segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ângelus do Papa: I Domingo do Advento - Ano A

Papa Francisco
Ângelus
I Domingo do Advento, 1° de dezembro de 2013

Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Começamos hoje, I Domingo do Advento, um novo Ano Litúrgico, ou seja, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, nosso Pastor, que nos guia na história rumo ao cumprimento do Reino de Deus. Por isso este dia tem um fascínio especial, faz-nos ter um sentimento profundo do significado da história. Redescobrimos a beleza de estar todos a caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e a humanidade inteira, os povos, a civilização, as culturas, todos a caminho através das veredas do tempo.

Mas a caminho para onde? Há um destino comum? E qual é este destino? O Senhor responde-nos através do profeta Isaías, e diz assim: «No fim dos tempos acontecerá que o Monte do Templo do Senhor terá os seus fundamentos no cume das montanhas, e dominará as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: “Vinde, subamos à montanha do Senhor, à Casa do Deus de Jacó: ele nos ensinará os seus caminhos”» (Is 2,2-3). Eis o que diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal rumo a uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação do rosto de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e Ele mesmo se tornou o «templo do Senhor», o Verbo feito carne: é Ele o guia e ao mesmo tempo a meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também os outros povos podem caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o Profeta: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra» (Is 2,4). Permito-me repetir o que diz o Profeta, ouvi bem: «Das suas espadas forjarão relhas de arados, e das suas lanças, foices. Uma nação não levantará a espada contra a outra nação, e não se adestrarão mais para a guerra». Mas quando acontecerá isto? Será um lindo dia, no qual as armas forem desmontadas, para serem transformadas em instrumentos de trabalho! Que lindo dia será esse! E isto é possível! Isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!

Este caminho nunca está concluído. Como na vida de cada um de nós há sempre necessidade de voltar a partir, de se erguer, de reencontrar o sentido da meta da próxima existência, assim para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum para o qual estamos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para percorrer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.

O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida, é a Virgem Maria. Uma simples jovem de aldeia, que tem no coração toda a esperança de Deus! No seu seio, a esperança de Deus assumiu a carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus a caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe guiar-nos. Deixemo-nos orientar por ela neste tempo de espera e de vigilância laboriosa.

“Das espadas farão relhas de arado...” (Is 2,4; Mq 4,3)
(Sede das Nações Unidas, Nova York)

Fonte: Santa Sé.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Festa de Santo André em Constantinopla

No último dia 30 de Novembro, Sua Beatitude Batolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, celebrou na Catedral de São Jorge a Divina Liturgia por ocasião da Festa de Santo André.

O Apóstolo André é venerado pela Igreja Ortodoxa como o Protoklitos (primeiro chamado) e fundador da Igreja em Constantinopla, hoje Istambul, principal igreja da comunhão ortodoxa. 

Para expressar a comunhão entre as Igrejas, o Papa Francisco enviou uma mensagem ao Patriarca Bartolomeu, entregue pelo presidente da delegação vaticana, Cardeal Kurt Koch.

Também na ocasião foi ordenado Arcebispo de Telmessos o Arquimandrita Job Getcha.

Seguem algumas fotos, publicadas pelo Patriarcado:

Patriarca Bartolomeu I
Divina Liturgia
Ordenação Episcopal


Fotos das I Vésperas do Advento no Vaticano

No último dia 30 de novembro, Sua Santidade o Papa Francisco presidiu na Basílica Vaticana às I Vésperas do I Domingo do Advento, com a presença dos universitários romanos, professores e reitores.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Vincenzo Peroni. O livreto de celebração pode ser visualizado aqui.

Procissão de entrada


Hino

Homilia do Papa nas I Vésperas do Advento

CELEBRAÇÃO DAS VÉSPERAS 
COM A PARTICIPAÇÃO DOS UNIVERSITÁRIOS DE ROMA
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
Basílica Vaticana
I Domingo de Advento - Sábado, 30 de Novembro de 2013

Renova-se hoje o tradicional encontro do Advento com os estudantes das Universidades desta diocese, aos quais se unem os Reitores e os Professores dos Ateneus romanos e italianos. A todos saúdo cordialmente: o Cardeal Vigário, os Bispos, o Presidente da Câmara municipal, as várias Autoridades académicas e institucionais, os Assistentes das Capelanias e dos Grupos universitários. Saúdo de modo especial a vós, queridos universitários e universitárias.
Os votos que são Paulo dirige aos cristãos de Tessalonica, para que Deus os santifique até à perfeição, demonstra por um lado a sua preocupação pela santidade de vida deles, que está em perigo, e por outro, uma grande confiança na intervenção do Senhor. Esta preocupação do Apóstolo é válida também para nós, cristãos de hoje. Com efeito, a plenitude da vida cristã que Deus realiza nos homens está sempre insidiada pela tentação de ceder ao espírito mundano. Por isso, Deus doa-nos a sua ajuda mediante a qual podemos perseverar e preservar os dons que o Espírito Santo nos concedeu, a vida nova no Espírito que Ele nos dá. Conservando esta «linfa» saudável da nossa vida, todo o nosso ser, espírito, alma e corpo, se conserva irrepreensível e integérrimo. Mas por que deve Deus, depois de nos ter concedido os seus tesouros espirituais, intervir de novo para os manter íntegros? Esta é uma pergunta que nos devemos fazer. Porque somos débeis - a nossa natureza humana é frágil e os dons de Deus são conservados em nós como que em «vasos de barro» (cf. 2 Cor 4, 7).
A intervenção de Deus a favor da nossa perseverança até ao fim, até ao encontro definitivo com Jesus, é expressão da sua fidelidade. É como um diálogo entre a nossa debilidade e a sua fidelidade. Ele é forte na sua fidelidade. E Paulo dirá, noutra parte, que ele - o próprio Paulo - é forte na sua debilidade. Porquê? Porque está em diálogo com aquela fidelidade de Deus. E esta fidelidade de Deus nunca desilude. Ele é fiel antes de tudo a si mesmo. Portanto, a obra que iniciou em cada um de nós, com a sua chamada, levá-la-á a cumprimento. Isto dá-nos segurança e grande confiança: uma confiança que se baseia em Deus e exige a nossa colaboração activa e corajosa, diante dos desafios do momento presente. Vós sabeis, queridos jovens universitários, que não se pode viver sem olhar para os desafios, sem enfrentar os desafios. Quem não considera os desafios, quem não responde aos desafios, não vive. A vossa vontade e as vossas capacidades, unidas ao poder do Espírito Santo que habita em cada um de vós desde o dia do Baptismo, permitem que sejais não espectadores, mas protagonistas dos acontecimentos quotidianos. Por favor, não olheis para a vida da varanda! Misturai-vos lá, onde estão os desafios, que vos pedem ajuda para levar em frente a vida, o desenvolvimento, a luta pela dignidade das pessoas, a luta contra a pobreza, a luta pelos valores e tantas lutas com que nos deparamos todos os dias.
São diversos os desafios que vós jovens universitários estais chamados a enfrentar com fortaleza interior e audácia evangélica. Fortaleza e audácia. O contexto sociocultural no qual estais inseridos por vezes se sobrecarrega de mediocridade e tédio. Não devemos resignar-nos à monotonia do viver quotidiano, mas cultivar projectos de amplo alcance, ir além do ordinário: não vos deixeis roubar o entusiasmo juvenil! Seria um erro deixar-se aprisionar pelo pensamento débil e pelo pensamento uniforme, aquele que homologa, assim como por uma globalização no sentido de homologação. Para superar estes riscos, o modelo que se deve seguir não é a esfera. O modelo a seguir na verdadeira globalização - que é boa - não é a esfera, na qual é nivelada qualquer saliência e desaparece qualquer diferença; o modelo é ao contrário o poliedro, que inclui uma multiplicidade de elementos e respeita a unidade na variedade. Ao defender a unidade, defendemos também a diversidade. Caso contrário, aquela unidade não seria humana.
Com efeito, o pensamento é fecundo quando é expressão de uma mente aberta, que discerne, sempre iluminada pela verdade, pelo bem e pela beleza. Se não vos deixardes condicionar pela opinião predominante, mas permanecerdes fiéis aos princípios éticos e religiosos cristãos, encontrareis a coragem até de ir contra a corrente. No mundo globalizado, podereis contribuir para salvar peculiaridades e características próprias, contudo procurando não diminuir o nível ético. De facto, a pluralidade de pensamento e de individualidade reflecte a sabedoria multiforme de Deus quando se aproxima da verdade com honestidade e rigor intelectual, quando se aproxima da bondade, quando se aproxima da beleza, de modo que cada um possa ser um dom em benefício de todos.
O compromisso de caminhar na fé e de vos comportar de maneira coerente com o Evangelho vos acompanhe neste tempo do Advento, para viver de modo autêntico a comemoração do Natal do Senhor. Pode servir-vos de ajuda o lindo testemunho do beato Pier Giorgio Frassati, o qual - universitário como vós - dizia: «Viver sem uma fé, sem um património para defender, sem apoiar numa luta contínua a verdade, não é viver mas envelhecer. Nunca devemos ir vivendo. Nunca devemos ir vivendo, mas devemos viver» (Carta a I. Bonini, 27.2.1925).
Obrigado, e bom caminho rumo a Belém!



Fonte: Santa Sé

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Constituição Sacrosanctum Concilium

No dia 04 de dezembro de 2013 celebramos os 50 anos da Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a sagrada Liturgia, promulgada pelo Papa Paulo VI no encerramento da Segunda Sessão do Concílio Ecumênico Vaticano II. Confira a seguir o documento na íntegra, como consta no site da Santa Sé:

Concílio Ecumênico Vaticano II
Constituição Sacrosanctum Concilium
sobre a sagrada Liturgia

Proêmio
Finalidade do Concílio e sua relação com a reforma litúrgica
1. O sagrado Concílio propõe-se fomentar a vida cristã entre os fiéis, adaptar melhor às necessidades do nosso tempo as instituições susceptíveis de mudança, promover tudo o que pode ajudar à união de todos os crentes em Cristo, e fortalecer o que pode contribuir para chamar a todos ao seio da Igreja. Julga, por isso, dever também interessar-se de modo particular pela reforma e incremento da Liturgia.

Sacrosanctum Concilium (Orietta Rossi)

2. A Liturgia, pela qual, especialmente no sacrifício eucarístico, «se opera o fruto da nossa Redenção» [1], contribui em sumo grau para que os fiéis exprimam na vida e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a autêntica natureza da verdadeira Igreja, que é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis, empenhada na ação e dada à contemplação, presente no mundo e, todavia, peregrina, mas de forma que o que nela é humano se deve ordenar e subordinar ao divino, o visível ao invisível, a ação à contemplação, e o presente à cidade futura que buscamos [2]. A Liturgia, ao mesmo tempo que edifica os que estão na Igreja em templo santo no Senhor, em morada de Deus no Espírito [3], até à medida da idade da plenitude de Cristo [4], robustece de modo admirável as suas energias para pregar Cristo e mostra a Igreja aos que estão fora, como sinal erguido entre as nações [5], para reunir à sua sombra os filhos de Deus dispersos [6], até que haja um só rebanho e um só pastor [7].

Aplicação aos diversos ritos
3. Entende, portanto, o sagrado Concílio dever recordar os princípios e determinar as normas práticas que se seguem, acerca do incremento e da reforma da Liturgia.
Entre estes princípios e normas, alguns podem e devem aplicar-se não só ao Rito Romano mas a todos os outros ritos, muito embora as normas práticas que se seguem devam entender-se referidas só ao rito romano, a não ser que se trate de coisas que, por sua própria natureza, digam respeito também aos outros ritos.

4. O sagrado Concílio, guarda fiel da tradição, declara que a santa mãe Igreja considera iguais em direito e honra todos os ritos legitimamente reconhecidos, quer que se mantenham e sejam por todos os meios promovidos, e deseja que, onde for necessário, sejam prudente e integralmente revistos no espírito da sã tradição e lhes seja dado novo vigor, de acordo com as circunstâncias e as necessidades do nosso tempo.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Catequese do Papa: Creio na ressurreição da carne I

PAPA FRANCISCO
AUDIÊNCIA GERAL
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 27 de Novembro de 2013

Prezados irmãos e irmãs
Bom dia e parabéns, porque sois corajosos com este frio na praça. Muitas felicitações!
Desejo completar as catequeses sobre o «Credo», realizadas durante o Ano da Fé, que terminou no domingo passado. Nesta catequese e na próxima, gostaria de considerar o tema da ressurreição da carne, salientando dois dos seus aspectos, como os apresenta o Catecismo da Igreja Católica, ou seja, o nosso morrer e o nosso ressuscitar em Jesus Cristo. Hoje medito sobre o primeiro aspecto, «morrer em Cristo».
Entre nós, em geral existe um modo equivocado de considerar a morte. A morte diz respeito a todos e interroga-nos de modo profundo, especialmente quando nos toca de perto, ou quando atinge os pequeninos, os indefesos, de uma maneira que nos parece «escandalosa». Impressionou-me sempre a pergunta: por que as crianças sofrem, por que as crianças morrem? Se for entendida como o fim de tudo, a morte assusta, aterroriza, transforma-se em ameaça que infringe qualquer sonho, qualquer perspectiva, que interrompe qualquer relacionamento e qualquer caminho. Isto acontece quando consideramos a nossa vida como um tempo encerrado entre dois pólos: o nascimento e a morte; quando não cremos num horizonte que vai além da vida presente; quando vivemos como se Deus não existisse. Este conceito de morte é típico do pensamento ateu, que interpreta a existência como um achar-se no mundo por acaso, um caminhar rumo ao nada. Mas existe também um ateísmo prático, que é um viver só para os próprios interesses, para as coisas terrenas. Se nos deixarmos arrebatar por esta visão equivocada da morte, não teremos outra escolha, a não ser aquela de ocultar a morte, de a negar e banalizar, para que não nos amedronte.
Mas a esta solução falsa revoltam-se o «coração» do homem, o desejo que todos nós temos de infinito, a nostalgia que todos nós temos do eterno. E então, qual é o sentido cristão da morte? Se considerarmos os momentos mais dolorosos da nossa vida, quando perdemos uma pessoa querida - os pais, um irmão, uma irmã, um cônjuge, um filho, um amigo - compreenderemos que, até no drama da perda, também dilacerados pela separação, brota do coração a convicção de que não pode ser que tudo acabou, que o bem dado e recebido não foi inútil. Há um instinto poderoso dentro de nós, que nos diz que a nossa vida não acaba com a morte.
Esta sede de vida encontrou a sua resposta real e fiável na Ressurreição de Jesus Cristo. A Ressurreição de Jesus não confere apenas a certeza da vida além da morte, mas ilumina também o próprio mistério da morte de cada um de nós. Se vivermos unidos a Jesus, se formos fiéis a Ele, seremos capazes de enfrentar com esperança e serenidade também a passagem da morte. Com efeito, a Igreja reza: «Embora nos entristeça a certeza de ter que morrer, consola-nos a promessa da imortalidade futura». Trata-se de uma bonita oração da Igreja! Uma pessoa tende a morrer como viveu. Se a minha vida foi um caminho com o Senhor, um caminho de confiança na sua misericórdia incomensurável, estarei preparado para aceitar o momento derradeiro da minha existência terrena como o definitivo abandono confidente nas suas mãos acolhedoras, à espera de contemplar o seu rosto face a face. Esta é a coisa mais bonita que nos pode acontecer: contemplar face a face aquele rosto maravilhoso do Senhor, vê-lo como Ele é, belo, repleto de luz, cheio de amor e de ternura. Nós vamos até àquele ponto: ver o Senhor!
Neste horizonte compreende-se o convite de Jesus a estar sempre pronto e vigilante, consciente de que a vida neste mundo nos é concedida também para preparar a outra vida, com o Pai celestial. E para isto existe um caminho seguro: preparar-se bem para a morte, permanecendo próximo de Jesus. Esta é a segurança: preparo-me para a morte, permanecendo perto de Jesus. E como estou próximo de Jesus? Mediante a oração, os Sacramentos e também na prática da caridade. Recordemos que Ele está presente nos mais frágeis e necessitados. Ele mesmo se identificou com eles, na famosa parábola do juízo final, quando diz: «Tive fome e destes-me de comer; tive sede e destes-me de beber; era peregrino e acolhestes-me; estava nu e vestistes-me; enfermo e visitastes-me; estava na prisão e viestes visitar-me... Todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes» (Mt 25, 35-36.40). Portanto, uma vida segura significa recuperar o sentido da caridade cristã e da partilha fraternal, cuidar das chagas corporais e espirituais do nosso próximo. A solidariedade no compadecimento pela dor e na transmissão da esperança constitui a premissa e condição para receber em herança aquele Reino preparado para nós. Quem pratica a misericórdia não teme a morte. Pensai bem nisto: quem põe em prática a misericórdia não tem receio da morte! Concordais? Digamo-lo juntos, para não o esquecer? Quem pratica a misericórdia não teme a morte! E por que não teme a morte? Porque a encara nas feridas dos irmãos, superando-a com o amor de Jesus Cristo.
Se abrirmos a porta da nossa vida e do nosso coração aos irmãos mais pequeninos, então também a nossa morte se tornará uma porta que nos introduzirá no céu, na pátria bem-aventurada, para a qual nos encaminhamos, aspirando a permanecer para sempre com o nosso Pai, Deus, com Jesus, com Nossa Senhor e com os santos.


Fonte: Santa Sé

Divina Liturgia na Basílica de São Pedro

No último dia 25 de Novembro, Sua Beatitude Dom Sviatoslav Shevchuk, Arcebispo Maior da igreja Greco-Católica Ucranianao, celebrou na Basílica de São Pedro a Divina Liturgia de São João Crisóstomo por ocasião do 50º aniversário da transladação das relíquias de São Josaphat a um altar lateral da Basílica.

Após a Divina Liturgia, o Santo Padre dirigiu uma saudação a todos os presentes. Em seguida, Dom Sviatoslav, os bispos, sacerdotes e fieis ucranianos dirigiram-se ao túmulo de São Josaphat para venerar suas relíquias.

Procissão de entrada

O bispo abençoa a assembleia
Bispos concelebrantes
Litania da Paz