sábado, 31 de outubro de 2026

Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (2026)

No dia 18 de outubro de 2026, terceiro domingo de outubro, o Arcebispo de Milão (Itália), Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Missa em Rito Ambrosiano por ocasião da Solenidade do Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (Catedral Metropolitana da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria).

A partir do século IV duas igrejas se “revezavam” como Catedral de Milão: a Basílica de Santa Tecla no verão e a Basílica de Santa Maria Maior no inverno. O rito da “trasmigratio” marcava a “passagem” do título de Catedral entre as igrejas duas vezes ao ano, na Páscoa e no mês de outubro.

As duas igrejas, porém, foram destruídas para dar lugar ao atual Duomo de Milão, dedicado por São Carlos Borromeu no terceiro domingo do mês de outubro de 1577.

Recentemente o rito da “trasmigratio” foi resgatado, na forma de uma entrada solene na Catedral no aniversário da sua dedicação:

Procissão de entrada

Rito da trasmigratio
O Arcebispo bate na porta do Duomo
A procissão entra na Catedral

Ângelus: XXIX Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 18 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho proclamado na Liturgia de hoje (Mt 22,15-21) nos coloca diante de uma das frases mais famosas de Jesus: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (v. 21). Por isso, é importante situá-la no contexto em que foi proferida originalmente.

O evangelista Mateus descreve uma situação hostil em relação a Jesus: os fariseus se reúnem para ver como apanhá-lo em contradição nas suas palavras (cf. v. 15). Decidem enviar algumas pessoas para interrogá-lo sobre uma questão controversa: «É lícito ou não pagar imposto a César?» (v. 17). A resposta do Mestre é astuta, pois o mantém fora da armadilha e desmascara a hipocrisia daqueles que querem fazê-lo cair. Pede-lhes a moeda do tributo, ou seja, um denário. Eles a dão, e Jesus diz: «De quem é a figura e a inscrição desta moeda?». Respondem-lhe: «De César». Então afirma: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (vv. 20-21).

Em Jesus contemplamos um Deus que não teme a história e que, pelo contrário, vem habitar nela. O seu Reino não retira os cargos nem as responsabilidades humanas. Porém, pede que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6,33). Neste sentido, chama a atenção o elogio que essas mesmas pessoas dirigem a Jesus, ainda que movidas por más intenções: «Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências» (Mt 22,16).

Caríssimos, é precisamente este o perfil de quem “dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem. Roguemos ao Senhor que nos ajude a ser assim. E confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria.

O tributo a César
(Leopold Layer)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Fotos da Missa pelas famílias no Vaticano (2026)

Na manhã da quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o Cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, novo Decano do Colégio Cardinalício, celebrou a Missa na Praça de São Pedro no encerramento de um encontro por ocasião dos 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Foi celebrada a Missa “pela família” (formulário n. 12 das Missas para diversas necessidades) com suas orações e leituras, como é possível ver no livreto da celebração.

O Cardeal Tagle, que substituiu o Papa devido à sua hospitalização para uma cirurgia no pulmão, foi assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

O Patriarca da Igreja Católica Caldeia, Polis III Nona, eleito no dia 12 de abril deste ano, concelebrou a Missa como manifestação da sua “comunhão eclesiástica” com o Bispo de Roma [1].

Incensação

Ritos iniciais

Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Missa pelas famílias (2026)

Santa Missa no 10º Aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A homilia foi lida pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, Decano do Colégio Cardinalício, que presidiu a celebração em nome do Papa.
Foi celebrada a Missa “pela família” com as seguintes leituras: 1Cor 12,31–13,13; Sl 99; Jo 15,12-17.

«A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja» (Francisco, Exortação Apostólica Amoris laetitia, 19 de março de 2016, n. 1). Foi assim que, há dez anos, o Papa Francisco iniciou a Exortação Apostólica Amoris laetitia (AL).

Celebramos hoje a Eucaristia apresentando ao Senhor os frutos do trabalho que, durante este período, foi realizado sobre o Documento, procurando assimilar a sua riqueza e pôr em prática as suas orientações pastorais.

A este respeito, a Liturgia de hoje nos oferece alguns pontos de reflexão. Na 1ª Leitura, ouvimos o “hino à caridade” de São Paulo (1Cor 12,31–13,13), que o quarto capítulo da Exortação coloca na base de uma rica meditação sobre as virtudes do matrimônio cristão, uma união «afetiva, espiritual e oblativa» (AL, n. 120), ícone do amor de Deus (cf. n. 121). Com efeito, é por meio desses valores que os cônjuges, à imagem da Trindade e com a ajuda da graça, crescem lado a lado, dia após dia, amadurecendo cada um na sua própria singularidade e, simultaneamente, concretizando aquela semelhança mútua que cresce através do «projeto estável de partilhar e construir juntos toda a existência» (n. 123). Assim, a verdadeira alegria do amor é uma lenta fusão, na qual a peculiaridade de cada um floresce, na doação, através da presença do outro.


O Apóstolo, aliás, dirigia as suas palavras a uma comunidade rica em dons e carismas (cf. 1Cor 12,4-11), mas que precisava amadurecer na caridade. Ele recordava aos coríntios que o homem sem esta caridade, mesmo com todos os talentos recebidos, é «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1Cor 13,1): uma voz desprovida de amor, um ouvido incapaz de levar mensagens ao coração, uma individualidade distante, fria e impenetrável.

Nós não fomos feitos para isso. O Salmo Responsorial também o recordou, definindo-nos como “povo” e “rebanho” de um Deus cujo amor e fidelidade são eternos (cf. Sl 99, 5); um Senhor que ama sem hesitação, que nunca deixa de nos procurar, de depositar confiança em nós e de renovar a sua amizade conosco.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Novena de Nossa Senhora Aparecida (2026)

De 03 a 11 de outubro de 2026 o Santuário Nacional de Aparecida acolheu a tradicional novena em preparação para a Solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil.

Como de costume, as novenas foram celebradas na forma de uma Liturgia da Palavra seguida pela exposição e bênção do Santíssimo Sacramento, sendo presididas por Bispos de todo o país:

1º dia: 03 de outubro
Dom Francisco Biasin, Bispo Emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ)

Imagem de Nossa Senhora Aparecida
Incensação
Homilia

2º dia: 04 de outubro
Dom Rogério Augusto das Neves, Bispo Auxiliar de São Paulo (SP)

Procissão com o Livro dos Evangelhos
Homilia

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Profissões religiosas em Jerusalém (2026)

Na tarde do domingo, 11 de outubro de 2026, após as celebrações da Solenidade de São Francisco de Assis, onze religiosos realizaram sua Profissão perpétua na Ordem dos Frades Menores durante a Missa presidida pelo Ministro Geral, Padre Massimo Fusarelli, na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém.

Quatro dos religiosos franciscanos fazem parte da Custódia da Terra Santa, enquanto os demais são de outras Províncias da Ordem (Indonésia, República Democrática do Congo e Moçambique) e se encontram em Jerusalém por motivos de estudo.

Incensação da imagem de São Francisco
Ritos iniciais

Homilia
Ladainha de Todos os Santos

Ângelus: XXVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 11 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, no Evangelho, Jesus fala da festa de casamento que um rei preparou para o seu filho (cf. Mt 22,1-14).

O matrimônio de um filho é um momento especial em qualquer família, e esse pai, cheio de felicidade, quer partilhar a sua alegria com todos. Oferece um banquete e convida muita gente. A este respeito, São Tomás de Aquino afirma que o bem, por natureza, tende a difundir-se: «Bonum dicitur diffusivum sui» (Suma Teológica, I, q. 5 a. 4, ad 2). Também nos fala dessa realidade a imagem utilizada na nossa história, partindo de um contexto específico da vida. Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.

No entanto, diante de uma oferta tão bonita, os convidados, em vez de se juntarem à festa, recusam-se a ir, preferindo continuar nos seus afazeres. Alguns, incomodados, insultam e chegam mesmo a matar os mensageiros do rei. Infelizmente, isso também acontece: nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, por vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve nos desanimar. Perante a recusa, o rei não anula o casamento nem cancela as celebrações; pelo contrário, alarga o convite a um número ainda maior de pessoas, enviando os seus servos a chamá-las pelas ruas, para que a alegria dos noivos seja um dom para todos.

Neste ponto, perguntemo-nos: quem representam os protagonistas desta história? São Jerônimo identifica o rei com o Pai dos Céus, o noivo com Jesus e a noiva com a Igreja (cf. Comentário a Mateus, Livro III, cap. 22). Entre os protagonistas, portanto, estamos também nós, escolhidos pelo Senhor para partilhar com Ele a nossa existência e para sermos, com Ele, portadores de vida. A festa de casamento é a nossa, e a sala do banquete são as nossas igrejas, as nossas casas, os lugares onde vivemos e onde o Filho do Rei, Jesus Cristo, volta todos os dias para nos declarar o seu amor, aguardando o nosso “sim”. É lá que o encontramos, revestidos, tal como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros.

A alegria que anunciamos, portanto, não é artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias. É um dom de Deus para a salvação do mundo.

Peçamos a Maria, Mãe do Senhor, que nos ajude a crescer nessa alegria, anunciando-a sempre e em toda parte com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida.

Parábola da festa de casamento
(Mosteiro de Ferapontov, Rússia)

Fonte: Santa Sé.