terça-feira, 12 de maio de 2015

Memória do Beato Álvaro del Portillo em São Paulo

Hoje, 12 de maio, se celebra pela primeira vez a memória do Beato Álvaro del Portillo, 2º Prelado do Opus Dei, beatificado em setembro do ano passado.

Na Arquidiocese de São Paulo, foi celebrada uma Missa na Catedral Nossa Senhora da Assunção no último dia 09, presidida por Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar.

Imagem do Beato Álvaro
Procissão de entrada

Incensação da cruz
Incensação do círio pascal

Missa com os fieis armênios em São Paulo

No último dia 08 de maio o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, celebrou a Santa Missa na Catedral Nossa Senhora da Assunção em memória do Centenário do Genocídio Armênio. Tal gesto havia sido realizado pelo Papa Francisco em abril.

Estiveram presentes Dom Vartan Boghossian, Exarca para os Católicos Armênios na América Latina, autoridades da Igreja Apostólica Armênia e fieis das duas igrejas.

Procissão de entrada
Cardeal Scherer

Discurso do representante da Igreja Apostólica Armênia
Procissão das oferendas

segunda-feira, 11 de maio de 2015

XIV Catequese do Papa sobre a Família

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 6 de Maio de 2015
A Família (14): Matrimônio (II)

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No nosso caminho de catequeses acerca da família, hoje meditaremos diretamente sobre a beleza do matrimônio cristão. Não se trata de uma simples cerimônia que se faz na igreja, com flores, o vestido, as fotografias... O matrimônio cristão é um sacramento que tem lugar na Igreja, e que também faz a Igreja, dando início a uma nova comunidade familiar.
É quanto resume o Apóstolo Paulo na sua célebre expressão: «Este mistério é grande; digo-o com referência a Cristo e à Igreja» (Ef 5,32). Inspirado pelo Espírito Santo, Paulo afirma que o amor entre os cônjuges é imagem do amor entre Cristo e a Igreja. Uma dignidade impensável! Mas na realidade ela está inscrita no desígnio criador de Deus e, com a graça de Cristo, foram inúmeros os casais cristãos que a realizaram, não obstante os seus limites e pecados!
Falando sobre a nova vida em Cristo, são Paulo afirma que os cristãos - todos - são chamados a amar-se como Cristo os amou, ou seja, a «submeter-se uns aos outros» (Ef 5,21), que significa pôr-se ao serviço uns dos outros. E aqui ele introduz a analogia entre o casal marido-esposa e Cristo-Igreja. É claro que se trata de uma analogia imperfeita, mas devemos entender o seu sentido espiritual, que é deveras excelso e revolucionário, e ao mesmo templo simples, ao alcance de cada homem e mulher que confia na graça de Deus.
O marido - diz Paulo - deve amar a esposa «como ao seu próprio corpo» (Ef 5,28); amá-la como Cristo «amou a Igreja e se entregou por ela» (v. 25). Mas vós maridos, que estais aqui presentes, compreendeis isto? Amar a vossa esposa como Cristo ama a Igreja? Não se trata de uma brincadeira, mas de algo sério! O efeito deste radicalismo da dedicação exigida do homem, para o amor e a dignidade da mulher, segundo o exemplo de Cristo, deve ter sido enorme, na própria comunidade cristã!
Esta semente da novidade evangélica, que restabelece a reciprocidade originária da dedicação e do respeito, amadureceu lentamente na história, mas no fim prevaleceu.
O sacramento do matrimônio é um grande ato de fé e de amor: dá testemunho da coragem de acreditar na beleza do gesto criador de Deus e de viver aquele amor que impele a ir sempre além, além de nós mesmos e da própria família. A vocação cristã para amar de modo incondicional e incomensurável é, com a graça de Cristo, quanto está também na base do livre consenso que constitui o matrimônio.
A própria Igreja é plenamente partícipe na história de cada matrimônio cristão: ela edifica-se com os seus sucessos e padece com os seus fracassos. Mas devemos interrogar-nos com seriedade: nós mesmos aceitamos até ao fundo, como crentes e como pastores, também este vínculo indissolúvel da história de Cristo e da Igreja com a história do matrimônio e da família humana? Estamos dispostos a assumir seriamente esta responsabilidade, ou seja, que cada matrimônio percorra o caminho do amor que Cristo tem pela Igreja? Isto é grandioso!
Nesta profundidade do mistério da criação, reconhecido e restabelecido na sua pureza, abre-se um segundo grande horizonte que caracteriza o sacramento do matrimônio. A decisão de «desposar no Senhor» contém inclusive uma dimensão missionária, que significa ter no coração a disponibilidade a ser porta-voz da Bênção de Deus e da graça do Senhor para todos. Com efeito,enquanto esposos, os cônjuges cristãos participam na missão da Igreja. É preciso ter coragem para isto! Por isso, quando saúdo os recém-casados, digo: «Eis os intrépidos!», porque é necessário ter coragem para se amar do modo como Cristo ama a Igreja.
A celebração do sacramento não pode excluir esta co-responsabilidade da vida familiar, em relação à grande missão de amor da Igreja. É assim que a vida da Igreja se enriquece todas as vezes com a beleza desta aliança esponsal, do mesmo modo como se depaupera cada vez que ela é desfigurada. Para oferecer a todos os dons da fé, do amor e da esperança, a Igreja precisa também da corajosa fidelidade dos esposos à graça do seu sacramento! O povo de Deus tem necessidade do seu caminho quotidiano na fé, no amor e na esperança, com todas as alegrias e dificuldades que este caminho comporta num matrimônio e numa família.
Assim, a rota é marcada para sempre, trata-se da rota do amor: ama-se como Deus ama, para sempre! Cristo não cessa de cuidar da Igreja: ama-a sempre, preserva-a sempre, como a si mesmo. Cristo não deixa de eliminar o semblante humano as manchas e as rugas de todos os tipos. É comovedora e muito bonita esta irradiação da força e da ternura de Deus, que se transmite de casal para casal, de família para família. São Paulo tem razão: trata-se mesmo de um «mistério grandioso»! Homens e mulheres, suficientemente intrépidos para levar este tesouro nos «vasos de barro» da nossa humanidade - homens e mulheres tão corajosos! - constituem um recurso essencial para a Igreja e também para o mundo inteiro. Deus os abençoe mil vezes por isto!


Fonte: Santa Sé

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Calendário do Jubileu da Misericórdia

Calendário do Jubileu da Misericódia

Dezembro de 2015

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015
Solenidade da Imaculada Conceição
Abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro

Domingo, 13 de Dezembro de 2015
III Domingo de Advento
Abertura da Porta Santa da Basílica de São João em Latrão e nas Catedrais do Mundo

Janeiro de 2016

Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2016
Solenidade de S. Maria Santíssima Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz
Abertura da Porta Santa da Basílica de Santa Maria Maior

Terça-feira, 19 de Janeiro - Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
Jubileu dos Operadores dos Santuários

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016
Festa da Conversão de São Paulo
Abertura da Porta Santa da Basílica de São Paulo Extra-muros

Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia

Fevereiro de 2016

Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2016
Festa da Apresentação do Senhor e Dia da Vida Consagrada
Jubileu da Vida Consagrada e encerramento do Ano da Vida Consagrada

Quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2016
Quarta-feira de Cinzas
Envio dos Missionários da Misericórdia na Basílica de São Pedro

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2016
Cátedra de São Pedro
Jubileu da Cúria Romana

Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia

Março de 2016

Sexta-feira, 4 - Sábado, 5 de Março de 2016
“24 horas para o Senhor” com celebração penitencial em São Pedro, na tarde da sexta-feira 4 de Março

Domingo, 20 de Março de 2016
Domingo de Ramos
Em Roma, Jornada diocesana dos Jovens

Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia

Abril de 2016

Domingo, 3 de Abril de 2016
Domingo da Divina Misericórdia
Jubileu para todos os que aderem à espiritualidade da Divina Misericórdia

Domingo, 24 de Abril de 2016
V Domingo de Páscoa
Jubileu dos adolescentes (13 - 16 anos)

Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia

Maio de 2016

Domingo, 29 de Maio de 2016
Corpus Domini na Itália
Jubileu dos Diáconos

Junho 2016

Sexta-feira, 3 de Junho de 2016
Solenidade do Sacratíssimo Coração de Jesus (160 anos do começo da festa, iniciada em 1856 por Pio IX)
Jubileu dos Sacerdotes

Domingo, 12 de Junho de 2016
XI Domingo do Tempo Comum
Jubileu dos Doentes e das Pessoas com deficiência

Sinal “Jubilar” do Santo Padre: testemunho das obras de misericórdia

Julho de2016

Terça-feira, 26 - Domingo, 31 de Julho de 2016
Até o XVIII Domingo do Tempo Comum
Jubileu dos Jovens
Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia

Setembro de 2016

Domingo, 4 de Setembro de 2016
XXIII Domingo do Tempo Comum
Véspera da Memória da Beata Teresa de Calcutá (5 de Setembro)
Jubileu dos Operadores e voluntários da misericórdia

Domingo, 25 de Setembro de 2016
XXVI Domingo do Tempo Comum
Jubileu dos Catequistas

Outubro de 2016

Sábado 8 e Domingo 9 de Outubro de 2016
Sábado e Domingo após a festa de Nossa Senhora do Rosário
Jubileu Mariano

Novembro de 2016

Terça-feira, 1 de Novembro de 2016
Solenidade de Todos os Santos
Santa Missa do Santo Padre em memória dos fiéis defuntos

Domingo, 6 de Novembro de 2016
XXXII Domingo do Tempo Comum
Jubileu dos Presos, em São Pedro

Domingo, 13 de Novembro de 2016
XXXIII Domingo do Tempo Comum
Encerramento da Porta Santa nas Basílicas de Roma e nas Dioceses

Domingo, 20 de Novembro de 2016
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Encerramento da Porta Santa em São Pedro e conclusão do Jubileu da Misericórdia


Oração do Jubileu da Misercórdia

Oração do Jubileu da Misericórdia

Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele.
Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.
O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.
Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus!

Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta sua onipotência sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.
Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem, proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Fotos da Missa do Papa no V Domingo da Páscoa

No último dia 03 de maio, V Domingo da Páscoa, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa na Paróquia Santa Maria Regina Pacis (Rainha da Paz), na cidade de Ostia, próximo a Roma.

O Santo Padre foi assistido por Monsenhor Guido Marini, Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias.

Procissão de entrada


Ritos iniciais

Homilia do Papa: V Domingo da Páscoa - Ano B

Visita à Paróquia de Santa Maria Rainha da Paz em Óstia
Homilia do Papa Francisco
Domingo, 03 de maio de 2015

Uma expressão que Jesus repete com frequência, principalmente durante a última Ceia, é: «Permanecei em mim!». Não vos afasteis de mim, permanecei em mim! E a vida cristã consiste precisamente neste permanecer em Jesus. Esta é a vida cristã: permanecer em Jesus. E para nos explicar bem o que quer dizer com isto, Jesus recorre a esta bonita figura da videira: «Eu sou a videira verdadeira, e vós os ramos» (Jo 15,1.5). E cada ramo que não estiver unido à videira acaba por morrer, não dá fruto; e em seguida é cortado, para alimentar o fogo. São necessários muitos para isto, para fazer o fogo - são deveras úteis - mas não para produzir fruto. Ao contrário, os ramos que estiverem unidos à videira, recebem dela a linfa vital e assim desenvolvem-se, crescem e dão os seus frutos. Simples, esta imagem é simples. Permanecer em Jesus significa estar unido a Ele, para dele receber a vida, o amor, o Espírito Santo. É verdade, todos nós somos pecadores, mas se permanecermos em Jesus, como os ramos unidos à videira, o Senhor virá e podar-nos-á um pouco, para que possamos dar mais fruto. Ele cuida sempre de nós. Mas se nos separarmos da videira, deixaremos de permanecer no Senhor, seremos cristãos unicamente com o nome, mas não com a vida; seremos cristãos mortos, porque não daremos fruto, como os ramos separados da videira.

Permanecer em Jesus significa ter a vontade de receber a vida dele, mas também o perdão e inclusive a poda, mas recebê-la dele. Permanecer em Jesus quer dizer procurá-lo, rezar, dedicar-se à oração. Permanecer em Jesus significa receber os sacramentos: a Eucaristia, a Reconciliação. Permanecer em Jesus - e esta é a situação mais difícil - quer dizer fazer aquilo que o próprio Jesus fez, ter as mesmas atitudes de Jesus. Mas quando «esfolamos» os outros [falamos mal do próximo], por exemplo, ou quando bisbilhotamos, não estamos em Jesus. Ele nunca agiu assim. Quando somos mentirosos, não permanecemos em Jesus. Ele nunca mentiu. Quando enganamos o próximo com negócios sujos que estão ao alcance de todos, somos ramos mortos e deixamos de estar em Jesus. Permanecer em Jesus significa fazer tudo aquilo que Ele mesmo fazia: fazer o bem, ajudar os outros, rezar ao Pai, curar os enfermos, ajudar os pobres e ter a alegria do Espírito Santo.

Para nós, cristãos, uma boa pergunta é a seguinte: eu permaneço em Jesus, ou estou distante dele? Encontro-me unido à videira que me dá vida, ou sou um ramo morto, que é incapaz de produzir fruto, de dar testemunho? E existem inclusive outros ramos, dos quais Jesus não fala aqui, mas noutro trecho: aqueles que se mostram como discípulos de Jesus, mas fazem o contrário de um discípulo de Jesus; trata-se dos ramos hipócritas. Talvez todos vão à Missa aos domingos, talvez tenham a cara de santinhos, totalmente piedosos, mas depois vivem como se fossem pagãos. E no Evangelho Jesus chama-lhes hipócritas. Jesus é bom e convida-nos a permanecer nele. Jesus dá-nos a força, e quando caímos no pecado - todos nós somos pecadores - perdoa-nos, porque Ele é misericordioso. Mas aquilo que Ele quer são estas duas atitudes: que permaneçamos nele e que não sejamos hipócritas. É assim que progride a vida cristã.

E o que nos oferece o Senhor, se permanecermos nele? Já o ouvimos: «Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e ser-vos-á dado» (Jo 15,7). Uma força na oração: «Pedi tudo aquilo que quiserdes», ou seja, a prece poderosa, a tal ponto que Jesus atende a quanto pedimos. No entanto, se a nossa oração for insuficiente - se não for recitada verdadeiramente em Jesus - a prece não dará os seus frutos, porque o ramo não permanece unido à videira. Mas se o ramo estiver unido a videira, ou seja, «se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis tudo o que quiserdes e ser-vos-á dado». É nisto que consiste a oração omnipotente. Mas de onde brota esta omnipotência da oração? Da permanência em Jesus; da união com Jesus, como o ramo permanece unido à videira. Que o Senhor nos conceda esta graça!


Fonte: Santa Sé.