terça-feira, 14 de novembro de 2023

Divina Liturgia nos 400 anos do martírio de São Josafá

No domingo, 12 de novembro de 2023, o Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu a Divina Liturgia no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro no Vaticano por ocasião dos 400 anos da morte de São Josafá, Bispo e Mártir, cujas relíquias veneram-se em um dos altares da Basílica.

Além dos Bispos ucranianos e dos sacerdotes da Ordem de São Basílio Magno (OSBM), à qual pertencia São Josafá, também estiveram presentes Bispos e fiéis da Lituânia, onde o santo exerceu parte do seu ministério. A homilia, com efeito, foi confiada ao Arcebispo de Vilnius, Dom Gintaras Grušas.

Procissão de entrada
O Arcebispo Maior abençoa os fiéis
Incensação
Liturgia da Palavra
Evangelho

Ângelus: XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano A

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 12 de novembro de 2023

Amados irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho de hoje oferece-nos uma história que diz respeito ao sentido da vida de cada pessoa. É a parábola das dez virgens, chamadas a sair ao encontro do esposo (Mt 25,1-13). Viver é isto: uma grande preparação para o dia em que seremos chamados a sair ao encontro de Jesus! Na parábola, porém, dessas dez virgens, cinco são sábias e cinco insensatas. Vejamos em que consistem a sabedoria e a insensatez. A sabedoria da vida e a insensatez da vida.

Todas aquelas damas de honra estão ali para acolher o esposo, isto é, querem encontrá-lo, tal como nós também desejamos uma realização feliz da vida: a diferença entre a sabedoria e a insensatez não reside, portanto, na boa vontade. Nem na pontualidade com que se chega ao encontro: todas estavam lá. A diferença entre as sábias e as insensatas é outra: a preparação. O texto diz: as sábias «juntamente com as suas lâmpadas, levaram também o azeite» (v. 4); as insensatas não o fizeram. Eis a diferença: o óleo. E qual é uma das características do óleo? O fato de não se ver: está dentro das lâmpadas, não dá nas vistas, mas sem ele as lâmpadas não dão luz.

Olhemos para nós mesmos e vejamos que a nossa vida corre o mesmo risco: muitas vezes estamos muito atentos às aparências, o importante é cuidar bem da nossa imagem, causar uma boa impressão perante os outros. Mas Jesus diz que a sabedoria da vida está em outro lado: no cuidado com o que não se vê, mas, mais importante, no cuidado com o coração. O cuidado da vida interior. Trata-se de saber parar e escutar o coração, de vigiar sobre os pensamentos e os sentimentos. Quantas vezes não sabemos o que se passa dentro do nosso coração nesse dia. O que se passa dentro de cada um de nós? A sabedoria é saber dar espaço ao silêncio, é saber ouvirmo-nos a nós mesmos e aos outros. É saber renunciar ao tempo passado diante da tela do celular para fitar a luz nos olhos dos outros, no nosso próprio coração, no olhar de Deus sobre nós. Significa não nos deixarmos aprisionar pelo ativismo, mas dedicar tempo ao Senhor, à escuta da sua Palavra.

E o Evangelho dá-nos o conselho certo para não negligenciarmos o óleo da vida interior, “o óleo da alma”: diz-nos que é importante prepará-lo. De fato, na narração vemos que as virgens já têm as lâmpadas, mas devem preparar o óleo: devem ir aos negociantes, comprá-lo, colocá-lo nas lâmpadas... (vv. 7.9). Assim é para nós: a vida interior não pode ser improvisada, não é uma questão de um momento, de uma vez ou outra, de uma vez por todas; deve ser preparada dedicando um pouco de tempo todos os dias, com constância, como se faz para todas as coisas importantes.

Então podemos perguntar-nos: o que estou preparando neste momento da vida? Dentro de mim, o que estou preparando? Talvez esteja tentando poupar, esteja pensando em uma casa ou carro novo, em projetos concretos... São coisas boas, não são más. Mas será que estou pensando também em dedicar tempo ao cuidado do coração, à oração, ao serviço dos outros, ao Senhor que é o objetivo da vida? Em suma, como está o óleo da minha alma? Perguntemo-nos cada um de nós: como está o óleo da minha alma? Alimento-o, conservo-o bem?
Que Nossa Senhora nos ajude a conservar o óleo da vida interior.

As dez virgens (Walter Rane)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Discurso do Papa: Encontro de Reitores de Santuários 2023

No dia 11 de novembro de 2023 o Papa Francisco proferiu um discurso no II Encontro Internacional de Reitores e Agentes Pastorais de Santuários, encontro promovido pelo Dicastério para a Evangelização (Seção para as questões fundamentais da evangelização no mundo) em preparação ao Jubileu de 2025.

Papa Francisco
Discurso aos participantes do II Encontro Internacional de Reitores e Agentes Pastorais de Santuários
Sala Paulo VI
Sábado, 11 de novembro de 2023

Caros amigos, bom dia!
Eu vos acolho por ocasião do vosso II Encontro Internacional, porque conheceis bem minha atenção pela vida dos Santuários. Agradeço a Dom Rino Fisichella por esta iniciativa e pelo empenho do Dicastério na pastoral dos Santuários. São lugares especiais, onde o santo povo fiel de Deus acorre para rezar, para ser consolado e para olhar com maior confiança para o futuro.

Vamos ao Santuário, antes de tudo, para rezar. Da nossa parte é necessário que permaneça sempre viva a preocupação de que os nossos Santuários sejam realmente lugares privilegiados de oração. Sei com quanto cuidado se celebra ali a santa Eucaristia e quanto empenho é dedicado ao Sacramento da Reconciliação. Recomendo-vos que haja um bom discernimento na escolha dos sacerdotes para as Confissões, para que quem se apresenta ao confessionário atraído pela misericórdia do Pai não encontre obstáculos para viver uma plena reconciliação. O Sacramento da Reconciliação é perdoar, sempre, perdoar. Não pode acontecer, especialmente nos Santuários, que se encontrem obstáculos, porque nesse Sacramento, por sua própria natureza, a misericórdia de Deus pede ser expressa de modo superabundante. Assim justamente o percebem os fiéis: como lugar especial onde encontrar a graça de Deus. Perdoai sempre como perdoa o Pai. Perdoar.


Na história de todo Santuário é fácil tocar com a mão a fé do nosso povo fiel, que se mantém viva e alimentada com a oração, em primeiro lugar o Rosário, que ajuda a rezar através da meditação dos mistérios da vida de Jesus e da Virgem Maria. Entrar espiritualmente nesses mistérios, sentindo-se parte viva de tudo o que constitui nossa história da salvação, é um empenho doce, que dá sabor de Evangelho à vida quotidiana.

É importante que nos Santuários se dedique particular atenção à adoração. Nós perdemos um pouco o senso da adoração, devemos recuperá-lo. Talvez devamos reconhecer que o ambiente e a atmosfera das nossas igrejas nem sempre convida ao recolhimento e à adoração. Favorecer nos peregrinos a experiência do silêncio contemplativo - e não é fácil -, do silêncio adorador, significa ajudá-los a fixar o olhar no essencial da fé. A adoração não é um afastar-se da vida; antes, é o espaço para dar sentido a tudo, para receber o dom do amor de Deus para poder testemunhá-lo na caridade fraterna. Nós devemos nos questionar: “E eu, sou habituado à oração de adoração?”. É importante responder.

sábado, 11 de novembro de 2023

Festa da Dedicação da Basílica do Latrão (2023)

No dia 09 de novembro a Igreja de Rito Romano celebra a Festa da Dedicação da Basílica do Latrão, a Catedral de Roma. Para saber mais, confira nossa postagem sobre o significado dessa celebração.

Neste ano de 2023 a Missa da Festa foi presidida pelo Arcipreste da Basílica e Vigário Geral da Diocese de Roma, Cardeal Angelo De Donatis, dando início às comemorações dos 1700 anos da dedicação da igreja (324-2024). Para saber mais, confira nossa postagem sobre a história da Basílica.

Note-se que o altar-mor e o baldaquino ou cibório do século XIV estão sendo restaurados, de modo que foi preparado um altar móvel para a Liturgia Eucarística.

Arquibasílica do Latrão, Catedral de Roma
Procissão de entrada
Liturgia da Palavra
Homilia
Incensação

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Dissertações sobre Liturgia: Universidade Católica Portuguesa 2022

Aqui em nosso blog já destacamos trabalhos acadêmicos sobre Liturgia (Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado) de duas instituições do Brasil, as Pontifícias Universidades Católicas de São Paulo (PUC-SP) e do Rio de Janeiro (PUC-Rio)

Nesta postagem gostaríamos de “cruzar o Atlântico” e propor algumas Dissertações defendidas na Universidade Católica Portuguesa (UCP), instituição fundada em 1967 com sedes em Lisboa, Braga, Porto e Viseu.

Universidade Católica Portuguesa (Logotipo)

A seguir, pois, destacamos cinco Dissertações de Mestrado sobre Liturgia e Sacramentos defendidas nessa instituição no ano de 2022.

Seguem os resumos dos trabalhos, que podem ser acessados na íntegra no site da UCP, conforme os links a seguir:

Catequese e Liturgia no De Sacramentis e no De Mysteriis de Santo Ambrósio de Milão
Autor: Ángel David Azcurra Rodríguez
Orientador: Isidro Pereira Lamelas
Dissertação de Mestrado (2022), 154 páginas

O processo da iniciação cristã aparece, especialmente no século IV, como instância fundamental para a formação e transformação dos aspirantes ao Batismo. Disto era consciente Santo Ambrósio de Milão que, na sua preocupação pastoral, se dedicou à formação dos catecúmenos que estavam próximos de receber os sacramentos da iniciação cristã. Deste modo, as suas catequeses mistagógicas - De Sacramentis e De Mysteriis - dão a conhecer não só os conteúdos e o sentido da Liturgia batismal na explicação dos ritos e sacramentos recebidos, mas, sobretudo, a metodologia usada pelo nosso autor para transmitir toda a riqueza catequético-litúrgica da Tradição da Igreja. Assim, tais obras aparecem como o cume de todo o processo de iniciação cristã, apresentando uma grande riqueza catequética, litúrgica, teológica, moral, exegética e espiritual, muito esclarecedora e válida para os nossos dias. É nesta perspectiva que estudaremos as obras referidas, observando os seus vários elementos, dentro do contexto catecumenal, definindo este contexto e as suas caraterísticas, sempre sob a perspectiva litúrgico-catequética.
Capítulos:
1. Santo Ambrósio no seu tempo: Contexto político e eclesial, a sua figura e obra pastoral
2. Catecumenato, catequese e Liturgia no século IV
3. A mistagogia de Ambrósio de Milão: Análise das catequeses “De Sacramentis” e “De Mysteriis”


Práticas silenciárias e mistagogia poética do silêncio na Liturgia
Autor: Rafael da Silva Gonçalves
Orientador: Joaquim Augusto Félix de Carvalho
Dissertação de Mestrado (2022), 97 páginas

quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Leitura litúrgica da Primeira Carta de Pedro (1)

“Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus” (1Pd 2,4).

Em nossa série de postagens sobre a leitura litúrgica dos livros da Sagrada Escritura já analisamos quatro das sete “Cartas Católicas” do Novo Testamento (NT), assim chamadas porque dirigidas a toda a Igreja: as três Cartas de João e a Carta de Tiago.

Nesta postagem daremos continuidade a esta proposta com um percurso pela leitura da Primeira Carta de Pedro (1Pd) na Liturgia do Rito Romano.

São Pedro (Matthias Stom)

1. Breve introdução à Primeira Carta de Pedro

No primeiro versículo da Carta o autor se apresenta como: “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo” (1Pd 1,1). A maioria dos estudiosos defende que esta autoria é simbólica. Pedro morreu entre 64 e 68; contudo, diversos elementos presentes na Carta situam sua redação nos anos 80. Portanto, seu autor provavelmente era um discípulo do Apóstolo, que buscava para manter vivos seus ensinamentos.

Embora associada a Roma (1Pd 5,13), chamada de “Babilônia”, a obra está dirigida “aos estrangeiros da Diáspora” (1Pd 1,1), provavelmente pequenas comunidades formadas tanto por cristãos de origem pagã quanto de origem judaica, “espalhados” pela Ásia Menor após a destruição de Jerusalém no ano 70 e que se consideravam “dispersos” em um mundo onde os cristãos eram minoria.

A Carta pode ser dividida em três partes dentro de uma “moldura epistolar”:
Introdução: 1Pd 1,1-12: Saudação (vv. 1-2) e “ação de graças” (vv. 3-12);
1ª parte: 1Pd 1,13–2,10: Afirmação da dignidade do cristão;
2ª parte: 1Pd 2,11–4,11: Exortação a um bom testemunho diante dos pagãos;
3ª parte: 1Pd 4,12–5,11: Exortações para o momento presente;
Conclusão: 1Pd 5,12-14: Conclusão e saudações finais.

Já na primeira parte a Carta toma a forma de uma “homilia batismal” dirigida aos neófitos, isto é, aos recém-batizados, exortando-os a assumir a vida nova que receberam pelo sacramento.

Na segunda parte temos um dos “códigos domésticos” do NT (1Pd 2,13–3,12), no qual o autor exorta vários grupos sobre o comportamento do cristão, chamado a dar um bom testemunho diante dos pagãos: os cidadãos diante dos governantes, os servos com seus senhores, os esposos (sobretudo em casamentos mistos, entre cristãos e pagãos), enfim, todos os cristãos, que devem tratar-se como irmãos.

Ainda nesta parte se reflete sobre a atitude cristã diante da “perseguição”. A exortação ao respeito pelas autoridades parece indicar que não se trata de uma perseguição “até a efusão do sangue”, mas sim uma “rejeição” dos pagãos aos valores cristãos.

O autor recorda o exemplo de Cristo: Ele sujeitou-se ao rebaixamento da Morte, sendo glorificado em sua Ressurreição (1Pd 3,18-22). Seguindo seu exemplo, os cristãos não devem adotar o comportamento dos pagãos (4,1-6), mas, antes, viver em atitude de vigilância, à espera da vinda definitiva de Cristo (4,7-11).

Por fim, a terceira parte da Carta traz novas exortações sobre a provação (1Pd 4,12-19) e sobre a vida na comunidade, sendo referidos os presbíteros (5,1-4) e os “jovens” (5,5-11), provavelmente “iniciados” na fé.

Como podemos ver, a Primeira Carta de Pedro é um escrito eminentemente parenético, isto é, exortativo. Não obstante, sua teologia também é bem desenvolvida, refletindo sobre a Trindade, o Mistério Pascal de Cristo - incluindo sua descida ao Hades (1Pd 3,18-20; 4,6) -, a Igreja, os sacramentos (sobretudo o Batismo) e a escatologia.

A Santíssima Trindade, evocada na saudação da Carta

Destaca-se ainda o amplo uso de referências do Antigo Testamento, além dos vários pontos de contato com outros escritos do NT (por exemplo, com as Cartas Paulinas).

Para saber mais, confira a bibliografia indicada no final da postagem.

2. Leitura litúrgica da Primeira Carta de Pedro: Composição harmônica

Como temos feito com todos os livros da Sagrada Escritura estudados nesta série, analisaremos a leitura da Primeira Carta de Pedro nas celebrações litúrgicas seguindo os dois critérios de seleção dos textos indicados no n. 66 do Elenco das Leituras da Missa (ELM): a composição harmônica e a leitura semicontínua [1].

Iniciaremos nosso percurso pelas leituras em composição harmônica, isto é, em sintonia com o tempo ou a festa litúrgica, considerando também alguns textos da Carta proferidos como antífonas na Missa.

terça-feira, 7 de novembro de 2023

Ângelus: XXXI Domingo do Tempo Comum - Ano A

Papa Francisco
Ângelus
Domingo, 05 de novembro de 2023 


Estimados irmãos e irmãs, bom dia!
No Evangelho da Liturgia de hoje ouvimos algumas palavras de Jesus a respeito dos escribas e fariseus, isto é, dos chefes religiosos do povo. Em relação a estas autoridades, Jesus usa palavras muito duras, «porque dizem e não fazem» (Mt 23,3) e «fazem todas as suas obras para serem admirados pelo povo» (v. 5). É isto que Jesus diz: dizem e não fazem, e tudo o que fazem é para aparecer.

Detenhamo-nos, pois, nestes dois aspectos: a distância entre o dizer e o fazer e o primado do exterior sobre o interior.

A distância entre o dizer e o fazer. A estes mestres de Israel, que pretendem ensinar aos outros a Palavra de Deus e ser respeitados como autoridades do Templo, Jesus contesta a duplicidade da vida deles: pregam uma coisa, mas vivem outra. Estas palavras de Jesus recordam as dos profetas, especialmente de Isaías: «Este povo aproxima-se de mim só com a boca e honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim» (Is 29,13). É este o perigo a que devemos estar atentos: a duplicidade de coração. Também nós corremos este perigo: esta duplicidade de coração que põe em causa a autenticidade do nosso testemunho e também a nossa credibilidade como pessoas e como cristãos.

Todos nós experimentamos, devido à nossa fragilidade, uma certa distância entre o dizer e o fazer; mas outra coisa é ter um coração duplo, viver com “um pé em dois sapatos” sem fazer disso um problema. Sobretudo quando somos chamados - na vida, na sociedade ou na Igreja - a desempenhar um papel de responsabilidade, lembremo-nos disto: não à duplicidade! Para um sacerdote, um agente pastoral, um político, um professor ou um pai, aplica-se sempre esta regra: o que se diz, o que se prega aos outros, compromete-se a vivê-lo primeiro. Para ser um mestre com autoridade, é preciso primeiro ser uma testemunha credível.

O segundo aspecto é uma consequência: o primado do exterior sobre o interior. De fato, vivendo na duplicidade, os escribas e os fariseus preocupam-se em ter de esconder a sua incoerência para salvar a sua reputação exterior. Porque se as pessoas soubessem o que deveras está no seu coração, ficariam envergonhadas e perderiam toda a credibilidade. Por isso, fazem obras para parecerem justos, para “salvar as aparências”, como se diz. O truque é muito comum: pintam a cara, pintam a vida, pintam o coração. Estas pessoas “pintadas” não sabem viver a verdade. E muitas vezes também nós temos a tentação da duplicidade.

Irmãos e irmãs, aceitando esta advertência de Jesus, perguntemo-nos também a nós mesmos: procuramos praticar o que pregamos, ou vivemos na duplicidade? Dizemos uma coisa e fazemos outra? Preocupamo-nos apenas em mostrar-nos impecáveis por fora, pintados, ou cuidamos da nossa vida interior com sinceridade de coração?

Dirijamo-nos à Virgem Maria: ela que viveu com integridade e humildade de coração segundo a vontade de Deus, nos ajude a tornarmo-nos testemunhas credíveis do Evangelho.

Jesus e os fariseus (Lebedev)

Fonte: Santa Sé.

Observação: No Brasil, celebramos nesse domingo a Solenidade de Todos os Santos, transferida do dia 01 de novembro.