terça-feira, 15 de setembro de 2026

Missa do Papa no Santuário de Genazzano

Na tarde da segunda-feira, 07 de setembro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria [1] no Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho em Genazzano (Itália).

O Papa já havia visitado o Santuário de Genazzano no dia 10 de maio de 2025, logo após sua eleição. Nesta ocasião, com efeito, foi inaugurada uma pintura representando essa visita. Leão XIV, ademais, presenteou o Santuário com a rosa de ouro [2].

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Oração diante da imagem da Mãe do Bom Conselho
Oferta da rosa de ouro
Procissão de entrada

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa no Santuário de Genazzano

Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria
Homilia do Papa Leão XIV
Santuário da Mãe do Bom Conselho (Genazzano)
Segunda-feira, 07 de setembro de 2026

Amados irmãos e irmãs,
Como vos recordareis, já «nos primeiros dias do meu pontificado senti o dever e um profundo desejo de me aproximar de Genazzano, do Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho, que ao longo de toda a minha vida me acompanhou com a sua presença maternal, com a sua sabedoria e com o exemplo do seu amor pelo Filho, que é sempre o centro da minha fé» (Dedicatória no livro de assinaturas do Santuário, 10 de maio de 2025). É com alegria que estou novamente aqui, para celebrar convosco a Vigília da Natividade da Santíssima Virgem e para confiar à Menina Maria aquilo que ainda nasce nesta pobre e magnífica humanidade: frágil como um rebento, mas sinal da fidelidade de Deus. Sim, Maria é a aurora de um dia diferente, do nosso mundo finalmente libertado do mal. E estamos aqui, diante dela, ao redor do Altar de onde a salvação chega até nós e nos transforma, filhos no Filho. Peçamos-lhe o seu Bom Conselho, para acolher a Palavra divina, para conservá-la em nós e para trazê-la à luz através de decisões corajosas e sábias, decisões de autêntica conversão.


Caríssimos, neste lugar de antiga presença agostiniana, voltarei às páginas bíblicas que acabaram de ser proclamadas, com a ajuda de Santo Tomás de Vilanova, um frade e Bispo agostiniano que, dedicando a própria vida ao serviço dos pobres, penetrou profundamente na verdade da fé. Ele soube ver o paradoxo da pequenez e, por assim dizer, da marginalidade de Maria, que se tornou fulcral na economia da salvação. Perguntemo-nos: o que devia ser, na época de Joaquim e Ana, o nascimento de uma menina? Santo Tomás esclarece: «Refleti muitas vezes e perguntei-me por que motivo os evangelistas, que falaram tanto de São João Batista e dos Apóstolos, nos narram de modo tão sucinto a história da Virgem Maria, que supera todos pela sua vicissitude e estatura pessoal. Por que razão, questiono-me, não nos foi descrito o modo da sua concepção, do seu nascimento, da sua educação, dos seus hábitos, das virtudes que a adornavam, que tipo de relação humana mantinha com o seu Filho, como se relacionava com ele, como viveu com os Apóstolos após a sua Ascensão? Todas estas coisas eram importantes e os fiéis as teriam lido com singular devoção e teriam sido do agrado do povo. Ó evangelistas, dirijo-me a vós! Por que nos privastes de uma alegria tão grande com o vosso silêncio? Por que omitistes detalhes tão jubilosos, tão esperados, tão agradáveis?» (Obras completas VII, 266, 8).

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Ângelus: XXIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 06 de setembro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A Palavra de Deus proclamada na Liturgia deste domingo nos oferece alguns critérios fundamentais de pensamento e ação. Lemos na Carta aos Romanos que todos os mandamentos estão resumidos em uma só frase: «Amarás a teu próximo como a ti mesmo» (Rm 13,9). São Paulo insiste neste ponto com uma imagem muito forte, presente também no “Pai nosso”. Ele escreve: «Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo» (v. 8).

Jesus nos ensinou a suplicar e a praticar a remissão das dívidas. Existe, porém, um patrimônio que devemos uns aos outros, sem ficarmos presos a ele: é a dívida do amor mútuo. Toda a atenção, cuidado e bem que recebemos nos tornam mais livres e capazes de assumir responsabilidades.

No Evangelho deste domingo (Mt 18,15-20) Jesus sugere a cada comunidade cristã pelo menos duas maneiras de exercer o amor mútuo. A primeira é estarmos abertos à correção fraterna. É uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade. Falar uns com os outros com sinceridade - primeiro a sós; depois, se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, quando for preciso, com toda a comunidade - significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento. As queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, nos educa para a liberdade, na caridade.

Há ainda uma segunda forma de amar fraternalmente, que, para Jesus, molda até mesmo a oração: chegar a um acordo. Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça. O Senhor diz: «Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus» (v. 19). Esta promessa sugere que podemos ter desejos comuns, dores comuns, esperanças comuns e, através da oração, crescer na unidade. Sem fé, cada um poderia sentir-se sozinho e desconfiar dos outros, vendo-os como estranhos e inimigos. Pela graça, ao contrário, somos irmãos e irmãs que podem estar unidos: encontrando-nos, perdoando-nos e ouvindo-nos uns aos outros no Senhor.

Peçamos a Maria, que após o anúncio do anjo se apressou a ir ter com a sua prima Isabel, para partilhar a alegria e o cansaço da gravidez, que também nos ensine a dívida alegre do amor fraterno.

Ícone copta da amizade:
Exortação ao “amor mútuo” (Rm 13,8)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Missa pelo cuidado da criação em Castel Gandolfo (2026)

Na tarde da terça-feira, 01 de setembro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa pelo cuidado da criação nos jardins do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, no espaço denominado Borgo Laudato si’, por ocasião do XI Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.

O Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, celebrou a Missa pelo cuidado da criação, com suas orações e leituras, endossando os paramentos da cor do Tempo Comum.

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Evangelho

Homilia do Papa: Missa pelo cuidado da criação (2026)

Santa Missa pelo cuidado da criação
Homilia do Papa Leão XIV
Borgo Laudato si’ (Castel Gandolfo)
Terça-feira, 01 de setembro de 2026

Leituras: Sb 13,1-9; Sl 18; Mt 6,24-34.

Queridos irmãos e irmãs,
Nas leituras escolhidas para a Liturgia de hoje, Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, nos são dirigidos dois convites à contemplação das obras do Senhor, exercício que certamente não é difícil no contexto destes maravilhosos jardins.

O Livro da Sabedoria nos exorta a contemplar a beleza e o poder da criação para que possamos apreciar o seu Artífice (cf. Sb 13,1-9). É superficial limitar-se à contemplação do fogo, do vento, da água impetuosa ou das estrelas do céu sem recordar o Criador de tantas maravilhas.

O Salmo 18 nos incentiva a elevar o olhar para contemplar os céus que proclamam a glória de Deus e o firmamento que anuncia a obra de suas mãos. Toda a criação nos fala da grandeza do Criador, desde que o olhar e o coração estejam abertos a tão grande mistério.


Também o texto evangélico de Mateus (cf. Mt 6,24-34) nos convida à contemplação da criação, destacando o amor especial do Senhor pelo ser humano. Admirar com assombro as aves do céu e os lírios do campo, preciosos aos olhos do Criador, nos leva a compreender quão grande é o amor de Deus por nós. Com efeito, se o Senhor não deixa de conferir uma beleza suntuosa e de prover o necessário às plantas e aos animais, quanto mais atento estará às necessidades dos seus amados filhos e filhas!

Esta tarde, ao aceitarmos o convite para fazer uma pausa e refletir diante das obras de Deus, damos início ao “Tempo da Criação”, um período de cinco semanas dedicado à oração e ao empenho no cuidado da “casa comum”. Portanto, neste Dia Mundial de Oração e nos dias que se seguem, reservemos alguns minutos de pausa na agitação das atividades quotidianas para saborear a grande harmonia da qual fazemos parte. Coloquemos em “modo silencioso” todos os ruídos das obras humanas para ouvir a voz melodiosa da criação, na qual Deus, Autor de todas as coisas, nos fala.

sábado, 5 de setembro de 2026

Ângelus: XXII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 30 de agosto de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Hoje o Evangelho (Mt 16,21-27) nos fala de Jesus que revela aos discípulos o Mistério da sua Páscoa iminente: o Messias deverá «ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia» (v. 21).

O que Ele afirma está muito longe das expectativas deles de um Messias triunfante e poderoso, com cuja ajuda derrotariam e esmagariam os inimigos (cf. Sl 107,14). Já tinham tido oportunidade, durante o tempo que passaram com Ele, de se surpreender com muitos dos seus gestos e palavras. Esta última mensagem, porém, ultrapassa verdadeiramente todas as previsões. Em particular, Pedro manifesta o seu desacordo e repreende Jesus, dizendo-lhe: «Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!» (Mt 16,22).

Pouco antes tinha reconhecido n’Ele «o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16). Agora, porém, surpreendido e talvez desapontado com o que ouviu, em contraste com a belíssima profissão de fé que acabara de fazer, o repreende. Parece dizer-lhe: “Sim, creio que és o Messias, mas não é assim que se salva o mundo”. O seu é um impulso de zelo, certamente animado por um amor sincero, e, no entanto, nos leva a refletir.

Com efeito, também para nós nem sempre é fácil compreender e aceitar os caminhos de Deus, especialmente quando estão muito distantes dos nossos. Nessa altura surge a tentação de pensar, contra toda a lógica da fé, que é o Senhor quem está errado, ou pior ainda, que não nos ouve ou que não se interessa por nós. Diante dessa incerteza, Pedro, apesar da sua impulsividade, nos ensina duas coisas importantes.

A primeira é nunca interromper, nem mesmo nesses momentos, o diálogo com o Senhor; pelo contrário, manifestar-lhe com confiança até mesmo a nossa dificuldade em compreender o que Ele nos pede.

A segunda, porém, é nunca julgar a ação de Deus, mas sim ouvir, com humildade, na oração, o que Ele está nos revelando através da sua ação, mesmo quando isso não corresponde às nossas expectativas.

E a grandeza do Primeiro dos Apóstolos manifesta-se também nisto.

Jesus lhe responde: «Vai para longe, Satanás!» (v. 23), e explica a ele e aos outros discípulos que, para seguirem os seus passos, deverão negar-se a si mesmos, tomar a sua cruz e segui-lo (cf. v. 24). Pedro o fará: depois de tê-lo ouvido, aceitará o desafio e permanecerá fiel às palavras de Cristo - a quem reconheceu como seu Redentor - durante toda a sua vida, até o martírio.

Peçamos ao Senhor, então, que também nós, na nossa vida de fé e na nossa oração, tenhamos a mesma sinceridade de Pedro, ao dizer-lhe humildemente o que realmente sentimos, mesmo quando o coração está confuso, e, ao mesmo tempo, que saibamos cultivar a sua mesma docilidade, ao aceitar o que Ele nos pede para além das nossas expectativas.

Que Maria nos ajude, ela que foi obediente aos desígnios de Deus até junto à Cruz do seu Filho Jesus.

Jesus carregando a cruz e Pedro

Depois do Ângelus:

Queridos irmãos e irmãs,
(...) Continuemos a rezar pela paz. Santo Agostinho, cuja memória celebramos nestes dias, dizia que «a paz (...) é semelhante àquele pão que se multiplicava nas mãos dos discípulos do Senhor enquanto eles o partiam e o distribuíam» (Sermão 357, 2). Que aumentem no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça, praticando o perdão, para o bem de todos. (...)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Festa de Nossa Senhora do Lago em Castel Gandolfo (2026)

No fim da tarde do sábado, 29 de agosto de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa de Nossa Senhora do Lago em Castel Gandolfo, seguida da tradicional procissão fluvial no Lago Albano.

Foram recitadas as orações da Missa da Bem-aventurada Virgem Maria, fonte da salvação (formulário n. 31 da Coletânea de Missas da Virgem Maria) com as leituras do XXII Domingo do Tempo Comum (Ano A).

Leão XIV, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, foi o terceiro Papa a celebrar na igreja de Maria Santíssima do Lago, após Paulo VI (1977) e João Paulo II (1979), mas o primeiro em participar da procissão fluvial com a imagem da Virgem Maria.

Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Evangelho
Homilia