sexta-feira, 6 de outubro de 2017

XXXV Catequese do Papa sobre a esperança

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Esperança (35): Missionários de esperança

Amados irmãos e irmãs, bom dia!
Desejo falar nesta catequese sobre o tema “Missionários de esperança hoje”. Sinto-me feliz por o fazer no início do mês de outubro, que na Igreja é dedicado de modo especial à missão, e também na festa de São Francisco de Assis, que foi um grande missionário de esperança!
Com efeito, o cristão não é um profeta de desventura. Nós não somos profetas de desventura. A essência do seu anúncio é o oposto, o contrário da desventura: é Jesus, morto por amor e que Deus ressuscitou na manhã de Páscoa. É este o núcleo da fé cristã. Se os Evangelhos se tivessem interrompido com a sepultura de Jesus, a história deste profeta iria juntar-se às tantas biografias de personagens heroicos que deram a vida por um ideal. Neste caso, o Evangelho seria um livro edificante, até consolador, e não um anúncio de esperança.
Mas os Evangelhos não se encerram com a sexta-feira santa, vão além; e é precisamente este ulterior fragmento que transforma as nossas vidas. Os discípulos de Jesus estavam entristecidos naquele sábado depois da sua crucificação; aquela pedra colocada na entrada do sepulcro tinha fechado também os três anos entusiasmantes vividos por eles com o Mestre de Nazaré. Parecia que tudo tinha acabado, e alguns, desiludidos e amedrontados, já estavam a abandonar Jerusalém.
Mas Jesus ressuscita! Este fato inesperado inverte e subverte a mente e o coração dos discípulos. Porque Jesus não ressuscita só para si, como se o seu renascimento fosse uma prerrogativa da qual ser ciumentos: eleva-se ao Pai porque deseja que a sua ressurreição seja comunicada a cada ser humano, e que arrebate para o alto todas as criaturas. E no dia de Pentecostes os discípulos são transformados pelo sopro do Espírito Santo. Não receberão apenas uma boa notícia para levar a todos, mas eles mesmos se sentirão diferentes em relação a antes, como renascidos para uma vida nova. A ressurreição de Jesus transforma-nos com a força do Espírito Santo. Jesus está vivo, está vivo entre nós, está vivo e tem aquela força transformadora.
Como é bom pensar que somos anunciadores da ressurreição de Jesus não só com palavras, mas com os fatos e com o testemunho da vida! Jesus não quer discípulos capazes unicamente de repetir fórmulas aprendidas de cor. Deseja testemunhas: pessoas que propaguem esperança com o seu modo de acolher, de sorrir, de amar. Principalmente de amar: porque a força da ressurreição torna os cristãos capazes de amar mesmo quando parece que o amor perdeu as suas razões. Há um “a mais” que habita a existência cristã, e que não se explica apenas com a força de ânimo ou com mais otimismo. A fé, a nossa esperança não é simplesmente um otimismo; é outra coisa, é mais! É como se os crentes fossem pessoas com um “pedaço de céu” a mais em cima da cabeça. Isto é bonito: nós somos pessoas com um pedaço de céu a mais em cima da cabeça, acompanhados por uma presença que alguns nem conseguem intuir.
Por conseguinte, é dever dos cristãos, neste mundo, abrir espaços de salvação, como células regeneradoras capazes de restituir linfa ao que parecia estar perdido para sempre. Quando o céu está totalmente enevoado, quem sabe falar do sol é uma bênção. Eis, o verdadeiro cristão é assim: não é lamentoso nem zangado, mas convicto, pela força da ressurreição, de que mal algum é infinito, noite alguma é sem fim, homem algum está definitivamente errado, ódio algum é invencível pelo amor.
Claro, por vezes os discípulos pagaram muito caro esta esperança que Jesus lhe doou. Pensemos nos tantos cristãos que não abandonaram o seu povo, quando chegou o momento da perseguição. Ficaram ali, onde havia a incerteza até do amanhã, onde não se podia fazer nenhum tipo de projeto, permaneceram esperando em Deus. E pensemos nos nossos irmãos, nas nossas irmãs do Médio Oriente que dão testemunho de esperança e oferecem inclusive a vida por este testemunho. Estes são verdadeiros cristãos! Estes trazem o céu no coração, olham além, sempre além. Quem teve a graça de abraçar a ressurreição de Jesus ainda pode esperar no inesperado. Os mártires de todos os tempos, com a sua fidelidade a Cristo, contam que a injustiça não tem a última palavra na vida. Em Cristo ressuscitado podemos continuar a esperar. Os homens e as mulheres que têm um “por que” viver resistem mais nos tempos de desventura do que os outros. Mas quem tem Cristo ao seu lado nada teme realmente. E por isso os cristãos, os verdadeiros cristãos, nunca são homens fáceis e condescendentes. A sua mansidão não deve ser confundida com um sentido de insegurança ou de submissão. São Paulo encoraja Timóteo a sofrer pelo evangelho, e diz assim: «Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, de amor e de moderação» (2Tm 1,7). Se caem, levantam-se sempre.
Eis, queridos irmãos e irmãs, o motivo pelo qual o cristão é um missionário de esperança. Não por seu mérito, mas graças a Jesus, o grão de trigo que, ao cair na terra, morreu e deu muito fruto (cf. Jo 12,24).


Fonte: Santa Sé

Solenidade de São Francisco em Jerusalém

No último dia 04 de outubro a Custódia da Terra Santa, sob a responsabilidade da Ordem dos Frades Menores, celebrou a Solenidade do seu fundador: São Francisco de Assis.

Na tarde do dia 03, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Patton, presidiu a oração das I Vésperas na igreja do Santíssimo Salvador, sede da Custódia, com a renovação dos votos temporários de alguns religiosos:

Imagem e relíquia de São Francisco
Procissão de entrada
Leitura breve
Homilia
Renovação dos votos temporários

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fotos da Missa do Papa em Bolonha

No último dia 01 de outubro o Papa Francisco celebrou a Santa Missa do XXVI Domingo do Tempo Comum no Estádio Dall'Ara em Bolonha, por ocasião de sua Visita Pastoral à cidade na conclusão do Congresso Eucarístico Diocesano.

O Santo Padre foi assistido pelo Mestre de Cerimônias Pontifícias, Mons. Guido Marini.

Procissão de entrada

Incensação

Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Bolonha

Visita Pastoral a Bolonha
Santa Missa na Conclusão do Congresso Eucarístico Diocesano
Homilia do Papa Francisco
Estádio Dall'Ara, Bolonha
Domingo, 1° de outubro de 2017

Celebro convosco o primeiro Domingo da Palavra: a Palavra de Deus faz arder o coração (cf. Lc 24,32), porque nos faz sentir amados e confortados pelo Senhor. Também Nossa Senhora de São Lucas, evangelista, nos pode ajudar a compreender a ternura materna da Palavra «viva», que contudo é ao mesmo tempo «incisiva», como no Evangelho de hoje (Mt 21,28-32): com efeito, penetra na alma (cf. Hb 4,12) e evidencia os segredos e as contradições do coração.

Hoje [XXVI Domingo do Tempo Comum - Ano A] ] provoca-nos com a parábola dos dois filhos, que quando o pai pede para irem trabalhar na sua vinha respondem: o primeiro, não, mas depois vai; o segundo sim, mas acaba por não ir. Há contudo uma grande diferença entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita. Procuremos imaginar o que aconteceu dentro deles. No coração do primeiro, depois do não, ressoava ainda o convite do pai; no segundo, ao contrário, não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada. A recordação do pai arrancou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, desmentiu a palavra com a ação. Com efeito, tinha-se tornado impermeável à voz de Deus e da consciência para abraçar uma vida dupla. Com esta parábola, Jesus põe dois caminhos diante de nós, que - experimentamo-lo - nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e com as obras, porque somos pecadores. Mas podemos escolher ser pecadores a caminho, que permanecem à escuta do Senhor e quando caem arrependem-se e levantam-se, como o primeiro filho; ou ser pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e só com palavras segundo o que convém.

Jesus dirigiu esta parábola a alguns chefes religiosos da época, que eram semelhantes ao filho da vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam muitas vezes como o outro filho. Estes chefes sabiam e explicavam tudo, de modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de ouvir, a coragem de se questionar, a força de se arrepender. E Jesus é muito severo: diz que até os publicanos os precedem no Reino de Deus. É uma reprovação forte, porque os publicanos eram corruptos traidores da pátria. Qual era então o problema destes chefes? Não erravam em algo, mas sim no modo de viver e de pensar diante de Deus: eram, por palavras e com os outros, guardas inflexíveis das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é a caminho e requer a humildade de se abrir, de se arrepender e de recomeçar.

E isto o que nos diz? Que não existe uma vida cristã que se pode planear, cientificamente construída, onde é suficiente cumprir alguns ditados para ficar com a consciência tranquila: a vida cristã é um caminho humilde com uma consciência que nunca é rígida mas está sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele na suas pobrezas, sem nunca presumir que é autossuficiente. Assim se superam as edições revistas e atualizadas daquele mal antigo, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a vida dupla, o clericalismo que se faz acompanhar pelo legalismo, o afastamento do povo. A palavra-chave é arrepender-se: é o arrependimento que permite não ser rigoroso, transformar o não a Deus em sim, e o sim ao pecado em não por amor do Senhor. A vontade do Pai, que todos os dias fala delicadamente à nossa consciência, só se cumpre na forma do arrependimento e da conversão contínua. Em síntese, no caminho de cada um há duas possibilidades: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas. Mas o que conta não são os raciocínios que justificam e procuram salvar as aparências, mas um coração que vai em frente com o Senhor, luta todos os dias, arrepende-se e volta para Ele. Porque o Senhor procura puros de coração, não puros “na aparência”.

Vejamos então, queridos irmãos e irmãs, que a Palavra de Deus escava profundamente, «discerne os sentimentos e os pensamentos do coração» (Hb 4,12). Mas ao mesmo tempo é atual: a parábola recorda-nos também as relações, nem sempre fáceis, entre pais e filhos. Hoje, na velocidade com a qual se muda de uma geração para outra, sente-se mais necessidade de autonomia do passado, por vezes até à rebelião. Mas, depois dos fechamentos e dos longos silêncios de um lado ou do outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se estímulo de um novo equilíbrio. Assim como em família, também na Igreja e na sociedade: nunca renunciar ao encontro, ao diálogo, a procurar novas vias para caminhar juntos.

No caminho da Igreja surge muitas vezes a pergunta: para onde ir, como ir em frente? Gostaria de vos deixar, como conclusão deste dia, três pontos de referência, três “P”. O primeiro é a Palavra, que é a bússola para caminhar humilde, para não perder o caminho de Deus e cair na mundanidade. O segundo é o Pão, o Pão eucarístico, porque tudo começa na Eucaristia. É na Eucaristia que se encontra a Igreja: não nas indiscrições e nas crônicas, mas aqui, no Corpo de Cristo partilhado por pessoas pecadoras e necessitadas, que contudo se sentem amadas e então desejam amar. Parte-se daqui e assim reencontramo-nos todas as vezes, este é o início irrenunciável do nosso ser Igreja. Proclama-o “em voz alta” o Congresso Eucarístico: a Igreja reúne-se assim, nasce e vive em volta da Eucaristia, com Jesus presente e vivo para adorar, receber e doar todos os dias. Por fim, o terceiro P: os pobres. Infelizmente ainda hoje tantas pessoas não têm o necessário. Mas há também muitos pobres de afeto, pessoas sozinhas e pobres de Deus. Em todas elas encontramos Jesus, porque Jesus seguiu no mundo a via da pobreza, da aniquilação, como diz São Paulo na segunda Leitura: «Despojou-se de si mesmo assumindo a condição de servo» (Fl 2,7). Da Eucaristia aos pobres, vamos ao encontro de Jesus. Reproduzistes a inscrição que o Cardeal Lercaro gostava de ver gravada no altar: «Se partilhamos o pão do céu, por que não partilhar o terrestre?». Far-nos-á bem recordar sempre isto. A Palavra, o Pão e os pobres: peçamos a graça de nunca esquecer estes alimentos-base, que amparam o nosso caminho.


Fonte: Santa Sé.

Ordenações Diaconais em Milão

No último dia 30 de setembro o Arcebispo de Milão, Dom Mario Enrico Delpini, que no último dia 24 fez seu ingresso oficial na Arquidiocese, celebrou a Ordenação Diaconal de 30 seminaristas no Duomo de Milão.




Promessa de obediência
Ladainha

As presenças de Cristo na Liturgia

Dentro da renovação litúrgica trazida com o Concílio Vaticano II, abordamos nos programas passados o tema da renovação da liturgia eucarística a partir da aclamação pós-conciliar que foi introduzida na liturgia depois da consagração: “Eis o mistério de nossa fé! Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde Senhor Jesus”.
No programa de hoje, Padre Gerson Schmidt, incardinado na Arquidiocese de Porto Alegre e que tem nos acompanhado neste percurso, nos fala sobre as cinco maneiras de Cristo estar presente na celebração eucarística:
“A Constituição Sacrossanctum Concilium, sobre a renovação da Liturgia, em seu n. 7, assim se expressa sobre as cinco formas de presença de Cristo na ação litúrgica. São cinco as maneiras de Cristo estar presente na celebração eucarística, segundo a SC: “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, quer na pessoa do ministro - ‘O que se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz’ - quer e, sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos Sacramentos, de modo que, quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta, Ele que prometeu: ‘Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles' (Mt 18,20)”.
Vamos comentar então e deixar mais claro, ao ouvinte, essas cinco formas de Cristo estar presente na celebração eucarística:

1. Presente Cristo pelo ministro que celebra - O sacerdote que preside a celebração faz as vezes de Cristo, age “in persona Cristhi” - na pessoa de Cristo. Portanto, presente o ministro, presente o próprio Cristo. Cristo disse: “quem vos acolhe, a mim acolhe; quem vos rejeita, a mim rejeita” (Mt 10,40).

2. Presente Cristo nas espécies eucarísticas – “Tomai e comei todos vós: isto é meu corpo; tomai e bebei: isto é meu sangue”. Pela transubstanciação, Cristo se faz presente de maneira “real, verdadeira e substancial” - palavras exatas como foi a definição do Concílio de Trento - diante de tantas controvérsias luteranas.

3. Presente Cristo nos sacramentos - A Eucaristia como tal, por ser um sacramento - traduzido como sinal visível e eficaz do amor de Deus - realiza o que significa, atualiza o mistério pascal da salvação e presença do ressuscitado na ação litúrgica.

4. Presente Cristo na sua Palavra - A Palavra proclamada em assembleia tem uma força especial, presentificando o próprio Deus em meio a um povo da escuta. Como diz a Sacrossanctum Concilium que Deus mesmo quem fala quando são lidas as Sagradas Escrituras na igreja (SC, 7).

5. Presente Cristo na comunidade de amor - Cristo prometeu que “onde dois ou mais estivessem reunidos em seu nome”, Ele garantiria a sua presença concreta e real. É a afirmativa do evangelho de Mateus: 18,20. Reunidos “em seu nome” entendemos também aqui o mandamento do amor. Onde vivemos o amor, garantimos a presença de Deus entre nós. Poderíamos quase arriscar uma sexta presença de Cristo na liturgia pelo amor. Não só reunidos em seu nome, por causa dele, mas celebrando e vivendo uma verdadeira koinonia, uma presença real de Cristo no amor vivido, celebrado e partilhado. “Onde está o amor, aí está Deus".


domingo, 1 de outubro de 2017

Monsenhor Guido Marini: 10 anos como Mestre de Cerimônias Pontifícias

Quem acompanha as grandes celebrações litúrgicas presididas pelo Papa Francisco, tanto em Roma quanto nas Viagens Apostólicas, pode perceber sempre à sua esquerda um sacerdote, responsável pela organização de todas as celebrações. Trata-se do Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias, ofício que é exercido nos últimos dez anos por Monsenhor Guido Marini.


Guido Marini nasceu em 31 de janeiro de 1965 em Gênova, Itália. É mestre em Psicologia da Comunicação pela Pontifícia Universidade Salesiana e Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma. Foi ordenado sacerdote em 04 de fevereiro de 1989, incardinado na Arquidiocese de Gênova.

Como sacerdote, foi secretário dos Arcebispos de Gênova: Cardeal Giovanni Canestri (1988-1995), Cardeal Dionigi Tettamanzi (1995-2002) e Cardeal Tarcísio Bertone (2002-2006). Desde o tempo do Cardeal Tettamanzi até 2007 foi também Mestre de Cerimônias da Arquidiocese.

Neste período foi ainda professor de Direito Canônico na Faculdade de Teologia da Itália Setentrional, Cônego do Cabido da Catedral de Gênova (desde 2002), Reitor da Catedral São Lourenço (2003 a 2007) e Diretor Espiritual do Seminário da Arquidiocese (2004 a 2007).

Em 01 de outubro de 2007, foi nomeado pelo Papa Bento XVI como Mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias, substituindo Dom Piero Marini, que exercia este ofício desde 1987. O Papa concedeu-lhe, com esta nomeação, o título de Monsenhor Prelado de Honra.


Como Mestre de Cerimônias, Monsenhor Marini realizou pequenas modificações em alguns ritos presididos pelo Papa (imposição do pálio, Consistório para criação de Cardeais, canonizações). Com a renúncia do Papa Bento XVI, organizou o Conclave que elegeu o Papa Francisco.

Este o confirmou em seu ofício, nomeando-o ao mesmo tempo Consultor da Congregação para as Igrejas Orientais. Junto ao Papa Francisco, organizou as celebrações do recente Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

O Cerimonial dos Bispos apresenta no n. 35 as três principais qualidades de um bom cerimoniário: piedade, paciência e diligência. Podemos ver claramente estas qualidades no Monsenhor Marini: percebe-se em sua atitude como Mestre de Cerimônias uma tranquilidade própria do orante, daquele que vive o mistério que se celebra.