quinta-feira, 5 de abril de 2018

Missa Crismal em Londres

No último dia 27 de março, Terça-feira da Semana Santa, o Arcebispo de Westminster, Cardeal Vicent Gerard Nichols, celebrou na Catedral do Preciosíssimo Sangue em Londres a Missa Crismal, antecipada da Quinta-feira Santa.

Procissão de entrada

Incensação
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Missa Crismal em Cracóvia

Na manhã da última Quinta-feira Santa, dia 29 de março, o Arcebispo de Cracóvia, Dom Marek Jędraszewski, celebrou a Santa Missa Crismal no Santuário da Divina Misericórdia no distrito de Łagiewniki em Cracóvia.

Procissão de entrada
 
Incensação 

Ritos iniciais 

Missa Crismal em Curitiba

O Arcebispo de Curitiba, Dom José Antônio Peruzzo, celebrou na manhã do último dia 29 de março a Santa Missa Crismal na Catedral Basílica Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

Procissão de entrada



Ósculo do altar

Fotos da Missa Crismal no Vaticano

Na manhã do último dia 29 de março o Papa Francisco celebrou na Basílica de São Pedro no Vaticano a Santa Missa Crismal, com a bênção dos Óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos e a consagração do Crisma.

O Santo Padre foi assistido pelos Monsenhores Guido Marini e Ján Dubina. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

A homilia do Papa pode ser lida aqui.

Procissão de entrada
Incensação

Liturgia da Palavra
Evangelho

Homilia do Papa: Missa Crismal 2018

Santa Missa Crismal
Homilia do Papa Francisco
Basílica Vaticana
Quinta-feira Santa, 29 de março de 2018

Amados irmãos, sacerdotes da diocese de Roma e doutras dioceses do mundo!
Ao ler os textos da Liturgia de hoje, vinha-me com insistência à mente a passagem do Deuteronômio que diz: «Que grande nação haverá que tenha um deus tão próximo de si como está próximo de nós o Senhor, nosso Deus, sempre que o invocamos?» (Dt 4,7). A proximidade de Deus... a nossa proximidade apostólica.

No texto do profeta Isaías, contemplamos o Servo de Deus já «ungido e enviado», presente no meio do seu povo, próximo dos pobres, dos doentes, dos presos... e o Espírito que «está sobre Ele», que O impele e acompanha ao longo do caminho.

No Salmo 88, vemos como a companhia de Deus - que conduziu pela mão o rei Davi desde a sua juventude e lhe emprestou o seu braço até agora que é idoso - toma o nome de fidelidade: a proximidade mantida ao longo do tempo chama-se fidelidade.

O Apocalipse aproxima-nos - até fazer-nos vê-lo - do Erchomenos, do Senhor em pessoa que «vem» sempre, sempre. A alusão ao fato de que «O verão até mesmo os que O trespassaram» faz-nos sentir que as chagas do Senhor ressuscitado permanecem visíveis, que o Senhor vem sempre ao nosso encontro, se quisermos «fazer-nos próximo» da carne de todos aqueles que sofrem, especialmente das crianças.

Na imagem central do Evangelho de hoje, contemplamos o Senhor através dos olhos dos seus compatriotas, que estavam «fixos n’Ele» (Lc 4,20). Jesus levantou-Se para ler na sinagoga de Nazaré. Foi-Lhe entregue o rolo do profeta Isaías. Desenrolou-o até encontrar a passagem do enviado de Deus. Leu em voz alta: «O Espírito do Senhor está sobre Mim, (...) Me ungiu e enviou...» (Is 61,1). E concluiu afirmando a proximidade tão provocadora daquelas palavras: «Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir».

Jesus encontra a passagem e lê com a competência dos escribas. Poderia perfeitamente ter sido um escriba ou um doutor da lei, mas quis ser um «evangelizador», um pregador de estrada, o «Mensageiro de boas novas» para o seu povo, o pregador cujos pés são formosos, como diz Isaías (Is 52,7). O pregador faz-se vizinho.

Esta é a grande opção de Deus: o Senhor escolheu ser Alguém que está próximo do seu povo. Trinta anos de vida oculta! Só depois começará a pregar. É a pedagogia da encarnação, da inculturação; não só nas culturas distantes, mas também na própria paróquia, na nova cultura dos jovens...

A proximidade é mais do que o nome duma virtude particular, é uma atitude que envolve a pessoa inteira, o seu modo de estabelecer laços, de estar contemporaneamente em si mesma e atenta ao outro. Quando as pessoas afirmam, dum sacerdote, que «está perto» da gente, habitualmente fazem ressaltar duas coisas: a primeira é que «está sempre» (ao contrário do que «nunca está»; deste costumam dizer: «Já sei, padre, que está muito ocupado!»). E a outra coisa é que sabe ter uma palavra para cada um. «Fala com todos – dizem as pessoas –, com os grandes, com os pequenos, com os pobres, com aqueles que não creem... Padres próximos, que estão, que falam com todos…, padres de estrada.

E um que aprendeu bem, de Jesus, a ser pregador de estrada foi Filipe. Narram os Atos dos Apóstolos que ia de terra em terra, anunciando a Boa-Nova da Palavra, pregando em todas as cidades e que estas ficavam inundadas de alegria. Filipe era um daqueles que o Espírito podia «arrebatar» em qualquer momento e fazê-lo sair para evangelizar, deslocando-se dum lugar para outro, alguém capaz de batizar pessoas de boa fé, como o ministro da rainha da Etiópia, e fazê-lo ali mesmo, na estrada (At 8,5-8.26-40).

A proximidade, amados irmãos, é a chave do evangelizador, porque é uma atitude-chave no Evangelho (o Senhor usa-a para descrever o Reino). Já temos por adquirido que a proximidade é a chave da misericórdia, pois não seria misericórdia senão fizesse sempre de tudo, como boa samaritana, para eliminar as distâncias. Mas penso que precisamos de assumir melhor o facto de que a proximidade é também a chave da verdade; não só da misericórdia, mas também a chave da verdade. Podem-se eliminar as distâncias na verdade? Certamente. Com efeito, a verdade não é só a definição que permite nomear situações e coisas mantendo-as à distância com conceitos e raciocínios lógicos. Não é só isso. A verdade é também fidelidade (emeth), aquela que te consente de designar as pessoas pelo seu próprio nome, como o Senhor as designa, antes de as classificar ou definir «a sua situação». A propósito, existe o hábito - mau, não é? - da «cultura do adjetivo»: este é assim, este é assado... Não! Este é filho de Deus. Depois, terá virtudes ou defeitos; mas digamos a verdade fiel da pessoa e não o adjetivo feito substância.

Devemos estar atentos para não cair na tentação de fazer ídolos com algumas verdades abstratas. São ídolos cómodos, ao alcance da mão, que dão um certo prestígio e poder e são difíceis de reconhecer. Porque a «verdade-ídolo» se mimetiza, usa as palavras evangélicas como um vestido, mas não deixa que lhe toquem o coração. E, pior ainda, afasta as pessoas simples da proximidade sanadora da Palavra e dos Sacramentos de Jesus.

Chegados aqui, voltemo-nos para Maria, Mãe dos sacerdotes. Podemos invocá-La como «Nossa Senhora da Proximidade»: «como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus» (Exortação Apostólica Evangelii gaudium, n. 286), infunde sem cessar a proximidade do amor de Deus, de tal maneira que ninguém se sinta excluído. A nossa Mãe está próxima não só por partir com «prontidão» (ibid., n. 288) para servir, que é uma forma de proximidade, mas também pela sua maneira de dizer as coisas. Em Caná, a tempestividade e o tom com que Ela diz aos serventes «fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5) farão com que estas palavras se tornem o modelo materno de toda a linguagem eclesial. Mas, para as dizer como Ela devemos, além de pedir a graça, saber estar onde «se cozinham» as coisas importantes, aquelas que contam para cada coração, cada família, cada cultura. Só com esta proximidade - podemos dizer «de cozinha» - será possível discernir qual é o vinho que falta e qual é o de melhor qualidade que o Senhor quer dar.

Sugiro, para meditação, três âmbitos de proximidade sacerdotal nos quais estas palavras «fazei o que Ele vos disser» devem ressoar - de mil modos diferentes, mas com o mesmo tom materno - no coração das pessoas com quem falamos: o âmbito do acompanhamento espiritual, o da Confissão e o da pregação.

A proximidade no diálogo espiritual, podemos meditá-la contemplando o encontro do Senhor com a Samaritana (cf. Jo 4,5-41). O Senhor começa por lhe ensinar a reconhecer como adorar, em Espírito e em verdade; depois, com delicadeza, ajuda-a a dar um nome ao seu pecado, sem a ofender; e, por fim, o Senhor deixa-Se contagiar pelo seu espírito missionário e vai, com ela, evangelizar a sua povoação. Modelo de diálogo espiritual é este do Senhor, que sabe trazer à luz o pecado da Samaritana sem ensombrar a sua oração de adoração nem pôr obstáculos à sua vocação missionária.

A proximidade na Confissão, podemos meditá-la contemplando a passagem da mulher adúltera (Jo 8,3-11). Lá se vê claramente como a proximidade é decisiva, porque as verdades de Jesus sempre aproximam e se dizem (podem-se dizer sempre) face a face. Fixar o outro nos olhos - como o Senhor, quando Se levanta depois de ter estado de joelhos junto da adúltera que queriam lapidar, e lhe diz «também Eu não te condeno» (v. 11) - não é ir contra a lei. E pode-se acrescentar «de agora em diante não tornes a pecar», não com um tom que pertence à esfera jurídica da verdade-definição (o tom de quem deve determinar quais são as condições da Misericórdia divina), mas com uma frase dita na área da verdade-fiel que permita ao pecador olhar em frente e não para trás. O tom justo deste «não tornes a pecar» é o do confessor que o diz disposto a repeti-lo setenta vezes sete.

Por último, o âmbito da pregação. Meditemos nele pensando nas pessoas que estão afastadas e façamo-lo escutando a primeira pregação de Pedro, que teve lugar no contexto do Pentecostes (At 2,14-36.38-40). Pedro anuncia que a palavra é «para todos os que estão longe» (v. 39), e prega de tal maneira que o querigma «os emocionou até ao fundo dos corações» e os fez perguntar: «Que havemos de fazer?» (2,37). Uma pergunta que, como dizíamos, devemos pôr e responder sempre em tom mariano, eclesial. A homilia é a pedra de toque «para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo» (Evangelii gaudium, n. 135). Na homilia, vê-se quão próximo temos estado de Deus na oração e quão próximo estamos do nosso povo na sua vida diária.

A boa notícia concretiza-se quando estas duas proximidades se alimentam e ajudam mutuamente. Se te sentes longe de Deus, por favor aproxima-te do seu povo, que te curará das ideologias que te entorpeceram o fervor. As pessoas simples ensinar-te-ão a ver Jesus doutra maneira. Aos seus olhos, a Pessoa de Jesus é fascinante, o seu bom exemplo dá autoridade moral, os seus ensinamentos servem para a vida. E se tu te sentes longe das pessoas, aproxima-te do Senhor, da sua Palavra: no Evangelho, Jesus ensinar-te-á o seu modo de ver as pessoas, quanto vale aos seus olhos cada um daqueles por quem derramou o seu sangue na cruz. Na proximidade com Deus, a Palavra far-se-á carne em ti e tornar-te-ás um padre próximo de toda a carne. Na proximidade com o povo de Deus, a sua carne dolorosa tornar-se-á palavra no teu coração e terás de que falar com Deus, tornar-te-ás um padre intercessor.

O sacerdote vizinho, que caminha no meio do seu povo com proximidade e ternura de bom pastor (e, na sua pastoral, umas vezes vai à frente, outras vezes no meio e outras vezes ainda atrás), as pessoas não só o veem com muito apreço; mas vão mais além: sentem por ele qualquer coisa de especial, algo que só sentem na presença de Jesus. Por isso, reconhecer a nossa proximidade não é apenas... mais uma coisa. Com efeito nisso se decide se queremos tornar Jesus presente na vida da humanidade ou se, pelo contrário, O deixamos no plano das ideias, encerrado em belas letras, quando muito encarnado nalgum bom hábito que pouco a pouco se torna rotina.

Amados irmãos sacerdotes, peçamos a Maria, «Nossa Senhora da Proximidade», que nos aproxime entre nós e, na hora de dizer ao nosso povo «fazei o que Ele vos disser», nos unifique o tom, para que, na diversidade das nossas opiniões, se torne presente a sua proximidade materna, aquela que com o seu «sim» nos aproximou de Jesus para sempre.


Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Catequese do Papa: O Tríduo Pascal (2018)

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 28 de março de 2018
O Tríduo Pascal

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Hoje gostaria de parar para meditar sobre o Tríduo Pascal, que começa amanhã, a fim de aprofundar um pouco aquilo que os dias mais importantes do Ano Litúrgico representam para nós, crentes. Gostaria de vos dirigir uma pergunta: qual é a festa mais importante da nossa fé: o Natal ou a Páscoa? A Páscoa, porque é a festa da nossa salvação, a festa do amor de Deus por nós, a festa, a celebração da sua morte e Ressurreição. E por isso, gostaria de refletir convosco sobre esta festa, sobre estes dias, que são dias pascais, até à Ressurreição do Senhor. Estes dias constituem a memória celebrativa de um grande e único mistério: a morte e a Ressurreição do Senhor Jesus. O Tríduo começa amanhã, com a Missa da Ceia do Senhor, e terminará com as Vésperas do Domingo de Ressurreição. Depois vem a Segunda-Feira de Páscoa, para celebrar esta grande festa: mais um dia. Mas isto é pós-litúrgico: é a festa familiar, a festa da sociedade. Ele marca as etapas fundamentais da nossa fé e da nossa vocação no mundo, e todos os cristãos estão chamados a viver os três Dias santos - quinta-feira, sexta-feira, sábado; e domingo - entende-se - mas o sábado é a Ressurreição - os três Dias santos como, por assim dizer, a “matriz” da sua vida pessoal, da sua vida comunitária, como os nossos irmãos hebreus viveram o êxodo do Egito.

Estes três Dias voltam a propor ao povo cristão os grandiosos acontecimentos da salvação, realizados por Cristo, e assim projetam-no rumo ao horizonte do seu destino futuro e fortalecem-no no seu compromisso de testemunho na história.

Na manhã de Páscoa, percorrendo de novo as etapas vividas no Tríduo, o Cântico da Sequência, ou seja, um hino, ou uma espécie de Salmo, fará ouvir solenemente o anúncio da Ressurreição; e reza assim: «Cristo, nossa esperança, ressuscitou e precede-nos na Galileia». Esta é a grande afirmação: Cristo ressuscitou! E em muitos povos do mundo, sobretudo na Europa do Leste, nestes dias pascais as pessoas saúdam-se não com um “bom dia”, uma “boa tarde”, mas com “Cristo ressuscitou!”, para confirmar a grande saudação pascal. “Cristo ressuscitou!”. O Tríduo culmina com estas palavras - “Cristo ressuscitou!” - de exultação comovida. Elas contêm não apenas um anúncio de alegria e de esperança, mas também um apelo à responsabilidade e à missão. E não acaba com a pomba, os ovos, as festas - não obstante isto seja bonito, porque é a festa de família - mas não termina assim. Ali começa o caminho rumo à missão, ao anúncio: Cristo ressuscitou! E este anúncio, ao qual o Tríduo conduz, preparando-nos para o receber, é o centro da nossa fé e da nossa esperança, é o núcleo, é o anúncio, é - uma palavra difícil, mas que diz tudo - é o querigma, que evangeliza continuamente a Igreja e que ela, por sua vez, é convidada a evangelizar.

São Paulo resume o acontecimento pascal com esta expressão: «Cristo, nossa Páscoa, foi imolado» (1Cor 5,7), como o cordeiro. Foi imolado. Portanto - continua -b«já passou o que era velho; eis que tudo se fez novo!» (2Cor 5,17). Renasceu. E por isso, no dia de Páscoa, desde os primórdios, batizavam-se as pessoas. Também na noite deste sábado batizarei aqui, em São Pedro, oito pessoas adultas que iniciam a vida cristã. E tudo começa porque voltarão a nascer. E com outra fórmula sintética, São Paulo explica que Cristo «foi entregue pelos nossos pecados e ressuscitado para a nossa justificação» (Rm 4,25). O único, o único que nos justifica; o único que nos faz nascer de novo é Jesus Cristo. Nenhum outro. E por isto nada se deve pagar, porque a justificação - o tornar-se justo - é gratuita. E esta é a grandeza do amor de Jesus: dá a vida gratuitamente para nos tornar santos, para nos renovar, para nos perdoar. E este é o núcleo próprio deste Tríduo Pascal. No Tríduo Pascal a memória deste acontecimento fundamental faz-se celebração cheia de gratidão e, ao mesmo tempo, renova nos batizados o sentido da sua nova condição, que sempre o Apóstolo Paulo exprime assim: «Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto (...) e não as da terra» (Cl 3,1-3). Elevai o vosso olhar, fitai o horizonte, ampliai os horizontes: esta é a nossa fé, esta é a nossa justificação, este é o estado de graça! Com efeito, pelo Batismo ressuscitamos com Jesus e morremos para as realidades e para a lógica do mundo; renascemos como novas criaturas: uma realidade que pede para se tornar existência concreta dia após dia.

O cristão, se realmente se deixar lavar por Cristo, se deixar que Ele o despoje deveras do homem velho para caminhar numa vida nova, mesmo permanecendo pecador - porque todos somos pecadores - já não pode ser corrupto; a justificação de Jesus salva-nos da corrupção, somos pecadores mas não corruptos; já não podemos viver com a morte na alma, nem sequer ser causa de morte. E aqui devo dizer algo triste e doloroso... Existem cristãos fingidos: aqueles que dizem “Jesus ressuscitou!”, “fui justificado por Jesus”, levo uma nova vida, mas levo uma vida corrupta. E estes cristãos fingidos acabarão mal. O cristão, repito, é pecador - todos somos pecadores, até eu - mas temos a certeza de que quando pedimos perdão, o Senhor nos perdoa. O corrupto finge que é uma pessoa honrada, mas no fim, no seu coração, há podridão. Jesus dá-nos uma nova vida. O cristão não pode viver com a morte na alma, nem sequer ser causa de morte. Pensemos - para não irmos longe - pensemos em casa, pensemos nos chamados “cristãos mafiosos”. Mas de cristão eles nada têm: dizem-se cristãos, mas trazem a morte na alma e causam-na aos outros. Oremos por eles, para que o Senhor sensibilize a sua alma. O próximo, sobretudo o mais pequenino e o mais sofredor, torna-se o rosto concreto ao qual oferecer o amor que Jesus nos doou. E o mundo torna-se o espaço da nossa nova vida de ressuscitados. Nós ressuscitamos com Jesus: de pé, e de cabeça erguida, e podemos compartilhar a humilhação daqueles que ainda hoje, como Jesus vivem no sofrimento, na nudez, na necessidade, na solidão e na morte, para se tornar, graças a Ele e com Ele, instrumentos de resgate e de esperança, sinais de vida e de ressurreição. Em muitos países - aqui na Itália e também na minha pátria - há o hábito de que quando, no dia de Páscoa, se ouvem, se escutam os sinos, as mães, as avós levam as crianças para lavar os olhos com a água, com a água da vida, como sinal para poder ver as realidades de Jesus, as coisas novas. Nesta Páscoa, deixemo-nos lavar a alma, lavar os olhos da alma, para ver o bem e fazer o bem. E isto é maravilhoso! É precisamente esta a Ressurreição de Jesus, após a sua morte, que foi o preço para salvar todos nós.

Caros irmãos e irmãs, disponhamo-nos a viver bem este Tríduo sagrado, já iminente - começa amanhã - para sermos cada vez mais profundamente inseridos no mistério de Cristo, morto e ressuscitado por nós. Que nos acompanhe neste itinerário espiritual a Virgem Santíssima, a qual seguiu Jesus na sua paixão - Ela estava ali, olhava, sofria... - esteve presente e unida a Ele aos pés da sua Cruz, mas não se envergonhava do Filho. Uma mãe nunca se envergonha do filho! Estava ali, recebeu no seu Coração de Mãe a imensa alegria da Ressurreição. Ela nos alcance a graça de participar interiormente nas celebrações dos próximos dias, a fim de que elas transformem realmente o nosso coração e a nossa vida.

E enquanto vos deixo estes pensamentos, formulo a todos vós os mais cordiais bons votos de uma feliz e santa Páscoa, juntamente com as vossas comunidades e os vossos entes queridos.
E aconselho-vos: na manhã de Páscoa, levai as crianças à torneira e fazei com que se lavem os olhos. Será um sinal do modo como ver Jesus Ressuscitado.


Fonte: Santa Sé.

Primeiros dias da Semana Santa em Jerusalém

A Semana Santa é particularmente intensa na cidade de Jerusalém. Após a celebração do Domingo de Ramos, os primeiros dias desta Semana foram marcados por várias celebrações:

26 de março, Segunda-feira da Semana Santa:
Missa em Betânia, presidida pelo Custódio, Padre Francesco Patton

Fachada do Santuário de Betânia
Evangelho

Homilia
Bênção dos perfumes