e o reconhecimento pelo dom recebido são inexauríveis. Este dom «supera todo louvor, não há cântico que lhe seja digno» (ibid.).

Eis um mistério sublime e inefável. Mistério diante do qual permanecemos espantados e silenciosos, em atitude de contemplação profunda e extasiada.