sábado, 11 de abril de 2026

Missa do Domingo de Páscoa no Vaticano (2026)

Na manhã do dia 05 de abril de 2026 o Papa Leão XIV presidiu a Missa do Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor na Praça de São Pedro.

A Missa teve início com o tradicional rito do Ressurrexit. Destacamos a proclamação do Evangelho em latim e grego, gesto próprio das celebrações mais solenes presididas pelo Bispo de Roma.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Krzysztof Marcjanowicz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada


Incensação do altar
Rito do Ressurrexit

Homilia do Papa: Domingo de Páscoa (2026)

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Domingo, 05 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs,
Hoje toda a criação resplandece com uma nova luz; da terra se eleva um cântico de louvor; o nosso coração exulta de alegria: Cristo ressuscitou da morte e, com Ele, também nós ressuscitamos para uma vida nova!

Este anúncio pascal abraça o mistério da nossa vida e o destino da história, nos alcançando nas profundezas dos abismos da morte, onde nos sentimos ameaçados e, por vezes, oprimidos. Ele nos abre à esperança que não falha, à luz que não se põe, àquela plenitude de alegria que nada pode apagar: a morte foi vencida para sempre, a morte já não tem poder sobre nós!

Esta é uma mensagem nem sempre fácil de aceitar, uma promessa que nos custa acolher, porque o poder da morte nos ameaça constantemente, por dentro e por fora.


Dentro de nós, quando o fardo dos nossos pecados nos impede de voar; quando as desilusões ou a solidão que experimentamos esgotam as nossas esperanças; quando as preocupações ou os ressentimentos sufocam a alegria de viver; quando estamos tristes ou cansados, quando nos sentimos traídos ou rejeitados, quando temos que lidar com a nossa fraqueza, com o sofrimento, com o desgaste do dia a dia, parecendo que fomos parar em um túnel do qual não vemos a saída.

Mas também fora de nós, a morte está sempre à espreita. Vemo-la presente nas injustiças, nos egoísmos de parte, na opressão dos pobres, na escassa atenção pelos mais fracos. Vemo-la na violência, nas feridas do mundo, no grito de dor que se eleva de todas as partes devido aos abusos que oprimem os mais vulneráveis, devido à idolatria do lucro que saqueia os recursos da terra, devido à violência da guerra que mata e destrói.

Vigília Pascal no Vaticano (2026)

No Sábado Santo, 04 de abril de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Vigília Pascal na Noite Santa da Ressurreição do Senhor na Basílica de São Pedro,

A celebração teve início no átrio da Basílica com a Liturgia da Luz. Após a Liturgia da Palavra, por sua vez, o Papa conferiu os Sacramentos da Iniciação Cristã a dez adultos, cinco da Diocese de Roma e cinco de outros países.

Leão XIV foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor L'ubomír Welnitz. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Destacamos o uso de uma casula do Papa Bento XVI (†2022), que este costumava usar nas Missas com Batismos, e da pia batismal realizada em 1996 pelo escultor Mario Toffetti (†2013), que há alguns anos não era utilizada nas celebrações pontifícias.

Liturgia da Luz
Preparação do círio pascal
Imposição do incenso
O Papa acende sua vela no círio
Procissão

Homilia do Papa: Vigília Pascal (2026)

Vigília Pascal na Noite Santa (Ano A)
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de São Pedro
Sábado Santo, 04 de abril de 2026

«Esta noite (...) dissipa o ódio e dobra os poderosos, enche de luz e paz os corações» (Precônio Pascal).
Assim, queridos irmãos e irmãs, no início desta celebração, o diácono exaltou a luz de Cristo Ressuscitado, simbolizada no Círio Pascal. A partir deste único Círio todos acendemos as nossas velas e, cada um portando uma pequena chama tomada do mesmo fogo, iluminamos esta grande Basílica. É o sinal da luz pascal, que nos une na Igreja como lâmpadas para o mundo. À proclamação do diácono respondemos “Amém”, afirmando o nosso compromisso de abraçar esta missão, e daqui a pouco repetiremos o nosso “sim” renovando as Promessas Batismais.

Caríssimos, esta é uma Vigília repleta de luz, a mais antiga da tradição cristã, conhecida como «a mãe de todas as vigílias». Nela revivemos o memorial da vitória do Senhor da vida sobre a morte e sobre os infernos. Fazemo-lo depois de ter percorrido, nos últimos dias, como em uma única grande celebração, os mistérios da Paixão do Deus que por nós se fez «homem coberto de dores», «desprezado como o último dos mortais» (Is 53,3), torturado e crucificado.


Existe caridade maior? Existe gratuidade mais completa? O Ressuscitado é o próprio Criador do universo que, como nos primórdios da história nos deu a existência a partir do nada, assim também na cruz, para nos mostrar o seu amor sem limites, nos deu a vida.

A 1ª leitura, com o relato das origens, no-lo recordou. «No princípio Deus criou o céu e a terra» (Gn 1,1), tirando do caos o cosmos, da desordem a harmonia, e confiando a nós, criados à sua imagem e semelhança, a tarefa de sermos seus guardiões. E mesmo quando, com o pecado, o homem não correspondeu a esse projeto, o Senhor não o abandonou, mas lhe revelou de forma ainda mais surpreendente, no perdão, o seu rosto misericordioso.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Fotos da Via Sacra no Coliseu (2026)

Na noite da Sexta-feira Santa, 03 de abril de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a tradicional oração da Via Sacra no Coliseu.

As meditações foram preparadas pelo Padre Francesco Patton, OFM, Custódio da Terra Santa de 2016 a 2025, com os textos de São Francisco de Assis por ocasião dos 800 anos da sua morte.

Retomando uma tradição iniciada por São Paulo VI (†1978) e continuada por São João Paulo II (†2005), sobretudo no início do seu pontificado, Leão XIV carregou a cruz ao longo das quatorze estações. 

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Fiéis aguardam o início da celebração
O Papa reza junto da cruz dentro do Coliseu
Início da Via Sacra dentro do Anfiteatro


Meditações da Via Sacra no Coliseu 2026

As meditações da primeira Via Sacra no Coliseu do pontificado do Papa Leão XIV, na noite da Sexta-feira Santa, 03 de abril de 2026, foram preparadas pelo Padre Francesco Patton, OFM, Custódio da Terra Santa de 2016 a 2025.

Em suas meditações foram citados vários textos de São Francisco de Assis, tomados das Fontes Franciscanas (FF), por ocasião dos 800 anos da sua morte (1226-2026).

Para saber mais, confira nossas postagem sobre a Via Sacra e sobre a Via Sacra presidida pelo Papa no Coliseu.

Sexta-feira Santa
Via Sacra no Coliseu presidida pelo Papa Leão XIV
03 de abril de 2026

Meditações com os textos de São Francisco de Assis:
Padre Francesco Patton, OFM

Canto inicial
Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi: quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. R: Amém.
O Senhor Jesus, que padeceu por nós e nos remiu pelo Mistério Pascal, esteja convosco. R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.


Introdução

A Via Dolorosa passa pelas ruelas da Cidade Velha de Jerusalém e nos leva a percorrer o caminho de Jesus desde o local da sua condenação até o da sua crucificação e sepultura, que é também o local da sua Ressurreição.
Não é um percurso entre pessoas devotas e silenciosas. Como no tempo de Jesus, nos encontramos caminhando em um ambiente caótico, perturbado e ruidoso, no meio de pessoas que partilham a fé n’Ele, mas também de outras que zombam e insultam. Assim é a vida de cada dia.
A Via Sacra não é o caminho de quem vive em um mundo assepticamente devoto e de recolhimento abstrato, mas é o exercício de quem sabe que a fé, a esperança e a caridade devem ser encarnadas no mundo real, onde o fiel é constantemente desafiado e deve continuamente assumir como próprio o modo de agir de Jesus.
São Francisco de Assis, de quem se comemora este ano o oitavo centenário da morte, descreve a nossa vida cristã tomando emprestadas as palavras do Apóstolo Pedro, recordando-nos que somos chamados a «seguir os passos de Cristo, que chamou o seu traidor de amigo e se ofereceu espontaneamente aos que o crucificaram» (Regra não bulada XXII, 2: FF 56; cf. 1Pd 2,21). O Poverello nos exorta a fixar o olhar em Jesus: «Consideremos, irmãos todos, o bom pastor, que para salvar suas ovelhas sofreu a paixão da cruz» (Admoestações VI: FF 155).
Ao percorrer esta Via Sacra, portanto, acolhamos o convite de São Francisco a fazer um caminho seguindo os passos de Jesus, que não seja meramente ritual ou intelectual, mas que envolva toda a nossa pessoa e toda a nossa vida: «Oferecei vossos corpos e carregai sua santa cruz, e segui até o fim seus santíssimos preceitos» (Ofício da Paixão do Senhor XV, 13: FF 303).

I Estação: Jesus é condenado à morte

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos.
R. Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Celebração da Paixão no Vaticano (2026)

Na tarde da Sexta-feira Santa, 03 de abril de 2026, o Papa Leão XIV presidiu a Celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro.

A homilia, como de costume, foi proferida pelo Pregador da Casa Pontifícia, Padre Roberto Pasolini, OFMCap.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Massimiliano Matteo Boiardi. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Procissão de entrada
Prostração

Liturgia da Palavra