sábado, 4 de abril de 2015

Retiro de Semana Santa com Dom Henrique Soares

Retiro de Semana Santa pregado por Dom Henrique Soares da Costa, então Bispo Auxiliar de Aracaju (atualmente Bispo de Palmares) para a Comunidade Shalom de Aracaju.

Vale muito a pena ouvir:





quarta-feira, 1 de abril de 2015

Domingo de Ramos na Administração Apostólica

No último dia 29 de março Dom Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, celebrou a Santa Missa e a Procissão do Domingo de Ramos (II da Paixão) na Forma Extraordinária do Rito Romano na igreja principal da Administração em Campos dos Goytacazes (RJ).

Procissão de entrada

Bênção dos ramos
Aspersão
Incensação

Domingo de Ramos em Foz do Iguaçu

No último dia 29 de março Dom Dirceu Vegini, Bispo Diocesano de Foz do Iguaçu, celebrou na Catedral Nossa Senhora de Guadalupe a Santa Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

Bênção dos ramos
Monição introdutória
Aspersão dos ramos

Bispo recebe seu ramo para o Evangelho

Monsenhor Kwambamba Masi é nomeado Bispo

O Papa Francisco nomeou ontem, dia 31 de março, o Monsenhor Jean-Pierre Kwambamba Masi como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Kinshasa (Congo), conferindo-lhe a sede titular de Naratcata.

Mons. Kwambamba Masi ao lado do Papa Francisco
Jean-Pierro Kwambamba Masi nasceu em 19 de agosto de 1960 em Ngi (Congo). Foi ordenado sacerdote em 17 de agosto de 1986, para o clero da Arquidiocese de Kinshasa.

Como sacerdote exerceu as seguintes funções: estudos para o Doutorado em Liturgia na Universidade Santo Anselmo em Roma (1987-1992), Professor no Seminário Menor São Carlos Lwanga de Kalonda (1992-1994), Vigário Geral da Diocese de Kenge (1994-1998), Reitor do Seminário Maior São Cipriano de Kikwit (1998-2003), Oficial da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (2003-2015).

Monsenhor Kwambamba Masi era também, desde o dia 02 de setembro de 2009, um dos Cerimoniários Pontifícios, que auxiliam o Mestre de Cerimônias Litúrgicas Pontifícias (Monsenhor Guido Marini) nas celebrações presididas pelo Santo Padre.

Mons. Kwambamba Masi assiste ao Papa Bento XVI (29.12.2012)
É o segundo cerimoniário pontifício promovido ao episcopado pelo Papa Francisco: em agosto de 2013, Monsenhor Konrad Krajewski foi nomeado Elemosineiro Pontifício, com dignidade episcopal.

A última celebração que Monsenhor Kwambamba Mais foi cerimoniário assistente do Santo Padre foi na Missa com os novos Cardeais, em fevereiro deste ano.


 Informações: Boletim da Sala Stampa

Fotos do Domingo de Ramos no Vaticano

No último dia 29 de março o Papa Francisco celebrou na Praça de São Pedro a Santa Missa e a Procissão por ocasião do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.

Como no ano passado, o Santo Padre usou para a procissão um pluvial pertencente a S. João Paulo II.

Os cerimoniários assistentes foram os Monsenhores Guido Marini e Kevin Gillespie.

O livreto da celebração pode ser visto aqui.


Aspersão dos ramos

Evangelho

Homilia do Papa: Domingo de Ramos 2015

Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor (Ano B)
30ª Jornada Mundial da Juventude
Homilia do Papa Francisco
Praça de São Pedro
Domingo, 29 de março de 2015

No centro desta celebração, que se apresenta tão festiva, está a palavra que ouvimos no hino da Carta aos Filipenses: «Humilhou-Se a Si mesmo» (Fl 2,8). A humilhação de Jesus.

Esta palavra desvenda-nos o estilo de Deus e, consequentemente, o que deve ser do cristão: a humildade. Um estilo que nunca deixará de nos surpreender e pôr em crise: não chegamos jamais a habituar-nos a um Deus humilde!

Humilhar-se é, antes de mais nada, o estilo de Deus: Deus humilha-Se para caminhar com o seu povo, para suportar as suas infidelidades. Isto é evidente, quando se lê a história do Êxodo: que humilhação para o Senhor ouvir todas aquelas murmurações, aquelas queixas! Embora dirigidas contra Moisés, no fundo eram lançadas contra Ele, o Pai deles, que os fizera sair da condição de escravatura e os guiava pelo caminho através do deserto até à terra da liberdade.

Nesta Semana, a Semana Santa, que nos leva à Páscoa, caminharemos por esta estrada da humilhação de Jesus. E só assim será «santa» também para nós!

Ouviremos o desprezo dos chefes do seu povo e as suas intrigas para O fazerem cair. Assistiremos à traição de Judas, um dos Doze, que O venderá por trinta denários. Veremos ser preso o Senhor e levado como um malfeitor; abandonado pelos discípulos; conduzido perante o Sinédrio, condenado à morte, flagelado e ultrajado. Ouviremos que Pedro, a «rocha» dos discípulos, O negará três vezes. Ouviremos os gritos da multidão, incitada pelos chefes, que pede Barrabás livre e Ele crucificado. Vê-Lo-emos escarnecido pelos soldados, coberto com um manto de púrpura, coroado de espinhos. E depois, ao longo da via dolorosa e junto da cruz, ouviremos os insultos do povo e dos chefes, que zombam de Ele ser Rei e Filho de Deus.

Este é o caminho de Deus, o caminho da humildade. É a estrada de Jesus; não há outra. E não existe humildade, sem humilhação.

Percorrendo até ao fim esta estrada, o Filho de Deus assumiu a «forma de servo» (Fl 2,7). Com efeito, a humildade quer dizer também serviço, significa dar espaço a Deus despojando-se de si mesmo, «esvaziando-se», como diz a Escritura (v. 7). Esta é a maior humilhação: esvaziar-se.

Há outro caminho, contrário ao caminho de Cristo: o mundanismo. O mundanismo oferece-nos o caminho da vaidade, do orgulho, do sucesso... É o outro caminho. O maligno propô-lo também a Jesus, durante os quarenta dias no deserto. Mas Jesus rejeitou-o sem hesitação. E, com Ele, só com a sua graça, com a sua ajuda, também nós podemos vencer esta tentação da vaidade, do mundanismo, não só nas grandes ocasiões mas também nas circunstâncias ordinárias da vida.

Nisto, serve-nos de ajuda e conforto o exemplo de tantos homens e mulheres que cada dia, no silêncio e escondidos, renunciam a si mesmos para servir os outros: um familiar doente, um idoso sozinho, uma pessoa deficiente, um sem-abrigo...

Pensamos também na humilhação das pessoas que, pela sua conduta fiel ao Evangelho, são discriminadas e pagam na própria pele. E pensamos ainda nos nossos irmãos e irmãs perseguidos porque são cristãos, os mártires de hoje (e são tantos): não renegam Jesus e suportam, com dignidade, insultos e ultrajes. Seguem-No pelo seu caminho. Verdadeiramente, podemos falar de uma «nuvem de testemunhas» (Hb 12,1): os mártires de hoje.

Durante esta Semana, emboquemos também nós decididamente esta estrada da humildade, com tanto amor por Ele, o nosso Senhor e Salvador. Será o amor a guiar-nos e a dar-nos força. E, onde Ele estiver, estaremos também nós (Jo 12,26).


 Fonte: Santa Sé.

Audiência do Papa: Oração pelo Sínodo da Família

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 25 de Março de 2015
Oração pelo Sínodo da Família

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
No nosso caminho das catequeses sobre a família, hoje temos uma etapa um pouco especial: será um momento de oração.
De fato, no dia 25 de Março a Igreja celebra solenemente a Anunciação, início do mistério da Encarnação. O Arcanjo Gabriel visitou a jovem humilde de Nazaré e anunciou-lhe que teria concebido e dado à luz o Filho de Deus. Com este anúncio o Senhor ilumina e fortalece a fé de Maria, como depois fará também para o seu esposo José, a fim de que Jesus possa nascer numa família humana. Isto é muito bonito: mostra-nos como o mistério da Encarnação, tal como Deus o desejou, abrange de modo profundo não só a concepção no ventre da mãe mas também o acolhimento numa família verdadeira. Hoje gostaria de contemplar convosco a beleza deste vínculo, a beleza desta condescendência de Deus; e podemos fazê-lo recitando juntos a Ave-Maria, que na primeira parte retoma precisamente as palavras do Anjo, as que dirigiu à Virgem. Convido-vos a rezarmos juntos:
«Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte. Amém».
E agora, um segundo aspecto: a 25 de Março, solenidade da Anunciação, celebra-se em muitos países o Dia pela Vida. Por isso, há vinte anos, são João Paulo II nesta data assinou a Encíclica Evangelium vitae. Para recordar tal aniversário hoje estão presentes na praça muitos adeptos do Movimento pela Vida. Na Evangelium vitae a família ocupa um lugar central, enquanto é o ventre da vida humana. A palavra do meu venerado Predecessor recorda-nos que o casal humano foi abençoado por Deus desde o princípio para formar uma comunidade de amor e de vida, à qual está confiada a missão da procriação. Os esposos cristãos, celebrando o sacramento do Matrimônio, tornam-se disponíveis a honrar esta bênção, com a graça de Cristo, por toda a vida. A Igreja, por sua vez, compromete-se solenemente a ocupar-se da família que nasce dele, como dom de Deus para a sua própria vida, na alegria e na tristeza: o vínculo entre Igreja e família é sagrado e inviolável. A Igreja, como mãe, nunca abandona a família, inclusive quando ela é aviltada, ferida e mortificada de muitos modos. Nem quando incorre no pecado, ou se afasta da Igreja; fará sempre de tudo para procurar curá-la, convidá-la à conversão e reconciliá-la com o Senhor.
Pois bem, se esta é a tarefa, é evidente que a Igreja tem necessidade de muita oração para ser capaz, em todos os tempos, de cumprir esta missão! Uma oração cheia de amor pela família e pela vida. Uma oração que saiba rejubilar com quem se alegra e com quem sofre.
Eis então que, juntamente com os meus colaboradores, pensamos propor hoje: renovar a oração para o Sínodo dos Bispos sobre a família. Relançamos este compromisso até Outubro próximo, quando terá lugar a Assembleia sinodal ordinária dedicada à família. Gostaria que esta oração, assim como todo o caminho sinodal, fosse animada pela compaixão do Bom Pastor pelo seu rebanho, especialmente pelas pessoas e famílias que por vários motivos estão «cansadas e abatidas, como ovelhas sem pastor» (Mt 9,36). Desta forma, apoiada e animada pela graça de Deus, a Igreja poderá comprometer-se e estar ainda mais unida, no testemunho da verdade, do amor de Deus e da sua misericórdia pelas famílias do mundo, sem excluir nenhuma, tanto fora quanto dentro do redil.
Peço-vos por favor que não façais faltar a vossa oração. Todos - Papa, Cardeais, Bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis leigos - todos estamos chamados a orar pelo Sínodo. Disto temos necessidade, não de mexericos! Convido a rezar também quantos se sentem distantes ou não estão acostumados a fazê-lo. Esta oração pelo Sínodo sobre a família é para o bem de todos. Sei que esta manhã recebestes uma pequena imagem. Exorto-vos a conservá-la e a levá-la convosco, para que possais recitá-la com frequência nos próximos meses, com santa insistência, como nos pediu Jesus. Agora, recitemo-la juntos:
Jesus, Maria e José, em vós, contemplamos o esplendor do verdadeiro amor, a Vós, com confiança, nos dirigimos.
Sagrada Família de Nazaré, tornai também as nossas famílias lugares de comunhão e cenáculos de oração, escolas autênticas do Evangelho e pequenas Igrejas domésticas.
Sagrada Família de Nazaré, que nunca mais se faça, nas famílias, experiência de violência, egoísmo e divisão: quem ficou ferido ou escandalizado depressa conheça consolação e cura.
Sagrada Família de Nazaré, o próximo Sínodo dos Bispos possa despertar, em todos, a consciência 
do caráter sagrado e inviolável da família, a sua beleza no projeto de Deus.
Jesus, Maria e José, escutai, atendei a nossa súplica. Amém.


Fonte: Santa Sé