terça-feira, 6 de setembro de 2022

Fotos da Beatificação do Papa João Paulo I

No dia 04 de setembro de 2022 o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Santa Missa do XXIII Domingo do Tempo Comum (ano C) na Praça de São Pedro para a Beatificação do seu predecessor, o Papa João Paulo I (Albino Luciani), que foi Bispo de Roma por apenas 33 dias, de 26 de agosto a 28 de setembro de 1978.

A Liturgia Eucarística foi celebrada pelo Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

O Santo Padre, por sua vez, foi assistido pelos Monsenhores Diego Giovanni Ravelli e L'ubomir Welnitz, endossando um pluvial que pertenceu a João Paulo II, o qual também foi usado por Bento XVI em algumas ocasiões. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Imagem do Bem-aventurado João Paulo I, "o sorriso de Deus"
Ritos iniciais
Pedido da Beatificação:
O Postulador, Cardeal Beniamino Stella, lê a biografia do Beato

O Papa Francisco profere a fórmula da Beatificação

Homilia do Papa: Beatificação de João Paulo I

Santa Missa e Beatificação do Papa João Paulo I
Homilia do Papa Francisco
Praça de São Pedro
XXIII Domingo do Tempo Comum, 04 de setembro de 2022

Jesus vai a caminho de Jerusalém e, como diz o Evangelho de hoje, «seguiam com Ele grandes multidões» (Lc 14,25). Caminhar com Ele significa segui-Lo, isto é, tornar-se discípulo. E, contudo, a estas pessoas o Senhor faz um discurso pouco atraente e muito exigente: não pode ser seu discípulo quem não O ama mais do que aos seus entes queridos, quem não carrega a sua cruz, quem não renuncia aos bens terrenos (vv. 26-27.33). Por que Jesus dirige tais palavras à multidão? Qual é o significado das suas advertências? Tentemos responder a estas questões.


Em primeiro lugar, vemos muitas pessoas, uma multidão numerosa que segue Jesus. Podemos imaginar que muitos ficaram fascinados pelas suas palavras e maravilhados com os gestos que realizava; e, por isso, terão visto n’Ele uma esperança para o próprio futuro. Que teria feito qualquer outro mestre de então, ou - podemos ainda interrogar-nos - que faria um líder astuto ao ver que as suas palavras e o seu carisma atraíam as multidões e faziam crescer o consenso no seio delas? Como sucede hoje, especialmente nos momentos de crise pessoal e social em que estamos mais expostos a sentimentos de ira ou temos medo de qualquer coisa que ameaça o nosso futuro, ficamos mais vulneráveis e assim, na onda da emoção, confiamo-nos a quem com sagacidade e astúcia sabe manejar esta situação, aproveitando-se dos temores da sociedade e prometendo ser o «salvador» que resolverá os problemas, quando, na realidade, o que deseja é aumentar a sua popularidade e o próprio poder, a sua própria imagem, a própria capacidade de controlar as coisas.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

CNBB aprova a tradução da 3ª edição do Missal

De 28 de agosto a 02 de setembro de 2022 teve lugar junto ao Santuário Nacional de Aparecida a 59ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Durante a Assembleia, os Bispos aprovaram a tradução da 3ª edição típica do Missal Romano, livro que contém todas as orações para a celebração da Missa.

Dom Edmar e Padre Leonardo Pinheiro com o Missal
(Esta é a forma típica, em latim, que serviu de base para a tradução)

No Brasil nós utilizamos desde 1991 a 2ª edição do Missal Romano, que foi publicada em sua forma típica (em latim) no ano de 1975. A 3ª edição típica do Missale Romanum, por sua vez, foi promulgada por São João Paulo II em 2002 e revista em 2008, com pequenas correções e o acréscimo de alguns santos.

Antes, na Quinta-feira Santa do ano 2000, já havia sido promulgada a Instrução Geral sobre o Missal Romano (IGMR), isto é, a Introdução do Missal, com as orientações para a celebração da Missa. Esta Instrução foi traduzida oficialmente pela CNBB em 2004.

O processo de tradução do Missal propriamente dito, nos anos seguintes, foi realizado pela Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (Cetel), presidida por Dom Joviano de Lima Júnior (2007-2011), Dom Armando Bucciol (2011-2019) e Dom Edmar Peron (desde 2019), tendo como Secretário nesses últimos anos o Padre Leonardo Pinheiro.

A tradução foi concluída em 2019 e apresentada durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB. Após um processo de revisão, na Assembleia deste ano de 2022, como indicamos acima, os Bispos aprovaram a versão final da tradução, que agora será encaminhada ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos para sua confirmação.


Durante a coletiva de imprensa na tarde da quinta-feira, 01 de setembro, Dom Edmar Peron, Presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB, tomou a palavra (07-16min do vídeo), destacando a importância do Missal: nele está toda a fé da Igreja. O Bispo enfatizou que nós cremos o que celebramos e celebramos o que cremos. Portanto, o Missal é fonte de vida espiritual e de comunhão eclesial.

Dom Edmar Peron, Presidente da Comissão para a Liturgia

Seguiu-se a intervenção de Dom Armando Bucciol, que falou sobre o retiro dos Bispos na manhã da quinta-feira, e o espaço para as perguntas dos jornalistas presentes.

Interrogado sobre como valorizar as orações do Missal (26-30min), Dom Edmar frisou a importância das equipes de celebração, as quais não devem se limitar a distribuir funções, mas sim rezar, aprofundar os textos litúrgicos. Também o sacerdote que preside a celebração é chamado a “deixar-se educar” pelos textos litúrgicos, fazendo uma “leitura orante” dos mesmos, como se faz com a Palavra de Deus.

Discurso do Papa à Associação de Professores de Liturgia

No dia 01 de setembro de 2022 o Papa Francisco recebeu na Sala Clementina do Palácio Apostólico os membros da Associação Italiana de Professores e Cultores de Liturgia por ocasião dos 50 anos da instituição. Eis seu discurso na ocasião:

Papa Francisco
Discurso aos membros da Associação Italiana de Professores e Cultores de Liturgia
Sala Clementina
Quinta-feira, 01 de setembro de 2022

Caros irmãos e irmãs, bom dia e bem-vindos!
Estou contente de encontrar-vos nesses dias nos quais celebrais o 50º aniversário da Associação de Professores e Cultores de Liturgia. Uno-me a vós no render graças ao Senhor. Antes de tudo, agradeçamos por aqueles que, há cinquenta anos, tiveram a coragem de tomar a iniciativa e dar vida a essa realidade; depois, agradeçamos por tantos que participaram neste meio século, oferecendo a sua contribuição para a reflexão sobre a vida litúrgica da Igreja; e agradeçamos pela contribuição que a Associação deu à recepção da reforma litúrgica inspirada pelo Concílio Vaticano II na Itália.


Este período de vida e de empenho corresponde, com efeito, ao tempo eclesial desta reforma litúrgica: um processo que conheceu diversas fases, desde aquela inicial, caracterizada pela edição dos novos livros litúrgicos, àquela articulada pela sua recepção nas décadas seguintes. Esta obra de acolhida está ainda em curso e nos encontra todos empenhados no aprofundamento que requer tempo e cuidado, um cuidado apaixonado e paciente; requer inteligência espiritual e inteligência pastoral; requer formação para uma sabedoria celebrativa que não se improvisa e é continuamente afinada.

sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Missa pelos Bispos falecidos em Milão

No dia 30 de agosto a Arquidiocese de Milão (Itália) celebra a memória do Beato Cardeal Alfredo Ildefonso Schuster (†1954), Arcebispo de Milão de 1929 a 1954, beatificado em 1996 pelo Papa João Paulo II e grande liturgista, autor do célebre Liber Sacramentorum.

Dom Mario Enrico Delpini, atual Arcebispo de Milão, celebrou no dia 30 de agosto de 2022 a Santa Missa da Memória do Beato Cardeal Schuster na Catedral de Santa Maria Nascente, o Duomo de Milão.

Na ocasião fez-se memória também dos outros Arcebispos milaneses falecidos recentemente: os Cardeais Giovanni Colombo (†1992), Carlo Maria Martini  (†2012) e Dionigi Tettamanzi (†2017).

Procissão de entrada

Homilia
Aspersão do túmulo do Cardeal Martini
Aspersão dos túmulos dos Cardeais Tettamanzi e Colombo

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Fotos da Missa do Papa Francisco com os Cardeais

Na terça-feira, 30 de agosto de 2022, o Papa Francisco presidiu sem celebrar a Santa Missa na Basílica de São Pedro com os membros do Colégio Cardinalício, incluindo os 20 novos Cardeais criados no Consistório de sábado, 27 de agosto.

A Liturgia Eucarística foi celebrada pelo Cardeal Decano, Giovanni Battista Re, assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

Foi celebrada a Missa pela Igreja, um dos formulários de Missas para diversas circunstâncias, com suas orações e leituras, embora com os paramentos verdes, da cor do tempo.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Diego Giovanni Ravelli e Cristiano Antonietti. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada

O Cardeal Re incensa a imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa com os Cardeais

Santa Missa com os novos Cardeais e o Colégio Cardinalício
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro
Terça-feira, 30 de agosto de 2022

As leituras desta celebração - próprias do formulário “pela Igreja” - apresentam-nos uma dupla admiração: a de Paulo perante o desígnio de salvação de Deus (cf. Ef 1,3-14) e a dos discípulos, incluindo o próprio Mateus, no encontro com Jesus Ressuscitado, que os envia em missão (cf. Mt 28,16-20). Dupla admiração. Entremos nestes dois territórios, onde sopra forte o vento do Espírito Santo, para que possamos recomeçar a partir desta celebração, e desta convocação dos cardeais, mais capazes de “anunciar as maravilhas do Senhor a todos os povos” (cf. Salmo Responsorial).


O hino com que se inicia a Carta aos Efésios brota da contemplação do desígnio salvífico de Deus na história. Assim como permanecemos encantados na presença do universo que nos cerca, a admiração nos invade ao considerarmos a história da salvação. E, se tudo no cosmos se move ou fica parado de acordo com a impalpável força da gravidade, no desígnio de Deus através dos tempos tudo encontra sua origem, existência, destino e fim em Cristo.