sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Homilia do Papa: Missa em Lourdes (2026)

Viagem Apostólica à França
Santa Missa em Lourdes
Homilia do Papa Leão XIV
Esplanada do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes
Domingo, 27 de setembro de 2026

Foi celebrada a Missa do XXVI Domingo do Tempo Comum (Ano A).

Irmãos e irmãs, peregrinos vindos da França e de todo o mundo,
Ao olhar para vós esta manhã, reunidos na casa da nossa Mãe, vejo o rosto universal da Igreja. Alguns de vós atravessastes continentes, superastes fadigas, trouxestes as vossas alegrias e os vossos fardos até esta Gruta sagrada. Que felicidade estarmos juntos, um só coração, uma única família!

Gostaria de saudar de forma especial os peregrinos vindos de todas as províncias e Dioceses da França. Hoje pisais o solo desta terra abençoada que recebeu tantas graças. Que esta peregrinação reavive a chama da fé nos vossos lares e nas vossas paróquias. Levai a consolação de Lourdes aos vossos vizinhos, aos vossos entes queridos e a todo o povo francês.


Os textos que a Liturgia nos propõe neste domingo abordam um aspecto central da mensagem que a Virgem Maria veio confiar a Santa Bernadette: um convite à conversão, ao mesmo tempo terno e urgente. No Evangelho, Jesus lança um olhar de verdade e profunda tristeza sobre os corações fechados: «Mesmo vendo isso, não vos arrependestes!» (Mt 21,32). Por que esta ferida no coração de Cristo? Porque Deus não quer a perdição dos seus filhos. O profeta Ezequiel nos recorda isso: «Quando um justo se desvia da justiça, pratica o mal e morre, é por causa do mal praticado que ele morre»; ao passo que, se se converte, «arrependendo-se de todos os seus pecados, com certeza viverá; não morrerá» (Ez 18,26.28). É por isso que os apelos à penitência ressoam nas Sagradas Escrituras e percorrem toda a pregação do Evangelho ao longo dos séculos. Assumem uma gravidade salutar para manifestar a sua urgência e necessidade: é hoje - não amanhã - que é preciso converter-se; é hoje o momento favorável, o dia da salvação (cf. 2Cor 6,2). Sim, Deus deseja que o homem viva, que abra os olhos e volte para Ele. Converter-se é abandonar os caminhos do erro para seguir o Caminho da Vida, abrindo assim o nosso coração à única Alegria que não passa.

Fotos da Missa do Papa em Lourdes (2026)

Na manhã do domingo, 27 de setembro de 2026, durante sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV celebrou a Missa do XXVI Domingo do Tempo Comum (Ano A) na esplanada junto ao Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

Junto ao altar foram colocadas as relíquias de Santa Bernadette Soubirous (†1879) e a imagem de Nossa Senhora de Lourdes realizada pelo escultor francês Émilien Cabuchet (†1902), além das três rosas de ouro doadas ao Santuário pelos Papas Pio IX (1877), São João Paulo II (2004) e Leão XIV (2026).

Destacamos ainda o uso dos vasos sagrados e alfaias (cálice, patena, galhetas, jarra e bacia) que pertenceram a Dom Bertrand-Sévère Laurence (†1870), Bispo de Tarbes durante as supostas aparições da Virgem Maria em 1858.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O rito da celebração pode ser viso aqui (pp. 71-111 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada
Incensação da imagem
Ato Penitencial: Bênção e aspersão da água
(Rito próprio dos domingos, em memória do Batismo)


Visita do Papa à Gruta de Lourdes (2026)

Na noite do sábado, 26 de setembro de 2026, durante sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV realizou uma visita à Gruta de Massabiele, junto ao Santuário de Lourdes, local das supostas aparições da Virgem Maria a Santa Bernadette Soubirous em 1858.

Após rezar por alguns instantes em silêncio e acender uma vela no grande candelabro da Gruta, Leão XIV recitou uma oração diante da imagem da Bem-aventurada Virgem Maria.

Em seguida ofereceu uma rosa de ouro ao Santuário [1], sendo o terceiro Papa a oferecer essa insígnia a Lourdes (após Pio IX em 1877 e São João Paulo II em 2004), concluindo a breve visita com a oração do Pai nosso e a bênção.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O breve rito pode ser visto aqui (pp. 61-70 do Missal para a Viagem Apostólica).

Chegada do Papa ao Santuário
Oração silenciosa na Gruta de Massabiele


Iluminação de uma vela do candelabro

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Fotos da Missa do Papa em Paris (2026)

No início da tarde do sábado, 26 de setembro de 2026, durante sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Praça da Concórdia (Place de la Concorde) em Paris.

Leão XIV, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, presidiu a Missa votiva da Bem-aventurada Virgem Maria, fonte da salvação (formulário n. 31 da Coletânea de Missas da Virgem Maria), como é possível ver no Missal para a Viagem Apostólica (pp. 23-59).

Chegada do Papa
Procissão de entrada
Ósculo do altar
Incensação

Homilia do Papa: Missa em Paris (2026)

Viagem Apostólica à França
Santa Missa em Paris
Homilia do Papa Leão XIV
Praça da Concórdia (Paris)
Sábado, 26 de setembro de 2026

Foi celebrada a Missa votiva da Bem-aventurada Virgem Maria, fonte da salvação, com suas leituras (Ez 47,1-2.8-9.12; Is 12,2-6; Jo 7,37-39a).

Queridos irmãos e irmãs,
Agradeço a Deus pela graça que me foi concedida de estar aqui, nesta Praça da Concórdia, para celebrar a Eucaristia. Sim, como é bom e agradável encontrarem-se os irmãos e irmãs (cf. Sl 132,1), para glorificar a grandeza de Deus! Que a minha presença entre vós fortaleça a vossa fé, vos encorajando a irradiar e a transmitir incessantemente a vida, a paz e o amor do nosso amado Senhor Jesus Cristo.

«Se alguém tem sede, venha a mim e beba» (Jo 7,37). Irmãos e irmãs, a nossa comunidade sedenta volta-se para Cristo, fonte de água viva; a água que sacia e faz florescer a vida, a água do amor de Deus «derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,5).


O desejo de Deus habita no mais profundo do nosso coração, e nós clamamos com o salmista: «A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!» (Sl 41,3). É o clamor de um homem, humilde e apaixonado, cuja sede mais íntima e existencial não cessa de crescer. Ora, é Jesus Cristo que, através da sua Encarnação, vai ao encontro de cada homem na sua história e se revela a ele como a verdadeira fonte de água viva, capaz de aplacar a sua sede. Não se trata tanto de uma sede material, mas antes de uma sede de sentido, de verdade e de realização que habita no coração de cada um. Jesus responde a este profundo desejo de relação, de comunhão com Deus, no qual reside a plenitude da vida para sempre.

Na 1ª Leitura o profeta Ezequiel vê a água sair do Templo e, espalhando-se pelo deserto, purificar e fecundar tudo (cf. Ez 47,1-2.8-9.12). São João, mais tarde, verá a água brotar do lado transpassado de Jesus, que entrega o Espírito (cf. Jo 19,30-34). Todos, então, podem saciar-se nesta fonte para renascer e receber o dom do Espírito, tornando-se filhos de Deus, novas criaturas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Discurso do Papa a Catecúmenos e Neófitos (2026)

Na manhã do sábado, 26 de setembro de 2026, durante sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV participou de um Encontro com Catecúmenos e Neófitos (isto é, com adultos que se preparam para receber os Sacramentos da Iniciação Cristã ou que os receberam recentemente) no Instituto Católico de Paris (Institut Catholique de Paris).

Em seu discurso o Papa refletiu sobre a Iniciação Cristã, incluindo a importância da formação litúrgica:

Viagem Apostólica à França
Encontro com os Catecúmenos e os Neófitos
Discurso do Papa Leão XIV
Instituto Católico de Paris
Sábado, 26 de setembro de 2026

Excelências,
Queridos sacerdotes e consagrados,
Queridos catecúmenos e neófitos, irmãos e irmãs,
(...)
Hoje somos acolhidos pelo Institut Catholique de Paris, uma instituição situada na intersecção entre a ciência e a fé, que há séculos contribui para formar mentes e corações a serviço do Evangelho. Saúdo os professores, os estudantes e os funcionários desta Universidade, mas também todos os membros desta Assembleia Provincial, empenhados em refletir sobre as perspectivas pastorais para a acolhida dos neófitos e catecúmenos, bem como sobre a vida da Igreja.


Ao observar de perto o trabalho que estais realizando, mas sobretudo ao ouvir os testemunhos de Josué, Marielle e Sophie, sinto, antes de tudo, uma grande gratidão pela imprevisível obra de Deus. Como vós e juntamente convosco fico surpreendido com o número de pessoas que retomam o caminho da fé e com a quantidade de adultos que solicitam os Sacramentos da Iniciação Cristã.

Pode parecer paradoxal que este fenômeno, em que tantas pessoas redescobrem o Evangelho e abraçam a fé, aconteça no contexto de uma sociedade como a francesa, marcada por uma cultura fortemente secularizada. A vossa experiência e testemunho, queridos catecúmenos e neófitos, são o sinal tangível da ação da graça de Deus, que vai além das análises estatísticas e sociológicas. Este fenômeno, que contradiz qualquer atitude derrotista e aquilo que Papa Francisco chamava de “pessimismo estéril” (cf. Exortação Apostólica Evangelii gaudium, nn. 84-86), deve ser acolhido com espírito de responsabilidade.

Fotos da Vigília com os jovens em Saint-Denis (2026)

Na noite da sexta-feira, 25 de setembro de 2026, durante sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV presidiu uma Vigília de oração com os jovens no Stade de France, um estádio na cidade de Saint-Denis, na Região Metropolitana de Paris.

A primeira parte da Vigília foi marcada por uma apresentação cultural recordando os santos da França e um diálogo do Papa com os jovens.

A segunda parte da Vigília, de caráter mais litúrgico, teve início com a Ladainha de Todos os Santos, durante a qual foram entronizados estandartes e relíquias, a leitura (1Tm 6,11-16) e a reflexão do Papa.

Seguiu-se uma versão abreviada das Completas (oração da noite da Liturgia das Horas) - hino, Salmo 90 e cântico de Simeão (Lc 2,29-32) -, a oração final e a bênção do Papa, o qual foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, concluindo-se com o canto da Salve Rainha.

Entronização da imagem da Virgem Maria
Chegada do Papa

Acolhida do Papa por alguns jovens
Apresentação cultural sobre os santos da França