terça-feira, 11 de outubro de 2022

Comemoração do ministério de Jesus em Cafarnaum

Na Terra Santa, o sábado da II semana de outubro é dedicado à comemoração da presença, pregação e milagres de Jesus em Cafarnaum (Commemoratio praesentiae, praedicationis et Iesu signorum in Capharnao).

Assim, no dia 08 de outubro de 2022 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, celebrou a Santa Missa junto ao Santuário da promessa da Eucaristia, ao lado das ruínas da antiga sinagoga onde Jesus proferiu o “discurso do pão da vida” (Jo 6,24-59).

A igreja, porém, é mais conhecida como “Memorial de Pedro”, pois teria sido edificada sobre a casa do Apóstolo. Para saber mais, confira nossa postagem sobre essa e outras igrejas da Terra Santa clicando aqui.

A celebração se inicia às margens do Mar da Galileia, com a proclamação do Evangelho (Mt 4,12-22 ou Lc 5,1-11), seguida da procissão até o santuário:

Evangelho às margens do Mar da Galileia
Procissão rumo ao "Memorial de Pedro"


Leituras

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Fotos da Canonização de dois novos Santos

No dia 09 de outubro de 2022 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Santa Missa do XXVIII Domingo do Tempo Comum (ano C) na Praça de São Pedro, durante a qual canonizou dois novos santos: João Batista (Giovanni Battista) Scalabrini, Bispo, fundador da Congregação dos Missionários de São Carlos, e Artemide Zatti, Leigo.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Diego Giovanni Ravelli e Krzysztof Marcjanowicz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Sinal da cruz e saudação
O Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos faz o pedido da Canonização

Ladainha de Todos os Santos
Fórmula da canonização

Homilia do Papa: Missa com Canonizações

Santa Missa e Canonização dos Beatos João Batista Scalabrini e Artemide Zatti
Homilia do Papa Francisco
Praça São Pedro
Domingo, 09 de outubro de 2022

Ia Jesus a caminho, quando dez leprosos saíram ao seu encontro clamando: «Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós» (Lc 17,13). E os dez ficam curados, mas só um deles regressa para agradecer a Jesus: é um samaritano, uma espécie de herege para os judeus. No princípio, caminham juntos, mas em seguida destaca-se aquele samaritano, que regressa «glorificando a Deus em voz alta» (Lc  17,15). Detenhamo-nos nestes dois aspectos que podemos deduzir do Evangelho de hoje: caminhar juntos e agradecer.


Antes de tudo, caminhar juntos. No início da narração, não há qualquer distinção entre o samaritano e os outros nove. Fala-se simplesmente de dez leprosos, que fazem grupo entre si e, sem divisão, vão ao encontro de Jesus. Como sabemos, a lepra não era apenas uma úlcera física (ainda hoje devemos trabalhar por debelá-la), mas também uma «doença social», porque naquele tempo, por medo do contágio, os leprosos deviam estar fora da comunidade (cf. Lv 13,46). Por conseguinte não podiam entrar nos centros habitados, mas eram mantidos à distância, relegados às margens da vida social e até religiosa, isolados. Caminhando juntos, estes leprosos clamam contra uma sociedade que os exclui. E note-se que o samaritano, apesar de ser considerado herético, «estrangeiro», faz grupo com os outros. Irmãos e irmãs, a doença e a fragilidade comuns fazem cair as barreiras e superar toda a exclusão.

quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Solenidade de São Francisco de Assis em Jerusalém

Entre os dias 03 e o4 de outubro de 2022 a Custódia da Terra Santa celebrou a Solenidade do seu Fundador, São Francisco de Assis:

Na tarde do dia 03, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a oração das I Vésperas na igreja do Santíssimo Salvador, sede da Custódia, com a renovação dos votos temporários de alguns religiosos da Ordem dos Frades Menores e a comemoração do transitus (morte) de São Francisco.

Na manhã do dia 04, novamente na igreja do Santíssimo Salvador, teve lugar a Santa Missa presidida pelo Padre Jean Jacques Pérennes, Diretor da École biblique et archéologique française de Jérusalem, da Ordem dos Pregadores (dominicanos).

Este é um costume em Jerusalém: um sacerdote franciscano preside a Missa de São Domingos e um sacerdote dominicano preside a Missa de São Francisco, como sinal de comunhão entre as duas Ordens fundadas no início do século XIII.

03 de outubro: I Vésperas

Imagem e relíquia de São Francisco de Assis

Procissão de entrada
Salmodia
Leitura breve

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Abertura do Mês do Rosário em Manila

No dia 03 de outubro de 2022 o Arcebispo de Manila (Filipinas), Cardeal Jose Fuerte Advincula, celebrou uma Missa votiva a Nossa Senhora na Catedral Metropolitana da Imaculada Conceição em Manila por ocasião da abertura do chamado "Mês do Rosário".

Na ocasião os fiéis puderam venerar a histórica imagem de Nossa Senhora do Rosário conhecido como "La Naval de Manila", conservada no respectivo santuário em Quezon Citiy, na região metropolitana da capital.

A imagem, esculpida em madeira e marfim no final do século XVI, aparece associada a uma batalha naval travada contra os invasores holandeses. A vitória dos filipinos (então parte do Império Espanhol), apesar de grande desvantagem numérica, foi atribuída à intercessão de Nossa Senhora.

Procissão de entrada

Ritos iniciais
Evangelho

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Leitura litúrgica da Carta aos Hebreus (1)

“Muitas vezes e de muitos modos Deus falou outrora aos nossos pais; nestes dias Ele nos falou por meio do Filho” (cf. Hb 1,1-2).

A Carta aos Hebreus (Hb) é um escrito sui generis dentro do Novo Testamento (NT), fazendo a ponte entre as Cartas Paulinas e as Cartas Católicas. Nesta postagem da nossa série sobre a leitura dos livros da Sagrada Escritura nas celebrações litúrgicas começaremos a analisar esta extraordinária obra.

Jesus Cristo, Sumo e Eterno Sacerdote
(Capela das Irmãs Beneditinas - Clyde, Missouri, EUA)

1. Breve introdução à Carta aos Hebreus

Desde o início da Igreja se debate sobre a autoria deste escrito. Alguns o atribuíam a Paulo, considerando certas semelhanças com a teologia do Apóstolo - como os temas da fé e da obediência de Cristo - e a referência a Timóteo em Hb 13,23.

Em contrapartida, Hebreus apresenta várias diferenças em relação às Cartas Paulinas no estilo e no vocabulário, de modo que atualmente a maioria dos estudiosos considera que Paulo não foi seu autor.

A própria definição da obra como “carta” ou “epístola” é questionada. Esta começa não com as tradicionais saudações epistolares, mas sim com um prólogo teológico sobre a Revelação, semelhante àqueles do Evangelho e da Primeira Carta de João.

O texto prossegue como uma “homilia” ou “sermão”, ou melhor, como uma “palavra de exortação” (Hb 13,22). Apenas a conclusão da obra traz elementos do gênero epistolar (os quais, porém, poderiam ser acréscimos posteriores).

O título “aos Hebreus” (Πρὸς Ἑβραίους) também foi dado posteriormente, provavelmente devido ao amplo uso do Antigo Testamento (AT) - como o recurso ao “exemplo dos antepassados” no cap. 11 - e às referências ao culto judaico na obra.

Os destinatários poderiam ser tanto cristãos de origem judaica quanto de origem grega. O autor era provavelmente um cristão de origem grega, dado seu excelente domínio deste idioma.

A data da redação também é discutida: alguns estudiosos sugerem os anos 60, uma vez que a destruição do Templo de Jerusalém no ano 70 não é mencionada, enquanto outros a situam após o ano 80, por sua cristologia bem desenvolvida. De toda forma, a Carta era conhecida por Clemente de Roma (†100) no final do século I.

Não obstante as questões em aberto, fica claro que o grande “tema” de Hebreus é o sacerdócio de Cristo. Também é clara sua divisão em duas partes, emolduradas por uma introdução e uma conclusão:
a) Hb 1,1-4: Introdução ou prólogo;
b) Hb 1,5–10,39: Seção teológica ou doutrinal;
c) Hb 11,1–13,19: Seção parenética, isto é, de exortação moral;
d) Hb 13,20-25: Conclusão (bênção e saudação final).

Papiro com um trecho de Hebreus
(Papyrus 13, British Library)

Cardeal Albert Vanhoye (†2021), que foi um grande estudioso da Carta aos Hebreus, propõe uma subdivisão das duas grandes partes em cinco seções:
Hb 1,5–2,18: Cristo superior aos anjos;
Hb 3,1–5,10: Cristo, sumo sacerdote misericordioso e fiel;
Hb 5,11–10,39: O sacrifício e o sacerdócio de Cristo (tese central da obra);
Hb 11,1–12,13: Exortação à fé e à paciência;
Hb 12,14–13,19: O fruto da justiça.

Apesar dos conflitos com os sacerdotes do seu tempo, Cristo nunca se opôs ao sacerdócio judaico como tal. Contudo, sendo da tribo de Judá, Ele não podia ser sacerdote segundo o AT, que reservava esta função à tribo de Levi.

Carta aos Hebreus quer demonstrar que, através da sua Morte e Ressurreição, Cristo se torna o “mediador de uma nova aliança” (Hb 9,15), inaugurando um novo sacerdócio. Ele é ao mesmo tempo “sacerdote e vítima” do sacrifício - “Corpo entregue” e “Sangue derramado” - oferecido uma vez por todas na Cruz (Hb 7,27; 9,12; 10,10).

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Ordenações Diaconais em Milão

Na manhã do sábado, 01 de outubro de 2022, o Arcebispo de Milão, Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Santa Missa na Catedral de Santa Maria Nascente, o Duomo de Milão, para a Ordenação Diaconal de 30 seminaristas, sendo 15 da Arquidiocese e 15 do PIME (Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras).

Note-se que no Rito Ambrosiano, próprio da Arquidiocese de Milão, a cor litúrgica para as Ordenações é o vermelho, e não o branco como no Rito Romano.

Procissão de entrada


Apresentação dos candidatos
Homilia