segunda-feira, 5 de maio de 2014

Catequese do Papa sobre a Ressurreição

Papa Francisco
Audiência Geral
Quarta-feira, 23 de abril de 2014
«Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?»

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Esta é a semana da alegria: celebramos a Ressurreição de Jesus! É um júbilo autêntico, profundo, baseado na certeza de que Cristo ressuscitado já não morre, mas está vivo e age na Igreja e no mundo. Tal certeza habita o coração dos crentes a partir daquela manhã de Páscoa, quando as mulheres foram ao sepulcro de Jesus e os anjos lhes disseram: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» (Lc 24,5). «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Estas palavras constituem como que um marco miliário na história; mas também uma «pedra de tropeço», se não nos abrirmos à Boa Notícia, se pensarmos que incomoda menos um Jesus morto do que um Jesus vivo! Ao contrário, quantas vezes no nosso caminho quotidiano temos necessidade de ouvir dizer: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Quantas vezes nós procuramos a vida entre as coisas mortas, no meio daquilo que não pode dar vida, entre as coisas que hoje existem e amanhã já deixarão de existir, entre as coisas passageiras... «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?».

Precisamos disto quando nos fechamos em qualquer forma de egoísmo ou de autossatisfação; quando nos deixamos seduzir pelos poderes terrenos e pelas coisas deste mundo, esquecendo Deus e o próximo; quando depositamos as nossas esperanças em vaidades mundanas, no dinheiro e no sucesso. Então a Palavra de Deus diz-nos: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Por que estás a procurar ali? Aquilo não te pode dar vida! Sim, talvez te proporcione a alegria de um minuto, de um dia, de uma semana, de um mês... e depois? «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Esta frase deve entrar no nosso coração e devemos repeti-la. Repitamo-la juntos três vezes? Façamos este esforço? Todos: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» [Repete com a multidão]. Hoje, quando voltarmos para casa, repitamo-la de coração, em silêncio, e interrogando-nos: por que, na vida, procuro entre os mortos Aquele que está vivo? Isto far-nos-á bem!

Não é fácil abrir-se a Jesus. Não é espontâneo aceitar a vida do Ressuscitado e a sua presença no meio de nós. O Evangelho faz-nos ver várias reações: do Apóstolo Tomé, de Maria Madalena e dos dois discípulos de Emaús: faz-nos confrontar-nos com eles. Tomé põe uma condição para a fé, pede para tocar a evidência, as chagas; Maria Madalena chora, vê-o, mas não o reconhece, só compreende que é Jesus quando Ele a chama por nome; os discípulos de Emaús, deprimidos e com sentimentos de derrota, chegam ao encontro com Jesus, deixando-se acompanhar por aquele viandante misterioso. Cada qual por caminhos diferentes! Procuravam entre os mortos Aquele que está vivo, e foi o próprio Senhor quem corrigiu a rota. Quanto a mim, o que faço? Que caminho sigo para me encontrar com Cristo vivo? Ele estará sempre próximo de nós para corrigir a rota, quando erramos.

«Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?» (Lc 24,5). Esta pergunta faz-nos superar a tentação de olhar para trás, para aquilo que aconteceu ontem, e impele-nos para a frente, rumo ao futuro. Jesus não está no sepulcro, é o Ressuscitado! Ele é o Vivente, Aquele que renova sempre o seu corpo, que é a Igreja, e fá-lo caminhar atraindo-o a Si. «Ontem» é o sepulcro de Jesus e o túmulo da Igreja, o sepulcro da verdade e da justiça; «hoje» é a Ressurreição perene para a qual nos impele o Espírito Santo, conferindo-nos a plena liberdade.

Hoje também a nós é dirigida esta interrogação. Tu, por que procuras entre os mortos Aquele que está vivo, tu que te fechas em ti mesmo depois de uma falência, tu que já não tens a força para rezar? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que te sentes só, abandonado pelos amigos e talvez até por Deus? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que perdeste a esperança, tu que te sentes prisioneiro dos teus pecados? Por que buscas entre os mortos Aquele que está vivo, tu que aspiras à beleza, à perfeição espiritual, à justiça e à paz?

Temos necessidade de ouvir que nos repitam e de nos recordarmos uns aos outros a admoestação do anjo! Esta admoestação, «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?», ajuda-nos a sair dos nossos espaços de tristeza e abre-nos aos horizontes da alegria e da esperança. Aquela esperança que remove as pedras dos sepulcros e encoraja a anunciar a Boa Nova, capaz de gerar vida nova para os outros. Repitamos esta frase do anjo, para a manter no coração e na memória, e depois cada um responda em silêncio: «Por que buscais entre os mortos Aquele que está vivo?». Repitamo-la! [Repete com a multidão]. Olhai, irmãos e irmãs, Ele está vivo, está conosco! Não visitemos os numerosos sepulcros que hoje nos prometem algo, a beleza, e depois nada nos dão! Ele está vivo! Não procuremos entre os mortos Aquele que está vivo! Obrigado.


Fonte: Santa Sé.

Fotos da Semana Santa no Rito Bizantino em Moscou

Na última Semana Santa, Sua Beatitude Kirill, Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, celebrou os ofícios litúrgicos segundo o rito bizantino na Catedral de Cristo Salvador em Moscou.

Com esta postagem mostramos um pouco do esplendor da Liturgia Bizantina e da piedade dos cristãos ortodoxos, que inclusive participam das longas celebrações da Semana Santa em pé!

Domingo de Ramos




Segunda-feira: Preparação do Santo Myron (Óleo do Crisma)



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fotos da Semana Santa no Rito Ambrosiano em Milão

A Arquidiocese de Milão (Itália) possui um rito próprio, o Rito Ambrosiano que, como o próprio nome indica, remonta a Santo Ambrósio (século IV), com pequenas diferenças em relação ao Rito Romano.

No último mês de abril, o Arcebispo, Cardeal Angelo Scola celebrou na Catedral, mais conhecida como o Duomo di Milano, os ofícios litúrgicos da Semana Santa segundo o Rito Ambrosiano.


Dia 13 de abril: Domingo de Ramos

Bênção dos ramos
Procissão
Evangelho
Abraço da paz
Consagração

Fotos da Semana Santa na Forma Extraordinária em Norwalk

Na última Semana Santa, celebraram-se na igreja de Santa Maria em Norwalk (Connecticut, EUA) todos os ofícios litúrgicos segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano.

Seguem algumas fotos, da Society of St. Huhgh of Cluny:

Domingo de Ramos (ou II da Paixão)

Bênção dos ramos

Procissão
Ofício das Trevas na Quarta-feira Santa



Fotos da Semana Santa em Frederico Westphalen

Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS), presidiu na Catedral Santo Antônio as celebrações da última Semana Santa.

Seguem algumas fotos das principais celebrações:

Missa e Procissão no Domingo de Ramos (13.04.2014)

Dom Keller com os diáconos assistentes
Procissão

Fieis na Catedral
Narrativa da Paixão

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Fotos do Domingo de Páscoa na Forma Extraordinária

Na manhã do Domingo de Páscoa, Dom Fernando Areas Rifan celebrou na igreja principal da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em Campos dos Goytacazes (RJ) a Santa Missa do Domingo da Ressurreição segundo a Forma Extraordinária do Rito Romano.


Procissão de entrada

Alocução do bispo
Orações ao pé do altar
Glória

Regina Coeli do Papa: Segunda-feira da Oitava Pascal 2014

Papa Francisco
Regina Coeli
Segunda-feira do Anjo, 21 de abril de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!
Feliz Páscoa! «Cristós anésti! - Alethós anésti!», «Cristo ressuscitou! - Verdadeiramente ressuscitou!». Está no meio de nós, aqui na praça! Durante esta semana podemos continuar a formular os bons votos pascais, como se fosse um único dia. É o grande dia que fez o Senhor!

O sentimento predominante que transparece das narrações evangélicas da Ressurreição é a alegria cheia de admiração, de um grande enlevo! Um júbilo que vem de dentro! E na Liturgia nós revivemos o estado de espírito dos discípulos pela notícia que as mulheres tinham anunciado: Jesus ressuscitou! Nós O vimos!

Deixemos que esta experiência, impressa no Evangelho, se imprima também nos nossos corações e transpareça na nossa vida. Deixemos que o enlevo jubiloso do Domingo de Ramos se irradie nos pensamentos, nos olhares, nas atitudes, nos gestos e nas palavras... Oxalá fôssemos tão luminosos! Mas não se trata de uma maquiagem! Vem de dentro, de um coração imerso na fonte desta alegria, como o de Maria Madalena, que chorou pela perda do seu Senhor e não acreditava nos seus olhos, quando O viu ressuscitado. Quem faz esta experiência torna-se testemunha da Ressurreição, porque em certo sentido ele mesmo, ela mesma, ressuscitou. Então, é capaz de levar um «raio» da luz do Ressuscitado às diversas situações: às felizes, tornando-as mais bonitas e preservando-as do egoísmo; às dolorosas, levando serenidade e esperança.

Durante esta semana, nos fará bem tomar o Livro do Evangelho e ler os capítulos que falam sobre a Ressurreição de Jesus: nos fará muito bem! Tomai o Evangelho, procurai os capítulos e lede.

Durante esta semana nos fará bem pensar também na alegria de Maria, Mãe de Jesus. Do mesmo modo como a sua dor foi íntima, a ponto de transpassar a sua alma, assim a sua alegria foi íntima e profunda, e dela os discípulos podiam haurir. Tendo passado através da experiência de Morte e Ressurreição do seu Filho, vistas na fé como a expressão suprema do amor de Deus, o Coração de Maria tornou-se um manancial de paz, consolação, esperança e misericórdia. Todas as prerrogativas da nossa Mãe derivam daqui, da sua participação na Páscoa de Jesus. Desde sexta-feira até à aurora do domingo, ela não perdeu a esperança: pudemos contemplá-la como Mãe das Dores, mas, ao mesmo tempo, como Mãe de Esperança. Ela, Mãe de todos os discípulos, Mãe da Igreja, é também Mãe de Esperança.

A ela, testemunha silenciosa da Morte e da Ressurreição de Jesus, peçamos que nos introduza na alegria pascal. Peçamo-lo com a recitação do Regina Coeli, que no Tempo Pascal substitui a prece do Ângelus.


Fonte: Santa Sé.