terça-feira, 7 de novembro de 2023

Celebrações do início de novembro em Milão (2023)

O inicio do mês de novembro é marcado por três importantes celebrações na Arquidiocese de Milão (Itália), a qual possui um rito próprio (Rito Ambrosiano): além da Solenidade de Todos os Santos e da Comemoração dos Fiéis Defuntos, celebra-se no dia 04 a Solenidade de São Carlos Borromeu, co-padroeiro da Arquidiocese (junto com Santo Ambrósio).

Publicamos a seguir algumas imagens das três celebrações neste ano de 2023, presididas pelo Arcebispo, Dom Mario Enrico Delpini, na Catedral de Santa Maria Nascente, o Duomo de Milão.

01 de novembro: Solenidade de Todos os Santos

Procissão de entrada
Ritos iniciais
Procissão com o Livro dos Evangelhos
Abraço da paz
Apresentação das oferendas

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Fotos da Missa pelos Bispos falecidos no Vaticano (2023)

No dia 03 de novembro de 2023 teve lugar no altar da Cátedra da Basílica de São Pedro a Santa Missa em sufrágio pelo Papa Bento XVI e pelos Cardeais e Bispos falecidos ao longo do ano.

A Missa foi presidida pelo Papa Francisco, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Ján Dubina. A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada pelo Cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício.

O livreto da celebração pode ser visto aqui, com a lista dos Bispos falecidos: além do Papa Bento XVI, elencam-se 06 Cardeais (incluindo Dom Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo Emérito de Salvador), e 147 Bispos (dentre os quais destacamos Dom Dimitrios Salachas, Exarca Emérito da Grécia).

Em relação às Igrejas Ortodoxas, recordamos aqui o Arcebispo Chrysostomos II do Chipre e o Abuna Qerlos da Igreja Ortodoxa Eritreia Tewahedo.

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Oração do dia
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Missa pelos Bispos falecidos (2023)

Santa Missa em Sufrágio pelo Papa Bento XVI e pelos Cardeais e Bispos falecidos durante o ano
Homilia do Papa Francisco
Basílica de São Pedro - Altar da Cátedra
Sexta-feira, 03 de novembro de 2023

Jesus está prestes a entrar em Naim; caminham com Ele os discípulos e «uma grande multidão» (Lc 7,11). Quando chegam perto da porta da cidade, encontram outro cortejo que segue em direção oposta: está saindo para sepultar o filho único de uma mãe que ficara viúva. E o Evangelho diz: «Vendo-a, o Senhor compadeceu-se» (v. 13). Jesus vê-a e enche-se de compaixão. Bento XVI, que hoje recordamos juntamente com os Cardeais e Bispos falecidos durante o ano transcorrido, escreveu na sua primeira Encíclica que o programa de Jesus é «um coração que vê» (Deus caritas est, n. 31). Quantas vezes nos recordou que a fé não é, primariamente, uma ideia a compreender nem uma moral a abraçar, mas uma Pessoa a encontrar: Jesus Cristo. O coração d’Ele bate forte por nós, o seu olhar condói-se à vista dos nossos sofrimentos.


O Senhor detém-se diante da angústia por aquela morte. É interessante que pela primeira vez, precisamente nesta ocasião, o Evangelho de Lucas atribui a Jesus o título de «Senhor»: «o Senhor compadeceu-se». Chama-o Senhor (isto é, Deus que tem o domínio sobre tudo) precisamente no momento da sua compaixão por uma mãe viúva que, ao ficar sem o único filho, perdeu a razão de viver. Assim é o nosso Deus, cuja divindade resplandece no contato com as nossas misérias, porque o seu coração é compassivo. O dom da vida que vence a morte - a ressurreição daquele filho - brota precisamente daqui: da compaixão do Senhor, que se comove à vista do nosso mal extremo, a morte. Como é importante comunicar este olhar de compaixão a quem vive na angústia pela morte dos seus entes queridos!

sábado, 4 de novembro de 2023

Fotos da Missa do Papa na Comemoração dos Fiéis Defuntos 2023

No dia 02 de novembro de 2023 o Papa Francisco presidiu sem celebrar (embora endossando a casula, ao invés do pluvial) a Santa Missa da Comemoração de todos os Fiéis Defuntos no Rome War Cemetery, junto às Muralhas Aurelianas, onde estão sepultados soldados da Commonwealth (Reino Unido, Canadá...) mortos na Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

A Liturgia Eucarística, por sua vez, foi celebrada por Dom Diego Giovanni Ravelli, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.


O Papa reza junto aos túmulos

Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Comemoração dos Fiéis Defuntos (2023)

Santa Missa na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Homilia do Papa Francisco
Rome War Cemetery
Quinta-feira, 02 de novembro de 2023

A celebração de um dia como o de hoje leva-nos a dois pensamentos: memória e esperança.

Memória daqueles que nos precederam, que transcorreram a sua vida, que concluíram esta vida; memória de tantas pessoas que nos fizeram bem: na família, entre amigos... E memória também daqueles que não conseguiram fazer tanto bem, mas foram recebidos na memória de Deus, na misericórdia de Deus. É o mistério da grande misericórdia do Senhor!

E depois esperança. A memória de hoje é uma memória para olhar em frente, para fitar o nosso caminho, o nosso percurso. Caminhamos rumo a um encontro, com o Senhor e com todos. E devemos pedir ao Senhor a graça da esperança: a esperança que nunca desilude, nunca; a esperança, que é a virtude quotidiana que nos leva em frente, que nos ajuda a resolver os problemas e a procurar soluções. Mas sempre em frente, em frente! A esperança fecunda, a virtude teologal de cada dia, de cada momento: chamar-lhe-ei a virtude teologal “da cozinha”, porque está à mão e vem sempre em nosso auxílio. A esperança que não desilude: vivemos nesta tensão entre memória e esperança!

Gostaria de meditar sobre algo que me aconteceu à entrada. Eu olhava para a idade destes soldados mortos. A maioria tem entre 20 e 30 anos. Vidas interrompidas, vidas sem futuro. E pensei nos pais, nas mães que receberam aquela carta: “Senhora, tenho a honra de lhe dizer que tem um filho herói”. “Sim, herói, mas o tiraram de mim!”. Tantas lágrimas naquelas vidas que foram interrompidas. E não pude deixar de pensar nas guerras de hoje. O mesmo acontece hoje: tantas pessoas jovens e menos jovens... Nas guerras do mundo, até nas mais próximas de nós, na Europa e não só: quantas mortes! Destrói-se a vida sem ter consciência disto.

Hoje, pensando nos mortos, conservando a memória dos mortos, preservando a esperança, peçamos ao Senhor a paz, para que as pessoas não se matem mais nas guerras. Tantos inocentes mortos, tantos soldados que perdem a vida. Mas isto, porquê? As guerras são sempre uma derrota, sempre! Não há vitória total, não! Sim, um vence o outro, mas por detrás disto há sempre a derrota do preço pago. Oremos ao Senhor pelos nossos mortos, por todos, por todos: que o Senhor receba todos! E rezemos também para que o Senhor tenha piedade de nós e nos dê esperança: esperança de que iremos em frente e de que estaremos todos com Ele quando nos chamar. Assim seja!


Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Ângelus: Solenidade de Todos os Santos 2023

Solenidade de Todos os Santos
Papa Francisco
Ângelus
Quarta-feira, 1º de novembro de 2023

Amados irmãos e irmãs, bom dia e boa festa!
Hoje celebramos a Solenidade de Todos os Santos. À luz desta festa, paremos um pouco para refletir sobre a santidade, em particular sobre duas características da verdadeira santidade: é um dom - é um dom, não se compra - e ao mesmo tempo é um caminho. Um dom e um caminho.

Primeiro, um dom. A santidade é um dom de Deus que recebemos no Batismo: se o deixarmos crescer, pode mudar completamente a nossa vida (cf. Exortação Apostólica Gaudete et exsultate, n. 15). Os santos não são heróis inalcançáveis ou distantes, mas são pessoas como nós, são nossos amigos, cujo ponto de partida é o mesmo dom que recebemos: o Batismo. De fato, se pensarmos bem, conhecemos certamente alguns, alguns santos de todos os dias, alguns justos, algumas pessoas que vivem a vida cristã com seriedade, com simplicidade... são aqueles a que gosto de chamar “os santos da porta ao lado”, que vivem normalmente entre nós. A santidade é um dom oferecido a todos para uma vida feliz. E, afinal, quando recebemos um presente, qual é a primeira reação? É precisamente a de ficarmos felizes, porque isso significa que alguém nos ama; e o dom da santidade torna-nos felizes porque Deus nos ama.

Mas toda a dádiva deve ser aceita, e traz consigo a responsabilidade de uma resposta, um “obrigado”. Mas como se diz este “obrigado”? É um convite a empenhar-se para que o dom não seja desperdiçado. Todos os batizados receberam o mesmo apelo para «manter e aperfeiçoar com a sua vida a santidade que recebemos» (Lumen gentium, n. 40). E assim - chegamos ao segundo ponto - a santidade é também um caminho, um caminho a percorrer juntos, ajudando-nos mutuamente, unidos àqueles excelentes companheiros de escalada que são os santos.

São os nossos irmãos e irmãs mais velhos, com os quais podemos contar sempre: os santos apoiam-nos e, quando erramos no caminho, com a sua presença silenciosa não deixam de nos corrigir; são amigos sinceros, em quem podemos confiar, porque desejam o nosso bem. Nas suas vidas encontramos um exemplo, nas suas orações recebemos ajuda e amizade, e com eles estamos ligados por um laço de amor fraterno.

A santidade é um caminho, é um dom. Por isso, podemos perguntar-nos: lembro-me que recebi o dom do Espírito Santo, que me chama à santidade e me ajuda a chegar lá? Agradeço ao Espírito Santo por isso, pelo dom da santidade? Sinto os santos perto de mim, falo com eles, dirijo-me a eles? Conheço a história de alguns deles? Faz-nos bem conhecer a vida dos santos e deixarmo-nos comover pelos seus exemplos. E faz-nos muito bem dirigirmo-nos a eles na oração.

Que Maria, Rainha de todos os Santos, nos faça sentir a alegria do dom recebido e aumente em nós o desejo da meta eterna.

Santos “a caminho” (Fra Angelico)

Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Catequese do Papa Bento XVI: Comemoração dos Fiéis Defuntos

No dia 02 de novembro de 2011, o Papa Bento XVI (†2022) dedicou sua Catequese à Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, que se celebra nessa data:

Papa Bento XVI
Audiência Geral
Quarta-feira, 02 de novembro de 2011
Comemoração dos Fiéis Defuntos

Estimados irmãos e irmãs!
Depois de ter celebrado a Solenidade de Todos os Santos, hoje a Igreja convida-nos a comemorar todos os fiéis defuntos, a dirigir o nosso olhar para os numerosos rostos que nos precederam e que concluíram o caminho terreno. Na Audiência deste dia, então, gostaria de vos propor alguns pensamentos simples sobre a realidade da morte, que para nós cristãos é iluminada pela Ressurreição de Cristo, e para renovar a nossa fé na vida eterna.

Como disse ontem no Ângelus, nestes dias vamos ao cemitério para rezar pelas pessoas queridas que nos deixaram; é quase como ir visitá-las para lhes manifestar, mais uma vez, o nosso carinho, para senti-las ainda próximas, recordando também, deste modo, um artigo do Credo: na comunhão dos Santos há um vínculo estreito entre nós que ainda caminhamos nesta terra e muitos irmãos e irmãs que já alcançaram a eternidade.


Desde sempre, o homem preocupou-se pelos seus mortos e procurou conferir-lhes uma espécie de segunda vida, através da atenção, do cuidado e do carinho. De certa maneira, deseja-se conservar a sua experiência de vida; e, paradoxalmente, como eles viveram, o que amaram, o que temeram e o que detestaram, nós descobrimo-lo precisamente a partir dos túmulos, diante dos quais se apinham recordações. Estas são como que um espelho do seu mundo.

Por que é assim? Porque, não obstante a morte seja com frequência um tema quase proibido na nossa sociedade, e haja a tentativa contínua de eliminar da nossa mente até o pensamento da morte, ela diz respeito a cada um de nós, refere-se ao homem de todos os tempos e de todos os espaços. E diante deste mistério todos, também inconscientemente, procuramos algo que nos convide a esperar, um sinal que nos dê consolação, que abra algum horizonte, que ofereça ainda um futuro. Na realidade, o caminho da morte é uma senda da esperança, e percorrer os nossos cemitérios, como também ler as inscrições sobre os túmulos, é realizar um caminho marcado pela esperança de eternidade.