sábado, 18 de outubro de 2014

Festa de Nossa Senhora Aparecida na Forma Extraordinária

No dia 12 de outubro, Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, celebrou na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Fidelis a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano por ocasião da Festa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Após a Missa solene, houve ainda procissão e coroação da imagem de Nossa Senhora.

Acolhida ao Bispo

Oração diante do Santíssimo Sacramento
Procissão de entrada

Ângelus do Papa: XXVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 12 de outubro de 2014

Amados irmãos e irmãs, bom dia!
No Evangelho deste domingo Jesus fala-nos da resposta que se dá ao convite de Deus - representado por um rei - para participar em um banquete de núpcias (Mt 22,1-14). O convite tem três características: a gratuidade, a generosidade, a universalidade. Os convidados são muitos, mas verifica-se algo surpreendente: nenhum dos escolhidos aceita participar na festa, dizendo que têm outras coisas para fazer; aliás, alguns demonstram indiferença, estranheza e até incômodo. Deus é bom para conosco, oferece-nos gratuitamente a sua amizade, concede-nos gratuitamente a sua alegria, a salvação, mas muitas vezes não recebemos os seus dons, colocando em primeiro lugar as nossas preocupações materiais, os nossos interesses, e também quando o Senhor nos chama, muitas vezes parece que nos incomoda.

Alguns dos convidados até maltratam e chegam a matar os servos que comunicam o convite. Mas não obstante a falta de adesões da parte dos convidados, o plano de Deus não se interrompe. Diante da rejeição dos primeiros convidados, Ele não desanima, não suspende a festa, mas volta a propor o convite, ampliando-o para além de qualquer limite racional, e manda os seus empregados às praças e às encruzilhadas das estradas para reunir todos aqueles que encontram. Trata-se de pessoas simples, pobres, abandonadas e deserdadas, bons e maus - inclusive os maus são convidados - sem qualquer distinção. E a sala enche-se de «excluídos». Rejeitado por alguns, o Evangelho recebe o acolhimento inesperado em muitos outros corações.

A bondade de Deus não conhece confins e não discrimina ninguém: por isso, a festa dos dons do Senhor é universal para todos! A todos é oferecida a possibilidade de responder ao seu convite, ao seu chamamento; ninguém tem o direito de se sentir privilegiado, nem de reivindicar uma exclusividade. Tudo isto nos induz a vencer o hábito de nos inserirmos comodamente no centro, como faziam os chefes dos sacerdotes e os fariseus. Isto não se deve fazer; nós devemos abrir-nos às periferias, reconhecendo que até quantos estão nas margens, também aquele que é rejeitado e desprezado pela sociedade, constitui objeto da generosidade de Deus. Todos nós somos chamados a não reduzir o Reino de Deus aos confins da «igrejinha» - a nossa «igrejinha» - mas a dilatar a Igreja às dimensões do Reino de Deus. Só há uma condição: revestir-se com o hábito nupcial, ou seja, dar testemunho da caridade para com Deus e com o próximo.

Confiemos à intercessão de Maria Santíssima os dramas e as esperanças de tantos nossos irmãos e irmãs, excluídos, frágeis, rejeitados e desprezados, inclusive aqueles que são perseguidos por causa da fé, e invoquemos a sua salvaguarda também sobre os trabalhos do Sínodo dos Bispos, congregado nestes dias no Vaticano.


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Fotos da Missa em ação de graças por duas canonizações celebrada pelo Papa

No último dia 12 de outubro, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou na Basílica Vaticana a Santa Missa do XXVIII Domingo do Tempo Comum, em ação de graças pela canonização equipolente dos santos canadenses São Francisco de Laval, Bispo, e Santa Maria da Encarnação Guyart Martin, religiosa.

Concelebraram com o Santo Padre bispos e presbíteros canadenses, incluindo o Arcebispo de Québec, Cardeal Geral Cyprien Lacroix.

Assistiram ao Papa como Cerimoniários os Monsenhores Guido Marini e John Richard Cihak. O livreto de celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação (note-se o relicário de um dos novos santos)
Ritos iniciais

Imposição da mitra

Homilia do Papa na Missa em ação de graças por duas canonizações

Como não foi publicada no site Santa Sé a tradução oficial da homilia, publicamo-la aqui em seu original italiano:

SANTA MESSA DI RINGRAZIAMENTO PER LA
CANONIZZAZIONE EQUIPOLLENTE DI DUE SANTI CANADESI
OMELIA DEL SANTO PADRE FRANCESCO
Basilica Vaticana
Domenica, 12 ottobre 2014

Abbiamo ascoltato la profezia di Isaia: «Il Signore Dio asciugherà le lacrime su ogni volto…» (Is 25,8). Queste parole, piene della speranza di Dio, indicano la meta, mostrano il futuro verso cui siamo in cammino. Su questa strada i santi ci precedono e ci guidano. Queste parole delineano anche la vocazione degli uomini e delle donne missionari.
I missionari sono coloro che, docili allo Spirito Santo, hanno il coraggio di vivere il Vangelo. Anche questo Vangelo che abbiamo appena ascoltato: «Andate ai crocicchi delle strade» - dice il re ai suoi servi (Mt 22,9). E i servi uscirono e radunarono tutti quelli che trovarono, «cattivi e buoni», per portarli al banchetto di nozze del re (cfr v. 10).
I missionari hanno accolto questa chiamata: sono usciti a chiamare tutti, agli incroci del mondo; e così hanno fatto tanto bene alla Chiesa, perché se la Chiesa si ferma e si chiude si ammala, si può corrompere, sia con i peccati sia con la falsa scienza separata da Dio, che è il secolarismo mondano.
I missionari hanno rivolto lo sguardo a Cristo crocifisso, hanno accolto la sua grazia e non l’hanno tenuta per sé. Come san Paolo, si sono fatti tutto a tutti; hanno saputo vivere nella povertà e nell’abbondanza, nella sazietà e nella fame; tutto potevano in Colui che dava loro la forza (cfr Fil 4,12-13). Con questa forza di Dio hanno avuto il coraggio di “uscire” per le strade del mondo con la fiducia nel Signore che chiama. Così è la vita di un missionario e di una missionaria… per finire poi lontano da casa, dalla propria patria; tante volte uccisi, assassinati! Come è accaduto in questi giorni per tanti fratelli e sorelle nostri.
La missione evangelizzatrice della Chiesa è essenzialmente annuncio dell’amore, della misericordia e del perdono di Dio, rivelati agli uomini mediante la vita, la morte e la risurrezione di Gesù Cristo. I missionari hanno servito la Missione della Chiesa, spezzando ai più piccoli e ai più lontani il pane della Parola e portando a tutti il dono dell’inesauribile amore, che sgorga dal cuore stesso del Salvatore.
Così furono san Francesco de Laval e santa Maria dell’Incarnazione. Vorrei lasciare a voi, cari pellegrini canadesi, in questo giorno, due consigli: sono tratti dalla Lettera agli Ebrei, e pensando ai missionari faranno tanto bene alle vostre comunità.
Il primo è questo: «Ricordatevi dei vostri capi, i quali vi hanno annunciato la parola di Dio. Considerando attentamente l’esito finale della loro vita, imitatene la fede» (13,7). La memoria dei missionari ci sostiene nel momento in cui sperimentiamo la scarsità degli operai del Vangelo. I loro esempi ci attirano, ci spingono a imitare la loro fede. Sono testimonianze feconde che generano vita!
Il secondo è questo: «Richiamate alla memoria quei primi giorni: dopo aver ricevuto la luce di Cristo, avete dovuto sopportare una lotta grande e penosa…Non abbandonate la vostra franchezza, alla quale è riservata una grande ricompensa. Avete solo bisogno di perseveranza…» (10,32.35-36). Rendere omaggio a chi ha sofferto per portarci il Vangelo, significa portare avanti anche noi la buona battaglia della fede, con umiltà, mitezza e misericordia, nella vita di ogni giorno. E questo porta frutto.
Memoria di quelli che ci hanno preceduti, di quelli che hanno fondato la nostra Chiesa. Chiesa feconda quella del Québec! Feconda di tanti missionari che sono andati dappertutto. Il mondo è stato riempito di missionari canadesi come questi due. Adesso un consiglio: che questa memoria non ci porti ad abbandonare la franchezza e il coraggio. Forse – anzi no senza forse! – il diavolo è invidioso e non tollera che una terra sia così feconda di missionari. Pregiamo il Signore perché il Québec torni su questa strada della fecondità, per dare al mondo tanti missionari. Questi due che hanno – per cosi dire – fondato la Chiesa del Québec, ci aiutino come intercessori. Che il seme da loro seminato cresca e dia frutto di nuovi uomini e donne coraggiosi, lungimiranti, con il cuore aperto alla chiamata del Signore. Oggi si deve chiedere questo per la vostra patria. Loro, dal cielo, saranno i nostri intercessori. Il Québec torni ad esser quella fonte di bravi e santi missionari.
Ecco la gioia e la consegna di questo vostro pellegrinaggio: fare memoria dei testimoni, dei missionari della fede nella vostra terra. Questa memoria ci sostiene sempre nel cammino verso il futuro, verso la meta, quando «il Signore Dio asciugherà le lacrime su ogni volto…».
«Rallegriamoci, esultiamo per la sua salvezza» ( Is 25,9).


Fonte; Santa Sé

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Posse do novo Arcebispo Militar do Brasil

No último dia 08 outubro, Memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, tomou posse na Catedral Militar Nossa Senhora da Paz em Brasília (DF), o novo Arcebispo Militar do Brasil: Dom Fernando José Monteiro Guimarães, nomeado pelo Papa Francisco no dia 06 de agosto.

Estiveram presentes o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d'Aniello, que presidiu a cerimônia de posse, além do Arcebispo Militar Emérito, Dom Osvino Both, e do Bispo Auxiliar do Ordinariato Militar, Dom José Francisco Falcão de Barros, além de mais cerca de vinte bispos, os presbíteros do Ordinariato Militar e autoridades das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha).

Seguem algumas fotos, publicadas pelo site Salvem a Liturgia:

Chegada de Dom Fernando
Guarda de honra dos Dragões da Independência
Abraço de Dom Osvino Both, Arcebispo Emérito
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Procissão de entrada

IX Catequese do Papa sobre a Igreja

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 8 de Outubro de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Nas últimas catequeses, quisemos esclarecer a natureza e a beleza da Igreja, perguntando-nos o que comporta para cada um de nós, fazer parte deste povo, do povo de Deus que é a Igreja. Contudo, não podemos esquecer que numerosos irmãos compartilham connosco a fé em Cristo, mas que pertencem a outras confissões ou tradições diferentes da nossa. Muitos já se resignaram a esta divisão - e resignaram-se inclusive no seio da nossa Igreja católica - que ao longo da história foi com frequência causa de conflitos e de sofrimentos, e até de guerras, e isto é uma vergonha! Ainda hoje os relacionamentos nem sempre estão caracterizados pelo respeito e pela cordialidade... No entanto, interrogo-me: e nós, como nos pomos diante de tudo isto? Também nós estamos resignados, ou até somos indiferentes? Ou, ao contrário, cremos firmemente que podemos e devemos caminhar rumo à reconciliação e à plena comunhão? A plena comunhão, ou seja, poder participar todos juntos no corpo e sangue de Cristo.
Enquanto ferem a Igreja, as divisões entre os cristãos ferem também Cristo, e divididos nós provocamos uma ferida a Cristo: com efeito, a Igreja é o Corpo cuja Cabeça é Cristo. Sabemos bem como Jesus fazia questão que os seus discípulos permanecessem unidos no Seu amor. É suficiente pensar nas suas palavras, citadas no capítulo 17 do Evangelho de João, na oração dirigida ao Pai na iminência da paixão: «Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste a fim de que, como nós, também eles sejam um só» (Jo 17, 11). Esta unidade já estava ameaçada enquanto Jesus ainda se encontrava no meio dos seus: com efeito, no Evangelho recorda-se que os Apóstolos discutiam entre si sobre quem era o maior, o mais importante (cf. Lc 9, 46). No entanto, o Senhor insistiu muito sobre a unidade em nome do Pai, levando-nos a compreender que o nosso anúncio e o nosso testemunho serão tanto mais credíveis, quanto mais nós formos os primeiros a tornar-nos capazes de viver em comunhão e de nos amarmos uns aos outros. Foi aquilo que os seus Apóstolos, com a graça do Espírito Santo, depois entenderam profundamente e levaram no seu coração, a tal ponto que são Paulo chegará a implorar a comunidade de Corinto com estas palavras: «Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que entre vós não haja divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e com os mesmos sentimentos» (1 Cor 1, 10).
Ao longo do seu caminho na história, a Igreja é tentada pelo maligno, que procura dividi-la, e infelizmente foi marcada por separações graves e dolorosas. Trata-se de visões que às vezes se prolongaram no tempo, até hoje, pelo que já é difícil reconstruir todas as suas motivações e sobretudo encontrar soluções possíveis. As razões que levaram às rupturas e às separações podem ser as mais variadas: divergências sobre os princípios dogmáticos e morais e sobre diferentes conceitos teológicos e pastorais, motivos políticos e de conveniência, atritos devidos a antipatias e ambições pessoais... O que é certo é que, de uma forma ou de outra, por detrás de tais dilacerações encontram-se sempre a soberba e o egoísmo, que constituem a causa de todos os desacordos e que nos tornam intolerantes, incapazes de ouvir e de aceitar quem tem uma visão ou uma posição diferente da nossa.
Pois bem, diante de tudo isto, existe algo que cada um de nós, como membros da santa mãe Igreja, podemos e devemos fazer? Sem dúvida, não pode faltar a oração, em comunidade e em comunhão com a prece de Jesus, a oração pela unidade dos cristãos. E além da oração, o Senhor também nos pede uma abertura renovada: pede-nos que não nos fechemos ao diálogo nem ao encontro, mas que aceitemos tudo o que de válido e positivo nos é oferecido, inclusive por quantos pensam diversamente de nós ou por aqueles que se colocam em posições diferentes das nossas. Pede-nos que não fixemos o nosso olhar no que nos divide mas, ao contrário, no que nos une, procurando conhecer e amar melhor Jesus e compartilhar a riqueza do seu amor. E isto comporta concretamente a adesão à verdade, juntamente com a capacidade de nos perdoarmos, de nos sentirmos parte de uma mesma família cristã, de nos considerarmos uns dádivas para os outros e, juntos, fazermos tantas boas acções e obras de caridade.
É doloroso, mas existem divisões, cristãos separados, e nós mesmos vivemos divididos entre nós. Mas todos dispomos de algo em comum: todos nós cremos em Jesus Cristo, o Senhor. Todos cremos no Pai e no Filho e no Espírito Santo, e todos nós caminhamos juntos, estamos a caminho. Ajudemo-nos uns aos outros! Mas tu pensas deste modo, e tu pensas daquela maneira... Em todas as comunidades existem bons teólogos: que eles debatam, que procurem a verdade teológica, porque se trata de um dever, mas nós caminhemos juntos, rezando uns pelos outros, levando a cabo obras de caridade. E assim construamos a comunhão, ao longo do caminho. Isto chama-se ecumenismo espiritual: percorrer o caminho da vida todos juntos na nossa fé, no Senhor Jesus Cristo. Diz-se que não devemos falar de coisas pessoais, mas não resisto à tentação. Falamos de comunhão... de comunhão entre nós. E estou deveras grato ao Senhor porque hoje festejo o 70º aniversário da minha primeira Comunhão. Mas todos nós devemos saber que receber a primeira Comunhão significa entrar em comunhão com os outros, em comunhão com os irmãos da nossa Igreja, mas inclusive em comunhão com todos aqueles que pertencem a diferentes comunidades, mas que acreditam em Jesus. Demos graças ao Senhor pelo nosso Baptismo, agradeçamos ao Senhor a nossa comunhão, e para que esta comunhão chegue a ser de todos nós juntos.
Então, caros amigos, vamos em frente rumo à plena unidade! A história separou-nos, mas estamos a caminho no sulco da reconciliação e da comunhão! Esta é a verdade. E devemos defender isto! Todos nós estamos a caminho rumo à comunhão. E quando a meta nos pode parecer demasiado distante, quase inatingível, e nos sentimos arrebatados pelo desânimo, anime-nos a ideia de que Deus não pode fechar os seus ouvidos à voz do próprio Filho Jesus, não pode deixar de atender à sua e nossa oração, a fim de que todos os cristãos sejam verdadeiramente um só!


Fonte: Santa Sé

sábado, 11 de outubro de 2014

Fotos da Canonização de São Zygmunt Felinski

No dia 11 de outubro de 2009, Sua Santidade o Papa Bento XVI celebrou a Santa Missa na Basílica Vaticana para a Canonização de cinco novos santos: Zygmunt Szczesny Felinski, Bispo; Francisco Coll y Guitart, presbítero; Josef Damiaan de Veuster, presbítero; Rafael Arnáiz Barón, religioso; e Marie de La Croix (Jeanne) Jugan, virgem

Assistiram ao Santo Padre os Cardeais Diáconos Jean-Louis Tauran e Julián Herranz, além dos Cerimoniários, Monsenhores Guido Marini e Marco Agostini. O livreto de celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Pedido da Canonização
Fórmula da Canonização
Procissão com as relíquias dos novos santos