sexta-feira, 15 de julho de 2022

Artigos sobre Liturgia: Revista Teocomunicação 2014-2015

“A Liturgia é a primeira e necessária fonte onde os fiéis hão de beber o espírito genuinamente cristão” (Sacrosanctum Concilium, n. 14).

Há alguns dias realizamos uma postagem aqui em nosso blog destacando cinco artigos sobre Liturgia publicados na Revista Teocomunicação entre 2020 e 2021.

Aqui damos continuidade a essa proposta de maneira “retrospectiva” apresentando outros cinco artigos publicados na Revista do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) entre 2014 e 2015, época na qual a Revista tinha periodicidade quadrimestral.

Cruz venerada na Capela Cristo Mestre (PUCRS)

Confira a seguir os resumos dos artigos que destacamos, os quais podem ser acessados na íntegra no site da Revista:

Sacrosanctum Concilium e a ritualidade litúrgica na cultura do nosso tempo
Ângelo Cardita

Neste artigo apresentamos quatro posições que se desenvolveram frente ao Concílio e à reforma da Liturgia ao longo dos últimos cinquenta anos, mostrando, ao mesmo tempo, o tipo de ritualidade ligado a essas posições. A partir desta espécie de carta topográfica, regressamos ao texto de Sacrosanctum Concilium e à sua concepção de ritualidade litúrgica para, finalmente, encarar a questão hermenêutica: como discernir os dinamismos da ritualidade litúrgica, hoje? Como interpretar, acolher e fazer progredir a constituição conciliar sobre a Liturgia tendo em conta a situação atual da ritualidade litúrgica?


Lex orandi, fonte da espiritualidade cristã: Aspectos de teologia litúrgico-espiritual
Vanderson de Souza Silva

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Sugestão de leitura: Sinais e símbolos, gestos e palavras na Liturgia

“A Liturgia é tida como o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo. Nela, cada um a seu modo, os sinais sensíveis significam e realizam a santificação da pessoa humana...” (Constituição Sacrosanctum Concilium, n. 7).

Há dois meses, como sugestão de leitura, temos apresentado aqui em nosso blog obras de Dom Armando Bucciol, Bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA):

- no mês de maio, o livro Liturgia: fonte e ápice da vida e ação da Igreja, com reflexões da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), tendo Dom Armando como Presidente, de 2013 a 2019;

- no mês de junho, a obra Liturgia, vida da Igreja, uma excelente introdução à Liturgia escrita por Dom Armando Bucciol.

Neste mês de julho, por sua vez, sugerimos seu livro Sinais e símbolos, gestos e palavras na Liturgia: Para compreender e viver a Liturgia, publicado pelas Edições CNBB em 2018.


Após uma breve introdução, a obra de 211 páginas é composta por 65 breves capítulos dedicados a diversos símbolos, gestos, palavras, espaços e outros elementos que compõem o “universo” da Liturgia.

Elaborados inicialmente como colocações para a rádio, como indica Dom Armando no Prefácio, os capítulos servem de “aperitivos litúrgicos” (ou, diríamos nós, “pílulas litúrgicas”) para orientar e incentivar o estudo da Liturgia.

Elencamos a seguir os temas dos 65 capítulos. Após o primeiro, dedicado ao “sinal da cruz”, os demais seguem a ordem alfabética:

1. Sinal da cruz: O sinal do cristão
2. Água benta: Sinal da vida nova
3. Água unida ao vinho: Divindade do Filho e nossa humanidade
4. Aleluia: Louvai a Deus
5. Altar: Coração da igreja
6. Ambão: O lugar da Palavra
7. Amém!: Eu creio!
8. Anamnese: Para fazer memória
9. Antífona: Para interiorizar a oração
10. Apresentação das oferendas: O rito de bênção a Deus pelos seus dons

terça-feira, 12 de julho de 2022

Artigos sobre Liturgia: Revista Teocomunicação 2020-2021

“Pela Liturgia Deus é perfeitamente glorificado e os homens se santificam” (cf. Sacrosanctum Concilium, n. 7)

Em postagens anteriores aqui em nosso blog destacamos alguns artigos publicados em revistas teológicas sobre Liturgia, sacramentos e piedade popular.

Nesta postagem gostaríamos de dar continuidade a essa proposta com cinco artigos da Revista Teocomunicação, publicação do Programa de Pós-Graduação em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Começamos com um artigo publicado em 2020, quando a Revista possuía uma periodicidade semestral, mais especificamente na seção de artigos livres do volume 50, n. 2:

Liturgia e literatura: A ritualização do ato de leitura
Ângelo Cardita

Liturgia e literatura podem confluir em volta da importância que o texto ou, mais concretamente, o livro, assume, tanto no âmbito religioso como no âmbito cultural e estético. Certa ritualidade é pressuposta e ativada pela literatura, da mesma forma que a Liturgia se relaciona com a Bíblia como seu contexto privilegiado de enunciação crente. Assim, depois de uma entrada teológica no mundo da literatura com o objetivo de determinar as possibilidades de uma teologia literária colocando em evidência a dinâmica e a importância cultural e religiosa da mediação do texto, este estudo concentra-se na comparação entre a ritualização literária e a ritualização litúrgica do ato de leitura.

No ano de 2021 a Revista passa a ser publicada em “fluxo contínuo”: cada artigo, uma vez aprovado, é publicado on-line. No final do ano, tais artigos são reunidos em um volume único.

Mosaico da Capela Cristo Mestre (PUCRS)

Nesse ano foram dois os temas propostos: a Educação para a Paz e a Liturgia, aos quais se somam alguns artigos livres. Confira a seguir os resumos dos quatro artigos que destacamos sobre Liturgia do volume 51, os quais podem ser acessados na íntegra no site da Revista:

Liturgia em tempos de pandemia: A Liturgia das Horas como possibilidade
Arnaldo Temochko

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Ângelus: XV Domingo do Tempo Comum - Ano C

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 10 de julho de 2022

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
O Evangelho da Liturgia de hoje narra a parábola do Bom Samaritano (Lc 10,25-37). Todos a conhecemos. Como pano de fundo há a estrada que de Jerusalém desce até Jericó, ao longo da qual se encontra um homem espancado brutalmente e assaltado por ladrões. Um sacerdote que passa vê-o mas não se para, vai além; assim como um levita, ou seja, um ministro do culto no templo. «Mas um samaritano», diz o Evangelho, «que estava a caminho, chegando àquele lugar, viu-o e teve compaixão dele» (v. 33). Não esqueçamos estas palavras: “teve compaixão dele”; é o que Deus sente cada vez que nos vê com um problema, num pecado, numa miséria: “teve compaixão dele”. O evangelista deseja especificar que o Samaritano estava a caminho. Portanto, aquele Samaritano, embora tivesse os seus programas e se dirigisse para uma meta distante, não encontra desculpas e deixa-se interpelar, deixa-se interpelar, pelo que acontece ao longo do caminho. Pensemos: não nos ensina o Senhor a fazer exatamente isto? A olhar para longe, para a meta final, contudo prestando muita atenção aos passos que devemos dar, aqui e agora, para lá chegar.

É significativo que os primeiros cristãos se chamassem “discípulos da Via” (cf. At 9,2), ou seja, do caminho. Com efeito, o crente é muito parecido com o Samaritano: como ele, está a caminho, é um viandante. Sabe que não é alguém que “chegou”, mas quer aprender todos os dias, seguindo o Senhor Jesus, que disse: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14,6). Eu sou o caminho: o discípulo de Cristo caminha seguindo-o, e assim torna-se um “discípulo do Caminho”. Segue o Senhor, que não é um sedentário, mas está sempre a caminho: ao longo da estrada encontra pessoas, cura doentes, visita aldeias e cidades. Assim agia o Senhor, sempre a caminho!

Por isso, o “discípulo do Caminho” - ou seja, nós cristãos - vê que a sua maneira de pensar e de agir muda gradualmente, conformando-se cada vez mais com a do Mestre. Seguindo os passos de Cristo, torna-se um viandante e aprende - como o Samaritano - a ver e a ter compaixão. Vê e tem compaixão. Em primeiro lugar, vê: abre os olhos para a realidade, não permanece egoisticamente fechado dentro dos próprios pensamentos. Ao contrário, o sacerdote e o levita veem o infeliz, mas é como se não o vissem, vão além, olham para o outro lado. O Evangelho educa-nos a ver: leva cada um de nós a compreender corretamente a realidade, superando dia após dia os preconceitos e os dogmatismos. Muitos crentes refugiam-se nos dogmatismos para se defenderem da realidade. E depois ensina-nos a seguir Jesus, porque seguir Jesus nos ensina a ter compaixão: a dar-nos conta dos outros, especialmente daqueles que sofrem, dos mais necessitados. E para agir como o Samaritano: não ir além, mas parar.

Diante desta parábola evangélica, pode acontecer que demos a culpa a outros ou a nós mesmos, apontando o dedo contra o próximo, comparando-o com o sacerdote e com o levita - “Mas este ou aquele vão além, não para!” -, ou culpando-nos a nós mesmos, enumeramos a nossa falta de atenção ao próximo. Mas gostaria de vos sugerir outro tipo de exercício. Não tanto o de nos culparmos a nós mesmos, não; sem dúvida, devemos reconhecer quando fomos indiferentes e quando nos justificamos, mas não nos limitemos a isto. Devemos reconhecê-lo, é um erro, mas peçamos ao Senhor que nos faça sair da nossa indiferença egoísta e nos coloque no Caminho. Peçamos-lhe para ver e ter compaixão. É uma graça, devemos pedi-la ao Senhor: “Senhor, que eu veja, que eu tenha compaixão, como Tu me vês e tens compaixão de mim!”. É a prece que hoje vos sugiro: “Senhor, que eu veja, que eu tenha compaixão, como Tu me vês e tens compaixão de mim!”. Tenhamos compaixão daqueles que encontramos ao longo do caminho, sobretudo de quantos sofrem e estão em necessidade, para nos aproximarmos e fazer o que pudermos para ajudar.

Muitas vezes, quando me encontro com algum cristão ou cristã que vem falar de coisas espirituais, pergunto se dá esmola. “Sim”, responde-me - “E, diz-me, tocas a mão da pessoa a quem dás a moeda?”. “Não, não, lanço-a lá”. “E fitas os olhos daquela pessoa?”. “Não, não me passa pela cabeça”. Se deres esmola sem tocares na realidade, sem fitares os olhos da pessoa em necessidade, aquela esmola é para ti, não para ela. Pensemos nisto: “Toco as misérias, até as misérias que ajudo? Fito nos olhos as pessoas que sofrem, as pessoas que ajudo?”. Deixo-vos este pensamento: ver e ter compaixão!

Que a Virgem Maria nos acompanhe neste caminho de crescimento. Ela, que “nos indica o Caminho” - ou seja, Jesus -, nos ajude também a tornar-nos cada vez mais “discípulos do Caminho”!

O Samaritano se põe a caminho com o irmão ferido
(Eugène Delacroix)

Fonte: Santa Sé.

sábado, 9 de julho de 2022

Abertura do Sínodo da Igreja Ucraniana

Na quinta-feira, 07 de julho de 2022, teve lugar na Catedral Católica Ucraniana de São João Batista em Przemyśl (Polônia) a Divina Liturgia de abertura do Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana, presidida pelo Arcebispo-Maior, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к).

Uma vez que essa Igreja segue o calendário juliano, com 13 dias de diferença em relação ao calendário gregoriano, celebrou-se nesse dia justamente a Festa da Natividade de São João Batista (24 de junho).

O Papa Francisco enviou uma mensagem, lida pelo Núncio Apostólico na Polônia, Dom Salvatore Pennacchio, assegurando sua proximidade à Ucrânia, ferida pela guerra.

O Arcebispo-Maior é recebido com pão e sal,
tradicional gesto de acolhida entre os povos eslavos

O Núncio na Polônia, Dom Salvatore Pennacchio, lê a mensagem do Papa

Início da Divina Liturgia: "Bendito seja o reino..."

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Cardeal Jorge Mario Bergoglio: Ars celebrandi (2005)

Há cerca de uma semana, no dia 29 de junho de 2022, foi promulgada a Carta Apostólica Desiderio desideravi do Papa Francisco sobre a formação litúrgica do povo de Deus.

Além de recolher os frutos da Assembleia Plenária da Congregação para o Culto Divino de 2019, o documento tem sua fonte primeira em uma reflexão do então Cardeal Jorge Mario Bergoglio na Plenária da Congregação de 2005, dedicada à ars celebrandi, isto é, à “arte de celebrar”.

A reflexão do então Arcebispo de Buenos Aires (Argentina), proferida no dia 01 de março de 2005, foi retomada pelo Papa Francisco em seu encontro com o clero da diocese de Roma no dia 19 de fevereiro de 2015.

O Cardeal Jorge Mario Bergoglio celebra a Santa Missa no Santuário Nacional de Aparecida

Segue o texto da reflexão, publicado na íntegra em italiano pelo jornal L’Osservatore Romano de 20 de maio de 2015. A tradução é de Benno Dischinger, publicada no site do Instituto Humanitas Unisinos, com algumas correções realizadas pelo autor deste blog.

Ars celebrandi

Introdução

Na Igreja hodierna muitos Bispos, sacerdotes e leigos sentem a exigência que seja dada maior atenção ao aspecto por assim dizer contemplativo da celebração litúrgica, isto é, àquela dimensão de interioridade que abriria a mente e o coração ao mistério celebrado, que é Cristo nossa Páscoa. Esta sensibilidade se exprime de diversas maneiras segundo as circunstâncias, os lugares, as gerações e os gostos. Há quem sustenta que seria preciso insistir no retorno de uma celebração realizada segundo o modelo ideal dos séculos passados; e há quem fala, ao invés, de inculturação da Liturgia nos diferentes contextos sociais. Não poucos apontam para a qualidade artística do interior das nossas igrejas, para sua harmonia arquitetônica, para os materiais preciosos, para o engenho de escultores e pintores. Aponta-se acima de tudo para uma música que conduza os participantes “ao alto”, para além dos sentimentos passageiros dos indivíduos, além das costumeiras dificuldades e preocupações da vida cotidiana. Alguns, depois, imaginam que uma música “popular” poderia estar em condições de atrair a atenção dos jovens, bem como de favorecer neles o desejo religioso. Depois, a percepção de uma meta não atingida impele muitos outros que se impacientam com o enquadramento dos livros litúrgicos ou com a própria tradição da Igreja. Em consequência, procuram nas inovações livres uma melhoria da celebração, um maior envolvimento do povo.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

Ordenações Presbiterais em Lisboa: Fotos

O Patriarca de Lisboa, Cardeal Manuel José Macário do Nascimento Clemente, celebrou no dia 03 de julho de 2022 a Santa Missa na igreja de Santa Maria de Belém, o Mosteiro dos Jerônimos, para a Ordenação Presbiteral de 10 novos sacerdotes:

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Leituras
Evangelho