quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Mensagem Urbi et Orbi do Papa: Natal 2024

Papa Francisco
Mensagem Urbi et Orbi de Natal
Balcão central da Basílica Vaticana
Quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Queridas irmãs, queridos irmãos, Feliz Natal!
Nesta noite renovou-se o mistério que não cessa de nos maravilhar e comover: a Virgem Maria deu à luz Jesus, o Filho de Deus, envolveu-o em panos e recostou-o em uma manjedoura. Foi assim que os pastores de Belém, cheios de alegria, o encontraram, enquanto os anjos cantavam: “Glória a Deus e paz aos homens” (cf. Lc 2,6-14). Paz aos homens!

Este acontecimento, que teve lugar há mais de dois mil anos, renova-se por obra do Espírito Santo, o mesmo Espírito de Amor e de Vida que fecundou o ventre de Maria e da sua carne humana formou Jesus. E assim, hoje, nas tribulações do nosso tempo, se encarna de novo e realmente a Palavra eterna de salvação, que diz a cada homem, a cada mulher, e ao mundo inteiro - é esta a mensagem -: Eu te amo, te perdoo, volta para mim, a porta do meu coração está aberta para ti!

Irmãs, irmãos, a porta do coração de Deus está sempre aberta: voltemos para Ele! Regressemos ao coração que nos ama e perdoa! Deixemo-nos perdoar por Ele, deixemo-nos reconciliar com Ele! Deus perdoa sempre! Deus perdoa tudo! Deixemo-nos perdoar por Ele!


É este o significado da Porta Santa do Jubileu, que abri ontem à noite aqui em São Pedro: ela representa Jesus, a Porta da salvação aberta para todos. Jesus é a Porta; é a Porta que o Pai misericordioso abriu no meio do mundo, no meio da história, para que todos possamos voltar para Ele. Todos nós somos como ovelhas perdidas e precisamos de um Pastor e de uma Porta para regressar à casa do Pai. Jesus é o Pastor, Jesus é a Porta.

Irmãos e irmãs, não tenhais medo! A Porta está aberta, a porta está escancarada! Não é necessário bater à porta. Ela está aberta! Vinde! Deixemo-nos reconciliar com Deus, e então nos reconciliaremos conosco mesmos e poderemos nos reconciliar uns com os outros, até com os nossos inimigos. A misericórdia de Deus tudo pode, desfaz todos os nós, derruba todos os muros de divisão, a misericórdia de Deus dissolve o ódio e o espírito de vingança. Vinde! Jesus é a Porta da Paz.

Fotos da Missa da Noite de Natal no Vaticano (2024)

No dia 24 de dezembro de 2024 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Missa da Noite na Solenidade do Natal do Senhor, precedida pela Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, conforme estabelecido na Bula Spes non confundit (n. 6), dando início ao Jubileu Ordinário de 2025

A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada pelo Cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício, assistido por Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz.

O Santo Padre foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Destacamos o uso de paramentos confeccionados especialmente para a ocasião, com uma série de símbolos relacionados ao Jubileu e ao “tema” da esperança.

Abertura da Porta Santa

A celebração teve início no átrio da Basílica, diante da Porta Santa, com um momento de preparação para a Missa da Noite, com a leitura de algumas profecias messiânicas, das Antífonas do Ó e do Evangelho da Missa da Vigília (forma breve: Mt 1,18-24).

À entrada do Papa foi entoado o Sl 121. Após o sinal da cruz, a saudação, uma monição introdutória e uma oração, o diácono proclamou o Evangelho (Jo 10,7-10).

Em seguida, após alguns versículos dos Salmos, o Papa bateu na Porta Santa, que foi aberta desde dentro. Francisco então entrou na Basílica, seguido pelos ministros, alguns fiéis dos cinco continentes e os concelebrantes, enquanto se entoou o hino do Jubileu.

Ritos iniciais

Evangelho: “Eu sou a porta...”
Versículos sálmicos: “Eis a porta do Senhor...”
O Papa bate à Porta

Homilia do Papa: Missa da Noite de Natal (2024)

Solenidade do Natal do Senhor - Santa Missa da Noite
Abertura da Porta Santa e início do Jubileu Ordinário de 2025
Homilia do Papa Francisco
Basílica Vaticana
Terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Um anjo do Senhor, envolto em luz, ilumina a noite e traz aos pastores a boa nova: «Eu vos anuncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor» (Lc 2,10-11). Entre o espanto dos pobres e o canto dos anjos, o céu abre-se sobre a terra: Deus fez-se um de nós para que fôssemos como Ele, desceu para o meio de nós a fim de nos reerguer e nos reconduzir ao abraço do Pai.

É esta, irmãs e irmãos, a nossa esperança. Deus é o Emanuel, é Deus conosco. O infinitamente grande se fez pequeno, a luz divina brilhou nas trevas do mundo, a glória do céu apareceu na terra. Como? Na pequenez de uma Criança. E se Deus vem, mesmo quando o nosso coração parece uma pobre manjedoura, então podemos dizer: a esperança não está morta, a esperança está viva e envolve a nossa vida para sempre! A esperança não decepciona (cf. Rm 5,5; Bula Spes non confundit, n. 1).


Irmãs e irmãos, com a abertura da Porta Santa iniciamos um novo Jubileu: cada um de nós pode entrar no mistério desse anúncio de graça. Esta é a noite em que a porta da esperança foi escancarada para o mundo; esta é a noite em que Deus diz a cada um: há esperança também para ti! Há esperança para cada um de nós. Mas não esqueçais, irmãs e irmãos, que Deus perdoa tudo, Deus perdoa sempre. Não esqueçais isto, que é uma maneira de compreender a esperança no Senhor.

Para acolher este dom, somos chamados a nos colocarmos a caminho com o espanto dos pastores de Belém. O Evangelho diz que eles, tendo recebido o anúncio do anjo, «foram às pressas» (Lc 2,16). Esta é a indicação para reencontrar a esperança perdida, para renová-la em nós, para semeá-la nas desolações do nosso tempo e do nosso mundo: apressadamente. E existem tantas desolações neste tempo! Pensemos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas e nos hospitais. Sem demorar, sem abrandar o passo, mas deixando-se atrair pela boa nova.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Ângelus: IV Domingo do Advento - Ano C

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 22 de dezembro de 2024

Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje o Evangelho apresenta-nos Maria que, depois do anúncio do Anjo, visita Isabel, sua parente idosa (Lc 1,39-45), que também está à espera de um filho. Trata-se, portanto, do encontro de duas mulheres que se alegram com o dom extraordinário da maternidade: Maria acaba de conceber Jesus, o Salvador do mundo (cf. Lc 1,31-35), e Isabel, apesar da sua idade avançada, traz no seu seio João, que preparará o caminho diante do Messias (cf. Lc 1,13-17).

Ambas têm muitos motivos para se alegrar, e talvez possamos senti-las distantes, protagonistas de milagres tão grandes, que normalmente não acontecem na nossa experiência. Mas a mensagem que o evangelista quer nos transmitir, alguns dias antes do Natal, é diferente. De fato, contemplar os sinais prodigiosos da ação salvífica de Deus nunca nos deve fazer sentir distantes d’Ele, mas antes ajudar-nos a reconhecer a sua presença e o seu amor próximo de nós, por exemplo no dom de cada vida, de cada criança e da sua mãe. O dom da vida. Li, no programa “À sua imagem”, uma coisa bonita que estava escrita: Nenhuma criança é um erro. O dom da vida.

Hoje, na Praça, haverá também mães com os seus filhos, e talvez também algumas que estejam “à espera do bebê”. Por favor, não fiquemos indiferentes à sua presença, aprendamos a maravilhar-nos com a sua beleza, como fizeram Isabel e Maria, essa beleza das mulheres grávidas. Abençoemos as mães e louvemos a Deus pelo milagre da vida! Gosto - gostava, porque agora não posso - quando ia de ônibus na outra Diocese, de ver que, quando uma mulher grávida entrava no ônibus, lhe davam imediatamente um lugar para se sentar: é um gesto de esperança e de respeito!

Irmãos e irmãs, nestes dias gostamos de criar um ambiente festivo com luzes, decorações e músicas de Natal. Lembremo-nos, no entanto, de exprimir sentimentos de alegria sempre que encontrarmos uma mãe com o seu filho nos braços ou no seio. E quando isso nos acontecer, rezemos no nosso coração e digamos também, como Isabel: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!» (Lc 1,42); cantemos como Maria: «A minha alma engrandece o Senhor» (v. 46), para que toda a maternidade seja abençoada e, em cada mãe do mundo, seja louvado e exaltado o nome de Deus, que confia aos homens e às mulheres o poder de dar a vida aos filhos.

Daqui a pouco abençoaremos os “Bambinelli” (imagens do Menino Jesus) que trouxestes. Podemos então nos perguntar: agradeço ao Senhor porque se fez homem como nós, para participar em tudo, exceto no pecado, da nossa existência? Louvo o Senhor e bendigo-o por cada criança que nasce? Quando me cruzo com uma mãe grávida, sou bondoso? Mantenho e defendo o valor sagrado da vida dos pequeninos desde a sua concepção no ventre materno?

Que Maria, a Bendita entre todas as mulheres, nos permita sentir admiração e gratidão perante o mistério da vida que nasce.

Visitação (Rafael Sanzio)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Sequência do Natal: Eia recolamus

“Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador” (Lc 2,11).

Há um ano, em dezembro de 2023, publicamos aqui em nosso blog um artigo sobre a sequência Grates nunc omnes para a Missa da Noite da Solenidade do Natal do Senhor.

Durante a Idade Média, com efeito, as principais celebrações do Ano Litúrgico contavam geralmente com uma ou mais sequências, composições poéticas entoadas antes do Evangelho da Missa, até que a reforma do Concílio de Trento (século XVI) infelizmente as reduziu a apenas quatro [1].

Era o caso da Solenidade do Natal do Senhor, que contava com ao menos três sequências, em alusão às três Missas (da Noite, da Aurora e do Dia): Grates nunc omnes, Eia recolamus e Natus ante saecula.

Adoração dos pastores
(Gerard van Honthorst) 

Essas composições foram elencadas pelo célebre Notker Balbulus (†912), monge da Abadia beneditina de São Galo (Sankt Gallen), na Suíça, em seu Liber Sequentiarum, no qual compila 38 sequências.

Após apresentamos a sequência Grates nunc omnes em 2023, nesta postagem damos continuidade à proposta com Eia recolamus laudibus piis digna, geralmente indicada para a Missa da Aurora (In aurora, In primo mane).

Contudo, uma vez que essa sequência era bastante popular em toda a Europa, às vezes aparecia indicada para a “Missa principal” do Natal (In summa Missa Nativitatis Domini, In magna Missa), isto é, a Missa com maior concurso de povo, ou então para a Missa da Noite (In galli cantu).

No Missal de Sarum, utilizado na Inglaterra durante a Idade Média, por sua vez, essa sequência era indicada para o dia 01 de janeiro, Oitava do Natal e Festa da Circuncisão do Senhor (In Octava Nativitatis Domini, In die Circumcisionis Domini).

Não está claro se Notker foi o autor do texto ou apenas o compilou. Alguns estudiosos sugerem que se trata de uma composição anônima realizada na Alemanha entre os séculos X e XI.

Não obstante, assim como outras sequências atribuídas a Notker, sua divisão em estrofes não é clara. Propomos aqui uma divisão em nove estrofes de dois versos de métrica desigual, exceto a primeira e a última estrofes, com três versos.

A composição, ademais, se caracteriza por uma espécie de “assonância”: várias palavras terminam em “a” ou em variantes (“am”, “at”), o que dá grande musicalidade ao texto.

Segue, pois, o texto da sequência no original (em latim) e em uma tradução nossa bastante livre (mais uma adaptação do que uma tradução), seguidos de um breve comentário sobre a sua teologia.


Sequentia in Nativitate Domini: Eia recolamus

1. Eia recolamus laudibus piis digna,
Hujus diei gaudia, in qua nobis lux oritur gratissima.
Noctis inter nebulosa pereunt nostri criminis umbracula.

2. Hodie saeculo maris stella est enixa novae salutis gaudia,
Quem tremunt barathra, mors cruenta pavet ipsa, a quo peribit mortua.

3. Gemit capta pestis antiqua, coluber lividus perdit spolia.
Homo lapsus, ovis abducta, revocatur ad aeterna gaudia.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Raniero Cantalamessa: III pregação de Advento 2014

“A paz de Cristo reine nos vossos corações” (Cl 3,15).

Há 10 anos, durante o Advento de 2014, o Padre Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia de 1980 a 2024 (criado Cardeal em 2020), proferiu três meditações sobre a paz. Confira nesta postagem a terceira e última reflexão:

Padre Raniero Cantalamessa, OFMCap
III Pregação de Advento
19 de dezembro de 2014

“A paz de Cristo reine nos vossos corações” (Cl 3,15):
A paz, fruto do Espírito

1. A paz, fruto do Espírito

Depois de refletir sobre a paz como dom de Deus em Cristo Jesus para toda a humanidade e sobre a paz como tarefa pela qual trabalhar, vamos falar agora da paz como fruto do Espírito. São Paulo coloca a paz em terceiro lugar entre os frutos do Espírito: “O fruto do Espírito - diz ele - é amor, alegria, paz, paciência, benevolência, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5,22).

Descobrimos o que são os “frutos do Espírito” ao analisar, justamente, o contexto dessa ideia. O contexto é o da luta entre a carne e o espírito, isto é, entre o princípio que regula a vida do homem velho, cheio de concupiscências e desejos terrenos, e o que regula a vida do homem novo, guiado pelo Espírito de Cristo. Na expressão “frutos do Espírito”, “Espírito” não indica o Espírito Santo em si mesmo, mas o princípio da nova vida, ou “o homem que se deixa guiar pelo Espírito”.

A pomba com o ramo de oliveira, símbolo da paz

Diferentemente dos carismas, que são obra exclusiva do Espírito, que os dá a quem quer e quando quer, os frutos são o resultado de uma colaboração entre a graça e a liberdade. Eles são, portanto, o que hoje queremos dizer por virtude, se dermos a essa palavra o sentido bíblico de um agir habitual “segundo Cristo”, ou “segundo o Espírito”, em vez do sentido filosófico aristotélico de um agir habitual “de acordo com a reta razão”. Além disso, os dons do Espírito são diferentes de pessoa para pessoa, enquanto os frutos do Espírito são os mesmos para todos. Nem todos na Igreja podem ser apóstolos, profetas, evangelistas; mas todos indistintamente, do primeiro ao último, podem e devem ser caridosos, pacientes, humildes, pacíficos...

A paz fruto do Espírito, portanto, é diferente da paz como dom de Deus e da paz como tarefa pela qual trabalhar. Ela indica a condição habitual (habitus), o estado de ânimo e o estilo de vida de quem, mediante o esforço e a vigilância, chegou a certa pacificação interior. A paz fruto do Espírito é a paz do coração. E é dessa coisa tão bela e tão desejada que vamos falar hoje. Ela é diferente, sim, da tarefa de sermos pacificadores, mas nos ajuda maravilhosamente a atingir este objetivo. O título da Mensagem do Papa João Paulo II para a Jornada Mundial da Paz de 1984 era: “A paz nasce de um coração novo”. E Francisco de Assis, ao mandar os seus frades para todo o mundo, lhes recomendava: “A paz que anunciais com a boca, tende-a primeiro nos vossos corações” [1].

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Abertura do Grande Jubileu do Ano 2000 nas Dioceses

“Jesus Cristo ontem e hoje e por toda a eternidade” (Hb 13,8).

Dentro de alguns dias terá início o Jubileu Ordinário de 2025 com a Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro na Missa da Noite de Natal. No domingo seguinte, por sua vez, terá início o Jubileu nas Dioceses (cf. Bula Spes non confundit).

Já recordamos aqui em nosso blog o Rito de Abertura da Porta Santa Basílica de São Pedro presidido pelo Papa São João Paulo II no dia 24 de dezembro de 1999. Nesta postagem, por sua vez, recordaremos o Rito de Abertura do Grande Jubileu do Ano 2000 nas Igrejas Particulares (Dioceses e outras circunscrições eclesiásticas).


Como estabelecido na Bula Incarnationis mysterium essa celebração teve lugar no dia 25 de dezembro de 1999, com a Missa do Dia de Natal presidida pelo Bispo Diocesano na Catedral:

“Estabeleço que a inauguração do Jubileu nas Igrejas Particulares seja celebrada no dia santíssimo do Natal do Senhor Jesus, com uma solene Liturgia Eucarística presidida pelo Bispo Diocesano na Catedral e também na concatedral... Uma vez que o rito de abertura da Porta Santa é próprio da Basílica Vaticana e das Basílicas Patriarcais, será conveniente que, na inauguração do período jubilar em cada uma das Dioceses, tenha preferência a statio em outra igreja de onde partirá a peregrinação para a Catedral, a valorização litúrgica do Livro dos Evangelhos, a leitura de alguns parágrafos desta Bula...” (Incarnationis mysterium, n. 6).

Apresentamos a seguir as linhas gerais do rito, publicado no subsídio “Bendito seja Deus para sempre: Celebrações e orações para o Ano Santo”, publicado pela Comissão Central do Grande Jubileu do Ano 2000 e traduzido para o Brasil pela Editora Paulinas.

Vale lembrar que esses textos foram aprovados especificamente para o Grande Jubileu do Ano 2000. Sua publicação aqui serve à memória histórica e ao estudo da Liturgia. Para o rito a ser utilizado neste ano de 2024, confira o subsídio publicado pela CNBB, “Jubileu 2025: Textos litúrgicos”.

Rito de Abertura do Grande Jubileu do Ano 2000 nas Igrejas Particulares
25 de dezembro de 1999

A celebração teve início em uma igreja ou outro lugar adequado fora da Catedral, de onde partiu a procissão. Se a Missa foi celebrada no fim da tarde, os fiéis podiam levar velas acesas.

Quando o Bispo, acompanhado dos ministros, chegou ao local onde os fiéis estão reunidos, podia ser entoado um refrão ou um canto adequado. O Bispo, ao invés da casula, podia revestir o pluvial.

O celebrante principal (CP), isto é, o Bispo, iniciou a celebração com o sinal da cruz, a aclamação à Trindade e a saudação: