quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ordenações Presbiterais em Milão

No último dia 09 de junho o Arcebispo de Milão, Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Santa Missa na Catedral de Santa Maria Nascente (o Duomo de Milão), durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a 29 diáconos.

No Rito Ambrosiano, a cor para as ordenações é o vermelho (diferentemente do Rito Romano, no qual se usa o branco).

Procissão de entrada

Homilia


terça-feira, 12 de junho de 2018

III Catequese do Papa sobre a Confirmação: Para o crescimento da Igreja

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 6 de junho de 2018
Confirmação (03): Para o crescimento da Igreja

Bom dia, prezados irmãos e irmãs!
Prosseguindo a reflexão sobre o Sacramento da Confirmação, consideremos os efeitos que o dom do Espírito Santo faz amadurecer nos crismandos, levando-os a tornar-se, por sua vez, uma dádiva para os outros. O Espírito Santo é um dom! Recordemos que, quando nos dá a unção com o óleo, o bispo diz: “Recebe o Espírito Santo, que te é concedido como dom”. Aquele dom do Espírito Santo entra em nós e frutifica, para que nós o possamos transmitir aos demais. Receber sempre para oferecer: nunca receber e conservar as coisas dentro, como se alma fosse um armazém. Não: receber sempre para oferecer. Recebemos as graças de Deus para as dar aos outros. Esta é a vida do cristão. Portanto, é próprio do Espírito Santo descentrar-nos do nosso eu, abrindo-nos ao “nós” da comunidade: receber para dar. Nós não estamos no centro: somos um instrumento daquela dádiva para os outros.
Completando nos batizados a semelhança a Cristo, a Confirmação une-os mais fortemente como membros vivos ao Corpo místico da Igreja (cf. Rito da Confirmação, n. 25). A missão da Igreja no mundo procede através da contribuição de todos aqueles que fazem parte dela. Alguns pensam que na Igreja existem patrões: o Papa, os bispos, os sacerdotes e depois os outros. Não: todos nós somos Igreja! E todos temos a responsabilidade de nos santificarmos uns aos outros, de cuidarmos dos demais. Todos nós somos Igreja! Cada qual tem a sua função na Igreja, mas todos nós somos Igreja! Com efeito, devemos pensar na Igreja como num organismo vivo, composto por pessoas que conhecemos e com as quais caminhamos, e não como numa realidade abstrata e distante. A Igreja somos nós que caminhamos, a Igreja somos nós que hoje nos encontramos nesta praça. Nós: esta é a Igreja. A Confirmação vincula à Igreja universal espalhada pela terra inteira, mas compromete ativamente os crismandos na vida da Igreja particular à qual pertencem, tendo como cabeça o Bispo, que é o sucessor dos Apóstolos.
E por isso o Bispo é o ministro originário da Confirmação (cf. Lumen gentium, 26), porque insere o confirmado na Igreja. O facto de que, na Igreja latina, este sacramento seja normalmente conferido pelo Bispo põe em evidência o seu «efeito de unir mais estreitamente aqueles que o recebem à Igreja, às suas origens apostólicas e à sua missão de dar testemunho de Cristo» (Catecismo da Igreja Católica, n. 1313).
E esta incorporação eclesial é bem significada pelo sinal de paz que conclui o rito da Crisma. Com efeito, a cada confirmado o Bispo diz: «A paz esteja contigo!». Recordando a saudação de Cristo aos discípulos na noite de Páscoa, cheia de Espírito Santo (cf. Jo 20,19-23) - ouvimos - estas palavras iluminam um gesto que «manifesta a comunhão eclesial com o Bispo e com todos os fiéis» (cf. CIC, n. 1301). Na Crisma, nós recebemos o Espírito Santo e a paz: aquela paz que devemos transmitir aos outros. Mas pensemos: cada qual pense, por exemplo, na própria comunidade paroquial. Há a cerimónia da Crisma, e depois trocamos o gesto da paz: o Bispo oferece-a ao crismado e em seguida, na Missa, trocamo-la entre nós. Isto significa harmonia, quer dizer caridade entre nós, significa paz. Mas depois, o que acontece? Saímos e começamos a falar mal do próximo, a “esfolar” os outros. Começam as tagarelices. E as bisbilhotices são guerras. Isto não está certo! Se recebemos o sinal da paz com a força do Espírito Santo, devemos ser homens e mulheres de paz, e não destruir com a língua a paz instaurada pelo Espírito. Quanto trabalho tem o desventurado Espírito Santo conosco, com este hábito da bisbilhotice! Pensai bem: a tagarelice não é uma obra do Espírito Santo, não é uma obra da unidade da Igreja. A bisbilhotice destrói aquilo que Deus faz. Mas por favor: deixemos de tagarelar!
A Confirmação só se recebe uma vez, mas o dinamismo espiritual suscitado pela santa unção persevera no tempo. Nunca cessaremos de cumprir o mandato de propagar em toda a parte o bom perfume de uma vida santa, inspirada pela fascinante simplicidade do Evangelho.
Ninguém recebe a Confirmação somente para si mesmo, mas para cooperar no crescimento espiritual dos outros. Só assim, abrindo-nos e saindo de nós mesmos para ir ao encontro dos irmãos, podemos realmente crescer e não apenas iludir-nos que o fazemos. Com efeito, aquilo que recebemos como dom de Deus deve ser transmitido - o dom é para ser oferecido - a fim de que seja fecundo e não, ao contrário, enterrado por causa de temores egoístas, como ensina a parábola dos talentos (cf. Mt 25,14-30). Até a semente, quando a temos na mão, não deve ser colocada ali, no armário, nem deixada de lado: é para ser semeada. Devemos transmitir à comunidade o dom do Espírito. Exorto os crismados a não “enjaular” o Espírito Santo, a não opor resistência ao Vento que sopra para os impelir a caminhar na liberdade, e não sufocar o Fogo ardente da caridade, que leva a consumir a vida por Deus e pelos irmãos. Que o Espírito Santo conceda a todos nós a coragem apostólica de comunicar o Evangelho, com obras e palavras, a quantos encontrarmos no nosso caminho. Com obras e palavras, mas com palavras boas, que edificam. Não com palavras de bisbilhotice, que destroem. Por favor, quando sairdes da igreja, pensai que a paz recebida é para ser oferecida aos outros; não para ser destruída com bisbilhotices. Não vos esqueçais disto!


Fonte: Santa Sé

Fotos da Missa do Papa em Corpus Christi

No último dia 03 de junho o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na praça diante da Paróquia Santa Mônica na cidade de Óstia.

Após a Missa o Vigário da Diocese de Roma, Dom Angelo De Donatis, presidiu a procissão eucarística até a Paróquia Nossa Senhora de Bonaria, diante da qual o Papa concedeu a Bênção Eucarística.

O Santo Padre foi assistido pelo Monsenhor Guido Marini. Para ler a homilia do Papa, clique aqui.

Procissão de entrada
Incensação


Ritos iniciais

Homilia do Papa: Corpus Christi - Ano B

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Homilia do Papa Francisco
Igreja de Santa Mônica, Óstia
Domingo, 03 de junho de 2018

No Evangelho que acabamos de ouvir, narra-se a Última Ceia, mas, surpreendentemente, a atenção fixa-se mais nos preparativos do que na própria ceia. Aparece várias vezes o verbo «preparar». Por exemplo, os discípulos perguntam: «Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?» (Mc 14,12). Jesus envia-os para fazerem os preparativos com indicações precisas e eles encontram «uma grande sala (...) mobiliada e toda pronta» (v. 15). Os discípulos vão preparar, mas o Senhor já tinha preparado.

Sucede algo parecido depois da ressurreição, quando Jesus aparece aos discípulos pela terceira vez: andam a pescar e Jesus vai ter com eles à praia; enquanto espera por eles já lhes vai preparando pão e peixe. Entretanto pede-lhes para trazerem um pouco do peixe que acabaram de apanhar sob indicação, aliás, d’Ele próprio (cf. Jo 21,6.9-10). Também neste caso Jesus prepara antecipadamente, mas pede aos seus para colaborar. Noutra ocasião, pouco antes da Páscoa, Jesus dissera aos discípulos: «Vou preparar-vos um lugar, (...) a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também» (Jo 14,2.3). Quem prepara, é Jesus; e todavia o mesmo Jesus, antes da sua Páscoa, pede-nos, com sérias advertências e parábolas, que nos preparemos, que estejamos prontos (cf. Mt 24,44; Lc 12,40).

Em resumo, Jesus prepara para nós, mas pede também a nós para preparar. Que prepara Jesus para nós? Prepara um lugar e um alimento. Um lugar muito mais digno do que a «grande sala mobiliada» do Evangelho. É a nossa casa espaçosa e ampla aqui na terra, a Igreja, onde há, e deve haver, lugar para todos. Mas tem-nos reservado um lugar também lá no Céu, no Paraíso, para estarmos com Ele e uns com os outros para sempre. Além do lugar, prepara-nos um alimento, um Pão que é Ele próprio. «Tomai: isto é o meu corpo» (Mc 14,22). Estas duas dádivas - o lugar e o alimento - são aquilo de que precisamos para viver. São a alimentação e a morada definitivas; e são-nos dadas ambas na Eucaristia. Alimento e um lugar.

Nela Jesus prepara-nos um lugar cá na terra, porque a Eucaristia é o coração palpitante da Igreja, gera-a e regenera-a, congrega-a e dá-lhe força. Mas a Eucaristia prepara-nos também um lugar lá em cima na eternidade, porque é o Pão do Céu. Vem de lá, é a única matéria nesta terra que tem verdadeiramente sabor de eternidade. É o pão do futuro, que já agora nos faz saborear um futuro infinitamente maior do que as mais risonhas expectativas. É o pão que sacia os nossos maiores anseios e nutre os nossos mais belos sonhos. Numa palavra, é o penhor da vida eterna: não apenas uma promessa, mas um penhor, isto é, uma antecipação, uma antecipação concreta daquilo que nos será concedido. A Eucaristia é a marcação, a «reserva» do paraíso; é Jesus, viático do nosso caminho rumo à vida beatífica que não acabará jamais.

Na Hóstia consagrada, além do lugar, Jesus prepara-nos o alimento, a nutrição. Na vida, precisamos de nutrir-nos continuamente, e não apenas com alimentos, mas também com projetos e afetos, anseios e esperanças. Temos fome de ser amados; mas as congratulações mais aprazíveis, as prendas mais belas e as tecnologias mais avançadas não bastam: nunca nos saciam completamente. A Eucaristia é um alimento simples, como o pão, mas é o único que sacia, porque não há amor maior. Nela encontramos realmente Jesus, partilhamos a vida d’Ele, sentimos o seu amor. Nela podes experimentar que a sua morte e ressurreição são para ti. E, quando adoras Jesus na Eucaristia, recebes d’Ele o Espírito Santo e encontras paz e alegria. Queridos irmãos e irmãs, escolhamos este alimento de vida: ponhamos em primeiro lugar a Missa, voltemos a descobrir a adoração nas nossas comunidades! Peçamos a graça de nos sentirmos esfomeados de Deus, de nunca nos fartarmos de receber o que Ele prepara para nós.

Mas, como aos discípulos de então, também hoje Jesus nos pede para preparar. Perguntemos-Lhe, como os discípulos: «Senhor, onde queres que façamos os preparativos?» Onde: as preferências de Jesus não recaem sobre lugares exclusivos e excludentes. Procura lugares não atingidos pelo amor, não tocados pela esperança. É a tais lugares desconfortáveis que Ele quer ir e pede-nos para Lhe fazer os preparativos. Há tantas pessoas privadas dum lugar decente para viver e do alimento para comer! Mas todos conhecemos pessoas sozinhas, atribuladas, necessitadas: são sacrários abandonados. Nós, que recebemos de Jesus alimentação e morada, estamos aqui para preparar um lugar e o alimento para estes irmãos mais frágeis. Ele fez-Se pão repartido para nós; pede que nos doemos aos outros, que deixemos de viver para nós mesmos, mas vivamos um para o outro. É assim que se vive eucaristicamente: derramando sobre o mundo o amor que recebemos da carne do Senhor. A Eucaristia traduz-se, na vida, passando do eu ao tu.

E o Evangelho deixa entender que os discípulos prepararam a Ceia, depois de ter entrado na cidade (cf. Mc 14,16). O Senhor chama-nos também hoje a preparar a sua chegada, não permanecendo fora, afastados; mas entrando nas nossas cidades, inclusive nesta cidade, cujo nome - «Óstia» - sugere precisamente a entrada, a porta. Senhor, quais são as portas que quereis que Vos abramos aqui? Quais são os portões que nos chamais a escancarar, quais são as reclusões que devemos superar? Jesus deseja que sejam abatidos os muros da indiferença e da conivência, que sejam removidas as grades dos abusos e arrogâncias, que sejam abertos os caminhos da justiça, da equidade e da legalidade. A ampla praia desta cidade sugere a beleza de abrir-se e fazer-se ao largo na vida. Mas, para o fazer, precisamos de desamarrar os cabos que nos prendem aos pegões do medo e da opressão. A Eucaristia convida a deixar-nos levar pela onda de Jesus, não ficar arenados na praia à espera que chegue qualquer coisa, mas zarpar livres, corajosos, unidos.

Os discípulos - conclui o Evangelho -, «após o canto dos salmos, saíram» (v. 26). No final da missa, sairemos também nós. Caminharemos com Jesus, que percorrerá as estradas desta cidade. Deseja habitar no vosso meio. Quer visitar as situações, entrar nas casas, oferecer a sua misericórdia libertadora, abençoar, consolar. Experimentastes situações dolorosas; o Senhor quer estar perto de vós. Abramos-Lhe as portas e digamos-Lhe:

Vinde visitar-nos, Senhor.
Acolhemo-Vos nos nossos corações, nas nossas famílias, na nossa cidade.
Obrigado porque nos preparais o alimento da vida e um lugar no vosso Reino.
Tornai-nos preparadores ativos, portadores jubilosos de Vós que sois a vida, para levar fraternidade, justiça e paz pelas nossas estradas. Amém.


Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Ângelus: Corpus Christi - Ano B

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 03 de junho de 2018

Bom dia, estimados irmãos e irmãs!
Hoje em muitos países, entre os quais a Itália, celebra-se a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo ou, segundo a mais célebre expressão latina, a solenidade de Corpus Christi. O Evangelho recorda-nos as palavras de Jesus, pronunciadas na última Ceia com os seus discípulos: «Tomai, isto é o meu Corpo». E em seguida: «Isto é o meu Sangue, o Sangue da aliança, que é derramado por muitos» (Mc 14,22.24). Precisamente em virtude daquele testamento de amor, a comunidade cristã reúne-se todos os domingos, e cada dia, em volta da Eucaristia, sacramento do Sacrifício redentor de Cristo. E, atraídos pela sua presença real, os cristãos adoram-no e contemplam-no através do sinal humilde do pão que se torna o seu Corpo.

Cada vez que celebramos a Eucaristia, mediante este Sacramento tão sóbrio e ao mesmo tempo são solene, nós fazemos experiência da Nova Aliança, que realiza plenamente a comunhão entre Deus e nós. E enquanto participamos nesta Aliança, não obstante sejamos pequeninos e pobres, nós colaboramos para edificar a história como Deus a quer. Por isso, enquanto constitui um ato de culto público a Deus, cada celebração eucarística remete para a vida e para as vicissitudes concretas da nossa existência. Enquanto nos nutrimos do Corpo e Sangue de Cristo, somos assimilados a Ele e recebemos em nós o seu amor, não para o conservar ciosamente, mas para o partilhar com os outros. Esta lógica está inscrita na Eucaristia: recebemos em nós o seu amor e partilhamo-lo com os outros. Eis em que consiste a lógica eucarística. Com efeito, nela contemplamos Jesus, Pão partido e oferecido, Sangue derramado pela nossa salvação. Trata-se de uma presença que, como fogo, faz arder em nós as atitudes egoístas, nos purifica da tendência a doar somente quando recebemos, e acende o desejo de nos fazermos, também nós em união com Jesus, pão partido e sangue derramado pelos irmãos.

Portanto, a festa de Corpus Christi é um mistério de atração a Cristo e de transformação nele. E é escola de amor concreto, paciente e sacrificado, como Jesus na Cruz. Ensina-nos a ser mais hospitaleiros e disponíveis em relação a quantos estão em busca de compreensão, de ajuda e de encorajamento, e vivem marginalizados e sozinhos. A presença de Jesus vivo na Eucaristia é como uma porta, uma porta aberta entre o templo e a estrada, entre a fé e a história, entre a cidade de Deus e a cidade do homem.

Expressão da piedade eucarística popular são as procissões com o Santíssimo Sacramento que, na hodierna solenidade, têm lugar em muitos países. Também eu, esta tarde em Óstia - como fez o Beato Paulo VI há cinquenta anos - celebrarei a Missa, à qual se seguirá a procissão com o Santíssimo Sacramento. Convido todos a participar, também espiritualmente, mediante a rádio e a televisão. Que Nossa Senhora nos acompanhe neste dia!


Fonte: Santa Sé.

Dedicação de igreja em Cracóvia

No último dia 02 de junho o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, celebrou a Santa Missa para a dedicação da igreja de Santa Maria Madalena em Cracóvia.

Arcebispo venera a cruz
Bênção da água
Aspersão da igreja

Evangelho

Festa da Visitação de Maria na Terra Santa

Este ano, devido à Solenidade de Corpus Christi ter caído no dia 31 de maio, não celebramos a festa da Visitação de Nossa Senhora. Porém, em Ain Karen, na Terra Santa, local onde ocorreu este episódio, a celebração, com o grau de solenidade, foi transferida este ano para o sábado seguinte, dia 02 de junho.

A Missa no Santuário da Visitação foi presidida pelo Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton.

Incensação
Ritos iniciais
Leituras
Evangelho
Homilia