sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ângelus: XVII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 26 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No centro do ensinamento de Jesus está o mistério do Reino de Deus, que o Evangelho de hoje compara a uma pérola e a um tesouro (cf. Mt 13,44-52). As parábolas dão a entender a surpresa de quem encontra algo que nem sequer podia esperar, a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho. Na verdade, os evangelistas, desde as primeiras páginas, descrevem o chamado de Jesus a segui-lo como irresistível: livre, certamente, mas urgente e capaz de suscitar uma resposta imediata e movida pelo desejo. Este é um primeiro e importante aspecto do modo como Deus está próximo e se deixa encontrar: o encontro com o seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo agora precisa mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos.

Há um segundo aspecto ao qual Jesus parece dar muita importância: quem encontra o tesouro escondido no campo é provavelmente um agricultor; a pérola, por sua vez, é reconhecida como sendo de grande valor por um negociante, talvez um viajante. Seguem-se outras duas parábolas, nas quais os protagonistas são pescadores e um escriba entendido em coisas velhas e novas. Existem outras, ainda, nas quais o Reino se deixa vislumbrar em uma mulher que amassa a farinha, em outra que arruma a casa, em um rei que prepara a guerra, em um homem que projeta construir uma torre, em administradores que gerem pagamentos ou investimentos, em pastores e agricultores. O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos - homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos - a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele.

Também hoje a Igreja é uma comunhão de pessoas diferentes quanto à sua origem, à cultura, às competências e ao nível de responsabilidade, mas todas chamadas a se reconhecerem como “um” em Jesus Cristo: é Ele o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos. Com efeito, desde o princípio, Jesus chamou e reuniu em torno de si pessoas que, de outro modo, nunca se teriam relacionado. Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado.

Irmãos e irmãs, só nos resta pedir um dom, o mesmo que o jovem rei Salomão invocou (cf. 1Rs 3,5.7-12). É o dom de distinguir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo. Enquanto a indústria do consumo nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração, temos que aprender a perceber o que realmente importa, o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós.

Que a intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, oriente para Jesus o nosso desejo de vida, para que se realize em plenitude.


Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Festa de Santa Maria Madalena em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 22 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa da Solenidade de Santa Maria Madalena na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém [1].

A celebração teve lugar no altar de Santa Maria Madalena, próximo à Edícula do Santo Sepulcro, no local do seu encontro com o Ressuscitado:

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais

Evangelho

Ângelus: XVI Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 19 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Após a parábola do semeador, Jesus continua a falar às multidões por meio de algumas imagens: o joio e o trigo, a semente de mostarda e o fermento na farinha (Mt 13,24-43).

Trata-se de três pequenas parábolas que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro. Com esses relatos, Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante. Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.

Irmãos e irmãs, com essas parábolas Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história. Às vezes esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente. Ele vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum. Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.

Esse estilo de Deus deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja. Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se - dizia o então Cardeal Ratzinger - de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas (cf. Discurso no Congresso dos Catequistas e dos Professores de Religião, 10 de dezembro de 2000). Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.

Oremos a Maria Santíssima, que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que ela nos sustente em nosso caminho e interceda por nós.


Fonte: Santa Sé.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dedicação de igreja em Jerusalém (2026)

Na manhã do sábado, 18 de julho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, presidiu a Missa para a Dedicação da igreja do Sagrado Coração de Jesus no Mosteiro das Clarissas em Jerusalém:

A capela após o rito da dedicação
Abertura das portas da igreja
Procissão de entrada

Aspersão da assembleia e das paredes da igreja

terça-feira, 28 de julho de 2026

Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro (2026)

Na manhã da quarta-feira, 15 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, celebrou a Missa da Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

A Basílica foi dedicada pela primeira vez em setembro de 335, celebração que deu origem à Festa da Exaltação da Santa Cruz. Porém, tendo passado por sucessivas restaurações, foi dedicada novamente no dia 15 de julho de 1149. Para saber mais sobre a história da Basílica, clique aqui.

Procissão de entrada
Incensação do altar dentro da Edícula
Ritos iniciais
Evangelho
Bênção com o Livro dos Evangelhos

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ângelus: XV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 12 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Na Liturgia de hoje o evangelista Mateus nos apresenta a parábola do semeador (Mt 13,1-23), que descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós.

O próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto (cf. Jo 12,24). É verdade que, às vezes, Ele encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então se desencadeiam milagres de amor capazes de mudar tudo, como também nós certamente já experimentamos na nossa vida. Por isso o Pai não desiste de semear, porque sabe que o poder do seu amor é mais forte do que a nossa fraqueza (cf. 2Cor 12,9-10).

É o que afirma São João Crisóstomo, referindo-se à “semente” da Palavra de Deus: «Como pode ser razoável semear entre espinhos, em terreno pedregoso, à beira do caminho? No caso das sementes e da terra, isso não seria razoável, mas no caso das almas e dos ensinamentos, isso é muito louvável» (Homilias sobre o Evangelho de Mateus, 44, 3). Na verdade, é possível que, nas mãos de Deus, «o terreno pedregoso se transforme, tornando-se terra fértil; que o caminho deixe de ser pisado e de estar exposto a todos os transeuntes, passando a ser solo fértil; que os espinhos sejam eliminados e as sementes desfrutem de uma situação de grande segurança» (ibid.).

A generosidade de Deus para conosco não é ingénua, mas sábia, e sabe aproveitar em nós a possibilidade de um bem que, por vezes, nem sequer percebemos. Por isso o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós mesmos, não deixa de acreditar em nós: naquilo que somos e naquilo em que podemos nos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé.

Assim, a partir da gratuidade e confiança com que a semente é lançada e da humildade e disponibilidade com que é recebida, crescem em nós e se difundem, como ensina São Paulo, os frutos do Espírito Santo: «caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência» (Gl 5,22-23). Como o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles!

Com efeito, especialmente nestes dias de férias, empenhemo-nos em dedicar tempo à escuta, à leitura e à meditação da Palavra de Deus, cultivando, junto ao descanso e à diversão saudável, momentos significativos de silêncio e oração. Retornaremos às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus.

Que Maria, Rainha dos Apóstolos e Estrela da Evangelização, nos ajude nisto.


Fonte: Santa Sé.

Confira também a meditação do Papa Leão XIV sobre a “parábola do semeador” na primeira Audiência Geral após sua eleição, no contexto do Jubileu Ordinário de 2025.

Divina Liturgia no Santuário de Zarvanytsia (2026)

Na manhã do domingo, 12 de julho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia no Santuário da Mãe de Deus de Zarvanytsia, na Arquieparquia de Ternopil-Zboriv (Ucrânia), por ocasião da tradicional peregrinação nacional dos fiéis ucranianos ao Santuário no mês de julho.

A celebração, precedida por um Moleben (Paraklesis) em honra da Mãe de Deus no fim da tarde do sábado, dia 11, concluiu o Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana, encontro anual dos Bispos desta Igreja sui iuris, que teve lugar junto ao Santuário de 01 a 10 de julho.

11 de julho: Moleben em honra da Mãe de Deus






12 de julho: Divina Liturgia