sábado, 30 de maio de 2026

Divina Liturgia Ucraniana em Madrid

No dia 23 de maio de 2026 o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia de São João Crisóstomo (Rito Bizantino) na Catedral de Santa Maria da Almudena em Madrid (Espanha).

A celebração teve lugar durante a visita do Arcebispo Maior aos fiéis ucranianos no país por ocasião dos dez anos da criação do Ordinariato para os fiéis de Ritos Orientais na Espanha.

O Ordinariato, sob responsabilidade do Arcebispo Metropolitano de Madrid (atualmente o Cardeal José Cobo Cano), inclui ainda os fiéis da Igreja Greco-Católica Romena e da Igreja Sírio-Malabar presentes na Espanha. Para saber mais, confira nossa postagem sobre as Igrejas Católicas Orientais.

Procissão de entrada

O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Incensação
Evangelho

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Índice

“A esperança nasce do amor e se fundamenta no amor que brota do Coração de Jesus” (Bula Spes non confundit, n. 3).

De dezembro de 2025 a maio de 2026 publicamos aqui em nosso blog as Catequeses proferidas pelos Papas Francisco (†2025) e Leão XIV ao longo do Jubileu Ordinário de 2025.

Para saber mais, confira nossa postagem com o Calendário do Jubileu 2025.

Com o título de “Jesus Cristo, nossa esperança” (cf. 1Tm 1,1), o ciclo de Catequeses foi iniciado pelo Papa Francisco no dia 18 de dezembro de 2024. Após a sua morte o Papa Leão XIV deu continuidade às reflexões, concluídas no dia 17 de dezembro de 2025.

Confira a seguir os links para as 38 Catequeses, divididas em quatro seções: a infância de Jesus, a vida de Jesus, a Páscoa de Jesus, a Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo atual.


I. A INFÂNCIA DE JESUS

1. Genealogia de Jesus (Mt 1,1-17)
2. O anúncio a Maria (Lc 1,26-38)

3. O anúncio a José (Mt 1,18-24)

6. A visita dos Magos (Mt 2,1-12)


II. A VIDA DE JESUS

a) Os encontros

1. Nicodemos (Jo 3)
2. A samaritana (Jo 4)

3. Zaqueu (Lc 19,1-10)
4. O homem rico (Mc 10,17-22)

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 4

Concluindo a publicação das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, trazemos as duas últimas meditações do Papa Leão XIV sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.7. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
A Páscoa de Jesus Cristo, resposta definitiva à questão da nossa morte

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! Sejam todos bem-vindos!
O mistério da morte sempre suscitou profundos questionamentos no ser humano. Com efeito, ela parece ser o acontecimento mais natural e, ao mesmo tempo, mais antinatural que existe. É natural, porque na terra todos os seres vivos morrem. É antinatural, porque o desejo de vida e de eternidade que sentimos por nós mesmos e pelas pessoas que amamos nos faz ver a morte como uma condenação, como um “contrassenso”.

Muitos povos antigos desenvolveram ritos e costumes ligados ao culto dos mortos, para acompanhar e recordar aqueles que se encaminhavam ao mistério supremo. Hoje, porém, se verifica uma tendência diferente. A morte parece uma espécie de tabu, um acontecimento a manter distante; algo de que falar em voz baixa, para evitar perturbar a nossa sensibilidade e tranquilidade. Por isso, muitas vezes se evita até mesmo visitar os cemitérios, onde quem nos precedeu repousa à espera da ressurreição.

O Ressuscitado conduz as almas dos justos ao Paraíso
(Nikolay Koshelev, detalhe)

Portanto, o que é a morte? É realmente a última palavra sobre a nossa vida? Só o ser humano se coloca esta pergunta, porque somente ele sabe que deve morrer. Mas ser consciente disso não o salva da morte; antes, em certo sentido, isso o “sobrecarrega” em relação a todas as outras criaturas vivas. Os animais sofrem, certamente, e percebem que a morte está próxima, mas não sabem que a morte faz parte do seu destino. Não se interrogam sobre o sentido, sobre o fim, sobre o resultado da vida.

Constatando esse aspecto, deveríamos então pensar que somos criaturas paradoxais, infelizes, não só porque morremos, mas também porque temos a certeza de que este acontecimento ocorrerá, embora ignoremos como e quando. Descobrimo-nos conscientes e, ao mesmo tempo, impotentes. Provavelmente é daqui que provêm as frequentes repressões, as fugas existenciais perante a questão da morte.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Visita do Catholicos Aram I ao Vaticano

Na segunda-feira, 18 de maio de 2026, o Papa Leão XIV recebeu a visita do Catholicos Aram I da Grande Casa da Cilícia, uma das duas sedes da Igreja Apostólica Armênia [1].

Após o encontro na Biblioteca Privada do Palácio Apostólico os dois hierarcas participaram de um momento de oração na Capela Urbano VIII.

Durante o encontro o Papa Leão XIV anunciou a inserção de São Nerses Shnorhali (†1173) no Martirológio Romano, livro que elenca os Santos e Beatos venerados pela Igreja de Rito Romano. Provavelmente sua comemoração será estabelecida no dia da sua morte, 13 de agosto.

Nerses Shnorhali (Nerses, o Gracioso) ou Nerses IV foi o Catholicos dos Armênios de 1166 a 1173. Destacou-se como poeta e compositor, além de ter sido um pioneiro do diálogo ecumênico.

A Igreja Apostólica Armênia, com cerca de 9 milhões de fiéis, é uma das Igrejas Ortodoxas Orientais ou Pré-Calcedonianas, que fundamentam sua doutrina nos Concílios Ecumênicos de Niceia (325), Constantinopla (381) e Éfeso (431).

Leão XIV e Aram I
Discurso do Papa
Os hierarcas se dirigem à Capela Urbano VIII
Oração Ecumênica

Regina Coeli: Ascensão do Senhor - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 17 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, em muitos países do mundo, celebra-se a Solenidade da Ascensão do Senhor.

A imagem de Jesus que - como diz o texto bíblico (cf. At 1,1-11) -, elevando-se da terra, sobe ao Céu, poderia nos levar a perceber esse Mistério como um acontecimento distante. Contudo, não é assim. Na realidade, estamos unidos a Jesus como os membros à cabeça, em um único corpo, e a sua Ascensão ao Céu também nos atrai, com Ele, para a plena comunhão com o Pai. A este respeito, Santo Agostinho afirmava: «A precedência da cabeça constitui a esperança dos membros» (Sermo 265, 1.2).

Toda a vida de Cristo é um movimento de ascensão, que abraça e envolve, através da sua humanidade, todo o cenário do mundo, elevando e resgatando o homem da sua condição de pecado, levando luz, perdão e esperança onde havia trevas, injustiça e desespero, para chegar à vitória definitiva da Páscoa, na qual o Filho de Deus «morrendo destruiu a morte e ressurgindo restaurou a vida» (Prefácio da Páscoa I).

A Ascensão, então, não nos fala de uma promessa distante, mas de um vínculo vivo, que também nos atrai para a glória celestial, alargando e elevando já nesta vida o nosso horizonte e aproximando cada vez mais a nossa maneira de pensar, de sentir e de agir à medida do coração de Deus.

E deste percurso de ascensão nós conhecemos o caminho (cf. Jo 14,1-6). Encontramo-lo em Jesus, na dádiva da sua vida, nos seus exemplos e nos seus ensinamentos, assim como o vemos traçado na Virgem Maria e nos santos: aqueles que a Igreja nos apresenta como modelos universais e aqueles - como o Papa Francisco gostava de dizer - «ao pé da porta» (cf. Exortação Apostólica Gaudete et exsultate, n. 7), com quem partilhamos o nosso dia-a-dia, pais, mães, avós, pessoas de todas as idades e condições, que com alegria e empenho se esforçam sinceramente por viver segundo o Evangelho.

Com eles, com o seu apoio e graças à sua oração, também nós podemos aprender a subir, dia após dia, para o Céu, fazendo objeto dos nossos pensamentos, como diz São Paulo, «tudo o que é verdadeiro... justo... amável» (Fl 4,8) e pondo em prática, com a ajuda de Deus, aquilo que “vimos e ouvimos” (cf. v. 9), fazendo crescer, em nós e à nossa volta, a vida divina que recebemos no Batismo e que nos atrai constantemente para o Alto, para o Pai, e difundindo no mundo frutos preciosos de comunhão e de paz.

Que Maria, Rainha do Céu, nos ajude, iluminando e guiando o nosso caminho a cada momento.

Ascensão do Senhor
(Igreja de Santa Maria dell' Anima, Roma)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 26 de maio de 2026

Fotos das Exéquias do Cardeal Tscherrig

Na sexta-feira, 15 de maio de 2026, o Papa Leão XIV presidiu no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa para as Exéquias do Cardeal Paul Emil Tscherrig, Núncio Apostólico Emérito, falecido no dia 12 de maio aos 79 anos.

O Papa foi assistido pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi, Cerimoniário Pontifício [1].

Procissão de entrada


Ósculo do altar
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Exéquias do Cardeal Tscherrig

Santa Missa para as Exéquias do Cardeal Paul Emil Tscherrig
Homilia do Papa Leão XIV
Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro
Sexta-feira, 15 de maio de 2026

Leituras: Ap 21,1-5a.6b-7; Sl 121; Jo 11,17-27.

Queridos irmãos e irmãs,
Reunidos em torno do Altar, acompanhamos o nosso irmão Paul Emil Tscherrig, Cardeal, no momento em que ele se apresenta ao Senhor para receber a recompensa pelo bem realizado nesta vida e o perdão pelas falhas que a fragilidade humana possa ter causado.

É o momento grande e solene do encontro com o Senhor a quem ele serviu generosamente, com o Amigo ao lado do qual ele caminhou fielmente por toda a sua vida, mais da metade da qual dedicada ao serviço da Sé Apostólica em várias Representações Pontifícias e na Secretaria de Estado.

Ele contribuiu, com o trabalho muitas vezes discreto, mas não por isso menos diligente e árduo, típico do ministério que exerceu, ao crescimento daquele Reino de cujo pleno cumprimento nos falou a 1ª Leitura: Reino no qual o mar do caos já não existe e, ao contrário, resplandece a nova Jerusalém, edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, iluminada pela luz do Cordeiro e enriquecida pelos méritos dos Santos.


O compromisso como Diplomata, e antes ainda como Pastor da Igreja, levou este nosso irmão a trabalhar por tantos anos, com paciência e abnegação, para levar à concórdia os povos que lhe foram confiados pela obediência (cf. Sl 121), enfrentando também os obstáculos e desafios que um Representante Pontifício é chamado a abraçar para o bem de todos. Ele cumpriu a sua missão primeiramente como colaborador em diversas Nunciaturas, até a sua nomeação, em 1996, como Nuncio Apostólico no Burundi; depois em Trinidad e Tobago e em diversos países do Caribe; na Coreia do Sul e Mongólia; posteriormente na Suécia, Dinamarca, Finlândia, Islândia e Noruega; depois na Argentina; chegando, em 2017, à Itália e San Marino. Uma vasta experiência eclesial e internacional, que testemunha a sua disponibilidade e a sua capacidade de adaptação, na sua caridade de Pastor, a ambientes muito diferentes entre si: lugares e povos aos quais foi enviado, em nome do Santo Padre, para tecer relações de comunhão entre as Igrejas locais e a Sé Apostólica, bem como para reforçar vínculos de amizade.

sábado, 23 de maio de 2026

Homilia do Papa Bento XVI: Pentecostes (2006)

Há cerca de 20 anos, no dia 04 de junho de 2006, o Papa Bento XVI (†2022) celebrou a Missa da Solenidade de Pentecostes na Praça de São Pedro. Confira a seguir sua homilia na ocasião:

Solenidade de Pentecostes
Homilia do Papa Bento XVI
Praça de São Pedro
Domingo, 04 de junho de 2006

Queridos irmãos e irmãs,
No dia de Pentecostes o Espírito Santo desceu com poder sobre os Apóstolos; teve início assim a missão da Igreja no mundo. O próprio Jesus tinha preparado os Onze para esta missão aparecendo-lhes várias vezes depois da sua Ressurreição (cf. At 1,3). Antes da Ascensão ao Céu, ordenou que “não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem que se realizasse a promessa do Pai” (cf. vv. 4-5); isto é, pediu que permanecessem juntos para se prepararem a receber o dom do Espírito Santo. E eles se reuniram em oração com Maria no Cenáculo à espera do acontecimento prometido (cf. v. 14).

Permanecer juntos foi a condição posta por Jesus para receber o dom do Espírito Santo; pressuposto da sua concórdia foi uma prolongada oração. Encontramos delineada assim uma formidável lição para toda comunidade cristã. Às vezes se pensa que a eficiência missionária dependa principalmente de uma atenta programação e da sucessiva realização inteligente através de um empenho concreto. Certamente o Senhor pede a nossa colaboração, mas antes de qualquer resposta nossa é necessária a sua iniciativa: é o seu Espírito o verdadeiro protagonista da Igreja. As raízes do nosso ser e do nosso agir estão no silêncio sábio e providente de Deus.


As imagens que São Lucas usa para indicar o irromper do Espírito Santo - o vento e o fogo - recordam o Sinai, onde Deus tinha se revelado ao povo de Israel e lhe tinha concedido a sua aliança (cf. Ex 19,3ss). A festa do Sinai, que Israel celebrava cinquenta dias depois da Páscoa, era a festa da Aliança. Falando de línguas de fogo (cf. At 2,3), São Lucas quer representar o Pentecostes como um novo Sinai, como a festa da nova Aliança, na qual a Aliança com Israel é estendida a todos os povos da Terra. A Igreja é católica e missionária desde a sua origem. A universalidade da salvação é evidenciada significativamente pelo elenco das numerosas etnias a que pertencem aqueles que escutam o primeiro anúncio dos Apóstolos (cf. vv. 9-11).

Homilia do Papa João Paulo II: Pentecostes (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 03 de junho de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade de Pentecostes na Praça de São Pedro.

Na ocasião teve lugar a transladação do corpo do Papa João XXIII (†1963): após sua Beatificação no dia 03 de setembro de 2000, com efeito, seu corpo foi depositado na Basílica Vaticana, sob o altar de São Jerônimo. Em 2014, por sua vez, este seria canonizado junto com o próprio João Paulo II.

Confira a seguir a homilia do Papa polonês durante a celebração:

Missa na Solenidade de Pentecostes
Transladação da urna com o corpo do Beato João XXIII, Papa
Homilia do Papa João Paulo II
Praça de São Pedro
Domingo, 03 de junho de 2001

1. «Todos ficaram cheios do Espírito Santo» (At 2,4).
Assim aconteceu em Jerusalém no dia de Pentecostes. Hoje, reunidos nesta Praça, centro do mundo católico, nós revivemos o clima daquele dia. Também no nosso tempo, como no Cenáculo de Jerusalém, a Igreja é atravessada por um “vento impetuoso”. Ela experimenta o sopro divino do Espírito, que a abre para a evangelização do mundo.

Por uma feliz coincidência, na Solenidade de hoje temos a alegria de acolher, junto ao altar, os veneráveis restos mortais do Beato João XXIII, que Deus plasmou com o seu Espírito, fazendo dele uma admirável testemunha do seu amor. Este meu venerado predecessor faleceu há 38 anos, no dia 03 de junho de 1963, precisamente enquanto na Praça de São Pedro uma imensa multidão de fiéis rezava, espiritualmente reunida em torno do seu leito de morte. A celebração de hoje se une a essa oração e, enquanto comemoramos o trânsito deste Beato Pontífice, louvamos a Deus que o doou à Igreja e ao mundo.


Como sacerdote, como Bispo e como Papa, o Beato Ângelo Roncalli foi extremamente dócil à ação do Espírito, que o guiou pelo caminho da santidade. Por isso, na comunhão viva dos Santos, queremos celebrar a Solenidade de Pentecostes em singular sintonia com ele, deixando-nos acompanhar por algumas das suas inspiradas reflexões.

2. «A luz do Espírito Santo irrompe das primeiras palavras do Livro dos Atos dos Apóstolos... A marcha impetuosa do Divino Espírito precede e acompanha os evangelizadores, penetrando na alma de quem os escuta e dilatando as tendas da Igreja Católica até os extremos confins da terra, percorrendo todos os séculos da história» (Discursos, Mensagens e Colóquios do Papa João XXIII, II, p. 398).

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Regina Coeli: VI Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 10 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje, no Evangelho (Jo 14,15-21), escutamos algumas palavras que Jesus dirige aos seus discípulos durante a Última Ceia. Ao fazer do pão e do vinho o sinal vivo do seu amor, Cristo diz: «Se me amais, guardareis os meus mandamentos» (v. 15). Esta afirmação nos liberta de um equívoco, ou seja, da ideia de sermos amados se observarmos os mandamentos: a nossa justiça seria então condição para o amor de Deus. Pelo contrário, é o amor de Deus a condição para a nossa justiça. Observamos verdadeiramente os mandamentos, segundo a vontade de Deus, se reconhecermos o seu amor por nós, tal como Cristo o revela ao mundo. As palavras de Jesus, portanto, são um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza.

Eis porque o Senhor manda que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou (cf. Jo 13,34): é o amor de Jesus que gera em nós o amor. O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional; que não conhece nem “mas” nem “talvez”; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem tomar nada em troca. Porque Deus nos ama primeiro, também nós podemos amar; e, quando amamos de verdade a Deus, amamo-nos de verdade uns aos outros. Acontece como com a vida: só quem a recebeu pode viver, e assim só quem foi amado pode amar. Os mandamentos do Senhor, portanto, são uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação.

Precisamente porque nos ama, o Senhor não nos deixa sozinhos nas provações da vida: promete-nos o Paráclito, ou seja, o Advogado defensor, o «Espírito da Verdade» (Jo 14,17). É um dom que «o mundo não é capaz de receber» (ibid.) enquanto se obstinar no mal que oprime o pobre, exclui o fraco, mata o inocente. Quem, pelo contrário, corresponde ao amor que Jesus nutre por todos, encontra no Espírito Santo um aliado que nunca falha: «Vós o conheceis - diz Jesus -, porque Ele permanece junto de vós e estará dentro de vós» (ibid.). Então, podemos testemunhar sempre e em toda a parte Deus que é amor: esta palavra não significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte.

Ao nos oferecer o amor verdadeiro e eterno, Jesus partilha conosco a sua identidade de Filho amado: «Eu estou no meu Pai e vós em mim e Eu em vós» (v. 20). Esta envolvente comunhão de vida desmente o Acusador, ou seja, o adversário do Paráclito, o espírito contrário ao nosso defensor. Com efeito, enquanto o Espírito Santo é força de verdade, este Acusador é «pai da mentira» (Jo 8,44), que deseja opor o homem a Deus e os homens entre si: precisamente o contrário do que faz Jesus, salvando-nos do mal e unindo-nos como povo de irmãos e irmãs na Igreja.

Caríssimos, cheios de gratidão por este dom, confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria, Mãe do Amor Divino.

Jesus com os Apóstolos durante a Última Ceia
(Eugène Burnand)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 3

Quase concluindo a publicação das Catequeses do Papa Leão XIV durante o Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, confira nesta postagem a quinta e a sexta meditações sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 19 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.5. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
Espiritualidade pascal e ecologia integral

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Neste Ano jubilar dedicado à esperança estamos refletindo sobre a relação entre a Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo atual, ou seja, os nossos desafios. Às vezes Jesus, o Vivente, quer perguntar também a nós: «Por que choras? A quem procuras?». Com efeito, os desafios não podem ser enfrentados sozinhos e as lágrimas são um dom de vida quando purificam os nossos olhos e libertam a nossa vista.

O evangelista João chama a nossa atenção para um detalhe que não encontramos nos outros Evangelhos: chorando junto ao túmulo vazio, Maria Madalena não reconheceu imediatamente Jesus Ressuscitado, mas pensou que fosse o guardião do jardim. Com efeito, já ao narrar o sepultamento de Jesus, no entardecer da Sexta-feira Santa, o texto era muito específico: «No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus» (Jo 19,41-42).

O Ressuscitado e Madalena no jardim
(Pieter van Lint)

Termina assim, na paz do sábado e na beleza de um jardim, a dramática luta entre trevas e luz desencadeada pela traição, a prisão, o abandono, a condenação, a humilhação e a morte do Filho, que «tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim» (Jo 13,1). Cultivar e cuidar do jardim é a tarefa original (cf. Gn 2,15) que Jesus levou a cumprimento. A sua última palavra na cruz - «Tudo está consumado» (Jo 19,30) - convida cada um a reencontrar a mesma tarefa, a sua tarefa. Por isso, «inclinando a cabeça, entregou o espírito» (ibid.).

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Festa de Santo Estanislau em Cracóvia (2026)

Na tarde da sexta-feira, dia 08 de maio de 2026, o Arcebispo Emérito de Cracóvia (Polônia), Cardeal Stanisław Dziwisz, celebrou a Missa da Solenidade de Santo Estanislau, Bispo e Mártir, no altar que guarda suas relíquias na Catedral dos Santos Estanislau e Venceslau, a Catedral de Wawel [1].

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Liturgia da Palavra
Evangelho

terça-feira, 19 de maio de 2026

Visita do Papa à Catedral de Nápoles

Na tarde da sexta-feira, 08 de maio de 2026, após a Missa no Santuário de Pompeia no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV se dirigiu à Arquidiocese de Nápoles.

Destacamos nessa postagem seu encontro com o clero e os religiosos na Catedral Metropolitana da Assunção de Maria, o Duomo di Napoli, durante o qual o Papa venerou as relíquias de São Januário (†305), Bispo e Mártir, patrono da cidade e da Arquidiocese de Nápoles.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Aspersão dos presentes
Entrada do Papa
Oração diante do Santíssimo Sacramento
O Papa venera a relíquia do sangue de São Januário

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Fotos da Missa do Papa em Pompeia

Na manhã da sexta-feira, 08 de maio de 2026, dando início às suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa diante do Santuário da Bem-Aventurada Virgem do Rosário de Pompeia.

Primeiramente o Papa visitou o Santuário e rezou diante das relíquias do seu fundador, São Bartolo Longo (†1926), canonizado no dia 19 de outubro de 2025.

Seguiu-se a Missa de Nossa Senhora do Rosário (com suas orações e leituras) na Praça diante do Santuário, durante a qual Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

No final da Missa o Papa recitou a tradicional Súplica a Nossa Senhora de Pompeia (Supplica alla Madonna di Pompei), oração proposta por São Bartolo Longo e rezada no dia 08 de maio e no primeiro domingo de outubro.

Acolhida do Papa: Veneração da cruz
Oração diante do Santíssimo Sacramento
Oração diante das relíquias de São Bartolo Longo
Missa: Procissão de entrada
Incensação do altar e da cruz

Homilia do Papa: Missa em Pompeia

Visita Pastoral a Pompeia e Nápoles (Itália)
Santa Missa e Súplica a Nossa Senhora de Pompeia
Homilia do Papa Leão XIV
Praça Bartolo Longo, Santuário de Pompeia
Sexta-feira, 08 de maio de 2026

Foi celebrada a Missa de Nossa Senhora do Rosário [1].

Queridos irmãos e irmãs,
«A minha alma engrandece ao Senhor» (Lc 1,46). Estas palavras, com as quais respondemos à 1ª Leitura, brotam do coração da Virgem Maria quando apresenta a Isabel o fruto do seu ventre, Jesus, o Salvador. Depois dela, cantarão a Cristo Zacarias, pai de João Batista, e o idoso Simeão. Esses três cânticos marcam todos os dias o louvor da Igreja na Liturgia das Horas. São o olhar do antigo Israel, que vê cumpridas as suas promessas; são o olhar da Igreja Esposa, voltada para o seu Esposo divino; são implicitamente o olhar de toda a humanidade, que encontra resposta ao seu anseio de salvação.


Há cento e cinquenta anos, colocando a primeira pedra deste Santuário, no lugar onde a erupção do Vesúvio do ano 79 depois de Cristo tinha sepultado sob as cinzas os vestígios de uma grande civilização, protegendo-os durante séculos, São Bartolo Longo com a sua esposa, a condessa Marianna Farnararo De Fusco, lançaram as bases não só de um templo, mas de toda uma cidade mariana. Assim ele expressava a consciência de um desígnio de Deus, que São João Paulo II, falando neste lugar de graça no dia 07 de outubro de 2003, na conclusão do Ano do Rosário, relançou para o Terceiro Milênio, na perspectiva da nova evangelização: «Hoje, como nos tempos da antiga Pompeia, é necessário anunciar Cristo a uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e perde até mesmo a sua memória».

sábado, 16 de maio de 2026

Homilia do Papa João Paulo II: Ascensão do Senhor (2001)

Há cerca de 25 anos, no dia 24 de maio de 2001, o Papa São João Paulo II (†2005) celebrou a Missa da Solenidade da Ascensão do Senhor (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do encerramento do Consistório Extraordinário, isto é, a reunião com os Cardeais para refletir sobre a missão da Igreja no terceiro milênio.

Confira a seguir a homilia do Papa durante a celebração:

Solenidade da Ascensão do Senhor
Concelebração Eucarística no Encerramento do Consistório Extraordinário
Homilia do Papa João Paulo II
Basílica de São Pedro
Quinta-feira, 24 de maio de 2001

Senhores Cardeais,
Venerados irmãos no Episcopado,
Caríssimos irmãos e irmãs,
1. Estamos reunidos em torno do altar do Senhor para celebrar a sua Ascensão ao Céu. Escutamos as suas palavras: «Recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas... até os confins da terra» (At 1,8). Há dois mil anos estas palavras do Senhor Ressuscitado impelem a Igreja a “fazer-se ao largo” na história, tornando-a contemporânea de todas as gerações, transformando-a no fermento de todas as culturas do mundo.


Voltamos a ouvi-las hoje para acolher com renovado fervor o mandato «Duc in altum!» - «Faz-te ao largo!», «Avança para águas mais profundas» - que um dia Jesus dirigiu a Pedro (cf. Lc 5,4): um mandato que desejei fazer ressoar em toda a Igreja na Carta Apostólica Novo millennio ineunte e que, à luz desta Solenidade litúrgica, adquire um significado ainda mais profundo. O “altum rumo ao qual a Igreja deve caminhar não é apenas um compromisso missionário mais vigoroso, mas antes ainda um empenho contemplativo mais intenso. Também nós somos convidados, como os Apóstolos, testemunhas da Ascensão, a fixar o olhar no rosto de Cristo, elevado no esplendor da glória divina.

Certamente contemplar o céu não significa esquecer a terra. Caso se apresentasse esta tentação, bastaria escutar novamente os «dois homens vestidos de branco» da passagem do Evangelho de hoje: «Por que ficais aqui, parados, olhando para o céu?» (At 1,11). A contemplação cristã não nos subtrai ao compromisso histórico. O “céu” da Ascensão de Jesus não é distância, mas ocultamento e custódia de uma presença que nunca nos abandona, até que Ele venha na glória. Entretanto, é a hora exigente do testemunho, para que em nome de Cristo «sejam anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações» (Lc 24,47).

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Festa da Invenção da Santa Cruz em Jerusalém (2026)

Nos dias 06 e 07 de maio de 2026 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu as celebrações da Festa da Invenção da Santa Cruz na Gruta de Santa Helena sob a Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém: as I Vésperas na tarde do dia 06 e a Missa na manhã do dia 07.

A Festa da Invenção da Santa Cruz (Inventio Sanctae Crucis), com efeito, recorda a descoberta (em latim, inventio) das supostas relíquias da Cruz por Santa Helena. Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história da Festa da Exaltação da Santa Cruz.

06 de maio: I Vésperas

Procissão até a Gruta de Santa Helena

Oração das Vésperas

07 de maio: Missa

Procissão de entrada

Regina Coeli: V Domingo da Páscoa - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 03 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Tempo Pascal, assim como a Igreja nascente, recordamos as palavras de Jesus que revelam todo o seu significado à luz da sua Paixão, Morte e Ressurreição. O que antes escapava aos discípulos ou lhes causava perturbação, agora ressurge na memória, aquece o coração e dá esperança.

O Evangelho proclamado neste domingo (Jo 14,1-12) nos introduz no diálogo do Mestre com os seus, durante a Última Ceia. Em particular, ouvimos uma promessa que nos conecta desde já ao mistério da sua Ressurreição. Jesus diz: «Quando Eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde Eu estiver estejais também vós» (v. 3). Os Apóstolos descobrem assim que em Deus há lugar para cada um. Dois deles tinham-no experimentado desde o primeiro encontro com Jesus, junto ao rio Jordão, quando Ele se deu conta de que o seguiam e os convidou a ficar naquela tarde na sua casa (cf. Jo 1,39). Também agora, diante da morte, Jesus fala de uma casa, desta vez muito grande: é a casa do seu Pai e do nosso Pai, onde há lugar para todos. O Filho se descreve como o servo que prepara os aposentos, para que cada irmão e irmã, ao chegar, encontre o seu pronto e se sinta desde sempre esperado e finalmente encontrado.

Caríssimos, no mundo antigo em que ainda caminhamos, chamam a atenção os lugares exclusivos, as experiências ao alcance de poucos, o privilégio de entrar onde ninguém mais pode. Em vez disso, no mundo novo para onde o Ressuscitado nos leva, aquilo que tem maior valor está ao alcance de todos. Mas não por isso perde o seu encanto. Pelo contrário, aquilo que está acessível a todos agora gera alegria: a gratidão substitui a competição; a acolhida apaga a exclusão; a abundância já não implica desigualdade. Acima de tudo, ninguém é confundido com outra pessoa, ninguém está perdido. A morte ameaça apagar o nome e a memória, mas em Deus cada um é finalmente si mesmo. Na verdade, é este o lugar que procuramos durante toda a vida, por vezes dispostos a tudo para ter um pouco de atenção e reconhecimento.

«Tende fé», diz-nos Jesus. Eis o segredo! «Tendes fé em Deus, tende fé em mim também» (Jo 14,1). É precisamente esta fé que liberta o nosso coração da ansiedade de obter e de possuir, do engano de perseguir um lugar de prestígio para valer alguma coisa. Cada um já tem um valor infinito no mistério de Deus, que é a verdadeira realidade. Amando-nos uns aos outros como Jesus nos amou, oferecemos a nós mesmos essa consciência. É o mandamento novo: assim antecipamos o céu na terra, revelamos a todos que a fraternidade e a paz são o nosso destino. Com efeito, no meio de uma multidão de irmãos, no amor, cada um descobre ser único.

Peçamos, então, a Maria Santíssima, Mãe da Igreja, para que cada comunidade cristã seja uma casa aberta a todos e atenta a cada um.

Cristo em majestade com os Doze Apóstolos:
“Vou preparar um lugar para vós” (Jo 14,2)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Ressurreição 2

Prosseguindo com as reflexões do Papa Leão XIV sobre “A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje”, trazemos nesta postagem a terceira e a quarta meditações dessa que é a última seção do ciclo de Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”:

Papa Leão XIV
Audiência Geral
Quarta-feira, 05 de novembro de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
4.3. A Ressurreição de Cristo e os desafios do mundo de hoje:
A Páscoa dá esperança à vida quotidiana

Queridos irmãos e irmãs, bom dia! E bem-vindos todos!
A Páscoa de Jesus é um acontecimento que não pertence a um passado distante, agora sedimentado na tradição como tantos outros episódios da história humana. A Igreja nos ensina a fazer memória atualizadora da Ressurreição todos os anos no Domingo de Páscoa e todos os dias na Celebração Eucarística, durante a qual se realiza de forma mais plena a promessa do Senhor Ressuscitado: «Eis que Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo» (Mt 28,20).

Por isso o Mistério Pascal constitui o eixo da vida do cristão, em torno do qual giram todos os outros acontecimentos. Podemos dizer, então, sem qualquer irenismo ou sentimentalismo, que todo dia é Páscoa. De que maneira?

«Ele não está aqui. Ressuscitou» (Mc 16,6) 
(Johann Georg Trautmann)

Vivemos a cada hora tantas experiências diferentes: dor, sofrimento, tristeza, entrelaçadas com alegria, admiração, serenidade. Mas em todas as situações o coração humano anseia pela plenitude, por uma felicidade profunda. Uma grande filósofa do século XX, Santa Teresa Benedita da Cruz, cujo nome era Edith Stein, que tanto aprofundou o mistério da pessoa humana, nos recorda esse dinamismo de constante busca da realização: «O ser humano anseia sempre por receber novamente o dom do ser, para poder aproveitar aquilo que o momento lhe dá e, ao mesmo tempo, lhe tira» (Essere finito ed Essere eterno: Per una elevazione al senso dell’essere, Roma, 1998, 387). Estamos imersos no limite, mas também nos esforçamos por superá-lo.

Posse do Arcebispo de Aparecida (2026)

Na tarde do sábado, 02 de maio de 2026, Dom Mário Antônio da Silva tomou posse como Arcebispo Metropolitano de Aparecida (SP) durante a Missa do V Domingo da Páscoa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que também é a Catedral da Arquidiocese de Aparecida:

Dom Mário Antônio da Silva
Acolhida do Arcebispo: Veneração da cruz
Entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida
O Arcebispo toma posse da sua cátedra
Liturgia da Palavra