sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor no Vaticano (2026)

Na tarde da segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa da Apresentação do Senhor na Basílica de São Pedro por ocasião do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada.

A celebração teve início no átrio da Basílica com a bênção das velas. Seguiu-se a procissão até o altar da Confissão, onde a Missa prosseguiu como de costume.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

O Papa se dirige ao átrio da Basílica
Ritos iniciais

Aspersão das velas
Procissão

Homilia do Papa: Festa da Apresentação do Senhor (2026)

Festa da Apresentação do Senhor
30ª Dia Mundial da Vida Consagrada
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, hoje, na Festa da Apresentação do Senhor, o Evangelho nos fala de Jesus que, no Templo, é reconhecido e anunciado como o Messias por Simeão e Ana (cf. Lc 2,22-40). Apresenta-nos o encontro entre dois movimentos de amor: Deus que vem salvar o homem e o homem que, com fé vigilante, espera a sua vinda.

Da parte de Deus, ter sido Jesus apresentado no grande cenário de Jerusalém como filho de uma família pobre mostra-nos como Ele se oferece a nós, respeitando plenamente a nossa liberdade e partilhando totalmente a nossa pobreza. Com efeito, não há nada de coercitivo nas suas ações, mas apenas o poder desarmante da sua gratuidade desarmada. Por outro lado, da parte do homem, nos dois anciãos, Simeão e Ana, a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até os pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador. Assim, a poucos passos do “Santo dos Santos”, a Fonte da luz oferece-se como lâmpada para o mundo e o Infinito entrega-se ao finito, de uma forma tão humilde que quase passa despercebida.


Celebramos o XXX Dia da Vida Consagrada com base neste episódio, reconhecendo nele um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia» (Carta Apostólica às pessoas consagradas na proclamação do Ano da Vida Consagrada, 21 de novembro de 2014, II, 2). Queridos irmãos e irmãs, a Igreja vos pede para serdes profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho. Para usar as expressões de Malaquias, que ouvimos na 1ª leitura, ela exorta a que vos torneis, no vosso generoso “esvaziamento” pelo Senhor, braseiros para o fogo do Fundidor e vasos para a barrela do Lavadeiro (cf. Ml 3,1-3), para que Cristo, único e eterno Anjo da Aliança, presente também hoje entre os homens, possa fundir e purificar os corações com o seu amor, com a sua graça e com a sua misericórdia. E isto é o que sois chamados a fazer, em primeiro lugar, através do sacrifício da vossa existência, enraizados na oração e prontos a vos consumar na caridade (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 44).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Domingo das Bem-aventuranças na Terra Santa (2026)

No IV Domingo do Tempo Comum (Ano A) a Igreja de Rito Romano proclama o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12). Nessa ocasião o Santuário do Sermão da Montanha, próximo a Cafarnaum, celebra a Solenidade do seu titular, isto é, a Solenidade do Senhor que ensina as bem-aventuranças (De Domino, docente Beatitudines).

No dia 01 de fevereiro de 2026 a Missa da Solenidade foi presidida pelo Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, diante do Santuário do Sermão da Montanha, no alto do Monte das Bem-aventuranças:

Procissão de entrada

Incensação do altar e da cruz
Ritos iniciais

Ângelus: IV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 01 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Na Liturgia de hoje é proclamada uma esplêndida passagem da Boa Nova que Jesus anuncia a toda a humanidade: o Evangelho das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12a). Com efeito, elas são luzes que o Senhor acende na penumbra da história, revelando o projeto de salvação que o Pai realiza por meio do Filho, com o poder do Espírito Santo.

No monte, Cristo entrega aos discípulos a nova lei, não mais aquela escrita em pedras, mas nos corações: é uma lei que renova a nossa vida, tornando-a boa, mesmo quando para o mundo parece fracassada e miserável. Só Deus pode verdadeiramente chamar de bem-aventurados os pobres e os aflitos (vv. 3-4), porque Ele é o bem supremo que se doa a todos com amor infinito. Só Deus pode saciar aqueles que buscam paz e justiça (vv. 6.9), porque Ele é o justo juiz do mundo, autor da paz eterna. Só em Deus os mansos, os misericordiosos e os puros de coração encontram alegria (vv. 5.7-8), porque Ele é a realização da sua expectativa. Na perseguição, Deus é fonte de redenção; na mentira, é âncora da verdade. Por isso, Jesus proclama: «Alegrai-vos e exultai» (v. 12a).

Estas Bem-aventuranças permanecem um paradoxo apenas para aqueles que acreditam que Deus é diferente do modo como Cristo o revela. Quem espera que os prepotentes continuarão sempre senhores da terra, surpreende-se com as palavras do Senhor. Quem se acostuma a pensar que a felicidade pertence aos ricos, pode acreditar que Jesus é um iludido. Mas a ilusão está precisamente na falta de fé em Cristo: Ele é o pobre que partilha com todos a sua vida, o manso que persevera na dor, o construtor da paz perseguido até à morte na cruz.

É assim que Jesus ilumina o sentido da história: não aquela escrita pelos vencedores, mas a que Deus realiza salvando os oprimidos. O Filho olha para o mundo com o realismo do amor do Pai; do outro lado, como dizia o Papa Francisco, estão «os profissionais da ilusão. Não devemos segui-los porque eles são incapazes de nos dar esperança» (Ângelus, 17 de fevereiro de 2019). Deus, ao contrário, doa esta esperança em primeiro lugar a quem o mundo descarta como caso perdido.

Queridos irmãos e irmãs, as Bem-aventuranças tornam-se para nós então uma prova de felicidade, levando-nos a perguntar-nos se a consideramos como uma conquista que se compra ou um dom que se partilha; se a depositamos em objetos que se consomem ou em relações que nos acompanham. Na verdade, é “por causa de Cristo” (cf. v. 11) e graças a Ele que a amargura das provações se transforma na alegria dos redimidos: Jesus não fala de uma consolação distante, mas de uma graça constante que sempre nos sustenta, principalmente na hora da aflição.

As Bem-aventuranças exaltam os humildes e dispersam os soberbos (cf. Lc 1,51-52). Por isso, peçamos a intercessão da Virgem Maria, a serva do Senhor, que todas as gerações chamam bem-aventurada.

Sermão da Montanha, detalhe (Henrik Olrik)

Fonte: Santa Sé.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

São John Henry Newman inscrito no Calendário Romano Geral

No dia 03 de fevereiro de 2026 o Dicastério para o Culto Divino divulgou um Decreto sobre a inscrição de São John Henry Newman, Presbítero e Doutor da Igreja, no Calendário Romano Geral, a ser celebrado com o grau de Memória facultativa no dia 09 de outubro.

São John Henry Newman (†1890), com efeito, recebeu o título de Doutor da Igreja no dia 01 de novembro de 2025, no contexto do “Jubileu do Mundo da Educação”. Como os demais Doutores da Igreja, sua celebração passa a constar no Calendário Romano Geral, podendo ser celebrada por todas as comunidades de Rito Romano.


Confira o Decreto na íntegra, cujo início (incipit) remete a um célebre poema do Cardeal Newman: “Lux benigna” (Kindly light), isto é, “Luz gentil”.

Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos
Decreto sobre a inscrição da celebração de São John Henry Newman, Presbítero e Doutor da Igreja, no Calendário Romano Geral

A luz gentil da graça de Deus, que veio a este mundo para iluminar as nações (cf. Lc 2,32), conduziu John Henry Newman a encontrar a paz na Igreja Católica e fortaleceu-o de tal modo que pôde dizer: «Deus me criou para lhe prestar um serviço concreto. Sou participante desta grande obra; um elo de uma corrente, uma ligação entre as pessoas. Ele não me criou para nada». Com efeito, ao longo da sua longa vida o Cardeal Newman dedicou-se incansavelmente ao serviço da sua vocação, cumprindo o ministério da investigação intelectual, bem como da pregação e do ensino, e ainda do serviço aos pobres e aos últimos.

A sua mente viva deixou-nos monumentos duradouros de grande importância no campo teológico e eclesiológico, assim como composições poéticas e de devoção. A sua constante procura de sair das sombras e das imagens em direção à plenitude da verdade tornou-se exemplo para todos os discípulos do Senhor Ressuscitado. Assim, São John Henry, reconhecido de modo especial como guia resplandecente da Igreja peregrina ao longo da história, pode justamente ser enumerado entre os outros Santos Doutores inscritos no Calendário Romano Geral.

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 3

Dando início às reflexões sobre as “parábolas”, segunda parte da seção sobre a vida pública de Jesus dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, trazemos nesta postagem a última Catequese preparada pelo Papa Francisco antes da sua morte, sobre a parábola do pai misericordioso (Lc 15,11-32), e a primeira Catequese proferida pelo Papa Leão XIV após sua eleição, sobre a parábola do semeador (Mt 13,1-23).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 16 de abril de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.5. A vida de Jesus - As parábolas: O pai misericordioso (Lc 15,11-32)

Queridos irmãos e irmãs,
Depois de ter meditado sobre os encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho, a partir desta Catequese gostaria de refletir sobre algumas parábolas. Como sabemos, são relatos que retomam imagens e situações da realidade diária. Por isso tocam também a nossa vida. Provocam-nos. E pedem-nos que tomemos uma posição: onde eu estou nesse relato?

Comecemos com a parábola mais famosa, que todos nós conhecemos, talvez desde a infância: a parábola do pai e dos dois filhos (cf. Lc 15,11-32). Nela encontramos o coração do Evangelho de Jesus, isto é, a misericórdia de Deus.

O evangelista Lucas diz que Jesus conta essa parábola aos fariseus e escribas, que murmuravam porque Ele comia com os pecadores (vv. 1-3). Por isso, poderíamos dizer que se trata de uma parábola dirigida àqueles que se perderam, mas não o sabem e julgam os outros.

O retorno do filho pródigo (Rembrandt)
(Obra mencionada pelo Papa na Catequese)

O Evangelho quer nos confiar uma mensagem de esperança, porque nos diz que onde quer que tenhamos nos perdido, seja como for que tenhamos nos perdido, Deus vem sempre à nossa procura! Talvez tenhamos nos perdido como uma ovelha que se desviou do caminho para pastar ou que ficou para trás devido ao cansaço (cf. vv. 4-7). Ou talvez tenhamos nos perdido como uma moeda, que porventura caiu no chão e já não pode ser encontrada, ou que alguém colocou em algum lugar e já não se lembra onde (vv. 8-10). Ou talvez tenhamos nos perdido como os dois filhos desse pai: o mais novo, porque se cansou de estar em uma relação que lhe parecia demasiado exigente; mas o mais velho também se perdeu, pois não basta permanecer em casa se no coração houver orgulho e rancor.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Bênção de imagens nos Jardins Vaticanos

No início da tarde do sábado, 31 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV presidiu o rito da bênção de duas imagens nos Jardins Vaticanos: um mosaico representando a Virgem Maria através de oito devoções marianas do Peru e uma escultura de Santa Rosa de Lima.

Participaram da celebração dos Bispos do Peru presentes em Roma para a Visita Ad Limina Apostolorum.

Após os discursos dos responsáveis pela iniciativa, o Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, abençoou as duas imagens e proferiu um breve agradecimento aos presentes.

O Papa ouve os discursos
Saudação do Presidente da Conferência Episcopal Peruana
Bênção das imagens
Aspersão do mosaico da Virgem Maria
Aspersão da estátua de Santa Rosa de Lima