sábado, 18 de julho de 2026

Ângelus: XIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 28 de junho de 2026

Irmãos e irmãs, bom domingo!
Também no Evangelho de hoje (Mt 10,37-42) escutamos algumas exortações de Jesus para vivermos o seguimento e sermos testemunhas do seu Reino. Não se trata de uma ação exterior, mas de nos dedicarmos totalmente a uma relação de amor com Ele. E para dar fruto, o amor requer pelo menos três coisas: o desapego, a perda e a acolhida.

Em primeiro lugar, o desapego. Jesus diz: «Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim» (v. 37). Quando começa a enviar os seus Apóstolos em missão, o Senhor deseja que eles sejam livres de qualquer vínculo. Mas é válido para todos que mesmo os afetos mais importantes encontram a sua plenitude graças ao amor que Cristo nos dá. Pensemos, por exemplo, na vida matrimonial: só é possível vivê-la plenamente “deixando” a casa dos pais (cf. Mt 19,6) para dedicar-se à relação conjugal. Pensemos também no crescimento dos filhos: só é possível ajudá-los a realizar-se e a ser felizes, educando-os a “caminhar com as próprias pernas” e a fazer as suas escolhas. Diz Santo Agostinho: «É doloroso separar-se daquilo que se ama. Mas mesmo o agricultor perde temporariamente o que semeia» (Sermão 330, 2). Só “perdendo” aquela semente, lançada à terra, é que poderá vê-la florescer.

Neste sentido, o amor é também perda. É difícil compreendê-lo, especialmente em um mundo no qual perder parece ser uma fraqueza e se vive obcecado por ter e possuir. O amor, porém, só produz fruto ao doar-se: quando estamos dispostos a perder um pouco do nosso “eu” para dar espaço ao outro, a perder um pouco de tempo para escutar um amigo, a perder um pouco de conforto para compartilhar uma situação de dificuldade. Quem conserva a vida apenas para si mesmo, diz o Evangelho, na realidade a perde (cf. v. 39), porque ela não se abre à alegria do amor e se torna estéril. Por isso Jesus nos convida a abraçar a Cruz: Ele se ofereceu, perdeu-se a si mesmo e, precisamente assim, pudemos receber a sua vida em abundância. Da mesma forma, se vivermos segundo a lógica do dom, também nós seremos capazes de gerar vida nova nas nossas relações.

Por fim, a acolhida. O amor, com efeito, se expressa em escolhas e ações concretas, em um empenho feito de pequenos gestos quotidianos, como oferecer um copo de água a quem tem sede (cf. v. 42). Jesus, enviando os seus discípulos à sua frente, lhes pede para irem sem provisões, isto é, para serem necessitados, pois assim poderão suscitar acolhida naqueles que encontrarem. Deste modo, acolhendo quem vem em nome de Jesus, se acolhe Ele e o Pai celeste que o enviou. O amor ao Senhor passa sempre pela acolhida dos irmãos.

Caríssimos, rezemos à Virgem Maria, que amou o seu Filho sabendo também perdê-lo: que ela nos ajude a ser testemunhas humildes e alegres do amor de Cristo.


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa com os Cardeais (2026)

Na manhã da sexta-feira, 26 de junho de 2026, o Papa Leão XIV celebrou no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa com os Cardeais presentes em Roma para o segundo Consistório Extraordinário deste ano, após a reunião de janeiro.

O Consistório Extraordinário, com efeito, é uma reunião dos Cardeais com o Papa para aconselhá-lo em assuntos importantes (cf. Código de Direito Canônico, cân. 353).

Pela homilia do Papa é razoável supor que foi celebrada a Missa “pela Igreja” com suas orações e leituras. Infelizmente não foi divulgado o livreto ou o vídeo da celebração.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz.

Procissão de entrada

Ritos iniciais
Homilia

Homilia do Papa: Missa com os Cardeais (2026)

Consistório Extraordinário - Missa com os Cardeais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 26 de junho de 2026

Caríssimos irmãos,
Estamos reunidos ao redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Viemos de todas as partes do mundo para celebrar esta Eucaristia: junto com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e difíceis.

Esta diversidade de sentimentos e de pensamentos agora se concentra, isto é, encontra o centro luminoso que é Cristo. Ele mesmo, em pessoa, se dirige a nós dizendo: «Eu sou a videira verdadeira» (Jo 15,1). Através de Jesus a graça e a verdade fluem na nossa vida (cf. Jo 1,17), renovando-nos interiormente: estes dons divinos são a seiva fecunda também do Consistório que hoje iniciamos. É o próprio Evangelho que estabelece a condição para que seja frutífero: «Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4). Por um lado, o Mestre nos adverte: «Sem mim nada podeis fazer» (v. 5); por outro, deseja que os seus discípulos deem «muito fruto» (v. 8). Sim, muito fruto: a graça de Deus não provoca atrofiamento em quem a acolhe, mas um desenvolvimento vigoroso. O Verbo eterno, com efeito, se fez homem para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Iniciada na fé, esta vida é ainda reforçada pela provação da poda, porque é cultivada pela solicitude do Pai.


Portanto, enquanto pedimos a Deus que nos conceda força e sabedoria, é significativo que o nosso Consistório tenha lugar nas vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Detemo-nos juntos nesta memória, que recorda as colunas da Igreja Católica e Romana, os dois missionários mártires cuja pregação se fundiu com a sua vida, a ponto de se tornarem parte das Sagradas Escrituras.

Ao escutarmos hoje as palavras de São Paulo aos coríntios, podemos notar a feliz consonância com aquelas do Evangelho. Com efeito, os diversos carismas, os ministérios e a atividade eclesiais são como que os ramos da única videira, isto é, do único Senhor (cf. 1Cor 12,4-6), que infunde o Espírito Santo na sua Igreja. A esta unidade orgânica corresponde o critério que torna bons e agradáveis todos esses serviços eclesiais: o critério do bem comum (cf. v. 7).

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Natividade de São João Batista na Terra Santa (2026)

Nos dias 23 e 24 de junho de 2026 a localidade de Ain Karem, na Terra Santa, acolheu as celebrações da Solenidade da Natividade de São João Batista.

Na tarde da terça-feira, dia 23, o Vigário da Custódia Franciscana da Terra Santa, Padre Ulise Zarza, presidiu as I Vésperas da Solenidade no Santuário de São João Batista no Deserto.

Na quarta-feira, dia 24, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa no Santuário de São João Batista na Montanha, que nos últimos anos passou por uma série de reformas.

23 de junho: I Vésperas

Oração das I Vésperas
Procissão até a Gruta de São João Batista
Incensação
Evangelho

24 de junho: Missa

Procissão de entrada

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Ângelus: XII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 21 de junho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Evangelho da Liturgia de hoje (Mt 10,26-33), Jesus, ao enviar os discípulos em missão, lhes dirige, entre outras coisas, esta exortação: «O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados!» (v. 27).

Ele estabelece uma ligação entre o que ouvimos “ao pé do ouvido”, isto é, no íntimo do coração, e aquilo que somos chamados a proclamar a todos, recordando-nos que o anúncio do Evangelho é, antes de tudo, a partilha de um encontro pessoal com Ele, único para cada um.

A força do apostolado, com efeito, para além de técnicas e instrumentos, se baseia na ação do Espírito Santo em nós e na autenticidade da nossa resposta. Santo Tomás de Aquino se referia à pregação como a transmissão aos outros daquilo que contemplamos: «contemplata aliis tradere» (cf. Suma Teológica, III, q. 40, a. 1, ad 2).

E não devemos pensar que a contemplação seja uma experiência exclusiva, reservada a alguns santos ou aos monges e eremitas. Todos nós podemos fazê-la, esforçando-nos por reservar, entre as ocupações do nosso dia-a-dia, momentos de quietude nos quais nos colocamos em silêncio diante de Deus, para ouvir a sua voz, confiar-lhe as nossas alegrias e preocupações, examinar com Ele a nossa vida. Isto nos torna cada vez mais pessoas de uma fé sólida e consciente e, consequentemente, apóstolos credíveis e livres, homens e mulheres capazes de refletir a luz do Evangelho em cada ambiente e em cada situação da vida, e de testemunhá-lo mesmo onde o seu valor não é compreendido ou aceito.

São Mateus, autor da passagem bíblica a que nos referimos, escrevia para comunidades que não tinham uma vida fácil. Deviam enfrentar hostilidades e perseguições, como acontece ainda hoje a tantos cristãos em vários lugares do mundo, e a tentação de desanimar e de se deixar vencer pelo cansaço ou pelo medo era grande.

Como naquela época, também hoje é um desafio permanecer fiéis aos ensinamentos de Jesus e anunciar a sua Palavra: responder ao ódio com o amor, à arrogância com a mansidão, ao desânimo com a perseverança. Por isso, é necessário que aprofundemos as raízes da nossa fé e a nossa missão em uma relação intensa com Ele (cf. Francisco, Exortação Apostólica Evangelii gaudium, n. 8). Esta relação nos dá a força para não desistirmos e para continuarmos a transmitir a todos, em cada circunstância, a sua mensagem de esperança, de amor e de paz. O mundo precisa tanto disso!

Que a Virgem Maria nos ajude a ser discípulos missionários do Senhor Jesus, cada um segundo a sua vocação.


Fonte: Santa Sé.

Ordenações Diaconais em Jerusalém (2026)

Na manhã do domingo, 21 de junho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, presidiu a Missa para a Ordenação Diaconal de dez religiosos da Ordem dos Frades Menores (franciscanos) na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém, sede da Custódia Franciscana da Terra Santa.

Foi celebrada a Missa Ritual das Ordenações com as leituras do dia (XII Domingo do Tempo Comum - Ano A).

Note-se em algumas fotos o altar lateral com a imagem e a relíquia de Santo Antônio de Pádua, patrono da Custódia da Terra Santa, cuja Solenidade foi celebrada no dia 13 de junho.

Procissão de entrada
Incensação
Liturgia da Palavra
Homilia
Promessa de obediência

terça-feira, 14 de julho de 2026

Fotos da Celebração do Papa em Pavia

Na tarde do sábado, 20 de junho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV presidiu uma Celebração da Palavra e venerou as relíquias de Santo Agostinho na Basílica de São Pedro “in Ciel d’Oro” em Pavia (Itália).

O primeiro Papa a visitar a Basílica foi Bento XVI no dia 22 de abril de 2007, acolhido na ocasião pelo Padre Robert Francis Prevost, então Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, que agora retornou como Leão XIV.

A Celebração da Palavra centrou-se na leitura de 1Pd 2,4-10. Após a homilia do Papa foi entoado um hino em honra de Santo Agostinho, durante o qual Leão XIV venerou as relíquias do Doutor de Hipona e acendeu uma lâmpada comemorativa.

Entrada do Papa
Veneração da cruz

Oração diante do altar e das relíquias de Santo Agostinho