terça-feira, 13 de setembro de 2022

A viagem do Papa Francisco ao Cazaquistão

De 13 a 15 de setembro de 2022 o Papa Francisco realiza uma Viagem Apostólica ao Cazaquistão, para participar do 7º Congresso de Líderes do Mundo e Religiões Tradicionais (VII Congress of Leaders of World and Traditional Religions). Esta será sua 38ª Viagem fora da Itália e a 11ª com destino à Ásia.

Logotipo da viagem

A viagem de Francisco será a segunda vez que o país da Ásia Central recebe o Sucessor de Pedro, após a visita de São João Paulo II de 22 a 25 de setembro de 2001 (seguida da viagem do Papa polonês à Armênia, nos dias 25 a 27).

O Congresso de Líderes do Mundo e Religiões Tradicionais, por sua vez, tem lugar em Nur-Sultan (antiga Astana), capital do Cazaquistão, a cada três anos. Surgiu em 2003 como uma proposta de diálogo diante da crescente onda de terrorismo e de extremismos religiosos.

Programa da viagem:

13 de setembro (terça-feira)

O Papa Francisco chega ao Aeroporto Internacional de Nur-Sultan no fim da tarde de terça-feira. Nesse dia têm lugar os encontros com o presidente da República e com as autoridades civis.

14 de setembro (quarta-feira)

Pela manhã o Papa participa da abertura do Congresso de Líderes do Mundo e Religiões Tradicionais junto a outros líderes religiosos.

Geralmente esse Congresso tem lugar no “Palácio da Paz e da Reconciliação” (Palace of Peace and Reconciliation). Este ano, porém, o encontro ocorrerá no “Palácio da Independência” (Palace of Independence) em Nur-Sultan.

À tarde, por sua vez, o Santo Padre preside a Missa da Festa da Exaltação da Santa Cruz junto ao Nur-Sultan Expo Ground, um centro de exposições na capital cazaque.

Vitral do Palácio da Paz e Reconciliação (Nur-Sultan)

15 de setembro (quinta-feira)

A manhã do terceiro dia de viagem será marcada pelo encontro privado com os membros da Companhia de Jesus (jesuítas) na sede da Nunciatura Apostólica e pelo encontro com os Bispos, sacerdotes, diáconos, religiosos e seminaristas na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Nur-Sultan.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Ângelus: XXIV Domingo do Tempo Comum - Ano C

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 11 de setembro de 2022

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Lc 15,1-32) apresenta-nos as três parábolas da misericórdia; chamam-se assim porque mostram o coração misericordioso de Deus. Jesus as narra em resposta às murmurações dos fariseus e dos escribas, que dizem: «Este acolhe os pecadores e come com eles» (v. 2). Escandalizavam-se porque Jesus estava entre os pecadores. Se para eles isto é religiosamente escandaloso, Jesus, acolhendo os pecadores e comendo com eles, revela-nos que Deus é exatamente assim: Deus não exclui ninguém, deseja todos no seu banquete, porque Ele ama todos como filhos, todos, sem excluir ninguém, todos. As três parábolas, então, resumem o coração do Evangelho: Deus é Pai e vem procurar-nos cada vez que nos perdemos.

Na verdade, os protagonistas das parábolas, representando Deus, são um pastor que procura a ovelha perdida, uma mulher que encontra a moeda perdida, e o pai do filho pródigo. Reflitamos sobre um aspecto comum a estes três protagonistas. No fundo, os três têm um aspecto em comum, que poderíamos definir como: a inquietação pela falta - falta a ovelha, falta a moeda, falta o filho -, os três nestas parábolas estão inquietos porque lhes falta algo. Afinal, os três, se fizessem alguns cálculos, poderiam estar tranquilos: ao pastor falta uma ovelha, mas tem outras noventa e nove - “Que se perca...”; a mulher, uma moeda, mas tem outras nove; e também o Pai tem outro filho, obediente, a quem se dedicar: por que pensar naquele que partiu para uma vida dissoluta? Em vez disso, nos seus corações - o do pastor, o da mulher e o do pai - há a preocupação pelo que falta: a ovelha, a moeda, o filho que foi embora. Quem ama preocupa-se por quem falta, sente saudade de quem está ausente, procura aquele que se perdeu, espera por aquele que se afastou. Pois deseja que ninguém se perca.

Irmãos e irmãs, Deus é assim: Ele não está “tranquilo” se nos afastarmos d’Ele, sofre, estremece no íntimo; e põe-se em movimento para ir à nossa procura, até nos reconduzir aos seus braços. O Senhor não calcula as perdas e os riscos, tem um coração de pai e de mãe, e sofre pela falta dos filhos amados. “Mas por que sofre se este filho é um desventurado, foi embora?”. Sofre, sofre. Deus sofre pela nossa distância, e quando nos desviamos, espera o nosso regresso. Lembremo-nos: Deus está sempre à nossa espera de braços abertos, seja qual for a situação na vida em que estamos perdidos. Como diz um salmo, Ele não dorme, Ele vela sempre sobre nós (cf. Sl 120,4-5).

Olhemos agora para nós mesmos e perguntemo-nos: imitamos o Senhor nisto? Temos a inquietação da falta? Sentimos saudade daqueles que estão ausentes, daqueles que se afastaram da vida cristã? Carregamos esta inquietação interior, ou permanecemos serenos e sem perturbações entre nós? Em outras palavras, quem falta nas nossas comunidades, será que nos falta realmente, ou estamos fingindo e não nos comovemos no coração? Quem falta na minha vida, falta concretamente? Ou estamos bem entre nós, tranquilos e felizes nos nossos grupos - “frequento um grupo apostólico muito bom...” -, sem nutrir compaixão por aqueles que estão longe? Não se trata apenas de estarmos “abertos aos outros”, é o Evangelho! O pastor da parábola não disse: “Já tenho noventa e nove ovelhas, quem me faz ir à procura da perdida e desperdiçar o meu tempo?”. Em vez disso, ele foi. Reflitamos então sobre as nossas relações: rezo por quem não crê, por quem está distante, por quem está amargurado? Atraímos os distantes através do estilo de Deus, que é a proximidade, a compaixão e a ternura? O Pai pede-nos que estejamos atentos aos filhos dos quais sente falta. Pensemos em uma pessoa que conhecemos, que está próxima de nós, e que talvez nunca tenha ouvido alguém dizer-lhe: “Sabes? Tu és importante para Deus”. “Mas eu estou em uma situação irregular, fiz esta coisa má, e outra ainda...” - “És importante para Deus”, dizei-o, “não O procuras, mas Ele procura-te”.

Deixemo-nos inquietar - que sejamos homens e mulheres de coração inquieto - deixemo-nos inquietar com estas perguntas e rezemos a Nossa Senhora, Mãe que nunca se cansa de nos procurar e de cuidar de nós, seus filhos.

Jesus, o Bom Pastor à procura da ovelha perdida

Fonte: Santa Sé.

Encontro dos Núncios Apostólicos no Vaticano

Entre os dias 07 e 10 de setembro de 2022 teve lugar no Vaticano o encontro trienal dos Núncios Apostólicos, isto é, os Bispos que representam oficialmente a Santa Sé nos diversos países do mundo.

O encontro teve início na quinta-feira, dia 07, com a Missa presidida pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, na Capela do Coro da Basílica de São Pedro. No dia seguinte, 08 de setembro, este presidiu as Vésperas da Festa da Natividade de Maria na Capela Sistina.

Em ambas as celebrações o Cardeal Parolin foi assistido pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi, Cerimoniário Pontifício, que também trabalha na Secretaria de Estado da Santa Sé.

No dia 10 de setembro, por sua vez, o Papa Francisco presidiu a Santa Missa com os Núncios na Capela da Casa Santa Marta. Porém, não foram divulgadas imagens desta celebração.

07 de setembro: Missa na Capela do Coro da Basílica Vaticana

Homilia do Cardeal Parolin

Oração Eucarística: Epiclese
Bênção
Antífona final de Nossa Senhora

08 de setembro: Vésperas na Capela Sistina

sábado, 10 de setembro de 2022

Festa da Natividade de Maria em Jerusalém

No dia 08 de setembro de 2022 o Padre Stéphane Milovitch, da Custódia Franciscana da Terra Santa, presidiu a Santa Missa da Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria na igreja de Santa Ana em Jerusalém. Confira nossa postagem sobre a história da Festa clicando aqui.

Essa igreja, confiada aos cuidados da Congregação dos Missionários da África, pertence desde 1856 à República Francesa. Por esse motivo a Missa é celebrada em francês e com a presença de uma delegação oficial do país, presidida pelo Cônsul Geral da França em Jerusalém, René Troccaz. Para saber mais sobre a igreja de Santa Ana, clique aqui.

Ritos iniciais

Liturgia da Palavra

Evangelho

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Homilia: Festa da Natividade de Maria

Santo André de Creta, Bispo
Oratio 1
O que era antigo passou, eis que tudo se fez novo

O fim da lei é Cristo (Rm 10,4), que ao mesmo tempo separa da lei e eleva para o espírito. N’Ele está a consumação, pois o próprio legislador - tendo cumprido e terminado tudo - transfere a letra para o espírito. Assim tudo recapitula em si mesmo, vivendo a graça depois da lei. A lei, porém, submetida; a graça, harmoniosamente adaptada e unida. Não misturadas e confundidas as características de uma com as da outra, mas mudado de modo divino o que era pesado, servil e escravo, em leve e liberto, para que não mais estejamos reduzidos à servidão dos elementos do mundo (Gl 4,3), como diz o Apóstolo, nem sujeitos ao jugo da escravidão da letra da lei.

É este o resumo dos benefícios de Cristo para nós; é esta a manifestação do mistério; é o aniquilamento da natureza; é Deus e homem; é a deificação do homem assumido. Todavia era absolutamente necessário ao esplendor e à evidência da vinda de Deus aos homens uma introdução jubilosa, antecipando para nós o grande dom da salvação. Este é o sentido da solenidade de hoje que tem início na Natividade da Mãe de Deus, cuja conclusão perfeita é a predestinada união do Verbo com a carne. Agora a Virgem nasce, é alimentada com leite, plasmada e preparada como Mãe para o Deus e Rei de todos os séculos.

Neste momento, foi-nos dado duplo proveito: um, a elevação à verdade; outro, a rejeição da servidão e da vida sob a letra da lei. De que modo, com que fim? Pelo desaparecimento da sombra com a chegada da luz; em lugar da letra, a graça que dá a liberdade. Nossa solenidade está na fronteira entre a letra e a graça, unindo a realidade que chega aos símbolos que a figuravam, substituindo o antigo pelo novo.

Portanto cante e exulte toda a criação e contribua com algo digno para a alegria deste dia. É um só o júbilo dos céus e da terra; juntos festejem tudo quanto está unido no mundo e acima do mundo. Pois hoje se construiu o templo criado do Criador de tudo, e pela criatura, de forma nova e bela, preparou-se nova morada para o seu Autor.

Santo André de Creta, Bispo

Responsório:

Celebremos com carinho o natal da Mãe de Deus.
R. Sua vida gloriosa ilumina toda a Igreja.

Com alegre coração para Cristo entoemos nosso canto de louvor nesta festa de Maria, a Mãe de Deus altíssima.
R. Sua vida gloriosa ilumina toda a Igreja.

Oração:

Abri, ó Deus, para os vossos servos e servas os tesouros da vossa graça: e assim como a maternidade de Maria foi a aurora da salvação, a festa do seu nascimento aumente em nós a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Fonte: Liturgia das Horas, vol. IV, pp. 1250-1252.

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

História da Festa da Natividade de Maria

“Celebremos com alegria o nascimento da Virgem Maria: por ela nos veio o Sol da justiça, o Cristo, nosso Deus”.

Este é o convite que a Igreja nos dirige no início da Missa do dia 08 de setembro, data na qual os cristãos do Oriente e do Ocidente celebram juntos a Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria, cuja história gostaríamos de traçar brevemente nesta postagem.

1. As origens da festa no Oriente

A Sagrada Escritura não faz nenhuma referência ao nascimento de Maria, uma vez que os Evangelhos - sobretudo Mateus e Lucas - começam diretamente com os relatos do nascimento de Jesus. Assim, será preciso recorrer aos textos apócrifos: mesmo não tendo sido acolhidos na Sagrada Escritura, estes contêm alguns elementos que sim fazem parte da tradição da Igreja.

Natividade de Maria (Mosaico do séc. XIII)
(Basílica de Santa Maria in Trastevere, Roma)

As tradições sobre o nascimento da Virgem encontram-se particularmente no Protoevangelho de Tiago, escrito em grego na metade do século II e atribuído a Tiago, o “Irmão do Senhor”. Esse texto é chamado de Protoevangelho porque narra sobretudo acontecimentos que ocorreram antes do relato dos quatro Evangelhos canônicos: o nascimento de Maria, sua apresentação no Templo, seu compromisso com José... [1].

O relato mescla vários temas do Antigo e do Novo Testamento: por exemplo, inicia narrando a esterilidade dos pais de Maria, Joaquim e Ana, tema recorrente nos textos bíblicos, desde Abraão e Sara (Gn 16–18) até Zacarias e Isabel (Lc 1).

Joaquim retira-se para o deserto para rezar por quarenta dias, pedindo a Deus o dom de um filho, alusão ao êxodo e à peregrinação do povo de Israel. Ana, por sua vez, reza em sua casa, remetendo-nos a Ana, mãe do profeta Samuel (1Sm 1,1–2,11). Ambos recebem então a visita de um anjo, anunciando que suas preces foram ouvidas, fazendo eco aos anúncios angélicos de Lc 1–2.

Joaquim retorna para casa e encontra-se com Ana na porta da cidade, tradicionalmente identificada como a “Porta Dourada” de Jerusalém. Como essa porta posteriormente foi selada, faz alusão aqui à virgindade de Maria, à luz da profecia de Ezequiel (Ez 44,1-3).

Na Idade Média, com efeito, alguns autores viram neste encontro a “concepção virginal” de Maria. Contudo, a Igreja crê que a única concepção virginal é a de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, concebido pelo Espírito Santo no seio de Maria (cf. Lc 1,34-35); ela, totalmente humana, foi concebida de maneira natural, isto é, através do ato sexual entre Joaquim e Ana.

Para saber mais sobre esses santos, confira nossa postagem sobre o culto a São Joaquim e Santa Ana.

Nove meses depois nasce a menina, que recebe o nome de Maryam (aramaico) ou Miryam (hebraico), isto é, Maria (de etimologia incerta, talvez “amada” ou “senhora”), mesmo nome da irmã de Moisés, que entoa o núcleo do “cântico do mar” em Ex 15.

Igreja de Santa Ana em Jerusalém
Para saber mais sobre essa igreja, clique aqui

Embora tradições posteriores tenham relacionado o nascimento de Maria com Nazaré ou com Séforis, na Galileia, ou mesmo com Belém, a tradição mais consolidada situa o local do seu nascimento - isto é, a casa de Joaquim e Ana - junto à Piscina de Betesda em Jerusalém (cf. Jo 5,1-9).

A Piscina de Betesda - palavra que significa “casa da misericórdia” ou “casa da graça” - situa-se ao norte da cidade, próximo da chamada Porta dos Leões. Ali foi construída uma primeira igreja em honra da Virgem Maria em meados do século V. A dedicação da igreja no dia 08 de setembro foi também a data escolhida para a celebração da Natividade de Maria.

Breve história dos Congressos Eucarísticos Nacionais

No dia 07 de setembro de 2022 comemoramos os 200 anos da Independência do Brasil. Aproveitamos a ocasião para apresentar brevemente a história dos Congressos Eucarísticos em nosso país.

Os Congressos Eucarísticos são celebrações solenes em honra do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, “fonte e ápice de toda a vida cristã” (Lumen Gentium, n. 11). São marcados por conferências, catequeses, atividades culturais, adoração e procissão eucarísticas, culminando sempre na Santa Missa.

Os Congressos podem ser internacionais, nacionais ou diocesanos. O primeiro Congresso Eucarístico Internacional teve lugar em Lille (França) no ano de 1881. Desde então foram celebrados 52 Congressos em diversos lugares do mundo, o mais recente em Budapeste (Hungria) no ano de 2021.

Bênção Eucarística diante do Cristo Redentor

Nosso país sediou o 36º Congresso Eucarístico Internacional, celebrado na cidade do Rio de Janeiro em julho de 1955, com o tema “O Reino Eucarístico do Cristo Redentor”.

Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história dos Congressos Eucarísticos Internacionais.

O primeiro Congresso Eucarístico no Brasil teve lugar em setembro de 1922 na cidade do Rio de Janeiro (RJ), então capital do nosso país, para celebrar o 1º Centenário da Independência. No mesmo ano foi dado início à construção do célebre Santuário do Cristo Redentor, concluído em 1931.

O Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta,  recordou em uma Carta Pastoral por ocasião do seu Centenário (2022), que o Congresso Eucarístico de 1922 foi realizado por iniciativa do então Arcebispo Coadjutor do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra (†1942).

O Cardeal Leme, com efeito, seria o encarregado de presidir os primeiros Congressos Eucarísticos Nacionais (CEN) “oficiais”, a partir do ano de 1933:

1º CEN:1933 - Salvador (BA)
Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento

2º CEN: 1936 - Belo Horizonte (MG)
Luz e Vida

3º CEN: 1939 - Recife (PE)
A Eucaristia e a vida cristã

4º CEN: 1942 - São Paulo (SP)
Vinde a mim todos

5º CEN: 1948 - Porto Alegre (RS)
Ação Social

Procissão no Congresso Eucarístico de Porto Alegre (1948)

6º CEN: 1953 - Belém (PA)
A Sagrada Eucaristia, sacramento da unidade e da comunidade

7º CEN: 1960 - Curitiba (PR)
Eucaristia, luz e vida do mundo

8º CEN: 1970 - Brasília (DF)
A mesa do Senhor