domingo, 21 de novembro de 2021

Missa votiva em honra de São José em Belém

Além da Basílica da Natividade (com a adjacente igreja de Santa Catarina), da Gruta do Leite e da igreja do Campo dos Pastores, sobre as quais falamos em uma postagem própria, a Custódia Franciscana da Terra Santa também é responsável pela igreja da Casa de São José em Belém, associada à "casa" na qual os magos encontram a Sagrada Família segundo o relato do Evangelho de Mateus (Mt 2,11).

No contexto do "Ano de São José" (2020-2021), após as celebrações do dia 19 de março na igreja de São José em Nazaré, do dia 01 de maio na gruta de São José sob a  Basílica da Natividade e do dia 19 de outubro na Gruta do Leite em Belém, no último dia 19 de novembro o Vigário da Custódia da Terra Santa, Padre Dobromir Jazstal, celebrou a Santa Missa votiva em honra do "Guardião do Redentor" na igreja da Casa de São José em Belém:

Imagem da Sagrada Família venerada na igreja
Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

sábado, 20 de novembro de 2021

Homilia: Solenidade de Cristo Rei - Ano B

São Cirilo de Alexandria
Comentário sobre o Evangelho de São João
Ao Filho, tudo lhe foi dado em atenção à Encarnação

Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que Eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. Vês como nestas palavras não pede o começo da glorificação, mas a renovação da que já possuía antes, e que pede isto falando como homem? Ademais que, ao Filho, tudo lhe foi dado em atenção à Encarnação, qualquer estudioso poderá compreendê-lo e deduzi-lo de numerosos textos da Escritura, mas particularmente daquela terrível visão de Daniel, na qual diz ter visto a um ancião, sentado no trono, e que milhares e milhares lhe serviam e milhões estavam às suas ordens. E acrescenta: E vi que vinha entre as nuvens do céu um tipo de homem. Avançou até o ancião venerável e chegou até a sua presença. A ele foi dado poder, glória e realeza. E todos os povos, nações e línguas o serviam.

Não percebes como aqui nos é descrito detalhadamente todo o mistério da Encarnação? Percebes em que sentido se diz que o Filho recebeu o reino das mãos do Pai? Não se trata da simples descrição do profeta, mas nos é assegurado que apareceu um tipo de homem. Como está escrito: rebaixou-se de sua dignidade, tornando-se semelhante aos homens, para que sendo o primeiro a regressar ao reino, fosse para nós o princípio e o caminho até a glória real. E tendo assumido uma vida segundo a natureza humana, por nós se humilhou até a morte de seu corpo em benefício de todos, para libertar-nos da morte e da corrupção, visto a semelhança que tem conosco ao fazer-se, de certo modo, mesclado conosco e fazendo-nos partícipes da vida eterna: assim, ainda que como Deus seja Senhor da glória, contudo, carregou sobre si nossa vergonha, para reconduzir à natureza humana à honra régia.

De fato, como diz Paulo, Ele é o primeiro em tudo: é o caminho, a porta, as primícias de todos os nossos bens; a passagem da morte para a vida, da corrupção para a incorruptibilidade, da debilidade para a fortaleza, da escravidão à adoção de filhos de Deus, da vergonha e ignomínia à honra e à glória régias.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 510-511. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, clique aqui.

Para ler uma homilia de Santo Agostinho para esta Solenidade, clique aqui.

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Mensagem do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude 2021

No domingo, dia 21 de novembro de 2021, se celebrará pela primeira vez a Jornada Mundial da Juventude a nível diocesano na Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo (uma vez que até então se celebrava a Jornada no Domingo de Ramos).

Confira a Mensagem do Papa Francisco para a ocasião, que prossegue o itinerário rumo à JMJ 2023 em Lisboa, que terá como tema “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1,39). A Mensagem de 2021, por sua vez, está inspirada no episódio da “conversão” de Paulo: “Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26,16).

Para ler a Mensagem para 2020, com o tema “Jovem, Eu te digo, levanta-te!” (cf. Lc 7,14), clique aqui.

Papa Francisco
Mensagem para a XXXVI Jornada Mundial da Juventude
21 de novembro de 2021
“Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!” (cf. At 26,16)


Queridos jovens,
Gostaria de tomar-vos pela mão, mais uma vez, para continuarmos juntos na peregrinação espiritual que nos conduz rumo à Jornada Mundial da Juventude de Lisboa em 2023.
No ano passado, pouco antes de se propagar a pandemia, eu assinava a mensagem cujo tema era «Jovem, Eu te digo, levanta-te!» (cf. Lc 7,14). Na sua providência, o Senhor já queria preparar-nos para o desafio duríssimo que estávamos para viver.
O mundo inteiro teve de defrontar-se com o sofrimento causado pela perda de tantos entes queridos e pelo isolamento social. A emergência sanitária impediu também a vós jovens - por natureza projetados para o exterior - de sair para irdes à escola, à universidade, ao trabalho, para vos encontrardes... Vistes-vos em situações difíceis, que não estáveis acostumados a gerir. Aqueles que estavam menos preparados e desprovidos de apoio sentiram-se desorientados. Em muitos casos, surgiram problemas familiares, bem como desemprego, depressão, solidão e vícios; para não falar do stress acumulado, das tensões e explosões de raiva, do aumento da violência.

Entrega da Cruz e do ícone de Nossa Senhora aos jovens de Lisboa
Solenidade de Cristo Rei de 2020

Mas, graças a Deus, este não é o único lado da moeda. Se a provação pôs a descoberto as nossas fragilidades, fez emergir também as nossas virtudes, nomeadamente a predisposição à solidariedade. Em toda a parte, vimos tantas pessoas, incluindo muitos jovens, a lutar pela vida, semear esperança, defender a liberdade e a justiça, ser artífices de paz e construtores de pontes.
Quando cai um jovem, de certo modo cai a humanidade. Mas também é verdade que, quando um jovem se levanta, é como se o mundo inteiro se levantasse. Queridos jovens, que grande potencialidade tendes nas vossas mãos! Que força trazeis nos vossos corações!
Por isso, hoje, Deus diz a cada um de vós mais uma vez: «Levanta-te!» Espero de todo o coração que esta mensagem ajude a preparar-nos para tempos novos, para uma página nova na história da humanidade. Mas não há possibilidades de recomeçar sem vós, queridos jovens. Para levantar-se, o mundo precisa da vossa força, do vosso entusiasmo, da vossa paixão. É neste sentido que gostaria de meditar, juntamente convosco, sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos onde Jesus diz a Paulo: «Levanta-te! Constituo-te testemunha do que viste» (cf. At 26,16).

Paulo, testemunha diante do rei
O versículo que serve de inspiração ao tema do Dia Mundial da Juventude de 2021 encontra-se no testemunho de Paulo diante do rei Agripa, no tempo em que estava detido na prisão. Outrora inimigo e perseguidor dos cristãos, agora é julgado precisamente pela sua fé em Cristo. À distância de vinte e cinco anos dos fatos, o Apóstolo conta a sua história e o episódio fundamental do seu encontro com Cristo.
Paulo confessa que, no passado, perseguira os cristãos, até que um dia, quando ia a Damasco para prender alguns deles, uma luz «mais brilhante do que o Sol» o envolveu, a ele e aos seus companheiros de viagem (cf. At 26,13), mas só ele ouviu «uma voz»: falou-lhe Jesus, chamando-o pelo nome.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Catequeses sobre os Salmos (43): Vésperas da quarta-feira da II semana

Prosseguindo com a série das Catequeses do Papa João Paulo II sobre os salmos e cânticos da Liturgia das Horas, propomos hoje suas reflexões sobre as Vésperas da quarta-feira da II semana do Saltério, proferidas nos dias 10 de novembro (Sl 61), 17 de novembro (Sl 66) e 24 de novembro de 2004 (Cl 1,12-20).

125. A paz em Deus: Sl 61(62),2-12
10 de novembro de 2004

1. Ressoaram agora as doces palavras do Salmo 61, um cântico de confiança, aberto por uma espécie de antífona, repetida a meio do texto. É como uma serena e forte jaculatória, uma invocação que é também um programa de vida: “Só em Deus a minha alma tem repouso, porque d’Ele é que me vem a salvação! Só Ele é meu rochedo e salvação, a fortaleza, onde encontro segurança!” (vv. 2-3.6-7).

2. Contudo, o Salmo, no seu desenvolvimento, contrapõe duas espécies de confiança. São duas escolhas fundamentais, uma boa e uma pervertida, que levam a dois comportamentos morais diferentes. Antes de tudo, está a confiança em Deus, exaltada na invocação inicial, onde entra em cena um símbolo de estabilidade e de segurança: o “rochedo”, a rocha de defesa, ou seja, uma “fortaleza” e um baluarte de proteção.
O salmista recorda: “A minha glória e salvação estão em Deus; o meu refúgio e rocha firme é o Senhor” (v. 8). Ele afirma isto depois de ter evocado as armadilhas hostis dos seus inimigos que procuram “derrubá-lo” do seu posto (vv. 4-5).

"Só em Deus a minha alma tem repouso..." (Sl 61,2)
(Ícone do "discípulo amado")

3. Depois, há outra confiança, de tipo idolátrico, sobre a qual o orante fixa com insistência a sua atenção crítica. Trata-se de uma confiança que faz procurar a segurança e a estabilidade na violência, no roubo e na riqueza.
Então, o apelo torna-se claro e decisivo: “Não confieis na opressão, na violência nem vos gabeis de vossos roubos e enganos! E se crescerem vossas posses e riquezas, a elas não prendais o coração” (v. 11).
São três os ídolos aqui evocados e condenados como sendo contrários à dignidade do homem e à convivência social.

4. O primeiro deus falso é a violência, à qual infelizmente a humanidade continua a recorrer também em nossos dias ensanguentados. Este ídolo está acompanhado pelo enorme cortejo de guerras, opressões, prevaricações, torturas e assassinatos abomináveis, infligidos sem o mínimo remorso.
O segundo deus falso é o roubo, que se expressa na extorsão, na injustiça social, na usura, na corrupção política e econômica. Demasiadas pessoas cultivam a “ilusão” de satisfazer desta maneira a própria avidez.
Por fim, a riqueza é o terceiro ídolo ao qual “se apega o coração” do homem na esperança enganadora de se poder salvar da morte (cf. Sl 48) e garantir para si uma primazia de prestígio e de poder.

1ª Catequese do Papa Francisco sobre São José

Após concluir suas Catequeses sobre a Carta de São Paulo aos Gálatas na última semana, nesta quarta-feira, 17 de novembro de 2021, o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de Catequeses, dedicado a São José:

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 17 de novembro de 2021
São José (1): São José e o ambiente em que viveu

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
A 08 de dezembro de 1870, o Beato Pio IX proclamou São José padroeiro da Igreja universal. Depois de 150 anos daquele evento, estamos a viver um ano especial dedicado a São José, e na Carta Apostólica Patris corde recolhi algumas reflexões sobre a sua figura. Nunca como hoje, neste tempo marcado por uma crise global com diferentes componentes, ele pode ser apoio, conforto e orientação para nós. Por isso decidi dedicar-lhe um ciclo de catequeses, que espero nos possa ajudar ulteriormente a deixar-nos iluminar pelo seu exemplo e pelo seu testemunho. Durante algumas semanas falaremos de São José.
Na Bíblia há mais de dez personagens com o nome de José. O mais importante de todos é o filho de Jacó e Raquel, que, através de várias vicissitudes, de escravo, tornou-se a segunda pessoa mais importante no Egito depois do Faraó (cf. Gn 37–50). O nome José em hebraico significa “Deus aumente, Deus faça crescer”. É um desejo, uma bênção baseada na confiança na providência e refere-se especialmente à fecundidade e ao crescimento dos filhos. De fato, este mesmo nome revela-nos um aspecto essencial da personalidade de José de Nazaré. Ele é um homem cheio de fé na providência: acredita na providência de Deus, tem fé na providência de Deus. Toda a sua ação, narrada no Evangelho, é ditada pela certeza de que Deus “faz crescer”, que Deus “aumenta”, que Deus “acrescenta”, ou seja, que Deus providencia à continuação do seu desígnio de salvação. E nisto, José de Nazaré é muito parecido com José do Egito.
As principais referências geográficas relativas a José - Belém e Nazaré - também desempenham um papel importante na compreensão da sua figura.
No Antigo Testamento, a cidade de Belém é chamada Beth Lechem, “Casa do pão”, ou também Éfrata, devido à tribo que se estabeleceu naquele território. No entanto, em árabe, o nome significa “Casa da carne”, provavelmente devido ao grande número de rebanhos de ovinos e caprinos na área. Não foi por acaso, de fato, que quando Jesus nasceu, os pastores foram as primeiras testemunhas do acontecimento (cf. Lc 2,8-20). À luz da história de Jesus, estas alusões ao pão e à carne referem-se ao mistério da Eucaristia: Jesus é o pão vivo que desce do céu (cf. Jo 6,51). Ele próprio dirá de si: «Quem comer a minha carne e beber o meu sangue viverá eternamente» (Jo 6,54).
Belém é mencionada várias vezes na Bíblia, desde o Livro do Gênesis. Belém está também ligada à história de Rute e Noemi, narrada no pequeno, mas maravilhoso Livro de Rute. Rute deu à luz um filho chamado Obed, do qual por sua vez nasceu Jessé, o pai do rei Davi. E José, o pai legal de Jesus, descende preciosamente da linhagem de Davi. Então o profeta Miqueias predisse grandes coisas sobre Belém: «E tu, Belém-Éfrata, tão pequena entre as famílias de Judá, é de ti que me há de sair aquele que governará Israel» (Mq 5,1). O evangelista Mateus retomará esta profecia e a ligará à história de Jesus como o seu evidente cumprimento.
De fato, o Filho de Deus não escolheu Jerusalém como o lugar da sua Encarnação, mas Belém e Nazaré, duas aldeias periféricas, longe do clamor da crônica e do poder da época. Contudo, Jerusalém era a cidade amada pelo Senhor (cf. Is 62,1-12), a «cidade santa» (Dn 3,28), escolhida por Deus para lá habitar (cf. Zc 3,2; Sl 132,13). Ali, com efeito, habitavam os doutores da Lei, os escribas e fariseus, os chefes dos sacerdotes e os anciãos do povo (cf. Lc 2,46; Mt 15,1; Mc 3,22; Jo 1,19; Mt 26,3).
É por isso que a escolha de Belém e Nazaré nos diz que a periferia e a marginalidade são prediletas a Deus. Jesus não nasceu em Jerusalém com toda a corte... não: nasceu numa periferia e transcorreu a sua vida, até aos 30 anos, naquela periferia, trabalhando como carpinteiro, como José. Para Jesus, as periferias e a marginalidade são prediletas. Não levar esta realidade a sério equivale a não levar a sério o Evangelho e a obra de Deus, que continua a manifestar-se nas periferias geográficas e existenciais. O Senhor age sempre de maneira escondida nas periferias, também na nossa alma, nas periferias da alma, dos sentimentos, talvez sentimentos dos quais nos envergonhamos; mas o Senhor está ali para nos ajudar a ir em frente. O Senhor continua a manifestar-se nas periferias, quer geográficas quer existenciais. Em particular, Jesus vai em busca dos pecadores, entra nas suas casas, fala com eles, chama-os à conversão. E foi até repreendido por isto: “Mas, veja, este Mestre - diziam os doutores da lei - veja este Mestre: come junto com os pecadores, suja-se, vai à procura daqueles que não praticam o mal, mas o sofrem: os doentes, os famintos, os pobres, os últimos”. Jesus vai sempre rumo às periferias. E isto deve dar-nos muita confiança, pois o Senhor conhece as periferias do nosso coração, as periferias da nossa alma, as periferias da nossa sociedade, da nossa cidade, da nossa família, isto é, aquela parte um pouco obscura que não mostramos talvez por vergonha.
Sob este aspecto, a sociedade daquela época não é muito diferente da nossa. Hoje também há um centro e uma periferia. E a Igreja sabe que é chamada a anunciar a boa nova a partir das periferias. José, que é um carpinteiro de Nazaré e que confia no plano de Deus para a sua jovem noiva e para si mesmo, recorda à Igreja que fixe o olhar naquilo que o mundo ignora deliberadamente. Hoje José ensina-nos isto: “Não olhemos para as coisas que o mundo louva, olhemos para os ângulos, as sombras, as periferias, para aquilo que o mundo não quer”. Ele lembra a cada um de nós que demos importância ao que os outros descartam. Neste sentido, é verdadeiramente um mestre do essencial: lembra-nos que o que é realmente valioso não atrai a nossa atenção, mas requer um discernimento paciente para ser descoberto e valorizado. Descubramos o que é válido. Peçamos-lhe que interceda para que toda a Igreja possa recuperar este discernimento, esta capacidade de discernir, esta capacidade de avaliar o que é essencial. Comecemos de novo a partir de Belém, comecemos de novo a partir de Nazaré.
Hoje gostaria de transmitir uma mensagem a todos os homens e mulheres que vivem nas periferias geográficas mais esquecidas do mundo ou que experimentam situações de marginalidade existencial. Que encontreis em São José a testemunha e o protetor para quem olhar. A ele podemos recorrer com esta oração, prece “feita em casa”, mas nascida do coração:

São José, vós que sempre confiastes em Deus, e fizestes as vossas escolhas guiado pela sua providência ensinai-nos a não contar tanto com os nossos projetos mas com o seu desígnio de amor.
Vós que viestes das periferias ajudai-nos a converter o nosso olhar e a preferir o que o mundo descarta e marginaliza.
Confortai quantos se sentem sozinhos e apoiai quantos se comprometem em silêncio para defender a vida e a dignidade humana. Amém.


Fonte: Santa Sé.

Confira as seguintes Catequeses do Papa Francisco sobre São José:
4 - São José, homem do silêncio (15 de dezembro)
6 - São José, pai putativo de Jesus (05 de janeiro de 2022)
7 - São José, o carpinteiro (12 de janeiro)
8 - São José, pai na ternura (19 de janeiro)
9 - São José, homem que sonha (26 de janeiro)
11 - São José, padroeiro da boa morte (09 de fevereiro)

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Celebrações no Rito Bizantino Ucraniano em Roma

Nos últimos dias o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), esteve em Roma, onde presidiu algumas celebrações litúrgicas no Rito Bizantino Ucraniano:

12 de novembro: Divina Liturgia no altar de São Basílio Magno na Basílica de São Pedro no Vaticano, sob o qual está sepultado São Josafá, Bispo e Mártir, cuja Memória se celebra nesse dia:





13 de novembro: Moleben em honra da Mãe de Deus na Capela Paulina da Basílica de Santa Maria Maior, onde se conserva o ícone de Maria Salus populi romani:

Procissão de entrada

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Sugestão de leitura: Sinais do mistério de Cristo

Já apresentamos aqui em nosso blog, como sugestão de leitura mensal, três volumes da coleção “Liturgia Fundamental” da Editora Paulinas:

A Liturgia da Igreja: Teologia, história, espiritualidade e pastoral, de Dom Julián López Martín (janeiro de 2020);

Introdução à Teologia Litúrgica, do Padre Juan Javier Flores (agosto de 2020);

Liturgia e vida espiritual: Teologia, celebração, experiência, do Padre Jesús Castellano (agosto de 2021).

Nesta postagem apresentamos o quarto volume: Sinais do mistério de Cristo: Teologia litúrgica dos sacramentos, espiritualidade e Ano Litúrgico, de autoria do grande teólogo da Liturgia Salvatore Marsili.

Na verdade a obra reúne as apostilas que o Abade Marsili havia preparado para suas aulas no Pontifício Instituto Litúrgico Santo Anselmo de Roma. Esta compilação foi publicada em italiano em 1987 (I segni del mistero di Cristo), quatro anos após sua morte, e traduzida para o Brasil pela Editora Paulinas em 2009.

O livro reúne oito tratados: os seis primeiros dedicados aos sacramentos, o sétimo ao Ano Litúrgico e o oitavo à espiritualidade litúrgica, em um total de 700 páginas.

Capa da edição brasileira

A apresentação do livro (pp. 11-21) foi feita pelo Padre Michele Alberta (1947-2019), também monge beneditino da Abadia de Finalpia e grande estudioso das Sagradas Escrituras. Em seu texto, destaca Salvatore Marsili como “teólogo da Liturgia” por excelência (junto com Odo Casel). Seus estudos nos levam à fonte da Liturgia e da teologia: o mistério de Cristo.

A seguir apresentamos brevemente os oito tratados que compõem a obra:

I. Pontos de teologia sacramental (pp. 25-166)
Este amplo tratado sobre a teologia dos sacramentos está dividido em três partes:

1. Os sinais sagrados: aqui o Abade Marsili investiga os sinais sagrados do Antigo e do Novo Testamento, centrando-se no “sinal-Cristo”, o sacramento fontal ou primordial;

2. A instituição dos sacramentos: recorrendo mais uma vez à Escritura - sobretudo para o Batismo e a Eucaristia -, o autor dialoga com as reflexões do Concílio de Trento sobre a instituição dos sacramentos;

3. A eficácia dos sacramentos: outro tema clássico da reflexão do Concílio de Trento, com a qual Marsili dialoga recorrendo à Escritura e aos Padres da Igreja.

II. Os sacramentos (pp. 169-177)
Este breve mas denso tratado serve de introdução aos quatro seguintes. Aqui o autor reforça a centralidade do mistério de Cristo em todos e cada um dos sacramentos.