Há cerca de 20 anos, no dia 19 de abril de 2006, Quarta-feira da Oitava da Páscoa, exatamente um anos após sua eleição como Bispo de Roma, o Papa Bento XVI (†2022) proferiu uma Catequese sobre a Páscoa que repropomos a seguir:
Papa Bento XVI
Audiência Geral
Quarta-feira, 19 de abril de 2006
A Páscoa
Queridos irmãos e irmãs,
1. O evangelista
João narra que Jesus, precisamente depois da sua Ressurreição, chamou Pedro a cuidar
do seu rebanho (cf. Jo 21,15-23). Quem poderia imaginar então o
desenvolvimento que alcançaria ao longo dos séculos aquele pequeno grupo de
discípulos do Senhor? Pedro, juntamente com os outros Apóstolos e depois os
seus sucessores, primeiro em Jerusalém e, em seguida, até os últimos confins da
terra, difundiram com coragem a mensagem evangélica cujo núcleo fundamental e
imprescindível é constituído pelo Mistério Pascal: a Paixão, a Morte e a Ressurreição
de Cristo.
A Igreja celebra
esse mistério na Páscoa, prolongando seu eco jubiloso nos dias seguintes; canta
o aleluia pelo triunfo de Cristo sobre o mal e sobre a morte.
«A celebração da Páscoa segundo uma data do
calendário - observa o Papa São Leão Magno - nos recorda a festa eterna que
supera todo tempo humano». «A Páscoa atual - observa ainda - é a sombra da
Páscoa futura. É por isso que a celebramos para passar de uma festa anual a uma
festa que será eterna».
A alegria desses
dias se estende a todo o Ano Litúrgico e se renova particularmente no domingo,
dia dedicado à recordação da Ressurreição do Senhor. Nele, que é como a “pequena
Páscoa” de cada semana, a assembleia litúrgica reunida para a Santa Missa
proclama no Creio que Jesus ressuscitou ao terceiro dia, acrescentando que nós esperamos
«a ressurreição dos mortos e a vida do mundo
que há de vir». Indica-se assim que o
acontecimento da Morte e Ressurreição de Jesus constitui o centro da nossa fé e
é sobre este anúncio que se fundamenta e cresce a Igreja.






