quinta-feira, 9 de abril de 2026

Celebração da Paixão no Vaticano (2026)

Na tarde da Sexta-feira Santa, 03 de abril de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro.

A homilia, como de costume, foi proferida pelo Pregador da Casa Pontifícia (Padre Roberto Pasolini, OFMCap).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Prostração

Liturgia da Palavra

Missa da Ceia do Senhor em Roma (2026)

Na tarde da Quinta-feira Santa, 02 de abril de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Ceia do Senhor na Arquibasílica do Santíssimo Salvador e de São João Batista e Evangelista no Latrão, a Catedral de Roma, que é a “igreja estacional” desse dia.

Após a homilia o Papa lavou os pés de doze presbíteros [1]. No final da celebração, por sua vez, teve lugar a Transladação do Santíssimo Sacramento até a Capela de São Francisco de Assis [2].

Leão XIV a foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação da “Cruz Lateranense”
Liturgia da Palavra
Bênção ao diácono
Evangelho

Homilia do Papa: Missa da Ceia do Senhor (2026)

Missa da Ceia do Senhor
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica do Latrão
Quinta-feira Santa, 02 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
A solene Liturgia desta tarde nos introduz no Santo Tríduo da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Atravessamos esse limiar não como meros espectadores, nem por inércia, mas comprometidos de forma especial pelo próprio Jesus: como convidados para a Ceia na qual o pão e o vinho se tornam para nós Sacramento de salvação. Participamos, com efeito, de um banquete durante o qual Cristo «tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1): o seu amor se torna gesto e alimento para todos, revelando a justiça de Deus. No mundo, precisamente ali onde o mal impera, Jesus ama definitivamente, para sempre, com todo o seu ser.

Durante esta Última Ceia, Ele lava os pés aos seus Apóstolos, dizendo: «Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que Eu fiz» (v. 15). O gesto do Senhor é parte integrante da refeição para a qual nos convidou. É um exemplo do sacramento: ao mesmo tempo em confirma o seu sentido, nos confia uma tarefa que queremos assumir como alimento para a nossa vida. Para descrever o evento em que esteve presente, o evangelista João escolhe a palavra grega upódeigma [ὑπόδειγμα] que significa “aquilo que é mostrado precisamente diante dos olhos”. Aquilo que o Senhor nos faz ver, pegando a água, a bacia e a toalha, é muito mais do que um modelo moral. Com efeito, Ele nos transmite a sua própria forma de vida: lavar os pés é um gesto que sintetiza a revelação de Deus, sinal exemplar do Verbo feito carne, sua memória inconfundível. Assumindo a condição de servo, o Filho revela a glória do Pai, desmontando os critérios mundanos que mancham a nossa consciência.


Junto com a surpresa silenciosa dos seus discípulos, até mesmo o orgulho humano nos faz abrir os olhos para o que está acontecendo: como Pedro, que inicialmente resiste à iniciativa de Jesus, também nós devemos «aprender sempre de novo que a grandeza de Deus é diferente da nossa ideia de grandeza, (...) porque sistematicamente desejamos um Deus do sucesso e não da Paixão» (Homilia na Missa da Ceia do Senhor, 20 de março de 2008). Estas palavras do Papa Bento XVI reconhecem com lucidez que nós somos sempre tentados a buscar um Deus que “nos sirva” e nos faça vencer, que seja útil como o dinheiro e o poder. Não compreendemos, porém, que Deus nos serve de verdade, sim, mas com o gesto gratuito e humilde de lavar os pés: eis a onipotência de Deus. Assim se cumpre a vontade de dedicar a vida a quem, sem este dom, não pode existir. Por causa do seu amor, o Senhor se ajoelha para lavar o homem. E o dom divino nos transforma.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Missa Crismal no Vaticano (2026)

Na manhã da Quinta-feira Santa, 02 de abril de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa Crismal na Basílica de São Pedro, durante a qual teve lugar a bênção dos Óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e a consagração do Crisma.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Ânforas dos óleos junto ao altar da Pietà
Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa Crismal (2026)

Missa Crismal
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Quinta-feira Santa, 02 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Estamos já às portas do Tríduo Pascal. O Senhor nos conduzirá, mais uma vez, ao ápice da sua missão, para que a sua Paixão, Morte e Ressurreição se tornem o centro da nossa missão. Com efeito, o que estamos prestes a reviver tem em si a força de transformar aquilo que o orgulho humano tende geralmente a endurecer: a nossa identidade, o nosso lugar no mundo. A liberdade de Jesus muda o coração, cura as feridas, perfuma e faz brilhar os nossos rostos, reconcilia e reúne, perdoa e ressuscita.

Neste primeiro ano em que presido a Missa Crismal como Bispo de Roma, desejo refletir convosco sobre a missão à qual Deus nos consagra como seu povo. É a missão cristã, a mesma de Jesus, e não outra. Cada um participa nela de acordo com a sua vocação e com uma obediência muito pessoal à voz do Espírito, mas nunca sem os outros, nunca negligenciando ou rompendo a comunhão! Bispos e presbíteros, ao renovarmos as nossas promessas, estamos a serviço de um povo missionário. Somos, com todos os batizados, o Corpo de Cristo, ungidos pelo seu Espírito de liberdade e consolação, Espírito de profecia e unidade.


O que Jesus vive nos momentos culminantes da sua missão é antecipado pela profecia de Isaías, indicada por Ele na sinagoga de Nazaré como a Palavra que «hoje» se cumpre (cf. Lc 4,21). Com efeito, na hora da Páscoa, torna-se definitivamente claro que Deus consagra para enviar: «Enviou-me» (Lc 4,18), diz Jesus, descrevendo aquele movimento que une o seu Corpo aos pobres, aos prisioneiros, àqueles que caminham às cegas na escuridão e àqueles que se encontram oprimidos. E nós, membros do seu Corpo, chamamos “apostólica” uma Igreja que foi enviada, impulsionada para além de si mesma, consagrada a Deus no serviço das suas criaturas: «A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, também Eu vos envio» (Jo 20,21).

Catequeses do Jubileu 2025: Páscoa de Jesus 5

Nesta Oitava Pascal, concluindo as reflexões sobre a Páscoa de Jesus proferidas pelo Papa Leão XIV como parte das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, trazemos suas meditações sobre a Ressurreição (Jo 20,19-23) e sobre os discípulos de Emaús (Lc 24,13-35).

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 01 de outubro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
3.9. A Páscoa de Jesus: A Ressurreição (Jo 20,19-23)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O centro da nossa fé e o coração da nossa esperança se encontram bem enraizados na Ressurreição de Cristo. Lendo atentamente os Evangelhos, compreendemos que este mistério é surpreendente não só porque um homem - o Filho de Deus - ressuscitou dos mortos, mas também pelo modo como escolheu fazê-lo. Com efeito, a Ressurreição de Jesus não é um triunfo retumbante, não é uma vingança ou uma revanche contra os seus inimigos. É o testemunho maravilhoso de como o amor é capaz de se levantar depois de uma grande derrota para prosseguir o seu irrefreável caminho.

Quando nos levantamos depois de um trauma causado por outros, muitas vezes a primeira reação é a raiva, o desejo de fazer alguém pagar pelo que sofremos. O Ressuscitado não reage desse modo. Saindo da mansão dos mortos, Jesus não se vinga de modo algum. Não volta com gestos de poder, mas manifesta com mansidão a alegria de um amor maior do que qualquer ferida e mais forte do que qualquer traição.

Encontro do Ressuscitado com os Apóstolos
(Franciszek Smuglewicz)

O Ressuscitado não sente necessidade alguma de reiterar ou afirmar a sua superioridade. Ele aparece aos seus amigos - os discípulos - e o faz com extrema discrição, sem forçar os tempos da sua capacidade de acolhida. O seu único desejo é voltar a estar em comunhão com eles, ajudando-os a superar o sentimento de culpa. Vemos muito bem isso no Cenáculo, onde o Senhor aparece aos seus amigos fechados no medo. É um momento que manifesta uma força extraordinária: depois de ter descido aos abismos da morte para libertar aqueles que estavam presos ali, Jesus entra na sala fechada daqueles que estão paralisados pelo medo, levando um dom que ninguém ousaria esperar: a paz!

A sua saudação é simples, quase banal: «A paz esteja convosco!» (Jo 20,19). Mas é acompanhada por um gesto tão belo que chega a ser quase inconveniente: Jesus mostra aos discípulos as mãos e o lado, com os sinais da Paixão. Por que exibir as feridas precisamente diante de quem, naquelas horas dramáticas, o negou e abandonou? Por que não esconder esses sinais de dor e evitar reabrir a ferida da vergonha?

terça-feira, 7 de abril de 2026

Vigília pelos novos mártires em Roma (2026)

No dia 31 de março de 2026, Terça-feira da Semana Santa, o Cardeal Claudio Gugerotti, Prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais, presidiu uma Vigília pelos novos mártires na Basílica de Santa Maria in Trastevere em Roma.

A iniciativa, promovida pela Comunidade de Santo Egídio (Comunità di Sant'Egidio), teve um alcance ecumênico, recordando os “mártires do nosso tempo” (séculos XX e XXI) das diversas Igrejas e Comunidades eclesiais cristãs.

Após o Evangelho (Mc 13,5-13) e a homilia do Cardeal Gugerotti, foram recordados os mártires dos vários continentes: África, Ásia, América, Europa... Após a invocação dos nomes dos mártires e algumas preces - intercaladas pela súplica Kyrie, eleison - foi entronizada uma cruz representando cada continente, ladeada por velas e ramos de oliveira [1].

Ícone da face de Jesus e “cruzes dos continentes” junto ao altar
Procissão de entrada
Homilia

Entronização da cruz da África