segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Apresentação do Senhor: Cracóvia e Milão (2026)

Nesta postagem, como fizemos em outras ocasiões, destacamos as celebrações da Festa da Apresentação do Senhor neste ano de 2026 nas Arquidioceses de Cracóvia (Polônia) e Milão (Itália):

Em Cracóvia a Missa da Festa foi celebrada pelo Arcebispo, Cardeal Grzegorz Ryś, na Basílica de Santa Maria em Cracóvia na tarde da segunda-feira, 02 de fevereiro:

Bênção das velas

Evangelho

Bênção com o Livro dos Evangelhos

Festa da Apresentação do Senhor em Budapeste (2026)

O Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria), Cardeal Péter Erdő, celebrou na tarde do dia 02 de fevereiro de 2026 a Missa da Festa da Apresentação do Senhor com a bênção das velas na Catedral Basílica da Assunção de Maria e Santo Adalberto em Esztergom:.


Bênção das velas

Procissão
Incensação da cruz

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor em Jerusalém (2026)

No dia 02 de fevereiro de 2026 o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu a Missa da Festa da Apresentação do Senhor na Co-Catedral do Santíssimo Nome de Jesus em Jerusalém.

A celebração teve início no pátio da Catedral com a bênção das velas e a procissão:

Ícone da Apresentação do Senhor
Bênção das velas
Aspersão
Procissão de entrada

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor no Vaticano (2026)

Na tarde da segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa da Apresentação do Senhor na Basílica de São Pedro por ocasião do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada.

A celebração teve início no átrio da Basílica com a bênção das velas. Seguiu-se a procissão até o altar da Confissão, onde a Missa prosseguiu como de costume.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

O Papa se dirige ao átrio da Basílica
Ritos iniciais

Aspersão das velas
Procissão

Homilia do Papa: Festa da Apresentação do Senhor (2026)

Festa da Apresentação do Senhor
30ª Dia Mundial da Vida Consagrada
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, hoje, na Festa da Apresentação do Senhor, o Evangelho nos fala de Jesus que, no Templo, é reconhecido e anunciado como o Messias por Simeão e Ana (cf. Lc 2,22-40). Apresenta-nos o encontro entre dois movimentos de amor: Deus que vem salvar o homem e o homem que, com fé vigilante, espera a sua vinda.

Da parte de Deus, ter sido Jesus apresentado no grande cenário de Jerusalém como filho de uma família pobre mostra-nos como Ele se oferece a nós, respeitando plenamente a nossa liberdade e partilhando totalmente a nossa pobreza. Com efeito, não há nada de coercitivo nas suas ações, mas apenas o poder desarmante da sua gratuidade desarmada. Por outro lado, da parte do homem, nos dois anciãos, Simeão e Ana, a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até os pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador. Assim, a poucos passos do “Santo dos Santos”, a Fonte da luz oferece-se como lâmpada para o mundo e o Infinito entrega-se ao finito, de uma forma tão humilde que quase passa despercebida.


Celebramos o XXX Dia da Vida Consagrada com base neste episódio, reconhecendo nele um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia» (Carta Apostólica às pessoas consagradas na proclamação do Ano da Vida Consagrada, 21 de novembro de 2014, II, 2). Queridos irmãos e irmãs, a Igreja vos pede para serdes profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho. Para usar as expressões de Malaquias, que ouvimos na 1ª leitura, ela exorta a que vos torneis, no vosso generoso “esvaziamento” pelo Senhor, braseiros para o fogo do Fundidor e vasos para a barrela do Lavadeiro (cf. Ml 3,1-3), para que Cristo, único e eterno Anjo da Aliança, presente também hoje entre os homens, possa fundir e purificar os corações com o seu amor, com a sua graça e com a sua misericórdia. E isto é o que sois chamados a fazer, em primeiro lugar, através do sacrifício da vossa existência, enraizados na oração e prontos a vos consumar na caridade (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 44).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Domingo das Bem-aventuranças na Terra Santa (2026)

No IV Domingo do Tempo Comum (Ano A) a Igreja de Rito Romano proclama o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12). Nessa ocasião o Santuário do Sermão da Montanha, próximo a Cafarnaum, celebra a Solenidade do seu titular, isto é, a Solenidade do Senhor que ensina as bem-aventuranças (De Domino, docente Beatitudines).

No dia 01 de fevereiro de 2026 a Missa da Solenidade foi presidida pelo Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, diante do Santuário do Sermão da Montanha, no alto do Monte das Bem-aventuranças:

Procissão de entrada

Incensação do altar e da cruz
Ritos iniciais

Ângelus: IV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 01 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Na Liturgia de hoje é proclamada uma esplêndida passagem da Boa Nova que Jesus anuncia a toda a humanidade: o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12a). Com efeito, elas são luzes que o Senhor acende na penumbra da história, revelando o projeto de salvação que o Pai realiza por meio do Filho, com o poder do Espírito Santo.

No monte, Cristo entrega aos discípulos a nova lei, não mais aquela escrita em pedras, mas nos corações: é uma lei que renova a nossa vida, tornando-a boa, mesmo quando para o mundo parece fracassada e miserável. Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos (vv. 3-4), porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça (vv. 6.9), porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria (vv. 5.7-8), porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: «Alegrai-vos e exultai» (v. 12a).

Estas Bem-aventuranças permanecem um paradoxo apenas para aqueles que acreditam que Deus é diferente do modo como Cristo o revela. Quem espera que os prepotentes continuarão sempre senhores da terra, surpreende-se com as palavras do Senhor. Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que partilha com todos a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz.

É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos. O Filho olha para o mundo com o realismo do amor do Pai; do outro lado, como dizia o Papa Francisco, estão «os profissionais da ilusão. Não devemos segui-los porque eles são incapazes de nos dar esperança» (Ângelus, 17 de fevereiro de 2019). Deus, ao contrário, doa esta esperança em primeiro lugar a quem o mundo descarta como caso perdido.

Queridos irmãos e irmãs, as Bem-aventuranças tornam-se para nós então uma prova de felicidade, levando-nos a perguntar-nos se a consideramos como uma conquista que se compra ou um dom que se partilha; se a depositamos em objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham. Na verdade, é “por causa de Cristo” (cf. v. 11) e graças a Ele que a amargura das provações se transforma na alegria dos redimidos: Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição.

As Bem-aventuranças exaltam os humildes e dispersam os soberbos (cf. Lc 1,51-52). Por isso, peçamos a intercessão da Virgem Maria, a serva do Senhor, que todas as gerações chamam bem-aventurada.

Sermão da Montanha, detalhe (Henrik Olrik)

Fonte: Santa Sé.