terça-feira, 28 de julho de 2026

Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro (2026)

Na manhã da quarta-feira, 15 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, celebrou a Missa da Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

A Basílica foi dedicada pela primeira vez em setembro de 335, celebração que deu origem à Festa da Exaltação da Santa Cruz. Porém, tendo passado por sucessivas restaurações, foi dedicada novamente no dia 15 de julho de 1149. Para saber mais sobre a história da Basílica, clique aqui.

Procissão de entrada
Incensação do altar dentro da Edícula
Ritos iniciais
Evangelho
Bênção com o Livro dos Evangelhos

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ângelus: XV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 12 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Na Liturgia de hoje o evangelista Mateus nos apresenta a parábola do semeador (Mt 13,1-23), que descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós.

O próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto (cf. Jo 12,24). É verdade que, às vezes, Ele encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então se desencadeiam milagres de amor capazes de mudar tudo, como também nós certamente já experimentamos na nossa vida. Por isso o Pai não desiste de semear, porque sabe que o poder do seu amor é mais forte do que a nossa fraqueza (cf. 2Cor 12,9-10).

É o que afirma São João Crisóstomo, referindo-se à “semente” da Palavra de Deus: «Como pode ser razoável semear entre espinhos, em terreno pedregoso, à beira do caminho? No caso das sementes e da terra, isso não seria razoável, mas no caso das almas e dos ensinamentos, isso é muito louvável» (Homilias sobre o Evangelho de Mateus, 44, 3). Na verdade, é possível que, nas mãos de Deus, «o terreno pedregoso se transforme, tornando-se terra fértil; que o caminho deixe de ser pisado e de estar exposto a todos os transeuntes, passando a ser solo fértil; que os espinhos sejam eliminados e as sementes desfrutem de uma situação de grande segurança» (ibid.).

A generosidade de Deus para conosco não é ingénua, mas sábia, e sabe aproveitar em nós a possibilidade de um bem que, por vezes, nem sequer percebemos. Por isso o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós mesmos, não deixa de acreditar em nós: naquilo que somos e naquilo em que podemos nos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé.

Assim, a partir da gratuidade e confiança com que a semente é lançada e da humildade e disponibilidade com que é recebida, crescem em nós e se difundem, como ensina São Paulo, os frutos do Espírito Santo: «caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência» (Gl 5,22-23). Como o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles!

Com efeito, especialmente nestes dias de férias, empenhemo-nos em dedicar tempo à escuta, à leitura e à meditação da Palavra de Deus, cultivando, junto ao descanso e à diversão saudável, momentos significativos de silêncio e oração. Retornaremos às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus.

Que Maria, Rainha dos Apóstolos e Estrela da Evangelização, nos ajude nisto.


Fonte: Santa Sé.

Confira também a meditação do Papa Leão XIV sobre a “parábola do semeador” na primeira Audiência Geral após sua eleição, no contexto do Jubileu Ordinário de 2025.

Divina Liturgia no Santuário de Zarvanytsia (2026)

Na manhã do domingo, 12 de julho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia no Santuário da Mãe de Deus de Zarvanytsia, na Arquieparquia de Ternopil-Zboriv (Ucrânia), por ocasião da tradicional peregrinação nacional dos fiéis ucranianos ao Santuário no mês de julho.

A celebração, precedida por um Moleben (Paraklesis) em honra da Mãe de Deus no fim da tarde do sábado, dia 11, concluiu o Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana, encontro anual dos Bispos desta Igreja sui iuris, que teve lugar junto ao Santuário de 01 a 10 de julho.

11 de julho: Moleben em honra da Mãe de Deus






12 de julho: Divina Liturgia

sábado, 25 de julho de 2026

Ângelus: XIV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 05 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Mt 11,25-30) nos convida a partilhar o louvor que Jesus eleva ao Pai, «Senhor do céu e da terra» (v. 25). O Filho de Deus feito homem manifesta o seu amor envolvendo todas as criaturas nesta ação de graças.

A simplicidade de um gesto tão espontâneo e alegre corresponde ao estilo de Deus, que gosta de se revelar «aos pequeninos», enquanto permanece escondido «aos sábios e entendidos» (v. 25). Na verdade, estes estão de tal forma cheios das próprias ideias que não reconhecem a presença de Cristo, o Messias que visita o seu povo. A sabedoria humana, então, se torna arrogância e a doutrina degenera em soberba. Pelo contrário, a verdadeira sabedoria de Deus se revela na humildade da carne e o seu ensinamento se dirige àqueles que passam por maiores dificuldades: «Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados» (v. 28), diz o Senhor. Ir ao encontro de Jesus significa corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até a cruz, como Ele mesmo nos explicou: «Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga» (Mt 16,24). É precisamente o dom de si mesmo por amor que constitui o “jugo” de Jesus (cf. Mt 11,29), isto é, a síntese do seu ensinamento, o cerne da sua sabedoria, ardente de caridade para com todos.

Irmãos e irmãs, como pode ser “leve” e “suave” o peso da cruz (cf. v. 30)? Só por uma razão: porque o Senhor o carrega primeiro e com todos nós, sem nunca nos deixar sozinhos diante do que nos oprime. Como autêntico mestre, Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela. A sabedoria que Ele nos dá é um anúncio de salvação e o seu jugo nos levanta de todas as quedas. Ao seguir Cristo, o nosso caminho não é, portanto, uma ascese que mortifica: é uma escola de liberdade, que leva a sério o drama da história e ilumina sempre o seu sentido, sobretudo nos momentos mais sombrios. Com efeito, só na Cruz de Jesus é que o mal é redimido: só na sua Paixão é que o nosso cansaço mortal encontra consolo e resgate.

Em situações de escravidão, Cristo é libertação. No flagelo da guerra, Cristo é esperança. Na hora do pecado, Cristo é perdão. Esta é a verdadeira sabedoria, isto é, o caminho que queremos percorrer juntos, unidos como discípulos em seu nome. Jesus nos ensina isso como Filho, tornando-se nosso irmão: com a força do Espírito Santo, Ele mesmo manifesta à Igreja a verdade de Deus e do homem, pois «ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (v. 27).

Caríssimos, ao darmos graças ao Senhor por esta sua confidência cheia de amor, imploremos a intercessão de Maria, Rainha da Paz, pelo bem da Igreja e do mundo inteiro.

“Vinde a mim...”
(Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Augsburg, Alemanha)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Lampedusa

Na manhã do sábado, 04 de julho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa no Campo Esportivo “Arena” na ilha de Lampedusa (Itália), na Arquidiocese de Agrigento.

O Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, celebrou a Missa “pelos refugiados e exilados” com suas orações e leituras.

Procissão de entrada
Incensação da cruz
Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Lampedusa

Visita Pastoral a Lampedusa
Santa Missa
Homilia do Papa Leão XIV
Campo Esportivo “Arena”
Sábado, 04 de julho 2026

Foi celebrada a Missa “pelos refugiados e exilados” com as seguintes leituras: Hb 13,1-3.14-16; Sl 106; Lc 10,25-37.

Queridos irmãos e irmãs,
Deus nos ama sempre primeiro. A beleza do mar, desta ilha e dos vossos rostos é um reflexo da sua iniciativa gratuita: o amor nos precede, nos envolve e nos congrega. Estou grato ao Senhor por poder visitar-vos, seguindo os passos do Papa Francisco, que no dia 08 de julho de 2013 quis vir a Lampedusa na sua primeira viagem como Sucessor de Pedro.

Como é sabido, os Apóstolos navegaram pelo Mediterrâneo e experimentaram a hospitalidade dos habitantes das suas ilhas e costas, que há milênios são uma encruzilhada de civilizações. O Evangelho ressoa onde os povos se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experiências se entrelaçam e as diversas culturas dialogam entre si. Em contrapartida, não ecoa onde cada um faz de si mesmo uma ilha, onde o contato é evitado e o intercâmbio é interrompido. Neste sentido, a parábola do Bom Samaritano, que acaba de ser proclamada (Lc 10,25-37), descreve uma história em continuidade, e a Encíclica Fratelli tutti nos ajudou a relê-la nas circunstâncias históricas dramáticas em que ainda nos encontramos imersos. A Palavra de Deus é sempre para o dia de hoje e nos conduz a um diálogo do qual saímos transfigurados. Como responderemos, então, ao amor d’Aquele que nos amou primeiro?


Caríssimos, hoje Lampedusa e Linosa se encontram em uma estrada tão perigosa como aquela que descia de Jerusalém para Jericó. Aqui vistes não apenas um, mas milhares de seres humanos que caíram nas mãos de salteadores que lhes roubaram tudo, os espancaram cruelmente e se afastaram, deixando-os meio mortos (cf. Lc 10,30). Os outros, aqueles que não conseguiram chegar onde desejavam, acolheu-os o mar. Sentimos, no entanto, a sua presença, que nos interpela não menos que a daqueles que desembarcaram, necessitados de atenção e socorro. Antes de qualquer consideração intelectual e convicção ideológica, o embate com quem jaz diante de nós, despojado de tudo, nos convida à proximidade. A Carta aos Hebreus nos diz: «Lembrai-vos (...) dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo» (Hb 13,3). Trata-se do ponto central da parábola evangélica: fazemo-nos próximos, tornamo-nos próximos (cf. Lc 10,36-37)!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ordenações Presbiterais em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 01 de julho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrou a Missa da Solenidade do Preciosíssimo Sangue de Jesus na Basílica da Agonia do Senhor no Getsêmani em Jerusalém [1], durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a dez diáconos da Ordem dos Frades Menores (franciscanos).

Tradicionalmente as Ordenações Presbiterais em Jerusalém são celebradas no dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo. Este ano, porém, foram adiadas porque o Cardeal Pizzaballa estava em Roma para o Consistório Extraordinário.

Procissão de entrada


O Patriarca espalha rosas vermelha sobre a Pedra da Agonia
Imagem da Agonia do Senhor na entrada da Basílica