quarta-feira, 5 de junho de 2024

Instituição de Ministérios e Corpus Christi em Jerusalém (2024)

No último sábado, 01 de junho de 2024, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a Santa Missa na igreja do Santíssimo Salvador em Jerusalém durante a qual 28 religiosos da Ordem dos Frades Menores foram instituídos nos Ministérios de Leitor e Acólito (sendo 12 novos leitores e 16 novos Acólitos).

No domingo, dia 02 de junho, por sua vez, após a celebração principal da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Basílica do Santo Sepulcro, o Custódio celebrou a Missa da Solenidade, transferida da quinta-feira, no Convento de São Francisco junto ao Cenáculo, conhecido como “Cenacolino” (pequeno Cenáculo).

A sede original da Custódia Franciscana da Terra Santa, com efeito, era o Cenáculo. Nos séculos seguintes, porém, este passou ao controle dos muçulmanos e dos judeus. Apenas em 1936 os franciscanos conseguiram adquirir um terreno próximo ao local, onde foi construído o citado Convento de São Francisco ad Coenaculum.

Vitral da capela principal do Cenacolino

01 de junho: Missa com Instituição de Ministérios

Evangelho
Homilia
Instituição dos Leitores
Entrega das Sagradas Escrituras

terça-feira, 4 de junho de 2024

Solenidade de Corpus Christi em Roma (2024)

Na tarde do domingo, 02 de junho de 2024, o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Missa da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) na Basílica de São João do Latrão, a Catedral de Roma.

A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada pelo Cardeal Victor Manuel Fernández, Prefeito do Dicastério para Doutrina da Fé.

Seguiu-se a Procissão Eucarística, na qual o Santíssimo Sacramento foi conduzido por Dom Baldassare Reina, Bispo Auxiliar e Vice-regente da Diocese de Roma. No átrio da Basílica de Santa Maria Maior, por fim, o Papa concedeu a Bênção Eucarística

O Santo Padre foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Marco Agostini. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

O Papa aguarda o início da celebração
Procissão de entrada
Ritos iniciais

Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Corpus Christi - Ano B

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Santa Missa, Procissão e Bênção Eucarística
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São João de Latrão
Domingo, 02 de junho de 2024

«Tomou o pão e pronunciou a bênção» (cf. Mc 14,22). Com este gesto tem início, no Evangelho de São Marcos, a narração da instituição da Eucaristia. E poderíamos partir deste gesto de Jesus - abençoar o pão - para refletir sobre as três dimensões do Mistério que estamos celebrando: o agradecimento, a memória e a presença.

Primeiro: o agradecimento. A palavra «Eucaristia» quer dizer precisamente «obrigado»: «agradecer» a Deus pelos seus dons, e neste sentido o sinal do pão é importante. É o alimento de cada dia, com o qual levamos ao Altar quanto somos e temos: vida, obras, sucessos e também fracassos, como simboliza o gracioso costume existente em algumas culturas de apanhar o pão, quando cai por terra, e beijá-lo: quer lembrar que o mesmo é precioso demais para ser lançado fora, mesmo depois de ter caído. E assim a Eucaristia ensina-nos a abençoar, recolher e beijar - sempre em ação de graças - os dons de Deus. E isto, tanto na celebração como na vida diária.

Por exemplo, não desperdiçando as coisas e talentos que o Senhor nos deu; mas também perdoando e levantando quem escorrega e cai por fraqueza ou por erro, porque tudo é dom e nada pode se perder. Pois ninguém pode ficar no chão, mas todos devem ter a possibilidade de se levantar e retomar o caminho. E nós, podemos fazer isto na nossa vida quotidiana, realizando o nosso trabalho com amor, perfeição e cuidado, com precisão, como um dom e uma missão. E, ajudando sempre quem caiu. Só uma vez na vida é permitido olhar uma pessoa de cima para baixo: para ajudá-la a reerguer-se. E esta é a nossa missão.


Para dar graças poderíamos certamente acrescentar muitas outras coisas. São comportamentos «eucarísticos» importantes, porque nos ensinam a compreender o valor daquilo que realizamos e oferecemos.

Primeiro, dar graças. Segundo: «abençoar o pão», ou seja, fazer memória. De quê? Para o antigo Israel, tratava-se de recordar a libertação da escravidão do Egito e o início do êxodo rumo à Terra Prometida. Para nós, é reviver a Páscoa de Cristo, a sua Paixão e Ressurreição, com as quais nos libertou do pecado e da morte. Fazer memória da nossa vida, fazer memória dos nossos sucessos, fazer memória dos nossos erros, fazer memória daquela mão estendida do Senhor que nos ajuda sempre a levantar de novo, fazer memória da presença do Senhor na nossa vida.

Ângelus: Corpus Christi - Ano B

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo
Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 02 de junho de 2024

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, na Itália e em outros países, celebra-se a Solenidade de Corpus Christi. O Evangelho da Liturgia narra a Última Ceia (Mc 14,12-26), durante a qual o Senhor realiza um gesto de entrega: de fato, no pão partido e no cálice oferecido aos discípulos, é Ele mesmo que se entrega por toda a humanidade e se oferece pela vida do mundo.

Naquele gesto de Jesus que parte o pão, há um aspecto importante que o Evangelho sublinha com a expressão “entregou-lhes” (v. 22). Fixemos no nosso coração esta expressão: “entregou-lhes”. A Eucaristia, de fato, recorda antes de tudo a dimensão do dom. Jesus toma o pão não para consumi-lo sozinho, mas para parti-lo e dá-lo aos discípulos, revelando assim a sua identidade e a sua missão. Ele não reteve a vida para si mesmo, mas deu-a a nós; não considerou o seu ser como Deus um tesouro cioso, mas despojou-se da sua glória para partilhar a nossa humanidade e deixar-nos entrar na vida eterna (cf. Fl 2,1-11). De toda a sua vida, Jesus fez um dom. Recordemos isto: de toda a sua vida, Jesus fez um dom.

Compreendamos, pois, que celebrar a Eucaristia e comer este Pão, como fazemos especialmente aos domingos, não é um ato de culto desligado da vida ou um mero momento de consolação pessoal; devemos sempre recordar que Jesus tomou o pão, partiu-o e entregou-o e, por isso, a comunhão com Ele torna-nos capazes de nos fazermos também nós pão partido para os outros, capazes de partilhar o que somos e o que temos. São Leão Magno dizia: «A nossa participação no Corpo e no Sangue de Cristo não tende a outra coisa senão a tornar-nos aquilo que comemos» (Sermão XII sobre a Paixão, 7).

É a isto, irmãos e irmãs, que somos chamados: a tornarmo-nos aquilo que comemos, a tornarmo-nos “eucarísticos”, isto é, pessoas que já não vivem para si mesmas (cf. Rm 14,7), na lógica da posse e do consumo, mas que sabem fazer da sua vida um dom para os outros. Assim, graças à Eucaristia, tornamo-nos profetas e construtores de um mundo novo: quando superamos o egoísmo e abrimo-nos ao amor, quando cultivamos laços de fraternidade, quando participamos nos sofrimentos dos irmãos e partilhamos o pão e os recursos com os necessitados, quando colocamos os nossos talentos à disposição de todos, então estamos partindo o pão da nossa vida como Jesus.

Irmãos e irmãs, perguntemo-nos: guardo a minha vida só para mim ou dou-a como fez Jesus? Empenho-me pelos outros ou fecho-me no meu pequeno eu? E, nas situações quotidianas, sei partilhar ou procuro sempre o meu interesse?

A Virgem Maria, que acolheu Jesus, Pão descido do Céu, e se doou inteiramente com Ele, nos ajude também a nos tornarmos um dom de amor, unidos a Jesus-Eucaristia.

Jesus parte o pão durante a Última Ceia
(Simon Dewey)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Festa da Visitação de Maria na Terra Santa (2024)

Na manhã da sexta-feira, 31 de maio de 2024, logo após a Solenidade de Corpus Christi, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a Santa Missa da Festa da Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria no Santuário da Visitação em Ain Karem.

Ícone da Visitação na gruta sob o Santuário
Procissão de entrada

Incensação do altar
Ritos iniciais

Solenidade de Corpus Christi em Milão (2024)

Diferentemente do resto da Itália, onde a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi ou Corpus Domini) é transferida para o domingo, na Arquidiocese de Milão (que possui um rito próprio, o Rito Ambrosiano) essa Solenidade é celebrada na quinta-feira.

Assim, no dia 30 de maio de 2024 o Arcebispo de Milão, Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Santa Missa da Solenidade de Corpus Christi na igreja de São Leão Magno, seguida da Procissão Eucarística até a igreja de São José.

Notemos nas imagens algumas das particularidades do Rito Ambrosiano para essa celebração, como o uso de paramentos vermelhos (ao invés de brancos, como no Rito Romano) e o Bispo que endossa a mitra durante a procissão fora da igreja (no Rito Romano, sempre que o Santíssimo Sacramento está exposto o Bispo permanece com a cabeça descoberta, isto é, sem mitra e sem solidéu).

Santa Missa na igreja de São Leão Magno
Liturgia da Palavra
Apresentação das oferendas
Oração Eucarística
Procissão até a igreja de São José

sábado, 1 de junho de 2024

Solenidade de Corpus Christi em Cracóvia (2024)

Na Arquidiocese de Cracóvia (Polônia), a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi) foi marcada pela Santa Missa presidida pelo Arcebispo, Dom Marek Jędraszewski, na manhã do dia 30 de maio de 2024 junto à Catedral dos Santos Venceslau e Estanislau, a Catedral de Wawel.

No final da Missa, como de costume, teve lugar a Procissão Eucarística, a qual se deteve em quatro "estações" durante o trajeto nas quais, após a proclamação do Evangelho, tiveram lugar meditações dos três Bispos Auxiliares e do próprio Arcebispo.

Após a Bênção Eucarística, também como de costume, o Arcebispo Emérito, Cardeal Stanisław Dziwisz, presidiu a Santa Missa junto à Basílica de Santa Maria para aqueles que não participaram da celebração na Catedral de Wawel.

Santa Missa junto à Catedral de Wawel

Procissão de entrada

Incensação do altar
Ritos iniciais
Evangelho