quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Gran Canária

Na tarde da quinta-feira, 11 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A) no Estádio de Gran Canária na cidade de Las Palmas de Gran Canária (Espanha).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 91-131 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada


Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Gran Canária

Viagem Apostólica à Espanha
Santa Missa em Gran Canária
Homilia do Papa Leão XIV
Estádio de Gran Canária
Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Foi celebrada a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A).

Queridos irmãos e irmãs,
Após um dia rico de encontros e partilhas, ao celebrar agora convosco esta Eucaristia antes de tudo desejo dar graças ao Senhor por tanto bem que aqui se faz quotidianamente, confiando-lhe o empenho de todos e, ao mesmo tempo, os sofrimentos dos quais esta terra é testemunha. Convido-vos também a rezar juntos, nesta Santa Missa, pelos irmãos e irmãs que perderam a vida no mar.

Com o pão e o vinho, tudo levamos ao Altar, ao entrarmos - através desta Celebração vespertina - na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a quem toda a Espanha está consagrada. Peçamos ao Senhor que, neste momento, estejam presentes em nós os mesmos sentimentos de humanidade, misericórdia e compaixão do Coração do Salvador.


Na nossa meditação, deixemo-nos ajudar pelas Leituras que acabamos de ouvir.

Na 1ª Leitura, Deus recorda aos israelitas a gratuidade com que os amou. Escolheu-os não porque tivessem privilégios, dons ou méritos particulares, mas por puro amor (cf. Dt 7,7-9), e continuará sempre a amá-los, mesmo que, pela dureza do seu coração, não correspondam aos seus sentimentos.

Esta é a caridade de Deus, na qual tem as suas raízes a nossa vocação ao amor, que não se baseia no cálculo, nem no mero sentimento, nem se reduz a simples filantropia, mas penetra todo o nosso ser: fogo para a alma, luz para a mente, impulso irresistível para a liberdade, paz e, ao mesmo tempo, tormento para o coração, que bate em sintonia com outros corações, envolvendo toda a pessoa. Porque amar é conatural ao homem, ou melhor, é condição para a plenitude da própria existência.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Barcelona

No fim da tarde da quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Basílica da Sagrada Família em Barcelona (Espanha), após a qual teve lugar a bênção da torre de Jesus Cristo [1], coincidindo com os 100 anos da morte do seu célebre arquiteto, o Venerável Antoni Gaudí (†1926).

Foi celebrada a Missa em ação de graças com leituras escolhidas especificamente para a ocasião, em vista da bênção da torre de Jesus Cristo.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 47-89 do Missal para a Viagem Apostólica).

A torre de Jesus Cristo ladeada por duas torres dos Apóstolos
O Papa reza diante da tumba de Gaudí na Cripta da Basílica
Procissão de entrada
Ósculo do altar
Incensação

Homilia do Papa: Missa em Barcelona

Viagem Apostólica à Espanha
Santa Missa em Barcelona
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica da Sagrada Família (Barcelona)
Quarta-feira, 10 de junho de 2026

Foi celebrada a Missa em ação de graças com leituras escolhidas especificamente para a ocasião, em vista da bênção da torre de Jesus Cristo: Ap 21,1-7; Sl 8; Jo 8,21-30.

«Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!» (Sl 8,2.10).
Com o louvor deste Salmo, tão cheio de alegria e admiração, saúdo todos vós, queridos irmãos e irmãs. Expresso o meu reconhecimento a Suas Majestades, agradeço ao Cardeal Juan José Omella, Arcebispo de Barcelona, bem como aos demais irmãos no Episcopado e a todos aqueles que se unem à nossa oração: sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas. Nesta tarde de festa para toda a cidade de Barcelona, estendo a minha grata saudação às autoridades públicas, assim como aos membros de outras comunidades cristãs e de outras religiões que participam na nossa ação de graças.

Hoje a Basílica da Sagrada Família nos acolhe nesta bela cidade, abrindo as suas portas como se fossem os seus braços para convidar cada um a este altar e a escutar a Palavra de Deus. É um templo que nos constitui em uma família amada pelo Senhor, alimentada pela sua própria vida na Eucaristia. Assim é com la ciutat comtal [cidade condal] e com toda a Catalunha que se reúnem neste templo, igualmente sinal de unidade e concórdia, e elevam o seu olhar para se encontrar com o rosto de Deus Pai, resplandecente no seu Filho que se fez homem, Jesus Cristo.


Enquanto damos graças ao Senhor pela sua caridade para conosco, o louvamos pelo que Ele realiza em nossas vidas. Damos graças, em particular, por esta extraordinária Basílica, que o Papa Bento XVI consagrou em 2010, recordando que é um sinal visível do Deus invisível, para cuja glória se erguem as suas torres (cf. Homilia na Dedicação da Basílica da Sagrada Família, 07 de novembro de 2010). Dando continuidade à oração do meu Predecessor, dentro de alguns momentos abençoarei a torre mais alta, a de Jesus Cristo.

Esta igreja é um edifício único, composto por muitas pedras. Uma casa que cresce com constância ao longo dos anos, seguindo um mesmo projeto. Todos nós somos as pedras vivas desta obra, que tem Cristo como fundamento e ápice, princípio e fim. Muito mais que um monumento, a Basílica da Sagrada Família continua sendo hoje uma obra em construção, que nos recorda como a vida cristã é sempre um caminho, porque se trata de um projeto que é levado a cabo por Deus.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Fotos do Rosário na Abadia de Montserrat

Na manhã da quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV presidiu a oração do terço do rosário na Basílica de Santa Maria de Montserrat (Espanha), igreja principal da Abadia beneditina de Montserrat [1].

Foram recitados os mistérios gloriosos do rosário, seguidos pelo canto da Ladainha da Virgem Maria, o discurso do Papa e a bênção, concluindo com um canto final em honra da “Moreneta”.

Leão XIV foi assistido pelo seu Secretário, Monsenhor Edgard Iván Rimaycuna Inga.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Acolhida do Bispo Diocesano e do Abade beneditino
Oração do rosário

Fotos da Vigília de oração em Barcelona

No fim da tarde da terça-feira, 09 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, presidiu uma Vigília de oração no Estádio Olímpico de Barcelona (Espanha).

No início da Vigília foi entronizada a cruz (réplica daquela realizada pelo escultor Francesc Fajula para a Basílica da Sagrada Família). Seguiu-se um diálogo com os jovens, intercalado por cantos, o Evangelho (Jo 3,14-17) e a homilia do Papa.

A Vigília concluiu-se com o Creio, as Preces, o Pai nosso, a bênção e um canto final em honra da Virgem Maria.

Entrada do Papa
Acolhida do Arcebispo de Barcelona
Monição antes da entrada da cruz
Entronização da cruz

domingo, 28 de junho de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: São Pedro e São Paulo (2006)

Há 20 anos, no dia 29 de junho de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos, na Basílica Vaticana.

Recordamos aqui sua homilia (centrada na missão de Pedro) e sua meditação durante a oração do Ângelus na ocasião:

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Concelebração Eucarística e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Bento XVI
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 29 de junho de 2006

1. «Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja» (Mt 16,18). O que o Senhor diz exatamente a Pedro com estas palavras? Que promessa lhe faz com elas e que tarefa lhe confia? E o que diz a nós - ao Bispo de Roma, que está na Cátedra de Pedro, e à Igreja de hoje?

Se quisermos compreender o significado das palavras de Jesus, é útil recordar que os Evangelhos nos narram três situações diversas nas quais o Senhor, cada vez de um modo particular, transmite a Pedro a tarefa que deverá realizar. Trata-se sempre da mesma tarefa, mas, pela diversidade das situações e das imagens usadas, torna-se mais claro para nós o que queria e o que quer dele o Senhor.


2. No Evangelho de Mateus que ouvimos há pouco, Pedro faz sua profissão de fé a Jesus, reconhecendo-o como Messias e Filho de Deus. Com base nisso lhe é conferida sua tarefa particular mediante três imagens: a da rocha que se torna pedra fundamental ou pedra angular, a das chaves e a de ligar e desligar. Neste momento não pretendo interpretar mais uma vez estas três imagens que a Igreja, ao longo dos séculos, explicou sempre de novo; desejaria antes chamar a atenção para o lugar geográfico e o contexto cronológico destas palavras.

A promessa é feita junto às fontes do rio Jordão, na fronteira da terra judaica, nos confins com o mundo pagão. O momento da promessa marca uma virada decisiva no caminho de Jesus: agora o Senhor se encaminha para Jerusalém e, pela primeira vez, diz aos discípulos que este caminho rumo à Cidade Santa é o caminho rumo à Cruz: «Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia» (Mt 16,21).