terça-feira, 31 de março de 2026

Posse do Arcebispo de Lódz (2026)

No dia 28 de março de 2026, sábado da V semana da Quaresma, o Cardeal Konrad Krajewski, após sua nomeação pelo Papa Leão XIV no dia 12 de março, tomou posse como novo Arcebispo Metropolitano de Łódź (Polônia) durante a Missa celebrada na Catedral de Santo Estanislau Kostka.

Como no caso da recente posse do Arcebispo de Cracóvia, o início da celebração foi presidido pelo Núncio Apostólico na Polônia, Dom Antonio Guido Filipazzi, que entregou o báculo ao novo Arcebispo (dois gestos, porém, que não são previstos pelo Cerimonial dos Bispos).

Cardeais Nycz, Krajewski e Ryś
Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento

Ritos iniciais

Fotos da Missa do Papa em Mônaco (2026)

Na tarde do dia 28 de março de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do sábado da V semana da Quaresma no Estádio Luís II em Mônaco durante sua Viagem Apostólica ao Principado de Mônaco.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

Incensação do altar
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Missa em Mônaco (2026)

Viagem Apostólica ao Principado de Mônaco
Santa Missa
Homilia do Papa Leão XIV
Estádio Luís II
Sábado, 28 de março de 2026

Foi celebrada a Missa do sábado da V semana da Quaresma.

Queridos irmãos e irmãs,
O Evangelho que acabamos de ouvir (Jo 11,45-57) relata uma sentença cruel contra Jesus: nos fala, com efeito, do dia em que os membros do Sinédrio «tomaram a decisão de matar Jesus» (v. 53). Por que acontece isso? Porque Ele ressuscitou Lázaro dos mortos; porque devolveu a vida ao seu amigo, chorando junto ao seu túmulo e unindo-se à dor de Marta e Maria. Justamente Ele, que veio ao mundo para nos libertar da condenação da morte, é condenado à morte. Não se trata de uma fatalidade, mas de uma vontade precisa e ponderada.


Na verdade, o veredito de Caifás e do Sinédrio é fruto de um cálculo político, fundamentado no medo: se Jesus continua a fomentar esperança, transformando a dor do povo em alegria, «virão os romanos» e destruirão a nação (v. 48). Em vez de reconhecerem no Nazareno o Messias, ou seja, o Cristo tão esperado, os chefes religiosos veem n’Ele uma ameaça. O olhar deles está a tal ponto enviesado que são exatamente os doutores da Lei a violá-la. Esquecendo a promessa de Deus ao seu povo, querem matar o inocente, porque por trás do seu temor está o apego ao poder. No entanto, se os homens esquecem a Lei que ordena não matar, Deus não esquece a promessa que prepara o mundo para a salvação. A sua providência faz daquela sentença homicida o meio para manifestar um supremo desígnio de amor: por mais perverso que fosse, Caifás «profetizou que Jesus iria morrer pela nação» (v. 51).

segunda-feira, 30 de março de 2026

Catequese do Papa Bento XVI: Semana Santa (2006)

Na manhã da Quarta-feira da Semana Santa de 2006, há cerca de 20 anos, o Papa Bento XVI (†2022) proferiu uma Catequese sobre o Tríduo Pascal que repropomos a seguir:

Papa Bento XVI
Audiência Geral
Quarta-feira, 12 de abril de 2006
O Tríduo Pascal

Queridos irmãos e irmãs,
1. Inicia amanhã o Tríduo Pascal, que é o centro de todo o Ano Litúrgico. Ajudados pelos ritos sagrados de Quinta-feira Santa, da Sexta-feira Santa e da solene Vigília Pascal, reviveremos o mistério da Paixão, da Morte e da Ressurreição do Senhor. Estes são dias adequados para despertar em nós um desejo mais profundo de aderir a Cristo e de segui-lo generosamente, conscientes de que Ele nos amou a ponto de dar a sua vida por nós.

Com efeito, o que são os acontecimentos que o Tríduo santo nos repropõe, senão a manifestação sublime desse amor de Deus pelo homem? Portanto, preparemo-nos para celebrar o Tríduo Pascal acolhendo a exortação de Santo Agostinho: «Considera agora atentamente os três dias santos da Crucificação, da Sepultura e da Ressurreição do Senhor. Destes três mistérios realizamos na vida presente aquilo de que a Cruz é símbolo, enquanto cumprimos por meio da fé e da esperança aquilo de que são símbolo a Sepultura e a Ressurreição» (Carta 55, 14, 24:  Nova Biblioteca Agostiniana, XXI/II, Roma, 1969, p. 477).


2. O Tríduo Pascal se abre amanhã, Quinta-feira Santa, com a Missa vespertina da Ceia do Senhor (in Cena Domini), embora pela manhã normalmente tenha lugar outra significativa celebração litúrgica, a Missa Crismal, durante a qual, reunido em torno ao Bispo, todos os presbíteros de cada Diocese renovam as promessas sacerdotais e participam da bênção dos Óleos dos Catecúmenos, dos Enfermos e do Crisma, e assim faremos amanhã cedo também aqui, em São Pedro.

Além da instituição do Sacerdócio, neste dia santo se comemora a oferta total que Cristo fez de si mesmo à humanidade no sacramento da Eucaristia. Naquela mesma noite em que foi entregue, Ele nos deixou, como recorda a Sagrada Escritura, o “mandamento novo” - “mandatum novum - do amor fraterno realizando o gesto tocante do lava-pés, que recorda o humilde serviço dos servos.

Catequese do Papa João Paulo II: Semana Santa (2001)

Nesta Semana Santa recordamos a Catequese proferida pelo Papa São João Paulo II (†2005) há 25 anos, no dia 11 de abril de 2001, Quarta-feira da Semana Santa, intitulada: No coração do Tríduo Pascal, o mistério de um amor sem limites.

João Paulo II
Audiência Geral
Quarta-feira, 11 de abril de 2001
No coração do Tríduo Pascal, o mistério de um amor sem limites

Queridos irmãos e irmãs,
1. Estamos às vésperas do Tríduo Pascal, já imersos no clima espiritual da Semana Santa. De amanhã a domingo viveremos os dias centrais da Liturgia, que nos repropõem o mistério da Paixão, da Morte e da Ressurreição do Senhor. Nas suas homilias, os Padres fazem muitas vezes referência a estes dias que, como observa Santo Atanásio, nos introduzem «naquele tempo que nos leva e nos faz conhecer um novo início, o dia da santa Páscoa, na qual o Senhor se imolou». Ele descreve assim o período que estamos vivendo nas suas Cartas pascais (Carta 5, 1-2; PG 26, 1379). No próximo domingo o Prefácio pascal nos fará cantar com grande vigor que Cristo «ressurgindo, restaurou a vida».


No coração desse Tríduo sagrado está o mistério de um amor sem limites, isto é, o mistério de Jesus que «tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1). Propus novamente este impressionante e doce mistério aos sacerdotes na Carta que, como todos os anos, lhes enviei por ocasião da Quinta-feira Santa.

Convido também vós a refletir sobre esse mesmo amor para vos predispor dignamente a reviver as últimas etapas da vida terrena de Jesus. Amanhã entraremos no Cenáculo para acolher o dom extraordinário da Eucaristia, do Sacerdócio e do Mandamento novo. Repercorreremos na Sexta-feira Santa o caminho doloroso que leva ao Calvário, onde Cristo consumará o seu sacrifício. No Sábado Santo esperaremos em silêncio o início da solene Vigília Pascal.

domingo, 29 de março de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: Domingo de Ramos (2006)

Há 20 anos, no dia 09 de abril de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (Ano B) na Praça de São Pedro. Na mesma ocasião se celebrou a XXI Jornada Mundial da Juventude, com a entrega da Cruz aos jovens de Sydney (Austrália).

Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião:

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
XXI Jornada Mundial da Juventude
Homilia do Papa Bento XVI
Praça de São Pedro
Domingo, 09 de abril de 2006

Amados irmãos e irmãs,
1. Há vinte anos, graças ao Papa João Paulo II, o Domingo de Ramos tornou-se de modo particular o dia da juventude - o dia em que os jovens em todo o mundo vão ao encontro de Cristo desejando acompanhá-lo nas suas cidades e nos seus países, para que Ele permaneça no meio de nós e possa estabelecer no mundo a sua paz. Se queremos ir ao encontro de Jesus e assim caminhar juntamente com Ele ao longo da sua estrada, deveremos, porém, perguntar: Qual é o caminho pelo qual Ele pretende nos guiar? O que nós esperamos d’Ele? O que Ele espera de nós?


2. Para compreender o que aconteceu no Domingo de Ramos e descobrir o que significa, não só para aquela época, mas para todos os tempos, é importante um detalhe, que se tornou a chave para a compreensão desse acontecimento para os seus discípulos quando, após a Páscoa, eles repassaram com um novo olhar aqueles dias tumultuosos.

Jesus entra na Cidade Santa montado em um jumento, ou seja, o animal das pessoas simples do campo, e além disso em um jumento que não lhe pertence, mas que Ele, para essa ocasião, pede emprestado. Não chega em uma majestosa carruagem real, nem a cavalo, como os poderosos do mundo, mas em um jumento emprestado. João nos conta que, em um primeiro momento, os discípulos não o compreenderam. Somente depois da Páscoa se deram conta de que Jesus, agindo assim, estava cumprindo os anúncios dos profetas; entenderam que sua ação derivava da Palavra de Deus e a levava a cumprimento. Recordaram, diz João, que no profeta Zacarias se lê: «Não temas, filha de Sião! Eis que o teu rei vem montado em um jumentinho!» (Jo 12,15; cf. Zc 9,9).

Homilia do Papa João Paulo II: Domingo de Ramos (2001)

Há 25 anos, no dia 08 de abril de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (Ano C) na Praça de São Pedro. Na mesma ocasião se celebrou a XVI Jornada Mundial da Juventude, com a entrega da Cruz aos jovens de Toronto (Canadá).

Reproduzimos aqui sua homilia na ocasião:

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
XVI Jornada Mundial da Juventude
Homilia do Papa João Paulo II
Praça de São Pedro
Domingo, 08 de abril de 2001

1. «Hosana!», «Crucifica-o!». Poderíamos resumir com estas duas palavras, provavelmente pronunciadas pela mesma multidão à distância de poucos dias, o significado dos dois acontecimentos que recordamos nesta Liturgia dominical.

Com a aclamação «Bendito o que vem!», em um ímpeto de entusiasmo, o povo de Jerusalém, agitando ramos de palmeira, acolhe Jesus que entra na cidade montado em um jumento. Com o «Crucifica-o!», gritado duas vezes em um crescente furor, a multidão exige ao governador romano a condenação do réu que está de pé, em silêncio, no Pretório.


A nossa celebração, portanto, começa com um «Hosana!» e termina com um «Crucifica-o!». Os ramos do triunfo e a cruz da Paixão: não é uma contradição, ao contrário, é o coração do mistério que queremos proclamar. Jesus se entregou voluntariamente à Paixão, não foi esmagado por forças maiores do que Ele. Enfrentou livremente a morte de cruz e triunfou na morte.

Perscrutando a vontade do Pai, Ele compreendeu que tinha chegado a «hora» e a acolheu com a obediência livre do Filho e com infinito amor pelos homens: «Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1).

2. Hoje olhamos para Jesus que se aproxima do final da sua vida e se apresenta como Messias esperado pelo povo, enviado por Deus e vindo em seu nome para trazer a paz e a salvação, embora de uma forma diferente daquela que os seus contemporâneos esperavam.