segunda-feira, 27 de abril de 2026

Regina Coeli: Segunda-feira da Oitava Pascal (2026)

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Segunda-feira do Anjo, 06 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa!
Esta saudação, repleta de maravilha e alegria, irá nos acompanhar durante toda a semana. Ao festejar o dia novo que o Senhor fez para nós, a Liturgia celebra a entrada da criação inteira no tempo da salvação: em nome de Jesus, o desespero da morte é eliminado para sempre.

O Evangelho de hoje (Mt 28,8-15) nos convida a escolher entre dois relatos: o das mulheres, que encontraram o Ressuscitado (vv. 9-11), ou o dos guardas, que foram subornados pelos chefes do Sinédrio (vv. 11-14). As primeiras anunciam a vitória de Cristo sobre a morte; os segundos anunciam que a morte vence sempre e em qualquer caso. Na versão destes, Jesus não ressuscitou, mas o seu cadáver foi roubado. A partir de um único dado, o túmulo vazio, surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva.

Este contraste nos leva a refletir sobre o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana. Com efeito, muitas vezes, a narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news, como se diz hoje, ou seja, por mentiras, insinuações e acusações infundadas. Perante tais obstáculos, porém, a verdade não permanece escondida, pelo contrário: vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas. Tal como disse às mulheres que chegaram ao sepulcro, Jesus também diz a nós hoje: «Não tenhais medo! Ide anunciar...» (v. 10). Ele mesmo se torna, assim, a boa-nova a testemunhar no mundo: a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós. Assim como o Ressuscitado, sempre vivo e presente, liberta o passado de um fim destrutivo, também o anúncio pascal salva do sepulcro o nosso futuro.

Caríssimos, como é importante que este Evangelho chegue sobretudo a quantos são oprimidos pela maldade que corrompe a história e confunde as consciências! Penso nos povos atormentados pela guerra, nos cristãos perseguidos por causa da sua fé, nas crianças privadas de instrução. Anunciar, em palavras e obras, a Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança, caso contrário esta fica asfixiada nas mãos dos violentos. Na verdade, ao ser proclamada no mundo, a Boa-Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos.

À luz do Ressuscitado, recordemos hoje com especial carinho o Papa Francisco, que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor. Ao fazermos memória do seu testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos nos tornar cada vez mais anunciadores luminosos da verdade.

Encontro do Ressuscitado com Maria Madalena
(Pieter van Lint)

Fonte: Santa Sé.

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