Há 25 anos, no dia 19 de março de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade de São José, Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, durante a qual conferiu a Ordenação Episcopal a nove Bispos. Confira sua homilia na ocasião:
Solenidade de São José
Concelebração Eucarística para a Ordenação de nove Bispos
Homilia do Papa João Paulo II
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 19 de março de 2001
1. «Eis o servo
fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a sua família» (cf. Lc 12,42).
Assim a Liturgia
de hoje nos apresenta São José, Esposo da Bem-aventurada Virgem Maria e
Guardião do Redentor. Ele, servo fiel e prudente, acolheu com obediente
docilidade a vontade do Senhor, que lhe confiou a “sua” família na terra, para
que cuidasse dela com dedicação quotidiana.
São José
perseverou nessa missão com fidelidade e amor. Por isso a Igreja o indica como singular modelo
de serviço a Cristo e ao seu misterioso desígnio de salvação. E o invoca
como especial padroeiro e protetor de toda a família dos que creem.
De modo especial, José é indicado hoje, no dia da sua festa, como o Santo sob
cujo eficaz patrocínio a Providência divina quis pôr as pessoas e o ministério dos
que são chamados a ser “pais” e “guardiões” no âmbito do povo cristão.
2. «Olha que
teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura» - «Por que me
procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?» (Lc 2,48-49).
Neste diálogo
simples e familiar entre a Mãe e o Filho, que ouvimos há pouco no Evangelho,
encontram-se as coordenadas da santidade de José. Elas correspondem
ao desígnio divino sobre ele, que, homem justo que era, ele soube
realizar com admirável fidelidade.
«Teu pai e eu
estávamos, angustiados, à tua procura», diz Maria. «Devo estar na casa
de meu Pai», responde Jesus. São precisamente estas palavras do Filho que
nos ajudam a compreender o mistério da “paternidade” de José. Recordando
aos pais o primado d’Aquele que chama “meu Pai”, Jesus revela a verdade do
papel tanto de Maria como de José. Ele é verdadeiramente “esposo” de
Maria e “pai” de Jesus, como ela afirma quando diz: «Teu pai e
eu estávamos à tua procura». Mas a sua esponsalidade e a sua paternidade são totalmente
relativas às de Deus. Eis o modo como José de Nazaré é chamado
a se tornar, por sua vez, discípulo de Jesus: dedicando a existência ao serviço
do Filho Unigênito do Pai e da Virgem Mãe, Maria.














