sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Missa do I Domingo da Quaresma em Roma (2026)

Na manhã do dia 22 de fevereiro de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do I Domingo da Quaresma (Ano A) durante a Visita Pastoral à Paróquia do Sagrado Coração de Jesus a Castro Pretorio (Sacro Cuore di Gesù a Castro Pretorio).

Essa foi a segunda de cinco Visitas Pastorais realizadas pelo Papa a Paróquias da Diocese de Roma, uma de cada Setor Pastoral. A Basílica do Sagrado Coração de Jesus, assistida pelos Salesianos de Dom Bosco, corresponde ao Setor Centro [1].

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Procissão de entrada


Ósculo do altar
Sinal da cruz

Homilia do Papa: I Domingo da Quaresma - Ano A (2026)

Visita Pastoral
Homilia do Papa Leão XIV
Paróquia do Sagrado Coração de Jesus a Castro Pretorio (Roma)
Domingo, 22 de fevereiro de 2026

Foi celebrada a Missa do I Domingo da Quaresma (Ano A).

Caríssimos irmãos e irmãs,
Há alguns dias, com o rito das Cinzas, demos início ao caminho quaresmal. A Quaresma é um tempo litúrgico intenso, que nos oferece a ocasião de redescobrir a riqueza do nosso Batismo, para viver como criaturas plenamente renovadas graças à Encarnação, Morte e Ressurreição de Jesus.

A 1ª Leitura e o Evangelho que ouvimos (Gn 2,7-9.3,1-7; Mt 4,1-11), em diálogo entre si, ajudam-nos a redescobrir precisamente o dom do Batismo como graça que encontra a nossa liberdade. A narração do Gênesis leva-nos à nossa condição de criaturas, postas à prova não tanto por uma proibição, como muitas vezes se pensa, mas por uma possibilidade: a possibilidade de uma relação. O ser humano é livre para reconhecer e aceitar a alteridade do Criador, que reconhece e aceita a alteridade das criaturas. Para impedir esta possibilidade, a serpente insinua a presunção de poder anular todas as diferenças entre as criaturas e o Criador, seduzindo o homem e a mulher com a ilusão de se tornarem como Deus. Satanás os impele a apoderar-se de algo que - diz assim - Deus queria negar-lhes para mantê-los sempre em condição de inferioridade. Este cenário do Gênesis é uma obra-prima insuperável, que representa o drama da liberdade.


O Evangelho parece responder ao antigo dilema: posso realizar a minha vida em plenitude, dizendo “sim” a Deus? Ou, para ser livre e feliz, devo me libertar d’Ele?

No fundo, a cena das tentações de Cristo aborda esta dramática interrogação. Leva-nos a descobrir a verdadeira humanidade de Jesus que, como ensina a Constituição conciliar Gaudium et spes, revela o homem a si mesmo: «O mistério do homem só se esclarece verdadeiramente no mistério do Verbo encarnado» (n. 22). Com efeito, vemos o Filho de Deus que, opondo-se às insídias do antigo Adversário, nos mostra o homem novo, o homem livre, epifania da liberdade que se realiza dizendo “sim” a Deus.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Memória da Coroação de Espinhos em Jerusalém (2026)

No dia 20 de fevereiro de 2026, Sexta-feira depois das Cinzas, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrou a Missa na igreja do Ecce Homo em Jerusalém, a qual integra o Convento das Irmãs da Congregação de Nossa Senhora de Sião (Congrégation de Notre-Dame de Sion), por ocasião da Comemoração da Coroação de Espinhos de nosso Senhor Jesus Cristo

Essa celebração remonta a uma antiga série de Missas votivas em honra da Paixão a serem celebradas nas sextas-feiras da Quaresma. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a devoção aos instrumentos da Paixão (Arma Christi).

Para saber mais sobre a igreja do Ecce Homo, por sua vez, confira a respectiva postagem da série sobre as Missas votivas da Terra Santa.

Abside da igreja do Ecce Homo (Jerusalém)
Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 5

Após as reflexões sobre os “encontros” e sobre as “parábolas” dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, o Papa concluiu a seção sobre a vida pública de Jesus com quatro meditações sobre as “curas”.

Confira nesta postagem as Catequeses sobre Bartimeu (Mc 10,46-52) e sobre o paralítico da Piscina de Betesda (Jo 5,1-9).

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 11 de junho de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.9. A vida de Jesus - As curas: Bartimeu (Mc 10,46-52)

Queridos irmãos e irmãs,
Com esta Catequese gostaria de orientar o nosso olhar para outro aspecto essencial da vida de Jesus, isto é, as suas curas. Por isso, vos convido a colocar diante do Coração de Cristo as vossas partes mais dolorosas ou frágeis, aqueles lugares da vossa vida onde vos sentis parados e bloqueados. Peçamos ao Senhor com confiança que ouça o nosso grito e nos cure!

O personagem que nos acompanha nesta reflexão ajuda-nos a compreender que nunca devemos abandonar a esperança, mesmo quando nos sentimos perdidos. Trata-se de Bartimeu, um homem cego e mendigo, que Jesus encontrou em Jericó (cf. Mc 10,46-52). O lugar é significativo: Jesus está a caminho de Jerusalém, mas inicia a sua viagem, por assim dizer, a partir do “submundo” de Jericó, uma cidade abaixo do nível do mar. Com efeito, com a sua morte, Jesus foi recuperar aquele Adão que caiu e que representa cada um de nós.

Jesus e Bartimeu, o cego de Jericó

Bartimeu significa “filho de Timeu”: descreve esse homem através de uma relação, mas ele está dramaticamente só. No entanto, este nome poderia significar também “filho da honra”, ou “da admiração”, exatamente o oposto da situação em que se encontra (é a interpretação dada também por Santo Agostinho em O consenso dos evangelistas, 2, 65, 125: PL 34, 1138). E dado que o nome é tão importante na cultura judaica, significa que Bartimeu não consegue viver o que é chamado a ser.

Além disso, ao contrário do grande movimento de pessoas que caminham atrás de Jesus, Bartimeu está parado. O evangelista diz que está sentado à beira do caminho e, portanto, precisa de alguém que o levante e o ajude a retomar a estrada.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Quarta-feira de Cinzas em Roma (2026)

Na tarde do dia 18 de fevereiro de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Quarta-feira de Cinzas na Basílica de Santa Sabina no Aventino (Roma).

Como de costume, a celebração tomou a forma das estações quaresmais, sendo precedida por uma procissão penitencial desde a igreja de Santo Anselmo no Aventino [1].

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ľubomír Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Início da celebração na igreja de Santo Anselmo

Procissão penitencial


Homilia do Papa: Quarta-feira de Cinzas (2026)

Santa Missa, Bênção e Imposição das Cinzas
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de Santa Sabina
Quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
No início de cada tempo litúrgico redescobrimos com alegria sempre renovada a graça de ser Igreja, comunidade convocada para escutar a Palavra de Deus. O profeta Joel chegou até nós com a sua voz que tira cada um do seu isolamento e faz da conversão uma urgência, ao mesmo tempo pessoal e pública: «Congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes» (Jl 2,16). Ele menciona pessoas cuja ausência não seria difícil justificar: as mais frágeis e menos capazes de participar em grandes reuniões. Depois, o profeta nomeia o esposo e a esposa: parece retirá-los da sua intimidade, para que se sintam parte de uma comunidade maior. Em seguida, é a vez dos sacerdotes, já presentes - quase por dever - «entre o vestíbulo e o altar» (v. 17); eles são convidados a chorar e a encontrar as palavras certas para todos: «Perdoa, Senhor, a teu povo!» (v. 17).


A Quaresma, também hoje, é um forte tempo de comunidade: «Congregai o povo, realizai cerimônias de culto» (Jl 2,16). Sabemos como é cada vez mais difícil reunir as pessoas e sentir-se povo, não de forma nacionalista e agressiva, mas na comunhão em que cada um encontra o seu lugar. Aqui ganha forma um povo que reconhece os próprios pecados, ou seja, reconhece que o mal não vem de presumíveis inimigos, mas que tocou os corações, que está dentro da própria vida e que deve ser enfrentado com assumindo corajosamente responsabilidades. Devemos admitir que se trata de uma atitude contracorrente, mas que constitui uma verdadeira opção, honesta e atraente, quando é tão natural declarar-se impotente diante de um mundo em chamas. Sim, a Igreja também existe como profecia de comunidades que reconhecem os seus pecados.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Missa do VI Domingo do Tempo Comum em Roma (2026)

Na tarde do dia 15 de fevereiro de 2026 o Papa Leão XIV celebrou a Missa do VI Domingo do Tempo Comum (Ano A) durante a Visita Pastoral à Paróquia de Santa Maria “Regina Pacis em Ostia (Santa Maria “Regina Pacis” a Ostia Lido).

Essa celebração dá início a uma série de cinco Visitas Pastorais realizadas pelo Papa a Paróquias da Diocese de Roma, uma de cada Setor Pastoral [1].

A Paróquia de Santa Maria “Rainha da Paz”, que integra o Setor Sul, é assistida pelos palotinos (Sociedade do Apostolado Católico). O brasão da Congregação, com efeito, pode ser visto em alguns paramentos e alfaias (como as dalmáticas e o conopeu diante do sacrário).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Procissão de entrada

Ósculo do altar
Incensação
Ritos iniciais