terça-feira, 10 de maio de 2022

Regina Coeli: IV Domingo da Páscoa - Ano C

Papa Francisco
Regina Coeli
Domingo, 08 de maio de 2022

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho da Liturgia de hoje fala-nos do vínculo entre o Senhor e cada um de nós (Jo 10,27-30). Para fazê-lo, Jesus utiliza uma imagem terna, uma bela imagem, a do pastor que está com as ovelhas. E explica-a com três verbos: «As minhas ovelhas - diz Jesus - ouvem a minha voz, eu conheço-as, e elas seguem-me» (v. 27). Três verbos: ouvir, conhecer, seguir. Vejamos estes três verbos.

Em primeiro lugar, as ovelhas ouvem a voz do pastor. A iniciativa vem sempre do Senhor; tudo tem início na sua graça: é Ele que nos chama à comunhão com Ele. Mas esta comunhão acontece se nos abrirmos à escuta; se continuarmos surdos, Ele não nos pode dar esta comunhão. Abrirmo-nos à escuta, pois escutar significa disponibilidade, significa docilidade, significa tempo dedicado ao diálogo. Hoje estamos esmagados pelas palavras e pela pressa de ter sempre de dizer e fazer alguma coisa; de fato, quantas vezes duas pessoas conversam e uma não espera que a outra termine o seu pensamento, corta-o a meio caminho, responde... Mas se não a deixamos falar, não há escuta. Este é um mal do nosso tempo. Hoje somos esmagados por palavras, pela pressa de ter sempre de dizer alguma coisa, temos medo do silêncio. Como é difícil ouvir! Ouvir até ao fim, deixar que o outro se exprima, ouvir-nos em família, na escola, no trabalho, e até na Igreja! Mas para o Senhor, antes de tudo, é preciso ouvir. Ele é a Palavra do Pai e o cristão é filho da escuta, chamado a viver com a Palavra de Deus ao nosso alcance. Perguntemo-nos hoje se somos filhos da escuta, se encontramos tempo para a Palavra de Deus, se damos espaço e atenção aos irmãos e irmãs. Saber ouvir a outra pessoa expressar-se até ao fim, sem interromper o seu discurso. Quem ouve os outros também sabe ouvir o Senhor, e vice-versa. E experimenta algo muito bom, isto é, que o próprio Senhor nos ouve: ouve-nos quando rezamos, quando nos confidenciamos com Ele, quando o invocamos.

Ouvir Jesus torna-se assim a forma de descobrir que Ele nos conhece. Eis o segundo verbo, que diz respeito ao Bom Pastor: Ele conhece as suas ovelhas. Mas isto não significa apenas que sabe muitas coisas sobre nós: conhecer no sentido bíblico significa também amar. Significa que o Senhor, enquanto “nos lê dentro”, nos ama, não nos condena. Se o ouvirmos, descobrimos isto, que o Senhor nos ama. A maneira de descobrir o amor do Senhor é ouvi-lo. Então a relação com Ele já não será impessoal, fria ou aparente. Jesus procura uma amizade calorosa, uma confidência, uma intimidade. Ele quer doar-nos um novo e maravilhoso conhecimento:  saber que somos sempre amados por Ele e, por conseguinte, nunca deixados sozinhos. Estando com o Bom Pastor, experimentamos o que diz o Salmo: «Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum, pois tu estás comigo» (Sl 22/23,4). Sobretudo nos sofrimentos, nas dificuldades, nas crises que são trevas: Ele sustenta-nos, vivendo-as conosco. E assim, precisamente em situações difíceis, podemos descobrir que somos conhecidos e amados pelo Senhor. Então perguntemo-nos: deixo-me conhecer pelo Senhor? Dou-lhe espaço na minha vida, confidencio-lhe o que vivo? E, depois das tantas vezes em que experimentei a sua proximidade, a sua compaixão, a sua ternura, que ideia tenho do Senhor? O Senhor está próximo, o Senhor é Bom Pastor.

Por fim, o terceiro verbo: as ovelhas que ouvem e se descobrem conhecidas seguem: ouvem, sentem-se conhecidas pelo Senhor e seguem o Senhor, que é o seu Pastor. E quem segue Cristo, o que faz? Vai para onde Ele vai, na mesma estrada, na mesma direção. Vai em busca de quem se perdeu (cf. Lc 15,4), interessa-se por aqueles que estão longe, preocupa-se com a situação de quantos sofrem, sabe chorar com aqueles que choram, estende a mão ao próximo, leva-o sobre os ombros. E eu? Deixo-me amar por Jesus e pelo deixar-me amar, ou começo a amá-lo e imitá-lo?

Que a Santíssima Virgem nos ajude a ouvir Cristo, a conhecê-lo cada vez mais e a segui-lo no caminho do serviço. Ouvi-lo, conhecê-lo e segui-lo.

O Bom Pastor (Grigory Gagarin)
(Inspirado no mosaico do Mausoléu de Galla Placidia, Ravenna)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Festa da Invenção da Santa Cruz em Jerusalém

Na "cidade santa" de Jerusalém celebram-se duas festas em honra da Cruz: a Festa da Exaltação da Santa Cruz no dia 14 de setembro e a Festa da Invenção da Santa Cruz no dia 07 de maio. Esta última recorda a descoberta das supostas relíquias da Cruz por Santa Helena em torno ao ano de 325.

Neste ano de 2022 as celebrações dessa festa, nos dias 06 e 07 de maio, foram presididas pelo Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, na Gruta de Santa Helena da Basílica do Santo Sepulcro (para saber mais sobre essa Gruta e sobre a Basílica como um todo, clique aqui):

06 de maio: I Vésperas

Os religiosos descem à Gruta de Santa Helena
Oração das Vésperas: Salmodia
Incensação do altar durante o Magnificat


Ordenações Diaconais em Cracóvia

No dia 07 de maio de 2022, véspera da Solenidade de Santo Estanislau, Bispo e Mártir [1], o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, celebrou a Santa Missa na Catedral dos Santos Estanislau e Venceslau, a Catedral de Wawel, no altar que guarda as relíquias do santo.

Durante a celebração o Arcebispo conferiu a Ordenação Diaconal a 07 seminaristas:

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais
Evangelho
Apresentação dos candidatos

Discurso do Papa Francisco ao Pontifício Instituto Litúrgico

No dia 07 de maio de 2022 o Papa Francisco recebeu em Audiência os professores e alunos do Pontifício Instituto Litúrgico, faculdade de Liturgia do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, confiado à ordem beneditina,  por ocasião dos 60 anos da sua fundação:

Papa Francisco
Discurso aos professores e alunos do Pontifício Instituto Litúrgico
Sala Clementina
Sábado, 07 de maio de 2022

Caros irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Obrigado, Padre Abate Primaz, pela sua introdução. Saúdo o Padre Reitor, o Padre Presidente, os Professores, e todos vós, caros alunos e ex-alunos do Pontifício Instituto Litúrgico [1].
Estou contente de receber-vos por ocasião do 60° aniversário da sua fundação. Ela surgiu como resposta à crescente necessidade do povo de Deus de viver e participar mais intensamente da vida litúrgica da Igreja; exigência que encontrou no Concílio Vaticano II sua comprovação esclarecedora com a Constituição Sacrosanctum Concilium. A dedicação da vossa instituição ao estudo da Liturgia é bem conhecida. Especialistas formados nas vossas salas promovem a vida litúrgica de muitas dioceses, em contextos culturais muito diversos.
Três dimensões emergem claramente do impulso conciliar à renovação da vida litúrgica. A primeira é a participação ativa e frutuosa na Liturgia; a segunda é a comunhão eclesial animada pela celebração da Eucaristia e dos Sacramentos da Igreja; e a terceira é o impulso à missão evangelizadora a partir da vida litúrgica que envolve todos os batizados. O Pontifício Instituto Litúrgico está a serviço desta tríplice exigência.


Antes de tudo a formação a viver e promover a participação ativa na vida litúrgica. O estudo aprofundado e científico da Liturgia deve encorajar-vos a favorecer, como desejava o Concílio, esta dimensão fundamental da vida cristã. A chave aqui é educar as pessoas a entrarem no espírito da Liturgia. E para saber fazê-lo é necessário estar impregnados desse espírito. Em Santo Anselmo, gostaria de dizer, é isso que deve acontecer: impregnar-se do espírito da Liturgia, sentir seu mistério, com admiração sempre nova. A Liturgia não é uma posse, não, não é uma profissão: a Liturgia se aprende, a Liturgia se celebra. Chegar a essa atitude de celebrar a Liturgia. E só se participa ativamente na medida em que se entra nesse espírito de celebração. Não é uma questão de ritos, é o mistério de Cristo, que de uma vez para sempre revelou e cumpriu o sagrado, o sacrifício e o sacerdócio. O culto em espírito e verdade. Tudo isso, no vosso Instituto, deve ser meditado, assimilado, eu diria “respirado”. Na escola das Escrituras, dos Padres, da Tradição, dos Santos. Só assim a participação pode traduzir-se em um maior senso da Igreja, que nos faz viver evangelicamente em todo tempo e em toda circunstância. E mesmo esta atitude de celebrar sofre as tentações. Sobre isso gostaria de enfatizar o perigo, a tentação do formalismo litúrgico: ir atrás das formas, das formalidades mais que da realidade, como vemos hoje naqueles movimentos que tentam retroceder um pouco e negam o próprio Concílio Vaticano II. Nesse caso a celebração é recitação, é uma coisa sem vida, sem alegria.

sábado, 7 de maio de 2022

Ordenação de dois Bispos Auxiliares para o Patriarcado de Jerusalém

No dia 11 de março de 2022 o Papa Francisco nomeou dois Bispos Auxiliares para o Patriarcado Latino de Jerusalém:

Dom Rafic Nahra, Vigário Patriarcal para Israel, nascido a 27 de janeiro de 1959 em Ismailia (Egito), nomeado Bispo Titular de Verbe;

Dom Jamal Boulos Sleiman Daibes, Vigário para a Jordânia, nascido a 03 de julho de 1964 em Zababdeh (Palestina), nomeado Bispo Titular de Patara.

As ordenações tiveram lugar, respectivamente, nos dias 30 de abril em Nazaré e 06 de maio em Belém, ambas presididas pelo Patriarca Latino de Jerusalém, Dom Pierbattista Pizzaballa, e tendo como primeiro co-ordenante Dom William Shomali, Bispo Auxiliar de Jerusalém e Vigário Patriarcal para a Palestina.

30 de abril de 2022: Ordenação Episcopal de Dom Rafic Nahra
Basílica da Anunciação em Nazaré

Procissão de entrada
Ritos iniciais
Homilia
Propósitos do eleito
Ladainha de Todos os Santos

terça-feira, 3 de maio de 2022

Homilia: Festa de São Filipe e São Tiago, Apóstolos

Tertuliano, Presbítero
Do Tratado sobre a prescrição dos hereges
A pregação apostólica

Cristo Jesus, nosso Senhor, durante a sua vida terrena, ensinou quem era Ele, quem tinha sido desde sempre, qual era a vontade do Pai que vinha cumprir e qual devia ser o comportamento do homem. Ensinava estas coisas ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos seus discípulos. Dentre estes escolheu doze para estarem a seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações.

Quando, depois da sua Ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze - pois um deles se havia perdido - que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Imediatamente os Apóstolos (palavra que significa “enviados”) chamaram por sorteio a Matias como duodécimo para ocupar o lugar de Judas, segundo a profecia contida num salmo de Davi. Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judeia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos. Em cada cidade por onde passaram fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos Apóstolos.

Toda família deve ser necessariamente considerada segundo sua origem. Por isso, apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos Apóstolos e que é origem de todas as outras. Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental.

Se quisermos saber o conteúdo da pregação dos Apóstolos, e, portanto, aquilo que Jesus Cristo lhes revelou, é preciso recorrer a estas mesmas Igrejas fundadas pelos próprios Apóstolos e às quais pregaram quer de viva voz, quer por seus escritos.

O Senhor realmente havia dito em certa ocasião: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora; e acrescentou: quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade (Jo 16,12-13). Com estas palavras revelou aos Apóstolos que nada ficariam ignorando, porque prometeu-lhes o Espírito da Verdade que os levaria ao conhecimento da plena verdade. E, sem dúvida alguma, esta promessa foi cumprida, como provam os Atos dos Apóstolos ao narrarem a descida do Espírito Santo.

Tertuliano

Responsório (Jo 12,21-22; Rm 9,26; cf. Os 2,1b)

Vieram alguns gregos a Filipe, fazendo-lhe o seguinte pedido: Senhor, queremos ver a Jesus.
R. Filipe foi dizê-lo a André, e Filipe e André, por sua vez, o disseram a Jesus. Aleluia.

E irá acontecer, que no lugar onde foi dito: Vós não sois o povo meu, mesmo ali serão chamados de filhos do Deus vivo.
R. Filipe foi dizê-lo a André, e Filipe e André, por sua vez, o disseram a Jesus. Aleluia.

Oração
Ó Deus, vós nos alegrais cada ano com a festa dos Apóstolos São Filipe e São Tiago. Concedei-nos, por suas preces, participar de tal modo da Paixão e Ressurreição do vosso Filho que vejamos eternamente a vossa face. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Fonte: Liturgia das Horas, vol. II, pp. 1567-1569.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Regina Coeli: III Domingo da Páscoa - Ano C

Papa Francisco
Regina Coeli
Domingo, 1° de maio de 2022

Estimados irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Jo 21,1-19) narra a terceira aparição de Jesus Ressuscitado aos Apóstolos. É um encontro que tem lugar no lago da Galileia e diz respeito sobretudo a Simão Pedro. Tudo começa com ele que diz aos outros discípulos: «Vou pescar» (v. 3). Nada de estranho, era pescador, mas tinha abandonado aquela profissão desde quando, precisamente nas margens do lago, tinha deixado as redes para seguir Jesus. E agora, enquanto o Ressuscitado se faz esperar, Pedro, talvez um pouco desanimado, propõe aos outros o regresso à vida anterior. E os outros aceitam: «Também nós vamos contigo». Mas, «naquela noite nada apanharam» (v. 3).

Também pode acontecer a nós, por cansaço, desilusão, talvez por preguiça, esquecer o Senhor e negligenciar as grandes escolhas que fizemos, contentando-nos com qualquer outra coisa. Por exemplo, não dedicamos tempo a falar uns com os outros em família, preferindo passatempos pessoais; esquecemos a oração, deixando-nos levar pelas próprias necessidades; negligenciamos a caridade, com a desculpa das urgências diárias. Mas, fazendo assim, ficamos desapontados: foi precisamente a decepção que sentiu Pedro, com as redes vazias, como ele. É uma estrada que te leva para trás e não te satisfaz.

E o que faz Jesus com Pedro? Volta novamente para a margem do lago onde tinha escolhido Pedro, André, Tiago e João, os quatro. Ele não repreende - Jesus não repreende, toca o coração, sempre - mas chama ternamente os discípulos: «Amigos» (v. 5). Depois os convida, como antes, a lançarem de novo as redes, com coragem. E mais uma vez as redes se enchem até transbordar. Irmãos e irmãs, quando as nossas redes estão vazias na vida, não é o momento de sentir pena de nós mesmos, de nos divertirmos, de regressar aos velhos passatempos. É tempo de recomeçar com Jesus, é tempo de encontrar a coragem para recomeçar, é tempo de se fazer ao largo com Jesus. Três verbos: repartir, recomeçar, fazer-se ao largo. Sempre, perante uma desilusão, ou uma vida que perdeu um pouco o sentido - “hoje sinto que voltei atrás...”  - parte de novo com Jesus, recomeça, faz-te ao largo! Ele está à tua espera. E pensa apenas em ti, em mim, em cada um de nós.

Pedro precisava daquele “choque”. Quando ouve João clamar: «É o Senhor!» (v. 7), mergulha imediatamente na água e vai em direção a Jesus. É um gesto de amor, porque o amor vai além do útil, do conveniente e do devido; o amor gera espanto, inspira impulsos criativos e gratuitos. Assim, enquanto João, o mais novo, reconhece o Senhor, é Pedro, o mais velho, que se lança para ir ao seu encontro. Naquele mergulho há todo o entusiasmo recém-descoberto de Simão Pedro.

Prezados irmãos e irmãs, hoje Cristo Ressuscitado convida-nos a um novo impulso, todos nós, cada um de nós, convida-nos a mergulhar no bem sem medo de perder algo, sem calcular demasiado, sem esperar que outros comecem. Por quê? Não esperar os outros, porque para conhecer Jesus é preciso arriscar. É preciso arriscar com coragem, e recomeçar, e recomeçar arriscando, correr riscos. Perguntemo-nos: sou capaz de algum ímpeto de generosidade, ou impeço os impulsos do coração e fecho-me no hábito, ou no medo? Lançar-se, mergulhar. Esta é a palavra de Jesus hoje.

Então, no final deste episódio, Jesus dirige a Pedro, três vezes, a pergunta: «Tu me amas?» (vv. 15-17). O Ressuscitado pergunta hoje também a nós: Tu me amas? Porque na Páscoa Jesus quer que o nosso coração ressuscite; porque a fé não é uma questão de conhecimento, mas de amor. Tu me amas?, pergunta Jesus a ti, a mim, a todos nós, que temos as redes vazias e muitas vezes temos medo de recomeçar; a ti, a mim, a todos nós, que não temos coragem de mergulhar e talvez tenhamos perdido o impulso. Tu me amas?,  pergunta Jesus. A partir de então, Pedro deixou de pescar para sempre e dedicou-se ao serviço de Deus e dos irmãos, a ponto de dar a vida aqui, onde nos encontramos agora. E nós, queremos amar Jesus?

Que Nossa Senhora, que prontamente disse “sim” ao Senhor, nos ajude a redescobrir o impulso do bem.

A segunda "pesca milagrosa"
(David Teniers o Jovem)

Fonte: Santa Sé.