quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Peregrinação da Arquidiocese de Cracóvia a Czestochowa

O Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, celebrou no último dia 11 de agosto a Santa Missa junto ao Santuário de Nossa Senhora em Częstochowa por ocasião da conclusão da XXXVII peregrinação da Arquidiocese ao Santuário Mariano.

A peregrinação saiu de Cracóvia no dia 06 de agosto. Os peregrinos caminharam até a cidade de Częstochowa, onde encontra-se o grande Santuário de Jasna Góra.

Chega dos peregrinos ao Santuário

Palavras de Dom Marek
Procissão de entrada
Incensação

Memória de Santa Clara em Jerusalém

No último dia 11 de agosto o Administrador Apostólico do Patriarcado de Jerusalém, Dom Pierbatista Pizzaballa, celebrou a Santa Missa no convento das clarissas em Jerusalém por ocasião da memória de Santa Clara.

Na véspera, dia 10, o Vigário da Custódia da Terra Santa, Pe. Dobromir Jasztal, celebrou as I Vésperas de Santa Clara na capela do convento (sendo fundadora da Ordem, no convento é celebrada com grau de solenidade).

Dia 10: I Vésperas

Ícone de Santa Clara 
Vésperas: Hino
Salmodia
Leitura breve 
Incensação do ícone

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Missas de Nossa Senhora: Maria, causa da nossa alegria

34. Bem-aventurada Virgem Maria, causa da nossa alegria
(Para o Tempo Comum)

Introdução
Jesus veio ao mundo para trazer-nos a verdadeira alegria (Jo 15,11; 17,13). Toda sua vida é marcada pelo sinal da alegria: seu Nascimento (Lc 2,10), sua Ressurreição (Jo 20,20; Lc 24,41), sua Ascensão aos céus (Lc 24,52), a efusão do Espírito (Gl 5,22).
A Igreja, pois, sempre colocou sua alegria em seu Esposo. Como Jesus veio a nós por Maria, a Igreja entende que a Virgem, por sua cooperação na Encarnação, pode justamente ser invocada como “Causa da nossa alegria”. A tristeza oriunda da desobediência de Eva foi transformada em alegria pela obediência de Maria.
As orações desta celebração são um sumário das obras de salvação que Deus realizou através de Jesus Cristo, as quais trouxeram alegria à Virgem e, por conseguinte, alegram à Igreja e a todo o gênero humano:
- A eleição de Maria: Aquela que “encontrou graça diante de Deus” (Lc 1,30), foi por Ele escolhida como habitação divina, ornada com “vestes de salvação” (Is 61,10). Por isso as orações da Missa convidam Maria a alegrar-se (Ant. de entrada);
- A visita a Isabel, na qual Maria “exultou de alegria em Deus” (Lc 1,47);
- O nascimento de Jesus, pela qual “Deus alegrou o mundo” (Coleta) e “manifestou-nos a Luz” (Prefácio);
- A Ressurreição do Senhor, pela qual nós somos chamados “às alegrias da vida eterna” (Oração após a Comunhão);
- A Assunção de Maria: Ela no céu nos espera, para que “possamos alegrar-nos com ela para sempre” (Prefácio).

Antífona de entrada (Lc 1,28.30-31)
Alegra-te, Virgem Maria!
Encontraste graça diante de Deus;
eis que conceberás em teu seio e darás à luz um Filho
e lhe porás o nome de Jesus.

Oração do dia
Senhor, nosso Deus, que alegrastes o mundo pela encarnação do vosso Filho, fazei que, venerando sua Mãe, causa da nossa alegria, sigamos sempre o caminho dos vossos mandamentos e fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas*
Recebei, Senhor, estes dons que a Igreja vos apresenta com alegria e concedei que, tendo nós recebido todos os bens em Cristo, nascido da Virgem imaculada, alcancemos os frutos da alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade, ao celebrarmos a memória da Virgem Maria, vossa filha predileta.
O seu ditoso nascimento anunciou a alegria ao mundo inteiro; a sua maternidade virginal manifestou-nos a Luz esplendorosa; a sua vida humilde ilumina toda a Igreja; a sua gloriosa partida deste mundo elevou-a ao céu onde, como Irmã e Mãe, nos espera, até que possamos alegrar-nos com ela para sempre na visão da vossa glória.
Por isso, com os coros dos anjos, vos louvamos e bendizemos, cantando (dizendo) com alegria:

Antífona de Comunhão (Sl 45/46,5)
Os braços de um rio vêm trazer alegria,
à cidade de Deus, à morada do Altíssimo.

Oração após a Comunhão*
Confirmai em nós, Senhor, os mistérios da verdadeira fé, para que, proclamando que Jesus Cristo, concebido da Virgem Maria, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, cheguemos, pelo poder da sua ressurreição, às alegrias da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Leitura: Zc 2,14-17 (“Rejubila, alegra-te, idade de Sião”) ou Is 61,9-11 (“Exulto de alegria no Senhor”)
Salmo: Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R: v. 47)
Evangelho: Lc 1,39-47 (Visitação) ou Jo 15,9-12 (“A minha alegria esteja em vós”)

*Nas orações sobre as oferendas e após a Comunhão a Coletânea apresenta a conclusão “Por nosso Senhor Jesus Cristo...”. Porém, esta conclusão é própria das coletas. Aqui o correto é utilizar “Por Cristo, nosso Senhor”, como indica a IGMR, nn. 77 e 89.


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 139-142.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 179-182.

Missas de Nossa Senhora: Maria, Mãe do bom conselho

33. Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe do bom conselho
(Para o Tempo Comum)

Introdução
Em 1903, o Papa Leão XIII acrescentou à Ladainha de Nossa Senhora a invocação “Mãe do Bom Conselho”. Tal título está diretamente ligado ao Santuário de Genazzano, próximo a Roma, confiado aos cuidados da Ordem de Santo Agostinho (Agostinianos), de cujo Próprio foi tomada esta Missa (à exceção do Prefácio).
A Maria é justamente devido o título de Mãe do Bom Conselho, sendo Mãe de Jesus Cristo, a quem Isaías profeticamente chamou “Conselheiro admirável” (Is 9,5). Ela, sobre quem o “Espírito do Senhor desceu com sua sombra admirável” (Lc 1,35; Oração sobre as oferendas), recebeu de Deus “a plenitude dos dons do Espírito Santo, para ser a digna Mãe do vosso Filho e associada à obra da sua redenção” (Prefácio).
Portanto, ao invocarmos Maria como “Mãe do Bom Conselho”, pedimos-lhe que nos conceda este dom, o qual ela “comunica sem reservas” (Ant. de entrada), a fim de que, seguindo seu exemplo, procuremos sempre cumprir fielmente a vontade de Deus. Seu grande conselho a todos nós, seus filhos, é justamente este: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5; Ant. de Comunhão).
Através desta celebração, pedimos a Deus o dom do conselho, a fim de que sempre “saibamos conhecer o que vos agrada e dirigir-nos em nossos trabalhos” (Coleta; Oração após a Comunhão).

Antífona de entrada (Sb 7,7b.13)
Orei e foi-me dado o espírito de sabedoria.
Aprendi-a com lealdade, comunico-a sem reserva
e não escondo as suas riquezas.

Oração do dia
Senhor, que conheceis os pensamentos dos homens mortais, como são tímidos e incertos, por intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, na qual tomou carne vosso Filho, dai-nos vosso dom do conselho, para fazer-nos conhecer o que vos agrada e dirigir-nos em nossos trabalhos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas
Senhor, o Espírito de conselho que cobriu com sua sombra admirável a bem-aventurada Virgem Maria, vossa serva, torne agradáveis estes dons que reverentes vos apresentamos. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-vos graças, sempre e em toda a parte.
Vós adornastes a Santa Virgem Maria com a plenitude dos dons do Espírito Santo, para ser a digna Mãe do vosso Filho e associada à obra da sua redenção, enriquecida com esta graça, procurou sempre a vossa vontade e cumpriu-a fielmente; proclamou com alegria a vossa grande misericórdia e aderiu intimamente ao vosso desígnio divino de renovar todas as coisas em Cristo.
Por Ele, com a multidão dos anjos que adoram a vossa majestade e se alegram eternamente na vossa presença, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

Antífona de Comunhão (Jo 2,5)
A Mãe de Jesus disse aos serventes:
“Fazei tudo o que Ele vos disser”.

Oração após a Comunhão*
Senhor, que nos fizestes participar nos vossos santos mistérios, ao celebrarmos a memória de Santa Maria, Mãe do Bom Conselho, concedei-nos a graça de conhecer o que vos agrada e de merecermos ser salvos por vosso Filho, que por meio da bem-aventurada Virgem Maria nos destes como Conselheiro admirável. Ele que vive e reina para sempre.

Leitura: Is 9,1-3.5-6 (“O nome que lhe foi dado é Conselheiro admirável”) ou At 1,12-14;2,1-4 (“Todos eles perseveravam na oração com Maria, Mãe de Jesus”)
Salmo: Eclo 14,22;15,3.4.6b (R: 14,22a)
Evangelho: Jo 2,1-11 (Bodas de Caná)

*Na oração após a Comunhão a Coletânea apresenta a conclusão “Que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo”, própria das coletas. Aqui o correto é utilizar “Que vive e reina para sempre”, como indica a IGMR, n. 89.


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 135-138.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 175-177.

Missas de Nossa Senhora: Maria, Mãe e mestra espiritual

32. Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e mestra espiritual
(Para o Tempo Comum)

Introdução
Os irmãos e irmãs carmelitas veneram principalmente a Virgem Maria sob o título do “Monte Carmelo” (Nossa Senhora do Carmo). Porém, meditando o mistério todo de Maria, sobretudo sua atitude de contemplação, de oração, de recolhimento, sempre a veneraram igualmente como “Mãe e Mestra Espiritual”. Este formulário, portanto, é tomado do Próprio dos Irmãos Descalços da Ordem da Beatíssima Virgem Maria do Monte Carmelo (Carmelitas Descalços). Notem-se as referências ao “monte” na antífona de entrada e na Coleta.
A Virgem Maria é celebrada como Mãe e Mestra Espiritual porque foi a perfeita discípula de Cristo e, com seu exemplo, atrai os seus filhos à perfeita caridade. Ela é a “Mãe” que “não cessa de gerar os novos filhos da Igreja” (Prefácio) e conduzi-los com seu amor e exemplo na subida “do monte que é Cristo” (Coleta). Ela é a “Mestra” que “guarda no coração as palavras do Senhor” (Ant. de Comunhão, Lc 2,19.51), é “a imagem sublime da vida evangélica” (Prefácio): olhando para ela, para seu exemplo, sua atitude espiritual, seu coração, aprendemos a amar Deus e os irmãos. Em suma, com esta celebração pedimos “imitar fielmente as virtudes bem-aventurada Virgem Maria” (Oração após a Comunhão).

Antífona de entrada (Sl 33/34,12; Is 2,3)
Vinde, filhos, ouvi-me:
Eu vos ensinarei o temor do Senhor.
Vinde, subamos ao monte do Senhor
e andemos em seus caminhos.

Oração do dia
Ajude-nos, Senhor, nós vos rogamos, a valiosa intercessão da gloriosa Virgem Maria, para que, fortalecidos por seu auxílio, possamos chegar ao monte que é Cristo. Pelo mesmo Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas
Por estes dons que vos apresentamos com alegria, nós vos rogamos, santificai Senhor os vossos servos, que a Virgem Maria ensina com seus exemplos e guarda com a sua proteção, para que cumprindo fielmente as promessas do Batismo, sirvam de coração sincero a vós e aos irmãos. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-vos graças, sempre e em toda a parte. Nós vos louvamos, vos bendizemos, vos glorificamos, na memória da bem-aventurada sempre Virgem Maria.
Associada intimamente ao mistério de Cristo, não cessa de gerar para vós os novos filhos da Igreja, que estimula com amor e ensina com seu exemplo, para os conduzir à caridade perfeita. Ela é a imagem sublime da vida evangélica e, olhando para ela suplicantes, aprendemos os vossos caminhos: com a sua inspiração, ela nos ensina a amar-vos sobre todas as coisas; com a sua atitude espiritual, nos convida a contemplar o vosso Verbo; e com o seu coração, nos anima a servir os irmãos.
Por Ele, com os coros dos anjos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) com alegria:

Antífona de Comunhão (Lc 2,19)
Maria guardava todas estas palavras,
meditando-as em seu coração.

Oração após a Comunhão*
Alimentados, Senhor, neste sacramento com o precioso Corpo e Sangue do vosso Filho, humildemente suplicamos da vossa bondade a graça de imitar fielmente as virtudes da bem-aventurada Virgem Maria. Por Cristo, nosso Senhor.

Leitura: Pv 8,17-21.34-35 (“Quem me encontrar, encontrará a vida”) ou Is 56,1.6-7 (“Cumpri o dever e praticai a justiça”)
Salmo: Sl 14,2-3a.3bc-4.5 (R: v. 1b)
Evangelho: Mt 12,46-50 (“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã, minha mãe”) ou Jo 19,25-27 (“Esta é a tua Mãe”)

*Na oração após a Comunhão a Coletânea apresenta a conclusão “Por nosso Senhor Jesus Cristo...”. Porém, esta conclusão é própria das coletas. Aqui o correto é utilizar “Por Cristo, nosso Senhor”, como indica a IGMR, n. 89.


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 131-134.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 171-173.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Missas de Nossa Senhora: Maria, fonte da salvação

31. Bem-aventurada Virgem Maria, fonte da salvação
(Para o Tempo Comum)

Introdução
São diversos os textos, tanto da tradição oriental quanto da tradição ocidental, que louvam Maria com o título de “fonte”: fonte de água viva, fonte de amor, fonte de graça, fonte de misericórdia, fonte de salvação. Muitos são também os santuários marianos que possuem junto a si uma fonte de água à qual os fiéis acorrem (basta citar o Santuário de Lourdes, na França).
As orações desta Missa (tomadas em parte do Próprio da Diocese de Cartagena) celebram antes de mais a Jesus Cristo, fonte de nossa salvação: Ele é o templo do qual brota a água da vida (Ez 47,1-2; Jo 7,37; Jo 19,33). Maria é chamada “fonte de salvação” pois “ela concebeu de modo inefável o Verbo encarnado, Jesus Cristo, fonte da água viva” (Prefácio). Como afirma a Coleta, celebramos “a Virgem santíssima, pela qual nos abristes a fonte da salvação, Jesus Cristo”. Maria não é a fonte da salvação, a fonte é Jesus Cristo: mas através de Maria temos acesso a esta fonte.
Maria também é celebrada como imagem da Igreja, sacramento universal de salvação. Como afirma o Prefácio, “a Igreja oferece a todos os fiéis a fonte de salvação, que brota do lado de Cristo, fonte que conserva fecunda e pura nos sacramentos”.
Por fim, aparece também a constante menção ao Espírito Santo, cuja efusão sobre Maria e sobre a Igreja é simbolizada na imagem da efusão das águas.

Antífona de entrada (Is 44,3-4)
Derramarei água sobre a terra sedenta,
e meu Espírito sobre a tua posteridade,
minha bênção sobre o teu povo
e crescerão como plantas junto às torrentes das águas.

Ou (Sl 4,5-6):
As águas do rio alegram a cidade de Deus,
a mais santa das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela e a torna inabalável.

Oração do dia
Senhor, Pai santo, ao celebrarmos com alegria a memória da Virgem santíssima, pela qual nos abristes a fonte da salvação, Jesus Cristo, vosso Filho, humildemente vos pedimos que, bebendo sempre nesta fonte da vida, produzamos frutos abundantes do Espírito Santo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas*
Convertei, Senhor, em sacramento de salvação os dons que trazemos com alegria ao vosso altar ao celebrarmos a memória da gloriosa Virgem Maria, por cuja intercessão, como maravilhoso sinal, vosso Filho transformou a abundância de água em vinho. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade, ao celebrarmos a memória da Virgem Maria.
Pela virtude do Espírito Santo, ela concebeu de modo inefável o vosso Verbo encarnado, Jesus Cristo, fonte da água viva, na qual todos os homens saciam a sua sede de comunhão e caridade. Também a Igreja oferece a todos os fiéis a fonte de salvação, que brota do lado de Cristo, fonte que conserva fecunda e pura nos sacramentos, para que nela recebam o Espírito Santo e encontrem a Cristo Salvador.
Por Ele, com a multidão dos anjos que adoram a vossa majestade e se alegram na vossa presença, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

Antífona de Comunhão (Jo 7,37)
Se alguém tem sede, venha a mim,
e beba quem acredita em mim, diz o Senhor.

Ou (Is 55,1):
Todos vós que tendes sede, vinde à nascente das águas.
Todos vós que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei.
Comprai, sem despesa e sem dinheiro, vinho e leite.

Oração após a Comunhão*
Senhor, que nos fizestes participar na vossa mesa celeste, bebendo com alegria nas fontes do Salvador, concedei-nos que, celebrando a memória da Virgem Maria, o sacramento recebido seja para nós uma nascente que jorra para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Leitura: Ez 47,1-2.8-9.12 (“A água corria do lado direito do Templo”)
Salmo: Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R: v. 3)
Evangelho: Jo 19,25-37 (“Um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”)

Ou:
Leitura: Ct 4,6-7.9.12-15 (“A fonte dos jardins é como um manancial de água corrente”)
Salmo: Jt 13,18bcde.19 (R: v. 9b)
Evangelho: Jo 7,37-39a (“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”)

*Nas orações sobre as oferendas e após a Comunhão a Coletânea apresenta a conclusão “Por nosso Senhor Jesus Cristo...”. Porém, esta conclusão é própria das coletas. Aqui o correto é utilizar “Por Cristo, nosso Senhor”, como indica a IGMR, nn. 77 e 89.


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 125-130.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 167-170.

Missas de Nossa Senhora: Maria, Mãe e medianeira da graça

30. Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e medianeira da graça
(Para o Tempo Comum)

Introdução
Em 1921, o Cardeal Désiré-Joseph Mercier, Arcebispo de Bruxelas, solicitou ao Papa Bento XV a aprovação da Missa de Nossa Senhora, Medianeira de todas as graças, a ser celebrada em toda a Bélgica no dia 31 de maio. Posteriormente o uso desta Missa foi concedido a outras dioceses e institutos religiosos.
Em 1971, a Congregação para o Culto Divino aprovou novo formulário sob o título “Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e Medianeira da graça”, para o Próprio da Ordem dos Irmãos Servos da Santíssima Virgem Maria (Servitas), que é apresentada aqui, acrescida de um novo prefácio.
Importante salientar antes de tudo que o único mediador entre nós e o Pai é Jesus (1Tm 2,5). Porém, o Concílio Vaticano II recorda que “a função maternal de Maria em relação aos homens de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia. Com efeito, todo o influxo salvador da Virgem Santíssima sobre os homens se deve ao beneplácito divino e não a qualquer necessidade; deriva da abundância dos méritos de Cristo, funda-se na Sua mediação e dela depende inteiramente, haurindo aí toda a sua eficácia; de modo nenhum impede a união imediata dos fiéis com Cristo, antes a favorece” (Lumen Gentium, n. 60).
Portanto, chamar Maria de “Mãe da graça” é simplesmente afirmar, como diz a Coleta, que ela nos deu o Autor da graça; chamá-la de “Medianeira da graça” é recordar que, por desígnio de Deus, ela está unida à obra salvadora de seu Filho, exercendo para conosco uma mediação “de súplica e de perdão, de intercessão e de graça, de reconciliação e de paz” (Prefácio).

Antífona de entrada
Ave, Santa Maria, fonte da piedade,
tesouro de todas as graças,
que trouxestes em vosso seio virginal
o Deus e Homem verdadeiro.

Ou:
Salve, Santa Mãe de Deus,
por vós recuperamos a vida,
porque recebestes o Filho que desceu do céu
e destes `luz o Salvador do mundo.

Oração do dia
Senhor, nosso Deus, que na vossa inefável providência nos destes o autor da graça por meio da bem-aventurada Virgem Maria e a associastes ao mistério da redenção humana, concedei que ela nos alcance a abundância da graça e nos conduza ao porto da salvação eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas*
Recebei, Senhor, o sacrifício de reconciliação e de louvor que vos oferecemos ao celebrar a memória da gloriosa Virgem Maria e, pela ação do Espírito Santo, convertei-o no sacramento da redenção humana, que Jesus Cristo, supremo Mediador, instituiu para nos reconciliar convosco, a fim de que se torne para nós fonte de graças e manancial perene de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, Senhor nosso.
Ele, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, foi por vós constituído único mediador entre vós e os homens, sempre vivo a interceder por nós. Mas na vossa inefável bondade estabelecestes que a bem-aventurada Virgem Maria, Mãe e cooperadora do Redentor, exercesse a sua função materna na Igreja: de súplica e de perdão, de intercessão e de graça, de reconciliação e de paz. A sua missão de amor materno depende totalmente da única mediação de Cristo, da qual procede todo o seu poder. Nas angústias e nos perigos da sua vida, os fiéis recorrem confiantemente à santíssima Virgem, que invocam como Mãe de misericórdia e despenseira da graça.
Por isso, com os anjos e santos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) com alegria:

Antífona de Comunhão (Ap 22,17)
O Espírito e a Esposa dizem: Vem!
E aquele que ouvir diga: Vem!
Quem tem sede venha,
e quem deseja beber receba de graça a água da vida.

Oração após a Comunhão*
Senhor, que nos renovastes nas fontes da graça, humildemente vos pedimos que, pelo poder deste sacramento e pela intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, vivamos cada vez mais unidos a Cristo Mediador e colaboremos com maior fidelidade na obra da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Leitura: Est 8,3-8.16-17a (“Como poderia eu suportar a desgraça que atingiria meu povo”)
Salmo: Sl 66,2-3.4-5.6-7 (R: v. 2b)
Evangelho: Jo 2,1-11 (Bodas de Caná)

*Nas orações sobre as oferendas e após a Comunhão a Coletânea apresenta a conclusão “Por nosso Senhor Jesus Cristo...”. Porém, esta conclusão é própria das coletas. Aqui o correto é utilizar “Por Cristo, nosso Senhor”, como indica a IGMR, nn. 77 e 89.


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 122-124.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 161-165.