Entre os dias 05 e 06 de janeiro de 2025 o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu as celebrações da Solenidade da Epifania do Senhor na igreja de Santa Catarina, junto à Basílica da Natividade em Belém:
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
Ângelus: Solenidade da Epifania do Senhor (2025)
Solenidade da Epifania do Senhor
Papa Francisco
Ângelus
Segunda-feira, 06 de janeiro de 2025
Estimados
irmãos e irmãs, feliz festa da Epifania!
Hoje
a Igreja celebra a manifestação de Jesus, e o Evangelho
concentra-se nos Magos que, no final de uma longa viagem, chegam a Jerusalém
para adorar Jesus.
Se
prestarmos atenção, descobrimos algo um pouco estranho: enquanto aqueles sábios
vêm de longe para encontrar Jesus, os que estavam próximos não dão um passo
rumo à gruta de Belém. Atraídos e orientados pela estrela, os Magos enfrentam
grandes despesas, põem o seu tempo à disposição, aceitam os numerosos riscos e
incertezas que, naquela época, nunca faltavam. No entanto, superam todas as
dificuldades para chegar a ver o Rei Messias, pois sabem que este acontecimento
é algo de único na história da humanidade e não querem faltar ao encontro.
Tinham dentro de si a inspiração e a seguiram.
Ao
contrário, aqueles que vivem em Jerusalém, que deveriam ser os mais felizes e
os mais dispostos a acorrer, ficam parados. Os sacerdotes, os teólogos,
interpretam corretamente as Sagradas Escrituras e dão aos Magos indicações
sobre onde encontrar o Messias, mas não abandonam as suas “cátedras”. Estão
satisfeitos com o que têm e não se põem em busca, não julgam que vale a pena
sair de Jerusalém.
Isto,
irmãs e irmãos, faz-nos refletir e, em certo sentido, provoca-nos, pois suscita
uma interrogação: nós, eu, hoje, a que categoria pertencemos? Somos mais
semelhantes aos pastores, que naquela mesma noite vão às pressas à gruta, e aos
Magos do Oriente, que partem confiantes em busca do Filho de Deus que se fez
homem, ou somos mais parecidos com aqueles que, embora fisicamente muito
próximos d’Ele, não abrem as portas do seu coração e da sua vida, permanecendo
fechados e insensíveis à presença de Jesus? Façamos esta pergunta. A que grupo
de pessoas pertenço?
Segundo
uma história, um quarto mago chega tarde a Jerusalém, exatamente durante a
crucificação de Jesus - é um relato bonito, não é histórico, mas é uma história
bonita -, porque parou ao longo do caminho para ajudar todos os necessitados,
distribuindo-lhes os dons preciosos que tinha trazido para Jesus. No final,
chega já idoso e, da cruz, Jesus lhe diz: “Em verdade te digo que tudo o que
fizeste ao mais pequenino dos irmãos, foi a mim que o fizeste” (cf. Mt
25,40). O Senhor sabe tudo o que fizemos pelos outros!
Peçamos
à Virgem Maria que nos ajude a fim de que, imitando os pastores e os Magos,
saibamos reconhecer Jesus próximo no pobre, na Eucaristia, no abandonado, no
irmão, na irmã!
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| Adoração dos Magos (Jan Boeckhorst) |
Fonte: Santa Sé.
Solenidade da Epifania do Senhor no Vaticano (2025)
No dia 06 de janeiro de 2025 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Missa da Solenidade da Epifania do Senhor na Basílica de São Pedro.
A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização (2ª seção), assistido pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable.
O Santo Padre foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Marco Agostini. O livreto da celebração pode ser visto aqui.
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| Cardeal Tagle incensa a imagem do Menino Jesus |
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| Sinal da cruz |
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| Ritos iniciais |
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| Oração do dia |
Homilia do Papa: Epifania do Senhor (2025)
Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 06 de janeiro de 2025
«Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo» (Mt 2,2):
é este o testemunho que os Magos dão aos habitantes de Jerusalém,
anunciando-lhes que nasceu o rei dos judeus.
Os Magos testemunham que se puseram a caminho e realizaram uma
mudança nas suas vidas, porque viram uma nova luz no céu. Enquanto celebramos a
Epifania do Senhor no Jubileu da Esperança, podemos deter-nos a refletir sobre
esta imagem. Gostaria de sublinhar três características da estrela de que nos
fala o evangelista Mateus: é brilhante, visível para todos e indica
um caminho.
Antes de tudo a estrela é brilhante. No tempo de Jesus muitos governantes se faziam chamar “estrelas”, porque se sentiam importantes, poderosos e famosos. Não foi, porém, a sua luz - a de nenhum deles! - que revelou aos Magos o milagre do Natal. O seu esplendor artificial e frio, fruto de cálculos e jogos de poder, não foi capaz de responder à necessidade de novidade e esperança destas pessoas em busca. Fê-lo outro tipo de luz, simbolizada pela estrela, que ilumina e aquece, queimando e deixando-se consumir. A estrela fala-nos da única luz que pode indicar a todos o caminho da salvação e da felicidade: a luz do amor. É a única luz que nos fará felizes!
Antes de tudo o amor de Deus, que se fez homem e se entregou a
nós, sacrificando a sua vida. Depois, por repercussão, aquele [amor] com que
também nós somos chamados a gastar-nos uns pelos outros, tornando-nos, com a
sua ajuda, um sinal recíproco de esperança, mesmo nas noites escuras da vida.
Pensemos nisto: somos luminosos na esperança? Somos capazes de dar esperança
aos outros, com a luz da nossa fé?
Como a estrela guiou, com o seu brilho, os Magos até Belém, assim
também nós, com o nosso amor, podemos levar a Jesus as pessoas que encontramos,
fazendo-as conhecer, no Filho de Deus feito homem, a beleza do rosto do Pai (cf. Is 60,2)
e o seu modo de amar, feito de proximidade, compaixão e ternura. Nunca
esqueçamos: Deus é próximo, compassivo e terno. O amor é isto: proximidade,
compaixão e ternura. E podemos fazê-lo sem necessidade de instrumentos
extraordinários e meios sofisticados, mas tornando o nosso coração luminoso na
fé, o nosso olhar generoso no acolhimento, os nossos gestos e palavras cheios
de bondade e humanidade.
sábado, 11 de janeiro de 2025
Homilia do Papa João Paulo II: Batismo do Senhor (2000)
Nesta Festa do Batismo do Senhor recordamos as duas meditações proferidas pelo Papa São João Paulo II (†2005) há 25 anos, no dia 09 de janeiro do ano 2000: a Homilia na Missa com o Batismo de algumas crianças e a reflexão durante a oração do Ângelus:
Santa Missa na Festa do Batismo do Senhor
Homilia do Papa João Paulo II
Capela Sistina
Domingo, 09 de janeiro de 2000
1. “Tu és o meu Filho
amado, em ti ponho meu bem-querer” (Mc 1,11).
Estas palavras, recordadas pelo
evangelista Marcos, levam-nos diretamente ao centro da hodierna festa do
Batismo do Senhor, que encerra o Tempo do Natal. Comemoramos hoje a
manifestação do mistério do amor trinitário que se verificou precisamente no
início da atividade pública do Messias.
Em Belém, na noite santa, Jesus
nasceu entre nós na pobreza de uma gruta; no dia da Epifania, os Magos o
reconheceram como o esperado Messias dos povos; hoje toda a atenção se
concentra na sua pessoa e missão. O Pai fala-lhe diretamente: “Tu és o meu Filho
amado”, e ao mesmo tempo o céu abre-se e o Espírito desce sobre Ele em forma de
pomba (cf. Mc 1,10-11). Por conseguinte, a cena nas
margens do Jordão apresenta a solene proclamação de Jesus como Filho de Deus.
Desta forma tem início publicamente a sua missão salvífica.
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| O Papa batiza uma criança na Capela Sistina |
2. O Batismo recebido pelo Senhor
realiza-se no contexto da pregação penitencial de João Batista. O gesto ritual
de imergir-se na água, proposto pelo Precursor, era um sinal exterior do
arrependimento dos pecados cometidos e do desejo de uma renovação espiritual.
Tudo isto remete para o sacramento
cristão do Batismo, que daqui a pouco terei a alegria de administrar a estas
crianças, e que já recebemos há tanto tempo. O Batismo inseriu-nos na própria
vida de Deus, fazendo-nos seus filhos adotivos, no seu Unigênito “Filho amado”.
Como não agradecer ao Senhor, que
hoje chama estas 18 crianças a se tornarem seus filhos em Cristo?
Circundemo-las com a nossa oração e o nosso afeto. Elas provêm da Itália,
Brasil, Espanha, Estados Unidos e Suíça. Acolhamo-las com grande alegria na
comunidade cristã, que a partir de hoje é realmente a sua família. Com elas me
é grato dirigir a mais cordial saudação aos pais, padrinhos e madrinhas que
apresentam estes meninos diante do altar. Agradeçamos ao Senhor o dom da sua
vida e ainda mais a dádiva do seu renascimento espiritual.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Ângelus: II Domingo depois do Natal (2025)
Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 05 de janeiro de 2025
Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Hoje o Evangelho (Jo 1,1-18), falando-nos de Jesus,
Verbo feito carne, diz-nos que «a luz brilha nas trevas, e as trevas não
conseguiram dominá-la» (v. 5). Recorda-nos, portanto, quanto é poderoso o amor
de Deus, que não se deixa vencer por nada e que, para além de obstáculos e
rejeições, continua a resplandecer e a iluminar o nosso caminho.
Vemo-lo no Natal, quando o Filho de Deus, feito homem, supera
tantos muros e tantas divisões. Enfrenta o fechamento de mente e de coração dos
“grandes” do seu tempo, mais preocupados em defender o poder do que em procurar
o Senhor (cf. Mt 2,3-18). Partilha a vida humilde de
Maria e José, que o acolhem e criam com amor, mas com as possibilidades
limitadas e as dificuldades de quem não tem meios: eram pobres. Oferece-se,
frágil e indefeso, no encontro com os pastores (cf. Lc 2,8-18),
homens com o coração marcado pelas amarguras da vida e pelo desprezo da
sociedade; e depois aos Magos (cf. Mt 2,1), que,
impulsionados pelo desejo de conhecê-lo, enfrentam uma longa viagem e
encontram-no em uma casa de gente comum, em grande pobreza.
Perante estes e muitos outros desafios, que parecem contradições,
Deus nunca para - ouçamos bem: Deus nunca para -, encontra mil maneiras para
chegar a todos e a cada um de nós, onde quer que estejamos, sem cálculos nem
condições, abrindo, mesmo nas noites mais obscuras da humanidade, janelas de
luz que a escuridão não pode encobrir (cf. Is 9,1-6). É uma
realidade que nos consola e que nos dá coragem, sobretudo em um tempo como o
nosso, um tempo que não é fácil, onde há tanta necessidade de luz, de esperança
e de paz, um mundo onde os homens criam por vezes situações tão complicadas que
parece impossível sair delas. Parece impossível sair de tantas situações, mas hoje
a Palavra de Deus diz-nos que não é assim! Pelo contrário, chama-nos a imitar o
Deus do amor, abrindo rasgos de luz onde quer que possamos, com quem quer que
encontremos, em todos os contextos: familiar, social, internacional.
Convida-nos a não ter medo de dar o primeiro passo. É este o convite do Senhor
hoje: não tenhamos medo de dar o primeiro passo: é preciso coragem para fazê-lo,
mas não tenhamos medo. Escancarando janelas luminosas de proximidade a quem
sofre, de perdão, de compaixão, de reconciliação: estes são os muitos primeiros
passos que devemos dar para tornar o caminho mais claro, seguro e possível para
todos. E este convite ressoa de modo particular no Ano jubilar que
acaba de começar, exortando-nos a ser mensageiros de esperança com simples mas
concretos “sins” à vida, com escolhas que dão vida. Façamo-lo, todos: este é o
caminho da salvação!
E assim, no início de um novo ano, podemos perguntar-nos: como
posso abrir uma janela de luz no meu ambiente e nas minhas relações? Onde posso
ser um rasgo que deixa passar o amor de Deus? Qual é o primeiro passo que
deverei dar hoje?
Maria, estrela que guia até Jesus, nos ajude a ser para todos
testemunhas luminosas do amor do Pai.
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| Nascimento do Senhor (Vladimir Borovikovsky) |
Fonte: Santa Sé.
Observação: No Brasil celebramos
neste domingo a Solenidade da Epifania do Senhor, transferida do dia 06 de
janeiro.
Abertura da Porta Santa: Basílica de São Paulo (2025)
Na manhã do dia 05 de janeiro de 2025, conforme estabelecido pelo Papa Francisco na Bula Spes non confundit (n. 6), teve lugar a Abertura da Porta Santa da Basílica de São Paulo fora dos muros no contexto do Jubileu Ordinário de 2025.
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