sábado, 2 de maio de 2026

Homilia do Papa: Missa em Bamenda

Viagem Apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial
Missa em Bamenda
Homilia do Papa Leão XIV
Aeroporto de Bamenda (Camarões)
Quinta-feira, 16 de abril de 2026

Foi celebrada a Missa pela paz e a justiça com as leituras do dia (quinta-feira da II semana da Páscoa)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
Venho até vós como peregrino da paz e da unidade, expressando a minha alegria por estar aqui visitando a vossa terra e, sobretudo, por partilhar o vosso caminho, os vossos esforços e as vossas esperanças.

As manifestações festivas que acompanham as vossas Liturgias e a alegria que brota da oração que elevais a Deus são o sinal do vosso abandono confiante n’Ele, da vossa esperança inquebrantável, do vosso agarrar-vos com todas as forças ao amor do Pai que se faz próximo e olha com compaixão para os sofrimentos dos seus filhos. No Salmo que rezamos juntos é cantada esta confiança n’Ele, que hoje somos chamados a renovar: «Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido» (Sl 33,19).


Irmãos e irmãs, são muitos os motivos e as situações que atribulam nosso coração e nos lançam na aflição. As esperanças em um futuro de paz e reconciliação, no qual cada um seja respeitado na sua dignidade e a cada um sejam garantidos os direitos necessários, são continuamente desvanecidas pelos muitos problemas que marcam esta belíssima terra: as numerosas formas de pobreza, que continuam afetando inúmeras pessoas com uma crise alimentar em curso; a corrupção moral, social e política, ligada sobretudo à gestão da riqueza, que impede o desenvolvimento das instituições e das estruturas; os graves e consequentes problemas que atingem o sistema educativo e de saúde, bem como a grande migração para o estrangeiro, em particular dos jovens. E às problemáticas internas, frequentemente alimentadas pelo ódio e pela violência, junta-se ainda o mal causado pelo exterior, por aqueles que, em nome do lucro, continuam a pôr as mãos no continente africano para explorá-lo e saqueá-lo.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Fotos da Missa do Papa em Annaba

Na tarde da terça-feira, 14 de abril de 2026, durante sua Viagem Apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, o Papa Leão XIV celebrou a Missa na Basílica de Santo Agostinho em Annaba (Argélia).

Foi celebrada a Missa votiva de Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, com as leituras do dia (terça-feira da II semana da Páscoa).

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli. O livreto da celebração pode ser visto aqui (pp. 07-43 do Missal para a Viagem Apostólica).

Procissão de entrada
Note-se a imagem de Santo Agostinho
Incensação do altar
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa em Annaba

Viagem Apostólica à Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial
Missa em Annaba
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de Santo Agostinho em Annaba (Argélia)
Terça-feira, 14 de abril de 2026

Foi celebrada a Missa votiva de Santo Agostinho com as leituras do dia (terça-feira da II semana da Páscoa)

Queridos irmãos e irmãs,
A Palavra divina atravessa a história e a renova através da voz humana do Salvador. Hoje ouvimos o Evangelho, boa nova para todos os tempos, nesta Basílica de Annaba dedicada a Santo Agostinho, Bispo da antiga Hipona. Ao longo dos séculos, os lugares que nos acolhem mudaram de nome, mas os santos permaneceram como nossos padroeiros e testemunhas fiéis de um vínculo com a terra, o qual vem do céu. É precisamente essa a dinâmica que o Senhor ilumina na noite de Nicodemos: é esta a força que Cristo infunde na fraqueza da sua fé e na tenacidade da sua busca.


Enviado pelo Espírito de Deus, que «não sabes de onde vem, nem para onde vai» (Jo 3,8), Jesus é, para Nicodemos, um hóspede especial. Com efeito, convida-o a uma vida nova, confiando ao seu interlocutor - e também a nós - uma tarefa surpreendente: «Deveis nascer do alto» (v. 7). Eis o convite dirigido a cada homem e a cada mulher que procura a salvação! Do apelo de Jesus brota a missão para toda a Igreja e, portanto, para a comunidade cristã da Argélia: nascer de novo do alto, isto é, de Deus. Nessa perspectiva, a fé vence as dificuldades terrenas e a graça do Senhor faz florescer o deserto. No entanto, a beleza dessa exortação traz consigo uma provação, que o Evangelho nos chama a atravessar juntos.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Semana Santa em Istambul (2026)

Como vimos nas postagens anteriores, neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), que utilizam outro cálculo para a data da Páscoa, baseado no calendário juliano, celebraram a Ressurreição do Senhor no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

Nesta postagem trazemos algumas imagens das celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino no Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, presididas pelo Patriarca Bartolomeu na Catedral de São Jorge em Istambul (Turquia):

05 de abril: Domingo de Ramos

Bênção dos ramos

09 de abril: Matinas da Paixão


O Patriarca inicia a leitura dos Doze Evangelhos da Paixão
Exposição da Cruz

quarta-feira, 29 de abril de 2026

Semana Santa em Kiev (2026) Parte 2

Como vimos em nossa postagem anterior, neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas) celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

O Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu as principais celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Após destacarmos na primeira parte as celebrações do Domingo de Ramos e da Quinta-feira Santa, nesta segunda postagem trazemos algumas imagens da Sexta-feira Santa e do Domingo de Páscoa:

10 de abril: Vésperas da Exposição do Santo Sudário

O “Santo Sudário” ou epitaphion é uma imagem da deposição de Cristo no sepulcro venerada na Sexta-feira Santa:


O Arcebispo proclama o Evangelho
Procissão com o “Santo Sudário”


Semana Santa em Kiev (2026) Parte 1

Neste ano de 2026 a maioria das Igrejas Orientais (Católicas e Ortodoxas), devido ao uso de distintos calendários, celebraram a Páscoa no dia 12 de abril, uma semana após as comunidades de Rito Romano.

O Arcebispo-Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Dom Sviatoslav Shevchuk (Святосла́в Шевчу́к), presidiu as principais celebrações da Semana Santa segundo o Rito Bizantino na Catedral da Ressurreição em Kiev (Ucrânia).

Nesta primeira parte destacamos as celebrações do Domingo de Ramos e da Quinta-feira Santa:

05 de abril: Divina Liturgia do Domingo de Ramos

Com a bênção dos ramos no final da celebração:

O Arcebispo abençoa com o dikirion e o trikirion
Evangelho
Homilia
Hino dos Querubins
Grande Entrada

terça-feira, 28 de abril de 2026

Regina Coeli: II Domingo da Páscoa - Ano A

Papa Leão XIV
Regina Coeli
Praça de São Pedro
Domingo, 12 de abril de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo e, mais uma vez, feliz Páscoa!
Hoje, II Domingo da Páscoa, dedicado à Divina Misericórdia por São João Paulo II, lemos no Evangelho a aparição de Jesus Ressuscitado ao Apóstolo Tomé (Jo 20,19-31). Tal acontecimento ocorre oito dias após a Páscoa, enquanto a comunidade está reunida: é aí que Tomé encontra o Mestre, que o convida a olhar para os sinais dos pregos, a colocar a mão na ferida do seu lado e a acreditar (v. 27). É uma cena que nos faz refletir sobre o nosso encontro com Jesus Ressuscitado. Onde encontrá-lo? Como reconhecê-lo? Como acreditar? São João, que narra o evento, nos dá indicações precisas: Tomé encontra Jesus no oitavo dia, com a comunidade reunida, e o reconhece pelos sinais do seu sacrifício. Desta experiência brota a sua profissão de fé, a mais elevada de todo o Quarto Evangelho: «Meu Senhor e meu Deus!» (v. 28).

É claro que nem sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa ser alimentada e sustentada. Por isso, no “oitavo dia”, isto é, todos os domingos, a Igreja nos convida a fazer como os primeiros discípulos: a nos reunirmos e a celebrarmos juntos a Eucaristia. Nela ouvimos as palavras de Jesus, rezamos, professamos a nossa fé, partilhamos os dons de Deus na caridade, oferecemos a nossa vida em união com o Sacrifício de Cristo, nos alimentamos do seu Corpo e do seu Sangue, para depois sermos, por nossa vez, testemunhas da sua Ressurreição, como indica o termo “Missa”, isto é, “envio”, “missão” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1332).

A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã. Amanhã partirei para a Viagem Apostólica à África, e foram precisamente alguns mártires da Igreja africana dos primeiros séculos, os Mártires de Abitene, que nos deixaram um belíssimo testemunho a este respeito. Diante da oferta de terem a vida poupada, desde que renunciassem à celebração da Eucaristia, responderam que não podiam viver sem celebrar o dia do Senhor. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo - o Corpo de Cristo - na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade. É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam “mãos do Ressuscitado” - testemunhas da sua presença, da sua misericórdia, da sua paz - nos sinais do trabalho, dos sacrifícios, da doença, do passar dos anos, que frequentemente ficam gravados nelas, tal como na ternura de uma carícia, de um aperto de mão, de um gesto de caridade.

Queridos irmãos e irmãs, em um mundo que tanto necessita de paz, isto nos compromete, mais do que nunca, a ser assíduos e fiéis ao nosso encontro eucarístico com o Ressuscitado, para daí partirmos como testemunhas da caridade e portadores da reconciliação. Que a Virgem Maria, bem-aventurada porque foi a primeira que acreditou sem ver (cf. Jo 20,29), nos ajude a fazê-lo.

Aparição do Ressuscitado aos Apóstolos
(Mosteiro de Decani, Sérvia)

Fonte: Santa Sé.