quinta-feira, 10 de julho de 2025

Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano (2025)

No domingo, 29 de junho de 2025, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na Basílica Vaticana, durante a qual abençoou e impôs os pálios aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano [1].

Confira nossa postagem com a lista dos 54 Arcebispos que receberam o pálio clicando aqui [2].

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor L'ubomir Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Como de costume, a celebração contou com a presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presidida pelo Metropolita de Calcedônia, Emmanuel Adamakis.

Imagens dos Apóstolos diante do altar
Pálios junto ao túmulo de São Pedro
Procissão de entrada

Incensação

Homilia do Papa: São Pedro e São Paulo (2025)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santa Missa e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Domingo, 29 de junho de 2025

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje celebramos dois irmãos na fé, Pedro e Paulo, que reconhecemos como colunas da Igreja e veneramos como patronos da Diocese e da cidade de Roma.

A história destes dois Apóstolos interpela-nos de perto também a nós, Comunidade peregrina dos discípulos do Senhor no nosso tempo. Em particular, olhando para o seu testemunho, gostaria de sublinhar dois aspectos: a comunhão eclesial e a vitalidade da fé.

Em primeiro lugar, a comunhão eclesial. A Liturgia desta Solenidade mostra-nos como Pedro e Paulo foram chamados a viver um único destino, o do martírio, que os associou definitivamente a Cristo. Na 1ª leitura encontramos Pedro que, na prisão, aguarda a execução da sentença (At 12,1-11); na 2ª leitura, o Apóstolo Paulo afirma, em uma espécie de testamento e estando também ele preso, que o seu sangue está prestes a ser derramado e oferecido a Deus (2Tm 4,6-8.17-18). Assim, tanto Pedro como Paulo dão a vida pela causa do Evangelho.


No entanto, esta comunhão na única profissão de fé não é uma conquista pacífica. Os dois Apóstolos alcançam-na como uma meta à qual chegam depois de um longo caminho, no qual cada um abraçou a fé e viveu o apostolado de forma diferente. A sua fraternidade no Espírito não apaga as diferenças de onde partiram: Simão era um pescador da Galileia, Saulo um intelectual rigoroso pertencente ao grupo dos fariseus; o primeiro deixa imediatamente tudo para seguir o Senhor, o segundo persegue os cristãos até ser transformado por Cristo Ressuscitado; Pedro prega sobretudo aos judeus, Paulo é impelido a levar a Boa Nova aos gentios.

Como sabemos, não faltaram conflitos entre os dois no que diz respeito à relação com os pagãos, a ponto de Paulo afirmar: «Quando Cefas chegou a Antioquia, opus-me a ele abertamente, pois ele merecia censura» (Gl 2,11). E esta questão, como bem sabemos, será tratada no Concílio de Jerusalém, no qual os dois Apóstolos voltarão a confrontar-se.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Peregrinação da Igreja Ucraniana: Jubileu 2025

No sábado, 28 de junho de 2025, véspera da Solenidade de São Pedro e São Paulo, teve lugar a peregrinação da Igreja Greco-Católica Ucraniana à Basílica Vaticana por ocasião do Jubileu de 2025.

Os Bispos ucranianos se dirigiram em procissão à Porta Santa da Basílica guiados pela cruz do Jubileu, conduzida pelo Arcebispo Maior, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к).

Em seguida, com todos já paramentados para a celebração, o Papa Leão XIV se dirigiu à Basílica para uma breve saudação aos peregrinos. Seguiu-se a Divina Liturgia no altar da Confissão, presidida pelo Arcebispo-Maior.

Procissão até a Porta Santa
Entrada do Papa Leão XIV

Discurso do Papa
O Papa saúda Dom Sviatoslav

sexta-feira, 4 de julho de 2025

Novo Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior

Nesta sexta-feira, 04 de julho de 2025, o Cardeal Stanisław Ryłko, ao completar 80 anos, conclui seu ofício como Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior, sendo sucedido pelo Cardeal Rolandas Makrickas, até então Arcipreste Coadjutor.

Leão XIV com os Cardeais Ryłko e Makrickas

Cardeal Rolandas Makrickas
Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior

Rolandas Makrickas nasceu no dia 31 de janeiro de 1972 em Biržai (Lituânia). Recebeu a Ordenação Presbiteral no dia 20 de julho de 1996, incardinado na Diocese de Panevėžys.

De 1996 a 2001 serviu como Subsecretário da Conferência Episcopal. Em 2004 obteve o Doutorado em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Após realizar os estudos na Pontifícia Academia Eclesiástica entre 2003 e 2006, ingressou no serviço diplomático da Santa Sé, trabalhando em diversas Nunciaturas Apostólicas ao redor do mundo. Em 2019 retornou a Roma para trabalhar na Seção de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.

No dia 15 de dezembro de 2021 foi nomeado pelo Papa Francisco (†2025) como Comissário Extraordinário da Basílica de Santa Maria Maior, responsável sobretudo pela gestão econômica do Capítulo de Cônegos.

Cardeal Rolandas Makrickas

No dia 11 de fevereiro de 2023 foi nomeado Arcebispo Titular de Tolentino, recebendo a Ordenação Episcopal no dia 15 de abril do mesmo ano na Basílica Liberiana, sendo ordenante principal o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé.

No dia 20 de março de 2024, com a publicação do novo estatuto do Capítulo da Basílica, Dom Rolandas Makrickas foi nomeado Arcipreste Coadjutor (com direito a sucessão).

Foi criado Cardeal no Consistório de 07 de dezembro de 2024, recebendo como igreja titular a Diaconia de Santo Eustáquio, da qual tomou posse no dia 23 de fevereiro de 2025.

Solenidade do Sagrado Coração em Cracóvia (2025)

Na sexta-feira, 27 de junho de 2025, o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Dom Marek Jędraszewski, celebrou como de costume a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus na Basílica do Sagrado Coração em Cracóvia (Bazylika Najświętszego Serca Pana Jezusa), seguida de uma Procissão Eucarística ao redor da igreja:

Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Evangelho

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Fotos da Missa no Jubileu dos Sacerdotes (2025)

Na manhã da sexta-feira, 27 de junho de 2025, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do Jubileu dos Sacerdotes.

Durante a Missa o Papa conferiu a Ordenação Presbiteral a 32 diáconos de diversos países do mundo.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação
Saudação inicial
Liturgia da Palavra
Bênção com o Evangeliário do Jubileu

Homilia do Papa: Jubileu dos Sacerdotes (2025)

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (Ano C)
Santa Missa com Ordenações Presbiterais
Jubileu dos Sacerdotes
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 27 de junho de 2025

Hoje, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, celebramos com alegria esta Eucaristia no Jubileu dos Sacerdotes.

Dirijo-me, portanto, em primeiro lugar a todos vós, queridos irmãos sacerdotes, que viestes ao túmulo do Apóstolo Pedro para atravessar a Porta Santa e para mergulhar de novo as vossas vestes batismais e sacerdotais no Coração do Salvador. Para alguns dos presentes este gesto realiza-se em um dia único da sua vida: o da Ordenação.

Falar do Coração de Cristo neste contexto é falar de todo o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição do Senhor, confiado a nós de modo especial para que o tornemos presente no mundo. Por isso, à luz das leituras que escutamos, meditemos juntos sobre o modo como podemos contribuir para esta obra de salvação.


Na 1ª leitura (Ez 34,11-16), o profeta Ezequiel fala-nos de Deus como um pastor que passa pelo meio do seu rebanho, contando as suas ovelhas uma a uma: vai à procura das perdidas, cura as feridas, ampara as fracas e doentes. Assim nos recorda, em um tempo de grandes e terríveis conflitos, que o amor do Senhor, pelo qual somos chamados a deixar-nos abraçar e plasmar, é universal, e que, aos seus olhos - e consequentemente também aos nossos -, não há lugar para divisões e ódios de qualquer tipo.

Depois, na 2ª leitura (Rm 5,5-11), recordando-nos que Deus nos reconciliou «quando ainda éramos fracos» (v. 6) e «pecadores» (v. 8), São Paulo convida a abandonarmo-nos à ação transformadora do Espírito que habita em nós, em um caminho quotidiano de conversão. A nossa esperança baseia-se na certeza de que o Senhor não nos abandona, mas acompanha-nos sempre. Somos chamados, porém, a colaborar com Ele, primeiramente colocando a Eucaristia no centro da nossa existência, «fonte e ápice de toda a vida cristã» (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 11); depois, «pela frutuosa recepção dos sacramentos, especialmente pela frequente recepção do sacramento da Penitência» (Decreto Presbyterorum ordinis, n. 18); e, finalmente, através da oração, da meditação da Palavra e do exercício da caridade, conformando cada vez mais o nosso coração ao do «Pai das misericórdias» (ibid.).