quarta-feira, 12 de março de 2014

Um ano da eleição do Papa Francisco

Amanhã, 13 de março de 2014, comemoramos um ano da eleição do Papa Francisco. Para celebrar este momento, recordemos suas primeiras palavras como Papa:

Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde. [Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]
E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim. […]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!


Segue também o vídeo da eleição, desde a aparição da fumaça branca até a primeira bênção do Papa:

Nota de falecimento: Cardeal José da Cruz Policarpo

Faleceu hoje, 12 de março de 2013, aos 78 anos, o Cardeal José da Cruz Policarpo, Patriarca Emérito de Lisboa (Portugal).


O Cardeal Policarpo nasceu em 26 de fevereiro de 1936, na cidade de Alvorninha (Portugal). Ordenado em 15 de agosto de 1961, foi reitor do Seminário do Patriarcado de Lisboa, professor e posteriormente diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

Em 1978 foi nomeado Bispo Auxiliar de Lisboa, sendo ordenado em 29 de junho do mesmo ano. Em 1997 foi promovido a Arcebispo Coadjutor (com direito a sucessão), sucedendo ao Cardeal Antonio Ribeiro em 24 de março de 1998.

Foi criado Cardeal pelo Papa João Paulo II no Consistório de 21 de fevereiro de 2001, com o título presbiteral de Santo Antonio "in Campo Marzio". Participou de dois conclaves (2005 e 2013).

Apresentou sua renúncia do Patriarcado de Lisboa ao Papa Bento XVI em 19 de maio de 2013, sendo sucedido por Dom Manuel José Macário do Nascimento Clemente.


Rezemos por seu descanso eterno:

Ó Deus, que chamastes ao ministério episcopal o vosso servo Cardeal José Policarpo, colocando-o entre os sucessores dos Apóstolos, concedei-lhe também associar-se a eles no convívio eterno. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Com informações do Patriarcado de Lisboa

Fotos da Quarta-feira de Cinzas em Frederico Westphalen

No último dia 05 de março, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS) celebrou a Santa Missa da Quarta-feira de Cinzas na Catedral Santo Antônio.

Seguem algumas fotos, da página da diocese no Facebook:

Procissão de entrada


Liturgia da Palavra

segunda-feira, 10 de março de 2014

Fotos da Quarta-feira de Cinzas em Butiatuvinha

No último dia 05 de Março, o Revmo. Padre Elmo Heck celebrou na Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Butiatuvinha (Curitiba) a Santa Missa da Quarta-feira de Cinzas.

Seguem algumas fotos:

Procissão de entrada

Saudação inicial
1ª leitura
Assembleia

Fotos da Quarta-feira de Cinzas em Roma

No último dia 05 de março, Sua Santidade o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Quarta-feira de Cinzas segundo a forma das antigas estações quaresmais:

Após a oração inicial na igreja de Santo Anselmo no Aventino, o Papa, os Cardeais, Bispos, religiosos e fieis dirigiram-se em procissão, cantando a Ladainha de todos os Santos, à Basílica de Santa Sabina, onde foi celebrada a Missa.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Oração inicial (Igreja de Sto. Anselmo)
Procissão



Homilia do Papa: Quarta-feira de Cinzas 2014

Santa Missa, Bênção e Imposição das cinzas
Homilia do Papa Francisco
Basílica de Santa Sabina  
Quarta-feira, 03 de março de 2014

«Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes» (Jl 2,13).
Com estas palavras penetrantes do profeta Joel, a Liturgia introduz-nos hoje na Quaresma, indicando na conversão do coração a característica deste tempo de graça. O apelo profético constitui um desafio para todos nós, sem excluir ninguém, e recorda-nos que a conversão não se reduz a formas externas nem a propósitos indefinidos, mas compromete e transforma a existência inteira a partir do centro da pessoa, da sua consciência. Estamos convidados a empreender um caminho no qual, desafiando a rotina, nos devemos esforçar por abrir os olhos e os ouvidos, mas sobretudo o coração, para irmos além do nosso «pequeno horto».

Abrir-se a Deus e aos irmãos. Sabemos que este mundo cada vez mais artificial nos faz viver numa cultura do «fazer», do «útil», onde sem nos darmos conta excluímos Deus do nosso horizonte. Mas assim excluímos também o próprio horizonte! A Quaresma convida-nos a «despertar», a recordar-nos que somos criaturas, simplesmente que nós não somos Deus. Quando observo, no pequeno ambiente quotidiano, algumas lutas de poder para ocupar espaços, penso comigo mesmo: estas pessoas brincam de Deus Criador. Ainda não compreenderam que elas não são Deus!

E também em relação ao próximo, corremos o risco de nos fecharmos, de o esquecermos. Todavia, somente quando as dificuldades e os sofrimentos dos nossos irmãos nos interpelam, só então podemos encetar o nosso caminho de conversão rumo à Páscoa. Trata-se de um itinerário que abrange a cruz e a renúncia. O Evangelho de hoje indica os elementos deste percurso espiritual: a oração, o jejum e a esmola (cf. Mt 6,1-6.16-18). Estes três elementos exigem a necessidade de não nos deixarmos dominar pelas aparências: o que conta não é a aparência; o valor da vida não depende da aprovação dos outros nem do sucesso, mas daquilo que temos dentro de nós.

O primeiro elemento é a oração. A oração é a força do cristão e de cada pessoa crente. Na debilidade e fragilidade da nossa vida, podemos dirigir-nos a Deus com confiança filial e entrar em comunhão com Ele. Diante de tantas feridas que nos angustiam e que poderiam tornar o nosso coração insensível, somos chamados a mergulhar no mar da oração, que é o oceano do Amor ilimitado de Deus, para saborear a sua ternura. A Quaresma é tempo de oração, de uma prece mais intensa, mais prolongada, mais assídua e mais capaz de nos tornar responsáveis pelas necessidades dos irmãos; prece de intercessão, a fim de rogar a Deus por tantas situações de pobreza e de sofrimento.

O segundo elemento qualificador do caminho quaresmal é o jejum. Devemos estar atentos a não praticar um jejum formal, ou que na verdade nos «sacia» porque nos faz sentir bons. O jejum só tem sentido se incide deveras sobre a nossa segurança, mas também se beneficiar o nosso próximo, se nos ajudar a cultivar o estilo do bom Samaritano, que se inclina sobre o irmão em dificuldade cuida dele. O jejum comporta a escolha de uma vida sóbria, segundo o seu estilo; uma existência que não desperdiça, uma vida que não «descarta». Jejuar ajuda-nos a treinar o coração para a essencialidade e a partilha. É um sinal de tomada de consciência e de responsabilidade perante as injustiças e os abusos, especialmente em relação aos pobres e aos mais pequeninos; é sinal da confiança que depositamos em Deus e na sua Providência.

Terceiro elemento, a esmola: ela indica a gratuidade, porque na esmola damos a alguém de quem nada esperamos receber em troca. A gratuidade deveria ser uma das características do cristão que, consciente de ter recebido tudo de Deus gratuitamente, ou seja, sem qualquer mérito, aprende também a doar aos outros de modo gratuito. Hoje muitas vezes a gratuidade não faz parte da vida diária, onde tudo se vende e tudo se compra. Tudo é cálculo e medida. A esmola ajuda-nos a viver a gratuidade do dom, que é liberdade da opressão da posse, do medo de perder aquilo que possuímos, da tristeza de quem não quer compartilhar o seu bem-estar com o próximo.

Com os seus convites à conversão, providencialmente, a Quaresma desperta-nos, acorda-nos do torpor e do risco de irmos em frente por inércia. A exortação que o Senhor nos dirige através do profeta Joel é vigorosa e clara: «Voltai para mim com todo o vosso coração» (Jl 2, 12). Por que motivo devemos voltar para Deus? Porque algo não funciona em nós, na sociedade e na Igreja, e porque temos necessidade de mudar, de fazer uma transformação. E isto chama-se precisar de conversão! Mais uma vez, a Quaresma vem dirigir-nos o seu apelo profético, para nos recordar que é possível realizar algo de novo em nós mesmos ao nosso redor, simplesmente porque Deus é fiel, sempre fiel, porque não pode renegar-se a si mesmo, continua a ser rico de generosidade e de misericórdia, sempre pronto para perdoar e recomeçar de zero. Ponhamo-nos a caminho com esta confiança filial!


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 7 de março de 2014

As igrejas estacionais romanas

Em nossa postagem anterior apresentamos as “estações quaresmais romanas, celebrações que tinham lugar nas principais igrejas da cidade de Roma durante a Quaresma.

Nesta postagem apresentaremos a lista das igrejas estacionais, cujo itinerário foi formado em três grandes etapas, ao longo dos séculos IV a VIII.

As quatro Basílicas Maiores romanas, tendo ao centro o Papa São João XXIII

O processo de escolha das igrejas estacionais

a) Século IV:

As estações mais antigas, que remontam ao século IV, são as da quarta-feira, sexta-feira e sábado da I semana da Quaresma, quando se celebram as Têmporas de primavera no hemisfério norte; do III, IV e V Domingos da Quaresma; e do Tríduo Pascal.

Essas estações tinham lugar nas quatro Basílicas maiores romanas - São João do Latrão, São Pedro no Vaticano, São Paulo fora-dos-muros e Santa Maria Maior - e em outras igrejas mais importantes da cidade [1].

Algumas dessas igrejas estavam relacionadas aos próprios ritos que se celebravam. Por exemplo, os “escrutínios” dos catecúmenos, culminando na administração do Batismo na Vigília Pascal. Neste dia, portanto, devia celebrar-se necessariamente na Basílica do Latrão, a Catedral de Roma, junto à qual estava o Batistério.

Ilustração do séc. XVII das "sete igrejas de peregrinação" em Roma,
incluindo as quatro Basílicas Maiores

b) Século V:

Acrescentam-se no século V, sobretudo durante o pontificado do Papa Santo Hilário (†468), as estações para todos os dias restantes da Quaresma, exceto as quintas-feiras.

As estações desses dias eram celebradas sobretudo nas “igrejas titulares” (tituli) de Roma, as “igrejas paroquiais” da época, cujo cuidado espiritual atualmente é confiado aos Cardeais Presbíteros.

c) Século VIII:

O Papa São Gregório II (†731) inclui as estações para as quintas-feiras. Com efeito, o os primeiros cristãos não celebravam a Missa nesse dia, dedicado ao deus romano Júpiter (como permanece expresso em italiano, Giovedì, dia de Jove ou Júpiter) [2].

Incluem-se aqui algumas igrejas menores, conhecidas como “diaconias”, cujo cuidado espiritual, como o nome indica. é confiado aos Cardeais Diáconos.

Papa Gregório II, grande promotor das estações quaresmais

Vale recordar que posteriormente seriam inseridas as estações para a Oitava Pascal e para os três domingos que antecediam a Quaresma (o chamado Tempo da Septuagésima).

Da mesma forma, foram paulatinamente estabelecidas igrejas próprias onde o Papa celebrava a Missa nas solenidades e festas, embora sem a procissão estacional. Basta pensar, por exemplo, nas três Missas da Solenidade do Natal do Senhor.

As igrejas estacionais romanas

Segue a lista das quarenta e duas igrejas estacionais romanas, conforme divulgada pela Pontifícia Academia Cultorum Martyrum: