terça-feira, 21 de julho de 2026

Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano (2026)

Na manhã da segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na Basílica Vaticana, durante a qual abençoou e impôs os pálios aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano.

Confira nossa postagem com a lista dos 35 Arcebispos que receberam o pálio clicando aqui.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Leão XIV endossou a casula vermelha que o Papa São João Paulo II recebeu como presente por ocasião dos 50 anos da sua Ordenação Presbiteral (novembro de 1996).

Como de costume, a celebração contou com a presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presidida pelo Metropolita de Calcedônia, Emmanuel Adamakis.

Imagem da entrega das chaves a Pedro
Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: São Pedro e São Paulo (2026)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santa Missa e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, em uma única Solenidade, recordamos São Pedro e São Paulo, padroeiros da cidade e da Diocese de Roma: um deles escolhido por Jesus como pastor do seu rebanho e o outro eleito como Apóstolo dos gentios. Neles veneramos duas colunas da Igreja.

Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. É ele quem, no lago da Galileia, depois de uma noite de trabalho aparentemente inútil, diz ao Mestre: «Nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes» (Lc 5,5), e volta a fazer-se ao largo, levando os outros consigo. É também ele que, quando muitos se afastam de Jesus, após o duro discurso sobre o Pão da Vida, diz ao Messias: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6,68), e permanece, com os outros Onze. É ainda ele que, em Cesareia, reconhece em Jesus o Filho de Deus e se faz voz de todos na profissão da única fé, como ouvimos no Evangelho (cf. Mt 16,13-19). Após a Ressurreição, lançando-se à água e precedendo, a nado, os outros nas margens do lago, é ele o primeiro a chegar até Cristo, para renovar humildemente o seu amor e receber a confirmação da sua missão (cf. Jo 21,1-17).


E a esta missão, Pedro mantém-se fiel, mesmo quando, por exemplo, em Jerusalém, a questão da admissão ao Batismo dos pagãos não circuncisos corre o risco de dividir a comunidade. Ele reúne os irmãos, os escuta e, por fim, guiado pelo Espírito Santo, toma a decisão, preservando a comunhão e inaugurando uma nova era para todo o Povo de Deus. Afirma ele: «É pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles» (At 15,11).

Esta grandeza de espírito não significa que Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento (cf. Lc 22,54-62); e o próprio Paulo, em diversas circunstâncias, repreende-o pela incoerência de alguns dos seus comportamentos (cf. Gl 2,11-14). Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se, sem desanimar nem desistir da missão de anunciar o Evangelho e reunir o rebanho de Cristo, chegando ao martírio, que recebe precisamente aqui, em Roma, perto de onde nos encontramos.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Divina Liturgia: 25 anos da visita do Papa João Paulo II à Ucrânia

No domingo, 28 de junho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia junto à igreja da Natividade da Virgem Maria em Lviv (Ucrânia) em ação de graças pelos 25 anos da visita do Papa São João Paulo II à Ucrânia (23-27 de junho de 2001).

Junto a essa igreja, com efeito, o Papa polonês teve um encontro com os jovens ucranianos no dia 26 de junho de 2001.

Procissão de entrada
O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Evangelho
Homilia

sábado, 18 de julho de 2026

Ângelus: XIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 28 de junho de 2026

Irmãos e irmãs, bom domingo!
Também no Evangelho de hoje (Mt 10,37-42) escutamos algumas exortações de Jesus para vivermos o seguimento e sermos testemunhas do seu Reino. Não se trata de uma ação exterior, mas de nos dedicarmos totalmente a uma relação de amor com Ele. E para dar fruto, o amor requer pelo menos três coisas: o desapego, a perda e a acolhida.

Em primeiro lugar, o desapego. Jesus diz: «Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim» (v. 37). Quando começa a enviar os seus Apóstolos em missão, o Senhor deseja que eles sejam livres de qualquer vínculo. Mas é válido para todos que mesmo os afetos mais importantes encontram a sua plenitude graças ao amor que Cristo nos dá. Pensemos, por exemplo, na vida matrimonial: só é possível vivê-la plenamente “deixando” a casa dos pais (cf. Mt 19,6) para dedicar-se à relação conjugal. Pensemos também no crescimento dos filhos: só é possível ajudá-los a realizar-se e a ser felizes, educando-os a “caminhar com as próprias pernas” e a fazer as suas escolhas. Diz Santo Agostinho: «É doloroso separar-se daquilo que se ama. Mas mesmo o agricultor perde temporariamente o que semeia» (Sermão 330, 2). Só “perdendo” aquela semente, lançada à terra, é que poderá vê-la florescer.

Neste sentido, o amor é também perda. É difícil compreendê-lo, especialmente em um mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e se vive obcecado por ter e possuir. O amor, porém, só produz fruto ao doar-se: quando estamos dispostos a perder um pouco do nosso “eu” para dar espaço ao outro, a perder um pouco de tempo para escutar um amigo, a perder um pouco de conforto para compartilhar uma situação de dificuldade. Quem conserva a vida apenas para si mesmo, diz o Evangelho, na realidade a perde (cf. v. 39), porque ela não se abre à alegria do amor e se torna estéril. Por isso Jesus nos convida a abraçar a Cruz: Ele se ofereceu, perdeu-se a si mesmo e, precisamente assim, pudemos receber a sua vida em abundância. Da mesma forma, se vivermos segundo a lógica do dom, também nós seremos capazes de gerar vida nova nas nossas relações.

Por fim, a acolhida. O amor, com efeito, se expressa em escolhas e ações concretas, em um empenho feito de pequenos gestos quotidianos, como oferecer um copo de água a quem tem sede (cf. v. 42). Jesus, enviando os seus discípulos à sua frente, lhes pede para irem sem provisões, isto é, para serem necessitados, pois assim poderão suscitar acolhida naqueles que encontrarem. Deste modo, acolhendo quem vem em nome de Jesus, se acolhe Ele e o Pai celeste que o enviou. O amor ao Senhor passa sempre pela acolhida dos irmãos.

Caríssimos, rezemos à Virgem Maria, que amou o seu Filho sabendo também perdê-lo: que ela nos ajude a ser testemunhas humildes e alegres do amor de Cristo.


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa com os Cardeais (2026)

Na manhã da sexta-feira, 26 de junho de 2026, o Papa Leão XIV celebrou no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa com os Cardeais presentes em Roma para o segundo Consistório Extraordinário deste ano, após a reunião de janeiro.

O Consistório Extraordinário, com efeito, é uma reunião dos Cardeais com o Papa para aconselhá-lo em assuntos importantes (cf. Código de Direito Canônico, cân. 353).

Pela homilia do Papa é razoável supor que foi celebrada a Missa “pela Igreja” com suas orações e leituras. Infelizmente não foi divulgado o livreto ou o vídeo da celebração.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz.

Procissão de entrada

Ritos iniciais
Homilia

Homilia do Papa: Missa com os Cardeais (2026)

Consistório Extraordinário - Missa com os Cardeais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 26 de junho de 2026

Caríssimos irmãos,
Estamos reunidos ao redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Viemos de todas as partes do mundo para celebrar esta Eucaristia: junto com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e difíceis.

Esta diversidade de sentimentos e de pensamentos agora se concentra, isto é, encontra o centro luminoso que é Cristo. Ele mesmo, em pessoa, se dirige a nós dizendo: «Eu sou a videira verdadeira» (Jo 15,1). Através de Jesus a graça e a verdade fluem na nossa vida (cf. Jo 1,17), renovando-nos interiormente: estes dons divinos são a seiva fecunda também do Consistório que hoje iniciamos. É o próprio Evangelho que estabelece a condição para que seja frutífero: «Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4). Por um lado, o Mestre nos adverte: «Sem mim nada podeis fazer» (v. 5); por outro, deseja que os seus discípulos deem «muito fruto» (v. 8). Sim, muito fruto: a graça de Deus não provoca atrofiamento em quem a acolhe, mas um desenvolvimento vigoroso. O Verbo eterno, com efeito, se fez homem para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Iniciada na fé, esta vida é ainda reforçada pela provação da poda, porque é cultivada pela solicitude do Pai.


Portanto, enquanto pedimos a Deus que nos conceda força e sabedoria, é significativo que o nosso Consistório tenha lugar nas vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Detemo-nos juntos nesta memória, que recorda as colunas da Igreja Católica e Romana, os dois missionários mártires cuja pregação se fundiu com a sua vida, a ponto de se tornarem parte das Sagradas Escrituras.

Ao escutarmos hoje as palavras de São Paulo aos coríntios, podemos notar a feliz consonância com aquelas do Evangelho. Com efeito, os diversos carismas, os ministérios e a atividade eclesiais são como que os ramos da única videira, isto é, do único Senhor (cf. 1Cor 12,4-6), que infunde o Espírito Santo na sua Igreja. A esta unidade orgânica corresponde o critério que torna bons e agradáveis todos esses serviços eclesiais: o critério do bem comum (cf. v. 7).

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Natividade de São João Batista na Terra Santa (2026)

Nos dias 23 e 24 de junho de 2026 a localidade de Ain Karem, na Terra Santa, acolheu as celebrações da Solenidade da Natividade de São João Batista.

Na tarde da terça-feira, dia 23, o Vigário da Custódia Franciscana da Terra Santa, Padre Ulise Zarza, presidiu as I Vésperas da Solenidade no Santuário de São João Batista no Deserto.

Na quarta-feira, dia 24, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa no Santuário de São João Batista na Montanha, que nos últimos anos passou por uma série de reformas.

23 de junho: I Vésperas

Oração das I Vésperas
Procissão até a Gruta de São João Batista
Incensação
Evangelho

24 de junho: Missa

Procissão de entrada