Como vimos em nossa última postagem, neste ano de 2023 as Igrejas Orientais, tanto Católicas quanto Ortodoxas, celebraram a Páscoa no dia 16 de abril, uma semana após o Rito Romano.
quarta-feira, 7 de junho de 2023
terça-feira, 6 de junho de 2023
Domingo de Pentecostes em Kiev
Neste ano de 2023 as Igrejas Orientais, tanto Católicas quanto Ortodoxas, celebraram a Páscoa no dia 16 de abril, uma semana após o Rito Romano.
Portanto, no dia 04 de junho de 2023 o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu a Divina Liturgia da Festa de Pentecostes na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).
Destaque para o uso dos paramentos verdes, que recordam o Espírito Santo como fonte de vida. Para conhecer o simbolismo do ícone da festa, clique aqui.
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| O Arcebispo abençoa os fiéis |
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| Oração inicial ao Espírito (recitada de joelhos): "Rei celestial, Consolador..." |
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| Pequena Entrada |
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| Incensação |
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| Evangelho |
Ângelus: Santíssima Trindade - Ano A
Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 04 de junho de 2023
Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje, Solenidade da Santíssima Trindade, o Evangelho é tirado do diálogo
de Jesus com Nicodemos (Jo 3,16-18). Nicodemos era um membro do
Sinédrio, apaixonado pelo mistério de Deus: reconhece em Jesus um mestre divino
e secretamente, à noite, vai falar com Ele. Jesus escuta-o, compreende que se
trata de um homem em busca e, primeiro, surpreende-o, respondendo-lhe que para
entrar no Reino de Deus é preciso renascer; depois, revela-lhe o centro do
mistério, dizendo que Deus amou de tal modo a humanidade que enviou o seu Filho
ao mundo. Jesus, o Filho, fala-nos do Pai e do seu imenso amor.
Pai e Filho. É uma imagem familiar que, se pensarmos bem, altera a nossa imaginação
sobre Deus. Com efeito, a própria palavra “Deus” sugere-nos uma realidade
singular, majestosa e distante, enquanto que ouvir falar de um Pai e de um
Filho nos reconduz a casa. Sim, podemos pensar em Deus desta forma, através da
imagem de uma família reunida à volta de uma mesa, onde a vida é
partilhada. De resto, a imagem da mesa, que é ao mesmo tempo um altar, é um símbolo
com o qual certos ícones representam a Trindade. É uma imagem que nos fala de
um Deus-comunhão. Pai e Filho e Espírito Santo: comunhão.
Mas não é apenas uma imagem, é realidade! É realidade porque o Espírito
Santo, o Espírito que o Pai, através de Jesus, derramou nos nossos corações (cf. Gl 4,6),
faz-nos saborear, faz-nos pregustar a presença de Deus: uma presença sempre
próxima, compassiva e terna. O Espírito Santo faz conosco como Jesus fez com
Nicodemos: introduz-nos no mistério do novo nascimento - o nascimento da fé, da
vida cristã -, revela-nos o coração do Pai e torna-nos participantes da própria
vida de Deus.
O convite que nos dirige, poderíamos dizer, é o de nos sentarmos à mesa
com Deus para partilhar o seu amor. Esta é a imagem. É o que acontece em cada Missa,
no altar da mesa eucarística, onde Jesus se oferece ao Pai e se oferece por
nós. Sim, é assim, irmãos e irmãs, o nosso Deus é comunhão de amor:
assim Jesus o revelou a nós. E sabeis como podemos recordar isto? Com o gesto
mais simples, que aprendemos quando éramos crianças: o sinal da cruz. Fazendo o
sinal da cruz no nosso corpo, lembramo-nos de quanto Deus nos amou, a ponto de
dar a sua vida por nós; e repetimos a nós mesmos que o seu amor nos envolve
completamente, do alto para baixo, da esquerda para a direita, como um abraço
que nunca nos abandona. E, ao mesmo tempo, comprometemo-nos a dar testemunho de
Deus-amor, criando comunhão em seu nome. Talvez agora, cada um de nós, e todos
juntos, façamos o sinal da cruz em nós...
Hoje, então, podemos perguntar-nos: damos testemunho de Deus-amor? Ou
será que o próprio Deus-amor se tornou um conceito, uma coisa já ouvida, que já
não desperta nem provoca a vida? Se Deus é amor, as nossas comunidades
testemunham-no? Sabem amar? As nossas comunidades sabem amar? E as nossas
famílias, sabemos amar em família? Mantemos a porta sempre aberta, sabemos
acolher todos (sublinho: todos) como irmãos e irmãs? Oferecemos a todos o
alimento do perdão de Deus e a alegria evangélica? Respiramos ar de casa ou
assemelhamo-nos mais a um escritório ou a um lugar reservado onde só entram os
eleitos? Deus é amor, Deus é Pai e Filho e Espírito Santo e deu a vida por nós,
por isso fazemos o sinal da cruz.
E que Maria nos ajude a viver a Igreja como a casa onde amamos de
maneira familiar, para a glória de Deus Pai e Filho e Espírito Santo.
Fonte: Santa Sé.
segunda-feira, 5 de junho de 2023
Ordenação Episcopal de Dom Diego Ravelli
No início da tarde de sábado, 03 de junho de 2023, o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, presidiu a Santa Missa no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro para a Ordenação Episcopal de Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, nomeado pelo Papa Francisco no último dia 21 de abril como Arcebispo titular de Recanati.
Os co-ordenantes foram Dom Guido Marini, Bispo de Tortona (Itália) e seu antecessor como Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, e o Cardeal Konrad Krajewski, Prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, que além de ter sido Cerimoniário Pontifício, foi o superior de Dom Ravelli na Elemosineria Apostólica de 2013 a 2021.
Celebração Penitencial na Basílica de São Pedro
No manhã do sábado, 03 de junho de 2023, o Cardeal Mauro Gambetti, Arcipreste da Basílica de São Pedro no Vaticano, presidiu uma Celebração Penitencial junto ao Altar da Confissão.
Na quinta-feira, dia 01, com efeito, um homem psicologicamente instável tirou suas roupas e subiu no altar como uma espécie de protesto contra a guerra na Ucrânia, o que constitui uma profanação do altar, consagrado exclusivamente para a celebração da Eucaristia.
O rito presidido pelo Arcipreste e acompanhado por alguns dos cônegos da Basílica seguiu o previsto no capítulo XX da VI parte do Cerimonial dos Bispos (Preces públicas a fazer quando uma igreja tiver sido violada): após uma breve Liturgia da Palavra, o altar, totalmente despojado, foi aspergido e em seguida revestido com a toalha, flores, velas e a cruz, sendo então incensado. A celebração concluiu-se com a oração do Pai-nosso e a bênção.
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| Procissão de entrada |
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| Ritos inicias diante do altar da Confissão |
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| Bênção da água |
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| Aspersão do altar |
sexta-feira, 2 de junho de 2023
História do Tempo Comum
“Há um tempo para tudo o que acontece debaixo do céu” (Ecl 3,1).
O Ano Litúrgico
do Rito Romano é composto por três grandes ciclos: o Ciclo do Natal, o Ciclo da
Páscoa e o Tempo Comum (em latim, Tempus per annum; traduzido em
outros idiomas como “Tempo Ordinário”), cuja história traçaremos brevemente nesta
postagem.
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| Anjo em um fundo verde, cor própria do Tempo Comum (Vitral do Santuário Nacional de Aparecida) |
1. Desenvolvimento da celebração do Tempo Comum
Enquanto os
outros dois ciclos têm seu núcleo na celebração anual do Natal e da Páscoa, o
núcleo do Tempo Comum é o domingo, o dia do Senhor, nossa “Páscoa semanal”,
a “pedra fundamental” do edifício do culto cristão: desde o tempo do Novo
Testamento (século I), com efeito, a comunidade se reúne neste dia para ouvir a
Palavra de Deus e partir o Pão (cf. At 2,42).
Durante as 33 ou
34 semanas que compõem esse tempo a Igreja não celebra um aspecto particular da
vida e da missão do seu Senhor, mas sim o mistério de Cristo em sua plenitude
(cf. Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, n. 43). Por
isso alguns liturgistas chamam os domingos do Tempo Comum de “domingos em
estado puro”.
Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, “toda a vida de Cristo é
mistério” (nn. 512-521). Se celebrássemos apenas os chamados “tempos fortes”
(Advento, Natal, Quaresma, Páscoa), estes seriam festas isoladas. A salvação não
se dá apenas em eventos “extraordinários”, mas sobretudo no “ordinário”,
no quotidiano da vida. Portanto, o Tempo Comum “preenche” a maior parte
do Ano Litúrgico - do Natal até a Quaresma e da Páscoa até o Advento - com o
mistério da salvação:
“No decorrer do
ano, [a Igreja] expõe todo o mistério de Cristo, desde a
Encarnação e a Natividade até a Ascensão, o dia de Pentecostes e a expectativa
da feliz esperança da sua volta gloriosa”
(Constituição Sacrosanctum
Concilium, n. 102).
Assim, podemos definir
o Tempo Comum como a peregrinação da Igreja, vivificada pelo Espírito Santo, ao
encontro do seu Esposo.
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| O Tempo Comum é como um “eco” do Pentecostes, a efusão do Espírito, “Senhor que dá vida” a toda criatura |
Os primeiros
textos litúrgicos para o Tempo Comum remontam ao Sacramentário Gelasiano
(séc. VII-VIII), que traz 16 formulários de Missas para os domingos: “Orationes
et preces per dominicis diebus”.
Esta série de
Missas, porém, costumava ser celebrada a partir da Festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (29 de junho), uma vez que:
- Os domingos entre
o Natal e o início da Quaresma (ou da Septuagésima) ainda estavam ligados ao
Natal, cuja celebração em alguns lugares se estendia até o dia 02 de fevereiro,
Festa da Apresentação do Senhor;
- Os domingos
logo após o Tempo Pascal, por sua vez, serviam como uma espécie de “eco” do
Pentecostes. O primeiro domingo após esta solenidade, por exemplo, estava
ligado às Têmporas de verão (no hemisfério norte).
quinta-feira, 1 de junho de 2023
Festa da Visitação de Maria na Terra Santa (2023)
No dia 31 de maio de 2023 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a Santa Missa da Festa da Visitação de Nossa Senhora no Santuário da Visitação em Ain Karem.
Nesta ocasião os religiosos da Custódia Franciscana da Terra Santa costumam receber os ministérios de leitor e acólito. Neste ano de 2023 foram instituídos 15 leitores e sete acólitos.
Para saber mais sobre a igreja de Ain Karem, clique aqui.
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