quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Ângelus: V Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 08 de fevereiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Depois de ter proclamado as Bem-aventuranças, Jesus dirige-se àqueles que as vivem, dizendo que, graças a eles, a terra já não é a mesma e o mundo já não está na escuridão. «Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo» (Mt 5,13-14). Com efeito, é a verdadeira alegria que dá sabor à vida e traz à luz o que antes não existia. Esta alegria se irradia de um estilo de vida, de um modo de habitar a terra e de viver juntos que deve ser desejado e escolhido. É a vida que resplandece em Jesus, o novo sabor dos seus gestos e das suas palavras. Depois de o termos encontrado, parece insípido e opaco tudo o que se afasta da sua pobreza de espírito, da sua mansidão e simplicidade de coração, da sua fome e sede de justiça, que despertam misericórdia e paz como dinâmicas de transformação e reconciliação.

O profeta Isaías apresenta uma lista de gestos concretos que põem fim à injustiça: repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres, os sem-abrigo, vestir quem vemos nu, sem esquecer os vizinhos e as pessoas da nossa casa (cf. Is 58,7). E continua o profeta: «Então tua luz brilhará como a aurora e tuas feridas não tardarão em cicatrizar-se» (v. 8). Por um lado, a luz, aquela que não se pode esconder, porque é grande como o sol que todas as manhãs afugenta as trevas; por outro lado, uma ferida, que antes ardia e agora está cicatrizando.

É doloroso, com efeito, perder o sabor e renunciar à alegria; no entanto, é possível ter esta ferida no coração. Jesus parece avisar quem o escuta, para que não renuncie à alegria. O sal que perdeu o sabor, diz Ele, «não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens» (Mt 5,13). Quantas pessoas - e talvez já tenha acontecido também conosco - se sentem descartáveis, imperfeitas. É como se a sua luz tivesse sido escondida. Jesus, porém, anuncia-nos um Deus que nunca nos descartará, um Pai que guarda o nosso nome, a nossa singularidade. Qualquer ferida, mesmo a mais profunda, será curada ao acolhermos a palavra das Bem-aventuranças e ao voltarmos a caminhar pela estrada do Evangelho.

Com efeito, são os gestos de abertura aos outros e de atenção que reacendem a alegria. Certamente que, na sua simplicidade, eles nos colocam em contracorrente. O próprio Jesus, no deserto, foi tentado por outros caminhos: afirmar a sua identidade, exibi-la, ter o mundo a seus pés. No entanto, rejeitou os caminhos em que perderia o seu verdadeiro sabor, o qual encontramos todos os domingos no Pão partido: a vida doada, o amor que não faz barulho.

Irmãos e irmãs, deixemo-nos alimentar e iluminar pela comunhão com Jesus. Sem qualquer tipo de ostentação, seremos como uma cidade sobre o monte, não apenas visível, mas também convidativa e hospitaleira: a cidade de Deus, onde, no fundo, todos desejam habitar e encontrar a paz. A Maria, Porta do Céu, dirijamos agora o nosso olhar e oração, para que nos ajude a nos tornarmos e permanecermos discípulos do seu Filho.


Fonte: Santa Sé.

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 4

Concluindo as reflexões sobre as “parábolas” dentro da seção sobre a vida pública de Jesus das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, o Papa Leão XIV meditou sobre as parábolas do samaritano (Lc 10,25-37) e dos trabalhadores da vinha (Mt 20,1-16):

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 28 de maio de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.7. A vida de Jesus - As parábolas: O samaritano (Lc 10,25-37)

Queridos irmãos e irmãs,
Continuemos a meditar sobre algumas parábolas do Evangelho que são uma ocasião para mudar de perspectiva e nos abrirmos à esperança. Às vezes, a falta de esperança deve-se ao fato de nos fixarmos em certo modo rígido e fechado de ver as coisas, e as parábolas nos ajudam a olhar para elas de outro ponto de vista.

Hoje gostaria de vos falar de uma pessoa experta, preparada, um doutor da Lei que, porém, deve mudar de perspectiva, porque está concentrado em si mesmo e não se dá conta dos outros (cf. Lc 10,25-37). Com efeito, ele interroga Jesus sobre o modo como se “recebe em herança” a vida eterna, usando uma expressão que a entende como um direito inequívoco. Mas por trás desta pergunta talvez se esconda precisamente uma necessidade de atenção: a única palavra sobre a qual pede explicações a Jesus é o termo “próximo”, que literalmente significa aquele que está perto.

O bom samaritano (Vincent van Gogh)

Por isso Jesus conta uma parábola que é um caminho para transformar aquela interrogação, para passar de quem me ama? a quem amou? A primeira é uma pergunta imatura, a segunda é a pergunta do adulto que compreendeu o sentido da sua vida. A primeira é a que pronunciamos quando nos colocamos de canto e esperamos, a segunda é a que nos impele a nos colocarmos a caminho.

Com efeito, a parábola que Jesus conta tem como cenário precisamente uma estrada, e é uma estrada difícil e impérvia, como a vida. É a estrada percorrida por um homem que desce de Jerusalém, a cidade na montanha, para Jericó, a cidade abaixo do nível do mar. É uma imagem que já prenuncia o que poderia acontecer: com efeito, ocorre que o homem é atacado, espancado, roubado e deixado quase morto. É a experiência que ocorre quando as situações, as pessoas, às vezes até aqueles em quem confiamos, nos tiram tudo e nos deixam no meio do caminho.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor em Kiev (2026)

Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, celebrou no dia 02 de fevereiro de 2026 a Divina Liturgia da Festa da Apresentação do Senhor na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Apesar de ser uma festa cristológica, note-se o uso de paramentos azuis, associados à Virgem Maria, destacando sua participação nesse mistério.

Para saber mais, confira nossa postagem sobre o simbolismo do ícone dessa festa.

O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Incensação
Evangelho
Homilia
Hino dos Querubins

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Apresentação do Senhor: Cracóvia e Milão (2026)

Nesta postagem, como fizemos em outras ocasiões, destacamos as celebrações da Festa da Apresentação do Senhor neste ano de 2026 nas Arquidioceses de Cracóvia (Polônia) e Milão (Itália):

Em Cracóvia a Missa da Festa foi celebrada pelo Arcebispo, Cardeal Grzegorz Ryś, na Basílica de Santa Maria em Cracóvia na tarde da segunda-feira, 02 de fevereiro:

Bênção das velas

Evangelho

Bênção com o Livro dos Evangelhos

Festa da Apresentação do Senhor em Budapeste (2026)

O Arcebispo de Esztergom-Budapeste (Hungria), Cardeal Péter Erdő, celebrou na tarde do dia 02 de fevereiro de 2026 a Missa da Festa da Apresentação do Senhor com a bênção das velas na Catedral Basílica da Assunção de Maria e Santo Adalberto em Esztergom:.


Bênção das velas

Procissão
Incensação da cruz

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor em Jerusalém (2026)

No dia 02 de fevereiro de 2026 o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu a Missa da Festa da Apresentação do Senhor na Co-Catedral do Santíssimo Nome de Jesus em Jerusalém.

A celebração teve início no pátio da Catedral com a bênção das velas e a procissão:

Ícone da Apresentação do Senhor
Bênção das velas
Aspersão
Procissão de entrada

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Festa da Apresentação do Senhor no Vaticano (2026)

Na tarde da segunda-feira, 02 de fevereiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa da Apresentação do Senhor na Basílica de São Pedro por ocasião do 30º Dia Mundial da Vida Consagrada.

A celebração teve início no átrio da Basílica com a bênção das velas. Seguiu-se a procissão até o altar da Confissão, onde a Missa prosseguiu como de costume.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

O Papa se dirige ao átrio da Basílica
Ritos iniciais

Aspersão das velas
Procissão