quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Festa do Batismo do Senhor na Terra Santa

No último domingo, 08 de janeiro de 2023, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, celebrou a Santa Missa da Festa do Batismo do Senhor na igreja de São João Batista na localidade de Qasr Al-Yahud, próximo ao rio Jordão.

Vale recordar que essa igreja, edificada em 1956, teve de ser abandonada em 1967, devido à guerra entre Israel e Jordânia, quando a região tornou-se um campo minado. A igreja só foi devolvida aos franciscanos no final de 2020 e, após um processo de limpeza, foi retomada para uso litúrgico no dia 10 de janeiro de 2021.

Procissão até a igreja
Procissão de entrada
Bênção da água: infusão do sal
Aspersão
Evangelho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Ângelus: Festa do Batismo do Senhor - Ano A

Festa do Batismo do Senhor
Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 08 de janeiro de 2023

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje celebramos a Festa do Batismo do Senhor e o Evangelho apresenta-nos uma cena admirável: é a primeira vez que Jesus aparece em público depois da sua vida escondida em Nazaré; chega à margem do rio Jordão para ser batizado por João (Mt 3,13-17). Era um rito mediante o qual as pessoas se arrependiam e se comprometiam a converter-se; um hino litúrgico diz que o povo ia receber o Batismo com “a alma e os pés nus” - uma alma aberta, nua, sem cobrir nada - ou seja, com humildade e com coração transparente. Mas, ao vermos Jesus misturado com os pecadores, ficamos admirados e perguntamo-nos: por que fez Jesus esta escolha? Ele, que é o Santo de Deus, o Filho de Deus sem pecado, por que fez esta escolha? Encontramos a resposta nas palavras de Jesus a João: «Deixa por agora; convém que cumpramos assim toda a justiça» (v. 15). Cumprir toda a justiça: o que significa?

Ao ser batizado, Jesus revela-nos a justiça de Deus, aquela justiça que Ele veio trazer ao mundo. Temos tão frequentemente uma ideia estreita de justiça e pensamos que signifique: quem erra, paga, e assim satisfaz o mal que cometeu. Mas a justiça de Deus, como a Escritura ensina, é muito maior: não tem como fim a condenação do culpado, mas a sua salvação, o seu renascimento, tornando-o justo: de iníquo a justo. É uma justiça que vem do amor, daquelas entranhas de compaixão e misericórdia que são o próprio coração de Deus, o Pai que se comove quando somos oprimidos pelo mal e caímos sob o peso do pecado e da fragilidade. Por conseguinte, a justiça de Deus não quer distribuir penas e castigos, mas, como afirma o Apóstolo Paulo, consiste em tornar justos os seus filhos, nós (cf. Rm 3,22-31), libertando-nos dos vínculos do mal, curando-nos, elevando-nos. O Senhor não está sempre pronto para nos castigar, Ele está com a mão estendida para nos ajudar a levantar. E assim entendemos que, nas margens do Jordão, Jesus nos revela o sentido da sua missão: Ele veio para cumprir a justiça divina, que é salvar os pecadores; veio para assumir sobre os próprios ombros o pecado do mundo e descer às águas do abismo, da morte, para nos salvar e não nos afogar. Ele mostra-nos hoje que a verdadeira justiça de Deus é a misericórdia que salva. Temos medo de pensar que Deus é misericórdia, mas Deus é misericórdia, porque a sua justiça é precisamente a misericórdia que salva, é o amor que partilha a nossa condição humana, torna-se próximo, solidário com a nossa dor, entrando na nossa escuridão para trazer luz.

Bento XVI afirmou que «Deus quis salvar-nos indo Ele mesmo até ao fundo do abismo da morte, porque cada homem, mesmo quem caiu tão em baixo que já não vê o céu, possa encontrar a mão de Deus à qual se agarrar e subir das trevas para ver de novo a luz para a qual ele é feito» (Homilia, 13 de janeiro de 2008).

Irmãos e irmãs, temos medo de pensar em tal justiça misericordiosa. Vamos em frente: Deus é misericórdia. A sua justiça é misericordiosa. Deixemos que Ele nos leve pela mão. Também nós, discípulos de Jesus, somos chamados a exercer a justiça deste modo, nas relações com os outros, na Igreja, na sociedade: não com a dureza de quantos julgam e condenam dividindo as pessoas em boas e más, mas com a misericórdia daqueles que acolhem, partilhando as feridas e fragilidades das irmãs e dos irmãos, para reerguê-los. Gostaria de dizer desta forma: não dividindo, mas partilhando. Não dividir, mas partilhar. Façamos como Jesus: partilhemos, carreguemos os fardos uns dos outros em vez de tagarelar e destruir, olhemos uns para os outros com compaixão, ajudemo-nos reciprocamente. Perguntemo-nos: sou uma pessoa que partilha ou divide? Pensemos um pouco: sou um discípulo do amor de Jesus ou um discípulo da tagarelice que divide? A tagarelice é uma arma letal: mata, mata o amor, mata a sociedade, mata a fraternidade. Perguntemo-nos: sou uma pessoa que divide ou uma pessoa que partilha?

E agora rezemos a Nossa Senhora, que deu à luz Jesus, mergulhando-o na nossa fragilidade para que tivéssemos de novo a vida.

Depois do Ângelus:

Estimados irmãos e irmãs!
Esta manhã, segundo o costume, batizei na Capela Sistina alguns recém-nascidos, filhos de funcionários da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano. Agora, no entanto, na Festa do Batismo do Senhor, apraz-me estender a minha saudação e bênção a todos os meninos e meninas que hoje ou neste período receberam ou vão receber o Batismo. E, ao mesmo tempo, renovo a todos - a mim em primeiro lugar - o convite a festejar a data em que fomos batizados, quando nos tornamos cristãos. Pergunto-vos: cada um de vós sabe a data do próprio Batismo? Certamente alguns de vós não o sabem. Perguntai aos pais, parentes, padrinhos: qual é a data do meu Batismo? E depois, todos os anos, celebrai aquela data, pois é um novo aniversário, o aniversário da fé. Esta é a tarefa de hoje, para cada um de vós: qual é a minha data de Batismo, para que eu possa festejá-la.

Batismo do Senhor (Ivan Aivazovsky)

Fonte: Santa Sé.

Fotos da Festa do Batismo do Senhor no Vaticano

No dia 08 de janeiro de 2023 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Missa da Festa do Batismo do Senhor na Capela Sistina, durante a qual administrou o Sacramento do Batismo a 13 crianças, filhos de funcionários do Vaticano.

A Liturgia Eucarística foi celebrada pelo Cardeal Konrad Krajewski, Prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, que, juntamente com o Cardeal Fernando Vérgez Alzaga, Presidente do Governatorato do Vaticano, realizou alguns ritos do Batismo (unções, entrega da veste branca...).

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Diego Giovanni Ravelli e Cristiano Antonietti. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Sinal da cruz
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Evangelho
Homilia

Homilia do Papa: Festa do Batismo do Senhor

Festa do Batismo do Senhor
Celebração da Santa Missa e Batismo de algumas crianças
Homilia do Papa Francisco
Capela Sistina
Domingo, 08 de janeiro de 2023

Queridos pais, obrigado por trazer vossos filhos aqui, por fazê-los entrar na Igreja. Este é um dia belo, para que não nos esqueçamos de quando fomos batizados. É como um aniversário, porque o Batismo nos faz renascer para a vida cristã. Por isso vos aconselho a ensinar aos vossos filhos a data do Batismo, como um novo aniversário: que todos os anos a recordem e agradeçam a Deus por esta graça de terem se tornado cristãos. Esta é uma tarefa que vos aconselho a fazer.

Depois, reflitamos um pouco sobre o fato de que essas crianças que portais agora começam um caminho, mas é a vós, pais, e aos padrinhos que compete ajudá-las a ir avante sobre esta estrada. Somos ensinados a rezar quando crianças: que aprendam a rezar como crianças, ao menos a juntar as mãos, com os gestos... Aprendam a rezar como crianças porque será a oração que lhes dará força durante toda a vida: nos momentos bons, para agradecer a Deus, e nos momentos ruins, para encontrar a força. É a primeira coisa que deveis ensinar: a rezar.

E rezar também a Nossa Senhora, que é a Mãe, é a nossa Mãe. Se diz que quando alguém está zangado com o Senhor, ou se afastou, Nossa Senhora está sempre por perto para indicar o caminho para que volte. É um ditado. O Senhor está sempre perto de nós, mas Nossa Senhora é a mãe, e a mãe está sempre mais perto que o pai. Sempre. Por quê? Por que é assim. As mães são assim, e isso é grandioso. Que aprendam a ser cristãos.

Agora estão todos calados, está bem. Mas talvez algum dê o “pontapé inicial” e, como as crianças são sinfônicas, todas irão atrás. Deixem-nas gritar, deixem-nas chorar. Talvez alguma esteja chorando de fome: amamentai-a. Com toda liberdade. O importante é que hoje esta celebração seja a festa, a festa do início de um belo caminho cristão, no qual ajudareis vossos filhos a seguir avante. Talvez algum esteja muito coberto e sinta calor: que se sinta confortável, que se sintam confortáveis todos.

Nós festejamos com eles esse início do caminho. E a vós compete ajudá-los a seguir avante. Porque eu termino aqui, mas vós toda a vida!

Obrigado por esta decisão de trazê-los ao Batismo. E agora continuemos a celebração.


Tradução nossa a partir do original italiano divulgado no site da Santa Sé.

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Igreja Ortodoxa celebra o Natal em Belém

O Patriarcado Greco-Ortodoxo de Jerusalém, como a maioria das Igrejas Orientais, segue o calendário juliano, com 13 dias de diferença em relação ao calendário gregoriano.

Portanto, o Patriarca de Jerusalém, Theophilos III, presidiu as celebrações da Festa do Natal do Senhor na Basílica da Natividade em Belém entre os dias 06 e 07 de janeiro de 2023:

06 de janeiro: Acolhida do Patriarca e Vigília

Incensação da Gruta da Natividade

Oração da Vigília do Natal na Basílica

07 de janeiro: Divina Liturgia do Natal

Procissão até a Gruta da Natividade

Festa do Natal no calendário juliano: Kiev

Entre os dias 06 e 07 de janeiro de 2023 a Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia) acolheu as celebrações da Festa do Natal do Senhor presididas pelo Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к).

Vale lembrar que a Igreja Ucraniana, como a maioria das Igrejas Orientais, utiliza o calendário juliano, com uma diferença de 13 dias  em relação ao calendário gregoriano. Assim, o dia 25 de dezembro no calendário juliano corresponde ao dia 07 de janeiro no gregoriano.

06 de janeiro: Vigília do Natal

Para conhecer o simbolismo do ícone do Natal, clique aqui



Rito da Artoklasia (bênção do pão na véspera das grandes festas)

Festa da Teofania em Constantinopla

No Patriarcado de Constantinopla, a principal das Igrejas Ortodoxas Bizantinas, a Festa da Teofania (Batismo do Senhor) é celebrada no dia 06 de janeiro (diferentemente de outras Igrejas Orientais que seguem o calendário juliano, com 13 dias de diferença em relação ao calendário gregoriano).

Assim, no dia 06 de janeiro de 2023 o Metropolita Emmanuel de Calcedônia (Emmanuel Adamakis) presidiu a Divina Liturgia da Festa da Teofania na Catedral de São Jorge em Istambul.

Após a celebração, o Patriarca Bartolomeu presidiu a Grande Bênção das Águas junto ao Bósforo, estreito que corta a cidade de Istambul e liga o Mar Negro ao Mar de Mármara.

Divina Liturgia


Bênção das Águas

Imersão da cruz