quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Fotos da Vigília Mariana no Vaticano (2025)

Na tarde do sábado, 11 de outubro de 2025, o Papa Leão XIV presidiu uma Vigília de Oração na Praça de São Pedro por ocasião do Jubileu da Espiritualidade Mariana.

No início da Vigília o Papa ofereceu uma rosa de ouro ao Santuário de Fátima (Portugal), depositando-a diante da imagem da Virgem Maria [1].

A Vigília teve início com o sinal da cruz, a saudação e o hino Veni, Creator Spiritus. Seguiu-se a recitação dos mistérios gozosos do rosário, intercalados com leituras do Evangelho e da Constituição Lumen Gentium [2], concluindo com a Ladainha de Nossa Senhora (Ladainha Lauretana).

Após a meditação do Papa teve lugar a exposição do Santíssimo Sacramento e um momento de adoração com leituras e preces pela paz, concluindo com a bênção eucarística.

O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Entronização da imagem
O Papa oferece a rosa de ouro


Hino Veni Creator Spiritus

Homilia do Papa: Vigília Mariana (2025)

Jubileu da Espiritualidade Mariana
Vigília de Oração e Rosário pela Paz
Meditação do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Sábado, 11 de outubro de 2025

Queridos irmãos e irmãs,
Esta tarde, juntamente com Maria, a Mãe de Jesus, estamos reunidos em oração, tal como costumava fazer a Igreja primitiva de Jerusalém (cf. At 1,14). Todos juntos, perseverantes e concordes, não nos cansamos de interceder pela paz, dom de Deus que deve se tornar nossa conquista e nosso compromisso.

Autêntica espiritualidade mariana
Neste Jubileu da Espiritualidade Mariana o nosso olhar de cristãos busca na Virgem Maria a guia para a nossa peregrinação na esperança, contemplando as suas virtudes humanas e evangélicas, cuja imitação constitui a mais autêntica devoção mariana (cf. Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, nn. 65.67). Como ela, a primeira entre os fiéis, queremos ser o ventre que acolhe o Altíssimo, «tenda humilde do Verbo, movida apenas pelo sopro do Espírito» (São João Paulo II, Ângelus, 15 de agosto de 1988). Como ela, a primeira discípula, suplicamos o dom de um coração que escuta e se torna fragmento de um universo que acolhe. Por meio dela, Mulher dolorosa, forte, fiel, rogamos que nos conceda o dom da compaixão para com cada irmão e irmã que sofre e para com todas as criaturas.


Olhemos para a Mãe de Jesus e para aquele pequeno grupo de mulheres corajosas que estão junto à Cruz a fim de que também nós aprendamos a permanecer, do mesmo modo que elas, junto às infinitas cruzes do mundo, onde Cristo ainda está crucificado nos seus irmãos, para levar-lhes conforto, comunhão e ajuda. Reconhecemo-nos nela, que é irmã da humanidade e dizemos-lhe, com as palavras de um poeta:
«Mãe, vós sois cada mulher que ama;
Mãe, vós sois cada mãe que chora
um filho morto, um filho traído.
Esses filhos que nunca cessam de serem mortos» (David Maria Turoldo).
À vossa proteção recorremos, Virgem da Páscoa, junto com todos aqueles em quem continua a realizar-se a Paixão do vosso Filho.

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Comemoração do ministério de Jesus em Cafarnaum (2025)

No segundo sábado de outubro a Custódia Franciscana da Terra Santa celebra a Comemoração da presença, pregação e milagres de Jesus em Cafarnaum (Commemoratio praesentiae, praedicationis et Iesu signorum in Capharnao).

Assim, na tarde do dia 11 de outubro de 2025 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a celebração, que teve início junto ao Mar da Galileia com a proclamação do Evangelho.

Seguiu-se a procissão até o Santuário da promessa da Eucaristia, junto às ruínas da antiga sinagoga onde Jesus proferiu o “discurso do pão da vida” (Jo 6,24-59), mais conhecido como “Memorial de Pedro”, pois teria sido edificado sobre a casa do Apóstolo.

Durante a Missa no Santuário teve lugar a tradicional bênção das frutas, semelhante àquela que os bizantinos realizam na Festa da Transfiguração do Senhor.

Procissão de entrada
Evangelho junto ao Mar da Galileia

Procissão até o "Memorial de Pedro"

terça-feira, 14 de outubro de 2025

Fotos da Missa no Jubileu dos Religiosos (2025)

Na manhã do dia 09 de outubro de 2025 o Papa Leão XIV presidiu a Missa na Praça de São Pedro por ocasião do Jubileu da Vida Consagrada.

Foram proferidas as orações da Missa “pelos Religiosos” com as leituras do dia (quinta-feira da XXVII semana do Tempo Comum, ano ímpar).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor L'ubomir Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Evangelho
Bênção com o Evangeliário do Jubileu

Homilia do Papa: Jubileu dos Religiosos (2025)

Jubileu da Vida Consagrada
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Quinta-feira, 09 de outubro de 2025

Foi celebrada a Missa da quinta-feira da XXVII semana do Tempo Comum (ano ímpar).

«Pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto» (Lc 11,9). Com estas palavras Jesus nos convida a dirigirmo-nos com confiança ao Pai, sejam quais forem as nossas necessidades.

Escutamo-las enquanto celebramos o Jubileu da Vida Consagrada, que vos trouxe aqui em tão grande número e de tantas partes do mundo - religiosos e religiosas, monges e contemplativas, membros de institutos seculares e do Ordo Virginum, eremitas e membros de «novos institutos» -, vindos a Roma para viver juntos a peregrinação jubilar, para confiar a vida à Misericórdia da qual vos comprometestes ser sinal profético através da profissão religiosa, porque viver os votos é abandonar-se como crianças nos braços do Pai.


«Pedir», «procurar», «bater» - os verbos da oração usados pelo evangelista Lucas - são para vós atitudes familiares, habituados que estais, dóceis à ação de Deus, a pedir sem exigir, praticando os conselhos evangélicos. Não por acaso o Concílio Vaticano II fala dos votos como de um meio útil «para poder recolher frutos mais abundantes da graça batismal» (Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 44). Com efeito, «pedir» é reconhecer, na pobreza, que tudo é dom do Senhor e de tudo se deve dar graças; «procurar» é abrir-se, na obediência, à descoberta quotidiana da via a seguir no caminho da santidade, segundo os desígnios de Deus; «bater» é pedir e oferecer aos irmãos, com coração casto, os dons recebidos, esforçando-se por amar a todos com respeito e gratuidade.

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Fotos das Vésperas de Nossa Senhora do Rosário (2025)

Na tarde da segunda-feira, 06 de outubro de 2025, o Papa Leão XIV presidiu as I Vésperas da Solenidade de Nossa Senhora do Rosário [1] na Capela da Domus Australia, casa que acolhe peregrinos australianos em visita a Roma.

Antes das Vésperas o Papa abençoou uma imagem de Nossa Senhora do Rosário doada à Capela pelo Beato Bartolo Longo (que será canonizado no próximo dia 19 de outubro), a qual recentemente foi restaurada.

Leão XIV, assistido pelo Monsenhor Marco Agostini, Cerimoniário Pontifício, endossou um pluvial com detalhes em azul pertencente à Capela.

Imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Bênção da imagem restaurada
Vésperas: Versículo introdutório
Hino

Homilia do Papa: Vésperas de Nossa Senhora do Rosário (2025)

I Vésperas de Nossa Senhora do Rosário
Homilia do Papa Leão XIV
Domus Australia
Segunda-feira, 06 de outubro de 2025

Estou contente de estar aqui convosco para a celebração das I Vésperas por ocasião da Festa da vossa padroeira, Nossa Senhora do Rosário de Pompeia. Esta devoção à nossa Bem-aventurada Mãe ocupa um lugar especial no meu coração; estou feliz, portanto, de partilhar esta ocasião com a comunidade australiana presente nesta solene bênção da imagem restaurada da Madonna de Pompeia. Espero que a imagem, doada a esta capela há muitas décadas pelo futuro santo Bartolo Longo, inspire uma devoção sempre maior a ela entre os residentes da Domus e quantos a visitam como peregrinos, assim como entre os membros da comunidade local.


Providencialmente, estamos reunidos aqui durante este Ano Jubilar, centrado na virtude teologal da esperança. De modo particular, Maria encarnou essa virtude através da sua confiança no fato de que Deus cumpriria as suas promessas. Essa esperança, por sua vez, lhe deu a força e a coragem para doar a sua vida voluntariamente por amor ao Evangelho e de abandonar-se completamente à vontade de Deus.  Costuma-se dizer que a Encarnação aconteceu no coração de Maria antes que acontecesse no seu ventre. Isso enfatiza a sua fidelidade quotidiana a Deus.

Certamente Maria não sabia exatamente como ou onde Deus salvaria o seu povo, embora vivesse abandonada à sua vontade, confiante que Ele salvaria o seu povo segundo o seu desígnio. Deus nunca se atrasa, somos nós que devemos aprender a ter confiança, mesmo que isso exija paciência e perseverança. O tempo de Deus é sempre perfeito. Assim escutamos na passagem bíblica de São Paulo: «Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho... a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei» (Gl 4,4-5).