terça-feira, 2 de julho de 2019

Natividade de São João Batista na Terra Santa

No último dia 24 de junho o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, celebrou a Santa Missa da Solenidade da Natividade de São João Batista no Santuário de São João Batista na Montanha, localizado na localidade de Ain Karen, próxima a Jerusalém.

Na tarde do dia anterior, 23, o Vice-Custódio da Terra Santa, Padre Dobromir Jasztal, celebrou as I Vésperas da Solenidade no Santuário de São João Batista no Deserto, igualmente em Ain Karen.

Dia 23: I Vésperas

Oração das Vésperas

Homilia
Incensação do altar durante o Magnificat
Momento de oração na Gruta adjacente ao Santuário

Corpus Christi em Vilnius

O Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, esteve em visita a Vilnius (Lituânia) no último dia 22 de junho por ocasião da Missa em ação de graças pela Beatificação de Michał Giedrojc.

No domingo, dia 23, Dom Marek participou da Santa Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), presidida pelo Arcebispo de Vilnius, Dom Gintaras Grušas, na Catedral de Santo Estanislau e São Ladislau.

Após a Missa houve Procissão Eucarística pelas ruas da cidade até o Santuário de Maria, Mãe de Misericórdia sobre a Porta da Aurora, recentemente visitado pelo Papa Francisco em sua viagem ao país.

Incensação

Ritos iniciais
Oração do dia
Liturgia da Palavra

Corpus Christi em Manila

O Cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, Arcebispo de Manila (Filipinas), celebrou no último dia 23 de junho a Santa Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Paróquia da Santa Cruz em Manila.

Após a Missa seguiu-se a Procissão Eucarística até a Catedral Metropolitana da Imaculada Conceição, da qual, pelo que podemos ver nas fotos, o Arcebispo não participou:

Procissão de entrada


Incensação
Sinal da cruz

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Corpus Christi na Abadia de Montecassino

Dom Donato Ogliari, Abade Ordinário de Montecassino, principal mosteiro da ordem Beneditina, celebrou no último dia 23 de junho na igreja principal do mosteiro, a Basílica de Santa Maria Assunta e São Bento, a Santa Missa e Procissão Eucarística por ocasião da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi):

Evangelho
Homilia
Oração Eucarística

Procissão Eucarística

Fotos do Corpus Christi em Roma

No último dia 23 de junho o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Paróquia de Santa Maria Consolatrice (Nossa Senhora da Consolação) em Roma.

Após a Missa o Vigário da Diocese de Roma, Cardeal Angelo De Donatis, presidiu a procissão eucarística até um campo esportivo do bairro de Casal Bertone, onde o Papa concedeu a Bênção Eucarística.

O Santo Padre foi assistido pelo Monsenhor Guido Marini.

Procissão de entrada
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra
Bênção ao Diácono para o Evangelho
Bênção com o Livro dos Evangelhos

Homilia do Papa: Corpus Christi - Ano C

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Santa Missa e Procissão Eucarística
Homilia do Papa Francisco
Paróquia de S. Maria Consoladora, Bairro Casal Bertone, Roma
Domingo, 23 de junho de 2019

Hoje, a Palavra de Deus ajuda-nos a descobrir dois verbos simples, dois verbos essenciais para a vida de cada dia: dizer e dar.

Dizer. Na 1ª Leitura, Melquisedec diz: «Abençoado seja Abrão pelo Deus Altíssimo, e bendito seja o Deus Altíssimo» (Gn 14,19-20). O dizer de Melquisedec é bendizer. Abençoa Abrão, em quem serão abençoadas todas as famílias da terra (Gn 12,3; Gl 3,8). Tudo parte da bênção: as palavras de bem geram uma história de bem. O mesmo acontece no Evangelho: antes de multiplicar os pães, Jesus abençoa-os: «tomou os cinco pães, ergueu os olhos ao Céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e foi-os dando aos discípulos» (Lc 9,16). De cinco pães, a bênção faz alimento para uma multidão: faz brotar uma cascata de bem.

Por que faz bem abençoar? Porque é transformar a palavra em dom. Quando se abençoa, não se está a fazer uma coisa para si mesmo, mas para os outros. Abençoar não é dizer palavras bonitas, nem usar palavras de circunstância. Não é isso, mas é dizer bem, dizer com amor. Assim fez Melquisedec: espontaneamente diz bem de Abrão, sem que este tenha dito ou feito algo por ele. Assim fez Jesus, mostrando o significado da bênção com a distribuição gratuita dos pães. Quantas vezes fomos abençoados, também nós, na igreja ou nas nossas casas! Quantas vezes recebemos palavras que nos fizeram bem, ou um sinal da cruz na fronte! Fomos abençoados no dia do Batismo e, no final de cada Missa, somos abençoados. A Eucaristia é uma escola de bênção. Deus diz bem de nós, seus filhos amados, encorajando-nos assim a continuar. E nós bendizemos a Deus nas nossas assembleias (cf. Sl 68,27), reencontrando o gosto do louvor, que liberta e cura o coração. Vimos à Missa com a certeza de ser abençoados pelo Senhor, e saímos para, por nossa vez, abençoarmos, para sermos canais de bem no mundo.

Vale também para nós: é importante que nós, Pastores, nos lembremos de abençoar o povo de Deus. Queridos sacerdotes, não tenhais medo de abençoar! Abençoar o povo de Deus: queridos sacerdotes, continuai a abençoar! O Senhor quer dizer bem do seu povo; fica feliz em fazer-nos sentir o seu carinho por nós. E só depois de abençoados é que podemos abençoar os outros com a mesma unção de amor. Entretanto, é triste ver hoje quão facilmente se faz o contrário: se amaldiçoa, despreza, insulta. Assaltados por demasiado frenesi, não nos contemos, desafogando a raiva sobre tudo e todos. Muitas vezes, infelizmente, é quem grita mais e mais forte, é quem está mais irritado que parece ter razão e obter consensos. Não nos deixemos contagiar pela arrogância, não nos deixemos invadir pela amargura, nós que comemos o Pão que em si contém toda a doçura. O povo de Deus ama o louvor, não vive de lamentações; está feito para a bênção, não para a lamentação. Diante da Eucaristia, de Jesus que Se fez Pão, deste Pão humilde que contém a totalidade da Igreja, aprendamos a bendizer o que temos, a louvar a Deus, a abençoar e não a amaldiçoar o nosso passado, a dar boas palavras aos outros.

O segundo verbo é dar. Ao «dizer», segue-se o «dar», como no caso de Abrão que, abençoado por Melquisedec, «deu-lhe o dízimo de tudo» (Gn 14,20); como no caso de Jesus que, depois de pronunciar a bênção, dava o pão para ser distribuído, desvendando assim o seu significado mais belo: o pão não é apenas produto de consumo, mas recurso de partilha. De facto, na narração da multiplicação dos pães, surpreendentemente nunca se fala de multiplicar. Na verdade, os verbos usados são «partir, dar, distribuir» (cf. Lc 9,16). Em suma, não se destaca a multiplicação, mas a partilha. É importante: Jesus não realiza uma magia, não transforma os cinco pães em cinco mil, para depois dizer: «Agora distribuí-os». Não. Jesus reza, abençoa aqueles cinco pães e começa a parti-los, confiando no Pai. E não se esgotam mais aqueles cinco pães… Isto não é magia, mas confiança em Deus e na sua providência.

No mundo, procura-se sempre aumentar os lucros, aumentar o volume de negócios... Sim, mas com que finalidade? É o dar ou o ter? O partilhar ou o acumular? A «economia» do Evangelho multiplica partilhando, alimenta distribuindo; não satisfaz a voracidade de poucos, mas dá vida ao mundo (cf. Jo 6,33). O verbo de Jesus não é ter, mas dar.

E a solicitação que Ele faz aos discípulos é categórica: «Dai-lhes vós de comer» (Lc 9,13). Tentemos imaginar os raciocínios que terão feito os discípulos: «Não temos pão para nós, e devemos pensar nos outros? Por que devemos dar-lhes de comer, se eles vieram para escutar o nosso Mestre? Se não trouxeram comida, voltem para casa – é um problema deles –, ou então deem-nos dinheiro e nós compraremos». Não é que sejam errados estes raciocínios, mas não são os de Jesus, que não ouve razões: dai-lhes vós mesmos de comer. Aquilo que temos só produz fruto se o dermos (isto é o que nos quer dizer Jesus!); e não importa se é pouco ou muito. O Senhor faz grandes coisas com o nosso pouquinho, como no caso dos cinco pães. Ele não realiza prodígios com ações espetaculares, não tem a varinha mágica, mas atua com coisas humildes. A omnipotência de Deus é humilde, feita apenas de amor; e o amor faz grandes coisas com as coisas pequenas. Assim no-lo ensina a Eucaristia: n’Ela, está Deus encerrado num bocado de pão. Simples, essencial, pão partido e partilhado, a Eucaristia que recebemos transmite-nos a mentalidade de Deus. E leva a darmo-nos, a nós mesmos, aos outros. É antídoto contra afirmações como estas: «lamento, mas não me diz respeito», «não tenho tempo, não posso, não é da minha conta». Antídoto contra o virar a cara para o outro lado.

Na nossa cidade faminta de amor e solicitude, que sofre de degradação e abandono, perante tantos idosos sozinhos, famílias em dificuldade, jovens que dificilmente conseguem ganhar o pão e alimentar os seus sonhos, o Senhor diz-te: «Dá-lhes tu de comer». E tu podes retorquir: «Tenho pouco, não tenho capacidade ara estas coisas». Não é verdade! O teu pouco é tanto aos olhos de Jesus, se não o guardares para ti mas o colocares em jogo. E tu, entra também em jogo. E não estás sozinho: tens a Eucaristia, o Pão do caminho, o Pão de Jesus. Também nesta tarde, seremos alimentados pelo seu Corpo entregue. Se o recebermos com o coração, este Pão irradiará em nós a força do amor: sentir-nos-emos abençoados e amados, e teremos vontade de abençoar e amar, a começar daqui, da nossa cidade, das estradas que vamos percorrer nesta tarde. O Senhor passa pelas nossas estradas para dizer-bem, dizer bem de nós e para nos dar coragem, dar coragem a nós. A nós, pede-nos também para sermos bênção e dom.


Fonte: Santa Sé.

Ângelus: Corpus Christi - Ano C

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 23 de junho de 2019


Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje, na Itália e em outras nações, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, o Corpus Christi. O Evangelho apresenta-nos o episódio do milagre dos pães (Lc 9,11-17), que tem lugar na margem do lago da Galileia. Jesus está ocupado a falar a milhares de pessoas, realizando curas. Ao cair da noite, os discípulos aproximam-se do Senhor e dizem-lhe: «Despede a multidão para que, indo pelas aldeias e campos ao redor, encontre alimento e hospedagem» (v. 12). Também os discípulos estavam cansados. Com efeito, encontravam-se num lugar isolado, e as pessoas para comprar comida tinham que ir a pé até aos povoados. Jesus vê isto e responde: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (v. 13). Estas palavras suscitam a admiração dos discípulos. Não entendiam, talvez até se tenham zangado e responderam: «Só temos cinco pães e dois peixes; a não ser que vamos nós mesmos comprar comida para todo este povo!» (ibid.).

Ao contrário, Jesus convida os seus discípulos a realizar uma verdadeira conversão da lógica do “cada um por si” para a da partilha, começando por aquele pouco que a Providência coloca à nossa disposição. E mostra imediatamente que sabe com clareza o que quer fazer. Diz-lhes: «Mandai-os sentar, divididos em grupos de cinquenta» (v. 14). Depois toma nas mãos os cinco pães e os dois peixes, dirige-se ao Pai celestial e pronuncia a prece de Bênção. Em seguida, começa a partir os pães, a dividir os peixes e a dá-los aos discípulos, que os distribuem à multidão. E aquele alimento não acaba, até que todos fiquem saciados.

Este milagre - muito importante, a tal ponto que é narrado por todos os Evangelistas - manifesta o poder do Messias e, ao mesmo tempo, a sua compaixão: Jesus sente compaixão pelo povo. Aquele gesto prodigioso não só permanece como um dos grandes sinais da vida pública de Jesus, mas antecipa aquele que depois, no final, será o memorial do seu sacrifício, ou seja, a Eucaristia, sacramento do seu Corpo e do seu Sangue, oferecidos para a salvação do mundo.

A Eucaristia é a síntese de toda a existência de Jesus, que foi um único ato de amor ao Pai e aos irmãos. Também ali, como no milagre da multiplicação dos pães, Jesus tomou o pão, elevou ao Pai a prece de Bênção, partiu-o e deu-o aos discípulos; e fez o mesmo com o cálice do vinho. Mas naquele momento, na vigília da sua Paixão, Ele quis deixar, nesse gesto, o Testamento da nova e eterna Aliança, memorial perpétuo da sua Páscoa de morte e ressurreição. A festa do Corpus Christi convida-nos todos os anos a renovar o enlevo e a alegria por esta maravilhosa dádiva do Senhor, que é a Eucaristia. Acolhamo-la com gratidão, não de maneira passiva, rotineira. Não devemos habituar-nos à Eucaristia, nem ir comungar como que por hábito. Não! Cada vez que nos aproximamos do altar para receber a Eucaristia, devemos renovar verdadeiramente o nosso “amém” ao Corpo de Cristo. Quando o sacerdote nos diz “Corpo de Cristo”, nós respondemos “amém”: mas que seja um “amém” que brote do coração, convicto. Foi Jesus, foi Jesus que me salvou, é Jesus que vem para me dar a força de viver. É Jesus, Jesus vivo. Mas não devemos habituar-nos: cada vez, como se fosse a primeira Comunhão.

Expressão da fé eucarística do santo povo de Deus são as procissões com o Santíssimo Sacramento, que nesta Solenidade se realizam em toda a parte na Igreja católica. Também eu, esta tarde, no bairro romano de Casal Bertone, celebrarei a Missa, à qual se seguirá a procissão. Convido todos a participarem, inclusive espiritualmente, através da rádio e da televisão. Que Nossa Senhora nos ajude a seguir com fé e amor Jesus, a Quem adoramos na Eucaristia.


Fonte: Santa Sé.