terça-feira, 14 de maio de 2024

Regina Coeli: Ascensão do Senhor - Ano B

Papa Francisco
Regina Coeli
Domingo, 12 de maio de 2024

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo! 
Hoje, na Itália e em outros países, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor. O Evangelho da Missa afirma que Jesus, depois de ter confiado aos Apóstolos a tarefa de continuar a sua obra, «foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus» (Mc 16,19). Assim diz o Evangelho: «Foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus».

O retorno de Jesus ao Pai não se apresenta como um afastar-se de nós, mas antes como um preceder-nos na nossa meta, que é o Céu. Como quando, na montanha, subimos em direção a um cume: caminhamos, com dificuldade, e finalmente, em uma curva do caminho, o horizonte se abre e vemos o panorama. Então, todo o corpo encontra forças para enfrentar a subida final. Todo o corpo - braços, pernas e todos os músculos - se esforça e se concentra para chegar ao cume.

E nós, a Igreja, somos precisamente aquele corpo que Jesus, tendo subido ao céu, arrasta consigo como que em uma “subida de grupo”. É Ele que nos desvenda e comunica, com a sua Palavra e a graça dos Sacramentos, a beleza da pátria para a qual estamos a caminho. Assim, também nós, seus membros - somos membros de Jesus -, subimos alegremente com Ele, nossa cabeça, sabendo que o passo de um é o passo de todos, e que ninguém deve se perder ou ficar para trás, porque somos um só corpo (cf. Cl 1,18; 1Cor 12,12-27).

Ouçamos bem: passo a passo, degrau após degrau, Jesus mostra-nos o caminho. Que etapas a percorrer são essas? O Evangelho de hoje diz: “Anunciai o Evangelho, batizai, expulsai os demônios, enfrentai as serpentes, curai os doentes” (cf. Mc 16,16-18); em suma, praticai as obras do amor: dai vida, trazei esperança, afastai-vos de toda a maldade e mesquinhez, respondei ao mal com o bem, estai próximos dos que sofrem. Este é o “passo a passo”. E quanto mais fizermos assim, quanto mais nos deixarmos transformar pelo Espírito, mais seguiremos o seu exemplo, e mais, como nas montanhas, sentiremos o ar à nossa volta tornar-se leve e limpo, o horizonte amplo e a meta próxima, as palavras e os gestos tornam-se bons, a mente e o coração alargam-se, respiram.

Então podemos perguntar-nos: está vivo em mim o desejo de Deus, o desejo do seu amor infinito, da sua vida que é a vida eterna? Ou estou um pouco estagnado e ancorado nas coisas passageiras, ou no dinheiro, ou no sucesso, ou nos prazeres? E o meu desejo do Céu, isola-me, fecha-me, ou leva-me a amar os irmãos com um espírito grande e desinteressado, a sentir que são meus companheiros no caminho para o Paraíso?

Que Maria nos ajude, ela que já chegou à meta, a caminhar juntos com alegria para a glória do Céu.

Ascensão do Senhor
(Igreja de São João Batista - Cashel, Irlanda)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 13 de maio de 2024

Solenidade da Ascensão do Senhor em Jerusalém (2024)

No dia 09 de maio de 2024, 40 dias após a Páscoa, a Igreja celebrou a Solenidade da Ascensão do Senhor (que no Brasil é transferida para o domingo seguinte).

Em Jerusalém, como de costume, as celebrações da Solenidade tiveram lugar no Imbomón, a Edícula da Ascensão no Monte das Oliveiras, presididas pelo Vigário da Custódia Franciscana da Terra Santa, Padre Ibrahim Faltas, desde a oração das I Vésperas na tarde do dia anterior até a Santa Missa na manhã da quinta-feira.

08 de maio: I Vésperas

Procissão de entrada
Oração das Vésperas
Salmodia

Bênção

sábado, 11 de maio de 2024

Fotos da Proclamação do Jubileu 2025

Na quinta-feira, 09 de maio de 2024, o Papa Francisco presidiu no átrio da Basílica de São Pedro a cerimônia de proclamação do Jubileu de 2025, com a entrega da Bula Spes non confundit.

O Papa entregou cópias da Bula aos Arciprestes das quatro Basílicas Maiores e a outros oficiais da Cúria Romana [1]. Em seguida o Monsenhor Leonardo Sapienza, Protonotário Apostólico, leu uma síntese da Bula junto à Porta Santa.

Seguiram-se as II Vésperas da Solenidade da Ascensão do Senhor dentro da Basílica.

Os Cerimoniários assistentes foram Dom Diego Giovanni Ravelli e o Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Cópias da Bula Spes non confundit
Monição introdutória
Entrega da Bula
(Cardeal Gambetti, Arcipreste de São Pedro)
Cardeal Ryłko, Arcipreste de Santa Maria Maior
Monsenhor Leonardo Sapienza, Protonotário Apostólico

Homilia do Papa: Vésperas da Ascensão do Senhor

Entrega e Leitura da Bula anunciando o Jubileu 2025
II Vésperas da Solenidade da Ascensão do Senhor
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 09 de maio de 2024

Por entre cânticos de júbilo, Jesus subiu ao Céu, onde está sentado à direita do Pai. Como acabamos de ouvir, Ele suportou a morte para que nos tornássemos herdeiros da vida eterna (cf. 1Pd 3,22). Por isso a Ascensão do Senhor não é afastar-se, separar-se, distanciar-se de nós, mas o cumprimento da sua missão: Jesus desceu até nós para nos fazer subir ao Pai; desceu até ao fundo para nos levar ao alto; desceu às profundezas da terra, para que o Céu pudesse abrir-se de par em par sobre nós. Destruiu a nossa morte para podermos receber a vida, e recebê-la para sempre.

Está aqui o fundamento da nossa esperança: subindo ao Céu, Cristo coloca no coração de Deus a nossa humanidade carregada de anseios e interrogações, dando-nos «a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu Corpo, para nos unir à sua glória imortal» (Prefácio da Ascensão).


Irmãos e irmãs, é esta esperança radicada em Cristo Morto e Ressuscitado que queremos celebrar, acolher e anunciar ao mundo inteiro no próximo Jubileu, que já está às portas. Não se trata de mero otimismo - digamos otimismo humano - nem de uma expectativa efêmera ligada a qualquer segurança terrena. Não! É uma realidade já atuada em Jesus e que diariamente é dada também a nós até chegarmos a ser um só no abraço do seu amor. A esperança cristã - escreve São Pedro - é «uma herança incorruptível, imaculada e indefectível» (1Pd 1,4). A esperança cristã sustenta o caminho da nossa vida, mesmo quando este se apresenta tortuoso e cansativo; abre diante de nós sendas de futuro, quando a resignação e o pessimismo quereriam manter-nos prisioneiros; faz-nos ver o bem possível, quando parece prevalecer o mal; a esperança cristã infunde-nos serenidade, quando o coração está oprimido pelo fracasso e o pecado; faz-nos sonhar com uma humanidade nova e torna-nos corajosos na construção de um mundo fraterno e pacífico, quando parece inútil empenharmo-nos. Esta é a esperança, o dom que o Senhor nos deu com o Batismo.

sexta-feira, 10 de maio de 2024

Bula Spes non confundit sobre o Jubileu de 2025

No dia 09 de maio de 2024, Solenidade da Ascensão do Senhor, o Papa Francisco promulgou a Bula “Spes non confundit- “A esperança não engana” (Rm 5,5), convocando o Jubileu Ordinário de 2025. Para saber mais, confira nossa postagem sobre os Jubileus na história da Igreja.

Spes non confundit
Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário do Ano de 2025

Francisco
Bispo de Roma, Servo dos servos de Deus
A quantos lerem esta Carta que a esperança lhes encha o coração

1. «Spes non confundit» - «A esperança não engana» (Rm 5,5). Sob o sinal da esperança, o Apóstolo Paulo infunde coragem à comunidade cristã de Roma. A esperança é também a mensagem central do próximo Jubileu, que, segundo uma antiga tradição, o Papa proclama a cada vinte e cinco anos. Penso em todos os peregrinos de esperança que chegarão a Roma para viver o Ano Santo e em quantos, não podendo vir à Cidade dos Apóstolos Pedro e Paulo, vão celebrá-lo nas Igrejas particulares. Possa ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, «porta» de salvação (cf. Jo 10,7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a «nossa esperança» (1Tm 1,1).

Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expectativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã. Porém, esta imprevisibilidade do futuro faz surgir sentimentos por vezes contrapostos: desde a confiança ao medo, da serenidade ao desânimo, da certeza à dúvida. Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade. Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso. Deixemo-nos guiar pelo que o Apóstolo Paulo escreve precisamente aos cristãos de Roma.

Logotipo do Jubileu 2025

Uma Palavra de esperança
2. «Uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo. Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus (...). Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado» (Rm 5,1-2.5). São Paulo oferece-nos aqui vários pontos de reflexão. Sabemos que a Carta aos Romanos assinala uma passagem decisiva na sua atividade evangelizadora. Até então, desenvolvera-a na zona oriental do Império; agora espera-o Roma, com tudo o que esta representa aos olhos do mundo: um grande desafio, que há de enfrentar em nome do anúncio do Evangelho, que não conhece barreiras nem fronteiras. A Igreja de Roma não foi fundada por Paulo, mas este sente um vivo desejo de lá chegar logo que possível, para levar a todos o Evangelho de Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado, como anúncio da esperança que realiza as promessas, introduz na glória e não desilude porque está fundada no amor.

3. Com efeito, a esperança nasce do amor e funda-se no amor que brota do Coração de Jesus transpassado na cruz: «Se de fato, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida» (Rm 5,10). E a sua vida manifesta-se na nossa vida de fé, que começa com o Batismo, desenvolve-se na docilidade à graça de Deus e é por isso animada pela esperança, sempre renovada e tornada inabalável pela ação do Espírito Santo.

Festa de Santo Estanislau em Cracóvia (2024)

No dia 08 de maio de 2024 o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, celebrou a Santa Missa da Festa de Santo Estanislau, Bispo e Mártir, no altar que guarda suas relíquias na Catedral dos Santos Estanislau e Venceslau, a Catedral de Wawel [1].

Durante a celebração, como de costume,  o Arcebispo conferiu a Ordenação Diaconal a um grupo de seminaristas da Arquidiocese. Neste ano de 2024 foram ordenados 08 novos diáconos.

Na tarde do mesmo dia o Cardeal Stanisław Dziwisz, Arcebispo Emérito de Cracóvia, também celebrou a Santa Missa no altar de Santo Estanislau.

Missa com Ordenações Diaconais

Os candidatos aguardam o início da celebração
Procissão de entrada
Incensação
Apresentação dos eleitos
Homilia

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Semana Santa 2024 em Istambul

Como vimos em nossas postagens anteriores a respeito da Igreja Greco-Católica Ucraniana, neste ano de 2024 as Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas) celebraram a Páscoa no dia 05 de maio (22 de abril no calendário juliano).

Nesta postagem, portanto, destacamos as celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino no Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presididas pelo Patriarca Bartolomeu na Catedral de São Jorge em Istambul (Turquia):

28 de abril: Domingo de Ramos

Bênção dos ramos

02 de maio: Quinta-feira Santa - Matinas da Paixão

O Patriarca inicia a leitura dos Doze Evangelhos da Paixão

Exposição da Cruz