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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Tenerife

Na manhã da sexta-feira, 12 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A) no Porto da cidade de Santa Cruz de Tenerife (Espanha).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 133-175 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada

Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Tenerife

Viagem Apostólica à Espanha
Santa Missa em Tenerife
Homilia do Papa Leão XIV
Porto de Santa Cruz de Tenerife
Sexta-feira, 12 de junho de 2026

Foi celebrada a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A).

Queridos irmãos e irmãs,
É uma graça nos encontrarmos neste dia em que o Coração de Jesus se deixa contemplar por nós como o coração da história. É com alegria que celebro convosco a Eucaristia, dando graças pela fé e pela caridade, das quais recebi tantos testemunhos nesta Viagem Apostólica e que fazem também deste arquipélago, tão conhecido pela sua beleza e acolhimento, um lugar onde o Senhor Ressuscitado nos precede e se manifesta. O mar, diante de nós, evoca o infinito, e o mesmo faz o céu, mas infinito é sobretudo o desejo que une o coração de Deus a tantos corações humanos, cujas alegrias e esperanças, tristezas e angústias encontram eco no coração da Igreja (cf. Constituição Gaudium et spes, n. 1). Nenhum ser humano é uma ilha; a localização geográfica desta Diocese e os desafios pastorais que a comprometem atestam que nascemos para o encontro e que não há obstáculo, distância, perigo ou ameaça que possa impedir cada um de prosseguir a sua viagem. Quer permanecendo durante toda a vida no mesmo lugar, quer escolhendo partir ou sendo obrigado a fazê-lo, nunca ninguém permanece parado. Eis o segredo do coração: o chamado íntimo ao êxodo e ao encontro.


Mas o Coração de Jesus nos revela como não nos perdermos em um dinamismo estéril: «Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio d’Ele» (1Jo 4,9). Há vida quando se dá vida. Caso contrário, andamos às voltas no vazio. Com efeito, «como recorda o Concílio, o ser humano é chamado à comunhão com Deus e “não se pode encontrar plenamente a não ser no sincero dom de si mesmo”: a sua vocação mais profunda é entrar no movimento trinitário do amor recebido e partilhado» (Encíclica Magnifica humanitas, n. 48). O Papa Francisco observava: «Muitas pessoas experimentam um desequilíbrio profundo, que as impele a fazer as coisas a toda a velocidade para se sentirem ocupadas, em uma pressa constante que, por sua vez, as leva a atropelar tudo o que têm ao seu redor. Isto tem incidência no modo como se trata o ambiente» (Encíclica Laudato si’, n. 225). São palavras que interpelam também a vocação turística de Tenerife, seja no que diz respeito ao coração de quem decide passar aqui um período de férias, seja para quem vive e trabalha na ilha, em contato com visitantes de tantos países do mundo. O que procura o coração humano? Como responder à sua sede sem enganá-lo? Quão importante é, especialmente para quem se deixa orientar pelo Evangelho, não reduzir tudo ao comércio e ao lucro. «As pessoas que saboreiam mais e vivem melhor cada momento são aquelas que deixam de bicar aqui e ali, sempre à procura do que não têm, e experimentam o que significa dar apreço a cada pessoa e a cada coisa, aprendem a se familiarizar com as coisas mais simples e sabem alegrar-se com elas. Deste modo conseguem reduzir o número das necessidades insatisfeitas e diminuem o cansaço e a ansiedade» (ibid., n. 223). Interpretai assim, queridos irmãos e irmãs, a vossa vocação à acolhida.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Gran Canária

Na tarde da quinta-feira, 11 de junho de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A) no Estádio de Gran Canária na cidade de Las Palmas de Gran Canária (Espanha).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 91-131 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada


Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Gran Canária

Viagem Apostólica à Espanha
Santa Missa em Gran Canária
Homilia do Papa Leão XIV
Estádio de Gran Canária
Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Foi celebrada a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A).

Queridos irmãos e irmãs,
Após um dia rico de encontros e partilhas, ao celebrar agora convosco esta Eucaristia antes de tudo desejo dar graças ao Senhor por tanto bem que aqui se faz quotidianamente, confiando-lhe o empenho de todos e, ao mesmo tempo, os sofrimentos dos quais esta terra é testemunha. Convido-vos também a rezar juntos, nesta Santa Missa, pelos irmãos e irmãs que perderam a vida no mar.

Com o pão e o vinho, tudo levamos ao Altar, ao entrarmos - através desta Celebração vespertina - na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a quem toda a Espanha está consagrada. Peçamos ao Senhor que, neste momento, estejam presentes em nós os mesmos sentimentos de humanidade, misericórdia e compaixão do Coração do Salvador.


Na nossa meditação, deixemo-nos ajudar pelas Leituras que acabamos de ouvir.

Na 1ª Leitura, Deus recorda aos israelitas a gratuidade com que os amou. Escolheu-os não porque tivessem privilégios, dons ou méritos particulares, mas por puro amor (cf. Dt 7,7-9), e continuará sempre a amá-los, mesmo que, pela dureza do seu coração, não correspondam aos seus sentimentos.

Esta é a caridade de Deus, na qual tem as suas raízes a nossa vocação ao amor, que não se baseia no cálculo, nem no mero sentimento, nem se reduz a simples filantropia, mas penetra todo o nosso ser: fogo para a alma, luz para a mente, impulso irresistível para a liberdade, paz e, ao mesmo tempo, tormento para o coração, que bate em sintonia com outros corações, envolvendo toda a pessoa. Porque amar é conatural ao homem, ou melhor, é condição para a plenitude da própria existência.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Missas da primeira sexta-feira do mês de 2026

“Transformados pelo amor que jorra copiosamente do Coração de Cristo, caminhemos juntos nos seus passos” (Leão XIV, Homilia, 27 de junho de 2025).

O Guia Litúrgico-Pastoral da CNBB, recentemente revisado e atualizado à luz da 3ª edição do Missal Romano, recorda o costume de celebrar a Missa votiva ao Sagrado Coração de Jesus na 1ª sexta-feira do mês, observando sempre as normas litúrgicas [1].

Para saber mais confira nossas postagens sobre a história e a teologia da devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Vitral representando o Sagrado Coração de Jesus

As Missas votivas, com efeito, são formulários em honra do Senhor, da Virgem Maria ou dos Santos que podem ser celebrados em certos dias para favorecer a devoção dos fiéis (cf. Instrução Geral do Missal Romano, 3ª edição, n. 375) [2].

Sempre é possível celebrar a Missa em honra do Sagrado Coração na 1ª sexta-feira do mês (salvo na Sexta-feira Santa, quando não se celebra a Missa); porém, conforme o tempo litúrgico, em algumas ocasiões deve ser celebrada a Missa do dia, com a cor do tempo e com suas orações e leituras, e em outras ocasiões pode ser celebrada a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, com paramentos brancos e com suas orações próprias [3].

Indicamos a seguir como se aplica essa norma para a 1ª sexta-feira de cada mês deste ano de 2026, destacando também a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus:

02 de janeiro de 2026: Memória dos Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, Bispos e Doutores da Igreja
A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida, a juízo do sacerdote, se houver razão pastoral (Memória obrigatória / Dia de semana do Tempo do Natal).

06 de fevereiro de 2026: Memória de São Paulo Miki e Companheiros, Mártires
A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida, a juízo do sacerdote, se houver razão pastoral (Memória obrigatória).

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Solenidade do Sagrado Coração em Cracóvia (2025)

Na sexta-feira, 27 de junho de 2025, o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Dom Marek Jędraszewski, celebrou como de costume a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na Basílica do Sagrado Coração em Cracóvia (Bazylika Najświętszego Serca Pana Jezusa), seguida de uma Procissão Eucarística ao redor da igreja:

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Evangelho

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Fotos da Missa no Jubileu dos Sacerdotes (2025)

Na manhã da sexta-feira, 27 de junho de 2025, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do Jubileu dos Sacerdotes.

Durante a Missa o Papa conferiu a Ordenação Presbiteral a 32 diáconos de diversos países do mundo.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação
Saudação inicial
Liturgia da Palavra
Bênção com o Evangeliário do Jubileu

Homilia do Papa: Jubileu dos Sacerdotes (2025)

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano C)
Santa Missa com Ordenações Presbiterais
Jubileu dos Sacerdotes
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 27 de junho de 2025

Hoje, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, celebramos com alegria esta Eucaristia no Jubileu dos Sacerdotes.

Dirijo-me, portanto, em primeiro lugar a todos vós, queridos irmãos sacerdotes, que viestes ao túmulo do Apóstolo Pedro para atravessar a Porta Santa e para mergulhar de novo as vossas vestes batismais e sacerdotais no Coração do Salvador. Para alguns dos presentes este gesto realiza-se em um dia único da sua vida: o da Ordenação.

Falar do Coração de Cristo neste contexto é falar de todo o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição do Senhor, confiado a nós de modo especial para que o tornemos presente no mundo. Por isso, à luz das leituras que escutamos, meditemos juntos sobre o modo como podemos contribuir para esta obra de salvação.


Na 1ª leitura (Ez 34,11-16), o profeta Ezequiel fala-nos de Deus como um pastor que passa pelo meio do seu rebanho, contando as suas ovelhas uma a uma: vai à procura das perdidas, cura as feridas, ampara as fracas e doentes. Assim nos recorda, em um tempo de grandes e terríveis conflitos, que o amor do Senhor, pelo qual somos chamados a deixar-nos abraçar e plasmar, é universal, e que, aos seus olhos - e consequentemente também aos nossos -, não há lugar para divisões e ódios de qualquer tipo.

Depois, na 2ª leitura (Rm 5,5-11), recordando-nos que Deus nos reconciliou «quando ainda éramos fracos» (v. 6) e «pecadores» (v. 8), São Paulo convida a abandonarmo-nos à ação transformadora do Espírito que habita em nós, em um caminho quotidiano de conversão. A nossa esperança baseia-se na certeza de que o Senhor não nos abandona, mas acompanha-nos sempre. Somos chamados, porém, a colaborar com Ele, primeiramente colocando a Eucaristia no centro da nossa existência, «fonte e ápice de toda a vida cristã» (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 11); depois, «pela frutuosa recepção dos sacramentos, especialmente pela frequente recepção do sacramento da Penitência» (Decreto Presbyterorum ordinis, n. 18); e, finalmente, através da oração, da meditação da Palavra e do exercício da caridade, conformando cada vez mais o nosso coração ao do «Pai das misericórdias» (ibid.).

sexta-feira, 27 de junho de 2025

Homilia do Papa João Paulo II: Sagrado Coração (Ano C)

No dia 02 de junho de 1989 o Papa João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus no Centro Esportivo «Idrettsbygget» da Universidade Técnica de Trondheim (Noruega) durante sua Viagem Apostólica ao país.

Durante a celebração, que reuniu os fiéis da Noruega Central, um grupo de crianças recebeu a primeira Comunhão, como o Papa destaca em sua homilia, meditando as leituras da Solenidade para o Ano C (Ez 34,11-16; Sl 22; Rm 5,5b-11; Lc 15,3-7).

Viagem Apostólica a Noruega, Islândia, Finlândia, Dinamarca e Suécia
Celebração Eucarística
Homilia do Papa João Paulo II
Centro Esportivo «Idrettsbygget», Universidade Técnica de Trondheim (Noruega)
Sexta-feira, 02 de junho de 1989

Caros irmãos e irmãs da Noruega Central!
1. Estou verdadeiramente contente de celebrar a Solenidade do Sagrado Coração convosco, aqui em Trondheim. Viestes das comunidades de Alesund, Molde, Kristiansund, Levanger e Trondheim.
Muitos de vós contribuíram com muito trabalho para que esse dia fosse um sucesso. Estou feliz com isso e agradeço a todos!

Viestes, como os peregrinos de outrora, a esta venerável cidade de Nidaros (agora Trondheim, às relíquias de Santo Olaf, que anunciou uma nova era de Cristianismo e de unificação nesta terra, embora não tenha vivido o suficiente para poder ver os frutos do seu trabalho. Seu filho - Magnus, o Bom - construiu a primeira igreja de madeira neste lugar, que rapidamente se tornou uma meta de peregrinação. Já em 1060 se celebrava uma Liturgia em honra de Santo Olaf até mesmo em Northumberland, na Grã-Bretanha. Também na Igreja Ortodoxa a memória de Santo Olaf é muito venerada: à sua intercessão foi atribuída a sobrevivência da Guarda Imperial de Constantinopla em um momento de perigo, quando, sob o Imperador Aleixo, enfrentou os búlgaros em batalha.

Imagem do Bom Pastor com o Coração em destaque
(Basílica de São Lourenço fora dos muros, Roma)

A Eucaristia foi um ponto central para as inumeráveis pessoais que vieram aqui ao longo dos séculos. Na Eucaristia recebemos Cristo, que instituiu este sacramento para poder permanecer conosco e viver em nós. Poderia haver dom maior? Cristo redimiu o mundo com o sacrifício do seu Corpo e do seu Sangue. Fazendo isso, Ele nos deu o alimento e a bebida para a vida eterna. Este alimento sacramental, sob as espécies do pão e do vinho, realmente “restaura as nossas almas”. Com efeito, Ele nos guia pelo caminho da fé, da esperança e da caridade todos os dias da nossa vida, para que possamos “viver na casa do Senhor”.

“O Senhor é o meu pastor, não me falta coisa alguma” (Sl 22,1).
A Liturgia de hoje coloca essas palavras do salmista nos lábios das crianças que receberão a primeira Comunhão nesta Missa. É particularmente apropriado que elas rezem hoje com essas maravilhosas palavras, quando nosso Senhor e Salvador prepara uma mesa eucarística para elas pela primeira vez. As palavras “o Senhor é o meu pastor” expressam uma esperança iluminada que elas podem repetir todas as vezes que receberem Jesus, o pão da vida.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Missas da primeira sexta-feira do mês de 2025

“A devoção ao Coração de Cristo é essencial para a nossa vida cristã...” (Encíclica Dilexit nos, n. 83).

O Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil, publicado anualmente pela CNBB, recorda o costume de celebrar a Missa votiva ao Sagrado Coração de Jesus na 1ª sexta-feira do mês, observando sempre as normas litúrgicas [1].

Para saber mais confira nossas postagens sobre a história e a teologia dessa devoção.

[Atualização: Para acessar nossa postagem sobre as Missas da 1ª sexta-feira do mês para o ano de 2026, clique aqui]

Coração de Jesus: Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6)

As Missas votivas, com efeito, são formulários em honra do Senhor, da Virgem Maria ou dos Santos que podem ser celebrados em certos dias para favorecer a devoção dos fiéis (cf. Instrução Geral do Missal Romano, 3ª edição, n. 375) [2].

Sempre é possível celebrar a Missa em honra do Sagrado Coração na 1ª sexta-feira do mês; conforme o tempo litúrgico, porém, ora deve ser celebrada a Missa do dia, com a cor do tempo e com suas orações e leituras, ora é possível celebrar a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, com paramentos brancos e com suas orações próprias [3].

Como já fizemos nos anos anteriores, indicamos a seguir como se aplica essa norma para a 1ª sexta-feira de cada mês deste Ano Jubilar de 2025, destacando também a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus:

03 de janeiro de 2025: Sexta-feira do Tempo do Natal
A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida, a juízo do sacerdote, se houver razão pastoral (dia de semana do Tempo do Natal).

07 de fevereiro de 2025: Sexta-feira da IV semana do Tempo Comum
A Missa votiva do Sagrado Coração é sempre permitida (dia de semana do Tempo Comum).

sábado, 23 de novembro de 2024

Encíclica Dilexit nos (3)

No dia 24 de outubro de 2024 o Papa Francisco promulgou a Encíclica Dilexit nos (Amou-nos) sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus.

Dada a estreita relação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus com a Liturgia e a extensão do documento (220 parágrafos), publicamos seu texto na íntegra dividido em três partes (1ª parte: nn. 1-77; 2ª parte: nn. 78-150). Confira nesta terceira parte, portanto, os nn. 151-220:

Papa Francisco
Encíclica Dilexit nos
Sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus

Capítulo IV: Amor que dá de beber

(Continuação)

A devoção da consolação

151. A chaga do lado, de onde brota a água viva, permanece aberta no Ressuscitado. Esta grande ferida causada pela lança, e as chagas da coroa de espinhos que aparecem com frequência nas representações do Sagrado Coração, são inseparáveis desta devoção. Nela contemplamos o amor de Jesus Cristo que foi capaz de se entregar até ao fim. O coração do Ressuscitado conserva estes sinais da doação total que implicou um intenso sofrimento por nós. Portanto, de algum modo, é inevitável que o fiel queira responder não só a este grande amor, mas também à dor que Cristo aceitou suportar por causa de tanto amor.

Sagrado Coração de Jesus
(Pompeo Batoni)

Com Ele na Cruz

152. Vale a pena recuperar esta expressão da experiência espiritual desenvolvida em torno do Coração de Cristo: o desejo interior de consolá-lo. Não tratarei agora da prática da “reparação”, que considero melhor inserida no contexto da dimensão social desta devoção, e que desenvolverei no próximo capítulo. Agora gostaria apenas de me concentrar naquele desejo que muitas vezes brota no coração do fiel enamorado quando contempla o mistério da Paixão de Cristo e o vive como um mistério que não só é recordado, mas que pela graça se torna presente, ou melhor, nos leva a estar misticamente presentes naquele momento redentor. Se o Amado é o mais importante, como não querer consolá-lo?

153. O Papa Pio XI procurou fundamentar esta afirmação convidando-nos a reconhecer que o mistério da redenção através da Paixão de Cristo, por graça de Deus, transcende todas as distâncias do tempo e do espaço. Deste modo, se Ele se entregou na Cruz também pelos pecados futuros, os nossos pecados, transcendendo o tempo, chegaram ao seu Coração ferido, assim como os atos que oferecemos hoje pela sua consolação: «Se, portanto, à vista de nossos pecados futuros, porém previstos, a alma de Jesus esteve triste até à morte, não há dúvida que desde então lhe tenha dado algum conforto a previsão do nosso desagravo, quando “lhe apareceu o Anjo do Céu” (Lc 22,43), a consolar-lhe o Coração oprimido de tristeza e de angústia. E assim também agora, de modo admirável, porém verdadeiro, podemos e devemos consolar este Coração Sacratíssimo, continuamente ofendido pelos pecados dos homens ingratos» (Encíclica Miserentissimus Redemptor, 08 de maio de 1928, n. 14).

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Encíclica Dilexit nos (2)

No dia 24 de outubro de 2024 o Papa Francisco promulgou a Encíclica Dilexit nos (Amou-nos) sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus.

Dada a estreita relação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus com a Liturgia e a extensão do documento (220 parágrafos), estamos publicando seu texto na íntegra dividido em três partes. Após a primeira postagem, com os nn. 1-77, confira nesta segunda parte os nn. 78-150:

Papa Francisco
Encíclica Dilexit nos
Sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus

Capítulo III: Este é o Coração que tanto amou

(Continuação)

Expressões recentes do Magistério

78. O Coração de Cristo esteve presente na história da espiritualidade cristã de diversas maneiras. Na Bíblia e nos primeiros séculos da Igreja aparecia sob a figura do lado ferido do Senhor, quer como fonte de graça, quer como apelo a um encontro íntimo de amor. Assim reapareceu constantemente no testemunho de muitos santos até aos nossos tempos. Nos últimos séculos esta espiritualidade tomou a forma de um verdadeiro culto ao Coração do Senhor.

Sagrado Coração de Jesus
(Pompeo Batoni)

79. Alguns dos meus Predecessores referiram-se ao Coração de Cristo e, com expressões variadas, convidaram a unir-se a Ele. No final do século XIX, Leão XIII convidava a nos consagrarmos a Ele e, na sua proposta, unia ao mesmo tempo o apelo à união com Cristo e a admiração perante o esplendor do seu amor infinito [3]. Cerca de trinta anos depois, Pio XI apresentou esta devoção como o resumo da experiência da fé cristã [4]. Além disso, Pio XII sustentou que o culto do Sagrado Coração exprime de forma excelente, como uma síntese sublime, a nossa adoração a Jesus Cristo [5].

80. Mais recentemente, São João Paulo II apresentou o desenvolvimento deste culto nos séculos passados como uma resposta ao crescimento de formas de espiritualidade rigoristas e desencarnadas que esqueciam a misericórdia do Senhor, mas ao mesmo tempo como um apelo contemporâneo a um mundo que procura construir-se sem Deus: «A devoção ao Sagrado Coração, do modo como se desenvolveu na Europa há dois séculos, sob o impulso das experiências místicas de Santa Margarida Maria Alacoque, foi a resposta ao rigorismo jansenista, que tinha acabado por menosprezar a infinita misericórdia de Deus... O homem do ano 2000 tem necessidade do Coração de Cristo para conhecer Deus e para conhecer a si mesmo; tem necessidade dele para construir a civilização do amor» (Audiência Geral, 08 de junho de 1994).

quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Encíclica Dilexit nos (1)

No dia 24 de outubro de 2024 o Papa Francisco promulgou a Encíclica Dilexit nos (Amou-nos) sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus.

Dada a estreita relação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus com a Liturgia e a extensão do documento (220 parágrafos), publicaremos seu texto na íntegra dividido em três partes. Confira  nesta primeira parte os nn. 1-77:

Papa Francisco
Encíclica Dilexit nos
Sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus

1. «Amou-nos», diz São Paulo referindo-se a Cristo (Rm 8,37), para nos ajudar a descobrir que nada «será capaz de nos separar» desse amor (v. 39). Paulo afirmava-o com firme certeza, porque o próprio Cristo tinha garantido aos seus discípulos:  «Eu vos amei» (Jo 15,9.12). Disse também: «Chamei-vos amigos» (v. 15). O seu coração aberto precede-nos e espera-nos incondicionalmente, sem exigir qualquer pré-requisito para nos amar e oferecer a sua amizade: Ele amou-nos primeiro (cf. 1Jo 4,10). Graças a Jesus, «conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (v. 16).

Sagrado Coração de Jesus
(Pompeo Batoni)

Capítulo I: A importância do coração

2. Para exprimir o amor de Jesus Cristo recorre-se frequentemente ao símbolo do coração. Há quem se interrogue se isto atualmente tenha um significado válido. Porém, é necessário recuperar a importância do coração quando nos assalta a tentação da superficialidade, de viver apressadamente, sem saber bem para quê, de nos tornarmos consumistas insaciáveis e escravos na engrenagem de um mercado que não se interessa pelo sentido da nossa existência [1].

O que entendemos quando dizemos “coração”?

3. No grego clássico profano, o termo kardía designa a parte mais íntima dos seres humanos, dos animais e das plantas. Em Homero, indica não só o centro corpóreo, mas também a alma e o centro espiritual do ser humano. Na Ilíada, o pensamento e o sentimento pertencem ao coração e estão muito próximos um do outro (cf. canto XXI, verso 441). O coração aparece como o centro do desejo e o lugar onde são forjadas as decisões importantes de uma pessoa (cf. canto X, verso 244). Em Platão, o coração assume, de certa forma, uma função “sintetizante” do que é racional e das tendências de cada pessoa, uma vez que tanto o comando das faculdades superiores como as paixões se transmitem através das veias que convergem no coração (cf. Timeu, § 65c-d; § 70). Assim, desde a Antiguidade advertimos a importância de considerar o ser humano não como uma soma de diferentes capacidades, mas como um complexo anímico-corpóreo com um centro unificador que dá a tudo o que a pessoa experimenta um substrato de sentido e orientação.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus em Cracóvia (2024)

Na sexta-feira, 07 de junho de 2024, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Dom Marek Jędraszewski, celebrou a Santa Missa na Basílica do Sagrado Coração de Jesus em Cracóvia (Bazylika Najświętszego Serca Pana Jezusa), seguida da Procissão Eucarística ao redor da igreja:

Procissão de entrada

Homilia
Incensação
Oração Eucarística

sexta-feira, 7 de junho de 2024

Homilia do Papa João Paulo II: Sagrado Coração (Ano B)

No dia 07 de junho de 1991 o Papa João Paulo II celebrou a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus em Włocławek, durante sua quarta Viagem Apostólica à Polônia.

Confira a seguir sua homilia, na qual, além de meditar sobre as leituras da Solenidade para o Ano B (Os 11,3-4.8c-9; Is 12,2-6; Ef 3,8-12.14-19; Jo 19,31-37), o Papa refletiu sobre a realidade da Polônia e da Europa na época, além de recordar o martírio do Padre Jerzy Popiełuszko (†1984), o qual seria beatificado em 2010.

Viagem Apostólica à Polônia
Missa para os fiéis da Diocese de Włocławek
Homilia do Papa João Paulo II
Aeroclube de Włocławek
Sexta-feira, 07 de junho de 1991

“Um dos soldados abriu-lhe o lado com a lança” (Jo 19,34).
Caros irmãos e irmãs,
1. Hoje a Igreja retorna à Sexta-feira Santa. A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus é como um grande “complemento” e um profundo comentário dos acontecimentos da Sexta-feira Santa. A passagem do Evangelho segundo João se refere justamente à conclusão desses acontecimentos. Os soldados enviados por Pilatos verificam se os condenados sobre o Gólgota estão mortos. Cristo já está morto. Para confirmá-lo, um dos soldados o golpeia com a lança - e então do lado transpassado “saiu sangue e água” (Jo 19,34). Foi a prova da morte.

O evangelista não fala do coração - mas foi transpassado precisamente o coração humano do Crucificado: é dele que brotam o sangue e a água, o que significa que Jesus, o Nazareno, já não vive. Isso aconteceu na tarde da Sexta-feira Santa. A lei ritual exigia que os corpos dos crucificados não fossem deixados na cruz no sábado da Páscoa, que era a maior festa de Israel.

Mosaico da Basílica do Sagrado Coração de Jesus
(Cracóvia, Polônia)

2. A essa descrição o evangelista acrescenta duas frases que devem testemunhar o cumprimento das profecias da Antiga Aliança. A Escritura diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos” (Jo 19,36; cf. Ex 12,46), e assim aconteceu, à diferença dos outros dois crucificados. A Escritura também diz: “Olharão para aquele que transpassaram” (Jo 19,37; Zc 12,10).

Olharão para o Crucificado. Fixarão o olhar sobre o seu Coração. Essas palavras contêm a chave do mistério que está no centro da Solenidade deste dia. Não só a chave. A chave da história da alma de tantas pessoas que, através dessa chaga aberta no lado de Cristo Crucificado, visível externamente, alcançam aquilo que está escondido à vista. Olham para o seu Coração. Fixam o olhar no seu Coração.

Quantas pessoas assim, com o olhar fixo no Coração do Redentor, passaram por esta terra do Vístula, por esta cidade e sede episcopal?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Missas da primeira sexta-feira do mês de 2024

“Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão” (Os 11,8c).

O Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil, publicado anualmente pela CNBB, recorda o costume de celebrar a Missa votiva ao Sagrado Coração de Jesus na 1ª sexta-feira do mês, observando sempre as normas litúrgicas [1].

Para saber mais, confira nossas postagens sobre a história e a teologia da devoção ao Sagrado Coração.

[Atualização: Para acessar nossa postagem sobre as Missas da 1ª sexta-feira do mês para o ano de 2026, clique aqui]


As Missas votivas, com efeito, são formulários em honra do Senhor, da Virgem Maria ou dos santos que podem ser celebrados em certos dias para favorecer a devoção dos fiéis (cf. Instrução Geral do Missal Romano, 3ª edição, n. 375) [2].

Sempre é possível celebrar a Missa em honra do Sagrado Coração na 1ª sexta-feira do mês; porém, conforme o tempo litúrgico, em algumas ocasiões deve ser celebrada a Missa do dia, com a cor do tempo e com suas orações e leituras; em outras ocasiões, por sua vez, é possível celebrar a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, com paramentos brancos e com suas orações próprias [3].

Indicamos a seguir como se aplica essa norma para a 1ª sexta-feira de cada mês do ano de 2024:

05 de janeiro de 2024: Sexta-feira do Tempo do Natal
A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida, a juízo do sacerdote, se houver razão pastoral (dia de semana do Tempo do Natal).

02 de fevereiro de 2024: Festa da Apresentação do Senhor
A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida apenas com autorização do Bispo Diocesano (Festa do Senhor).

Para saber mais, confira nossas postagens sobre a história e a celebração da Festa da Apresentação do Senhor.

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus em Cracóvia (2023)

Na Arquidiocese de Cracóvia (Polônia), a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, foi marcada neste ano de 2023 pela Santa Missa presidida pelo Arcebispo, Dom Marek Jędraszewski, no dia 16 de junho na Basílica do Sagrado Coração de Jesus (Bazylika Najświętszego Serca Pana Jezusa), aos cuidados dos sacerdotes jesuítas, seguida de uma procissão eucarística a redor da igreja:


Procissão de entrada
Incensação

Evangelho

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus em Milão

No dia 15 de junho de 2023 o Arcebispo de Milão (Itália), Dom Mario Enrico Delpini, presidiu a Santa Missa nas I Vésperas da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na capela do coro da Catedral de Santa Maria Nascente, o Duomo de Milão.

No Rito Ambrosiano, próprio da Arquidiocese, utiliza-se a cor vermelha nesta Solenidade, ao invés da cor branca, como no Rito Romano.

Uma vez que a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, na sexta-feira da 3ª semana após o Pentecostes, é também o Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero, a Missa foi celebrada em sufrágio pelos sacerdotes e religiosos falecidos ao longo do último ano.

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais
Evangelho
Homilia

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Homilia do Papa João Paulo II: Sagrado Coração (Ano A)

No dia 28 de junho de 1984 o Papa João Paulo II celebrou a Santa Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus no Hospital Gemelli em Roma por ocasião dos 25 anos da morte do Padre Agostino Gemelli [1].

Confira a seguir sua homilia, na qual reflete sobre as leituras da Solenidade para o Ano A (Dt 7,6-11; Sl 102; 1Jo 4,7-16; Mt 11,25-30).

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano A)
 XXV Aniversário da Morte do Padre Agostino Gemelli
Homilia do Papa João Paulo II
Hospital Universitário Agostino Gemelli
Quinta-feira, 28 de junho de 1984

1. “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11,29).
É Cristo que fala. Com os olhos da fé nós O contemplamos na concretude da sua humanidade, graças à qual Ele é em tudo semelhante a nós, menos no pecado (cf. Hb 4,15). Semelhante em tudo e, portanto, também no fato de ter um coração que bate em seu peito, ativando nas suas veias o fluxo vital da circulação sanguínea. É precisamente a este coração que Ele se refere quando fala a nós, aqui reunidos em torno ao altar: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”.

Hoje, Solenidade litúrgica do Sagrado Coração, nesta instituição universitária e hospitalar dedicada ao Coração de Jesus, somos convidados a meditar sobre o mistério desse Coração divino, no qual pulsa o amor infinito de Deus pelo homem, por todo homem, por cada um de nós. Aquele amor que já Moisés testemunhava diante dos seus compatriotas, recordando-lhes: “O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos - na verdade sois o menor de todos - mas, sim, porque o Senhor vos amou” (Dt 7,7-8). Aquele amor no qual o Apóstolo João viu a síntese de todo discurso sobre Deus, a ponto de poder afirmar: “Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor” (1Jo 4,8).


Como não exclamar com o salmista: “O Senhor é bondoso e compassivo” (Sl 102,8)? A Liturgia de hoje põe em nossos lábios as expressões adequadas para manifestar nosso reconhecimento diante de uma generosidade tão imprevisível e estupenda: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! (...) Pois Ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura Ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão” (vv. 1.3-4).

2. Meditemos sobre as “maravilhas” do amor de Deus contemplando o mistério do Coração de Cristo. É conhecida a riqueza de ressonâncias antropológicas que, na linguagem bíblica, desperta a palavra “coração”. Através dela são evocados não só os sentimentos próprios da esfera afetiva, mas também todas aquelas recordações, pensamentos, raciocínios, projetos, que constituem o mundo mais íntimo do homem. O coração na cultura bíblica - e também em grande parte das outras culturas - é aquele centro essencial da personalidade no qual o homem está diante de Deus como totalidade de corpo e espírito, como “eu” que pensa, quer e ama, como centro no qual a memória do passado se abre ao planejamento do futuro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Missas da primeira sexta-feira do mês de 2023

“Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, diz o Senhor” (Mt 11,29).

O Diretório da Liturgia e da organização da Igreja no Brasil, publicado anualmente pela CNBB, recorda o costume de celebrar a Missa votiva ao Sagrado Coração de Jesus na 1ª sexta-feira do mês, observando sempre as normas litúrgicas [1].

[Atualização: Para acessar nossa postagem sobre as Missas da 1ª sexta-feira do mês para o ano de 2026, clique aqui]

Mosaico do Sagrado Coração de Jesus

As Missas votivas, com efeito, são formulários em honra do Senhor, da Virgem Maria ou dos santos que podem ser celebrados em certos dias para favorecer a devoção dos fiéis (cf. Instrução Geral sobre o Missal Romano, 3ª edição, n. 375) [2].

De acordo com os nn. 374-377 da Instrução Geral sobre o Missal Romano, as Missas votivas são:
Sempre permitidas: Nos dias de semana do Tempo Comum, mesmo quando ocorre uma Memória facultativa.
Permitidas, a juízo do sacerdote, se houver razão pastoral: Nas memórias obrigatórias, nos dias de semana do Advento até 16 de dezembro, nos dias de semana do Natal e da Páscoa depois da Oitava Pascal.
Permitidas apenas com a autorização do Bispo diocesano: Nas festas, nos dias 17 a 24 de dezembro, na oitava do Natal, nos dias de semana da Quaresma, nos domingos do Tempo Comum.
Sempre proibidas: Nas solenidades, nos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, na oitava da Páscoa, na Comemoração dos Fiéis Defuntos, na Quarta-feira de Cinzas e na Semana Santa [3].

Sempre é possível celebrar a Missa em honra do Sagrado Coração na 1ª sexta-feira do mês (salvo na Sexta-feira Santa, dia em que não se celebra a Eucaristia); porém, conforme o tempo litúrgico, em algumas ocasiões deve ser celebrada a Missa do dia, com a cor do tempo ou do dia e com suas orações e leituras; em outras ocasiões, por sua vez, é possível celebrar a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus, com paramentos brancos e com suas orações próprias [4].

Indicamos a seguir como se aplica essa norma para a 1ª sexta-feira de cada mês do ano de 2023, além de destacar a própria Solenidade do Sagrado Coração de Jesus:

06 DE JANEIRO DE 2023: Sexta-feira do Tempo do Natal

A Missa votiva do Sagrado Coração é permitida, a juízo do sacerdote (dia de semana do Tempo do Natal).
Vale recordar que nesse dia se celebra em alguns lugares a Solenidade da Epifania do Senhor, que no Brasil é transferida para o domingo (este ano, no dia 08 de janeiro).

03 DE FEVEREIRO DE 2023: Sexta-feira da IV semana do Tempo Comum