segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Profissões religiosas em Jerusalém

Na manhã de sábado, 15 de outubro de 2022, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a Santa Missa na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém durante a qual onze religiosos fizeram sua Profissão Perpétua na Ordem dos Frades Menores (franciscanos):


Procissão de entrada
Ritos iniciais


Leituras

sábado, 15 de outubro de 2022

Festa da Proteção da Mãe de Deus em Kiev

No Rito Bizantino, o dia 01 de outubro é dedicado à celebração da Proteção da Santíssima Mãe de Deus (em ucraniano, Покров Пресвятої Богородиці). Esta Festa recorda uma ocasião (provavelmente no século IX) na qual a Virgem Maria estendeu seu "manto de proteção" (Pokrov) sobre os cidadãos de Constantinopla, que venceram um exército inimigo muito mais numeroso. 

Assim, no dia 14 de outubro de 2022 (que corresponde ao dia 01 de outubro no calendário juliano) o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu a Divina Liturgia da Festa na antiga igreja da Proteção da Mãe de Deus que se encontra dentro do Museu Nacional da Arquitetura Popular e da Vida da Ucrânia, na aldeia de Pyrohiv (Пирогі́в), ao sul de Kiev.

Nessa mesma data se celebra o Dia dos Defensores da Ucrânia, mais que significativo no contexto da guerra que aflige o país desde o mês de fevereiro.

Acolhida do Arcebispo Maior
Bênção com o dikirion e o trikirion

Incensação
Evangelho

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Sugestão de leitura: Pregar a Palavra - Chino Biscontin

Nos meses de setembro e outubro de 2021 apresentamos aqui em nosso blog como sugestões de leitura o primeiro e o terceiro volumes da Coleção Vida e Liturgia da Igreja, publicada pelas Edições CNBB:
- O sentido espiritual da Liturgia, de Goffredo Boselli;
- A arte de celebrar: Guia pastoral, organizado pelo Centro Nacional de Pastoral Litúrgica (França).

Agora, após apresentar a obra Ministério da homilia de José Aldazábal (†2006) no mês passado, propomos aqui o segundo volume da Coleção Vida e Liturgia da Igreja: Pregar a Palavra: A ciência e a arte da pregação, do sacerdote italiano Chino Biscontin.

Com o singelo título de “Predicare bene”, o livro foi publicado originalmente em 2008 pela Editrice Messaggero di Sant’Antonio, de Pádua. A tradução brasileira, por sua vez, foi publicada pelas Edições CNBB em 2015.

Capa da edição brasileira

Como vimos na postagem anterior, após o Concílio Vaticano II, precedido pelos Movimentos Litúrgico, Bíblico e Patrístico, houve uma revalorização da Palavra de Deus e, por conseguinte, da homilia.

O Padre Chino Biscontin, na Apresentação do livro (pp. 09-12), recorda também a importância da comunicação no mundo de hoje, tema que ocupa boa parte da obra. Mais do que um estudo teológico sobre a homilia, trata-se de um texto prático:

A ajuda específica que este livro pretende dar se refere às modalidades comunicativas da homilia: como ser bons comunicadores que prestem um bom serviço à Palavra e às assembleias litúrgicas”.

A obra está dividida em quatro partes, subdivididas por sua vez em 22 capítulos, totalizando 344 páginas:

Primeira parte: A homilia e o homiliasta

I. A identidade da homilia (pp. 15-27)
O autor define a homilia a partir dos textos do Concílio Vaticano II, destacando sua relação essencial com a Palavra de Deus proclamada na celebração litúrgica.

II. O trabalho do pregador (pp. 29-42)
Prosseguindo a reflexão do capítulo anterior, apresentam-se aqui três dimensões da homilia: ensino ou anúncio, exortação e mistagogia.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Novena de Nossa Senhora Aparecida 2022

Entre os dias 03 e 11 de outubro de 2022 o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida promoveu a tradicional novena em preparação à Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil.

Como de costume no Santuário Nacional, foram convidados Bispos das diversas partes do país para presidir a novena, na forma de uma Celebração da Palavra seguida pela exposição e bênção do Santíssimo Sacramento:

1º dia: 03 de outubro
Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo (SP)


Incensação da imagem
Homilia
Bênção com o Santíssimo Sacramento

2º dia: 04 de outubro
Cardeal Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., Arcebispo de Manaus (AM)

Procissão de entrada

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Fotos da Missa nos 60 anos do Concílio Vaticano II

Na terça-feira, 11 de outubro de 2022, o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Santa Missa na Basílica de São Pedro, por ocasião dos 60 anos da abertura do Concílio Vaticano II.

Foi celebrada a Missa da Memória de São João XXIII, Papa, cujas relíquias foram expostas à veneração. Antes da celebração, com efeito, foram lidos trechos da sua homilia na abertura do Concílio e das quatro Constituições: Dei Verbum, Sacrosanctum Concilium, Lumen Gentium e Gaudium et Spes.

A Liturgia Eucarística foi celebrada pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, assistido pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Diego Giovanni Ravelli e Cristiano Antonietti. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

O Cardeal Parolin incensa as relíquias de São João XXIII
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa nos 60 anos do Concílio Vaticano II

Santa Missa no 60° aniversário do início do Concílio Ecumênico Vaticano II
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro
Terça-feira, 11 de outubro de 2022

Observação: Foi celebrada a Missa da Memória de São João XXIII, Papa, com as leituras do Comum dos Pastores (Ez 34,11-16; Sl 22; Jo 21,15-17).

«Amas-Me?» é a primeira frase que Jesus dirige a Pedro, no Evangelho que ouvimos (Jo 21,15), ao passo que a última será «Apascenta as minhas ovelhas» (v. 17). No aniversário da abertura do Concílio Vaticano II, sentimos dirigidas também a nós, a nós como Igreja, estas palavras do Senhor: Amas-Me? Apascenta as minhas ovelhas.

1. Em primeiro lugar, amas-Me? É uma interpelação, porque o estilo de Jesus não é tanto o de dar respostas, mas de fazer perguntas, perguntas que provocam a vida. E o Senhor, que «na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles» (Dei Verbum, n. 2), pergunta ainda, pergunta sempre à Igreja, sua Esposa: «Amas-Me?» O Concílio Vaticano II foi uma grande resposta a esta pergunta: foi para reavivar o seu amor que a Igreja, pela primeira vez na história, dedicou um Concílio a interrogar-se sobre si mesma, a refletir sobre a sua própria natureza e missão. E descobriu-se mistério de graça gerado pelo amor: descobriu-se povo de Deus, corpo de Cristo, templo vivo do Espírito Santo!


Este é o primeiro olhar que devemos ter sobre a Igreja, o olhar do alto. Sim, antes de tudo a Igreja deve ser vista do alto, com os olhos enamorados de Deus. Perguntemo-nos se, na Igreja, partimos de Deus, do seu olhar enamorado sobre nós. Existe sempre a tentação de partir do eu antes que de Deus, colocar as nossas agendas antes do Evangelho, deixar-se levar pelo vento do mundanismo para seguir as modas do tempo ou rejeitar o tempo que a Providência nos dá e voltar-nos para trás. Mas tenhamos cuidado! Nem o progressismo que segue o mundo, nem o tradicionalismo - o «retrogradismo» - que lamenta um mundo passado são provas de amor, mas de infidelidade. São egoísmos pelagianos, que antepõem os próprios gostos e planos ao amor que agrada a Deus, ou seja, o amor simples, humilde e fiel que Jesus pediu a Pedro.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Leitura litúrgica da Carta aos Hebreus (2)

“O sumo-sacerdote é instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus” (cf. Hb 5,1).

Na postagem anterior da nossa série sobre a leitura dos livros da Sagrada Escritura nas celebrações litúrgicas iniciamos o estudo da Carta aos Hebreus (Hb).

Após uma breve introdução a este importante escrito sobre o sacerdócio de Cristo, analisamos sua leitura sob o critério da composição harmônica - sintonia com o tempo ou a festa litúrgica [1] - nos diversos ciclos do Ano Litúrgico (Próprio do Tempo). Para acessar a 1ª parte, clique aqui.

Agora prosseguiremos com a análise das Missas dos santos, para diversas necessidades e votivas, além dos demais sacramentos e alguns sacramentais.

Jesus, Sacerdote e Vítima (Hb 10,5-7; Sl 39,7-9)
(Romain Cazes - Bagnères-de-Luchon, França)
Os anjos portam instrumentos da Paixão e da Eucaristia

2. Leitura litúrgica da Carta aos Hebreus: Composição harmônica

a) Celebração Eucarística

Iniciamos esta segunda parte da nossa pesquisa com o Próprio dos Santos, com os textos específicos para as principais celebrações da Virgem Maria e dos santos.

No Próprio constam também algumas festas do Senhor com datas fixas no calendário, duas das quais possuem leituras da nossa Carta, ambas “ecos” do Ciclo do Natal:

- Festa da Apresentação do Senhor (02 de fevereiro): Hb 2,14-18 [2]. Esta é a 2ª leitura quando a Festa cai em um domingo ou a leitura à escolha quando ocorre em um dia de semana. Maria e José levam o Menino ao Templo em obediência à Lei mosaica, pois Ele “devia fazer-se em tudo semelhante aos irmãos” (v. 17).

- Solenidade da Anunciação do Senhor (25 de março): Hb 10,4-10 [3]. A 2ª leitura desta Solenidade proclama a obediência de Cristo à vontade do Pai: “Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (v. 7), citação do Salmo 39, o qual também é entoado na celebração. O “tema” da obediência retorna no Evangelho (Lc 1,26-38) com a Virgem Maria: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (v. 38).

Ainda no Próprio dos Santos, destacamos a Memória de Nossa Senhora das Dores (15 de setembro), com a leitura de Hb 5,7-9 [4]. Como vimos em nossa postagem anterior, a perícope proclama a obediência de Cristo “por aquilo que Ele sofreu” (v. 8); também Maria participa deste mistério, associando-se ao Filho em sua Paixão, como canta poeticamente a sequência “Stabat Mater dolorosa” (Estava a Mãe dolorosa).

O mesmo texto de Hb 5,7-9 é indicado entre as leituras à escolha da Coletânea de Missas de Nossa Senhora [5].

Do Próprio passamos ao Comum dos Santos, com várias opções de leituras ad libitum (à escolha) para cada “categoria” de santo. Aqui identificamos duas ocorrências da nossa Carta dentre os textos à escolha:

- no Comum da dedicação de igreja: Hb 12,18-19.22-24 [6]. O templo cristão é a imagem “da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste” (v. 22). Com efeito, “pela Liturgia terrena participamos, saboreando-a já, na Liturgia celeste” (Sacrosanctum Concilium, n. 8).

- no Comum dos Mártires: Hb 10,32-36 [7]. Aqui o autor convida seus destinatários a recordar as provações que suportaram, e exorta à coragem e à perseverança.

Vale destacar que uma versão ligeiramente mais longa dessa perícope - Hb 10,32-36 - é proposta como opção de leitura para a Missa votiva dos Santos Inocentes, própria da Basílica da Natividade em Belém, particularmente no altar em sua honra nas grutas sob a Basílica [8]. Na Festa dos Santos Inocentes (28 de dezembro), por sua vez, como parte da Oitava do Natal, lê-se a Primeira Carta de João (leitura semicontínua).

"A oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e os dons de Melquisedec..."
(Igreja de Santo Apolinário in Classe, Ravenna)
Em Hebreus, Melquisedec é prefiguração de Cristo sacerdote

Uma vez mencionadas as Missas votivas da Terra Santa, cabe recordar a Missa votiva de São Moisés, própria dos Santuários do Monte Tabor e do Monte Nebo. Dentre as opções de leituras para essa Missa consta Hb 3,1-6 [9], um elogio à fidelidade de Moisés: “Moisés foi fiel em tudo o que se refere à casa de Deus” (v. 5).