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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Ângelus: Festa do Batismo do Senhor - Ano A (2026)

Festa do Batismo do Senhor
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 11 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A Festa do Batismo de Jesus, que celebramos hoje, dá início ao Tempo Comum [1]: este período do Ano Litúrgico nos convida a seguir juntos o Senhor, escutando a sua Palavra e imitando os seus gestos de amor para com o próximo. Com efeito, é assim que confirmamos e renovamos o nosso Batismo, ou seja, o Sacramento que nos torna cristãos, libertando-nos do pecado e transformando-nos em filhos de Deus, pelo poder do seu Espírito de vida.

O Evangelho que hoje ouvimos conta como nasce este sinal eficaz da graça. Quando Jesus é batizado por João no rio Jordão, vê «o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo pousar sobre Ele» (Mt 3,16). Ao mesmo tempo, dos céus abertos, ouve-se a voz do Pai que diz: «Este é o meu Filho amado» (v. 17). Então toda a Trindade se torna presente na história: tal como o Filho desce nas águas do Jordão, assim o Espírito Santo desce sobre Ele e, através d’Ele, nos é dado como força de salvação.

Caríssimos, Deus não observa o mundo de longe, sem tocar a nossa vida, os nossos males e as nossas expectativas! Ele vem para o meio de nós com a sabedoria do seu Verbo feito carne, envolvendo-nos em um surpreendente projeto de amor por toda a humanidade.

É por isso que João Batista, cheio de admiração, pergunta a Jesus: «Tu vens a mim?» (v. 14). Sim, na sua santidade, o Senhor se faz batizar como todos os pecadores, para revelar a infinita misericórdia de Deus. Na verdade, o Filho Unigênito, no qual somos irmãos e irmãs, vem para servir e não para dominar, para salvar e não para condenar. Ele é o Cristo Redentor: toma sobre si o que é nosso, incluindo o pecado, e nos dá o que é seu, ou seja, a graça de uma vida nova e eterna.

O Sacramento do Batismo realiza este acontecimento em todos os tempos e lugares, introduzindo cada um de nós na Igreja, que é o Povo de Deus, formado por homens e mulheres de todas as nações e culturas, regenerados pelo seu Espírito. Dediquemos este dia, portanto, a recordar o grande dom recebido, comprometendo-nos a testemunhá-lo com alegria e coerência. Precisamente hoje batizei alguns recém-nascidos, que se tornaram nossos novos irmãos e irmãs na fé: como é lindo celebrar como uma única família o amor de Deus, que nos chama pelo nome e nos liberta do mal! O primeiro dos Sacramentos é um sinal sagrado, que nos acompanha para sempre. Nas horas sombrias, o Batismo é luz; nos conflitos da vida, o Batismo é reconciliação; na hora da morte, o Batismo é a porta do céu.

Oremos juntos à Virgem Maria, pedindo-lhe que sustente diariamente a nossa fé e a missão da Igreja.

Batismo de Cristo (Francesco Ubertini)

Fonte: Santa Sé.

Nota:
[1] Tecnicamente a Festa do Batismo do Senhor conclui o Tempo do Natal. O Tempo Comum começa no dia seguinte a essa Festa (cf. Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e Calendário, nn. 33.44).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Festa do Batismo do Senhor no Vaticano (2026)

Na manhã do domingo, 11 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa do Batismo do Senhor na Capela Sistina, durante a qual administrou o Sacramento do Batismo a 20 crianças.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Diálogo inicial
Sinal da cruz

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Festa do Batismo do Senhor - Ano A (2026)

Festa do Batismo do Senhor
Santa Missa e Batismo de algumas crianças
Homilia do Papa Leão XIV
Capela Sistina
Domingo, 11 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Quando o Senhor entra na história, vem ao encontro da vida de cada um com coração aberto e humilde. Com o seu olhar, cheio de amor, Ele procura o nosso olhar e dialoga conosco, revelando-nos o Verbo da salvação. Feito homem, o Filho de Deus realiza para todos uma surpreendente possibilidade, que inaugura um tempo novo e inesperado, mesmo para os profetas.

João Batista percebe-o imediatamente e pergunta a Jesus: «Eu é que preciso ser batizado por ti, e Tu vens a mim?» (Mt 3,14). Como luz nas trevas, o Senhor faz-se encontrar ali onde não o esperamos: é o Santo entre os pecadores, que quer habitar no meio de nós sem manter distâncias, antes assumindo até o fim tudo o que é humano. Jesus responde a João: «Por enquanto deixa como está, porque devemos cumprir toda a justiça!» (v. 15). Qual justiça? A de Deus, que no batismo de Jesus realiza a nossa justificação: na sua infinita misericórdia, o Pai nos torna justos por meio do seu Cristo, o único Salvador de todos. Como acontece isso? Aquele que é batizado por João no Jordão faz deste gesto um novo sinal de morte e ressurreição, de perdão e comunhão. Eis o Sacramento que celebramos hoje com as vossas crianças: porque Deus as ama, elas se tornam cristãs, nossos irmãos e irmãs.

Os filhos que agora tendes nos braços são transformados em novas criaturas. Assim como receberam a vida de vós, pais e mães, eles recebem agora o sentido para vivê-la: a fé. Quando sabemos que um bem é essencial, imediatamente o procuramos para aqueles que amamos. Quem de nós, afinal, deixaria os recém-nascidos sem roupa ou alimento, à espera que escolham como se vestir e o que comer quando crescerem? Caríssimos, se comida e vestuário são necessários para viver, a fé é mais do que necessária, porque com Deus a vida encontra a salvação.

O seu amor providencial manifesta-se na terra através de vós, pais e mães que pedis a fé para os vossos filhos. Chegará certamente o dia em que eles se tornarão pesados demais para serem carregados nos braços; e chegará também o dia em que serão eles a vos sustentar. O Batismo, que nos une na única família da Igreja, santifique sempre todas as vossas famílias, dando força e constância ao afeto que vos une.

Os gestos que daqui a pouco realizaremos são lindos testemunhos disso: a água da fonte é o lavacro no Espírito, que purifica de todos os pecados; a veste branca é o traje novo, que Deus Pai nos dá para a festa eterna do seu Reino; a vela acesa no círio pascal é a luz de Cristo Ressuscitado, que ilumina o nosso caminho. Espero que o continueis com alegria ao longo do ano que começa e por toda a vida, certos de que o Senhor acompanhará sempre os vossos passos.


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Fotos da Missa do Papa com os Cardeais (2026)

Na manhã da quinta-feira, 08 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa com os Cardeais presentes em Roma para o Consistório Extraordinário, isto é, a reunião dos Cardeais com o Papa para aconselhá-lo em assuntos importantes (cf. Código de Direito Canônico, cân. 353).

Foi celebrada a Missa “pela Igreja” com as leituras do dia 08 de janeiro, como é possível ver no livreto da celebração [1]

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable.

Junto ao altar foi exposta a imagem da “Madonna della Speranza” (Nossa Senhora da Esperança) venerada na Paróquia de São Marcos de Castellabate, no sul da Itália, presente na Basílica Vaticana por ocasião do encerramento do Jubileu Ordinário de 2025.

Procissão de entrada


Incensação
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa com os Cardeais (2026)

Consistório Extraordinário - Missa com os Cardeais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 08 de janeiro de 2026

Foram proclamadas as leituras do dia 08 de janeiro: 1Jo 4,7-10; Sl 71; Mc 6,34-44 [1].

«Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus» (1Jo 4,7). A Liturgia nos propõe esta exortação ao celebrarmos o Consistório Extraordinário: momento de graça no qual se expressa a nossa união ao serviço da Igreja.

Como sabemos, a palavra Consistório, Consistorium, “assembleia”, pode ser interpretada à luz da raiz do verbo consistere, ou seja, “parar”. E, com efeito, todos nós “paramos” para estar aqui: interrompemos por algum tempo as nossas atividades e renunciamos a compromissos importantes, para nos reunirmos e discernirmos o que o Senhor nos pede para o bem do seu Povo. Este é, por si só, um gesto muito significativo, profético, especialmente no contexto da sociedade frenética em que vivemos. Lembra-nos, pois, a importância, em cada percurso de vida, de parar para rezar, ouvir, refletir e assim voltar a focar cada vez melhor o olhar na meta, direcionando para ela cada esforço e recurso, para não corrermos o risco de andar às cegas ou dar golpes no ar em vão, como adverte o Apóstolo Paulo (cf. 1Cor 9,26). Na verdade, não estamos aqui para promover “agendas” - pessoais ou de grupo -, mas para confiar os nossos projetos e inspirações ao juízo de um discernimento que nos ultrapassa «tanto quanto os céus estão acima da terra» (Is 55,9) e que só pode vir do Senhor.


Por isso, é importante que agora, na Eucaristia, coloquemos sobre o Altar, com o dom da nossa vida, todos os nossos desejos e pensamentos, oferecendo-os ao Pai em união com o Sacrifício de Cristo, para os recebermos purificados, iluminados, fundidos e transformados, pela graça, em um único Pão. Com efeito, só assim saberemos realmente ouvir a sua voz, acolhendo-a no dom que somos uns para os outros: motivo pelo qual nos reunimos.

O nosso Colégio, embora rico de tantas competências e dons notáveis, na verdade, não é chamado a ser, em primeiro lugar, uma equipe de especialistas, mas uma comunidade de fé, na qual os dons que cada um traz, oferecidos ao Senhor e por Ele restituídos, produzam, segundo a sua Providência, o máximo fruto.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Festa da Teofania em Kiev (2026)

No dia 06 de janeiro de 2026 o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia da Festa da Teofania na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia), seguida da Grande Bênção das Águas às margens do rio Dnipro (Дніпро).

Para saber mais, confira nossas postagens sobre a história da Solenidade da Epifania e sobre a história da Festa do Batismo do Senhor.

Catedral da Ressurreição em Kiev
Ícone da Teofania
O Arcebispo abençoa os fiéis
Incensação

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Infância de Jesus 4

Concluídas as celebrações do Tempo do Natal, retomamos a publicação das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, com as últimas duas meditações sobre a infância de Jesus: a Apresentação no Templo (Lc 2,22-40) e do encontro de Jesus no Templo (Lc 2,41-52).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
1.7. A infância de Jesus: A Apresentação no Templo (Lc 2,22-40)

Caros irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje contemplamos a beleza de «Jesus Cristo, nossa esperança» (1Tm 1,1) no mistério da sua Apresentação no Templo.

Nos relatos da infância de Jesus o evangelista Lucas nos mostra a obediência de Maria e José à Lei do Senhor e a todas as suas prescrições. Na realidade, em Israel não havia a obrigação de apresentar o menino no Templo, mas quem vivia à escuta da Palavra do Senhor e desejava conformar-se a ela, considerava-a um costume precioso. Assim fez Ana, mãe do profeta Samuel, que era estéril; Deus ouviu a sua prece e ela, uma vez nascido o filho, o levou ao Templo e o ofereceu para sempre ao Senhor (cf. 1Sm 1,24-28).

Apresentação de Jesus no Templo
(Aert de Gelder)

Lucas, portanto, narra o primeiro ato de culto de Jesus, celebrado na cidade santa, Jerusalém, que será a meta de todo o seu ministério itinerante a partir do momento em que tomará a firme decisão de se dirigir a ela (cf. Lc 9,51), indo ao encontro do cumprimento da sua missão.

Maria e José não se limitam a enxertar Jesus em uma história de família, de povo, de aliança com o Senhor Deus. Eles se ocupam do seu cuidado e do seu crescimento, introduzindo-o no ambiente da fé e do culto. E eles mesmos crescem gradualmente na compreensão de uma vocação que os supera em grande medida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Epifania do Senhor: Cracóvia e Milão (2026)

Como fizemos com o encerramento do Jubileu 2025, nesta postagem destacamos as celebrações da Solenidade da Epifania do Senhor no dia 06 de janeiro de 2026 em duas importantes Arquidioceses: Cracóvia (Polônia) e Milão (Itália):

Em Cracóvia a Missa da Solenidade foi celebrada pelo Arcebispo, Cardeal Grzegorz Ryś, na Catedral dos Santos Venceslau e Estanislau, a Catedral de Wawel:

O Arcebispo endossou uma casula que pertenceu ao seu predecessor, Cardeal Adam Stefan Sapieha (†1951), e que foi usada por São João Paulo II (†2005) em sua Ordenação Episcopal. 

Incensação do altar
(Note-se a casula do Cardeal Sapieha)
Ritos iniciais
Evangelho

Homilia

Ângelus: Solenidade da Epifania do Senhor (2026)

No dia 06 de janeiro de 2026, após o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim o Jubileu Ordinário de 2025, e a Missa da Solenidade da Epifania do Senhor, o Papa Leão XIV dirigiu-se ao balcão central da Basílica Vaticana para a oração do Ângelus:

Solenidade da Epifania do Senhor
Papa Leão XIV
Ângelus
Balcão central da Basílica de São Pedro
Terça-feira, 06 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Neste período tivemos vários dias festivos e a Solenidade da Epifania, já no seu nome, sugere-nos o que torna possível a alegria, mesmo em tempos difíceis. Na verdade, como é sabido, a palavra “epifania” significa “manifestação”, e a nossa alegria nasce de um Mistério que já não está oculto. A vida de Deus revelou-se: muitas vezes e de muitos modos, mas com clareza definitiva em Jesus; por isso agora sabemos que, mesmo entre muitas tribulações, podemos ter esperança. “Deus salva”: não tem outras intenções, nem tem um outro nome. Provém de Deus e é epifania de Deus apenas aquilo que liberta e salva.

Ajoelhar-se como os Magos diante do Menino de Belém significa, também para nós, confessar que encontramos a verdadeira humanidade, na qual resplandece a glória de Deus. Em Jesus apareceu a verdadeira vida, o homem vivente, ou seja, aquele não existir só para si mesmo, mas aberto e em comunhão, que nos faz dizer «assim na terra como no céu» (Mt 6,10). Sim, a vida divina está ao nosso alcance, manifestou-se para nos envolver no seu dinamismo libertador que dissolve os medos e nos faz encontrar a paz. É uma possibilidade, um convite: a comunhão não pode ser uma coação, mas o que se pode desejar mais?

No relato evangélico e nos nossos presépios os Magos oferecem ao Menino Jesus presentes preciosos: ouro, incenso e mirra (Mt 2,11). Não parecem coisas úteis para uma criança, mas expressam uma vontade que, no final do Ano Jubilar, nos faz refletir muito. Muito dá quem tudo dá. Recordemos aquela pobre viúva, notada por Jesus, que lançou no tesouro do Templo as suas últimas moedas, tudo o que tinha (cf. Lc 21,1-4). Não conhecemos os bens dos Magos, vindos do Oriente, mas a sua partida, o seu risco, os seus próprios presentes nos sugerem que tudo, realmente tudo o que somos e possuímos, pede para ser oferecido a Jesus, tesouro inestimável. E o Jubileu convocou-nos a esta justiça fundada na gratuidade: ele tem em si mesmo o apelo a reorganizar a convivência, a redistribuir a terra e os recursos, a devolver “o que se tem” e “o que se é” aos sonhos de Deus, maiores que os nossos.

Caríssimos, a esperança que anunciamos deve ter os pés bem assentados na terra: vem do céu, mas para gerar uma nova história aqui em baixo. Nos presentes dos Magos vemos, então, o que cada um de nós pode pôr em comum, o que já não pode guardar para si, mas partilhar, para que Jesus cresça no meio de nós. Que o seu Reino cresça, que as suas palavras se realizem em nós, que os desconhecidos e os adversários se tornem irmãos e irmãs, que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz. Como tecelões de esperança, caminhemos rumo ao futuro por outro caminho (cf. Mt 2,12).

Ângelus do dia 06 de janeiro de 2026
(Visto a partir do presépio da Praça de São Pedro)

Fonte: Santa Sé.

Sobre o simbolismo dos presentes dos Magos, mencionados pelo Papa, confira nossa postagem sobre a canção We Three Kings.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Solenidade da Epifania do Senhor no Vaticano (2026)

Na manhã da terça-feira, 06 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade da Epifania do Senhor precedida pelo fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluindo assim o Jubileu Ordinário de 2025

O Papa, endossando os paramentos confeccionados especialmente para o Jubileu, foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

A celebração teve início no átrio da Basílica, diante da Porta Santa, com o sinal da cruz, a saudação e uma monição introdutória. Em seguida o Papa proferiu uma oração, intercalada pelo primeiro verso do hino Te Deum como refrão.

Após o canto da antífona O Clavis David, Leão XIV ajoelhou-se na soleira e rezou por alguns instantes em silêncio, fechando em seguida a Porta Santa. A procissão de entrada dirigiu-se então ao altar central da Basílica onde, após o canto do Glória, a Missa prosseguiu como de costume.

Junto ao altar foi exposta a imagem da “Madonna della Speranza” (Nossa Senhora da Esperança) venerada na Paróquia de São Marcos de Castellabate, no sul da Itália, além de duas tapeçarias representando o Nascimento do Senhor e a adoração dos Magos.

Entrada do Papa
Ritos iniciais no átrio


O Papa reza em silêncio na soleira da Porta

Homilia do Papa: Epifania do Senhor (2026)

Solenidade da Epifania do Senhor
Fechamento da Porta Santa e conclusão do Jubileu Ordinário de 2025
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Terça-feira, 06 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
O Evangelho (Mt 2,1-12) descreveu-nos a grande alegria dos Magos ao reverem a estrela (v. 10), mas também a perturbação sentida por Herodes e por toda a cidade de Jerusalém diante da sua busca (v. 3). Sempre que se trata das manifestações de Deus, a Sagrada Escritura não esconde este tipo de contrastes: alegria e perturbação, resistência e obediência, medo e desejo. Celebramos hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece como antes. Este é o início da esperança. Deus revela-se e nada pode permanecer imóvel. Acaba certa tranquilidade, aquela que leva os melancólicos a repetir: «Não há nada de novo debaixo do sol» (Ecl 1,10). Começa algo do qual dependem o presente e o futuro, como anuncia o Profeta: «Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor» (Is 60,1).


Surpreende que seja perturbada precisamente Jerusalém, cidade palco de tantos novos começos. Dentro dela, exatamente aqueles que estudam as Escrituras e pensam ter todas as respostas dão a impressão de ter perdido a capacidade de formular perguntas e cultivar desejos. Aliás, a cidade fica assustada com aqueles que vêm de longe, movidos pela esperança, a ponto de pressentir uma ameaça naquilo que, pelo contrário, deveria dar-lhe muita alegria. Esta reação interpela também todos nós, como Igreja.

A Porta Santa desta Basílica que, por último, foi fechada hoje, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém (cf. Ap 21,25). Quem foram eles e o que os motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que encontraram? Que corações, que atenção, que acolhida? Sim, os Magos ainda existem. São pessoas que aceitam o desafio de arriscar cada um a própria viagem, que em um mundo conturbado como o nosso, sob muitos aspectos repulsivo e perigoso, sentem a necessidade de partir, de procurar.

Ângelus: II Domingo depois do Natal (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 04 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Neste II Domingo depois do Natal do Senhor, desejo em primeiro lugar renovar os meus votos a todos vós. Depois de amanhã, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, concluiremos o Jubileu da Esperança. E o mistério do Natal, no qual estamos imersos, recorda-nos precisamente que o fundamento da nossa esperança é a Encarnação de Deus. O Prólogo do Evangelho de João, que a Liturgia nos propõe também hoje, lembra-nos justamente isso: «O Verbo se fez carne e habitou entre nós» (Jo 1,14). Com efeito, a esperança cristã não se baseia em previsões otimistas ou cálculos humanos, mas na escolha de Deus vir partilhar o nosso caminho, para que nunca estejamos sós na travessia da vida. Esta é a obra de Deus: em Jesus, Ele se tornou um de nós, escolheu ficar junto de nós, quis ser para sempre o Deus-conosco.

A vinda de Jesus na fraqueza da carne humana, se por um lado reaviva em nós a esperança, por outro lado confere-nos um duplo compromisso: um para com Deus e outro para com o ser humano.

Para com Deus, porque se Ele se fez carne, se Ele escolheu a nossa fragilidade humana como sua morada, então somos sempre chamados a repensar Deus a partir da carne de Jesus e não de uma doutrina abstrata. Portanto, devemos sempre rever a nossa espiritualidade e as formas de expressar a fé, para que sejam verdadeiramente encarnadas, ou seja, capazes de pensar, rezar e anunciar o Deus que em Jesus vem ao nosso encontro: não um Deus distante que vive em um céu perfeito acima de nós, mas um Deus próximo que habita a nossa terra frágil, se faz presente no rosto dos irmãos e se revela nas situações do dia a dia.

Para com o ser humano, o nosso compromisso deve ser igualmente coerente. Se Deus se tornou um de nós, cada criatura humana é um reflexo seu, traz em si a sua imagem, guarda uma centelha da sua luz; e isto nos convida a reconhecer em cada pessoa a sua dignidade inviolável e a nos exercitar no amor mútuo, uns para com os outros. Neste sentido, a Encarnação exige também de nós um compromisso concreto com a promoção da fraternidade e da comunhão, para que a solidariedade se torne o critério das relações humanas; com a justiça e a paz; com o cuidado dos mais fracos e a defesa dos mais vulneráveis. Deus se fez carne, por isso não há culto autêntico a Deus sem o cuidado da carne humana.

Irmãos e irmãs, enquanto pedimos à Virgem Maria que nos torne cada vez mais disponíveis para servir a Deus e ao próximo, a alegria do Natal nos anime a prosseguir o nosso caminho.

Nascimento do Senhor (Carl Bloch)

Fonte: Santa Sé.

Observação: No Brasil celebramos neste domingo a Solenidade da Epifania do Senhor, transferida do dia 06 de janeiro.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: Batismo do Senhor (2006)

Neste domingo em que celebramos a Festa do Batismo do Senhor repropomos a homilia proferida pelo Papa Bento XVI (†2022) nesta ocasião há 20 anos, no dia 08 de janeiro de 2006, durante a Missa com o Batismo de algumas crianças na Capela Sistina, aprofundando o significado desse Sacramento:

Festa do Batismo do Senhor
Santa Missa e Batismo de algumas crianças
Homilia do Papa Bento XVI 
Capela Sistina
Domingo, 08 de janeiro de 2006

Queridos pais, padrinhos e madrinhas,
Amados irmãos e irmãs,
O que acontece no Batismo? O que esperamos do Batismo? Vós destes uma resposta ao entrar nesta Capela: esperamos para os nossos filhos a vida eterna. Esta é a finalidade do Batismo. Mas como pode se realizar isso? Como pode o Batismo dar a vida eterna? O que é a vida eterna?

Poderíamos dizer com palavras mais simples: esperamos para estas nossas crianças uma vida boa; a vida verdadeira; a felicidade mesmo em um futuro ainda desconhecido. Nós não somos capazes de garantir este dom durante todo o futuro desconhecido e, por isso, nos dirigimos ao Senhor para obter d’Ele este dom.

O Papa batiza uma criança na Capela Sistina

À pergunta: “Como acontecerá isto?” podemos dar duas respostas. A primeira: no Batismo cada criança é inserida em uma companhia de amigos que nunca a abandonará, nem na vida e nem na morte, porque esta companhia de amigos é a família de Deus, que traz em si a promessa da eternidade. Esta companhia de amigos, esta família de Deus, na qual agora a criança é inserida, a acompanhará sempre, também nos dias de sofrimento, nas noites escuras da vida; lhe dará consolo, conforto, luz. Esta companhia, esta família, lhe dará palavras de vida eterna. Palavras de luz que respondem aos grandes desafios da vida e dão a indicação justa sobre o caminho a empreender. Esta companhia oferece à criança consolo e conforto, o amor de Deus também no limiar da morte, no vale escuro da morte. Ela lhe dará amizade, lhe dará vida. E esta companhia, absolutamente fiável, nunca desaparecerá. Ninguém sabe o que acontecerá no nosso planeta, na nossa Europa, nos próximos cinquenta, sessenta, setenta anos. Mas, sobre um ponto temos a certeza: a família de Deus estará sempre presente e quem pertence a esta família nunca ficará sozinho, terá sempre a amizade segura d’Aquele que é a vida.

Solenidade da Santa Mãe de Deus em Jerusalém (2026)

O Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu no dia 01 de janeiro de 2026 a Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus na Co-Catedral do Santíssimo Nome de Jesus em Jerusalém.

No início da celebração foi entoado o hino Veni, Creátor Spíritus, invocando o Espírito Santo sobre o novo ano civil (cf. Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia, n. 116; Enchiridion Indulgentiarum, n. 26).

Hino Veni Creator diante do altar
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Evangelho

Ângelus: Solenidade da Santa Mãe de Deus (2026)

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus
59º Dia Mundial da Paz
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Quinta-feira, 01 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, feliz ano novo!
À medida que o ritmo dos meses se repete, o Senhor convida-nos a renovar o nosso tempo, inaugurando por fim uma era de paz e amizade entre todos os povos. Sem este desejo de bem, não faria sentido virar as páginas do calendário nem preencher as nossas agendas.

O Jubileu, que está prestes a terminar, ensinou-nos como cultivar a esperança de um mundo novo: convertendo o coração a Deus, de modo a transformar os erros em perdão, a dor em consolação, os propósitos de virtude em boas obras. Na verdade, é com este estilo que o próprio Deus habita a história e a salva do esquecimento, dando ao mundo o Redentor: Jesus. Ele é o Filho Unigênito que se torna nosso irmão, ilumina as consciências de boa vontade, para que possamos construir o futuro como um lar acolhedor para todo o homem e mulher que vêm à luz.

A este respeito, a Festa do Natal dirige hoje o nosso olhar para Maria, que foi a primeira a sentir bater o Coração de Cristo. No silêncio do seu ventre virginal, o Verbo da vida anuncia-se como um pulsar de graça.

Deus, criador bondoso, conhece desde sempre o coração de Maria e o nosso coração. Fazendo-se homem, Ele revela-nos o seu. Por isso, o Coração de Jesus bate por cada homem e cada mulher: por quem está preparado para acolhê-lo, como os pastores, e por quem não o deseja, como Herodes. O seu Coração não é indiferente àqueles que não têm coração para o próximo: pulsa pelos justos, para que perseverem na sua dedicação, e pelos injustos, para que mudem de vida e encontrem paz.

O Salvador vem ao mundo nascendo de uma mulher: paremos para adorar este acontecimento, que resplandece em Maria Santíssima e se reflete em cada nascituro, revelando a imagem divina impressa no nosso corpo.

Neste dia, rezemos todos juntos pela paz. Em primeiro lugar, pela paz entre as nações ensanguentadas por conflitos e miséria, mas também pela paz nos nossos lares, nas famílias feridas pela violência e pela dor. Certos de que Cristo, nossa esperança, é o sol da justiça que jamais se põe, peçamos com confiança a intercessão de Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja.

Mãe de Deus
(Vladimir Borovikovsky)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Solenidade da Santa Mãe de Deus no Vaticano (2026)

Na manhã da quinta-feira, 01 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus na Basílica de São Pedro por ocasião do 59º Dia Mundial da Paz.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Junto ao altar foi exposta a imagem da “Madonna della Speranza” (Nossa Senhora da Esperança) venerada na Paróquia de São Marcos de Castellabate, no sul da Itália, além de duas tapeçarias representando o Nascimento e a Circuncisão do Senhor.

Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Solenidade da Santa Mãe de Deus (2026)

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus
59º Dia Mundial da Paz
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 01 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, Solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, início do novo ano civil, a Liturgia oferece-nos o texto de uma bênção belíssima: «O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!» (Nm 6,24-26).

Esta bênção encontra-se, no Livro dos Números, após as indicações sobre a consagração dos nazireus, para sublinhar, na relação entre Deus e o povo de Israel, a dimensão sagrada e fecunda do dom. O homem oferece tudo o que recebeu ao Criador, que responde voltando para ele o seu olhar benigno, tal como nos primórdios do mundo (cf. Gn 1,31).


Graças à intervenção de Deus e à resposta generosa do seu servo Moisés, o povo de Israel, a quem essa bênção se dirigia, era um povo de libertos, de homens e mulheres renascidos após uma prolongada escravidão. Era um povo que tinha usufruído de algumas seguranças no Egito - não faltava comida, nem teto, nem certa estabilidade -, mas à custa de ser escravo, oprimido por uma tirania que exigia cada vez mais, dando cada vez menos (cf. Ex 5,6-7). Agora, no deserto, muitas das certezas do passado tinham se perdido, mas em troca havia a liberdade, que se concretizava em um caminho aberto para o futuro, no dom de uma lei de sabedoria e na promessa de uma terra na qual fosse possível viver e crescer sem grilhões nem correntes; em suma, em um renascimento.

Assim, no início do novo ano, a Liturgia recorda-nos que cada dia pode ser, para cada um de nós, o início de uma nova vida, graças ao amor generoso de Deus, à sua misericórdia e à resposta da nossa liberdade. É bonito pensar deste modo o ano que começa: como um caminho aberto, a descobrir, no qual por graça podemos nos aventurar, livres e portadores de liberdade, perdoados e doadores de perdão, confiantes na proximidade e na bondade do Senhor que sempre nos acompanha.

Solenidade da Santa Mãe de Deus em Cracóvia (2026)

No dia 01 de janeiro de 2026 a Basílica de São Francisco de Assis em Cracóvia (Polônia) acolheu a tradicional Missa da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus à meia-noite do ano novo presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Cracóvia, Dom Robert Józef Chrząszcz:

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Bênção com o Livro dos Evangelhos
Homilia
Incensação