quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Visitas Pastorais do Papa na Itália: 2026 (Parte 2)

No dia 08 de maio de 2026, um ano após sua eleição como Bispo de Roma, o Papa Leão XIV deu início às Visitas Pastorais dentro da Itália.

Na primeira parte destacamos as primeiras quatro Visitas: Pompeia e Nápoles, Acerra, Pavia e Sant’Angelo Lodigiano e Lampedusa. Nesta segunda parte, por sua vez, apresentaremos brevemente as próximas três Visitas Pastorais deste ano de 2026:

Leão XIV reza diante do túmulo de São Francisco de Assis
(20 de novembro de 2025)

5. ASSIS (06 de agosto)

Na quinta-feira, 06 de agosto de 2026, o Papa visita a cidade de Assis (Diocese de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino), na região da Úmbria, no centro da Itália.

O primeiro Papa da Era Moderna a visitar a cidade foi São João XXIII no dia 04 de outubro de 1962, às vésperas da abertura do Concílio Vaticano II.

São João Paulo II visitou Assis em seis ocasiões, entre Visitas Pastorais e visitas privadas (05 de novembro de 1978, 12 de março de 1982, 27 de outubro de 1986, 09-10 de janeiro de 1993, 03 de janeiro de 1998 e 24 de janeiro de 2002), destacando-se o encontro ecumênico e interreligioso de oração pela paz de 1986.

Bento XVI, por sua vez, visitou a cidade duas vezes (17 de junho de 2007 e 27 de outubro de 2011), enquanto Francisco a visitou em seis ocasiões (04 de outubro de 2013, 04 de agosto de 2016, 20 de setembro de 2016, 03 de outubro de 2020, 12 de novembro de 2021 e 24 de setembro de 2022).

Leão XIV na Basílica de Santa Maria dos Anjos
(20 de novembro de 2025)

O próprio Leão XIV já visitou Assis no dia 20 de novembro de 2025, quando rezou diante do túmulo do Poverello na Basílica de São Francisco e participou de um encontro com os Bispos italianos na Basílica de Santa Maria dos Anjos na Porciúncula.

Neste dia 06 de agosto o Papa participa de um encontro com os jovens peregrinos a Assis no contexto dos 800 anos da morte de São Francisco e celebra a Missa da Festa da Transfiguração do Senhor na Basílica de Santa Maria dos Anjos.

6. SAN MARINO (22 de agosto)

Embora seja um país independente, o território da República de San Marino integra a Diocese de San Marino-Montefeltro, na região da Emília-Romanha (Emilia-Romagna), no norte da Itália.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Ângelus: XVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 02 de agosto de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Quando ouvimos o Evangelho, frequentemente escutamos falar dos sinais realizados por Jesus: são gestos que manifestam a sua dedicação especial por nós, ou seja, a salvação que Ele traz ao mundo. O Senhor é recordado como Aquele que dá sentido à vida, libertando-a do mal e do pecado.

Ao dar a visão aos cegos e a audição aos surdos, Cristo não se limita a realizar milagres, mas anuncia a todos que o Reino de Deus está próximo. Por isso, o Evangelho de hoje (Mt 14,13-21) testemunha que Jesus não se limita a restaurar os sentidos a quem deles carece, mas também dá sabor aos nossos sentidos. A quem era surdo e passa a ouvir, o Senhor dirige a Boa Nova para ser ouvida; a quem era cego e passa a ver, mostra a esplêndida obra da redenção que é realizada por Ele. Da mesma forma, Jesus dá aos que têm fome o alimento para comer: o episódio da multiplicação dos pães significa que o encontro com o Senhor é uma experiência nutritiva. No deserto, ou seja, no lugar da nossa necessidade, Cristo é o pão da vida. Com Ele, o essencial é abundante: «Todos comeram e ficaram satisfeitos» e, com o que sobrou, «recolheram ainda doze cestos cheios» (v. 20). Este número realça que a dádiva do Senhor é universal e que a sua providência para conosco nunca falha.

Caríssimos, Cristo sacia verdadeiramente a fome da humanidade, a nossa fome de verdade e de vida. Ao mesmo tempo, o seu gesto ensina que nada se desperdiça quando é partilhado. A acumulação e o desperdício, por outro lado, são duas faces do mesmo mal: a ganância. Esta doença da alma faz perder o juízo, porque embriaga de riquezas, ao ponto de ignorar aqueles que choram de fome e clamam de sede. E assim, perante a opulência das coisas que perecem, estão as mãos estendidas de quem não tem o que comer, as casas incendiadas de quem não tem paz.

No deserto da guerra e da arrogância, observemos com que benevolência o Senhor «ergueu os olhos para o céu», «pronunciou a bênção», «partiu os pães e os deu» aos seus discípulos, para que os distribuíssem à multidão (v. 19). Neste milagre da caridade reconhecemos os gestos característicos de Jesus, que encontram na Última Ceia o seu ápice. Com efeito, nessa ocasião o Filho de Deus nos entrega a sua própria vida, como nosso irmão na humanidade. Enquanto saboreamos a graça da Eucaristia, comprometamo-nos a testemunhar a sua beleza nos nossos gestos quotidianos, a começar pela bênção da mesa, quando partilhamos o pão em família e entre amigos. Na companhia de Jesus, também as férias podem se tornar um tempo de serenidade fraterna, envolvendo aqueles que, ao nosso lado, se encontram em necessidade.

Peçamos, portanto, à Virgem Maria, mãe atenciosa, que nos faça crescer na caridade, para que a ninguém falte o pão de cada dia.

Multiplicação dos pães
(Vasily Nesterenko)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica: Índice

Com a publicação dos conteúdos do 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (ENPL) aproveitamos a ocasião para elencar nesta postagem todos os conteúdos sobre os Encontros publicados aqui em nosso blog.

Os Encontros Nacionais de Pastoral Litúrgica, com efeito, são promovidos anualmente pelo Secretariado Nacional de Liturgia (Portugal) desde 1975 [1]. Geralmente são celebrados no final do mês de julho no Santuário de Fátima.

Basílica da Santíssima Trindade em Fátima (Portugal)

Confira a seguir os links para nossas postagens sobre os Encontros de 1997 a 2026, incluindo sobretudo os áudios das conferências, conforme divulgados pelo Secretariado Nacional de Liturgia:

50º ENPL (2026): A Liturgia, vida da Igreja





45º ENPL (2019): Liturgia e missão

44º ENPL (2018): Liturgia e espiritualidade

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Liturgia, vida da Igreja: 50º ENPL (2026)

De 27 a 30 de julho de 2026 teve lugar junto ao Santuário de Fátima (Portugal) o 50º Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica (ENPL), promovido pelo Secretariado Nacional de Liturgia.

O tema do encontro foi “A Liturgia, vida da Igreja”, expressão que remete à Nota Pastoral “Liturgia viva da Igreja”, promulgada pela Conferência Episcopal Portuguesa em maio de 2025:

A Liturgia é vida e para a vida de todo o Povo de Deus. (...) A Igreja vive da Liturgia... Nela deixamos de falar sobre Deus para falar com Deus e agir em Deus” (nn. 1.23).

50º ENPL (2026): Sessão de abertura

Sendo o 50º Encontro, este ano foi dedicado a recordar a sua história, além de celebrar o centenário do Congresso Litúrgico de Vila Real (1926), primeiro Congresso Litúrgico realizado em Portugal e que marcou os inícios do Movimento Litúrgico nesse país.

Confira os áudios das cinco conferências, divulgados no site do Secretariado Nacional, clicando nos títulos a seguir:

Padre Renato Filipe Oliveira (Diocese de Viana do Castelo)

Cônego João da Silva Peixoto (Diocese do Porto)

Doutora Isabel Maria Alçada Cardoso (Patriarcado de Lisboa)

Cônego Mário José Rodrigues de Sousa (Diocese do Algarve)

Padre Sérgio Filipe Pinho Leal (Diocese do Porto)

Além das cinco conferências também ocorreram formações por grupos, celebrações e outros momentos de oração no Santuário de Fátima.


Para acessar os conteúdos dos encontros anteriores publicados em nosso blog (1997-2025) basta clicar no marcador “Secretariado de Liturgia”.


sábado, 1 de agosto de 2026

Homilia: XVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A

São João Crisóstomo
Sermão 49 sobre o Evangelho de São Mateus
Mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres

Para os enfermos Ele fazia milagres sempre, agora faz uma dádiva universal, a fim de que muitos não só fossem espectadores do que a outros acontecia, mas que também desfrutassem do dom por si mesmos. Aquilo que aos judeus antigos lhes parecia admirável no deserto e diziam: Poderá também dar-nos pão e preparar-nos a mesa no deserto?, isso Cristo realiza agora. E os levou ao deserto para que não recaísse suspeita alguma sobre o milagre, e ninguém pensasse que algum povo próximo tenha provido as mesas de pão. Por isso o evangelista recorda não somente o lugar, mas também a hora. Também aprendemos aqui a prudência que os discípulos demonstravam nas coisas necessárias e em que alto grau desprezavam os prazeres. Pois sendo eles doze, não tinham senão cinco pães e dois peixes. Até tal ponto desprezavam as coisas materiais e somente cuidavam das espirituais. Ainda mais: nem mesmo este pouco que tinham guardaram, mas, assim que lhes foi solicitado, o entregaram.

Aprendemos disso que, mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres. Pois os Apóstolos, mandados apresentar os cinco pães, não exclamaram: “Mas de onde nos alimentaremos depois? Como poderemos amenizar a fome?”, mas prontamente obedecem. A parte da razão do que já aduzimos, parece que Cristo fez o milagre com estes pães para levar os discípulos à fé, pois eles ainda eram fracos nela. Por isso olha ao céu. Já possuíam muitos exemplos de outros tipos de milagres, mas nenhum deste.

Portanto, tendo tomado os pães, os partiu e, através dos discípulos, os repartiu, conferindo-lhes este cargo de honra. Não o fez somente para honrá-los, mas para que, apalpando a realidade do milagre, não lhe negassem a fé nem se esquecessem do acontecido, do qual suas próprias mãos davam testemunho. E permitiu que primeiro a multidão sofresse a fome e esperou que os discípulos se aproximassem e lhe perguntassem. Também por meio deles fez que a multidão se recostasse na relva, e por eles distribuiu os pães, querendo assim antecipar-se e comprometer cada um por sua própria confissão e por suas obras. Por esta causa, recebeu os pães deles, a fim de que se multiplicassem os testemunhos do milagre e tivessem esses registros e recordações do prodígio. Pois se depois de tantos preparativos ainda se esqueceram, o que teriam feito se Jesus não os houvesse preparado de tantas maneiras? E ordenou que se recostassem na relva, ensinando-os desta forma a viver austeramente. Porque não desejava unicamente que os corpos se alimentassem, mas que as almas assimilassem os ensinamentos.

De maneira que, pelo lugar, por não lhes ministrar senão pães e peixes, por ter ordenado que a todos fosse dado o mesmo e em comunidade o tomassem, de forma que nenhum recebesse mais do que o outro, ensinou a humildade, a temperança e a caridade; e quis que todos amassem a todos com igual afeto e tivessem todas as coisas em comum. E tendo partido os pães, os deu aos discípulos, e os discípulos os deram ao povo. Deu-lhes os cinco pães já partidos; e estes cinco pães, como se fossem uma fonte, multiplicavam-se e brotavam as mãos dos discípulos.

Ele não terminou com este milagre; mas Jesus fez que não somente os pães superabundassem, mas também os pedaços, para perceber que estes pedaços eram daqueles pães, e os ausentes também pudessem saber o que havia acontecido. Para isso permitiu que a multidão sofresse a fome, a fim de que ninguém pensasse que tudo se reduzia a meras aparências. Permitiu que sobrassem doze cestos, para que até mesmo Judas levasse o seu. Podia simplesmente ter apagado a fome da multidão, mas os discípulos não teriam experimentado o seu poder, pois assim aconteceu no tempo de Elias. Nesta ocasião os judeus ficaram de tal forma pasmos que quiseram constitui-lo rei, coisa que em outros milagres não tinha tentado.


Fonte: Lecionário Patrístico Dominical, pp. 188-189. Para adquiri-lo no site da Editora Vozes, clique aqui.

Confira também uma homilia de São Jerônimo para este domingo clicando aqui.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Ângelus: XVII Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 26 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No centro do ensinamento de Jesus está o mistério do Reino de Deus, que o Evangelho de hoje compara a uma pérola e a um tesouro (cf. Mt 13,44-52). As parábolas dão a entender a surpresa de quem encontra algo que nem sequer podia esperar, a tal ponto que vender ou deixar tudo já não aparece como uma renúncia, mas sim como um ganho. Na verdade, os evangelistas, desde as primeiras páginas, descrevem o chamado de Jesus a segui-lo como irresistível: livre, certamente, mas urgente e capaz de suscitar uma resposta imediata e movida pelo desejo. Este é um primeiro e importante aspecto do modo como Deus está próximo e se deixa encontrar: o encontro com o seu Reino é uma reviravolta que não restringe, mas alarga a vida. Se algo agora precisa mudar, é para trazer mais possibilidades, não menos.

Há um segundo aspecto ao qual Jesus parece dar muita importância: quem encontra o tesouro escondido no campo é provavelmente um agricultor; a pérola, por sua vez, é reconhecida como sendo de grande valor por um negociante, talvez um viajante. Seguem-se outras duas parábolas, nas quais os protagonistas são pescadores e um escriba entendido em coisas velhas e novas. Existem outras, ainda, nas quais o Reino se deixa vislumbrar em uma mulher que amassa a farinha, em outra que arruma a casa, em um rei que prepara a guerra, em um homem que projeta construir uma torre, em administradores que gerem pagamentos ou investimentos, em pastores e agricultores. O Reino de Deus, em suma, revela a sua beleza inestimável de diversas formas, mas chama todos - homens e mulheres, jovens e idosos, pobres e ricos - a uma profunda renovação. Todos podem compreendê-lo e são atraídos por ele.

Também hoje a Igreja é uma comunhão de pessoas diferentes quanto à sua origem, à cultura, às competências e ao nível de responsabilidade, mas todas chamadas a se reconhecerem como “um” em Jesus Cristo: é Ele o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede que recolhe os dispersos. Com efeito, desde o princípio, Jesus chamou e reuniu em torno de si pessoas que, de outro modo, nunca se teriam relacionado. Precisamente assim demonstrou que Deus não faz distinção de pessoas e que a sua eleição é predileção, especialmente por quem é pequeno e rejeitado.

Irmãos e irmãs, só nos resta pedir um dom, o mesmo que o jovem rei Salomão invocou (cf. 1Rs 3,5.7-12). É o dom de distinguir a pérola de grande valor, de saber reconhecer o tesouro pelo qual vale a pena vender tudo. Enquanto a indústria do consumo nos altera o paladar, suscitando sempre novas necessidades para depois nos vender respostas que não saciam e, por vezes, envenenam o coração, temos que aprender a perceber o que realmente importa, o tesouro da relação com Deus, que nos abre à alegria e ajuda a viver da melhor maneira as relações entre nós.

Que a intercessão de Maria, Sede da Sabedoria, oriente para Jesus o nosso desejo de vida, para que se realize em plenitude.


Fonte: Santa Sé.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Festa de Santa Maria Madalena em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 22 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, presidiu a Missa da Solenidade de Santa Maria Madalena na Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém [1].

A celebração teve lugar no altar de Santa Maria Madalena, próximo à Edícula do Santo Sepulcro, no local do seu encontro com o Ressuscitado:

Procissão de entrada
Incensação do altar
Ritos iniciais

Evangelho

Ângelus: XVI Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 19 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Após a parábola do semeador, Jesus continua a falar às multidões por meio de algumas imagens: o joio e o trigo, a semente de mostarda e o fermento na farinha (Mt 13,24-43).

Trata-se de três pequenas parábolas que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro. Com esses relatos, Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante. Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.

Irmãos e irmãs, com essas parábolas Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história. Às vezes esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente. Ele vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum. Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.

Esse estilo de Deus deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja. Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se - dizia o então Cardeal Ratzinger - de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas (cf. Discurso no Congresso dos Catequistas e dos Professores de Religião, 10 de dezembro de 2000). Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.

Oremos a Maria Santíssima, que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que ela nos sustente em nosso caminho e interceda por nós.


Fonte: Santa Sé.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dedicação de igreja em Jerusalém (2026)

Na manhã do sábado, 18 de julho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, presidiu a Missa para a Dedicação da igreja do Sagrado Coração de Jesus no Mosteiro das Clarissas em Jerusalém:

A capela após o rito da dedicação
Abertura das portas da igreja
Procissão de entrada

Aspersão da assembleia e das paredes da igreja

terça-feira, 28 de julho de 2026

Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro (2026)

Na manhã da quarta-feira, 15 de julho de 2026, o Custódio da Terra Santa, Padre Francesco Ielpo, celebrou a Missa da Solenidade da Dedicação da Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém.

A Basílica foi dedicada pela primeira vez em setembro de 335, celebração que deu origem à Festa da Exaltação da Santa Cruz. Porém, tendo passado por sucessivas restaurações, foi dedicada novamente no dia 15 de julho de 1149. Para saber mais sobre a história da Basílica, clique aqui.

Procissão de entrada
Incensação do altar dentro da Edícula
Ritos iniciais
Evangelho
Bênção com o Livro dos Evangelhos

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Ângelus: XV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 12 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom dia e bom domingo!
Na Liturgia de hoje o evangelista Mateus nos apresenta a parábola do semeador (Mt 13,1-23), que descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós.

O próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto (cf. Jo 12,24). É verdade que, às vezes, Ele encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então se desencadeiam milagres de amor capazes de mudar tudo, como também nós certamente já experimentamos na nossa vida. Por isso o Pai não desiste de semear, porque sabe que o poder do seu amor é mais forte do que a nossa fraqueza (cf. 2Cor 12,9-10).

É o que afirma São João Crisóstomo, referindo-se à “semente” da Palavra de Deus: «Como pode ser razoável semear entre espinhos, em terreno pedregoso, à beira do caminho? No caso das sementes e da terra, isso não seria razoável, mas no caso das almas e dos ensinamentos, isso é muito louvável» (Homilias sobre o Evangelho de Mateus, 44, 3). Na verdade, é possível que, nas mãos de Deus, «o terreno pedregoso se transforme, tornando-se terra fértil; que o caminho deixe de ser pisado e de estar exposto a todos os transeuntes, passando a ser solo fértil; que os espinhos sejam eliminados e as sementes desfrutem de uma situação de grande segurança» (ibid.).

A generosidade de Deus para conosco não é ingénua, mas sábia, e sabe aproveitar em nós a possibilidade de um bem que, por vezes, nem sequer percebemos. Por isso o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós mesmos, não deixa de acreditar em nós: naquilo que somos e naquilo em que podemos nos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé.

Assim, a partir da gratuidade e confiança com que a semente é lançada e da humildade e disponibilidade com que é recebida, crescem em nós e se difundem, como ensina São Paulo, os frutos do Espírito Santo: «caridade, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, lealdade, mansidão, continência» (Gl 5,22-23). Como o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles!

Com efeito, especialmente nestes dias de férias, empenhemo-nos em dedicar tempo à escuta, à leitura e à meditação da Palavra de Deus, cultivando, junto ao descanso e à diversão saudável, momentos significativos de silêncio e oração. Retornaremos às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus.

Que Maria, Rainha dos Apóstolos e Estrela da Evangelização, nos ajude nisto.


Fonte: Santa Sé.

Confira também a meditação do Papa Leão XIV sobre a “parábola do semeador” na primeira Audiência Geral após sua eleição, no contexto do Jubileu Ordinário de 2025.

Divina Liturgia no Santuário de Zarvanytsia (2026)

Na manhã do domingo, 12 de julho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia no Santuário da Mãe de Deus de Zarvanytsia, na Arquieparquia de Ternopil-Zboriv (Ucrânia), por ocasião da tradicional peregrinação nacional dos fiéis ucranianos ao Santuário no mês de julho.

A celebração, precedida por um Moleben (Paraklesis) em honra da Mãe de Deus no fim da tarde do sábado, dia 11, concluiu o Sínodo da Igreja Greco-Católica Ucraniana, encontro anual dos Bispos desta Igreja sui iuris, que teve lugar junto ao Santuário de 01 a 10 de julho.

11 de julho: Moleben em honra da Mãe de Deus






12 de julho: Divina Liturgia

sábado, 25 de julho de 2026

Ângelus: XIV Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 05 de julho de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho da Liturgia de hoje (Mt 11,25-30) nos convida a partilhar o louvor que Jesus eleva ao Pai, «Senhor do céu e da terra» (v. 25). O Filho de Deus feito homem manifesta o seu amor envolvendo todas as criaturas nesta ação de graças.

A simplicidade de um gesto tão espontâneo e alegre corresponde ao estilo de Deus, que gosta de se revelar «aos pequeninos», enquanto permanece escondido «aos sábios e entendidos» (v. 25). Na verdade, estes estão de tal forma cheios das próprias ideias que não reconhecem a presença de Cristo, o Messias que visita o seu povo. A sabedoria humana, então, se torna arrogância e a doutrina degenera em soberba. Pelo contrário, a verdadeira sabedoria de Deus se revela na humildade da carne e o seu ensinamento se dirige àqueles que passam por maiores dificuldades: «Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados» (v. 28), diz o Senhor. Ir ao encontro de Jesus significa corresponder ao seu amor e partilhar a sua vida até a cruz, como Ele mesmo nos explicou: «Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga» (Mt 16,24). É precisamente o dom de si mesmo por amor que constitui o “jugo” de Jesus (cf. Mt 11,29), isto é, a síntese do seu ensinamento, o cerne da sua sabedoria, ardente de caridade para com todos.

Irmãos e irmãs, como pode ser “leve” e “suave” o peso da cruz (cf. v. 30)? Só por uma razão: porque o Senhor o carrega primeiro e com todos nós, sem nunca nos deixar sozinhos diante do que nos oprime. Como autêntico mestre, Jesus toma sobre si a humanidade ferida pelo mal, para cuidar dela. A sabedoria que Ele nos dá é um anúncio de salvação e o seu jugo nos levanta de todas as quedas. Ao seguir Cristo, o nosso caminho não é, portanto, uma ascese que mortifica: é uma escola de liberdade, que leva a sério o drama da história e ilumina sempre o seu sentido, sobretudo nos momentos mais sombrios. Com efeito, só na Cruz de Jesus é que o mal é redimido: só na sua Paixão é que o nosso cansaço mortal encontra consolo e resgate.

Em situações de escravidão, Cristo é libertação. No flagelo da guerra, Cristo é esperança. Na hora do pecado, Cristo é perdão. Esta é a verdadeira sabedoria, isto é, o caminho que queremos percorrer juntos, unidos como discípulos em seu nome. Jesus nos ensina isso como Filho, tornando-se nosso irmão: com a força do Espírito Santo, Ele mesmo manifesta à Igreja a verdade de Deus e do homem, pois «ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar» (v. 27).

Caríssimos, ao darmos graças ao Senhor por esta sua confidência cheia de amor, imploremos a intercessão de Maria, Rainha da Paz, pelo bem da Igreja e do mundo inteiro.

“Vinde a mim...”
(Igreja do Sagrado Coração de Jesus - Augsburg, Alemanha)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Fotos da Missa do Papa em Lampedusa

Na manhã do sábado, 04 de julho de 2026, no contexto das suas Visitas Pastorais dentro da Itália, o Papa Leão XIV celebrou a Missa no Campo Esportivo “Arena” na ilha de Lampedusa (Itália), na Arquidiocese de Agrigento.

O Papa, assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, celebrou a Missa “pelos refugiados e exilados” com suas orações e leituras.

Procissão de entrada
Incensação da cruz
Incensação da imagem da Virgem Maria
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Lampedusa

Visita Pastoral a Lampedusa
Santa Missa
Homilia do Papa Leão XIV
Campo Esportivo “Arena”
Sábado, 04 de julho 2026

Foi celebrada a Missa “pelos refugiados e exilados” com as seguintes leituras: Hb 13,1-3.14-16; Sl 106; Lc 10,25-37.

Queridos irmãos e irmãs,
Deus nos ama sempre primeiro. A beleza do mar, desta ilha e dos vossos rostos é um reflexo da sua iniciativa gratuita: o amor nos precede, nos envolve e nos congrega. Estou grato ao Senhor por poder visitar-vos, seguindo os passos do Papa Francisco, que no dia 08 de julho de 2013 quis vir a Lampedusa na sua primeira viagem como Sucessor de Pedro.

Como é sabido, os Apóstolos navegaram pelo Mediterrâneo e experimentaram a hospitalidade dos habitantes das suas ilhas e costas, que há milênios são uma encruzilhada de civilizações. O Evangelho ressoa onde os povos se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experiências se entrelaçam e as diversas culturas dialogam entre si. Em contrapartida, não ecoa onde cada um faz de si mesmo uma ilha, onde o contato é evitado e o intercâmbio é interrompido. Neste sentido, a parábola do Bom Samaritano, que acaba de ser proclamada (Lc 10,25-37), descreve uma história em continuidade, e a Encíclica Fratelli tutti nos ajudou a relê-la nas circunstâncias históricas dramáticas em que ainda nos encontramos imersos. A Palavra de Deus é sempre para o dia de hoje e nos conduz a um diálogo do qual saímos transfigurados. Como responderemos, então, ao amor d’Aquele que nos amou primeiro?


Caríssimos, hoje Lampedusa e Linosa se encontram em uma estrada tão perigosa como aquela que descia de Jerusalém para Jericó. Aqui vistes não apenas um, mas milhares de seres humanos que caíram nas mãos de salteadores que lhes roubaram tudo, os espancaram cruelmente e se afastaram, deixando-os meio mortos (cf. Lc 10,30). Os outros, aqueles que não conseguiram chegar onde desejavam, acolheu-os o mar. Sentimos, no entanto, a sua presença, que nos interpela não menos que a daqueles que desembarcaram, necessitados de atenção e socorro. Antes de qualquer consideração intelectual e convicção ideológica, o embate com quem jaz diante de nós, despojado de tudo, nos convida à proximidade. A Carta aos Hebreus nos diz: «Lembrai-vos (...) dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo» (Hb 13,3). Trata-se do ponto central da parábola evangélica: fazemo-nos próximos, tornamo-nos próximos (cf. Lc 10,36-37)!

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ordenações Presbiterais em Jerusalém (2026)

Na manhã da quarta-feira, 01 de julho de 2026, o Patriarca Latino de Jerusalém, Cardeal Pierbattista Pizzaballa, celebrou a Missa da Solenidade do Preciosíssimo Sangue de Jesus na Basílica da Agonia do Senhor no Getsêmani em Jerusalém [1], durante a qual conferiu a Ordenação Presbiteral a dez diáconos da Ordem dos Frades Menores (franciscanos).

Tradicionalmente as Ordenações Presbiterais em Jerusalém são celebradas no dia 29 de junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo. Este ano, porém, foram adiadas porque o Cardeal Pizzaballa estava em Roma para o Consistório Extraordinário.

Procissão de entrada


O Patriarca espalha rosas vermelha sobre a Pedra da Agonia
Imagem da Agonia do Senhor na entrada da Basílica

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Ângelus: Solenidade de São Pedro e São Paulo (2026)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Irmãos e irmãs, bom dia!
Celebramos hoje a Solenidade dos Santos Pedro e Paulo, Padroeiros de Roma. Esta festa recorda o vínculo originário que une, em uma comunhão de fé e caridade, a Igreja que está em Roma a todas as outras Igrejas do mundo.

O testemunho destes dois Apóstolos é quase um selo do Novo Testamento. O sangue derramado por eles nesta cidade revela até onde chega o amor de Deus que o Senhor Jesus nos concedeu. Sim, foi graças à sua palavra e ao seu martírio que o Evangelho de Cristo se enraizou, por assim dizer, em Roma, manifestando precisamente aqui, na capital do Império, a sua capacidade de renovação: um novo conhecimento de Deus e da infinita dignidade de cada ser humano, uma nova experiência da força, não como domínio, mas como serviço à vida.

O Senhor, que morreu e ressuscitou por amor, ainda hoje se torna presente nas suas testemunhas, chega aos centros e às periferias, às capitais e às regiões mais remotas, através das vozes, dos rostos e das escolhas corajosas daqueles que responderam ao seu convite: “Segue-me!”. Assim, este dia de festa nos envolve na missão de Pedro e Paulo, ou seja, na missão do próprio Jesus. Deus confia em nós, que somos pecadores perdoados por Ele, em nós que não somos perfeitos, para que a sua graça brilhe nas nossas histórias e se revele a sua força, que muda o mal em bem.

Caríssimos, talvez Pedro e Paulo não pudessem ter sido mais diversos um do outro. Diversos na origem, na formação e no caráter; não só antes de terem sido chamados, mas também depois; e o seu único Senhor não os uniformizou. O Evangelho é compreendido e anunciado com um sotaque específico por cada um deles; e o Espírito Santo, ao inspirar os autores bíblicos, não quis que ficassem escondidas as suas divergências, as quais na verdade nos são narradas como uma boa nova. Todavia, no colégio dos Apóstolos, Pedro e Paulo não foram adversários. Pelo contrário, tornaram-se quase o símbolo de muitas outras diversidades que o único Espírito compõe em unidade. Assim, os Padroeiros da Igreja de Roma viveram o esforço da comunhão, conhecendo-a, servindo-a e anunciando-a como sacramento da vida divina. O seu testemunho contribuiu de forma determinante para que a presença cristã na história se orientasse não para o domínio, mas para o serviço, a unidade e a reconciliação.

Por intercessão de São Pedro e São Paulo o Senhor nos conceda apreciar cada vez mais a catolicidade da Igreja, reconhecer o seu valor a serviço do encontro fraterno entre as pessoas e os povos, evitar tudo o que desgasta ou prejudica a comunhão, e perseverar no caminho ecumênico e no diálogo atento e franco com todos.

Que Maria, Rainha dos Apóstolos, proteja sempre o Povo de Deus, em Roma e no mundo inteiro.

São Pedro e São Paulo (José de Ribera)

Fonte: Santa Sé.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Solenidade de São Pedro e São Paulo no Vaticano (2026)

Na manhã da segunda-feira, 29 de junho de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Missa da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo na Basílica Vaticana, durante a qual abençoou e impôs os pálios aos Arcebispos Metropolitanos nomeados durante o último ano.

Confira nossa postagem com a lista dos 35 Arcebispos que receberam o pálio clicando aqui.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Didier Jean-Jacques Bouable. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Leão XIV endossou a casula vermelha que o Papa São João Paulo II recebeu como presente por ocasião dos 50 anos da sua Ordenação Presbiteral (novembro de 1996).

Como de costume, a celebração contou com a presença de uma delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presidida pelo Metropolita de Calcedônia, Emmanuel Adamakis.

Imagem da entrega das chaves a Pedro
Procissão de entrada
Incensação da cruz e do altar
Ritos iniciais
Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: São Pedro e São Paulo (2026)

Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
Santa Missa e Imposição do Pálio aos novos Arcebispos Metropolitanos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Segunda-feira, 29 de junho de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje, em uma única Solenidade, recordamos São Pedro e São Paulo, padroeiros da cidade e da Diocese de Roma: um deles escolhido por Jesus como pastor do seu rebanho e o outro eleito como Apóstolo dos gentios. Neles veneramos duas colunas da Igreja.

Pedro, guardião do Povo de Deus, aparece muitas vezes no Novo Testamento empenhado em conservar a comunhão entre os irmãos. É ele quem, no lago da Galileia, depois de uma noite de trabalho aparentemente inútil, diz ao Mestre: «Nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes» (Lc 5,5), e volta a fazer-se ao largo, levando os outros consigo. É também ele que, quando muitos se afastam de Jesus, após o duro discurso sobre o Pão da Vida, diz ao Messias: «A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna» (Jo 6,68), e permanece, com os outros Onze. É ainda ele que, em Cesareia, reconhece em Jesus o Filho de Deus e se faz voz de todos na profissão da única fé, como ouvimos no Evangelho (cf. Mt 16,13-19). Após a Ressurreição, lançando-se à água e precedendo, a nado, os outros nas margens do lago, é ele o primeiro a chegar até Cristo, para renovar humildemente o seu amor e receber a confirmação da sua missão (cf. Jo 21,1-17).


E a esta missão, Pedro mantém-se fiel, mesmo quando, por exemplo, em Jerusalém, a questão da admissão ao Batismo dos pagãos não circuncisos corre o risco de dividir a comunidade. Ele reúne os irmãos, os escuta e, por fim, guiado pelo Espírito Santo, toma a decisão, preservando a comunhão e inaugurando uma nova era para todo o Povo de Deus. Afirma ele: «É pela graça do Senhor Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles» (At 15,11).

Esta grandeza de espírito não significa que Pedro seja perfeito. Durante a Paixão, nega o Mestre, para depois chorar lágrimas sinceras de arrependimento (cf. Lc 22,54-62); e o próprio Paulo, em diversas circunstâncias, repreende-o pela incoerência de alguns dos seus comportamentos (cf. Gl 2,11-14). Porém, sabe reconhecer os seus erros e arrepender-se, sem desanimar nem desistir da missão de anunciar o Evangelho e reunir o rebanho de Cristo, chegando ao martírio, que recebe precisamente aqui, em Roma, perto de onde nos encontramos.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Divina Liturgia: 25 anos da visita do Papa João Paulo II à Ucrânia

No domingo, 28 de junho de 2026, o Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), celebrou a Divina Liturgia junto à igreja da Natividade da Virgem Maria em Lviv (Ucrânia) em ação de graças pelos 25 anos da visita do Papa São João Paulo II à Ucrânia (23-27 de junho de 2001).

Junto a essa igreja, com efeito, o Papa polonês teve um encontro com os jovens ucranianos no dia 26 de junho de 2001.

Procissão de entrada
O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Evangelho
Homilia