quinta-feira, 1 de abril de 2021

Homilia: Missa da Ceia do Senhor

Santo Efrém
Hino 2 sobre os ázimos
Bendito o que foi imolado por nós!

1. Ele é o sábio que se pôs a ocultar seu saber dentro de si,
e perguntou aos extraviados: “De quem é filho o Messias?”
Para dar a conhecer sua divindade, Ele mesmo perguntou a respeito de si.
R: Bendito o que foi imolado por nós!

2. O Cordeiro da verdade sabia que os sacerdotes estavam contaminados,
os pontífices eram impuros, e que por isso não lhe eram adequados.
Ele mesmo se fez Sacerdote, e Sumo Pontífice de seu corpo.

3. Os pontífices daquele povo mataram ao Sumo Pontífice,
pois nosso Pontífice se fez sacrifício. Com seu sacrifício,
os sacrifícios foram abolidos. A todas as partes estendeu seu auxílio.

4. Os sacerdotes, que valem mais que os animais,
matavam e ofereciam sacrifícios de animais.
E o sacerdote era santificado por um cordeiro que não era santo.

5. Não há cordeiro maior que o Cordeiro do alto.
Visto que os sacerdotes eram terrenos, e o Cordeiro, celestial,
Ele veio a ser, de si mesmo, o oferente e a vítima.

6. Pois que sacerdotes com manchas não eram dignos de oferecer
ao Cordeiro imaculado, Ele mesmo veio a ser vítima de paz:
Pacificou o céu e a terra com seu sangue que a tudo pacifica.

7. Partiu o pão com suas mãos, em um símbolo do sacrifício de seu corpo.
Com suas mãos mesclou o cálice, em um símbolo do sacrifício de seu sangue.
Sacrificou-se e se ofereceu a si mesmo, como sacerdote de nossa propiciação.

8. Vestiu-se com o sacerdócio de Melquisedec, que era sua imagem,
pois não tinha o ministério dos sacrifícios, mas oferecia pão e vinho.
Rechaçou assim o sacerdócio levítico, enfastiado de libações.

9. Seus próprios servos escarneceram ao Rei da casa de Davi.
Ficaram loucos e lhe tiveram por louco. Ao repelir-lhe, deram a conhecer
que eles eram os loucos, extraviados, pois escarneceram ao seu Rei.

10. A realeza da casa de Davi suspirava pelo filho de Davi.
Viu-lhe e exultou de alegria, e Sião recebeu a boa-nova.
Ela, porém, lhe viu e se entristeceu, ante a beleza que alegra tudo.

11. O povo judeu chamou profeta ao Senhor da profecia.
Seu louvor era um insulto. Porém também lhe tiveram por louco.
Seu louvor era aparência, porém sua blasfêmia era real.

12. Se houvesse sido um profeta como os outros profetas,
teria apontado a outro que fosse maior que Ele.
Ele é o Senhor dos profetas, e são seus servos os que lhe proclamam.

13. A esperança veio ao povo judeu; porém o povo judeu cortou a esperança,
e a lançou às nações gentílicas, e acabou sem esperança.
As nações correram, vestiram-se dela, da esperança que eles tinham desprezado.

14. A esperança que os profetas haviam ansiado ver
- quem não se abismará? -, aqueles selvagens, quando lhe viram,
correram a escarnecer-lhe, por ter vindo em seus dias.

15. Justamente, por esta razão, é pelo que veio em seus dias:
para que, se lhe recebiam, vivessem; e se lhe repeliam, se dessem conta
dos selvagens que eram, ao ter rejeitado a sua própria luz.

16. Quão difícil é para o ingrato reconhecer sua ingratidão!
Pois não se dá conta de sua maldade, até que ele mesmo sofra a ingratidão.
Com uma injúria igual à sua aprende qual é o sabor de sua maldade.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 327-329. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, clique aqui.

Para ler uma homilia de Santo Agostinho para esta celebração, clique aqui.

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