quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Festa da Apresentação do Senhor na Terra Santa (2025)

Nos dias 01 e 02 de fevereiro de 2025 o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbatista Pizzaballa, presidiu as celebrações da Festa da Apresentação do Senhor no contexto do 29º Dia Mundial da Vida Consagrada.

O Patriarca celebrou as I Vésperas no sábado, dia 01, na igreja de Santa Catarina, junto à Basílica da Natividade em Belém, e a Missa com a bênção das velas no domingo, dia 02, na Co-Catedral do Santíssimo Nome de Jesus em Jerusalém.

Nas duas celebrações foram entronizadas cópias da cruz jubilar, a qual já havia sido entronizada na Basílica da Anunciação em Nazaré na abertura do Jubileu Ordinário de 2025 [1].

01 de fevereiro: I Vésperas em Belém

Ícone da Apresentação do Senhor
Procissão de entrada com a cruz jubilar

Incensação da cruz
Vésperas: Versículo introdutório

Ângelus: Festa da Apresentação do Senhor (2025)

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 02 de fevereiro de 2025

Amados irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Lc 2,22-40), Festa da Apresentação do Senhor, fala-nos de Maria e José que levam o menino Jesus ao Templo de Jerusalém. Segundo a Lei, eles o apresentam na morada de Deus, para recordar que a vida vem do Senhor. E enquanto a Sagrada Família faz o que sempre se fazia no povo de Israel, de geração em geração, passa-se algo que nunca tinha acontecido antes.

Dois idosos, Simeão e Ana, profetizam sobre Jesus: ambos louvam a Deus e falam do menino «a todos que esperavam a redenção de Jerusalém» (v. 38). As suas vozes comovidas ressoam entre as velhas pedras do Templo, anunciando a realização das expectativas de Israel. Deus está verdadeiramente presente no meio do seu povo: não porque habita entre quatro paredes, mas porque vive como homem entre os homens. É esta a novidade de Jesus. Na velhice de Simeão e Ana acontece a novidade que muda a história do mundo.

Maria e José, por sua vez, ficaram admirados com as coisas que ouviram (v. 33). Quando Simeão toma o menino nos braços, de fato, chama-o de três maneiras muito bonitas, que merecem reflexão. Três modos, três nomes que lhe dá. Jesus é a salvação; Jesus é a luz; Jesus é sinal de contradição.

Antes de tudo, Jesus é a salvação. Assim diz Simeão, rezando a Deus: «Os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos» (vv. 30-31). Isto deixa-nos sempre admirados: a salvação universal concentrada em um só! Sim, porque em Jesus habita toda a plenitude de Deus, do seu Amor (cf. Cl 2,9).

Segundo aspecto: Jesus é «luz para iluminar as nações» (Lc 2,32). Como o sol que nasce sobre o mundo, este menino o resgatará das trevas do mal, da dor e da morte. Como temos necessidade, ainda hoje, de luz, desta luz!

Por fim, o menino abraçado por Simeão é sinal de contradição para que sejam «revelados os pensamentos de muitos corações» (v. 35). Jesus revela o critério para julgar toda a história e o seu drama, e também a vida de cada um de nós. E qual é esse critério? É o amor: quem ama vive, quem odeia morre.

Jesus é a salvação, Jesus é a luz, Jesus é o sinal de contradição.

Iluminados por este encontro com Jesus, podemos então nos perguntar: o que espero na minha vida? Qual é a minha grande esperança? O meu coração anseia por ver o rosto do Senhor? Espero a manifestação do seu projeto de salvação para a humanidade?

Rezemos juntos a Maria, Mãe Puríssima, para que nos acompanhe nas luzes e nas sombras da história, nos acompanhe sempre ao encontro do Senhor.

Apresentação do Senhor (Aert de Gelder)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Vésperas da Apresentação do Senhor no Vaticano (2025)

Na tarde do sábado, 01 de fevereiro de 2025, o Papa Francisco presidiu as I Vésperas da Festa da Apresentação do Senhor na Basílica de São Pedro por ocasião do 29º Dia Mundial da Vida Consagrada.

No início da celebração teve lugar o rito do lucernário, com a iluminação das velas junto ao altar do canto do hino O luce radiosa, adaptação italiana do célebre Phos hilaron, o hino das vésperas no Rito Bizantino.

Seguiu-se a oferta do incenso com a deposição de alguns braseiros diante do altar ao canto de alguns versos dos Salmos e do Apocalipse.

O Santo Padre foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor L'ubomir Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Versículo introdutório e monição

Lucernário: Iluminação das velas

Oferta do incenso

Homilia do Papa: Vésperas da Apresentação do Senhor (2025)

I Vésperas da Festa da Apresentação do Senhor
29º Dia Mundial da Vida Consagrada
Homilia do Papa Francisco
Basílica Vaticana
Sábado, 01 de fevereiro de 2025

«Eis que venho... ó Deus, para fazer a tua vontade» (Hb 10,7). Com estas palavras o autor da Carta aos Hebreus manifesta a total adesão de Jesus ao projeto do Pai. Hoje as lemos na Festa da Apresentação do Senhor, Dia Mundial da Vida Consagrada, durante o Jubileu da Esperança, em um contexto litúrgico caracterizado pelo simbolismo da luz. E todos vós, irmãs e irmãos, que escolhestes o caminho dos conselhos evangélicos, vos consagrastes, como «Esposa na presença do Esposo... envolvida pela sua luz» (São João Paulo II, Exortação Apostólica Vita consecrata, n. 15), àquele mesmo desígnio luminoso do Pai que remonta às origens do mundo. Ele terá a sua plena realização no fim dos tempos, mas já agora se torna visível através das «maravilhas que Deus realiza na frágil humanidade das pessoas chamadas» (ibid., n. 20). Meditemos, pois, sobre o modo como, através dos votos de pobrezacastidade e obediência que professastes, também vós podeis ser portadores de luz para as mulheres e homens do nosso tempo.


Primeiro aspecto: a luz da pobreza. Ela está radicada na própria vida de Deus, eterno e total dom recíproco do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf. ibid., n. 21). Exercendo a pobreza, a pessoa consagrada, pelo uso livre e generoso de todas as coisas, com elas se faz portadora de bênção: manifesta a sua bondade na ordem do amor, rejeita tudo o que pode ofuscar a sua beleza - o egoísmo, a avareza, a dependência, o uso violento e para fins de morte - e abraça, em vez disso, tudo o que pode exaltá-la: a sobriedade, a generosidade, a partilha, a solidariedade. Paulo diz: «Tudo é vosso. Mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1Cor 3,22-23).

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Catequeses do Papa Francisco: Vícios e virtudes 1

À medida que nos aproximamos da Quaresma deste Ano Jubilar de 2025, tempo no qual somos particularmente chamados à conversão, gostaríamos de repropor as Catequeses do Papa Francisco sobre os vícios e as virtudes, proferidas do final de 2023 a meados de 2024.

Confira nesta postagem as duas reflexões “introdutórias”:

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 27 de dezembro de 2023
Os vícios e as virtudes (1): Guardar o coração

Hoje gostaria de introduzir um ciclo de Catequeses sobre o tema dos vícios e das virtudes. E podemos começar precisamente do início da Bíblia, onde o Livro do Gênesis, com a narrativa dos primeiros pais, apresenta a dinâmica do mal e da tentação. Pensemos no Paraíso terrestre. No quadro idílico representado pelo Jardim do Éden, aparece um personagem que se torna o símbolo da tentação: a serpente. A serpente é um animal insidioso: ela se move lentamente, rastejando pelo chão, e às vezes não se percebe nem mesmo a sua presença, pois consegue se mimetizar bem com o ambiente. Sobretudo por isso é perigosa.

Alegoria do Antigo e do Novo Testamento:
Do pecado dos primeiros pais à redenção em Cristo

Ao começar a dialogar com Adão e Eva demonstra também ser uma dialética refinada. Começa como se faz nas fofocas maldosas, com uma pergunta maliciosa: «É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?» (Gn 3,1). A frase é falsa: Deus, na realidade, ofereceu ao homem e à mulher todos os frutos do jardim, exceto os de uma árvore específica: a árvore do conhecimento do bem e do mal. Esta proibição não pretende proibir ao homem o uso da razão, como às vezes é mal interpretada, mas é uma medida de sabedoria. Como se dissesse: reconheça o limite, não se sinta dono de tudo, porque o orgulho é o início de todos os males. A narração diz que Deus coloca os primeiros pais como senhores e guardiões da criação, mas quer preservá-los da presunção da onipotência, de se tornarem senhores do bem e do mal. Esta é uma tentação feia, também hoje, é a armadilha mais perigosa para o coração humano, contra a qual devemos nos proteger todos os dias!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Ângelus: III Domingo do Tempo Comum - Ano C

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 26 de janeiro de 2025

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O evangelista Lucas, neste domingo, apresenta-nos Jesus na sinagoga de Nazaré, a cidade onde Ele cresceu. Jesus lê o trecho do profeta Isaías que anuncia a missão evangelizadora e libertadora do Messias e depois, no silêncio geral, diz: «Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura» (Lc 4,21).

Imaginemos a surpresa e a perplexidade dos concidadãos de Jesus, que o conheciam como o filho do carpinteiro, José, e nunca teriam imaginado que Ele pudesse se apresentar como o Messias. Foi uma perplexidade. Mas é de fato assim: Jesus proclama que, com a sua presença, chegou «o ano da graça do Senhor» (v. 19). É a Boa-Nova para todos e de modo especial para os pobres, os presos, os cegos, os oprimidos, diz o Evangelho (v. 18).

Naquele dia, em Nazaré, Jesus confronta os seus interlocutores com uma escolha sobre a sua identidade e a sua missão. Na sinagoga ninguém podia deixar de se interrogar: será apenas o filho do carpinteiro que se arroga um papel que não lhe pertence, ou será verdadeiramente o Messias, enviado para salvar o povo do pecado?

O evangelista conta-nos que os nazarenos não reconheceram em Jesus o ungido do Senhor. Pensavam que o conheciam demasiado bem e isso, em vez de facilitar a abertura das suas mentes e dos seus corações, bloqueava-os, como um véu que obscurece a luz.

Irmãos e irmãs, este acontecimento, com as devidas analogias, também se verifica conosco hoje. Também nós somos interpelados pela presença e pelas palavras de Jesus; também nós somos chamados a reconhecer n’Ele o Filho de Deus, o nosso Salvador. Mas pode acontecer-nos, como aconteceu aos seus conterrâneos, pensar que já o conhecemos, que já sabemos tudo sobre Ele, que crescemos com Ele, na escola, na paróquia, na catequese, em um país de cultura católica... E assim, para nós, Ele é uma Pessoa próxima, ou melhor, “demasiado” próxima.

Mas procuremos interrogar-nos: sentimos a autoridade única com que Jesus de Nazaré fala? Reconhecemos que Ele é portador de um anúncio de salvação que mais ninguém pode nos dar? E eu, sinto-me necessitado dessa salvação? Sinto que também eu sou, de alguma forma, pobre, preso, cego, oprimido? Então, só então, o “ano de graça” será para mim!

Dirijamo-nos com confiança a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe, para que nos ajude a reconhecer Jesus.

Jesus ensinando na sinagoga de Nazaré
(Greg K. Olsen, detalhe)

Fonte: Santa Sé.

III Domingo do Tempo Comum no Vaticano (2025)

No dia 26 de janeiro de 2025 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Santa Missa do III Domingo do Tempo Comum (Ano C) na Basílica de São Pedro por ocasião do Domingo da Palavra de Deus.

A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada por Dom Rino Fisichella, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização (1ª seção), assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

O Santo Padre foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Durante a celebração, inserida no contexto do Jubileu do Mundo da Comunicação [1], o Papa instituiu no Ministério de Leitor quarenta homens e mulheres de diversos países do mundo. 

Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais