Na manhã do sábado, 04 de julho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa no Campo Esportivo “Arena” na ilha de Lampedusa (Itália), na Arquidiocese de Agrigento.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Homilia do Papa: Missa em Lampedusa
Visita Pastoral a Lampedusa
Santa Missa
Homilia do Papa Leão XIV
Campo Esportivo “Arena”
Sábado, 04 de julho 2026
Foi celebrada a Missa “pelos refugiados e exilados” com as seguintes leituras: Hb 13,1-3.14-16; Sl 106; Lc 10,25-37.
Queridos irmãos e irmãs,
Deus nos ama sempre primeiro. A beleza do mar, desta ilha e dos vossos
rostos é um reflexo da sua iniciativa gratuita: o amor nos precede, nos envolve
e nos congrega. Estou grato ao Senhor por poder visitar-vos, seguindo os passos
do Papa Francisco, que no dia 08 de julho de 2013 quis vir a
Lampedusa na sua primeira viagem como Sucessor de Pedro.
Como é sabido, os Apóstolos navegaram pelo Mediterrâneo e
experimentaram a hospitalidade dos habitantes das suas ilhas e costas, que há
milênios são uma encruzilhada de civilizações. O Evangelho ressoa onde os povos
se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experiências se
entrelaçam e as diversas culturas dialogam entre si. Em contrapartida, não ecoa
onde cada um faz de si mesmo uma ilha, onde o contato é evitado e o intercâmbio
é interrompido. Neste sentido, a parábola do Bom Samaritano, que acaba de ser
proclamada (Lc 10,25-37), descreve uma história em continuidade, e
a Encíclica Fratelli tutti nos ajudou a relê-la nas
circunstâncias históricas dramáticas em que ainda nos encontramos imersos. A
Palavra de Deus é sempre para o dia de hoje e nos conduz a um diálogo do qual
saímos transfigurados. Como responderemos, então, ao amor d’Aquele que nos amou
primeiro?
Caríssimos, hoje Lampedusa e Linosa se encontram em uma estrada tão
perigosa como aquela que descia de Jerusalém para Jericó. Aqui vistes não
apenas um, mas milhares de seres humanos que caíram nas mãos de salteadores que
lhes roubaram tudo, os espancaram cruelmente e se afastaram, deixando-os meio
mortos (cf. Lc 10,30). Os outros, aqueles que não
conseguiram chegar onde desejavam, acolheu-os o mar. Sentimos, no entanto, a
sua presença, que nos interpela não menos que a daqueles que desembarcaram,
necessitados de atenção e socorro. Antes de qualquer consideração intelectual e
convicção ideológica, o embate com quem jaz diante de nós, despojado de tudo, nos
convida à proximidade. A Carta aos Hebreus nos diz: «Lembrai-vos (...)
dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo» (Hb 13,3).
Trata-se do ponto central da parábola evangélica: fazemo-nos próximos, tornamo-nos
próximos (cf. Lc 10,36-37)!
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Ordenações Presbiterais em Jerusalém (2026)
Na manhã da quarta-feira, 01 de julho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrou a Missa da Solenidade do Preciosíssimo Sangue de Jesus na Basílica da Agonia do Senhor no Getsêmani em Jerusalém [1], durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a dez diáconos da Ordem dos Frades Menores (franciscanos).
Tradicionalmente as Ordenações Presbiterais em Jerusalém são celebradas no dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo. Este ano, porém, foram adiadas porque o Cardeal Pizzaballa estava em Roma para o Consistório Extraordinário.
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| Procissão de entrada |
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| O Patriarca espalha rosas vermelha sobre a Pedra da Agonia |
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| Imagem da Agonia do Senhor na entrada da Basílica |
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Ângelus: Solenidade de São Pedro e São Paulo (2026)
Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Irmãos e irmãs, bom dia!
Celebramos hoje a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros
de Roma. Esta festa recorda o vínculo originário que une, em uma comunhão de fé
e caridade, a Igreja que está em Roma a todas as outras Igrejas do mundo.
O testemunho destes dois Apóstolos é quase um selo do Novo
Testamento. O sangue derramado por eles nesta cidade revela até onde chega o
amor de Deus que o Senhor Jesus nos concedeu. Sim, foi graças à sua palavra e
ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em
Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do Império, a sua capacidade
de renovação: um novo conhecimento de Deus e da infinita dignidade de cada ser
humano, uma nova experiência da força, não como domínio, mas como serviço à
vida.
O Senhor, que morreu e ressuscitou por amor, ainda hoje se
torna presente nas suas testemunhas, chega aos centros e às periferias, às
capitais e às regiões mais remotas, através das vozes, dos rostos e das
escolhas corajosas daqueles que responderam ao seu convite: “Segue-me!”. Assim,
este dia de festa nos envolve na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do
próprio Jesus. Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em
nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e
se revele a sua força, que muda o mal em bem.
Caríssimos, talvez Pedro e Paulo não pudessem ter sido mais
diversos um do outro. Diversos na origem, na formação e no caráter; não só
antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os
uniformizou. O Evangelho é compreendido e anunciado com um sotaque específico
por cada um deles; e o Espírito Santo, ao inspirar os autores bíblicos, não
quis que ficassem escondidas as suas divergências, as quais na verdade nos são
narradas como uma boa nova. Todavia, no colégio dos Apóstolos, Pedro e Paulo
não foram adversários. Pelo contrário, tornaram-se quase o símbolo de muitas
outras diversidades que o único Espírito compõe em unidade. Assim, os
Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão, conhecendo-a,
servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O seu testemunho
contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se
orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação.
Por intercessão de São Pedro e São Paulo o Senhor nos
conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor
a serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que
desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no
diálogo atento e franco com todos.
Que Maria, Rainha dos Apóstolos, proteja sempre o Povo de
Deus, em Roma e no mundo inteiro.
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| São Pedro e São Paulo (José de Ribera) |
Fonte: Santa Sé.
terça-feira, 21 de julho de 2026
Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano (2026)
Na manhã da segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na Basílica Vaticana, durante a qual abençoou e impôs os pálios aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano.
Confira nossa postagem com a lista dos 35 Arcebispos que receberam o pálio clicando aqui.
O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.
Leão XIV endossou a casula vermelha que o Papa São João Paulo II recebeu como presente por ocasião dos 50 anos da sua Ordenação Presbiteral (novembro de 1996).
Como de costume, a celebração contou com a presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presidida pelo Metropolita de Calcedônia, Emmanuel Adamakis.
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| Imagem da entrega das chaves a Pedro |
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| Procissão de entrada |
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| Incensação da cruz e do altar |
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| Ritos iniciais |
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| Liturgia da Palavra |
Homilia do Papa: São Pedro e São Paulo (2026)
Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santa Missa e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, em uma única Solenidade, recordamos
São Pedro e São Paulo, padroeiros da cidade e da Diocese de Roma: um deles
escolhido por Jesus como pastor do seu rebanho e o outro eleito como Apóstolo
dos gentios. Neles veneramos duas colunas da Igreja.
Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece
muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os
irmãos. É ele quem, no lago da Galileia, depois de uma noite de trabalho
aparentemente inútil, diz ao Mestre: «Nada pescamos. Mas, em atenção à tua
palavra, vou lançar as redes» (Lc 5,5), e volta a fazer-se ao
largo, levando os outros consigo. É também ele que, quando muitos se afastam de
Jesus, após o duro discurso sobre o Pão da Vida, diz ao Messias: «A quem
iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6,68), e
permanece, com os outros Onze. É ainda ele que, em Cesareia, reconhece em Jesus
o Filho de Deus e se faz voz de todos na profissão da única fé, como ouvimos no
Evangelho (cf. Mt 16,13-19). Após a
Ressurreição, lançando-se à água e precedendo, a nado, os outros nas margens do
lago, é ele o primeiro a chegar até Cristo, para renovar humildemente o seu
amor e receber a confirmação da sua missão (cf. Jo 21,1-17).
E a esta missão, Pedro mantém-se fiel, mesmo
quando, por exemplo, em Jerusalém, a questão da admissão ao Batismo dos pagãos
não circuncisos corre o risco de dividir a comunidade. Ele reúne os irmãos, os escuta
e, por fim, guiado pelo Espírito Santo, toma a decisão, preservando a comunhão
e inaugurando uma nova era para todo o Povo de Deus. Afirma ele: «É pela graça
do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles» (At 15,11).
Esta grandeza de espírito não significa que
Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar
lágrimas sinceras de arrependimento (cf. Lc 22,54-62); e o próprio
Paulo, em diversas circunstâncias, repreende-o pela incoerência de alguns dos
seus comportamentos (cf. Gl 2,11-14). Porém, sabe
reconhecer os seus erros e arrepender-se, sem desanimar nem desistir da missão
de anunciar o Evangelho e reunir o rebanho de Cristo, chegando ao martírio, que
recebe precisamente aqui, em Roma, perto de onde nos encontramos.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Divina Liturgia: 25 anos da visita do Papa João Paulo II à Ucrânia
No domingo, 28 de junho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia junto à igreja da Natividade da Virgem Maria em Lviv (Ucrânia) em ação de graças pelos 25 anos da visita do Papa São João Paulo II à Ucrânia (23-27 de junho de 2001).
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