terça-feira, 16 de setembro de 2025

Festa da Natividade de Maria em Jerusalém (2025)

No dia 08 de setembro de 2025 o Padre Stéphane Milovitch, da Custódia Franciscana da Terra Santa, presidiu a Missa da Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria na igreja de Santa Ana junto à Piscina de Betesda em Jerusalém.

A igreja, sob responsabilidade da Congregação dos Missionários da África (Padres Brancos), pertence à República Francesa. Por isso a Missa é celebrada em francês e conta sempre com a presença de uma delegação oficial do país. Para saber mais sobre a igreja de Santa Ana, clique aqui.

Infelizmente este ano foram divulgadas poucas imagens da celebração:

Igreja de Santa Ana em Jerusalém
Oração Eucarística


"Eis o Cordeiro de Deus"

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Fotos da Canonização de dois novos Santos (2025)

No dia 07 de setembro de 2025, como anunciado no Consistório do dia 13 de junho, o Papa Leão XIV celebrou a Missa do XXIII Domingo do Tempo Comum (Ano C) na Praça de São Pedro para a Canonização de dois novos Santos: Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis.

O Papa foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli e pelo Monsenhor Yala Banorani Djetaba. O livreto da celebração pode ser visto aqui.

Leão XIV endossou uma casula dourada do Papa Bento XVI (†2022) com as imagens de vários santos, além da dalmática pontifical, que os Bispos usam sob a casula nas Missas mais solenes.

Imagem de São Pier Giorgio Frassati
Imagem de São Carlo Acutis
Procissão de entrada
Incensação

Homilia do Papa: Canonização de dois novos Santos (2025)

Santa Missa e Canonização dos Beatos Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis
Homilia do Papa Leão XIV
Praça de São Pedro
Domingo, 07 de setembro de 2025

Foi celebrada a Missa do XXIII Domingo do Tempo Comum (Ano C).

Queridos irmãos e irmãs,
Na 1ª leitura ouvimos uma pergunta:  Acaso alguém teria conhecido o teu desígnio [Senhor], sem que lhe desses sabedoria e do alto lhe enviasses teu santo espírito?» (Sb 9,17). Ouvimos essa pergunta depois que dois jovens Beatos, Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis, foram proclamados Santos, e isso é providencial. Com efeito, no Livro da Sabedoria essa pergunta é atribuída justamente a um jovem como eles: o rei Salomão. Ele, com a morte de Davi, seu pai, percebeu que tinha muitas coisas: poder, riqueza, saúde, juventude, beleza e realeza. Mas justamente essa grande abundância de meios fez surgir em seu coração outra pergunta: “O que devo fazer para que nada disso se perca?”. E compreendeu que a única maneira de encontrar uma resposta era pedir a Deus um dom ainda maior: a sua sabedoria, para conhecer os seus projetos e aderir fielmente a eles. Na verdade, ele percebeu que só assim tudo encontraria o seu lugar no grande desígnio do Senhor. Sim, porque o maior risco da vida é desperdiçá-la fora do projeto de Deus.

Também Jesus, no Evangelho, fala-nos de um projeto ao qual devemos aderir totalmente. Ele diz: «Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo» (Lc 14,27); e ainda: «Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo» (v. 33). Assim, convida-nos a aderir sem hesitação à aventura que Ele nos propõe, com a inteligência e a força que vêm do seu Espírito e que podemos acolher na medida em que nos despojamos de nós mesmos, das coisas e ideias às quais estamos apegados, para nos colocarmos à escuta da sua palavra.


Muitos jovens, ao longo dos séculos, tiveram de enfrentar esta encruzilhada na vida. Pensemos em São Francisco de Assis: tal como Salomão, também ele era jovem e rico, sedento de glória e fama. Por isso partiu para a guerra, na esperança de ser nomeado “cavaleiro” e cobrir-se de honras. Mas Jesus apareceu-lhe ao longo do caminho e fez-lhe refletir sobre o que estava fazendo. Recuperando a lucidez, dirigiu a Deus uma pergunta simples: «Senhor, o que queres que eu faça?» [1]. E a partir daí, voltando atrás, começou a escrever uma história diferente: a maravilhosa história de santidade que todos conhecemos, despojando-se de tudo para seguir o Senhor (cf. Lc 14,33), vivendo na pobreza e preferindo o amor pelos irmãos, especialmente os mais fracos e pequenos, ao ouro, à prata e aos tecidos preciosos do seu pai.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Fotos da inauguração do Borgo Laudato si’

Na tarde da sexta-feira, 05 de setembro de 2025, o Papa Leão XIV presidiu uma Liturgia da Palavra por ocasião da inauguração do Borgo Laudato si’ nos jardins da residência pontifícia de Castel Gandolfo, mesmo espaço onde o Papa presidiu pela primeira vez a Missa pelo cuidado da criação em julho.

A celebração foi centrada no Evangelho (Mt 6,24-32), seguido do Salmo 18, ambos do novo formulário «pro custodia creationis».

Após a breve homilia do Papa foi recitada a oração com a criação presente na Encíclica Laudato si’ (n. 246) e o Pai nosso; Após a bênção o célebre cantor Andrea Bocelli entoou a música Dolce è sentire, inspirada no Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.

Leão XIV, endossando a veste coral e a estola vermelha, foi assistido por Dom Diego Giovanni Ravelli.

Oração diante da imagem da Virgem Maria

Sinal da cruz e saudação
Evangelho
Homilia

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Fotos da Missa do Papa com os agostinianos (2025)

Na tarde da segunda-feira, 01 de setembro de 2025, o Papa Leão XIVassistido por Dom Diego Giovanni Ravelli, celebrou a Missa votiva do Espírito Santo na Basílica de Santo Agostinho in Campo Marzio em Roma por ocasião da Abertura do Capítulo Geral dos Agostinianos.

O Capítulo Geral reúne representantes da Ordem de todo o mundo para refletir sobre a sua missão e para eleger o novo Prior Geral, que sucederá o Padre Alejandro Moral, o qual esteve à frente da Ordem por dois mandatos de seis anos (2013-2025).

Vale lembrar que o então Padre Robert Francis Prevost foi o Prior Geral dos agostinianos igualmente por dois mandatos (2001-2013).

Chegada do Papa à Basílica
Oração diante do altar com as relíquias de Santa Mônica
Procissão de entrada
Incensação
Ritos iniciais

Homilia do Papa: Missa com os agostinianos (2025)

Missa de Abertura do Capítulo Geral dos Agostinianos
Homilia do Papa Leão XIV
Basílica de Santo Agostinho “in Campo Marzio”, Roma
Segunda-feira, 01 de setembro de 2025

Foi celebrada a Missa votiva do Espírito Santo, com suas leituras.

Em inglês:
Meus queridos irmãos e irmãs,
Padre Alejandro Moral, Prior Geral, irmãos no Episcopado, Luis e Wilder [1], e todos vós, meus irmãos agostinianos, irmãos e irmãs aqui presentes. Antes de iniciar a homilia formal que está preparada, gostaria apenas de saudar todos vós. E para aqueles que compreendem inglês, mas não compreendem italiano: rezai para receber um dom do Espírito Santo! E talvez, durante este breve momento de reflexão sobre a Palavra de Deus e sobre o que o Senhor pede a todos vós, vós que estais prestes a iniciar este Capítulo Geral Ordinário, que vos seja concedido, não necessariamente o dom de compreender ou falar todas as línguas, mas o dom de ouvir, o dom de ser humilde e o dom de promover a unidade, dentro da Ordem e por toda a Ordem, em toda a Igreja e no mundo.

Em italiano:
Celebramos esta Eucaristia no início do Capítulo Geral, momento de graça para a Ordem Agostiniana e momento de graça para toda a Igreja.

Nesta Missa votiva do Espírito Santo, peçamos que seja Ele, pelo qual o amor de Cristo habita nos nossos corações (cf. Rm 5,5), a guiar dia a dia o vosso trabalho.


Um autor antigo, falando do Pentecostes (cf. At 2,1-11), descreve-o como uma «abundante e irresistível prevalência do Espírito» (Dídimo o Cego, De Trinitate, 6, 8: PG 39, 533). Peçamos ao Senhor que assim seja também para vós: que o seu Espírito prevaleça sobre toda a lógica humana, de forma “abundante e irresistível”, para que a Terceira Pessoa divina se torne verdadeiramente protagonista dos dias que virão.

O Espírito Santo fala, hoje como no passado. Ele o faz “in penetralia cordis” [no interior do coração] e através dos irmãos e das circunstâncias da vida. Por isso é importante que o clima do Capítulo, em harmonia com a tradição secular da Igreja, seja um clima de escuta, escuta de Deus, escuta dos outros.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Ângelus: XXII Domingo do Tempo Comum - Ano C (2025)

Papa Leão XIV
Ângelus
Praça de São Pedro
Domingo, 31 de agosto de 2025

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Estar à mesa juntos, especialmente nos dias de descanso e de festa, é um sinal de paz e comunhão, em todas as culturas. No Evangelho deste domingo (Lc 14,1.7-14), Jesus é convidado por um dos chefes dos fariseus para um almoço. Receber convidados amplia o espaço do coração e ser convidado requer a humildade de entrar no mundo do outro. Uma cultura do encontro se alimenta desses gestos que aproximam.

Encontrar-se nem sempre é fácil. O evangelista observa que os convidados “observavam” Jesus (v. 1), que geralmente era visto com certa desconfiança pelos intérpretes mais rigorosos da tradição. Apesar disso o encontro acontece, porque Jesus se aproxima realmente, não permanece alheio à situação. Ele torna-se verdadeiramente hóspede, com respeito e autenticidade. Renuncia àquelas “boas maneiras” que são meras formalidades para evitar o envolvimento mútuo. Assim, no seu estilo próprio, com uma parábola, descreve o que vê e convida aqueles que o observavam a pensar. Com efeito, Jesus percebeu que há uma corrida para ocupar os primeiros lugares. Isto também acontece hoje, não na família, mas nas ocasiões em que é importante “ser notado”; então, o estar juntos transforma-se em uma competição.

Irmãos e irmãs, sentar-nos juntos à mesa eucarística, no dia do Senhor, significa também para nós deixar a palavra a Jesus. Ele torna-se de bom grado nosso hóspede e pode descrever-nos como nos vê. É muito importante ver-nos com o seu olhar: repensar como muitas vezes reduzimos a vida a uma competição; como mudamos quem somos para obter algum reconhecimento; como nos comparamos inutilmente uns aos outros. Parar para refletir, deixar-nos abalar por uma Palavra que questiona as prioridades que ocupam o nosso coração, é uma experiência libertadora. E Jesus nos chama à liberdade.

No Evangelho, Ele usa a palavra “humildade” para descrever a forma plena da liberdade (cf. v. 11). A humildade é, em verdade, a liberdade de si mesmo. Ela nasce quando o Reino de Deus e a sua justiça realmente despertam o nosso interesse e podemos nos permitir olhar para longe: não para a ponta dos nossos pés, mas para longe! Quem se exalta, em geral, parece não ter encontrado nada mais interessante do que si mesmo e, no fundo, é muito inseguro. Mas quem compreendeu ser tão precioso aos olhos de Deus, quem sente profundamente ser filho ou filha de Deus, tem coisas maiores pelas quais se exaltar e tem uma dignidade que brilha por si mesma. Ela vem em primeiro plano, está em primeiro lugar, sem esforço e sem estratégias, cada vez que aprendemos a servir, em vez de nos servirmos das situações.

Queridos irmãos, peçamos hoje que a Igreja seja para todos uma academia de humildade, ou seja, aquela casa onde todos são sempre bem-vindos, onde os lugares não precisam ser conquistados, onde Jesus ainda pode tomar a palavra e educar-nos na sua humildade, na sua liberdade. Maria, a quem agora rezamos, é verdadeiramente a Mãe dessa casa.

Jesus à mesa na casa do fariseu
(Paolo Veronese)

Fonte: Santa Sé.