terça-feira, 3 de novembro de 2026

Festa da Virgem Maria, Rainha da Terra Santa (2026)

Na manhã do domingo, 25 de outubro de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, presidiu a Missa da Solenidade da Bem-aventurada Virgem Maria, Rainha da Palestina ou da Terra Santa (Regina Palestinae seu Terrae Sanctae), Padroeira do Patriarcado, junto do Santuário de Deir Rafat (Israel), seguida de uma procissão com a imagem da Virgem Maria [1].

Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais
“Ícone” da Virgem Maria

Ângelus: XXX Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 25 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Evangelho de hoje (Mt 22,34-40) o Senhor nos conduz, mais uma vez, ao centro da nossa fé. Querendo pôr Jesus à prova, um doutor da Lei lhe pergunta: «Qual é o maior mandamento da Lei?» (v. 36). O Mestre responde citando uma passagem do Deuteronômio: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento» (v. 37; cf. Dt 6,5). Cristo coloca a dimensão do amor como o ponto fundamental da relação com Deus. Realmente, não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal: o único Deus verdadeiro quer se tornar o nosso Deus.

No encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição. Na verdade, não se pode amar “por ordem de alguém”. O amor a Deus é uma exigência que faz parte do desejo do homem, que encontra a sua plena realização na comunhão com Ele. Por isso, o nosso amor só pode ser autêntico quando é uma resposta ao seu amor, que sempre nos precede. Daí a necessidade de uma totalidade que envolva integralmente a pessoa: coração, alma e mente.

Ao primeiro mandamento, o Senhor acrescenta um segundo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,39). Esta regra de vida surge de uma mesma fonte e, por isso, Jesus diz ser semelhante à primeira. A partir da relação íntima com Deus, nos tornamos capazes de olhar para nós mesmos e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo, segundo a sua perspectiva. Desta forma, o egoísmo é superado e até o amor a si mesmo se transforma em caridade: a nossa existência volta-se para o outro e torna-se um dom para quem está ao nosso lado.

Santa Teresa do Menino Jesus compreendeu bem. Escrevia ela: «Só o amor impele os membros da Igreja à ação; se esse amor se extinguisse, a Igreja já não anunciaria o Evangelho» (cf. Obras completas, Manuscrito B, 3vº, Roma, 1997, 223). Com efeito, sem o amor, a nossa fé ficaria desprovida do seu conteúdo, as nossas boas obras se reduziriam a moralismo e a nossa esperança seria vã.

Caríssimos, não podemos amar Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs. E não podemos amar verdadeiramente o nosso próximo senão como filhos do mesmo Pai, que em seu Filho Jesus nos amou primeiro.

Peçamos ao Senhor a graça de um coração novo, capaz de acolher e viver o grande mandamento. Que interceda por nós a Virgem Maria, em cujo coração imaculado nada mais há senão amor.

Jesus dialoga com os fariseus
(Jacob Jordaens)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

35 anos da eleição do Patriarca de Constantinopla (2026)

Na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla celebrou a Divina Liturgia na Catedral de São Jorge em Istambul (Turquia) por ocasião dos 35 anos da sua eleição.

Bartolomeu, com efeito, foi eleito 270º Patriarca de Constantinopla no dia 22 de outubro de 1991 e foi entronizado na Catedral de São Jorge no dia 02 de novembro do mesmo ano. Dentre os hierarcas das Igrejas Ortodoxas Bizantinas é aquele que exerce o ofício a mais tempo.

Eἰς πολλὰ ἔτη, Δέσποτα! Ad multos annos!

Entrada do Patriarca

Pequena Entrada
O Patriarca abençoa com o dikirion e o trikirion

Solenidade de São João Paulo II em Cracóvia (2026)

Na tarde da quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Grzegorz Ryś, celebrou a Missa no Santuário de São João Paulo II por ocasião da Solenidade do Papa polonês [1]:

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Evangelho

sábado, 31 de outubro de 2026

Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (2026)

No dia 18 de outubro de 2026, terceiro domingo de outubro, o Arcebispo de Milão (Itália), Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Missa em Rito Ambrosiano por ocasião da Solenidade do Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (Catedral Metropolitana da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria).

A partir do século IV duas igrejas se “revezavam” como Catedral de Milão: a Basílica de Santa Tecla no verão e a Basílica de Santa Maria Maior no inverno. A “passagem” do título de Catedral entre as igrejas era marcada pelo rito da “trasmigratio”, que tinha lugar na Páscoa e no mês de outubro.

As duas igrejas, porém, foram destruídas para dar lugar ao atual Duomo de Milão, dedicado por São Carlos Borromeu no terceiro domingo do mês de outubro de 1577.

Recentemente o rito da “trasmigratio” foi resgatado, na forma de uma entrada solene na Catedral no aniversário da sua dedicação:

Procissão de entrada

Rito da trasmigratio
O Arcebispo bate na porta do Duomo
A procissão entra na Catedral

Ângelus: XXIX Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 18 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho proclamado na Liturgia de hoje (Mt 22,15-21) nos coloca diante de uma das frases mais famosas de Jesus: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (v. 21). Por isso, é importante situá-la no contexto em que foi proferida originalmente.

O evangelista Mateus descreve uma situação hostil em relação a Jesus: os fariseus se reúnem para ver como apanhá-lo em contradição nas suas palavras (cf. v. 15). Decidem enviar algumas pessoas para interrogá-lo sobre uma questão controversa: «É lícito ou não pagar imposto a César?» (v. 17). A resposta do Mestre é astuta, pois o mantém fora da armadilha e desmascara a hipocrisia daqueles que querem fazê-lo cair. Pede-lhes a moeda do tributo, ou seja, um denário. Eles a dão, e Jesus diz: «De quem é a figura e a inscrição desta moeda?». Respondem-lhe: «De César». Então afirma: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (vv. 20-21).

Em Jesus contemplamos um Deus que não teme a história e que, pelo contrário, vem habitar nela. O seu Reino não retira os cargos nem as responsabilidades humanas. Porém, pede que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6,33). Neste sentido, chama a atenção o elogio que essas mesmas pessoas dirigem a Jesus, ainda que movidas por más intenções: «Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências» (Mt 22,16).

Caríssimos, é precisamente este o perfil de quem “dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem. Roguemos ao Senhor que nos ajude a ser assim. E confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria.

O tributo a César
(Leopold Layer)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Fotos da Missa pelas famílias no Vaticano (2026)

Na manhã da quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o Cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, novo Decano do Colégio Cardinalício, celebrou a Missa na Praça de São Pedro no encerramento de um encontro por ocasião dos 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Foi celebrada a Missa “pela família” (formulário n. 12 das Missas para diversas necessidades) com suas orações e leituras, como é possível ver no livreto da celebração.

O Cardeal Tagle, que substituiu o Papa devido à sua hospitalização para uma cirurgia no pulmão, foi assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

O Patriarca da Igreja Católica Caldeia, Polis III Nona, eleito no dia 12 de abril deste ano, concelebrou a Missa como manifestação da sua “comunhão eclesiástica” com o Bispo de Roma [1].

Incensação

Ritos iniciais

Liturgia da Palavra