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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Viagem do Papa Leão XIV: França (2026)

De 25 a 28 de setembro de 2026 o Papa Leão XIV realiza a 5ª Viagem Apostólica do seu pontificado e a 3ª dentro da Europa, com destino à França [1].

Leão XIV será o quarto Papa da Era Moderna a visitar a República Francesa, após sete visitas de São João Paulo II (1980, 1983, 1986, 1988, 1996, 1997, 2004), uma de Bento XVI (2008) e três de Francisco (2014, 2023, 2024) [2].

Logotipo da Viagem

Programa da Viagem

Sexta-feira, 25 de setembro de 2026: Paris

Após sua chegada a Paris pela manhã, o Papa se encontra com o Presidente Emmanuel Macron e com as demais autoridades civis no Palácio do Eliseu (Palais de l'Élysée).

À tarde Leão XIV visita a sede da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), preside as Vésperas em honra da Virgem Maria com os Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e seminaristas na célebre Catedral de Notre-Dame de Paris e, por fim, participa de uma Vigília de oração com os jovens no Stade de France, um estádio na vizinha cidade de Saint-Denis.

Catedral de Notre-Dame de Paris

Sábado, 26 de setembro de 2026: Paris-Lourdes

Na manhã do sábado o Papa visita a “Maison Bakhita”, um centro de acolhida para migrantes em Paris e participa de um encontro com catecúmenos e neófitos no Instituto Católico de Paris.

No início da tarde, por sua vez, o Bispo de Roma preside a Missa votiva em honra da Virgem Maria na Praça da Concórdia (Place de la Concorde) em Paris, antes de partir para Lourdes.

Ao chegar no início da noite, Leão XIV se dirige à Gruta de Massabiele junto ao Santuário de Lourdes, local das supostas aparições da Virgem Maria a Santa Bernadette Soubirous em 1858, para um breve momento de oração e a entrega a rosa de ouro ao Santuário [3].

Gruta de Massabiele em Lourdes

Domingo, 27 de setembro de 2026: Lourdes

Pela manhã, após um encontro com os Bispos franceses em um espaço do Santuário, o Papa preside a Missa do XXVI Domingo do Tempo Comum diante do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Visitas Pastorais do Papa na Itália: 2026 (Parte 2)

No dia 08 de maio de 2026, um ano após sua eleição como Bispo de Roma, o Papa Leão XIV deu início às Visitas Pastorais dentro da Itália.

Na primeira parte destacamos as primeiras quatro Visitas: Pompeia e Nápoles, Acerra, Pavia e Sant’Angelo Lodigiano e Lampedusa. Nesta segunda parte, por sua vez, apresentaremos brevemente as próximas três Visitas Pastorais deste ano de 2026:

Leão XIV reza diante do túmulo de São Francisco de Assis
(20 de novembro de 2025)

5. ASSIS (06 de agosto)

Na quinta-feira, 06 de agosto de 2026, o Papa visita a cidade de Assis (Diocese de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino), na região da Úmbria, no centro da Itália.

O primeiro Papa da Era Moderna a visitar a cidade foi São João XXIII no dia 04 de outubro de 1962, às vésperas da abertura do Concílio Vaticano II.

São João Paulo II visitou Assis em seis ocasiões, entre Visitas Pastorais e visitas privadas (05 de novembro de 1978, 12 de março de 1982, 27 de outubro de 1986, 09-10 de janeiro de 1993, 03 de janeiro de 1998 e 24 de janeiro de 2002), destacando-se o encontro ecumênico e interreligioso de oração pela paz de 1986.

Bento XVI, por sua vez, visitou a cidade duas vezes (17 de junho de 2007 e 27 de outubro de 2011), enquanto Francisco a visitou em seis ocasiões (04 de outubro de 2013, 04 de agosto de 2016, 20 de setembro de 2016, 03 de outubro de 2020, 12 de novembro de 2021 e 24 de setembro de 2022).

Leão XIV na Basílica de Santa Maria dos Anjos
(20 de novembro de 2025)

O próprio Leão XIV já visitou Assis no dia 20 de novembro de 2025, quando rezou diante do túmulo do Poverello na Basílica de São Francisco e participou de um encontro com os Bispos italianos na Basílica de Santa Maria dos Anjos na Porciúncula.

Neste dia 06 de agosto o Papa participa de um encontro com os jovens peregrinos a Assis no contexto dos 800 anos da morte de São Francisco e celebra a Missa da Festa da Transfiguração do Senhor na Basílica de Santa Maria dos Anjos.

6. SAN MARINO (22 de agosto)

Embora seja um país independente, o território da República de San Marino integra a Diocese de San Marino-Montefeltro, na região da Emília-Romanha (Emilia-Romagna), no norte da Itália.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Lampedusa

Na manhã do sábado, 04 de julho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa no Campo Esportivo “Arena” na ilha de Lampedusa (Itália), na Arquidiocese de Agrigento.

O Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, celebrou a Missa “pelos refugiados e exilados” com suas orações e leituras.

Procissão de entrada
Incensação da cruz
Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Lampedusa

Visita Pastoral a Lampedusa (Itália)
Santa Missa
Homilia do Papa Leão XIV
Campo Esportivo “Arena” (Lampedusa)
Sábado, 04 de julho de 2026

Foi celebrada a Missa “pelos refugiados e exilados” com as seguintes leituras: Hb 13,1-3.14-16; Sl 106; Lc 10,25-37.

Queridos irmãos e irmãs,
Deus nos ama sempre primeiro. A beleza do mar, desta ilha e dos vossos rostos é um reflexo da sua iniciativa gratuita: o amor nos precede, nos envolve e nos congrega. Estou grato ao Senhor por poder visitar-vos, seguindo os passos do Papa Francisco, que no dia 08 de julho de 2013 quis vir a Lampedusa na sua primeira viagem como Sucessor de Pedro.

Como é sabido, os Apóstolos navegaram pelo Mediterrâneo e experimentaram a hospitalidade dos habitantes das suas ilhas e costas, que há milênios são uma encruzilhada de civilizações. O Evangelho ressoa onde os povos se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experiências se entrelaçam e as diversas culturas dialogam entre si. Em contrapartida, não ecoa onde cada um faz de si mesmo uma ilha, onde o contato é evitado e o intercâmbio é interrompido. Neste sentido, a parábola do Bom Samaritano, que acaba de ser proclamada (Lc 10,25-37), descreve uma história em continuidade, e a Encíclica Fratelli tutti nos ajudou a relê-la nas circunstâncias históricas dramáticas em que ainda nos encontramos imersos. A Palavra de Deus é sempre para o dia de hoje e nos conduz a um diálogo do qual saímos transfigurados. Como responderemos, então, ao amor d’Aquele que nos amou primeiro?


Caríssimos, hoje Lampedusa e Linosa se encontram em uma estrada tão perigosa como aquela que descia de Jerusalém para Jericó. Aqui vistes não apenas um, mas milhares de seres humanos que caíram nas mãos de salteadores que lhes roubaram tudo, os espancaram cruelmente e se afastaram, deixando-os meio mortos (cf. Lc 10,30). Os outros, aqueles que não conseguiram chegar onde desejavam, acolheu-os o mar. Sentimos, no entanto, a sua presença, que nos interpela não menos que a daqueles que desembarcaram, necessitados de atenção e socorro. Antes de qualquer consideração intelectual e convicção ideológica, o embate com quem jaz diante de nós, despojado de tudo, nos convida à proximidade. A Carta aos Hebreus nos diz: «Lembrai-vos (...) dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo» (Hb 13,3). Trata-se do ponto central da parábola evangélica: fazemo-nos próximos, tornamo-nos próximos (cf. Lc 10,36-37)!

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa com os Cardeais (2026)

Na manhã da sexta-feira, 26 de junho de 2026, o Papa Leão XIV celebrou no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa com os Cardeais presentes em Roma para o segundo Consistório Extraordinário deste ano, após a reunião de janeiro.

O Consistório Extraordinário, com efeito, é uma reunião dos Cardeais com o Papa para aconselhá-lo em assuntos importantes (cf. Código de Direito Canônico, cân. 353).

Pela homilia do Papa é razoável supor que foi celebrada a Missa “pela Igreja” com suas orações e leituras. Infelizmente não foi divulgado o livreto ou o vídeo da celebração.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz.

Procissão de entrada

Ritos iniciais
Homilia

Homilia do Papa: Missa com os Cardeais (2026)

Consistório Extraordinário - Missa com os Cardeais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 26 de junho de 2026

Caríssimos irmãos,
Estamos reunidos ao redor do altar do Senhor, junto ao túmulo de São Pedro, para dar início ao Consistório. Viemos de todas as partes do mundo para celebrar esta Eucaristia: junto com a nossa vida, ofereçamos a Deus as comunidades e os povos que trazemos no coração, bem como os projetos e as experiências pastorais, alegres e difíceis.

Esta diversidade de sentimentos e de pensamentos agora se concentra, isto é, encontra o centro luminoso que é Cristo. Ele mesmo, em pessoa, se dirige a nós dizendo: «Eu sou a videira verdadeira» (Jo 15,1). Através de Jesus a graça e a verdade fluem na nossa vida (cf. Jo 1,17), renovando-nos interiormente: estes dons divinos são a seiva fecunda também do Consistório que hoje iniciamos. É o próprio Evangelho que estabelece a condição para que seja frutífero: «Permanecei em mim e Eu permanecerei em vós» (Jo 15,4). Por um lado, o Mestre nos adverte: «Sem mim nada podeis fazer» (v. 5); por outro, deseja que os seus discípulos deem «muito fruto» (v. 8). Sim, muito fruto: a graça de Deus não provoca atrofiamento em quem a acolhe, mas um desenvolvimento vigoroso. O Verbo eterno, com efeito, se fez homem para que todos «tenham vida e a tenham em abundância» (Jo 10,10). Iniciada na fé, esta vida é ainda reforçada pela provação da poda, porque é cultivada pela solicitude do Pai.


Portanto, enquanto pedimos a Deus que nos conceda força e sabedoria, é significativo que o nosso Consistório tenha lugar nas vésperas da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo. Detemo-nos juntos nesta memória, que recorda as colunas da Igreja Católica e Romana, os dois missionários mártires cuja pregação se fundiu com a sua vida, a ponto de se tornarem parte das Sagradas Escrituras.

Ao escutarmos hoje as palavras de São Paulo aos coríntios, podemos notar a feliz consonância com aquelas do Evangelho. Com efeito, os diversos carismas, os ministérios e a atividade eclesiais são como que os ramos da única videira, isto é, do único Senhor (cf. 1Cor 12,4-6), que infunde o Espírito Santo na sua Igreja. A esta unidade orgânica corresponde o critério que torna bons e agradáveis todos esses serviços eclesiais: o critério do bem comum (cf. v. 7).

terça-feira, 14 de julho de 2026

Fotos da Celebração do Papa em Pavia

Na tarde do sábado, 20 de junho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV presidiu uma Celebração da Palavra e venerou as relíquias de Santo Agostinho na Basílica de São Pedro “in Ciel d’Oro” em Pavia (Itália).

O primeiro Papa a visitar a Basílica foi Bento XVI no dia 22 de abril de 2007, acolhido na ocasião pelo Padre Robert Francis Prevost, então Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, que agora retornou como Leão XIV.

A Celebração da Palavra centrou-se na leitura de 1Pd 2,4-10. Após a homilia do Papa foi entoado um hino em honra de Santo Agostinho, durante o qual Leão XIV venerou as relíquias do Doutor de Hipona e acendeu uma lâmpada comemorativa.

Entrada do Papa
Veneração da cruz

Oração diante do altar e das relíquias de Santo Agostinho

Homilia do Papa: Celebração da Palavra em Pavia

Visita Pastoral a Pavia (Itália)
Liturgia da Palavra e Veneração das Relíquias de Santo Agostinho
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro “in Ciel d’Oro” (Pavia)
Sábado, 20 de junho de 2026

Excelências, amados irmãos no Episcopado,
Prezados presbíteros e diáconos,
Caros religiosos, religiosas e seminaristas,
Meus confrades agostinianos,
Irmãos e irmãs,
Estou feliz por me encontrar aqui no meio de vós e agradeço ao Bispo, Dom Corrado Sanguineti, e ao Padre Joseph Farrell, Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, pelas palavras de boas-vindas que me dirigiram. Estou contente com o que ouvi sobre esta Igreja que está em Pavia: uma Comunidade de antiga tradição que permanece viva e presente na cidade e no território, atenta aos sinais deste tempo e aos seus desafios, sem se deixar desencorajar pelas dificuldades, pelo contexto secularizado e pelos desafios na transmissão da fé.


Para não se deixar desencorajar é necessário um olhar animado pelo espírito da fé, que ajude a ler a realidade de modo mais profundo em relação ao que parece à primeira vista, e a não cair em uma atitude negativa, pessimista, incapaz de gerar vida nova. Pelo contrário, o olhar que nos é pedido - e que o Espírito Santo nos concede - é o de Jesus. No meio das dificuldades e das incompreensões, Ele vê a mão providencial do Pai nos lírios do campo, nas aves do céu (cf. Mt 6,28-29), alimenta a esperança na pequena semente que cresce (cf. Mc 4,30-33) e nos convida a elevar o nosso olhar e contemplar os campos que já estão dourados para a colheita (cf. Jo 4,35). Na Exortação Apostólica Evangelii gaudium, o Papa Francisco nos exortou a esta leitura espiritual da realidade, dizendo: «O olhar da fé é capaz de reconhecer a luz que o Espírito Santo sempre irradia no meio da escuridão (...). A nossa fé é desafiada a entrever o vinho no qual a água pode ser transformada e a descobrir o trigo que cresce no meio do joio» (n. 84).

Iluminados pela esperança do Evangelho e inspirando-nos no que o Apóstolo Pedro nos disse na Leitura (1Pd 2,4-10), que chama “pedras vivas” aos discípulos do Senhor, perguntemo-nos: como podemos hoje, aqui em Pavia, ser uma Igreja viva?

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Barcelona

No fim da tarde da quarta-feira, 10 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Basílica da Sagrada Família em Barcelona (Espanha), após a qual teve lugar a bênção da torre de Jesus Cristo [1], coincidindo com os 100 anos da morte do seu célebre arquiteto, o Venerável Antoni Gaudí (†1926).

Foi celebrada a Missa em ação de graças com leituras escolhidas especificamente para a ocasião, em vista da bênção da torre de Jesus Cristo.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 47-89 do Missal para a Viagem Apostólica).

A torre de Jesus Cristo ladeada por duas torres dos Apóstolos
O Papa reza diante da tumba de Gaudí na Cripta da Basílica
Procissão de entrada
Ósculo do altar
Incensação

Homilia do Papa: Missa em Barcelona

Viagem Apostólica à Espanha
Santa Missa em Barcelona
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica da Sagrada Família (Barcelona)
Quarta-feira, 10 de junho de 2026

Foi celebrada a Missa em ação de graças com leituras escolhidas especificamente para a ocasião, em vista da bênção da torre de Jesus Cristo: Ap 21,1-7; Sl 8; Jo 8,21-30.

«Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!» (Sl 8,2.10).
Com o louvor deste Salmo, tão cheio de alegria e admiração, saúdo todos vós, queridos irmãos e irmãs. Expresso o meu reconhecimento a Suas Majestades, agradeço ao Cardeal Juan José Omella, Arcebispo de Barcelona, bem como aos demais irmãos no Episcopado e a todos aqueles que se unem à nossa oração: sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas. Nesta tarde de festa para toda a cidade de Barcelona, estendo a minha grata saudação às autoridades públicas, assim como aos membros de outras comunidades cristãs e de outras religiões que participam na nossa ação de graças.

Hoje a Basílica da Sagrada Família nos acolhe nesta bela cidade, abrindo as suas portas como se fossem os seus braços para convidar cada um a este altar e a escutar a Palavra de Deus. É um templo que nos constitui em uma família amada pelo Senhor, alimentada pela sua própria vida na Eucaristia. Assim é com la ciutat comtal [cidade condal] e com toda a Catalunha que se reúnem neste templo, igualmente sinal de unidade e concórdia, e elevam o seu olhar para se encontrar com o rosto de Deus Pai, resplandecente no seu Filho que se fez homem, Jesus Cristo.


Enquanto damos graças ao Senhor pela sua caridade para conosco, o louvamos pelo que Ele realiza em nossas vidas. Damos graças, em particular, por esta extraordinária Basílica, que o Papa Bento XVI consagrou em 2010, recordando que é um sinal visível do Deus invisível, para cuja glória se erguem as suas torres (cf. Homilia na Dedicação da Basílica da Sagrada Família, 07 de novembro de 2010). Dando continuidade à oração do meu Predecessor, dentro de alguns momentos abençoarei a torre mais alta, a de Jesus Cristo.

Esta igreja é um edifício único, composto por muitas pedras. Uma casa que cresce com constância ao longo dos anos, seguindo um mesmo projeto. Todos nós somos as pedras vivas desta obra, que tem Cristo como fundamento e ápice, princípio e fim. Muito mais que um monumento, a Basílica da Sagrada Família continua sendo hoje uma obra em construção, que nos recorda como a vida cristã é sempre um caminho, porque se trata de um projeto que é levado a cabo por Deus.

sábado, 27 de junho de 2026

Arcebispos que receberam o pálio em 2026

Na segunda-feira, dia 29 de junho de 2026, o Papa Leão XIV celebra a Missa da Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Apóstolos, na Basílica Vaticana, durante a qual tem lugar a tradicional bênção e imposição do pálio aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano. Para saber mais sobre essa insígnia, clique aqui.


Como fizemos em 2025, nesta postagem elencamos os 35 Arcebispos que recebem o pálio este ano, nomeados entre junho de 2025 e maio de 2026, os quais provêm de 19 países nos cinco continentes (incluindo quatro brasileiros), conforme consta no livreto da celebração.

1. Cardeal Grzegorz Ryś
Arcebispo Metropolitano de Cracóvia (Polônia)
Nomeação: 26 de novembro de 2025


2. Cardeal Konrad Krajewski
Arcebispo Metropolitano de Łódź (Polônia)
Nomeação: 12 de março de 2026
3. Dom Shane Anthony Mackinlay
Arcebispo Metropolitano de Brisbane (Austrália)
Nomeação: 18 de junho de 2025


4. Dom Mark Steven Rivituso
Arcebispo Metropolitano de Mobile (EUA)
Nomeação: 01 de julho de 2025


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Nota de falecimento: Cardeal Camillo Ruini

Faleceu na terça-feira, 16 de junho de 2026, aos 95 anos, o Cardeal Camillo Ruini, Vigário Geral Emérito da Diocese de Roma e Arcipreste Emérito da Basílica do Latrão.


Camillo Ruini nasceu no dia 19 de fevereiro de 1931 em Sassuolo (Itália). Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 08 de dezembro de 1954, incardinado na Diocese de Reggio Emilia, onde exerceu seu ministério sobretudo no campo da educação.

No dia 16 de maio de 1983 foi nomeado pelo Papa João Paulo II (†2005) como Bispo Titular de Nepte e Auxiliar da Diocese de Reggio Emilia, recebendo a Ordenação Episcopal no dia 29 de junho do mesmo ano. Três anos depois, no dia 28 de junho de 1986, foi nomeado também Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI).

No dia 17 de janeiro de 1991, por sua vez, o Papa nomeou Dom Camillo Ruini como Pró-Vigário Geral da Diocese de Roma e Pró-Arcipreste da Basílica do Latrão. No dia 07 de março também foi nomeado Presidente da Conferência Episcopal Italiana.


Foi criado Cardeal Presbítero do Título de Santa Inês fora dos muros no Consistório de 28 de junho de 1991 e, no dia 01 de julho, confirmado como Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, sucedendo o Cardeal Ugo Poletti (†1997), que havia renunciado por limite de idade.

Como Arcipreste da Basílica do Latrão coube ao Cardeal Ruini fechar a Porta Santa da Catedral de Roma no encerramento do Grande Jubileu do Ano 2000.

Na Missa Exequial do Papa João Paulo II em 08 de abril de 2005 coube a ele recitar a súplica da Igreja de Roma pelo seu Bispo. Também presidiu a Missa do terceiro dia dos “novendiales” pelo Papa falecido e participou como Cardeal eleitor do Conclave para a eleição do Bispo de Roma.

O Cardeal Ruini com o Papa Leão XIV
(Junho de 2025)

No dia 07 de março de 2007 o Papa Bento XVI (†2022) aceitou a renúncia do Cardeal Ruini ao ofício de Presidente da Conferência Episcopal Italiana, tendo superado o limite de idade de 75 anos. No dia 27 de junho de 2008, por sua vez, renunciou aos ofícios de Vigário Geral da Diocese de Roma e Arcipreste da Basílica do Latrão, sendo sucedido pelo Cardeal Agostino Vallini.

Foi o responsável por escrever as meditações para a Via Sacra presidida pelo Papa junto ao Coliseu na Sexta-feira Santa de 2010. No ano seguinte, ao completar 80 anos, perdeu o direito de ingressar em um eventual Conclave.

Com sua morte o Colégio Cardinalício passa a contar com 241 membros, sendo 117 Cardeais eleitores.


sábado, 13 de junho de 2026

Eleito novo Metropolita da Igreja Católica Etíope

Na sexta-feira, 12 de junho de 2026, o Papa Leão XIV aceitou a renúncia do Cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel (77 anos) ao ofício de Arcebispo Metropolitano de Addis Abeba dos Etíopes, nomeando como seu sucessor Dom Tesfaye Tadesse Gebresilasie, M.C.C.J. (56 anos).


Dom Tesfaye Tadesse Gebresilasie, M.C.C.J.
Arcebispo Metropolitano de Addis Abeba dos Etíopes

Tesfaye Tadesse Gebresilasie nasceu em Harar (Etiópia) no dia 22 de setembro de 1969. Professou os votos perpétuos na Congregação dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus (M.C.C.J.) no dia 01 de novembro de 1994.

Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 26 de agosto de 1995 em Addis Abeba (Etiópia), após a qual realizou estudou a língua árabe no Egito e serviu como missionário no Sudão. Entre 2000 e 2001 estudou em Roma, obtendo o Mestrado no Pontifício Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos.

De volta ao seu país, exerceu diversos ofícios dentro da sua Congregação, sendo eleito Superior Provincial dos Combonianos na Etiópia em 2005. Em 2015, por sua vez, foi eleito Superior Geral dos Combonianos para um mandato de seis anos, sendo reeleito em 2022.

No dia 06 de novembro de 2024 foi nomeado Bispo Titular de Cleopatris e Auxiliar de Addis Abeba dos Etíopes. Recebeu a Ordenação Episcopal no dia 02 de fevereiro de 2025 na capital etíope, sendo ordenante principal o Cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel, Metropolita de Addis Abeba.

Ao ser eleito como novo Arcebispo Metropolitano de Addis Abeba, Dom Tesfaye Tadesse Gebresilasie torna-se o hierarca da Igreja Católica Etíope, uma das 23 Igrejas Católicas Orientais. Esta, que segue o Rito Etíope (Tradição Alexandrina), conta com cerca de 70 mil fiéis [1].


Cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel, C.M.
Arcebispo Metropolitano Emérito de Addis Abeba dos Etíopes

Berhaneyesus Demerew Souraphiel nasceu em Tchela Claka, uma aldeia próxima a Harar (Etiópia), no dia em 14 de julho de 1948. Após ingressar na Congregação da Missão (Vicentinos), recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 04 de julho de 1976.

Exerceu os primeiros anos do seu ministério no sudoeste da Etiópia. Em junho de 1979, porém, foi preso por sete meses durante a perseguição à Igreja pela ditadura comunista do país. Após ser libertado, foi enviado a Roma, obtendo o Doutorado em Sociologia na Pontifícia Universidade Gregoriana.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Viagem do Papa Leão XIV: Espanha (2026)

De 06 a 12 de junho de 2026 o Papa Leão XIV realiza a 4ª Viagem Apostólica do seu pontificado e a 2ª dentro da Europa, com destino à Espanha [1].

Leão XIV será o terceiro Papa a visitar o Reino da Espanha após São João Paulo II (†2005), que visitou o país em cinco ocasiões (1982, 1984, 1989, 1993, 2003), e Bento XVI (†2022), que realizou outras três visitas (2006, 2010, 2011) [2].


Programa da Viagem

Sábado, 06 de junho de 2026
Após sua chegada à capital, Madrid, na manhã do sábado o Papa se encontra com o Rei da Espanha, Felipe VI, e as demais autoridades civis no Palácio Real de Madrid.
À tarde o Papa visita a sede de projeto social da Cáritas e à noite preside uma Vigília de oração com os jovens na Praça de Lima.

Vigília com os jovens em Madrid: Fotos

Domingo, 07 de junho de 2026
Pela manhã o Papa preside a Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Praça de Cibeles em Madrid seguida da tradicional procissão eucarística.
À tarde estão previstos um encontro privado com os membros da Ordem de Santo Agostinho (agostinianos) na sede da Nunciatura Apostólica e um encontro com o mundo da cultura, da arte, da economia e do esporte na “Movistar Arena”.

Missa em Madrid: Homilia do Papa / Fotos

Interior da Catedral da Almudena (Madrid)

Segunda-feira, 08 de junho de 2026
Na manhã desse dia Leão XIV se encontra com os membros do Parlamento Espanhol no Congresso dos Deputados e com os Bispos na sede da Conferência Episcopal Espanhola.
No fim da tarde, por sua vez, o Papa visita a Catedral de Santa Maria da Almudena para um momento de oração, onde oferece a rosa de ouro diante da imagem da padroeira de Madrid, e, em seguida, encontra com os fiéis da Arquidiocese de Madrid no Estádio “Santiago Bernabéu”.

Visita à Catedral de Madrid: Fotos

Terça-feira, 09 de junho de 2026
Após encontrar os voluntários que trabalharam nesta primeira etapa da Viagem pela manhã, o Papa parte para Barcelona, presidindo a oração da Hora Média (12h) na Catedral da Santa Cruz e de Santa Eulália.
À noite, por sua vez, o Bispo de Roma preside uma Vigília de oração no Estádio Olímpico de Barcelona.

Hora Média na Catedral de Barcelona: Homilia do Papa / Fotos

Vigília de oração em Barcelona: Fotos

Interior da Abadia de Montserrat

Quarta-feira, 10 de junho de 2026
Pela manhã, após visitar uma penitenciária, o Papa se dirige à Abadia beneditina de Santa Maria de Montserrat, onde preside a oração do rosário.

sábado, 23 de maio de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Pentecostes (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 03 de junho de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade de Pentecostes na Praça de São Pedro.

Na ocasião teve lugar a transladação do corpo do Papa João XXIII (†1963): após sua Beatificação no dia 03 de setembro de 2000, com efeito, seu corpo foi depositado na Basílica Vaticana, sob o altar de São Jerônimo. Em 2014, por sua vez, este seria canonizado junto com o próprio João Paulo II.

Confira a seguir a homilia do Papa polonês durante a celebração:

Missa na Solenidade de Pentecostes
Transladação da urna com o corpo do Beato João XXIII, Papa
Homilia do Papa João Paulo II
Praça de São Pedro
Domingo, 03 de junho de 2001

1. «Todos ficaram cheios do Espírito Santo» (At 2,4).
Assim aconteceu em Jerusalém no dia de Pentecostes. Hoje, reunidos nesta Praça, centro do mundo católico, nós revivemos o clima daquele dia. Também no nosso tempo, como no Cenáculo de Jerusalém, a Igreja é atravessada por um “vento impetuoso”. Ela experimenta o sopro divino do Espírito, que a abre para a evangelização do mundo.

Por uma feliz coincidência, na Solenidade de hoje temos a alegria de acolher, junto ao altar, os veneráveis restos mortais do Beato João XXIII, que Deus plasmou com o seu Espírito, fazendo dele uma admirável testemunha do seu amor. Este meu venerado predecessor faleceu há 38 anos, no dia 03 de junho de 1963, precisamente enquanto na Praça de São Pedro uma imensa multidão de fiéis rezava, espiritualmente reunida em torno do seu leito de morte. A celebração de hoje se une a essa oração e, enquanto comemoramos o trânsito deste Beato Pontífice, louvamos a Deus que o doou à Igreja e ao mundo.


Como sacerdote, como Bispo e como Papa, o Beato Ângelo Roncalli foi extremamente dócil à ação do Espírito, que o guiou pelo caminho da santidade. Por isso, na comunhão viva dos Santos, queremos celebrar a Solenidade de Pentecostes em singular sintonia com ele, deixando-nos acompanhar por algumas das suas inspiradas reflexões.

2. «A luz do Espírito Santo irrompe das primeiras palavras do Livro dos Atos dos Apóstolos... A marcha impetuosa do Divino Espírito precede e acompanha os evangelizadores, penetrando na alma de quem os escuta e dilatando as tendas da Igreja Católica até os extremos confins da terra, percorrendo todos os séculos da história» (Discursos, Mensagens e Colóquios do Papa João XXIII, II, p. 398).

sábado, 16 de maio de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Ascensão do Senhor (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 24 de maio de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Ascensão do Senhor (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do encerramento do Consistório Extraordinário, isto é, a reunião com os Cardeais para refletir sobre a missão da Igreja no terceiro milênio.

Confira a seguir a homilia do Papa durante a celebração:

Solenidade da Ascensão do Senhor
Concelebração Eucarística no Encerramento do Consistório Extraordinário
Homilia do Papa João Paulo II
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 24 de maio de 2001

Senhores Cardeais,
Venerados irmãos no Episcopado,
Caríssimos irmãos e irmãs,
1. Estamos reunidos em torno do altar do Senhor para celebrar a sua Ascensão ao Céu. Escutamos as suas palavras: «Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas... até os confins da terra» (At 1,8). Há dois mil anos estas palavras do Senhor Ressuscitado impelem a Igreja a “fazer-se ao largo” na história, tornando-a contemporânea de todas as gerações, transformando-a no fermento de todas as culturas do mundo.


Voltamos a ouvi-las hoje para acolher com renovado fervor o mandato «Duc in altum!» - «Faz-te ao largo!», «Avança para águas mais profundas» - que um dia Jesus dirigiu a Pedro (cf. Lc 5,4): um mandato que desejei fazer ressoar em toda a Igreja na Carta Apostólica Novo millennio ineunte e que, à luz desta Solenidade litúrgica, adquire um significado ainda mais profundo. O “altum” rumo ao qual a Igreja deve caminhar não é apenas um compromisso missionário mais vigoroso, mas antes ainda um empenho contemplativo mais intenso. Também nós somos convidados, como os Apóstolos, testemunhas da Ascensão, a fixar o olhar no rosto de Cristo, elevado no esplendor da glória divina.

Certamente contemplar o céu não significa esquecer a terra. Caso se apresentasse esta tentação, bastaria escutar novamente os «dois homens vestidos de branco» da passagem do Evangelho de hoje: «Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?» (At 1,11). A contemplação cristã não nos subtrai ao compromisso histórico. O “céu” da Ascensão de Jesus não é distância, mas ocultamento e custódia de uma presença que nunca nos abandona, até que Ele venha na glória. Entretanto, é a hora exigente do testemunho, para que em nome de Cristo «sejam anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações» (Lc 24,47).

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Posse do Arcebispo de Aparecida (2026)

Na tarde do sábado, 02 de maio de 2026, Dom Mário Antônio da Silva tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) durante a Missa do V Domingo da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que também é a Catedral da Arquidiocese de Aparecida:

Dom Mário Antônio da Silva
Acolhida do Arcebispo: Veneração da cruz
Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida
O Arcebispo toma posse da sua cátedra
Liturgia da Palavra