sábado, 23 de novembro de 2013

Fotos das exéquias do Cardeal Bartolucci

No último dia 13 de novembro, Sua Eminência o Cardeal Ângelo Sodano, Decano do Colégio cardinalício, celebrou no Altar da Cátedra da Basílica Vaticana a Santa Missa Exequial pela alma do Cardeal Domenico Bartolucci.

No final da celebração, Sua Santidade o Papa Francisco veio para presidir os ritos da última encomendação,  assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Matteo Massimiliano Boiardi.

Seguem algumas fotos:

Entrada do Santo Padre

Aspersão do corpo

Incensação do corpo

Catequese do Papa: Professo um só Batismo

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
No Credo, através do qual cada domingo fazemos a nossa profissão de fé, nós afirmamos: «Professo um só baptismo, para o perdão dos pecados». Trata-se da única referência explícita a um Sacramento no contexto doCredo. Com efeito, o Baptismo constitui a «porta» da fé e da vida cristã. Jesus Ressuscitado deixou aos Apóstolos esta exortação: «Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for baptizado será salvo» (Mc 16, 15-16). A missão da Igreja é evangelizar e perdoar os pecados através do sacramento baptismal. No entanto, voltemos às palavras do Credo. Esta expressão pode ser dividida em três pontos: «professo»; «um só baptismo»; e «para o perdão dos pecados».
«Professo». O que quer dizer isto? É um termo solene, que indica a grande importância do objecto, ou seja, do Baptismo. Com efeito, pronunciando estas palavras, nós afirmamos a nossa verdadeira identidade de filhos de Deus. Num certo sentido, o Baptismo é o bilhete de identidade do cristão, a sua certidão de nascimento e o acto de nascimento na Igreja. Todos vós conheceis o dia em que nascestes e festejais o vosso aniversário, não é verdade? Todos nós festejamos o aniversário. Dirijo-vos uma pergunta, que já formulei outras vezes, mas volto a apresentá-la: quem de vós se recorda da data do seu próprio Baptismo? Levantem a mão: são poucos (e não o pergunto aos Bispos, para que não se envergonhem...). Mas façamos uma coisa: hoje, quando voltardes para casa, perguntai em que dia fostes baptizados, procurai, porque este é o vosso segundo aniversário. O primeiro é do nascimento para a vida e o segundo é do nascimento na Igreja. Fareis isto? É um dever que deveis fazer em casa: procuremos descobrir o dia em que nascemos na Igreja e demos graças ao Senhor porque no dia do Baptismo nos abriu a porta da sua Igreja. Ao mesmo tempo, ao Baptismo está ligada a nossa fé na remissão dos pecados. Com efeito, o Sacramento da Penitência ou Confissão é como um «segundo baptismo», que se refere sempre ao primeiro, para o consolidar e renovar. Neste sentido, o dia do nosso Baptismo é o ponto de partida de um caminho extremamente bonito, um caminho rumo a Deus que dura a vida inteira, um caminho de conversão que é continuamente fortalecido pelo Sacramento da Penitência. Pensai nisto: quando vamos confessar-nos das nossas debilidades, dos nossos pecados, vamos pedir o perdão de Jesus, mas vamos também renovar o Baptismo com este perdão. E isto é bom, é como festejar o dia do Baptismo em cada Confissão. Portanto, a Confissão não é uma sessão numa sala de torturas, mas é uma festa. A Confissão é para os baptizados, para manter limpa a veste branca da nossa dignidade cristã!
Segundo elemento: «um só baptismo». Esta expressão evoca as palavras de são Paulo: «Um só Senhor, uma só fé, um só baptismo» (Ef 4, 5). Literalmente, a palavra «baptismo» significa «imersão» e, com efeito, este Sacramento constitui uma verdadeira imersão espiritual na morte de Cristo, da qual renascemos com Ele como criaturas novas (cf.Rm 6, 4). Trata-se de um lavacro de regeneração e iluminação. Regeneração, porque realiza aquele nascimento da água e do Espírito, sem a qual ninguém pode entrar no reino dos céus (cf. Jo 3, 5). Iluminação porque, através do Baptismo, a pessoa humana se torna repleta da graça de Cristo, «a verdadeira luz que a todo o homem ilumina» (Jo1, 9), dissipando as trevas do pecado. Por isso na cerimónia do Baptismo, aos pais dá-se um círio aceso, para significar esta iluminação; o Baptismo ilumina-nos a partir de dentro com a luz de Jesus. Em virtude deste dom, o baptizado é chamado a tornar-se ele mesmo «luz» - a luz da fé que ele recebeu - para os irmãos, especialmente para quantos estão nas trevas e não vislumbram espirais de claridade no horizonte da própria vida.
Podemos interrogar-nos: para mim, o Baptismo constitui um acontecimento do passado, isolado numa data, aquela que hoje vós procurareis, ou uma realidade viva, que diz respeito ao meu presente, a cada momento? Tu sentes-te forte, com o vigor que Cristo te oferece com a sua morte e ressurreição? Ou sentes-te abatido, esgotado? O Baptismo dá-te força e luz. Sentes-te iluminado, com aquela luz que vem de Cristo? És homem e mulher de luz? Ou és uma pessoa obscura, sem a luz de Jesus? É preciso assimilar a graça do Baptismo, que constitui uma dádiva, e tornar-se luz para todos!
Finalmente, uma breve referência ao terceiro elemento: «para o perdão dos pecados». No sacramento do Baptismo são perdoados os pecados, o pecado original e todos os nossos pecados pessoais, assim como todas as penas do pecado. Mediante o Baptismo abre-se a porta a uma novidade de vida concreta, que não é oprimida pelo peso de um passado negativo, mas já pressente a beleza e a bondade do Reino dos céus. Trata-se de uma intervenção poderosa da misericórdia de Deus na nossa vida, para nos salvar. Esta intervenção salvífica não priva a nossa natureza humana da sua debilidade - todos nós somos frágeis, todos somos pecadores - e também não nos priva da responsabilidade de pedir perdão cada vez que erramos! Não me posso baptizar várias vezes, mas posso confessar-me e deste modo renovar a graça do Baptismo. É como se eu fizesse um segundo Baptismo. O Senhor Jesus é deveras bondoso e nunca se cansa de nos perdoar. Inclusive quando a porta que o Baptismo nos abriu para entrar na Igreja se fecha um pouco, por causa das nossas fraquezas e dos nossos pecados, a Confissão volta a abri-la precisamente porque é como um segundo Baptismo que nos perdoa tudo e nos ilumina para irmos em frente com a luz do Senhor. Vamos em frente assim, cheios de alegria, porque a vida deve ser vivida com o júbilo de Jesus Cristo; e esta é uma graça do Senhor!


Fonte: Santa Sé

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Instituição de Leitores e Acólitos em Curitiba

No último dia 12 de Novembro, Dom Moacyr José Vitti, Arcebispo Metropolitano de Curitiba, presidiu na Capela do Seminário Maior Arquidiocesano Rainha dos Apóstolos os seguintes ritos:

Admissão às Ordens Sacras do Seminarista Everton da Roza Lara;

Instituição de Leitores dos Seminaristas Daniel da Silva, João Carlos Marcondes e Vagner Hass;

Instituição de Acólitos dos Seminaristas Alisson Jory, Daniel Medeiros, Tiago Polonha e William Lemes.

A Admissão às Ordens Sacras foi celebrada durante as Vésperas. Depois celebrou-se a Santa Missa pelos Ministros da Igreja, durante a qual foram instituídos os Leitores e Acólitos.

Estiveram presentes os Bispos Auxiliares da Arquidiocese, Dom Rafael Biernaski e Dom José Mário Angonese, além dos sacerdotes formadores e párocos dos candidatos.
Seguem algumas fotos:

Capela do Seminário Rainha dos Apóstolos
Procissão de entrada


Oração das Vésperas

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ângelus: XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano C

Papa Francisco
Ângelus 
Domingo, 10 de novembro de 2013

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho deste domingo apresenta-nos Jesus que fala com os saduceus, os quais negavam a ressurreição. E é precisamente sobre este tema que eles dirigem uma pergunta a Jesus, para colocá-lo em dificuldade e para ridicularizar a fé na ressurreição dos mortos. Propõem um caso imaginário: «Uma mulher teve sete maridos, que morreram um depois do outro», e perguntam a Jesus: «De quem será esposa aquela mulher, depois da sua morte?». Sempre manso e paciente, Jesus primeiro responde que a vida depois da morte não tem os mesmos parâmetros da vida terrena. A vida eterna é uma vida diferente, em outra dimensão, na qual, ademais, já não haverá o matrimônio, que está ligado à nossa existência neste mundo. Os ressuscitados - diz Jesus - serão como anjos e viverão em uma condição diferente, que agora não podemos experimentar nem sequer imaginar. Assim explica Jesus.

Mas depois Jesus, por assim dizer, passa ao contra-ataque. E fá-lo citando a Sagrada Escritura, com uma simplicidade e originalidade que nos deixam repletos de admiração pelo nosso Mestre, o único Mestre! Jesus encontra a prova da ressurreição no episódio de Moisés e na sarça ardente (cf. Ex 3,1-6), onde Deus se revela como o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. O nome de Deus está ligado ao nome dos homens e das mulheres com que Ele se une, e este vínculo é mais forte do que a morte. Quanto a nós, também acerca da relação de Deus conosco, com cada um de nós, podemos dizer: Ele é o nosso Deus! Ele é o Deus de cada um de nós! Como se Ele tivesse o nosso nome. Ele gosta de dizê-lo, e esta é a aliança. Eis porque Jesus afirma: «Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele» (Lc 20,38). E este é o vínculo decisivo, a aliança fundamental, a aliança com Jesus: Ele mesmo é a Aliança, Ele mesmo é a Vida e a Ressurreição, porque com o seu amor crucificado Ele venceu a morte. Em Jesus, Deus doa-nos a vida eterna, concede-a a todos, e graças a Ele todos têm a esperança de uma vida ainda mais verdadeira do que esta. A vida que Deus nos prepara não é um simples embelezamento desta atual: ela supera a nossa imaginação, porque Deus nos surpreende continuamente com o seu amor e com a sua misericórdia.

Por conseguinte, o que acontecerá é precisamente o contrário daquilo que esperavam os saduceus. Não é esta vida que serve de referência para a eternidade, para a outra vida, para a vida que nos espera, mas é a eternidade - aquela vida - que ilumina e confere esperança à vida terrena de cada um de nós! Se virmos somente com olhos humanos, seremos levados a dizer que o caminho do homem vai da vida para a morte. Isto é visível! Mas só é assim se virmos com olhos humanos. Jesus inverte esta perspectiva e afirma que a nossa peregrinação vai da morte para a vida: a vida plena! Nós estamos a caminho, em peregrinação rumo à vida plena, e é esta vida plena que ilumina o nosso caminho! Por conseguinte, a morte está atrás, no passado, não diante de nós. À nossa frente está o Deus dos vivos, o Deus da aliança, o Deus que traz o meu nome, o nosso nome, como Ele mesmo disse: «Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó», também é o Deus que traz o meu nome, o teu nome, o nome de cada um..., o nosso nome. O Deus dos vivos! À nossa frente está a derrota definitiva do pecado e da morte, o início de um novo tempo de alegria e de luz sem fim. Mas já nesta terra, na oração, nos Sacramentos e na fraternidade, nós encontramos Jesus e o seu amor, e deste modo podemos antegozar algo da vida ressuscitada. A experiência que vivemos do seu amor e da sua fidelidade faz arder como um fogo no nosso coração, aumentando a nossa fé na ressurreição. Com efeito, se Deus é fiel e ama, não pode sê-lo a tempo limitado: a fidelidade é eterna, não pode mudar. O amor de Deus é eterno, não pode mudar! Não é a tempo limitado: é para sempre! É para ir em frente! Ele é fiel para sempre e espera-nos, espera cada um de nós, acompanha cada um de nós com esta fidelidade eterna.

Patriarcas Abraão, Isaac e Jacó

Fonte: Santa Sé.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Catequese do Papa: Creio na comunhão dos santos II

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 6 de Novembro de 2013

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Na quarta-feira passada falei sobre a comunhão dos santos, entendida como comunhão entre as pessoas santas, ou seja entre nós, crentes. Hoje gostaria de aprofundar o outro aspecto desta realidade. Como recordais, havia dois aspectos: o primeiro, a comunhão, a unidade entre nós; e o outro aspecto, a comunhão nas coisas sagradas, nos bens espirituais. Estes dois aspectos estão intimamente ligados entre si; com efeito, a comunhão entre os cristãos aumenta mediante a participação nos bens espirituais. De modo particular, consideremos: os Sacramentos, os carismas e a caridade (cf. Catecismo da Igreja Católicann. 949-953). Nós crescemos em unidade, em comunhão, mediante os Sacramentos, os carismas que cada um recebe do Espírito santo, e a caridade.
Antes de tudo, a comunhão nos Sacramentos. Os Sacramentos expressam e realizam uma comunhão concreta e profunda entre nós, porque neles nós encontramos Cristo Salvador e, através dele, os nossos irmãos na fé. Os Sacramentos não são aparências, não são ritos, mas constituem a força de Cristo; Jesus Cristo está presente nos Sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia, é Jesus vivo que nos congrega, que faz de nós uma comunidade, que nos leva a adorar o Pai. Com efeito, cada um de nós, mediante o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia, é incorporado em Cristo e unido a toda a comunidade dos fiéis. Por conseguinte, se por um lado é a Igreja que «faz» os Sacramentos, por outro são os Sacramentos que «fazem» a Igreja, que a edificam, gerando novos filhos, agregando-os ao povo santo de Deus e consolidando a sua pertença.
Cada encontro com Cristo, que nos Sacramentos nos concede a salvação, convida-nos a «ir» e comunicar aos outros uma salvação que pudemos ver, tocar, encontrar e receber, e que é verdadeiramente credível porque é amor. Deste modo, os Sacramentos impelem-nos a ser missionários, e o compromisso apostólico de levar o Evangelho a todos os ambientes, até àqueles mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma vida sacramental assídua, enquanto significa participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer oferecer a salvação a todos. A graça dos Sacramentos alimenta em nós uma fé forte e jubilosa, uma fé que sabe admirar-se diante das «maravilhas» de Deus e sabe resistir aos ídolos do mundo. Por isso, é relevante fazer Comunhão, é importante que as crianças sejam baptizadas cedo, que sejam crismadas, porque os Sacramentos constituem a presença de Jesus Cristo em nós, uma presença que nos ajuda. Quando nos sentimos pecadores, é importante que nos aproximemos do sacramento da Reconciliação. Alguém poderá dizer: «Mas tenho medo, porque o sacerdote repreender-me-á». Não, o presbítero não te censurará; sabes quem encontrarás no sacramento da Reconciliação? Encontrarás Jesus que te perdoa! É Jesus que te espera ali; trata-se de um Sacramento que faz crescer a Igreja inteira.
Um segundo aspecto da comunhão nas coisas sagradas é o da comunhão dos carismas. O Espírito Santo dispensa aos fiéis uma miríade de dons e de graças espirituais; esta riqueza, digamos «fantasiosa» dos dons do Espírito Santo, tem como finalidade a edificação da Igreja. Os carismas - palavra um pouco difícil - são as dádivas que o Espírito Santo nos concede, habilidades, possibilidades... Dons oferecidos não para permanecer escondidos, mas para serem comunicados aos outros. Eles não são concedidos em benefício de quantos os recebem, mas para a utilidade do povo de Deus. Ao contrário, se um carisma, um destes dons, servir para nos afirmarmos a nós mesmos, há que duvidar que se trate de um carisma autêntico, ou que seja vivido fielmente. Os carismas são graças especiais, concedidas a algumas pessoas para fazer o bem a muitas outras. Trata-se de atitudes, de inspirações e de ímpetos interiores, que nascem na consciência e na experiência de determinadas pessoas, que são chamadas a colocá-los ao serviço da comunidade. De modo particular, estes dons espirituais beneficiam a santidade da Igreja e da sua missão. Todos somos chamados a respeitá-los em nós mesmos e nos outros, a recebê-los como estímulos úteis para uma presença e uma obra fecunda da Igreja. São Paulo admoestava: «Não extingais o Espírito» (1 Ts 5, 19). Não extingamos o Espírito que nos oferece estas dádivas, estas capacidades e estas virtudes tão boas, que fazem crescer a Igreja.
Qual é a nossa atitude perante estes dons do Espírito Santo? Estamos conscientes de que o Espírito de Deus é livre de os conceder a quem quiser? Consideramo-los como um auxílio espiritual, através do qual o Senhor sustém a nossa fé e fortalece a nossa missão no mundo?
Vejamos agora o terceiro aspecto da comunhão nas coisas sagradas, ou seja a comunhão da caridade, a unidade entre nós que faz a caridade, o amor. Os pagãos, observando os primeiros cristãos, diziam: mas como se amam, como se estimam mutuamente! Não se odeiam, não falam mal uns dos outros. Esta é a caridade, o amor de Deus que o Espírito Santo insere no nosso coração. Os carismas são importantes na vida da comunidade cristã, mas são sempre meios para crescer na caridade, no amor, que são Paulo coloca acima dos carismas (cf. 1 Cor 13, 1-13). Com efeito, sem amor até os dons mais extraordinários são vãos; este homem cura as pessoas, tem esta qualidade, esta virtude... mas tem amor e caridade no seu coração? Se os tiver é um bem, mas se não os tem, não é útil para a Igreja. Sem o amor, todas estas dádivas e carismas não servem para a Igreja, pois onde não há amor, cria-se um vazio que é preenchido pelo egoísmo. E pergunto-me: se todos nós somos egoístas, podemos viver em comunhão e em paz? Não se pode, e por isso é necessário o amor que nos une. O mais pequenino dos nossos gestos de amor tem efeitos positivos para todos! Portanto, viver a unidade na Igreja e a comunhão da caridade significa não procurar o próprio interesse, mas participar nos sofrimentos e nas alegrias dos irmãos (cf. 1 Cor 12, 26), prontos para carregar os fardos dos mais frágeis e pobres. Esta solidariedade fraterna não é uma figura retórica, um modo de dizer, mas faz parte integrante da comunhão entre os cristãos. Se a vivermos, seremos no mundo sinal, «sacramento» do amor de Deus. Sê-lo-emos uns para os outros e para todos! Não se trata apenas daquela caridade superficial que podemos oferecer-nos uns aos outros, mas trata-se de algo mais profundo: é uma comunhão que nos torna capazes de entrar na alegria e no sofrimento do próximo para os tornar sinceramente nossos.


Fonte: Santa Sé

Fotos da Missa pelos Cardeais e Bispos falecidos

No último dia 04 de novembro, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Santa Missa em sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos durante o ano.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Pier Enrico Steffanetti. O livreto da celebração pode ser acessado aqui, contendo inclusive a lista dos 9 Cardeais e dos 136 Bispos falecidos pelos quais a Missa foi celebrada.

Seguem algumas fotos, publicadas no Facebook e no site da Santa Sé:

Procissão de entrada




Homilia do Papa: Missa pelos Bispos falecidos (2013)

Santa Missa em sufrágio pelos Cardeais e Bispos falecidos no último ano
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 04 de novembro de 2013

No clima espiritual do mês de novembro, marcado pela recordação dos fiéis defuntos, recordamos os irmãos Cardeais e Bispos do mundo inteiro que voltaram para a Casa do Pai durante este último ano. Enquanto oferecemos esta Sagrada Eucaristia em sufrágio por cada um deles, peçamos ao Senhor que lhes conceda a recompensa celestial prometida aos servos bons e fiéis.

Ouvimos as palavras de São Paulo: «Estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra criatura qualquer nos poderá separar do amor que Deus nos testemunha em nosso Senhor Jesus Cristo» (Rm 8,38-39).

O Apóstolo apresenta o amor de Deus como o motivo mais profundo e invencível da confiança e da esperança cristãs. Ele enumera as forças contrárias e misteriosas que podem ameaçar o caminho da fé. Mas imediatamente afirma com segurança que, não obstante toda a nossa existência esteja circundada por ameaças, nunca algo poderá separar-nos do amor que o próprio Cristo reservou para nós, entregando-se totalmente. Até os poderes demoníacos, hostis ao homem, se deparam impotentes diante da íntima união de amor entre Jesus e quantos o recebem com fé. Esta realidade do amor fiel que Deus tem por cada um de nós ajuda-nos a enfrentar com serenidade e força o caminho de cada dia, que algumas vezes é imediato e outras é lento e extenuante.

Somente o pecado do homem pode interromper este vínculo; mas também neste caso, Deus procurá-lo-á sempre, irá em sua busca para restabelecer com ele uma união que perdura também depois da morte; aliás, uma união que alcança o seu apogeu no encontro final com o Pai. Esta certeza confere um sentido renovado e pleno à vida terrena e abre-nos à esperança para a vida além da morte.

Com efeito, cada vez que nos encontramos diante da morte de uma pessoa querida, ou que conhecemos bem, surge em nós esta pergunta: «O que será da sua vida, do seu trabalho, do seu serviço na Igreja?». O Livro da Sabedoria respondeu-nos: eles estão nas mãos de Deus! A mão é sinal de acolhimento e de salvaguarda, é sinal de uma relação pessoal de respeito e de fidelidade: dar a mão, apertar a mão. Eis, estes pastores zelosos que dedicaram a sua vida ao serviço de Deus e dos irmãos, encontram-se nas mãos de Deus. Tudo deles está bem conservado, e não será corrompido pela morte. Estão nas mãos de Deus todos os seus dias, impregnados de alegrias e sofrimentos, de expectativas e cansaços, de fidelidade ao Evangelho e paixão pela salvação espiritual e material da grei que lhes tinha sido confiada.

Também os pecados, os nossos pecados, estão nas mãos de Deus; aquelas mãos são misericordiosas, são mãos «feridas» de amor. Não foi por acaso que Jesus quis conservar as chagas nas suas mãos, para nos fazer sentir a sua misericórdia. E esta é a nossa força, a nossa esperança.

Esta realidade, repleta de esperança, é a perspectiva da ressurreição final, da vida eterna, à qual estão destinados «os justos», aqueles que aceitam a Palavra de Deus e são dóceis ao seu Espírito.

Desejamos recordar assim os nossos irmãos Cardeais e Bispos defuntos. Homens dedicados à sua vocação e ao seu serviço à Igreja, que amaram como se ama uma esposa. Confiemo-los na oração à misericórdia do Senhor, por intercessão de Nossa Senhora e de são José, para que os receba no seu Reino de luz e de paz, onde vivem eternamente os justos e aqueles que foram testemunhas fiéis do Evangelho. Nesta prece, rezemos também por nós mesmos, a fim de que o Senhor nos prepare para este encontro. Não sabemos o dia, mas haverá este encontro.


Fonte: Santa Sé.