quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Vésperas da Conversão de São Paulo em Roma (2026)

Na tarde do domingo, 25 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV presidiu as Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo [1] na Basílica de São Paulo fora dos muros por ocasião do encerramento da 59ª Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.

O “tema” para este ano foi: “Há um só Corpo e um só Espírito, como também uma só é a esperança à qual fostes chamados” (Ef 4,4) e o material foi preparado por um grupo ecumênico da Armênia.

Como de costume, participaram da celebração representantes das Igrejas Ortodoxas, das Igrejas Ortodoxas Orientais e das comunidades protestantes.

O Papa, endossando um pluvial de São Paulo VI [2], foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Oração diante do túmulo de São Paulo
Versículo introdutório: "Vinde, ó Deus..."
Hino: Excelsam Pauli gloriam
Salmodia

Homilia do Papa: Vésperas da Conversão de São Paulo (2026)

Vésperas da Festa da Conversão de São Paulo, Apóstolo
59ª Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Paulo fora dos muros
Domingo, 25 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Em uma das passagens bíblicas que acabamos de ouvir [1], o Apóstolo Paulo se define «o menor dos apóstolos» (1Cor 15,9). Ele se considera indigno desse título, porque no passado foi um perseguidor da Igreja de Deus. No entanto, ele não se sente prisioneiro desse passado, mas sim «prisioneiro no Senhor» (Ef 4,1). Na verdade, pela graça de Deus, conheceu o Senhor Jesus Ressuscitado, que se revelou a Pedro, depois aos Apóstolos e a centenas de outros seguidores do Caminho e, por fim, também a ele, um perseguidor (cf. 1Cor 15,3-8). O seu encontro com o Ressuscitado determina a conversão que hoje comemoramos.

O alcance dessa conversão reflete-se na mudança do seu nome, de Saulo para Paulo. Por graça de Deus, aquele que outrora perseguia Jesus foi completamente transformado e tornou-se sua testemunha. Aquele que combatia ferozmente contra o nome de Cristo, agora prega o seu amor com zelo ardente, como expressa vivamente o hino que cantamos no início desta celebração (cf. Excelsam Pauli gloriam, 2ª estrofe). Enquanto estamos reunidos junto dos restos mortais do Apóstolo das Nações, nos é recordado assim que a sua missão é também a missão dos cristãos de hoje: anunciar Cristo e convidar todos a depositarem a sua confiança n’Ele. Com efeito, cada verdadeiro encontro com o Senhor é um momento transformador, que dá uma nova visão e uma nova orientação no cumprimento da tarefa de edificar o Corpo de Cristo (cf. Ef 4,12).


O Concílio Vaticano II, no início da Constituição sobre a Igreja, declarou o ardente desejo de anunciar o Evangelho a toda criatura (cf. Mc 16,15) e assim «iluminar todos os homens com a luz de Cristo, que resplandece no rosto da Igreja» (cf. Constituição Dogmática Lumen gentium, n. 1). É tarefa comum dos cristãos dizer ao mundo, com humildade e alegria: «Olhai para Cristo! Aproximai-vos d’Ele! Acolhei a sua Palavra que ilumina e consola!» (Homilia na Missa de início do Ministério Petrino, 18 de maio de 2025). Caríssimos, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos nos convida- anualmente a renovar o nosso compromisso comum nesta grande missão, conscientes que as divisões entre nós, embora certamente não impedem a luz de Cristo de brilhar, todavia tornam mais opaco o rosto que deve refleti-la no mundo.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Ângelus: III Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 25 de janeiro de 2026

Irmãos e irmãs, bom domingo!
Tendo recebido o Batismo, Jesus inicia a sua pregação e chama os primeiros discípulos: Simão - chamado Pedro -, André, Tiago e João (cf. Mt 4,12-22). Observando atentamente esta passagem do Evangelho de hoje podemos fazer duas perguntas: uma sobre o tempo em que Jesus começa a sua missão e outra sobre o lugar que escolhe para pregar e chamar os Apóstolos. Perguntemo-nos: quando começaOnde começa?

Em primeiro lugar, o evangelista conta-nos que Jesus, «ao saber que João tinha sido preso» (v. 12), começou a sua pregação. Esta ocorre, portanto, em um momento que não parece ser o melhor: João Batista acabava de ser preso e, por isso, os líderes do povo estão pouco dispostos a acolher a novidade do Messias. Trata-se de um tempo que recomendaria prudência, mas é precisamente nesta situação obscura que Jesus começa a trazer a luz da boa nova: «O Reino dos Céus está próximo» (v. 17).

Também na nossa vida pessoal e eclesial, por vezes devido a resistências interiores ou a circunstâncias que consideramos desfavoráveis, pensamos não ser o momento certo para anunciar o Evangelho, para tomar uma decisão, para fazer uma escolha, para mudar uma situação. Porém, o risco é ficarmos paralisados pela indecisão ou prisioneiros de uma prudência excessiva, quando o Evangelho nos pede o risco da confiança: Deus trabalha em todo o tempo, todo momento é bom para o Senhor, mesmo se não nos sentimos preparados ou se a situação não parece ser a melhor.

O relato evangélico também nos mostra o lugar onde Jesus começa a sua missão pública: Ele «deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum» (v. 13). Permanece, contudo, na Galileia, um território habitado principalmente por pagãos, que, devido ao comércio, é também uma terra de passagem e de encontros; poderíamos dizer que é um território multicultural, atravessado por pessoas com origens e filiações religiosas diferentes. O Evangelho nos diz, desta forma, que o Messias vem de Israel, mas ultrapassa as fronteiras da sua terra para anunciar o Deus que se aproxima de todos, não exclui ninguém e não veio apenas para os puros, antes, envolve-se nas situações e nas relações humanas. Também nós, cristãos, devemos vencer a tentação de nos fecharmos: o Evangelho deve ser anunciado e vivido em todas as circunstâncias e ambientes, para que seja fermento de fraternidade e paz entre as pessoas, as culturas, as religiões e os povos.

Irmãos e irmãs, como os primeiros discípulos, somos convidados a acolher o chamado do Senhor, na alegria de saber que cada tempo e cada lugar da nossa vida são visitados por Ele e atravessados pelo seu amor. Rezemos à Virgem Maria, para que nos conceda esta confiança interior e nos acompanhe ao longo do caminho.

Chamado dos primeiros discípulos
(Domenichino - Basílica de Santo André della Valle, Roma)

Depois do Ângelus:

Queridos irmãos e irmãs,
Este Domingo, o III do Tempo Comum, é o Domingo da Palavra de Deus. O Papa Francisco instituiu-o há sete anos para promover em toda a Igreja o conhecimento da Sagrada Escritura e a atenção à Palavra de Deus na Liturgia e na vida das comunidades. Agradeço e encorajo todos os que se empenham com fé e amor em prol deste fim prioritário...

Fonte: Santa Sé.

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 2

Confira nesta postagem as últimas duas meditações sobre os encontros”, primeira parte da seção sobre a vida pública de Jesus dentro das Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”: Zaqueu (Lc 19,1-10) e o homem rico (Mc 10,17-22).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 02 de abril de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.3. A vida de Jesus - Os encontros: Zaqueu (Lc 19,1-10)

Amados irmãos e irmãs,
Continuemos a contemplar os encontros de Jesus com alguns personagens do Evangelho. Desta vez gostaria de meditar sobre a figura de Zaqueu: um episódio que me é particularmente caro, porque ocupa um lugar especial no meu caminho espiritual.

O Evangelho de Lucas nos apresenta Zaqueu como alguém que parece irremediavelmente perdido. Talvez também nós nos sintamos assim às vezes: sem esperança. Zaqueu, pelo contrário, descobrirá que o Senhor já estava à sua procura.

Com efeito, Jesus desceu a Jericó, cidade situada abaixo do nível do mar, considerada uma imagem do submundo, onde Jesus quer ir procurar aqueles que se sentem perdidos. E, na realidade, o Senhor Ressuscitado continua a descer aos submundos de hoje, aos lugares de guerra, à dor dos inocentes, ao coração das mães que veem morrer os seus filhos, à fome dos pobres.

Jesus e Zaqueu

Em certo sentido Zaqueu se perdeu, talvez tenha feito escolhas equivocadas ou a vida o tenha colocado em situações das quais tem dificuldade de sair. Com efeito, Lucas insiste em descrever as características deste homem: não só é um publicano, isto é, alguém que cobra os impostos dos seus concidadãos para os invasores romanos, mas é inclusive o chefe dos publicanos, como se dissesse que o seu pecado é multiplicado.

Além disso, Lucas acrescenta que Zaqueu é rico, dando a entender que enriqueceu às custas dos outros, abusando da sua posição. Mas tudo isso tem consequências: Zaqueu provavelmente se sente excluído, desprezado por todos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Bênção dos cordeiros no dia de Santa Inês (2026)

Na manhã da quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, Memória de Santa Inês, Virgem e Maria, teve lugar a apresentação ao Papa de dois cordeiros a serem abençoados, tradição que havia sido abandonada no final do pontificado anterior.

Com a lã desses dois cordeiros, ornados com flores brancas e vermelhas (recordando a virgindade e o martírio de Santa Inês), serão tecidos os pálios impostos aos novos Arcebispos Metropolitanos no dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo.

Durante a breve celebração na Capela Urbano VIII do Palácio Apostólico o Papa Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Saudação inicial

Oração
Bênção
Cordeiro ornado com flores vermelhas
Cordeiro ornado com flores brancas

Imagens: Vatican News (Facebook).

Vésperas ecumênicas em Londres (2026)

Na terça-feira, 20 de janeiro de 2026, o Arcebispo Emérito de Westminster, Cardeal Vincent Gerard Nichols [1], presidiu a oração das Vésperas Ecumênicas na Catedral do Preciosíssimo Sangue em Londres (Inglaterra) no contexto da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e em ação de graças pela concessão do título de Doutor da Igreja a São John Henry Newman.

A homilia ficou a cargo de Rowan Williams, que foi o “Arcebispo” de Canterbury e Primaz da Comunhão Anglicana de 2002 a 2012. Também estiveram presentes, junto aos Bispos católicos, alguns “Bispos” anglicanos [2].

Procissão de entrada
Hino
Salmodia
Leitura
Homilia de Rowan Williams

sábado, 24 de janeiro de 2026

Semana da Unidade 2025: Leituras e orações (2)

Em nossas postagens anteriores destacamos os materiais da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2025, preparados pela comunidade monástica de Bose (Itália), formada por monges de diferentes tradições cristãs.

À luz do tema: “Crês isto?” (Jo 11,26), tendo em vista os 1700 anos do I Concílio de Niceia (325), o subsídio inclui um roteiro de Celebração Ecumênica e um “oitavário” de reflexões e orações à luz do Símbolo Niceno-Constantinopolitano.

Para cada um dos oito dias são propostas leituras bíblicas, leituras patrísticas de diversas “tradições” (latina, grega, siríaca e armênia), orações e preces.

Se na postagem anterior trouxemos as reflexões para os primeiros quatro dias, centradas em Deus Pai e em Jesus Cristo, nesta postagem concluímos a publicação dos materiais com os textos para os últimos quatro dias, sobre o Espírito Santo, a Igreja, o Batismo e a vida eterna.

Esses textos, com efeito, não se restringem ao ano de 2025, podendo ser utilizados em momentos ecumênicos ou de reflexão sobre a fé, ou ainda em nossa oração pessoal.

Ícone do Creio

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2025
Reflexões e orações para os oito dias
“Crês isto?” (Jo 11,26)

5º dia: Creio no Espirito Santo, Senhor que dá a vida

Leituras bíblicas: Ez 36,24-28 / Sl 103(104),24-25.27-29.33-34 / Jo 3,4-8

Leitura patrística

Da tradição siríaca
Não é correto dizer que o Espírito se afasta quando pecamos para retornar quando nos convertemos. (...) De que me serve se Ele habita em mim somente depois de me tornar justo? Se no momento da queda Ele não permanece em mim, não me dá a mão e não me levanta, como farei experiência da sua ajuda? Que médico, vendo um enfermo que adoece, vai embora e o abandona, para retornar quando ele estiver saudável? Não é mais útil que o médico esteja com o enfermo no momento da sua doença?
(Filoxeno de Mabbug, Sobre a habitação do Espírito Santo)

Oração

Vós sois o Espírito soprado sobre Adão, tornando a carne humana um ser vivente.
R. Amém, amém! Aleluia!

Vós sois o Espírito dado pelo Ressuscitado, perdoando nossos pecados.
R. Amém, amém! Aleluia!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Semana da Unidade 2025: Leituras e orações (1)

Em nossa postagem anterior destacamos a Celebração Ecumênica da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2025, com o tema: “Crês isto?” (Jo 11,26).

Além da Celebração, o material elaborado pela comunidade monástica de Bose (Itália), formada por monges de diferentes tradições cristãs, inclui um “oitavário” de reflexões e orações à luz do Símbolo Niceno-Constantinopolitano, tendo em vista os 1700 anos do I Concílio de Niceia (325).

Para cada um dos oito dias são propostas leituras bíblicas, leituras patrísticas de diversas “tradições” (latina, grega, siríaca e armênia), orações e preces.

Confira nesta postagem as reflexões para os primeiros quatro dias, centradas em Deus Pai (Todo-poderoso e Criador) e em Jesus Cristo (Encarnação e Mistério Pascal). Na próxima postagem, por sua vez, traremos os textos para os últimos quatro dias.

Esses textos, com efeito, não se restringem ao ano de 2025, podendo ser utilizados em momentos ecumênicos ou de reflexão sobre a fé, ou ainda em nossa oração pessoal.

Ícone do Creio

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2025
Reflexões e orações para os oito dias
“Crês isto?” (Jo 11,26)

1º dia: Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso

Leituras bíblicas: Is 63,15-17 / Sl 138(139),1-3.13.23.24b / 1Cor 8,5-6

Leitura patrística

Da tradição grega
Contemplai os mistérios do amor, e então podereis contemplar o seio do Pai, que só o Filho Unigênito de Deus revelou. Deus é amor e graças ao amor podemos contemplá-lo. E embora em sua natureza inefável Ele seja Pai, sua compaixão por nós se fez mãe.
(Clemente de Alexandria, Qual rico se salvará? 37,1-2)

Oração

Nós vos bendizemos, Senhor, Pai das luzes: de vós provém todo bem e todo dom perfeito.
R. Graças e louvores a vós, Senhor!

Vós criastes o mundo e tudo o que ele contém, Vós sois o Senhor do céu e da terra. A nós, mortais, dais vida, alento e todo bem.
R. Graças e louvores a vós, Senhor!

Celebração Ecumênica: Semana da Unidade 2025

De 18 a 25 de janeiro celebra-se, sobretudo no hemisfério norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. No hemisfério sul, por sua vez, a Semana da Unidade costuma ser celebrada entre a Ascensão e o Pentecostes (neste ano de 2026 de 17 a 24 de maio) [1].

Desde 1968 o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Conselho Mundial de Igrejas propõem um “tema” para cada ano a partir de um texto bíblico. Desde 1975, por sua vez, o material para a Semana da Unidade é preparado por um grupo ecumênico de algum local do mundo.

Em 2025, por ocasião dos 1700 anos do I Concílio de Niceia (325), o tema proposto foi: “Crês isto?” (Jo 11,26), e o material foi preparado pela comunidade monástica de Bose (Itália), uma comunidade ecumênica formada por monges de diferentes tradições cristãs.

Nesta postagem repropomos a Celebração Ecumênica para o ano de 2025 (com algumas correções e sugestões). Essa celebração, com efeito, à luz da memória do Concílio de Niceia, não se restringe ao ano de 2025, podendo ser utilizada em nossas comunidades em momentos ecumênicos ou de reflexão sobre a fé.

I Concílio de Niceia (325)

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2025
Celebração Ecumênica
“Crês isto?” (Jo 11,26)

I. Convite à oração

A celebração tem início junto à porta principal da igreja:

Celebrante (C): Bendito seja o nosso Deus em todo tempo.
Assembleia (A): Agora e sempre. Amém.

C: Vinde, adoremos a Deus, nosso Rei.
A: Adoremos a Cristo no meio de nós, nosso Rei e nosso Deus.

C: Vinde, prostremo-nos diante do Senhor, nosso Rei e nosso Deus.
A: Santo Deus, Santo Forte, Santo Imortal, tende piedade de nós.

A seguir o subsídio indica uma leitura (Jo 11,20-26) enquanto os ministros se dirigem ao presbitério. Sugerimos, porém, proferir a leitura antes da procissão de entrada, que neste caso seria acompanhada por um canto.
O subsídio propõe a divisão do texto entre três leitores, com a assembleia lendo a parte de Cristo. Propomos aqui uma divisão ligeiramente distinta, similar à Narrativa da Paixão, com um narrador (L1), um leitor (L2) e o celebrante lendo a parte de Cristo:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Ângelus: II Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 18 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje o Evangelho (Jo 1,29-34) fala-nos de João Batista, que reconhece em Jesus o Cordeiro de Deus, o Messias, dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo» (v. 29); e acrescenta: «Se eu vim batizar com água, foi para que Ele fosse manifestado a Israel» (v. 31).

João reconhece em Jesus o Salvador, proclama a sua divindade e missão em favor do povo de Israel e depois, tendo cumprido a sua tarefa, afasta-se, como atestam estas suas palavras: «Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim» (v. 30).

João Batista é um homem muito amado pelas multidões, a ponto de ser temido pelas autoridades de Jerusalém (cf. Jo 1,19). Teria sido fácil explorar esta fama, mas ele não cede de forma alguma à tentação do sucesso e da popularidade. Diante de Jesus, reconhece a própria pequenez e abre espaço para a grandeza d’Ele. Sabe que foi enviado para preparar o caminho do Senhor (cf. Mc 1,3; Is 40,3) e, quando o Senhor vem, reconhece com alegria e humildade a sua presença, retirando-se de cena.

Quão importante é para nós, hoje, o seu testemunho! Realmente, muitas vezes é dada uma demasiada importância à aprovação, ao consenso e à visibilidade, a ponto de condicionar as ideias, os comportamentos e os estados de espírito das pessoas, causando sofrimento e divisões, criando estilos de vida e de relacionamento efêmeros, decepcionantes e aprisionadores. Na realidade, não precisamos desses “substitutos de felicidade”. A nossa alegria e grandeza não se baseiam em ilusões passageiras de sucesso e fama, mas em saber-nos amados e queridos pelo nosso Pai que está nos céus.

É o amor de que Jesus nos fala: o amor de um Deus que ainda hoje vem estar no meio de nós, não para nos surpreender com efeitos especiais, mas para partilhar o nosso cansaço e assumir os nossos fardos, revelando-nos quem realmente somos e quanto valemos a seus olhos.

Caríssimos, não deixemos que Ele, ao passar, nos encontre distraídos. Não desperdicemos tempo e energia buscando o que é apenas aparência. Aprendamos com João Batista a manter o espírito vigilante, amando as coisas simples e as palavras sinceras, vivendo com sobriedade e profundidade de mente e coração, contentando-nos com o necessário e encontrando, de preferência todos os dias, um momento especial para nos determos em silêncio a rezar, refletir, escutar, enfim, “fazer deserto”, a fim de encontrar o Senhor e estar com Ele.

Que em tudo isto nos ajude a Virgem Maria, modelo de simplicidade, sabedoria e humildade.

João Batista indica Jesus como o Cordeiro de Deus
(Domenichino - Basílica de Santo André della Valle, Roma)

Fonte: Santa Sé.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Catequeses do Jubileu 2025: Vida de Jesus 1

Dando continuidade às Catequeses do Jubileu Ordinário de 2025, “Jesus Cristo, nossa esperança”, após a seção sobre a infância de Jesus, publicaremos as reflexões sobre a vida pública de Jesus, subdivididas em três partes (os encontros, as parábolas e as curas).

Confira nesta postagem, portanto, as primeiras duas meditações sobre os “encontros” de Jesus: com Nicodemos (Jo 3) e com a samaritana (Jo 4).

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 19 de março de 2025
Jubileu 2025: Jesus Cristo, nossa esperança
2.1. A vida de Jesus - Os encontros: Nicodemos (Jo 3)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Com esta Catequese começamos a contemplar alguns encontros narrados nos Evangelhos, para compreender o modo como Jesus dá esperança. Com efeito, há encontros que iluminam a vida e dão esperança. Pode acontecer, por exemplo, que alguém nos ajude a ver uma dificuldade ou um problema que estamos vivendo de uma perspectiva diferente; ou pode acontecer que alguém simplesmente nos dê uma palavra que não nos faça sentir sozinhos na dor que estamos atravessando. Podem ocorrer às vezes também encontros silenciosos, nos quais nada é dito, mas esses momentos nos ajudam a retomar o caminho.

O primeiro encontro sobre o qual gostaria de me deter é o de Jesus com Nicodemos, narrado no capítulo 3 do Evangelho de João. Começo por este episódio porque Nicodemos é um homem cuja história mostra que é possível sair das trevas e encontrar a coragem de seguir Cristo.

Jesus e Nicodemos (Henry Ossawa Tanner)

Nicodemos vai ter com Jesus à noite: uma hora incomum para um encontro. Na linguagem de João, as referências temporais têm muitas vezes um valor simbólico: aqui a noite é provavelmente o que está no coração de Nicodemos. É um homem que se encontra na escuridão da dúvida, naquela escuridão que experimentamos quando já não compreendemos o que está acontecendo na nossa vida e não vemos claramente o caminho a seguir.

Se estamos nas trevas, certamente buscamos a luz. E João, no início do seu Evangelho, escreve assim: «A luz verdadeira, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano» (Jo 1,9). Nicodemos, portanto, busca Jesus porque pressente que Ele pode iluminar as trevas do seu coração.

Muratura das Portas Santas: Jubileu 2025 (2)

De 13 a 16 de janeiro de 2026, após a conclusão do Jubileu Ordinário de 2025, foi celebrado o rito da “muratura, isto é, o levantamento do muro que fecha as Portas Santas das quatro Basílicas Maiores em Roma fora dos Anos Santos.

Com efeito, se antes do Jubileu tem lugar o rito da recognitio (reconhecimento), com a derrubada do muro levantado na conclusão do Jubileu anterior, após o Ano Santo um novo muro é levantado.

Dentro desse muro foi depositada uma urna com a ata da abertura e do fechamento da Porta Santa, algumas moedas do final do pontificado do Papa Francisco, da Sede Vacante 2025 e do início do pontificado de Leão XIV e as chaves da Porta.

Para a ocasião foram elaboradas novas urnas em bronze ornadas com elementos da respectiva Porta Santa e com os brasões de Francisco e Leão XIV, em memória do “Jubileu dos dois Papas”.

O rito da muratura foi presidido pelos Arciprestes das Basílicas, com a presença de Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, os cônegos (ou os monges beneditinos, no caso da Basílica de São Paulo) e outras pessoas ligadas à Basílica.

Em nossa postagem anterior destacamos algumas imagens do rito nas Basílicas de Santa Maria Maior e de São João do Latrão. Nesta postagem, por sua vez, trazemos as imagens da muratura nas Basílicas de São Paulo fora dos muros e São Pedro no Vaticano:

15 de janeiro de 2026

A Porta Santa da Basílica Ostiense foi aberta no dia 05 de janeiro e fechada no dia 28 de dezembro de 2025 pelo Arcipreste, Cardeal James Michael Harvey, o qual presidiu a muratura no dia 15 de janeiro de 2026, assistido pelo Monsenhor Ján Dubina, Cerimoniário Pontifício:

Urna e outros elementos diante da Porta
Oração inicial
Assinatura da ata: Intra urbis moenia
Monsenhor Dubina mostra a ata aos presentes
A ata é lacrada

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Muratura das Portas Santas: Jubileu 2025 (1)

Após o fechamento das Portas Santas das quatro Basílicas Maiores em Roma na conclusão do Jubileu Ordinário de 2025 teve lugar o rito da “muratura, isto é, o levantamento do muro que fecha as Portas fora dos Anos Santos.

Antes do início do Jubileu, com efeito, havia sido celebrado o rito da recognitio (reconhecimento), com a derrubada do muro levantado na conclusão do Jubileu anterior.

Agora, entre os dias 13 e 16 de janeiro de 2026, um novo muro foi levantado, dentro do qual foi depositada uma urna com a ata da abertura e do fechamento da Porta Santa, algumas moedas do final do pontificado do Papa Francisco, da Sede Vacante 2025 e do início do pontificado de Leão XIV e as chaves da Porta.

Para a ocasião foram elaboradas novas urnas em bronze ornadas com elementos da respectiva Porta Santa e com os brasões de Francisco e Leão XIV, em memória do “Jubileu dos dois Papas”.

O rito da muratura foi presidido pelos Arciprestes das Basílicas, com a presença de Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, os cônegos e outras pessoas ligadas à Basílica.

Nesta postagem trazemos algumas imagens do rito nas primeiras duas Basílicas: Santa Maria Maior e São João do Latrão, Catedral de Roma. Na próxima postagem traremos as imagens das outras duas Basílicas (São Paulo e São Pedro).

13 de janeiro de 2026

A Porta Santa da Basílica Liberiana foi aberta no dia 01 de janeiro e fechada no dia 25 de dezembro de 2025 pelo Arcipreste, Cardeal Rolandas Makrickas, o qual presidiu a muratura no dia 13 de janeiro de 2026, assistido pelo Monsenhor L’ubomir Welnitz, Cerimoniário Pontifício:

Moedas comemorativas e a chave da Porta
Urna de bronze
O Arcipreste da início ao rito
Leitura da ata: Innumerae undique
Assinatura da ata

Ângelus: Festa do Batismo do Senhor - Ano A (2026)

Festa do Batismo do Senhor
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 11 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
A Festa do Batismo de Jesus, que celebramos hoje, dá início ao Tempo Comum [1]: este período do Ano Litúrgico nos convida a seguir juntos o Senhor, escutando a sua Palavra e imitando os seus gestos de amor para com o próximo. Com efeito, é assim que confirmamos e renovamos o nosso Batismo, ou seja, o Sacramento que nos torna cristãos, libertando-nos do pecado e transformando-nos em filhos de Deus, pelo poder do seu Espírito de vida.

O Evangelho que hoje ouvimos conta como nasce este sinal eficaz da graça. Quando Jesus é batizado por João no rio Jordão, vê «o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo pousar sobre Ele» (Mt 3,16). Ao mesmo tempo, dos céus abertos, ouve-se a voz do Pai que diz: «Este é o meu Filho amado» (v. 17). Então toda a Trindade se torna presente na história: tal como o Filho desce nas águas do Jordão, assim o Espírito Santo desce sobre Ele e, através d’Ele, nos é dado como força de salvação.

Caríssimos, Deus não observa o mundo de longe, sem tocar a nossa vida, os nossos males e as nossas expectativas! Ele vem para o meio de nós com a sabedoria do seu Verbo feito carne, envolvendo-nos em um surpreendente projeto de amor por toda a humanidade.

É por isso que João Batista, cheio de admiração, pergunta a Jesus: «Tu vens a mim?» (v. 14). Sim, na sua santidade, o Senhor se faz batizar como todos os pecadores, para revelar a infinita misericórdia de Deus. Na verdade, o Filho Unigênito, no qual somos irmãos e irmãs, vem para servir e não para dominar, para salvar e não para condenar. Ele é o Cristo Redentor: toma sobre si o que é nosso, incluindo o pecado, e nos dá o que é seu, ou seja, a graça de uma vida nova e eterna.

O Sacramento do Batismo realiza este acontecimento em todos os tempos e lugares, introduzindo cada um de nós na Igreja, que é o Povo de Deus, formado por homens e mulheres de todas as nações e culturas, regenerados pelo seu Espírito. Dediquemos este dia, portanto, a recordar o grande dom recebido, comprometendo-nos a testemunhá-lo com alegria e coerência. Precisamente hoje batizei alguns recém-nascidos, que se tornaram nossos novos irmãos e irmãs na fé: como é lindo celebrar como uma única família o amor de Deus, que nos chama pelo nome e nos liberta do mal! O primeiro dos Sacramentos é um sinal sagrado, que nos acompanha para sempre. Nas horas sombrias, o Batismo é luz; nos conflitos da vida, o Batismo é reconciliação; na hora da morte, o Batismo é a porta do céu.

Oremos juntos à Virgem Maria, pedindo-lhe que sustente diariamente a nossa fé e a missão da Igreja.

Batismo de Cristo (Francesco Ubertini)

Fonte: Santa Sé.

Nota:
[1] Tecnicamente a Festa do Batismo do Senhor conclui o Tempo do Natal. O Tempo Comum começa no dia seguinte a essa Festa (cf. Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e Calendário, nn. 33.44).

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Festa do Batismo do Senhor no Vaticano (2026)

Na manhã do domingo, 11 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou a Missa da Festa do Batismo do Senhor na Capela Sistina, durante a qual administrou o Sacramento do Batismo a 20 crianças.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Diálogo inicial
Sinal da cruz

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Festa do Batismo do Senhor - Ano A (2026)

Festa do Batismo do Senhor
Santa Missa e Batismo de algumas crianças
Homilia do Papa Leão XIV
Capela Sistina
Domingo, 11 de janeiro de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Quando o Senhor entra na história, vem ao encontro da vida de cada um com coração aberto e humilde. Com o seu olhar, cheio de amor, Ele procura o nosso olhar e dialoga conosco, revelando-nos o Verbo da salvação. Feito homem, o Filho de Deus realiza para todos uma surpreendente possibilidade, que inaugura um tempo novo e inesperado, mesmo para os profetas.

João Batista percebe-o imediatamente e pergunta a Jesus: «Eu é que preciso ser batizado por ti, e Tu vens a mim?» (Mt 3,14). Como luz nas trevas, o Senhor faz-se encontrar ali onde não o esperamos: é o Santo entre os pecadores, que quer habitar no meio de nós sem manter distâncias, antes assumindo até o fim tudo o que é humano. Jesus responde a João: «Por enquanto deixa como está, porque devemos cumprir toda a justiça!» (v. 15). Qual justiça? A de Deus, que no batismo de Jesus realiza a nossa justificação: na sua infinita misericórdia, o Pai nos torna justos por meio do seu Cristo, o único Salvador de todos. Como acontece isso? Aquele que é batizado por João no Jordão faz deste gesto um novo sinal de morte e ressurreição, de perdão e comunhão. Eis o Sacramento que celebramos hoje com as vossas crianças: porque Deus as ama, elas se tornam cristãs, nossos irmãos e irmãs.

Os filhos que agora tendes nos braços são transformados em novas criaturas. Assim como receberam a vida de vós, pais e mães, eles recebem agora o sentido para vivê-la: a fé. Quando sabemos que um bem é essencial, imediatamente o procuramos para aqueles que amamos. Quem de nós, afinal, deixaria os recém-nascidos sem roupa ou alimento, à espera que escolham como se vestir e o que comer quando crescerem? Caríssimos, se comida e vestuário são necessários para viver, a fé é mais do que necessária, porque com Deus a vida encontra a salvação.

O seu amor providencial manifesta-se na terra através de vós, pais e mães que pedis a fé para os vossos filhos. Chegará certamente o dia em que eles se tornarão pesados demais para serem carregados nos braços; e chegará também o dia em que serão eles a vos sustentar. O Batismo, que nos une na única família da Igreja, santifique sempre todas as vossas famílias, dando força e constância ao afeto que vos une.

Os gestos que daqui a pouco realizaremos são lindos testemunhos disso: a água da fonte é o lavacro no Espírito, que purifica de todos os pecados; a veste branca é o traje novo, que Deus Pai nos dá para a festa eterna do seu Reino; a vela acesa no círio pascal é a luz de Cristo Ressuscitado, que ilumina o nosso caminho. Espero que o continueis com alegria ao longo do ano que começa e por toda a vida, certos de que o Senhor acompanhará sempre os vossos passos.


Fonte: Santa Sé.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Indulgência nos 800 anos da morte de São Francisco

No dia 03 de outubro de 2026 se completarão 800 anos da morte de São Francisco de Assis.

Portanto, durante todo o ano de 2026 a Família Franciscana celebra um “Ano de São Francisco” por ocasião do oitavo centenário do transitus - isto é, da passagem da vida terrestre à vida celeste - do Poverello de Assis.

São Francisco entre dois anjos
(Mestre de São Francisco)

Essa celebração “coroa” os outros centenários franciscanos recordados nos anos anteriores: 800 anos da aprovação da Regra e do “presépio de Greccio” (2023), da experiência dos “estigmas” (2024) e da composição do “Cântico das Criaturas” (2025).

O “Ano de São Francisco” teve início no dia 10 de janeiro de 2026 com uma celebração na Basílica de Santa Maria dos Anjos em Assis (Itália), dentro da qual se encontra a “Cappella del Transito”, local onde o Santo “fez sua páscoa”.

Para a ocasião o Papa Leão XIV enviou uma mensagem à Família Franciscana e a Penitenciaria Apostólica (tribunal eclesiástico encarregado de questões relacionadas ao Sacramento da Penitência) publicou um decreto concedendo uma indulgência plenária para este ano.

A indulgência pode ser obtida de 10 de janeiro de 2026 a 10 de janeiro de 2027 por todos os fiéis que realizarem uma peregrinação a uma igreja conventual franciscana ou a outro lugar de culto relacionado a São Francisco.

Por igreja conventual franciscana entenda-se aquela junto à qual se encontra um convento de uma das três Ordens: Frades Menores (O.F.M), Capuchinhos (O.F.M. Cap.) e Conventuais (O.F.M. Conv.).

Morte de São Francisco (Domenico Bruschi)

Nesta peregrinação o fiel é convidado a participar de alguma celebração litúrgica ou permanecer por um período adequado de tempo em oração, “elevando a Deus orações para que, a exemplo de São Francisco, brotem nos corações sentimentos de caridade cristã para com o próximo e autênticos desejos de concórdia e de paz entre os povos” (Decreto).

Essas orações devem concluir-se com o Pai nosso, o Credo e invocações à Bem-Aventurada Virgem Maria, a São Francisco de Assis, a Santa Clara e a todos os Santos da Família Franciscana.

Para lucrar essa indulgência, além da peregrinação à igreja franciscana, requerem-se as condições habituais: arrependimento sincero de todos os pecados, Confissão sacramental, Comunhão eucarística e oração nas intenções do Papa, como indicado acima [1].

A indulgência, com efeito, não concede a absolvição dos pecados, mas é uma graça especial concedida àqueles que, já arrependidos e absolvidos no Sacramento da Confissão (Reconciliação), realizam uma obra de piedade.

Para saber mais sobre as indulgências, confira os nn. 1471-1479 do Catecismo da Igreja Católica, além do Manual das Indulgências (Enchiridion Indulgentiarum), publicado no Brasil pela Editora Paulus com o título Indulgências: Orientações litúrgico-pastorais.

Túmulo de São Francisco de Assis

Os idososenfermos e outras pessoas impossibilitadas de realizar a peregrinação a uma igreja franciscana podem lucrar a indulgência unindo-se espiritualmente à iniciativa e oferecendo seus sofrimentos ao Senhor.

Confira o Decreto na íntegra no site da Ordem dos Frades Menores.

Nota:
[1] Indulgências: Orientações litúrgico-pastorais. São Paulo: Paulus, 2005, p. 23.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Fotos da Missa do Papa com os Cardeais (2026)

Na manhã da quinta-feira, 08 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV celebrou no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Missa com os Cardeais presentes em Roma para o Consistório Extraordinário, isto é, a reunião dos Cardeais com o Papa para aconselhá-lo em assuntos importantes (cf. Código de Direito Canônico, cân. 353).

Foi celebrada a Missa “pela Igreja” com as leituras do dia 08 de janeiro, como é possível ver no livreto da celebração [1]

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable.

Junto ao altar foi exposta a imagem da “Madonna della Speranza” (Nossa Senhora da Esperança) venerada na Paróquia de São Marcos de Castellabate, no sul da Itália, presente na Basílica Vaticana por ocasião do encerramento do Jubileu Ordinário de 2025.

Procissão de entrada


Incensação
Ritos iniciais