sexta-feira, 6 de junho de 2025

Fotos da Missa no Jubileu das Famílias (2025)

No dia 01 de junho de 2025 o Papa Leão XIV presidiu na Praça de São Pedro a Missa do VII Domingo da Páscoa (Ano C) por ocasião do Jubileu das Famílias, das Crianças, dos Avós e dos Idosos.

Esta foi a primeira grande celebração do Jubileu Ordinário de 2025 presidida pelo novo Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina.

O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Incensação

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Jubileu das Famílias (2025)

Jubileu das Famílias, das Crianças, dos Avós e dos Idosos
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Domingo, 01 de junho de 2025

Foi celebrada a Missa do VII Domingo da Páscoa (Ano C) com suas leituras.

O Evangelho que acaba de ser proclamado (Jo 17,20-26) mostra-nos Jesus rezando por nós na Última Ceia: o Verbo de Deus, feito homem, já perto do fim da sua vida terrena, pensa em nós, seus irmãos, tornando-se bênção, súplica e louvor ao Pai, com a força do Espírito Santo. E também nós, ao entrarmos na oração de Jesus cheios de admiração e confiança, somos envolvidos pelo seu próprio amor em um grande projeto, que diz respeito a toda a humanidade.

Cristo pede, com efeito, que todos sejamos «um» (v. 21). Trata-se do maior bem que possa ser desejado, porque esta união universal realiza entre as criaturas a comunhão eterna de amor na qual se identifica o próprio Deus, como Pai que dá a vida, Filho que a recebe e Espírito que a partilha.


O Senhor não quer que nos juntemos em uma massa indistinta, como um bloco sem nome, apenas com o fim de estarmos unidos, mas deseja que sejamos um: «como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti, para que eles estejam em Nós» (v. 21). A unidade pela qual Jesus reza é, portanto, uma comunhão fundada no mesmo amor com que Deus ama, do qual provêm a vida e a salvação. E como tal é, primeiramente, um dom que Jesus vem trazer. É, portanto, a partir do seu coração de homem que o Filho de Deus se dirige ao Pai dizendo: «Eu neles e Tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que Tu me enviaste e os amaste, como amaste a mim» (v. 23).

Ouçamos com admiração estas palavras: Jesus está revelando-nos que Deus nos ama como ama a si mesmo. O Pai não nos ama menos do que ama o seu Filho Único, isto é, infinitamente. Deus não ama menos, porque ama antes, ama por primeiro! O próprio Cristo testemunha isso quando diz que o Pai o amou «antes da fundação do universo» (v. 24). E é exatamente assim: na sua misericórdia, Deus sempre quis atrair todos os homens para si, e é a sua vida, entregue por nós em Cristo, que nos faz um, que nos une uns aos outros.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Festa da Visitação de Maria na Terra Santa (2025)

Na manhã do sábado, 31 de maio de 2025, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a Missa da Festa da Visitação da Bem-aventurada Virgem Maria no Santuário da Visitação em Ain Karem, próximo a Jerusalém:


Procissão de entrada
Ritos iniciais
Evangelho
Homilia

Oração do rosário nos Jardins Vaticanos (2025)

No fim da tarde do sábado, 31 de maio de 2025, Festa da Visitação da Virgem Maria, o Papa Leão XIV concedeu a bênção no final da oração do rosário nos Jardins Vaticanos por ocasião do encerramento do mês de maio, “mês mariano” na piedade popular.

A oração do rosário (ou melhor, do terço do rosário) foi presidida pelo Arcipreste da Basílica de São Pedro, Cardeal Mauro Gambetti, concluindo-se na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, onde o Papa dirigiu algumas palavras aos presentes, que reproduzimos a seguir, e lhes concedeu sua bênção.

Sobre as vestes corais Leão XIV endossou uma estola vermelha com a imagem dos Santos Pedro e Paulo [1].

Recitação do rosário no encerramento do mês de maio
Discurso do Papa Leão XIV
Gruta de Lourdes nos Jardins Vaticanos
Sábado, 31 de maio de 2025

Estimados irmãos e irmãs!
É com alegria que me uno a vós nesta vigília de oração no final do mês de maio. É um gesto de fé com o qual, de modo simples e devoto, nos reunimos sob o manto materno de Maria. Além disso, este ano ele recorda alguns aspectos importantes do Jubileu que celebramos: o louvor, o caminho, a esperança e, sobretudo, a fé meditada e manifestada coralmente.

Recitastes juntos o santo rosário: uma oração, como realçou São João Paulo II, com fisionomia mariana e coração cristológico, que «concentra em si a profundidade de toda a mensagem evangélica» (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, n. 1).

Efetivamente, na meditação dos mistérios gozosos, durante o caminho percorrido, entrastes e parastes, como que em peregrinação, em muitos lugares da vida de Jesus: na casa de Nazaré, contemplando a Anunciação; na casa de Zacarias, contemplando a Visitação, que hoje celebramos; na gruta de Belém, contemplando o Natal; no Templo de Jerusalém, contemplando a Apresentação e depois o encontro de Jesus. Acompanhavam-vos, na Ave-Maria repetida com fé, as palavras do Anjo à Mãe de Deus: «Alegra-te, ó cheia de graça: o Senhor está contigo!» (Lc 1,28), e as de Isabel que a saúda com alegria: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!» (Lc 1,42).

Assim, os vossos passos foram cadenciados pela Palavra de Deus que, com o seu ritmo, assinalou o trajeto, as paradas e as partidas, assim como fez com o povo de Israel no deserto, a caminho da Terra prometida.

Olhemos, pois, para a nossa existência como um caminho no seguimento de Jesus, a percorrer, como fizemos esta tarde, com Maria. E peçamos ao Senhor para saber louvá-lo todos os dias, «com a vida e com a língua, com o coração e com os lábios, com a voz e com a conduta» (Santo Agostinho, Discurso 256, 1), evitando desarmonias: a língua em sintonia com a vida, e os lábios com a consciência (cf. ibid.).

Saúdo os Senhores Cardeais presentes, os Bispos, os sacerdotes, os consagrados e todos os fiéis. Desejo manifestar, de modo particular, afeto e gratidão às Irmãs Beneditinas do Mosteiro Mater Ecclesiae, que com a sua oração escondida e constante sustentam a nossa comunidade e a nossa obra.

Que a alegria deste momento permaneça e cresça em nós, «na nossa vida pessoal e familiar, em todos os ambientes, especialmente na vida desta família que, aqui no Vaticano, serve a Igreja universal» (Bento XVI, Conclusão do mês mariano, 31 de maio de 2012). Que o Senhor nos abençoe e nos acompanhe sempre, e que Maria interceda por nós. Obrigado!

Oração do rosário nos Jardins Vaticanos



Chegada na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Ordenações Presbiterais no Vaticano (2025)

Na manhã do sábado, 31 de maio de 2025, o Papa Leão XIV presidiu a Missa na Basílica de São Pedro durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a 11 diáconos da Diocese de Roma.

Foi celebrada a Missa Ritual das Ordenações, com suas orações e leituras próprias, como é possível ver no livreto da celebração.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Marco Agostini.

Procissão de entrada

Incensação

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Ordenações Presbiterais (2025)

Santa Missa com Ordenações Presbiterais
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sábado, 31 de maio de 2025

Foi celebrada a Missa Ritual das Ordenações, com leituras próprias (At 20,17-18a.28-32.36; Sl 109; 2Cor 5,14-20; Jo 17,6.14-19).

Amados irmãos e irmãs!
Hoje é um dia de grande alegria para a Igreja e para cada um de vós, ordenandos presbíteros, com os vossos familiares, amigos e companheiros de caminho durante os anos de formação. Como o Rito da Ordenação realça em várias passagens, a relação entre o que hoje celebramos e o povo de Deus é fundamental. A profundidade, a amplitude e até a duração do júbilo divino que agora partilhamos são diretamente proporcionais aos vínculos que existem e crescerão entre vós, ordenandos, e o povo do qual provindes, do qual permaneceis parte e ao qual sois enviados. Meditarei sobre este aspecto, tendo sempre presente que a identidade do sacerdote depende da união com Cristo, sumo e eterno sacerdote.

Somos povo de Deus. O Concílio Vaticano II tornou mais viva esta consciência, praticamente antecipando um tempo em que a pertença se tornaria mais frágil e o sentido de Deus mais rarefeito. Sois testemunhas de que Deus não se cansou de reunir os seus filhos, por mais diversos que sejam, e de constituí-los em uma unidade dinâmica. Não se trata de uma ação impetuosa, mas daquela brisa suave que devolveu a esperança ao profeta Elias na hora do desânimo (cf. 1Rs 19,12). A alegria de Deus não é ruidosa, mas muda verdadeiramente a história, aproximando-nos uns dos outros. Um ícone disto é o mistério da Visitação, que a Igreja contempla no último dia de maio. Do encontro entre a Virgem Maria e a prima Isabel vemos brotar o Magnificat, cântico de um povo visitado pela graça.


As leituras recém proclamadas ajudam-nos a interpretar o que acontece também entre nós. Em primeiro lugar, no Evangelho, Jesus não nos aparece esmagado pela morte iminente, nem pela desilusão de laços interrompidos ou inacabados. Pelo contrário, o Espírito Santo intensifica estes laços ameaçados. Na oração, eles tornam-se mais fortes do que a morte. Em vez de pensar no seu destino pessoal, Jesus coloca nas mãos do Pai os vínculos que construiu aqui na terra. Nós fazemos parte deles! Com efeito, o Evangelho chegou até nós através de laços que o mundo pode desgastar, mas não destruir.

Solenidade da Ascensão do Senhor em Jerusalém (2025)

Nos dias 28 e 29 de maio de 2025 o Vigário da Custódia Franciscana da Terra Santa, Padre Ibrahim Faltas, presidiu as celebrações da Solenidade da Ascensão do Senhor em Jerusalém [1].

As celebrações tiveram lugar no Imbomón, a Edícula da Ascensão no Monte das Oliveiras: as I Vésperas (oração da tarde da Liturgia das Horas) na quarta-feira e a Santa Missa na manhã da quinta-feira.

28 de maio: I Vésperas

Acolhida do Vigário da Custódia
Oração dentro do Imbomón

I Vésperas: Procissão de entrada