quarta-feira, 15 de abril de 2026

Semana Santa em Manila (2026) Parte 2

Como vimos na postagem anterior, as celebrações da Semana Santa deste ano de 2026 na Arquidiocese de Manila (Filipinas) foram presididas pelo Arcebispo, Cardeal Jose Fuerte Advincula, na Catedral Metropolitana da Imaculada Conceição.

Após destacarmos na primeira parte as celebrações do Domingo de Ramos e da Quinta-feira Santa, nesta segunda parte trazemos algumas imagens da Celebração da Paixão do Senhor e da Vigília Pascal:


Prostração
Liturgia da Palavra
Narrativa da Paixão
Homilia
Oração Universal

Semana Santa em Manila (2026) Parte 1

Na Arquidiocese de Manila (Filipinas) as celebrações da Semana Santa deste ano de 2026 foram presididas pelo Arcebispo, Cardeal Jose Fuerte Advincula, na Catedral Metropolitana da Imaculada Conceição.

Nesta primeira parte trazemos algumas imagens do Domingo de Ramos e das celebrações da Quinta-feira Santa: a Missa Crismal e a Missa da Ceia do Senhor.


Procissão de entrada
Ritos iniciais
Aspersão dos ramos
Evangelho da entrada de Jesus em Jerusalém
Procissão

terça-feira, 14 de abril de 2026

Semana Santa em Jerusalém (2026) Parte 2

Como vimos em nossa postagem anterior, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu as principais celebrações da Semana Santa deste ano de 2026 na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, apesar das restrições impostas no contexto da guerra entre Israel e Irã.

Após destacarmos na primeira parte as celebrações do Domingo de Ramos até a Sexta-feira Santa, nesta postagem trazemos algumas imagens da Vigília Pascal e da Missa do Domingo de Páscoa.

Vale lembrar que, além das restrições impostas pela guerra, Jerusalém possui uma série de particularidades litúrgicas, fruto de antigas tradições e de razões pastorais, como o uso compartilhado da Basílica do Santo Sepulcro com as outras Igrejas cristãs.

04 de abril: Vigília Pascal

No Sábado Santo o Patriarca celebrou a Vigília Pascal na Noite Santa da Ressurreição do Senhor diante da Edícula da Basílica do Santo Sepulcro:

Altar preparado diante da Edícula
O Patriarca venera a Pedra da Unção
Bênção do fogo
Incensação da Pedra da Unção
Preparação do círio pascal

Semana Santa em Jerusalém (2026) Parte 1

O Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu as principais celebrações da Semana Santa deste ano de 2026 na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém, apesar de algumas restrições impostas no contexto da guerra entre Israel e Irã.

Nesta primeira parte destacamos as celebrações do Domingo de Ramos, da Missa da Ceia do Senhor e da Celebração da Paixão do Senhor.

Vale lembrar que, além das restrições impostas pela guerra, Jerusalém possui uma série de particularidades litúrgicas, fruto de antigas tradições e de razões pastorais, como o uso compartilhado da Basílica do Santo Sepulcro com as outras Igrejas cristãs.


Devido às restrições impostas pelo governo israelense, o Patriarca foi impedido de celebrar a Missa do Domingo de Ramos no Santo Sepulcro. À tarde desse dia, porém, ele presidiu um momento de oração diante da Basílica do Getsêmani, no Monte das Oliveiras, abençoando a cidade com a relíquia da Cruz:

Cruz ornada com ramos
Procissão de entrada
(O Patriarca leva a relíquia da Cruz)
Incensação da relíquia
Momento de oração diante da Basílica

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Eleito novo Patriarca da Igreja Católica Caldeia

No domingo, 12 de abril de 2026, o Sínodo dos Bispos da Igreja Católica Caldeia, uma das Igrejas Católicas Orientais, elegeu Dom Emil Shimoun Nona (58 anos), até então Bispo da Eparquia de São Tomé Apóstolo em Sydney, como novo Patriarca de Bagdá dos Caldeus, com o nome de Paulo III.


Emil Shimoun Nona [1] nasceu em 01 de novembro de 1967 em Alqosh (Iraque). Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 11 de janeiro de 1991, incardinado na Eparquia de Alqosh dos Caldeus.

Após alguns anos servindo como sacerdote em Alqosh, no ano 2000 foi enviado a Roma para o Doutorado em Teologia na Pontifícia Universidade Lateranense, concluído em 2005.

De volta ao Iraque continuou servindo como Pároco em Alqosh e como professor de Antropologia no Babel College, além de ser nomeado Protossincelo (Vigário Geral) da Eparquia de Alqosh.

Em 2009 foi eleito pelo Sínodo da Igreja Católica Caldeia como Arcebispo de Mosul dos Caldeus, decisão confirmada pelo Papa Bento XVI (†2022) no dia 13 de novembro do mesmo ano.

Recebeu a Ordenação Episcopal no dia 08 de janeiro de 2010, sendo ordenante principal o então Patriarca dos Caldeus, Cardeal Emmanuel III Delly (†2014). Tomou posse na Catedral da Virgem Maria em Mosul no dia 22 de janeiro.


No início de 2014, porém, após a invasão do Estado Islâmico à região, foi forçado a deixar a região juntamente com a grande maioria da comunidade católica.

Após um período exilado em Erbil (Iraque), no dia 15 de janeiro de 2015 o Papa Francisco (†2025) o transferiu para a Eparquia de São Tomé Apóstolo em Sydney dos Caldeus, com jurisdição sobre a Austrália e a Nova Zelândia, conservando o título de Arcebispo ad personam. Tomou posse na Catedral de São Tomé Apóstolo em Sydney no dia 07 de março.

No dia 12 de abril de 2026, após a renúncia do Cardeal Louis Raphaël I Sako, o Sínodo da Igreja Católica Caldeia reunido em Roma elegeu Dom Emil Shimoun Nona como novo Patriarca de Bagdá dos Caldeus. Este assumiu o nome de Paulo III em honra ao seu predecessor Paulo II Cheikho (†1989), que também era natural de Alqosh [2].

O Patriarca Paulo III Nona agora aguarda a concessão da “comunhão eclesiástica” por parte do Papa Leão XIV.

Leão XIV com o Sínodo da Igreja Caldeia

A Igreja Católica Caldeia conta com cerca de 600 mil fiéis sobretudo no Iraque e em outros países do Oriente Médio. Utiliza o Rito Siríaco Oriental ou Caldeu. As outras comunidades que utilizam esse Rito são a Igreja Sírio-Malabar, outra das Igrejas Católicas Orientais, com sede em Kerala (Índia), e a Igreja Assíria do Oriente, uma das Igrejas Ortodoxas Orientais, com sede em Erbil (Iraque).

Notas:
[1] Às vezes transliterado como Amel Shamon ou Amel Shamoun.
[2] Seu nome também pode ser transliterado como Paulos, Paul ou Polis.

Viagem do Papa Leão XIV: África (2026)

De 13 a 23 de abril de 2026 o Papa Leão XIV realiza a 3ª Viagem Apostólica do seu pontificado (após as viagens à Turquia e ao Líbano no final de 2025 e a Mônaco em março deste ano) e a primeira com destino à África, visitando quatro países: Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Basílica de Santo Agostinho em Annaba (Argélia)

1ª ETAPA: ARGÉLIA (13-15 de abril)

O primeiro Papa da Ordem de Santo Agostinho será também o primeiro a visitar a Argélia, no norte da África, a terra de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja.

Segunda-feira, 13 de abril de 2026
Após sua chegada à capital, Argel, Leão XIV visita o Memorial dos Mártires “Maqam Echahid”, um monumento àqueles que morreram lutando pela independência do país. Ainda pela manhã têm lugar o encontro com o Presidente da República e com as demais autoridades.
À tarde, por sua vez, o Papa visita a Grande Mesquita de Argel e um Centro de Acolhida administrado pelas Agostinianas Missionárias. O último compromisso do dia é o encontro com a comunidade católica argelina na Basílica de Nossa Senhora da África.

Basílica de Nossa Senhora da África em Argel (Argélia)

Terça-feira, 14 de abril de 2026
Pela manhã o Papa se dirige a Annaba, a antiga Hipona (Hippo Regius), sede episcopal e local da morte de Santo Agostinho.
Após visitar o sítio arqueológico e uma Casa de Acolhida para Idosos administrada pelas Irmãzinhas dos Pobres, o Papa tem um encontro privado com os agostinianos.
À tarde, por sua vez, o Bispo de Roma preside a Missa votiva de Santo Agostinho (com as leituras da terça-feira da II semana da Páscoa) na Basílica de Santo Agostinho, retornando em seguida a Argel.

Quarta-feira, 15 de abril de 2026
Na manhã da quarta-feira, por fim, o Papa parte da Argélia em direção a Camarões.


2ª ETAPA: CAMARÕES (15-18 de abril)

Leão XIV será o terceiro Papa a visitar esse país da África Central, após duas visitas de São João Paulo II (agosto de 1985 e setembro de 1995) e uma de Bento XVI (março de 2009).

Quarta-feira, 15 de abril de 2026
Após sua chegada à capital, Yaoundé, na tarde desse dia, Leão XIV se encontra com o Presidente da República e com as demais autoridades. Os compromissos do dia se concluem com a visita a um orfanato e com uma reunião privada com os Bispos de Camarões.

domingo, 12 de abril de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: II Domingo da Páscoa (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 22 de abril de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa do II Domingo da Páscoa (Ano C), o “Domingo da Divina Misericórdia”, na Praça de São Pedro um ano após a Canonização de Santa Faustina Kowalska.

Reproduzimos aqui sua homilia e sua breve reflexão antes da oração do Regina Coeli:

Celebração Eucarística no Domingo da Divina Misericórdia
Homilia do Papa João Paulo II
Praça de São Pedro
Domingo, 22 de abril de 2001

1. «Não tenhas medo! Eu sou o Primeiro e o Último, Aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre» (Ap 1,17-18).
Ouvimos na 2ª Leitura, tomada do Livro do Apocalipse, estas palavras consoladoras. Elas nos convidam a dirigir o olhar a Cristo, para experimentar a sua presença tranquilizadora. A cada um, seja qual for a condição em que se encontre, mesmo a mais complexa e dramática, o Ressuscitado responde: «Não tenhas medo!»; morri na cruz, mas agora «vivo para sempre». «Eu sou o Primeiro e o Último, Aquele que vive».

«O Primeiro», isto é, a fonte de todo ser e primícias da nova criação; «o Último», o fim definitivo da história; «Aquele que vive», a fonte inexaurível da Vida que derrotou a morte para sempre. No Messias Crucificado e Ressuscitado reconhecemos os traços do Cordeiro imolado no Gólgota, que implora o perdão para os seus algozes e abre para os pecadores arrependidos as portas do céu; entrevemos o rosto do Rei imortal que agora tem «a chave da morte e da região dos mortos» (v. 18).


2. «Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom! Eterna é a sua misericórdia!» (Sl 117,1).
Façamos nossa a exclamação do salmista, que cantamos no Salmo responsorial: Eterna é a misericórdia do Senhor! Para compreender profundamente a verdade dessas palavras, deixemo-nos conduzir pela Liturgia ao coração do acontecimento da salvação, que une a Morte e a Ressurreição de Cristo à nossa existência e à história do mundo. Este prodígio de misericórdia mudou radicalmente o destino da humanidade. É um prodígio no qual se manifesta plenamente o amor do Pai que, pela nossa redenção, não recua nem mesmo diante do sacrifício do seu Filho Unigênito.

No Cristo humilhado e sofredor crentes e não-crentes podem admirar uma solidariedade surpreendente, que o une à nossa condição humana para além de qualquer medida imaginável. A Cruz, mesmo depois da Ressurreição do Filho de Deus, «fala e não cessa de falar de Deus Pai, que é absolutamente fiel ao seu eterno amor pelo homem... Crer neste amor significa acreditar na misericórdia» (Encíclica Dives in misericordia, n. 7).