sexta-feira, 22 de maio de 2026

Regina Coeli: VI Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 10 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, no Evangelho (Jo 14,15-21), escutamos algumas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos durante a Última Ceia. Ao fazer do pão e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: «Se me amais, guardareis os meus mandamentos» (v. 15). Esta afirmação nos liberta de um equívoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justiça seria então condição para o amor de Deus. Pelo contrário, é o amor de Deus a condição para a nossa justiça. Observamos verdadeiramente os mandamentos, segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por nós, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus, portanto, são um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza.

Eis porque o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou (cf. Jo 13,34): é o amor de Jesus que gera em nós o amor. O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional; que não conhece nem “mas” nem “talvez”; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem tomar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, também nós podemos amar; e, quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros. Acontece como com a vida: só quem a recebeu pode viver, e assim só quem foi amado pode amar. Os mandamentos do Senhor, portanto, são uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação.

Precisamente porque nos ama, o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o «Espírito da Verdade» (Jo 14,17). É um dom que «o mundo não é capaz de receber» (ibid.) enquanto se obstinar no mal que oprime o pobre, exclui o fraco, mata o inocente. Quem, pelo contrário, corresponde ao amor que Jesus nutre por todos, encontra no Espírito Santo um aliado que nunca falha: «Vós o conheceis - diz Jesus -, porque Ele permanece junto de vós e estará dentro de vós» (ibid.). Então, podemos testemunhar sempre e em toda a parte Deus que é amor: esta palavra não significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte.

Ao nos oferecer o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: «Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós» (v. 20). Esta envolvente comunhão de vida desmente o Acusador, ou seja, o adversário do Paráclito, o espírito contrário ao nosso defensor. Com efeito, enquanto o Espírito Santo é força de verdade, este Acusador é «pai da mentira» (Jo 8,44), que deseja opor o homem a Deus e os homens entre si: precisamente o contrário do que faz Jesus, salvando-nos do mal e unindo-nos como povo de irmãos e irmãs na Igreja.

Caríssimos, cheios de gratidão por este dom, confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria, Mãe do Amor Divino.

Jesus com os Apóstolos durante a Última Ceia
(Eugène Burnand)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 3

Quase concluindo a publicação das Catequeses do Papa Leão XIV durante o Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, confira nesta postagem a quinta e a sexta meditações sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.5. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
Espiritualidade pascal e ecologia integral

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Neste Ano jubilar dedicado à esperança estamos refletindo sobre a relação entre a Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo atual, ou seja, os nossos desafios. Às vezes Jesus, o Vivente, quer perguntar também a nós: «Por que choras? A quem procuras?». Com efeito, os desafios não podem ser enfrentados sozinhos e as lágrimas são um dom de vida quando purificam os nossos olhos e libertam a nossa vista.

O evangelista João chama a nossa atenção para um detalhe que não encontramos nos outros Evangelhos: chorando junto ao túmulo vazio, Maria Madalena não reconheceu imediatamente Jesus Ressuscitado, mas pensou que fosse o guardião do jardim. Com efeito, já ao narrar o sepultamento de Jesus, no entardecer da Sexta-feira Santa, o texto era muito específico: «No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus» (Jo 19,41-42).

O Ressuscitado e Madalena no jardim
(Pieter van Lint)

Termina assim, na paz do sábado e na beleza de um jardim, a dramática luta entre trevas e luz desencadeada pela traição, a prisão, o abandono, a condenação, a humilhação e a morte do Filho, que «tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1). Cultivar e cuidar do jardim é a tarefa original (cf. Gn 2,15) que Jesus levou a cumprimento. A sua última palavra na cruz - «Tudo está consumado» (Jo 19,30) - convida cada um a reencontrar a mesma tarefa, a sua tarefa. Por isso, «inclinando a cabeça, entregou o espírito» (ibid.).

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Festa de Santo Estanislau em Cracóvia (2026)

Na tarde da sexta-feira, dia 08 de maio de 2026, o Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanisław Dziwisz, celebrou a Missa da Solenidade de Santo Estanislau, Bispo e Mártir, no altar que guarda suas relíquias na Catedral dos Santos Estanislau e Venceslau, a Catedral de Wawel [1].

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Liturgia da Palavra
Evangelho

terça-feira, 19 de maio de 2026

Visita do Papa à Catedral de Nápoles

Na tarde da sexta-feira, 08 de maio de 2026, após a Missa no Santuário de Pompeia no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV se dirigiu à Arquidiocese de Nápoles.

Destacamos nessa postagem seu encontro com o clero e os religiosos na Catedral Metropolitana da Assunção de Maria, o Duomo di Napoli, durante o qual o Papa venerou as relíquias de São Januário (†305), Bispo e Mártir, patrono da cidade e da Arquidiocese de Nápoles.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Aspersão dos presentes
Entrada do Papa
Oração diante do Santíssimo Sacramento
O Papa venera a relíquia do sangue de São Januário

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Fotos da Missa do Papa em Pompeia

Na manhã da sexta-feira, 08 de maio de 2026, dando início às suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa diante do Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário de Pompeia.

Primeiramente o Papa visitou o Santuário e rezou diante das relíquias do seu fundador, São Bartolo Longo (†1926), canonizado no dia 19 de outubro de 2025.

Seguiu-se a Missa de Nossa Senhora do Rosário (com suas orações e leituras) na Praça diante do Santuário, durante a qual Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

No final da Missa o Papa recitou a tradicional Súplica a Nossa Senhora de Pompeia (Supplica alla Madonna di Pompei), oração proposta por São Bartolo Longo e rezada no dia 08 de maio e no primeiro domingo de outubro.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Oração diante das relíquias de São Bartolo Longo
Missa: Procissão de entrada
Incensação do altar e da cruz

Homilia do Papa: Missa em Pompeia

Visita Pastoral a Pompeia e Nápoles (Itália)
Santa Missa e Súplica a Nossa Senhora de Pompeia
Homilia do Papa Leão XIV
Praça Bartolo Longo, Santuário de Pompeia
Sexta-feira, 08 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa de Nossa Senhora do Rosário [1].

Queridos irmãos e irmãs,
«A minha alma engrandece ao Senhor» (Lc 1,46). Estas palavras, com as quais respondemos à 1ª Leitura, brotam do coração da Virgem Maria quando apresenta a Isabel o fruto do seu ventre, Jesus, o Salvador. Depois dela, cantarão a Cristo Zacarias, pai de João Batista, e o idoso Simeão. Esses três cânticos marcam todos os dias o louvor da Igreja na Liturgia das Horas. São o olhar do antigo Israel, que vê cumpridas as suas promessas; são o olhar da Igreja Esposa, voltada para o seu Esposo divino; são implicitamente o olhar de toda a humanidade, que encontra resposta ao seu anseio de salvação.


Há cento e cinquenta anos, colocando a primeira pedra deste Santuário, no lugar onde a erupção do Vesúvio do ano 79 depois de Cristo tinha sepultado sob as cinzas os vestígios de uma grande civilização, protegendo-os durante séculos, São Bartolo Longo com a sua esposa, a condessa Marianna Farnararo De Fusco, lançaram as bases não só de um templo, mas de toda uma cidade mariana. Assim ele expressava a consciência de um desígnio de Deus, que São João Paulo II, falando neste lugar de graça no dia 07 de outubro de 2003, na conclusão do Ano do Rosário, relançou para o Terceiro Milênio, na perspectiva da nova evangelização: «Hoje, como nos tempos da antiga Pompeia, é necessário anunciar Cristo a uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e perde até mesmo a sua memória».

sábado, 16 de maio de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Ascensão do Senhor (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 24 de maio de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Ascensão do Senhor (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do encerramento do Consistório Extraordinário, isto é, a reunião com os Cardeais para refletir sobre a missão da Igreja no terceiro milênio.

Confira a seguir a homilia do Papa durante a celebração:

Solenidade da Ascensão do Senhor
Concelebração Eucarística no Encerramento do Consistório Extraordinário
Homilia do Papa João Paulo II
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 24 de maio de 2001

Senhores Cardeais,
Venerados irmãos no Episcopado,
Caríssimos irmãos e irmãs,
1. Estamos reunidos em torno do altar do Senhor para celebrar a sua Ascensão ao Céu. Escutamos as suas palavras: «Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas... até os confins da terra» (At 1,8). Há dois mil anos estas palavras do Senhor Ressuscitado impelem a Igreja a “fazer-se ao largo” na história, tornando-a contemporânea de todas as gerações, transformando-a no fermento de todas as culturas do mundo.


Voltamos a ouvi-las hoje para acolher com renovado fervor o mandato «Duc in altum!» - «Faz-te ao largo!», «Avança para águas mais profundas» - que um dia Jesus dirigiu a Pedro (cf. Lc 5,4): um mandato que desejei fazer ressoar em toda a Igreja na Carta Apostólica Novo millennio ineunte e que, à luz desta Solenidade litúrgica, adquire um significado ainda mais profundo. O “altum rumo ao qual a Igreja deve caminhar não é apenas um compromisso missionário mais vigoroso, mas antes ainda um empenho contemplativo mais intenso. Também nós somos convidados, como os Apóstolos, testemunhas da Ascensão, a fixar o olhar no rosto de Cristo, elevado no esplendor da glória divina.

Certamente contemplar o céu não significa esquecer a terra. Caso se apresentasse esta tentação, bastaria escutar novamente os «dois homens vestidos de branco» da passagem do Evangelho de hoje: «Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?» (At 1,11). A contemplação cristã não nos subtrai ao compromisso histórico. O “céu” da Ascensão de Jesus não é distância, mas ocultamento e custódia de uma presença que nunca nos abandona, até que Ele venha na glória. Entretanto, é a hora exigente do testemunho, para que em nome de Cristo «sejam anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações» (Lc 24,47).