terça-feira, 8 de novembro de 2022

Homilia do Papa: Missa no Bahrein

Viagem Apostólica do Papa Francisco ao Bahrein
Santa Missa pela Paz e a Justiça
Homilia do Santo Padre
Bahrain National Stadium, Awali
Sábado, 05 de novembro de 2022

O profeta Isaías diz que Deus fará surgir um Messias que «dilatará o seu domínio com uma paz sem limites» (Is 9,6). Parece uma contradição! Com efeito, no palco deste mundo muitas vezes vemos que quanto mais se procura o poder tanto mais ameaçada está a paz. Ao contrário, o profeta anuncia uma novidade extraordinária: o Messias que vem é verdadeiramente poderoso, mas não como um líder que guerreia e domina sobre os outros, mas como «Príncipe da paz» (v. 5), como Aquele que reconcilia os homens com Deus e entre si. A grandeza do seu poder não se serve da força da violência, mas da debilidade do amor. Este é o poder de Cristo: o amor. E confere também a nós o mesmo poder, o poder de amar, de amar em seu nome, de amar como Ele amou. Como? De modo incondicional: não só quando as coisas correm bem e temos vontade de amar, mas sempre; não apenas aos nossos amigos e vizinhos, mas a todos, mesmo inimigos. Sempre e a todos.
Reflitamos um pouco sobre isto: amar sempre e amar a todos.


Comecemos pela primeira coisa: hoje as palavras de Jesus (cf. Mt 5,38-48) convidam-nos a amar sempre, isto é, a permanecer sempre no seu amor, a cultivá-lo e praticá-lo qualquer que seja a situação onde vivemos. Mas atenção! O olhar de Jesus é realista; não diz que será fácil nem propõe um amor sentimental ou romântico, como se não houvesse, nas nossas relações humanas, momentos de conflito e não houvesse motivos de hostilidade entre os povos. Jesus não é utópico, mas realista: fala explicitamente de «maus» e de «inimigos» (vv. 39.43). Sabe que acontece uma luta diária entre amor e ódio, no âmbito dos nossos relacionamentos; e, dentro de nós mesmos, verifica-se dia a dia um combate entre a luz e as trevas, entre tantos propósitos e desejos de bem e aquela fragilidade pecadora que muitas vezes nos domina e arrasta para as obras do mal. Sabe também que é o que experimentamos quando, apesar de tantos esforços generosos, nem sempre recebemos o bem que esperávamos; antes, às vezes incompreensivelmente sofremos um dano. Mais, Ele vê e sofre ao contemplar, nos nossos dias e em muitas partes do mundo, exercícios do poder que se nutrem de opressão e violência, procuram aumentar o próprio espaço restringindo o dos outros, impondo o próprio domínio, limitando as liberdades fundamentais, oprimindo os mais frágeis. Concluindo, Jesus bem sabe que há conflitos, opressões, inimizades.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Faleceu o Arcebispo Chrysostomos do Chipre

Faleceu na segunda-feira, 07 de novembro de 2022, aos 81 anos, o Arcebispo Chrysostomos II, hierarca da Igreja Ortodoxa Bizantina do Chipre.


Seu nome de Batismo era Heródotos Dimitriou (Ηρόδοτος Δημητρίου). Nasceu em 10 de abril de 1941 em Pafos (Chipre). Após ingressar no Mosteiro de São Neóphytos em Pafos, foi ordenado diácono em 03 de novembro de 1963, assumindo o nome religioso de Chrysostomos (Χρυσόστομος).

Após realizar seus estudos em teologia na Universidade de Atenas (1968-1972), retornou ao mosteiro e, em 19 de outubro de 1972, foi eleito higúmeno (abade), recebendo a ordenação sacerdotal no dia 12 de novembro.

Em 26 de fevereiro de 1978 recebeu a ordenação episcopal, sendo nomeado Metropolita de Pafos.

Após o afastamento do Arcebispo Chrysostomos I por motivos de saúde, o então Metropolita de Pafos foi eleito como Arcebispo de Nova Justiniana e todo o Chipre no dia 05 de novembro de 2006, tornando-se Chrysostomos II. Foi entronizado na Catedral de São João em Nicósia no dia 12 de novembro do mesmo ano.


Já no ano seguinte promoveu uma grande reforma na Igreja, restaurando diversas dioceses e fundando a Escola Teológica da Igreja de Chipre.

Em 2010 recebeu o Papa Bento XVI no Chipre, participando de uma celebração ecumênica em Pafos e acolhendo-o na sede do Arcebispado em Nicósia. Em dezembro de 2021, por sua vez, recebeu o Papa Francisco, acolhendo-o na sede do Arcebispado e na nova Catedral de São Barnabé em Nicósia.

“Concede, ó Salvador nosso, o repouso às almas dos teus servos, com os justos que alcançaram a perfeição, guarda-os contigo, na vida divina, no lugar do teu repouso, Senhor, onde descansam os teus santos”.

Para saber mais sobre as Igrejas Ortodoxas Bizantinas, clique aqui.

Fotos da Celebração Ecumênica presidida pelo Papa no Bahrein

No dia 04 de novembro de 2022 o Papa Francisco presidiu uma celebração ecumênica de oração pela paz na Catedral de Nossa Senhora da Arábia em Awali, no contexto da sua Viagem Apostólica ao Bahrein.

O Santo Padre, assistido pelo Monsenhor Diego Ravelli, foi acompanhado pelo Patriarca Bartolomeu de Constantinopla e por representantes das igrejas e comunidades eclesiais presentes no Bahrein.


O Papa reza diante da imagem de Nossa Senhora da Arábia

O Papa venera o enkolpion do Patriarca Bartolomeu...
...e este repete o gesto

Homilia do Papa: Celebração Ecumênica no Bahrein

Viagem Apostólica do Papa Francisco ao Bahrein
Encontro Ecumênico e Oração pela Paz
Discurso do Santo Padre
Catedral de Nossa Senhora da Arábia, Awali
Sexta-feira, 04 de novembro de 2022

«Partos, medos, elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia cirenaica, colonos de Roma, judeus e prosélitos, cretenses e árabes ouvimo-los anunciar, nas nossas línguas, as maravilhas de Deus» (At 2,9-11).

Santidade, caro irmão Bartolomeu, amados irmãos e irmãs, estas palavras parecem escritas para nós, hoje: de tantos povos e tantas línguas, de tantas partes e tantos ritos, estamos aqui juntos, e fazemo-lo por causa das maravilhas realizadas por Deus! Estamos em paz, como naquela manhã de Pentecostes em que não se compreendia nada! Em Jerusalém, no dia de Pentecostes, apesar de virem de muitas regiões, sentiram-se unidos num só Espírito: hoje, como então, a variedade de origens e línguas não é um problema, mas um recurso. Um autor antigo escreveu: «Se alguém nos diz: “Se recebeste o Espírito Santo, porque não falas em todas as línguas?”, devemos responder-lhe: “Falo certamente em todas as línguas, porque sou membro do Corpo de Cristo, isto é, da sua Igreja, que se exprime em todas as línguas”» (Sermão de um autor africano do século VI: PL 65, 743).

Irmãos, irmãs, isto é válido também para nós, porque, «num só Espírito, fomos todos batizados para formar um só corpo» (1Cor 12,13). Infelizmente, com as nossas dilacerações, ferimos o Corpo santo do Senhor, mas o Espírito Santo, que une todos os membros, é maior do que as nossas divisões carnais. Por isso é justo afirmar que o quanto nos une supera em muito o que nos divide e que, quanto mais caminharmos segundo o Espírito, tanto mais seremos levados a desejar e, com a ajuda de Deus, a restabelecer a plena unidade entre nós.

Voltemos ao texto de Pentecostes. Ao meditar nele, ressoaram em mim dois elementos, que me parecem úteis para o nosso caminho de comunhão, desejando por isso partilhá-los convosco; são a unidade na diversidade e o testemunho de vida.


A unidade na diversidade. No Pentecostes - dizem os Atos dos Apóstolos -, os discípulos «encontravam-se todos reunidos no mesmo lugar» (At 2,1). Notemos como o Espírito, apesar de pousar sobre cada um, todavia escolhe o momento em que estão todos juntos. Podiam adorar a Deus e fazer bem ao próximo mesmo separadamente, mas é convergindo em unidade que se abrem de par em par as portas à obra de Deus. O povo cristão é chamado a reunir-se, para que aconteçam as maravilhas de Deus. O fato de estar aqui no Bahrein como um pequeno rebanho de Cristo, disperso em vários lugares e confissões, ajuda a sentir a necessidade da unidade, da partilha da fé: assim como neste arquipélago não faltam ligações seguras entre as ilhas, assim aconteça também entre nós, para não estarmos isolados, mas em comunhão fraterna.

Celebrações do início de novembro em Milão

O inicio do mês de novembro é sempre marcado por importantes celebrações na Arquidiocese de Milão (Itália): além da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos Fiéis Defuntos, a Arquidiocese celebra no dia 04 a Solenidade de São Carlos Borromeu, seu co-padroeiro (junto com Santo Ambrósio).

Publicamos a seguir, portanto, algumas imagens das celebrações em Rito Ambrosiano presididas neste ano de 2022 pelo Arcebispo, Dom Mario Enrico Delpini, na Catedral de Santa Maria Nascente, o Duomo de Milão, e em alguns cemitérios da cidade:

01 de novembro: Solenidade de Todos os Santos
Missa no Duomo de Milão

Procissão de entrada

"Doze Kyries"
Procissão com o Livro dos Evangelhos
Homilia

domingo, 6 de novembro de 2022

Comemoração dos Fiéis Defuntos em Cracóvia

Nos dias 01 e 02 de novembro de 2022 o Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanisław Dziwisz, presidiu as celebrações da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos Fiéis Defuntos (uma vez que o Arcebispo, Dom Marek Jędraszewski, estava em Poznań para a Ordenação Episcopal de Dom Tomasz Grysa).

No dia 01 de novembro o Cardeal Dziwisz celebrou a Missa da Solenidade de Todos os Santos no Santuário de São João Paulo II, no final da qual abençoou os túmulos presentes na igreja:

Procissão de entrada

Incensação do altar
Ritos iniciais
Evangelho

Ordenação Episcopal em Poznan

No dia 01 de novembro de 2022 o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, presidiu a Missa da Solenidade de Todos os Santos na Catedral Basílica de São Pedro e São Paulo em Poznań (Polônia) para a Ordenação Episcopal de Dom Tomasz Grysa.

Os co-sagrantes foram o Arcebispo de Poznań, Dom Stanisław Gądecki, e o Acebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski.

Dom Tomasz Grysa entrou para o serviço diplomático da Santa Sé em 2001, tendo trabalhado em diversas Nunciaturas Apostólicas, inclusive no Brasil (2013-2016). No dia 27 de setembro de 2022 foi nomeado pelo Papa Francisco como Arcebispo titular de Rubicon, Núncio Apostólico em Madagascar e Delegado Apostólico nas Ilhas Comores.

Procissão de entrada

Liturgia da Palavra
Evangelho
Apresentação da bula de nomeação