terça-feira, 3 de novembro de 2026

Ângelus: XXX Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 25 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
No Evangelho de hoje (Mt 22,34-40) o Senhor nos conduz, mais uma vez, ao centro da nossa fé. Querendo pôr Jesus à prova, um doutor da Lei lhe pergunta: «Qual é o maior mandamento da Lei?» (v. 36). O Mestre responde citando uma passagem do Deuteronômio: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todo o teu entendimento» (v. 37; cf. Dt 6,5). Cristo coloca a dimensão do amor como o ponto fundamental da relação com Deus. Realmente, não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal: o único Deus verdadeiro quer se tornar o nosso Deus.

No encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição. Na verdade, não se pode amar “por ordem de alguém”. O amor a Deus é uma exigência que faz parte do desejo do homem, que encontra a sua plena realização na comunhão com Ele. Por isso, o nosso amor só pode ser autêntico quando é uma resposta ao seu amor, que sempre nos precede. Daí a necessidade de uma totalidade que envolva integralmente a pessoa: coração, alma e mente.

Ao primeiro mandamento, o Senhor acrescenta um segundo: «Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22,39). Esta regra de vida surge de uma mesma fonte e, por isso, Jesus diz ser semelhante à primeira. A partir da relação íntima com Deus, nos tornamos capazes de olhar para nós mesmos e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo, segundo a sua perspectiva. Desta forma, o egoísmo é superado e até o amor a si mesmo se transforma em caridade: a nossa existência volta-se para o outro e torna-se um dom para quem está ao nosso lado.

Santa Teresa do Menino Jesus compreendeu bem. Escrevia ela: «Só o amor impele os membros da Igreja à ação; se esse amor se extinguisse, a Igreja já não anunciaria o Evangelho» (cf. Obras completas, Manuscrito B, 3vº, Roma, 1997, 223). Com efeito, sem o amor, a nossa fé ficaria desprovida do seu conteúdo, as nossas boas obras se reduziriam a moralismo e a nossa esperança seria vã.

Caríssimos, não podemos amar Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs. E não podemos amar verdadeiramente o nosso próximo senão como filhos do mesmo Pai, que em seu Filho Jesus nos amou primeiro.

Peçamos ao Senhor a graça de um coração novo, capaz de acolher e viver o grande mandamento. Que interceda por nós a Virgem Maria, em cujo coração imaculado nada mais há senão amor.

Jesus dialoga com os fariseus
(Jacob Jordaens)

Fonte: Santa Sé.

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

35 anos da eleição do Patriarca de Constantinopla (2026)

Na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla celebrou a Divina Liturgia na Catedral de São Jorge em Istambul (Turquia) por ocasião dos 35 anos da sua eleição.

Bartolomeu, com efeito, foi eleito 270º Patriarca de Constantinopla no dia 22 de outubro de 1991 e foi entronizado na Catedral de São Jorge no dia 02 de novembro do mesmo ano. Dentre os hierarcas das Igrejas Ortodoxas Bizantinas é aquele que exerce o ofício a mais tempo.

Eἰς πολλὰ ἔτη, Δέσποτα! Ad multos annos!

Entrada do Patriarca

Pequena Entrada
O Patriarca abençoa com o dikirion e o trikirion

Solenidade de São João Paulo II em Cracóvia (2026)

Na tarde da quinta-feira, 22 de outubro de 2026, o Arcebispo de Cracóvia (Polônia), Cardeal Grzegorz Ryś, celebrou a Missa no Santuário de São João Paulo II por ocasião da Solenidade do Papa polonês [1]:

Procissão de entrada
Ritos iniciais

Evangelho

sábado, 31 de outubro de 2026

Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (2026)

No dia 18 de outubro de 2026, terceiro domingo de outubro, o Arcebispo de Milão (Itália), Dom Mario Enrico Delpini, celebrou a Missa em Rito Ambrosiano por ocasião da Solenidade do Aniversário da Dedicação do Duomo de Milão (Catedral Metropolitana da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria).

A partir do século IV duas igrejas se “revezavam” como Catedral de Milão: a Basílica de Santa Tecla no verão e a Basílica de Santa Maria Maior no inverno. A “passagem” do título de Catedral entre as igrejas era marcada pelo rito da “trasmigratio”, que tinha lugar na Páscoa e no mês de outubro.

As duas igrejas, porém, foram destruídas para dar lugar ao atual Duomo de Milão, dedicado por São Carlos Borromeu no terceiro domingo do mês de outubro de 1577.

Recentemente o rito da “trasmigratio” foi resgatado, na forma de uma entrada solene na Catedral no aniversário da sua dedicação:

Procissão de entrada

Rito da trasmigratio
O Arcebispo bate na porta do Duomo
A procissão entra na Catedral

Ângelus: XXIX Domingo do Tempo Comum - Ano A (2026)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 18 de outubro de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
O Evangelho proclamado na Liturgia de hoje (Mt 22,15-21) nos coloca diante de uma das frases mais famosas de Jesus: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (v. 21). Por isso, é importante situá-la no contexto em que foi proferida originalmente.

O evangelista Mateus descreve uma situação hostil em relação a Jesus: os fariseus se reúnem para ver como apanhá-lo em contradição nas suas palavras (cf. v. 15). Decidem enviar algumas pessoas para interrogá-lo sobre uma questão controversa: «É lícito ou não pagar imposto a César?» (v. 17). A resposta do Mestre é astuta, pois o mantém fora da armadilha e desmascara a hipocrisia daqueles que querem fazê-lo cair. Pede-lhes a moeda do tributo, ou seja, um denário. Eles a dão, e Jesus diz: «De quem é a figura e a inscrição desta moeda?». Respondem-lhe: «De César». Então afirma: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (vv. 20-21).

Em Jesus contemplamos um Deus que não teme a história e que, pelo contrário, vem habitar nela. O seu Reino não retira os cargos nem as responsabilidades humanas. Porém, pede que vivamos sem concessões, livres de más ambições e de interesses injustos, colocando acima de tudo o Reino de Deus e a sua justiça (cf. Mt 6,33). Neste sentido, chama a atenção o elogio que essas mesmas pessoas dirigem a Jesus, ainda que movidas por más intenções: «Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências» (Mt 22,16).

Caríssimos, é precisamente este o perfil de quem “dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”: ser verdadeiro, sem subserviência nem hipocrisia, livre para o bem. Roguemos ao Senhor que nos ajude a ser assim. E confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria.

O tributo a César
(Leopold Layer)

Fonte: Santa Sé.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Fotos da Missa pelas famílias no Vaticano (2026)

Na manhã da quarta-feira, 14 de outubro de 2026, o Cardeal Luis Antonio Gokim Tagle, novo Decano do Colégio Cardinalício, celebrou a Missa na Praça de São Pedro no encerramento de um encontro por ocasião dos 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Foi celebrada a Missa “pela família” (formulário n. 12 das Missas para diversas necessidades) com suas orações e leituras, como é possível ver no livreto da celebração.

O Cardeal Tagle, que substituiu o Papa devido à sua hospitalização para uma cirurgia no pulmão, foi assistido pelo Monsenhor Ján Dubina.

O Patriarca da Igreja Católica Caldeia, Polis III Nona, eleito no dia 12 de abril deste ano, concelebrou a Missa como manifestação da sua “comunhão eclesiástica” com o Bispo de Roma [1].

Incensação

Ritos iniciais

Liturgia da Palavra

Homilia do Papa: Missa pelas famílias (2026)

Santa Missa no 10º Aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A homilia foi lida pelo Cardeal Luis Antonio Tagle, Decano do Colégio Cardinalício, que presidiu a celebração em nome do Papa.
Foi celebrada a Missa “pela família” com as seguintes leituras: 1Cor 12,31–13,13; Sl 99; Jo 15,12-17.

«A alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja» (Francisco, Exortação Apostólica Amoris laetitia, 19 de março de 2016, n. 1). Foi assim que, há dez anos, o Papa Francisco iniciou a Exortação Apostólica Amoris laetitia (AL).

Celebramos hoje a Eucaristia apresentando ao Senhor os frutos do trabalho que, durante este período, foi realizado sobre o Documento, procurando assimilar a sua riqueza e pôr em prática as suas orientações pastorais.

A este respeito, a Liturgia de hoje nos oferece alguns pontos de reflexão. Na 1ª Leitura, ouvimos o “hino à caridade” de São Paulo (1Cor 12,31–13,13), que o quarto capítulo da Exortação coloca na base de uma rica meditação sobre as virtudes do matrimônio cristão, uma união «afetiva, espiritual e oblativa» (AL, n. 120), ícone do amor de Deus (cf. n. 121). Com efeito, é por meio desses valores que os cônjuges, à imagem da Trindade e com a ajuda da graça, crescem lado a lado, dia após dia, amadurecendo cada um na sua própria singularidade e, simultaneamente, concretizando aquela semelhança mútua que cresce através do «projeto estável de partilhar e construir juntos toda a existência» (n. 123). Assim, a verdadeira alegria do amor é uma lenta fusão, na qual a peculiaridade de cada um floresce, na doação, através da presença do outro.


O Apóstolo, aliás, dirigia as suas palavras a uma comunidade rica em dons e carismas (cf. 1Cor 12,4-11), mas que precisava amadurecer na caridade. Ele recordava aos coríntios que o homem sem esta caridade, mesmo com todos os talentos recebidos, é «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1Cor 13,1): uma voz desprovida de amor, um ouvido incapaz de levar mensagens ao coração, uma individualidade distante, fria e impenetrável.

Nós não fomos feitos para isso. O Salmo Responsorial também o recordou, definindo-nos como “povo” e “rebanho” de um Deus cujo amor e fidelidade são eternos (cf. Sl 99, 5); um Senhor que ama sem hesitação, que nunca deixa de nos procurar, de depositar confiança em nós e de renovar a sua amizade conosco.