segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Ângelus: XXVII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 04 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A parábola evangélica que é proclamada na Liturgia deste domingo fala da vida de Jesus e esclarece o sentido da sua missão (Mt 21,33-43). Ele é o Filho de Deus enviado ao mundo, mas rejeitado precisamente por aqueles que deveriam tê-lo acolhido de braços abertos. Aquele que veio para trazer a salvação recebe uma condenação; aquele que quer dar a vida é condenado à morte. Ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as tantas crueldades que assolam o mundo e a história dos povos, o ensinamento de Cristo revela a misericórdia cada vez maior do seu Pai.

Com efeito, essa rejeição violenta não quebra a vontade de Deus, que, na sua infinita justiça, transforma o mal em redenção: «A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular» (v. 42; cf. Sl 117,22). O próprio Jesus recorda essas palavras do Salmo, que celebra a obra maravilhosa realizada pelo Senhor: precisamente o rejeitado torna-se o alicerce que sustenta tudo. É assim que o Todo-Poderoso guia a história, socorrendo-nos em todas as nossas quedas: Deus nunca descarta a nossa vida!

De acordo com a imagem utilizada na parábola, a vinha a cultivar com justiça é a Igreja, que construímos ou prejudicamos com as nossas escolhas. A este respeito, precisamente hoje, no oitavo centenário da sua morte, desejo recordar um operário que trabalhou com grande fruto na vinha do Senhor: São Francisco de Assis, a quem o próprio Jesus pediu que reparasse a sua Igreja. Inspirado pelo Crucificado, Francisco antes de tudo edificou a sua própria vida sobre o alicerce de Cristo, partilhando a sua pobreza, a sua alegria e os seus sofrimentos, até o sinal místico dos estigmas. Homem de oração ardente, cheio de caridade para com todos, foi um exemplo para os primeiros frades que partilharam a sua ascese como condição autêntica para a reforma da Igreja. São Francisco a reparou em virtude da fé no Senhor Jesus, sanando as rachaduras da discórdia com o testemunho do amor fraterno.

Caríssimos, o carisma de São Francisco continua a dar frutos ainda hoje, após oito séculos: disso dão testemunho não só a grande e viva família franciscana, mas também os muitos dons que o seu legado espiritual difunde no Povo de Deus. Por isso, enquanto celebramos o Ano Jubilar Franciscano, imploremos com perseverança o dom da paz e nos comprometamos sinceramente a construir a concórdia entre os povos.

Que nos acompanhe sempre nesta obra a intercessão de Maria Santíssima, nossa Mãe, a quem agora nos dirigimos, espiritualmente unidos aos fiéis reunidos no Santuário de Pompeia para elevar a Súplica à Virgem do Santo Rosário.


Fonte: Santa Sé.

sábado, 17 de outubro de 2026

Fotos da Missa com a Gendarmeria Vaticana (2026)

No fim da tarde do sábado, 03 de outubro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa do XXVII Domingo do Tempo Comum (Ano A) na Gruta de Lourdes dos Jardins Vaticanos com a Gendarmeria Vaticana.

Essa celebração tradicionalmente tem lugar após a Festa de São Miguel Arcanjo, padroeiro do Corpo da Gendarmaria do Estado da Cidade do Vaticano, força policial responsável pela segurança da pequena nação.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. Destacamos que, como no ano passado, o Papa distribuiu a Comunhão Eucarística durante a Missa, gesto litúrgico que infelizmente foi “descontinuado” nas celebrações pontifícias nos últimos anos.

Ritos iniciais

Bênção com o Livro dos Evangelhos
Homilia

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Ordenações Diaconais em Milão (2026)

Na manhã do sábado, 03 de outubro de 2026, o Arcebispo de Milão (Itália), Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Missa em Rito Ambrosiano (próprio dessa Arquidiocese) na Catedral Metropolitana da Natividade da Virgem Maria, o Duomo de Milão, para a Ordenação Diaconal de 17 seminaristas, 11 da Arquidiocese e 06 do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (PIME).

Foi celebrada a Missa da Festa de São Francisco de Assis, Patrono da Itália, antecipada do dia 04.

Promessa de obediência

Ladainha de Todos os Santos
Imposição das mãos
Entrega das insígnias: Dalmática e estola

Ordenação do Bispo Auxiliar de Buchach (Ucrânia)

Na quinta-feira, 01 de outubro de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia em Rito Bizantino por ocasião da Festa da Proteção da Santíssima Mãe de Deus (Покрова Пресвятої Богородиці) na Catedral de São Pedro e São Paulo em Chortkiv (Ucrânia).

Durante a celebração teve lugar a Ordenação Episcopal de Dom Terentiy Vasyl Tsapchuk (Терентій Василь Цапчук), O.S.B.M., nomeado Bispo Auxiliar da Eparquia de Buchach (Ucrânia) e Titular de Horaea.

Os co-ordenantes foram Dom Dmytro Hryhorak (Дмитро Григорак), O.S.B.M., Bispo da Eparquia de Buchach, e Dom Teodor Martyniuk (Теодор Мартинюк), M.S.U., Arcebispo Metropolitano de Ternopil-Zboriv dos Ucranianos.

A Festa da Proteção (ou Intercessão) da Santíssima Mãe de Deus, às vezes referida simplesmente como Pokrov (Покров), é uma celebração própria do Rito Bizantino. Tem sua origem na cidade de Constantinopla, recordando o “véu” ou “manto” de proteção que a Virgem Maria havia estendido sobre os fiéis em momentos de necessidade.

Procissão de entrada

Profissão de fé do eleito

Litania da Paz

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Festa dos Santos Arcanjos em Cracóvia (2026)

Na tarde da terça-feira, 29 de setembro de 2026, o Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Dom Marek Jędraszewski, presidiu a Missa da Festa dos Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos, na Paróquia de São Miguel Arcanjo em Mszana Dolna (Parafia św. Michała Archanioła w Mszanie Dolnej).

Há um ano, no dia 28 de setembro de 2025, foi concedido à Paróquia de Mszana Dolna, na região montanhosa ao sul de Cracóvia, o título de Santuário Arquidiocesano de São Miguel Arcanjo.

Detalhe do altar-mor da Paróquia
Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Fotos da Missa do Papa em Metz (2026)

Na tarde da segunda-feira, 28 de setembro de 2026, concluindo sua Viagem Apostólica à França, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Catedral de Santo Estêvão em Metz.

Leão XIV, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, presidiu a Missa “pela conservação da paz e da justiça”, como é possível ver no Missal para a Viagem Apostólica (pp. 125-159).

Chegada do Papa à Catedral
Aspersão
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Procissão de entrada
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Metz (2026)

Viagem Apostólica à França
Santa Missa em Metz
Homilia do Papa Leão XIV
Catedral de Santo Estêvão (Metz)
Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Foi celebrada a Missa “pela conservação da paz e da justiça” com as seguintes leituras: Is 32,15-18; Sl 84; Mt 5,38-48.

Queridos irmãos e irmãs,
É com grande alegria que presido esta Eucaristia, durante a qual confiamos ao Senhor o caminho da Comunidade diocesana de Metz e de toda a Europa. Nesta terra histórica do Mosela [1], que nunca deixou de ser um ponto de encontro de povos e que foi uma fronteira dolorosa na Europa, a promessa de Deus ressoa hoje com uma força singular.

Na 1ª Leitura (Is 32,15-18), o profeta Isaías fala da vinda do Reino de Deus em termos de direito, justiça e paz. Recorre a três imagens: o deserto, o jardim e a casa.

No deserto, lugar de sobriedade e silêncio, instaura-se o direito, ou seja, a lei que ajuda o homem a avançar no caminho do bem. Esta imagem austera nos recorda a importância do essencial e da simplicidade, que nos permitem atribuir o justo valor às coisas, formando-nos, ao mesmo tempo, para a renúncia e o sacrifício.


A segunda imagem é a do jardim, onde reina a justiça. Se o deserto é o lugar do essencial, o jardim é o lugar da beleza. Ali há água, as sementes brotam, os rebentos despontam e as flores desabrocham, cada uma com a sua graça particular. Este é o efeito de uma vida reta, que permite à pessoa realizar-se plenamente, aderindo em liberdade aos desígnios do Senhor.

A terceira imagem é a da casa, lugar de paz. Note-se que, se o deserto e o jardim são ambientes nos quais prevalece a ação de Deus, que faz germinar e crescer, a construção de uma casa, por outro lado, requer uma contribuição mais direta e importante por parte do homem, com o uso de forças e competências, através de um esforço comum: um autêntico trabalho de “canteiro de obras”. A paz, que é um dom de Deus, exige assim uma resposta por parte dos homens, em um esforço partilhado. Mais do que uma simples construção de pedras, a casa é um lugar de presença humana e de amor. Neste sentido, a palavra profética nos recorda que, em um mundo marcado pelos limites, a concórdia só se constrói na caridade, que sabe partilhar alegrias e dores, encorajar e perdoar, sem cálculos nem limites, como em uma família.