quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Profissões religiosas em Jerusalém (2026)

Na tarde do domingo, 11 de outubro de 2026, após as celebrações da Solenidade de São Francisco de Assis, onze religiosos realizaram sua Profissão perpétua na Ordem dos Frades Menores durante a Missa presidida pelo Ministro Geral, Padre Massimo Fusarelli, na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém.

Quatro dos religiosos franciscanos fazem parte da Custódia da Terra Santa, enquanto os demais são de outras Províncias da Ordem (Indonésia, República Democrática do Congo e Moçambique) e se encontram em Jerusalém por motivos de estudo.

Incensação da imagem de São Francisco
Ritos iniciais

Homilia
Ladainha de Todos os Santos

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Ângelus: XXVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 11 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, no Evangelho, Jesus fala da festa de casamento que um rei preparou para o seu filho (cf. Mt 22,1-14).

O matrimônio de um filho é um momento especial em qualquer família, e esse pai, cheio de felicidade, quer partilhar a sua alegria com todos. Oferece um banquete e convida muita gente. A este respeito, São Tomás de Aquino afirma que o bem, por natureza, tende a difundir-se: «Bonum dicitur diffusivum sui» (Suma Teológica, I, q. 5 a. 4, ad 2). Também nos fala dessa realidade a imagem utilizada na nossa história, partindo de um contexto específico da vida. Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.

No entanto, diante de uma oferta tão bonita, os convidados, em vez de se juntarem à festa, recusam-se a ir, preferindo continuar nos seus afazeres. Alguns, incomodados, insultam e chegam mesmo a matar os mensageiros do rei. Infelizmente, isso também acontece: nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, por vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve nos desanimar. Perante a recusa, o rei não anula o casamento nem cancela as celebrações; pelo contrário, alarga o convite a um número ainda maior de pessoas, enviando os seus servos a chamá-las pelas ruas, para que a alegria dos noivos seja um dom para todos.

Neste ponto, perguntemo-nos: quem representam os protagonistas desta história? São Jerônimo identifica o rei com o Pai dos Céus, o noivo com Jesus e a noiva com a Igreja (cf. Comentário a Mateus, Livro III, cap. 22). Entre os protagonistas, portanto, estamos também nós, escolhidos pelo Senhor para partilhar com Ele a nossa existência e para sermos, com Ele, portadores de vida. A festa de casamento é a nossa, e a sala do banquete são as nossas igrejas, as nossas casas, os lugares onde vivemos e onde o Filho do Rei, Jesus Cristo, volta todos os dias para nos declarar o seu amor, aguardando o nosso “sim”. É lá que o encontramos, revestidos, tal como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros.

A alegria que anunciamos, portanto, não é artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias. É um dom de Deus para a salvação do mundo.

Peçamos a Maria, Mãe do Senhor, que nos ajude a crescer nessa alegria, anunciando-a sempre e em toda parte com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida.

Parábola da festa de casamento
(Mosteiro de Ferapontov, Rússia)

Fonte: Santa Sé.

Missa com Universitários no Vaticano (2026)

Na tarde da quinta-feira, 08 de outubro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Basílica de São Pedro por ocasião do início do Ano Acadêmico das Universidades Pontifícias.

Foi celebrada a Missa votiva do Espírito Santo com as leituras do dia (quinta-feira da XXVII semana do Tempo Comum, ano par).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor L'ubomír Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Missa com Universitários (2026)

Missa no Início do Ano Acadêmico das Universidades Pontifícias
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 08 de outubro de 2026

Foi celebrada a Missa votiva do Espírito Santo com as leituras do dia (quinta-feira da XXVII semana do Tempo Comum, ano par).

Queridos irmãos e irmãs,
Celebramos hoje a Eucaristia invocando o dom do Espírito Santo para que o início de um novo ano acadêmico nas Universidades Pontifícias seja mais do que um simples recomeço das atividades de estudo e investigação. Desejamos abrir a inteligência e as relações educativas ao sopro criador do Ressuscitado, que concede paz e unidade para que cada um assuma a própria tarefa e, assim, corresponda ao Deus que chama e à humanidade que espera. Portanto, possa este novo começo ser um verdadeiro momento eclesial, no qual este encontro em torno da mesa do Senhor alimente a nossa missão comum. Então, ninguém ensinará, estudará ou investigará apenas por si mesmo, mas com e para os outros; e, sobretudo, com e para o Senhor. Tal como ouvimos na Carta aos Gálatas: a inteligência é determinante para a fé e a missão.


O Apóstolo Paulo, preocupado com as notícias recebidas das comunidades da Galácia, escreve palavras que convidam os destinatários da Carta à reflexão. O tom é vibrante, vivo; porém, o que poderia parecer uma repreensão é, na realidade, um apelo à inteligência, à memória e ao espírito crítico. Em cada época, não faltam falsos mestres que desviam o sentimento religioso de muitos fiéis para os seus próprios interesses, levando-os frequentemente a radicalizar algum aspecto do ensinamento recebido em detrimento do todo, que é Cristo e seu Evangelho.

Caríssimos, para o bem de cada um de vós e de tantos irmãos e irmãs pelos quais o Senhor deu a sua vida, valorizai o estudo como um serviço à fé e à verdade. Embora o encontro com Ele gere verdadeira alegria e entusiasmo, não se trata nunca de ficar “enfeitiçado” ou “fascinado” (cf. Gl 3,1). À luz da Palavra de Deus e da Tradição da Igreja, a razão, o questionar-se e o fazer perguntas são parte essencial do caminho de fé no seguimento de Jesus Cristo. Por isso mesmo, a Igreja tem o desejo e a responsabilidade de salvaguardar integralmente o tesouro da Revelação e de desenvolver, nos diversos contextos, a sua inteligência orante, a reflexão científica, a mediação cultural e a tradução prática. Todas expressões de um único amor que hoje vos chama, sustenta e compromete na comum investigação. É uma missão! As nossas vocações são diversas, mas a missão é única.

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Solenidade de São Francisco de Assis em Cracóvia (2026)

Nos dias 03 e 04 de outubro de 2026 o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Grzegorz Ryś, presidiu as celebrações da Solenidade de São Francisco de Assis, Religioso, Fundador da Ordem dos Frades Menores, nos 800 anos da sua morte:

Na tarde do sábado, dia 03, o Arcebispo celebrou a Missa na Paróquia de São Francisco de Assis na cidade de Wieliczka (Parafia św. Franciszka z Asyżu w Wieliczce) e a comemoração do transitus de São Francisco em uma réplica da Porciúncula que forma parte do convento franciscano junto à igreja.

No domingo, dia 04, por sua vez, o Arcebispo celebrou a Missa na Basílica de São Francisco de Assis em Cracóvia (Bazylika św. Franciszka z Asyżu w Krakowie).

03 de outubro: Missa na Paróquia de São Francisco em Wieliczka 

Procissão de entrada

Incensação do altar
Evangelho
Homilia

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Solenidade de São Francisco de Assis em Jerusalém (2026)

Nos dias 03 e 04 de outubro de 2026 a Custódia Franciscana da Terra Santa celebrou a Solenidade de São Francisco de Assis, Religioso, Fundador da Ordem dos Frades Menores, nos 800 anos da sua morte, na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém.

No sábado, 03 de outubro, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, O.F.M., presidiu a oração das I Vésperas (oração da tarde da Liturgia das Horas) com a comemoração do transitus de São Francisco, isto é, da sua passagem da vida para a eternidade.

No domingo, 04 de outubro, por sua vez, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa,  O.F.M., presidiu a Missa da Solenidade pela manhã e, à tarde, o Custódio da Terra Santa presidiu a oração das II Vésperas com a renovação dos votos dos frades franciscanos.

03 de outubro: I Vésperas

Imagem de São Francisco de Assis
Homilia
Incensação do altar durante o Magnificat
Iluminação das velas
Bênção dos pães

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Ângelus: XXVII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 04 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A parábola evangélica que é proclamada na Liturgia deste domingo fala da vida de Jesus e esclarece o sentido da sua missão (Mt 21,33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação; aquele que quer dar a vida é condenado à morte. Ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu Pai.

Com efeito, essa rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça, transforma o mal em redenção: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular» (v. 42; cf. Sl 117,22). O próprio Jesus recorda essas palavras do Salmo, que celebra a obra maravilhosa realizada pelo Senhor: precisamente o rejeitado torna-se o alicerce que sustenta tudo. É assim que o Todo-Poderoso guia a história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa vida!

De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que construímos ou prejudicamos com as nossas escolhas. A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco antes de tudo edificou a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até o sinal místico dos estigmas. Homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos, foi um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. São Francisco a reparou em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as rachaduras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.

Caríssimos, o carisma de São Francisco continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, enquanto celebramos o Ano Jubilar Franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e nos comprometamos sinceramente a construir a concórdia entre os povos.

Que nos acompanhe sempre nesta obra a intercessão de Maria Santíssima, nossa Mãe, a quem agora nos dirigimos, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.


Fonte: Santa Sé.