domingo, 9 de dezembro de 2012

Festa de Nossa Senhora da Conceição em Butiatuvinha

No último dia 09 de Dezembro, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Butiatuvinha celebrou a Solenidade de sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, com Missa Solene às 9h presidida pelo pároco, Pe. Elmo Heck.

Durante a celebração, foi solenemente coroada a imagem da Virgem Maria, conforme prescreve o Pontifical Romano.

Procissão de entrada

Incensação do altar
Incensação da cruz
Oração do dia

Solenidade da Imaculada Conceição no Butiatuvinha

No último dia 08 de Dezembro, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Butiatuvinha celebrou a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria com Missa Solene às 18h presidida pelo pároco, Pe. Elmo Heck.

Antes da Missa, foram acesas as doze velas nas colunas da igreja, uma vez que neste dia celebra-se igualmente seu aniversário de dedicação. Durante a celebração, foi solenemente coroada a imagem da Virgem Maria, conforme prescreve o Pontifical Romano.

Presbitério
Iluminação da igreja

Incensação do altar
Incensação da imagem da padroeira

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A coroa do Advento

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz” (Is 9,1).

Um dos símbolos mais característicos do Advento, tempo de alegre expectativa pela vinda do Senhor [1], é sem dúvida a coroa do Advento.

Confira nossa postagem sobre a história do Tempo do Advento clicando aqui.

Coroa do Advento
(Paróquia Nossa Senhora da Conceição, Butiatuvinha - Curitiba, PR)

1. Origem da coroa do Advento

A origem exata da coroa do Advento é incerta. Alguns estudiosos sugerem que surgiu no leste da Alemanha durante o século XVI, sobretudo entre os luteranos. Essa tradição, porém, só se popularizou no século XIX.

Com efeito, atribui-se ao teólogo protestante Johann Hinrich Wichern (†1881), então responsável por um lar para órfãos em Hamburgo (Alemanha), a elaboração da coroa do Advento como a conhecemos. Em 1839, Wichern teria disposto quatro velas grandes e vinte velas pequenas sobre uma roda de carroça, que as crianças do orfanato iam acendendo uma a cada dia, as velas pequenas nos dias de semana e as velas grandes nos domingos, desde o início do mês de dezembro até a noite de Natal.

Johann Hinrich Wichern (†1881)

Tal gesto logo se popularizou nos países do hemisfério norte, onde o Natal coincide com o início do inverno, no qual os dias vão ficando cada vez mais curtos. Sendo acolhida nas igrejas, tanto protestantes quanto católicas, porém, as velas foram logo reduzidas a quatro, marcando o passo dos domingos do Advento.

Assim, como indica o Diretório sobre Piedade Popular e Liturgia, “o arranjo de quatro velas sobre uma coroa de ramos sempre verdes, comum sobretudo nos países germânicos e na América do Norte, se tornou símbolo do Advento nas casas dos cristãos” (n. 98).

2. Simbolismo da coroa do Advento

O mesmo Diretório sobre Piedade Popular assim sintetiza seu simbolismo: “A coroa do Advento, com o progressivo acender das suas quatro luzes, domingo após domingo, até à solenidade do Natal, é memória das várias etapas da história da salvação antes de Cristo e símbolo da luz profética que ia iluminando a noite da expectativa, até o surgimento do Sol de justiça” (n. 98).


a) O círculo

As velas são geralmente dispostas em uma coroa ou grinalda de forma circular. O círculo, na tradição cristã, é símbolo da perfeição e da eternidade. A grinalda ou festão, além disso, é desde a Antiguidade um símbolo de vitória, associada à coroa (cf. 1Cor 9,24-25; 2Tm 4,6-8).

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Catequese do Papa: Como falar de Deus?

Papa Bento XVI
Audiência Geral
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012
Ano da Fé (7): Como falar de Deus?

Queridos irmãos e irmãs,
A interrogação central que hoje levantamos é a seguinte: como falar de Deus no nosso tempo? Como comunicar o Evangelho, para abrir caminhos à sua verdade salvífica nos corações muitas vezes fechados dos nossos contemporâneos e nas suas mentes por vezes distraídas pelas numerosas luzes da sociedade? O próprio Jesus, dizem-nos os evangelistas, ao anunciar o Reino de Deus, interrogou-se acerca disto: «A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos?» (Mc 4,30). Como falar de Deus hoje? A primeira resposta é que nós podemos falar de Deus, porque Ele falou conosco. Portanto, a primeira condição para falar de Deus é a escuta daquilo que o próprio Deus disse. Deus falou conosco! Por conseguinte, Deus não é uma hipótese distante sobre a origem do mundo; não é uma inteligência matemática muito distante de nós. Deus interessa-se por nós, ama-nos, entrou pessoalmente na realidade da nossa história e comunicou-se a si mesmo a ponto de se encarnar. Portanto, Deus é uma realidade da nossa vida, é tão grande que tem tempo também para nós, preocupa-se conosco. Em Jesus de Nazaré nós encontramos o rosto de Deus, que desceu do seu Céu para se imergir no mundo dos homens, no nosso mundo, e para ensinar a «arte de viver», o caminho da felicidade; para nos libertar do pecado e para nos tornar filhos de Deus (cf. Ef 1,5; Rm 8,14). Jesus veio para nos salvar e para nos mostrar a vida boa do Evangelho.
Falar de Deus quer dizer, antes de tudo, ter bem claro o que devemos levar aos homens e às mulheres do nosso tempo: não um Deus abstrato, uma hipótese, mas um Deus concreto, um Deus que existe, que entrou na história e está presente na história; o Deus de Jesus Cristo como resposta à pergunta fundamental do porquê e do como viver. Por isso, falar de Deus exige uma familiaridade com Jesus e com o seu Evangelho, supõe um nosso conhecimento pessoal e real de Deus, e uma forte paixão pelo seu desígnio de salvação, sem ceder à tentação do sucesso, mas seguindo o método do próprio Deus. O método de Deus é o da humildade - Deus faz-se um de nós - é o método realizado na Encarnação na simples casa de Nazaré e na gruta de Belém, o da parábola do pequeno grão de mostarda. É preciso não temer a humildade dos pequenos passos e confiar no fermento que se mistura com a massa e que, lentamente, a faz crescer (cf. Mt 13,33). Ao falar de Deus, na obra de evangelização, sob a guia do Espírito Santo, é necessária uma recuperação de simplicidade, um retorno ao essencial do anúncio: a Boa Notícia de um Deus que é real e concreto, um Deus que se interessa por nós, um Deus-Amor que se faz próximo de nós em Jesus Cristo até à Cruz, e que na Ressurreição nos doa a esperança e nos abre para uma vida que não tem fim, a vida eterna, a vida verdadeira. Aquele comunicador extraordinário que foi o apóstolo Paulo oferece-nos uma lição que vai precisamente ao cerne da fé, do problema de «como falar de Deus» com grande simplicidade. Na Primeira Carta aos Coríntios, ele escreve: «Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloquência nem da sabedoria, anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado» (2,1-2). Portanto, a primeira realidade é que Paulo não fala de uma filosofia por ele desenvolvida, não fala de ideias que encontrou alhures ou que inventou, mas fala de uma realidade da sua vida, fala do Deus que entrou na sua vida, fala de um Deus real que vive, falou com Ele e falará conosco, fala do Cristo crucificado e ressuscitado. A segunda realidade é que Paulo não se procura a si mesmo, não quer criar para si um grupo de admiradores, não quer entrar na história como chefe de uma escola de grandes conhecimentos, não se procura a si mesmo, mas são Paulo anuncia Cristo e deseja conquistar as pessoas para o Deus verdadeiro e real. Paulo fala só com o desejo de anunciar aquilo que entrou na sua vida, e que é a vida autêntica, que o arrebatou no caminho de Damasco. Portanto, falar de Deus quer dizer reservar espaço Àquele que no-lo faz conhecer, que nos revela o seu rosto de amor; quer dizer expropriar o próprio eu, oferecendo-o a Cristo, na consciência de que não somos nós que podemos conquistar os outros para Deus, mas devemos esperá-los do próprio Deus, invocá-los dele. Portanto, falar de Deus nascer da escuta, do nosso conhecimento de Deus que se realiza na familiaridade com Ele, na vida da oração e segundo os Mandamentos.
Comunicar a fé, para são Paulo, não significa anunciar-se a si mesmo, mas dizer aberta e publicamente aquilo que viu e sentiu no encontro com Cristo, quanto experimentou na sua existência já transformada por aquele encontro: é anunciar aquele Jesus que sente presente em si e que se tornou a verdadeira orientação da sua vida, para levar todos a compreender que Ele é necessário para o mundo e é decisivo para a liberdade de cada homem. O apóstolo não se contenta com proclamar palavras, mas envolve toda a sua existência na grande obra da fé. Para falar de Deus, é necessário reservar-lhe espaço, na confiança de que é Ele quem age na nossa debilidade: reservar-lhe espaço sem medo, com simplicidade e alegria, na convicção profunda de que quanto mais O pusermos no centro, Ele e não nós, tanto mais a nossa comunicação será frutuosa. E isto é válido também para as comunidades cristãs: elas são chamadas a mostrar a ação transformadora da graça de Deus, superando individualismos, fechamentos, egoísmos, indiferenças e vivendo o amor Deus nos relacionamentos quotidianos. Perguntemo-nos se as nossas comunidades são verdadeiramente assim. Temos que agir, para nos tornarmos sempre e realmente assim, anunciadores de Cristo e não de nós mesmos.
Nesta altura, temos que nos interrogar como o próprio Jesus comunicava. Na sua unicidade, Jesus fala do seu Pai - Abbá - e do Reino de Deus, com o olhar cheio de compaixão pelas necessidades e dificuldades da existência humana. Fala com grande realismo e, diria, o essencial do anúncio de Jesus é que torna transparente o mundo e a nossa vida tem valor para Deus. Jesus demonstra que no mundo e na criação transparece o rosto de Deus e mostra-nos que Deus está presente nas histórias quotidianas da nossa vida. Quer nas parábolas da natureza, o grão de mostarda, o campo com diversas sementes, quer na nossa vida, pensamos na parábola do filho pródigo, de Lázaro e noutras parábolas de Jesus. Dos Evangelhos nós vemos como Jesus se interessa por cada situação humana que Ele encontra, se imerge na realidade dos homens e das mulheres do seu tempo, com uma confiança plena na ajuda do Pai. E que realmente nesta história, de modo escondido, Deus está presente e, se prestarmos atenção, podemos encontrá-lo. E os discípulos que vivem com Jesus, as multidões que O encontram, veem a sua reação aos problemas mais diversos, veem como Ele fala, como se comporta; veem nele a obra do Espírito Santo, a ação de Deus. Nele anúncio e vida entrelaçam-se: Jesus age e ensina, começando sempre a partir de uma relação íntima com Deus Pai. Este estilo torna-se uma indicação essencial para nós, cristãos: o nosso modo de viver na fé e na caridade torna-se um falar de Deus no presente, porque mostra com uma existência vivida em Cristo a credibilidade, o realismo daquilo que dizemos com palavras, que não são apenas palavras, mas demonstram a realidade, a realidade verdadeira. E nisto devemos estar atentos a captar os sinais dos tempos na nossa época, ou seja, a identificar as potencialidades, os desejos, os obstáculos que se encontram na cultura atual, de modo particular o desejo de autenticidade, o anseio pela transcendência, a sensibilidade pela salvaguarda da criação, e comunicar sem temor a resposta oferecida pela fé em Deus. O Ano da fé é ocasião para descobrir, com a fantasia animada pelo Espírito Santo, novos percursos a níveis pessoal e comunitário, a fim de que em cada lugar a força do Evangelho seja sabedoria de vida e orientação da existência.
Também no nosso tempo, um lugar privilegiado para falar de Deus é a família, a primeira escola para comunicar a fé às novas gerações. O Concílio Vaticano II fala dos pais como dos primeiros mensageiros de Deus (cf. Constituição Dogmática Lumen gentium, 11; Decreto Apostolicam actuositatem, 11), chamados a redescobrir esta sua missão, assumindo a responsabilidade de educar, de abrir as consciências dos pequeninos ao amor de Deus, como um serviço fundamental à sua vida, de ser os primeiros catequistas e mestres da fé para os seus filhos. E nesta tarefa é importante antes de tudo a vigilância, que significa saber aproveitar as ocasiões favoráveis para introduzir na família o discurso de fé e para fazer amadurecer uma reflexão crítica em relação aos numerosos condicionamentos aos quais os filhos estão submetidos. Esta atenção dos pais é também sensibilidade de entender as possíveis interrogações religiosas presentes no espírito dos filhos, às vezes evidentes, outras, escondidas. Depois, a alegria: a comunicação da fé deve ter sempre uma tonalidade de alegria. É a alegria pascal, que não se cala, nem oculta a realidade da dor, do sofrimento, do cansaço, da dificuldade, da incompreensão e da própria morte, mas sabe oferecer os critérios para interpretar tudo na perspectiva da esperança cristã. A vida boa do Evangelho é precisamente este novo olhar, esta capacidade de ver cada situação com os olhos do próprio Deus. É importante ajudar todos os membros da família a compreender que a fé não é um peso, mas uma fonte de júbilo profundo, é entender a obra de Deus, reconhecer a presença do bem, que não faz ruído; e oferece orientações preciosas para viver bem a própria existência. Enfim, a capacidade de escuta e de diálogo: a família deve ser um ambiente em que as pessoas aprendem a estar juntas, a recompor os contrastes no diálogo recíproco, que é feito de escuta e de palavra, a compreender-se e a amar-se, para ser um sinal mútuo do amor misericordioso de Deus.
Portanto, falar de Deus quer dizer fazer compreender com a palavra e com a vida que Deus não é o concorrente da nossa existência, mas sobretudo o seu verdadeiro garante, o protetor da grandeza da pessoa humana. Assim voltamos ao início: falar de Deus é comunicar, com força e simplicidade, com a palavra e a vida, aquilo que é essencial: o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que nos mostrou um amor tão grande, a ponto de se encarnar, morrer e ressuscitar por nós; aquele Deus que pede para O seguir e para se deixar transformar pelo seu amor imenso, para renovar a nossa vida e os nossos relacionamentos; aquele Deus que nos concedeu a Igreja, para caminharmos juntos e, através da Palavra e dos Sacramentos, renovarmos toda a Cidade dos homens, a fim de que ela possa tornar-se Cidade de Deus.


Fonte: Santa Sé

Fotos do Bote Fé em Frederico Westphalen

No último dia 28 de Novembro, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS), presidiu a Celebração Eucarística em frente à Catedral Diocesana Santo Antônio por ocasião do Bote Fé, evento promovido pela juventude para acolher os símbolos da JMJ.

Seguem algumas fotos, da página no Facebook dos Grupos de Jovens da Diocese:






Acolhida dos símbolos da JMJ em Frederico Westphalen

No último dia 26 de novembro, a Diocese de Frederico Westphalen (RS) recebeu a cruz e o ícone da Virgem Maria, símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, que peregrinam por todo o país em preparação ao encontro no próximo ano, no Rio de Janeiro.

Os símbolos foram recebidos pelo Bispo Diocesano, Dom Antônio Carlos Rossi Keller, em frente à Catedral Diocesana Santo Antônio. Em seguida, o Pároco da Catedral, Mons. Leonir Agostinho Fainello, celebrou uma Missa na intenção das famílias.

Seguem algumas fotos, da página no Facebook dos Grupos de Jovens da Diocese:

Acolhida dos símbolos:





sábado, 1 de dezembro de 2012

Divina Liturgia na Festa da Apresentação de Maria

No último dia 21 de novembro o Arquimandrita João Carlos Teodoro celebrou a Divina Liturgia de São João Crisóstomo na Paróquia Greco-Melquita São Jorge em Juiz de Fora (MG) por ocasião da Festa da Apresentação da Virgem Maria.

Na ocasião, foi celebrada a Comunhão Solene de algumas crianças. No rito bizantino, a "Primeira Comunhão" é ministrada juntamente com o Batismo. Após a catequese, as crianças participam de uma celebração na qual recebem de modo solene a  Sagrada Comunhão.

Seguem algumas fotos, publicadas no blog Luz do Oriente:

Ícone da Apresentação da Virgem no proskinetárion
Orações iniciais
Pequena Entrada
Evangelho
Homilia